quarta-feira, 27 de março de 2024

Cerca de 40 mil novos casos de câncer colorretal surgem a cada ano, segundo INCA


Números do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que aproximadamente 40 mil novos casos de câncer colorretal surgem a cada ano. A patologia se desenvolve silenciosamente, com alterações nas células, que crescem de maneira desordenada, muitas vezes sem sinais perceptíveis. Muitos desses casos podem estar relacionados a fatores passíveis de prevenção, como escolhas alimentares, cessão de  tabagismo e prática de atividade física, regularmente. Por isso, no Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, nesta quarta-feira (27), a médica oncologista Maria Luiza Ludermir, do NOA (Núcleo de Oncologia do Agreste), alerta para sintomas, diagnóstico e prevenção da doença.  

Entre os sintomas de alerta da doença estão alterações do hábito intestinal com a presença de episódios de diarréias ou constipação, sangue nas fezes, perda de peso não intencional, anemias e cansaço. “Esses são sintomas das doenças mais avançadas. As doenças iniciais normalmente são assintomáticas. Por isso, qualquer um desses sintomas merecem investigação”, alerta a médica oncologista Maria Luiza Ludermir. 

O câncer colorretal é um tumor que, na maioria das vezes, inicia com uma lesão pré maligna, que pode ser diagnosticada nesse estágio, antes de virar câncer. “Essas lesões  podem ser detectadas por meio de exames como a colonoscopia de rastreio. Por isso a importância desses serem realizados periodicamente, a depender da idade e fatores de riscos famíliares e genéticos. Assim, é possível que eles sejam retirados antes da evolução da doença benigna para a maligna”, adverte a oncologista.

Os tumores de intestino e de reto são extremamente frequentes, sendo três mais prevalentes no Brasil e mais comuns a partir dos 60 anos. Há, no entanto, uma tendência mundial do aumento da doença em pacientes jovens, com menos de 50 anos. “Por isso o alerta dos sintomas deve ser geral, independente de idade. O sedentarismo, o excesso de bebida alcoólica, tabagismo, obesidade, além do consumo excessivo de carne vermelha são fatores de risco que podem justificar o aumento dos casos entre os jovens. Mais estudos, porém, ainda são aguardados para o entendimento dos casos em jovens. 

Antes, as sociedades médicas recomendavam uma colonoscopia a partir dos 50 anos, mas, atualmente, já existem diretirezes que sugerem iniciar o rastreio a partir dos 45 anos, como explica a especialista. Ela diz que, quanto mais cedo vier o diagnóstico, maiores as chances de cura. “Em estágio inicial, às vezes, só a retirada do pólipo, sem a necessidade sequer de cirurgia, é suficiente para a cura do paciente. Essas lesões muito localizadas, nos estágios 1 e 2, têm um percentual de cura de 80% a 90%. A partir do estágio clínico 3, vai se diminuindo para 50% a 60% de chance de cura. Já as doenças metastáticas, que saem do lugar de onde nasceram, indo para outros lugares, a chance reduz ainda mais e se fala muitas vezes em controle de doença e não mais de cura, finaliza a médica oncologista.     

*NOA* – Com uma trajetória de 13 anos de atuação em Caruaru, o NOA conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos oncologistas, onco-hematologistas, mastologistas, cirurgiões oncológicos, cirurgiões torácicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogas, nutricionistas e odontólogas, além de um time de colaboradores que prezam pelo atendimento personalizado e humanizado a todos os pacientes e familiares desses. A clínica oferece consultas médicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos e medicamentos de suporte e acompanhamento médico durante internações hospitalares. Para o preparo e administração ambulatorial de quimioterápicos, o NOA conta com uma equipe de profissionais de farmácia e enfermagem, o que garante um alto nível técnico e segurança ao paciente. A equipe segue protocolos de tratamentos segundo diretrizes internacionais rígidas para possibilitar maior segurança ao paciente.