segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

🏃‍♀️ Cupira corre pela saúde mental com a 1ª Corrida MoviMENTE



🧠 A Prefeitura de Cupira realiza, nesta terça-feira (27), a 1ª Corrida MoviMENTE Cupira, em alusão ao Janeiro Branco. A iniciativa une esporte e conscientização sobre saúde mental, promovendo bem-estar físico e emocional. A ação é organizada pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o grupo Cupira Running. O evento reforça a importância de hábitos saudáveis para a qualidade de vida. E marca presença na campanha nacional que valoriza o cuidado emocional.

📍 A concentração será no Centro de Convenções, a partir das 18h, com largada prevista para 19h30. O percurso terá 4 km e passará por ruas da cidade, incentivando a participação da comunidade. A proposta é integrar movimento, saúde e convivência em um momento coletivo. A corrida é aberta ao público e voltada para todas as idades. E busca fortalecer os vínculos entre corpo, mente e território.

💬 Segundo a secretária de Saúde, Beatriz Gomes, a Corrida MoviMENTE representa o compromisso do município com ações preventivas. A proposta é estimular a população a cuidar da saúde de forma integrada. A valorização da vida está no centro da iniciativa. E o esporte é visto como ferramenta de transformação social. A corrida também celebra o protagonismo da comunidade na construção de políticas públicas.

🤝 A Prefeitura de Cupira convida toda a população a participar e apoiar o evento. A Corrida MoviMENTE é mais que uma atividade física: é um gesto coletivo de cuidado e empatia. A ação marca um importante passo na promoção da saúde no município. E reforça o papel da gestão pública na construção de uma cidade mais saudável. O convite está feito: é hora de correr por você e por todos.

📌 SERVIÇO

📅 Data: Terça-feira, 27 de janeiro  
📍 Local: Centro de Convenções de Cupira  
🕕 Concentração: 18h  
🏁 Largada: 19h30  
📏 Percurso: 4 km pelas ruas da cidade  .

#SendoProsperidade com Mariângela Borba

Cinema Brasileiro em Estado de Maturidade

Por Mariângela Borba

 

O Brasil chega ao Oscar de 2026 com quatro indicações, um feito inédito que ultrapassa a dimensão da premiação e sinaliza a consolidação de um ciclo de maturidade artística, política e estética do cinema nacional. Não se trata apenas de reconhecimento internacional, mas da afirmação de um audiovisual que deixa de ocupar o lugar de “exceção exótica” para se apresentar como produção autoral, consistente e competitiva no cenário global.

Entre os destaques deste ano está O Agente Secreto, dirigido por Kléber Mendonça Filho, cineasta recifense cuja trajetória simboliza, de maneira exemplar, a força de um cinema profundamente enraizado na realidade local e, ao mesmo tempo, capaz de dialogar com questões universais. A presença do filme entre os indicados reforça a potência coletiva dessa produção e reafirma o papel do cinema como instrumento de leitura crítica da sociedade brasileira.

Nesse contexto, a atuação de Wagner Moura ganha relevo especial. Consagrado internacionalmente, o ator construiu uma carreira marcada por personagens atravessados por tensões políticas, sociais e morais. Do Capitão Nascimento em Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2 (2010) à interpretação de Pablo Escobar em Narcos, passando por filmes como Cidade Baixa (2005), VIPs (2010), Elysium (2013), Sergio (2020) e Guerra Civil (2024), Moura reafirma sua capacidade de transitar entre o cinema brasileiro e o circuito internacional sem romper com narrativas profundamente ligadas à história e às contradições do país. Sua presença nas indicações reforça a relevância de intérpretes que compreendem o cinema como ferramenta política, histórica e cultural.

Outro nome incontornável neste cenário é o de Tânia Maria, artista icônica que se consolidou como um dos grandes símbolos do cinema brasileiro recente. Conhecida como “Dona Tânia”, moradora do povoado de Cobra, em Parelhas (RN), artesã e costureira de profissão, ela se tornou um fenômeno cinematográfico tardio e profundamente simbólico. Após despontar no cinema aos 78 anos, conquistou reconhecimento internacional, sendo chamada pelo The New York Times de “a melhor atriz com cigarro” e de “novo ícone do cinema brasileiro”. Desde Bacurau, Dona Tânia afirma-se como presença de resistência, ancestralidade e força feminina, demonstrando que o cinema brasileiro também é espaço de encontros intergeracionais e de reparação simbólica.

Esse reconhecimento internacional não surge de forma isolada. Ele dialoga diretamente com a história centenária do cinema pernambucano, que em 2026 completa 100 anos. O chamado Ciclo do Recife (1923–1931) foi o mais produtivo ciclo regional do cinema brasileiro em sua época e estabeleceu as bases de uma cinematografia comprometida com a representação da vida urbana, das transformações sociais e da identidade local.

O marco inaugural desse ciclo é A Filha do Advogado (1926), dirigido por Jota Soares, primeiro longa-metragem pernambucano, cujos originais foram preservados. A obra já apresentava um Recife moderno e pulsante, antecipando uma vocação narrativa que atravessaria décadas: filmar Pernambuco a partir de Pernambuco, fazendo do território não apenas cenário, mas personagem.

Cem anos depois, o cinema de Kléber Mendonça Filho se apresenta como desdobramento natural desse legado. Sua filmografia, marcada por uma abordagem crítica da história brasileira — incluindo períodos sensíveis como a ditadura militar dos anos 1970 — reafirma o compromisso com a realidade local como motor de criação estética e política. Ao fazê-lo, insere o cinema pernambucano no circuito internacional contemporâneo sem diluir sua identidade.

A proeminência de Recife no cinema brasileiro, frequentemente questionada como uma repetição de foco, justifica-se por uma trajetória histórica consistente, na qual a produção local se consolidou como um dos pilares mais críticos e politicamente engajados da cinematografia nacional. O Oscar de 2026, nesse sentido, não representa um ponto de chegada, mas a confirmação de um percurso coletivo que começou muito antes — e que, ao que tudo indica, ainda tem muito a dizer.

Recife não é apenas uma locação recorrente: é um território histórico consagrado de produção cinematográfica, onde o cinema se pensou criticamente e ajudou a moldar a identidade do audiovisual brasileiro ao longo de um século. Sua produção é reconhecida não por refletir os grandes centros hegemônicos (Rio–São Paulo), mas por ditar uma estética própria, crítica e profundamente autoral, consolidando-se como uma das alternativas mais relevantes da produção cinematográfica nacional.

 

Mariângela Borba é jornalista diplomada, especialista em Cultura Pernambucana, produtora cultural e mestre de cerimônias. Pesquisa a palavra como território político, simbólico e relacional, atuando na confluência entre comunicação, cultura, direitos humanos e inclusão. Professora, revisora credenciada e estrategista digital, atualmente dedica-se aos estudos da Psicanálise. Integra a UBE e a AIP.

Imagem feita por inteligência artificial mostra o povo Brasileiro - representado por uma mulher idosa preta - tendo vez no Mundo através do cinema.

🎺 Quando a Orquestra Toca, o Brasil Freva: YouTube coloca o frevo no centro do Carnaval 2026


🎶 Recife e Olinda serão palco, no Carnaval 2026, de uma das maiores ações de valorização cultural já realizadas pelo YouTube no Brasil. A plataforma lança em Pernambuco o projeto “Quando a Orquestra Toca – O Brasil Freva Junto”, iniciativa que une pesquisa inédita, memória, formação e ações presenciais. O foco está nas orquestras de frevo, responsáveis por ativar a dança, a festa e a identidade coletiva. A proposta reconhece o frevo como força cultural e social. E reforça seu papel como patrimônio vivo do país.

📊 O núcleo do projeto é um inventário cultural das orquestras de frevo de Recife e Olinda, realizado pela Quaest Pesquisa e Consultoria. O estudo mapeia trajetórias, desafios e impactos socioeconômicos, revelando um ecossistema composto por 322 grupos musicais. A pesquisa mostra que o frevo é central na vida dos músicos, mas essa importância não se traduz em renda estável. Muitos maestros e instrumentistas precisam exercer outras profissões. O relatório será entregue aos maestros antes do lançamento público. E servirá como base para políticas e ações futuras.

🎥 A iniciativa também inclui uma série de curta-documentários produzidos pelo canal @AmadoMundo, registrando histórias, saberes e personagens das orquestras. Os filmes serão lançados no dia 2 de fevereiro, no Paço do Frevo, em evento aberto ao público. Depois, serão disponibilizados gratuitamente para a rede pública de ensino e na plataforma. As produções destacam figuras ligadas ao Galo da Madrugada, ao maracatu e a orquestras tradicionais como Henrique Dias e Maestro Oséas. O objetivo é criar um acervo permanente. E ampliar o acesso à memória do frevo.

💼 O projeto dialoga com o impacto nacional do YouTube na economia criativa. Segundo estudo da Oxford Economics, a plataforma contribuiu com R$ 4,94 bilhões para o PIB brasileiro em 2024 e viabilizou mais de 130 mil empregos equivalentes em tempo integral. Para o YouTube, investir em cultura é investir em renda, pertencimento e identidade. A iniciativa também inclui a Casa Carnaval das Memórias, espaço no Centro Histórico de Olinda dedicado a encontros, ativações culturais e experiências imersivas. Tudo com as orquestras no centro da narrativa.

🚀 Pensando na longevidade do patrimônio, o projeto oferece oficinas de empreendedorismo criativo e criação de conteúdo para orquestras, jovens e fazedores de cultura. A ação é realizada em parceria com a startup Hub.Periférico, da Associação Fruto da Favela. O objetivo é fortalecer governança, visibilidade e sustentabilidade financeira. A proposta une tradição e inovação. E busca garantir que o frevo siga pulsando para as próximas gerações. Os dados reforçam essa importância: 81% dos usuários encontram conteúdo que reflete sua cultura no YouTube. E 65% acreditam que a plataforma ajuda a preservar histórias locais.

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📌 SERVIÇO

📅 26/01/2026 – 19h  
Lançamento da pesquisa e do projeto no Paço do Frevo, com coquetel e pocket shows.

📅 27/01/2026 – 15h  
Encontro “Mulheres na Cultura, Liderança e Patrimônio”, no Cais do Sertão, com coquetel e gravação de videocast.

🎬 02/02/2026  
Lançamento dos curta-documentários no Paço do Frevo.  

▶️ A partir de 03/02  
Documentários disponíveis no canal Amado Mundo no YouTube.

📸 Foto: Passarinho/ Prefeitura de Olinda 

🎉 Um Galo de Paz, Ciência e Afeto: Recife revela a alegoria gigante do Carnaval 2026


🪶 O Recife se prepara para receber, entre 11 e 18 de fevereiro, o Galo Folião Fraterno, alegoria gigante que reinará na ponte Duarte Coelho levando uma mensagem de paz, esperança e harmonia. A escultura homenageia Dom Helder Câmara, o Dom da Paz, cuja atuação em defesa dos mais vulneráveis marcou a história da cidade. Com 32 metros de altura e 8 toneladas, o Galo celebra o legado humanista do religioso. A frase escolhida para inspirar a obra reforça o espírito do Carnaval como respiro e sonho coletivo. A homenagem conecta fé, cultura e memória afetiva do povo recifense.

🌿 A criação, assinada por Leopoldo Nóbrega e Germana Xavier, mantém a tradição de utilizar 100% de materiais recicláveis, reforçando o compromisso ambiental. CDs, plásticos, redes de pesca, conchas e garrafas PET compõem o traje do Galo, que em 2026 exibe as cores verde, amarelo, azul e branco em sintonia com a Copa Feminina de Futebol de 2027. A proposta une arte, sustentabilidade e educação ambiental. A estética vibrante dialoga com o Brasil profundo e contemporâneo. O resultado promete encantar foliões e visitantes.

🌵 O figurino do Galo também atravessa o estado, trazendo referências que vão do Sertão ao litoral. Elementos dos gibões do cangaço se unem a biojoias feitas de conchas e restos de redes de pesca, alertando para o impacto do descarte irregular nos mares e mangues. As pontas das penas ganham sombrinhas de frevo, enquanto restos de cortinas ampliam a volumetria das estruturas. A obra reafirma a identidade cultural pernambucana em múltiplas camadas. Cada detalhe reforça o diálogo entre tradição e inovação.

🔬 A tecnologia também marca presença na alegoria de 2026, que incorpora espirais de DNA nas penas da cauda, celebrando a vida e a ciência. As 27 estrelas da bandeira brasileira serão produzidas em impressoras 3D por jovens do núcleo de robótica das comunidades do Xié e Entra Apulso. No peito, um Sagrado Coração iluminado por LED simboliza fé, energia e renovação. A fusão entre arte e tecnologia reforça o caráter futurista da obra. O Galo se torna, assim, um manifesto visual de criatividade e inclusão.

🎨 A saúde mental também ganha destaque na construção da alegoria, inspirada na obra de Nise da Silveira, referência na Terapia Ocupacional e no uso da arte como cuidado. Parte do traje foi produzida por usuários de políticas públicas municipais, em parceria com a Secretaria de Saúde e a Assistência Social. Técnicas como colagem, pontilhismo e termocolagem foram aplicadas em oficinas supervisionadas pela Traços Estudos em Arteterapia. Os encontros ocorreram em equipamentos como o Recomeço Fátima Caio, o CINPOP e o convento da Província Franciscana. A proposta valoriza autonomia, vínculos e expressão criativa.

🕊️ Para Leopoldo Nóbrega, a obra estabelece um diálogo simbólico entre Nise da Silveira e Dom Helder, unindo duas figuras que dedicaram suas vidas ao cuidado e à empatia. As peças feitas manualmente representam cartas imaginárias entre esses dois ícones brasileiros. A alegoria, portanto, transcende o visual e se torna um gesto político e afetivo. O Galo Folião Fraterno chega para reafirmar o Carnaval como espaço de encontro, resistência e celebração da vida. Recife prepara mais uma edição histórica de sua maior festa popular.