sábado, 24 de janeiro de 2026

🎺 Cultura nas Alturas: Boi da Macuca é saudado em voo rumo ao Sudeste



🟡 O Boi da Macuca, um dos grupos mais emblemáticos da cultura popular pernambucana, viveu um momento inesperado e emocionante durante sua recente viagem para o Sudeste. A comitiva, formada por músicos, brincantes e integrantes da tradicional agremiação, foi surpreendida por um anúncio especial feito pela tripulação do avião. O reconhecimento destacou a missão do grupo de levar o frevo e a tradição do boi para outras regiões do país. A reação dos passageiros transformou o instante em uma pequena celebração aérea. O episódio reforçou o impacto cultural da turnê.

🔴 A viagem integra a iniciativa do Boi da Macuca de difundir o carnaval de rua pernambucano em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. A turnê levou ao Sudeste a força da orquestra de frevo, o estandarte, o boi gigante e toda a energia que marca o cortejo em Olinda. A presença do grupo chamou atenção pela grandiosidade e pela fidelidade à tradição. A proposta foi apresentar o frevo tal como vivido nas ladeiras pernambucanas. O público recebeu a comitiva com entusiasmo.

🟢 O anúncio feito no voo simbolizou o reconhecimento nacional da importância cultural do Boi da Macuca. Para muitos integrantes, o momento representou mais que uma saudação: foi a confirmação de que a cultura popular nordestina está atravessando fronteiras. A emoção tomou conta da comitiva, que celebrou discretamente entre si. A tripulação destacou o papel do grupo na preservação e divulgação das tradições pernambucanas. O gesto reforçou o orgulho de representar o estado.

🔵 A turnê também fortalece a cadeia cultural que envolve músicos, artesãos e brincantes que mantêm viva a tradição do frevo. Ao circular pelo país, o Boi da Macuca amplia o alcance de manifestações populares que, historicamente, enfrentam desafios para se manter além do período carnavalesco. A iniciativa promove intercâmbio cultural e aproxima novos públicos da estética e da sonoridade pernambucanas. A presença do grupo em grandes centros urbanos amplia sua visibilidade. O projeto reafirma o frevo como patrimônio vivo.

🟣 O Boi da Macuca, criado em 1989 na zona rural de Correntes, consolidou-se como um dos blocos mais queridos do Carnaval de Olinda. Com cortejos que reúnem milhares de foliões, a agremiação mistura frevo, boi e forró em uma celebração que atravessa gerações. Reconhecido como Ponto de Cultura, o grupo mantém forte vínculo com suas raízes. A turnê nacional marca um novo capítulo em sua trajetória. E o episódio no avião se tornou um símbolo dessa expansão.

📌 Serviço
Boi da Macuca – Carnaval 2026  
📍 Cortejo oficial em Olinda  
📅 Domingo de Carnaval  
⏰ Concentração pela manhã  
🔗 Programação completa nas redes sociais oficiais do Boi da Macuca
📸 Imagens: Reprodução @culturape




🌧️ VCAN traz chuva e alerta para Pernambuco neste fim de semana


🌬️ Um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) está influenciando o clima em Pernambuco, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). Esse sistema atmosférico, somado à ação dos ventos, está favorecendo a formação de nuvens carregadas. A previsão indica chuvas em diversas regiões do estado. O fenômeno é comum nesta época do ano e pode causar instabilidade. A população deve ficar atenta às atualizações meteorológicas.

🌦️ Neste sábado à noite, há previsão de pancadas de chuva de intensidade fraca a moderada. As áreas mais afetadas serão o Litoral e a Zona da Mata. A chuva pode ocorrer de forma isolada, mas com potencial para causar transtornos. É importante que moradores dessas regiões se preparem. Evitar áreas alagadiças e acompanhar os boletins é essencial.

🌧️ No domingo, as chuvas devem avançar para o Agreste pernambucano. Os volumes mais expressivos continuarão concentrados no Litoral e na Zona da Mata. A Apac alerta para a possibilidade de acumulados significativos. Agricultores e moradores de áreas rurais devem redobrar a atenção. O tempo instável pode impactar atividades ao ar livre e deslocamentos.

📡 A Apac reforça a importância de acompanhar os canais oficiais de previsão do tempo. As atualizações são feitas constantemente e ajudam a prevenir riscos. Em caso de emergência, a Defesa Civil deve ser acionada. O órgão também recomenda que a população compartilhe informações sobre o clima local. Isso contribui para o monitoramento em tempo real.

📍 Informações de serviço:  
🔹 Acompanhe os boletins meteorológicos em @apacoficial 
🔹 Em caso de emergência, ligue para a Defesa Civil: 199  
🔹 Evite áreas de risco durante chuvas intensas  
🔹 Compartilhe como está o tempo na sua região usando as redes sociais  
🔹 Fique atento às atualizações ao longo do fim de semana

🎶 Sabadou com Forró sem Fronteiras na Sala de Reboco!



🔥 Hoje é dia de arrastar o pé sem limites no coração do Recife! A Sala de Reboco abre as portas às 21h para uma noite de muito forró com a banda Forró sem Fronteiras, que promete levantar poeira no salão. E tem mais: Pedro Kauan e Eduardo Moreno chegam com participações especiais pra deixar tudo ainda mais animado!

💃 A abertura fica por conta do tradicional Quinteto Sala de Reboco, garantindo aquele clima raiz que a casa sabe fazer como ninguém. O forró vai até às 4h da manhã, então já separa o look, chama os amigos e prepara o coração pra dançar até cansar!

📞 Quer garantir seu lugar? As reservas de mesas e camarotes são feitas pelo telefone (81) 99949-8687, a partir das 14h. Chegue cedo pra aproveitar cada momento dessa noite inesquecível!

🍽️ E pra completar, tem torresmo crocante por R$30 e drinks de Pitu por apenas R$7. Tudo isso no clima acolhedor da Sala de Reboco Bar & Comedoria, na Rua Gregório Júnior, 264 – Cordeiro – Recife – PE.

📲 Siga @saladerebocorecife no Instagram e Facebook pra não perder nenhuma novidade. Hoje é dia de forró, é dia de Sala de Reboco!

🌴 Itamaracá renasce como vitrine turística do Litoral Norte

  

🌊 A Ilha de Itamaracá vive um novo ciclo de crescimento, impulsionada por investimentos públicos que vêm fortalecendo o turismo e movimentando a economia local. O aumento no fluxo de visitantes, especialmente às vésperas do Festival Pernambuco Meu País, tem aquecido o comércio e ampliado a ocupação de casas de veraneio. Bares, restaurantes e quiosques registram alta nas vendas, refletindo o impacto direto da retomada turística. Para garantir que esse avanço seja permanente, o Governo de Pernambuco aposta em obras estruturantes. Mobilidade, saneamento, segurança e cultura estão no centro das ações que reposicionam a ilha como destino estratégico.  

🚗 A requalificação das principais vias de acesso já transforma a experiência de quem chega à ilha. A restauração da PE‑001, concluída com investimento de R$ 18,8 milhões, beneficia mais de 24 mil pessoas e melhora o fluxo entre o Forte Orange e a PE‑035. Esta última, corredor essencial para moradores e turistas, já ultrapassa 91% de execução em um trecho de 9,6 km, com aporte de R$ 31,7 milhões. As obras integram o programa PE na Estrada, o maior da história do Estado, que já recuperou mais de 1.500 km de rodovias. A Ponte Porto Brasilis, integrada à Trilha dos Holandeses, soma-se às melhorias, reforçando o circuito histórico-cultural.  

💡 A modernização da iluminação pública também avança, com 930 pontos de LED instalados em 2025 e outros 400 previstos para 2026, ampliando a segurança e valorizando áreas turísticas. Moradores já percebem mudanças no cotidiano, como relata a comerciante Zuleide Tavares, que viu o movimento crescer após a recuperação das estradas. O turismo em alta é confirmado pela prefeitura, que registrou entre 250 mil e 270 mil visitantes no início do verão. O município se consolida como destino para estadias prolongadas, lazer familiar e segunda residência.  

💧 O abastecimento de água e o saneamento básico também recebem atenção. A Compesa investe R$ 1,16 milhão na modernização do sistema e prepara a perfuração de dois poços profundos, com investimento superior a R$ 8 milhões. No esgotamento sanitário, estão previstos R$ 5,5 milhões para ampliar a infraestrutura. A desativação da Penitenciária Barreto Campelo, prevista para 2025, atende a uma demanda histórica da população e reforça o reposicionamento da ilha como polo turístico. A segurança pública também foi ampliada, com aumento de 55% no efetivo do 26º BPM e patrulhamento intensificado.  

🎶 Entre 30 de janeiro e 1º de fevereiro, Itamaracá será palco do Festival Pernambuco Meu País – Verão, reunindo artistas como Lia de Itamaracá, Gaby Amarantos, Thiaguinho, Araketu, É o Tchan e Xanddy Harmonia. O evento promete movimentar ainda mais a economia e atrair visitantes de todo o país. Paralelamente, o Estado investe em políticas sociais, como a construção da primeira creche do município, aquisição de ônibus escolares e ampliação de programas como o Mães Pernambuco, que beneficia 327 mulheres na ilha. Ações de incentivo ao empreendedorismo feminino e melhorias na educação reforçam o compromisso com o desenvolvimento social.  

📌 SERVIÇO – Festival Pernambuco Meu País – Verão
📅 Datas: 30 de janeiro a 1º de fevereiro  
📍 Local: Ilha de Itamaracá – Litoral Norte de Pernambuco  
🎤 Atrações: Lia de Itamaracá, Gaby Amarantos, Raphaela Santos, Thiaguinho, Araketu, É o Tchan, Xanddy Harmonia e outros  
💰 Entrada: Gratuita  
🔗 Realização: Governo do Estado de Pernambuco  

🎇 A Ladeira Vai Ecoar Clássicos: Alceu Valença Puxa o Cordão da Abertura em Olinda 2026



🎭 O espírito carnavalesco já invade as ladeiras coloniais de Olinda, aquecendo os tambores para a folia mais autêntica. A abertura oficial do Carnaval 2026 terá a batuta de um ícone absoluto: Alceu Valença. O show inaugural acontece em 12 de fevereiro, uma quinta-feira, no tradicional coração da festa, a Praça do Carmo. Milhares de foliões são esperados para esse momento que marca o start da celebração. A cidade respira a expectativa para o início da festa mais democrática e vibrante.

🎶 No palco, um repertório atemporal promete ser a trilha sonora perfeita para o primeiro grito de "Olinda!". Sucessos como “Anunciação”, “Bicho Maluco Beleza” e “Moça Bonita” devem embalar a multidão. São canções que transcendem gerações e definem o próprio Carnaval pernambucano. A performance carismática de Alceu tem o poder de transformar a praça em um imenso coro uníssono. A noite promete consolidar mais um capítulo histórico na memória afetiva da folia.

🔥 Os preparativos para a grande noite já começaram, com o artista mergulhando de corpo e alma no clima. Na quarta-feira (21), Alceu participou do ensaio do Bloco Bicho Maluco Beleza, aquecendo os motores. O encontro foi um prenúncio da conexão intensa entre o cantor e seu público devoto. Foliões e fãs vibraram, antecipando a energia contagiante que dominará fevereiro. A movimentação foi um termômetro do entusiasmo que tomará a cidade.

📣 A Prefeitura de Olinda adianta que a grade de atrações seguirá sendo ampliada em breve. Novos nomes, tanto locais quanto nacionais, serão anunciados nos próximos dias. A programação completa do Carnaval 2026 ainda será divulgada oficialmente. A promessa é de uma agenda diversa, mantendo a excelência nos polos oficiais de festa. A cidade se apronta, assim, para receber visitantes de todos os cantos do Brasil.

🏰 A tradição e a inovação se encontram, mais uma vez, no Carnaval de Olinda. A escolha de Alceu Valença para a abertura reforça o respeito às raízes culturais da festa. Sua voz é o elo perfeito entre o passado glorioso e o presente pulsante das ladeiras. A expectativa é por um espetáculo que equilibre emoção, história e pura alegria. A contagem regressiva começou para o primeiro passo de uma jornada inesquecível.

📌 Serviço
Abertura do Carnaval de Olinda 2026
🎤 Atração: Alceu Valença
📅 Data: 12 de fevereiro (quinta-feira)
📍 Local: Praça do Carmo, Olinda – PE
ℹ️ Programação completa: A ser divulgada pela Prefeitura de Olinda
📸 Arquimedes Santos/ Prefeitura de Olinda

🎶 A canção que virou movimento: como “Meu Cabelo é Bem Bonito” deu origem à Música Popular Brasileira Infantil Antirracista - MPBIA



🎤 “Foi um divisor de águas na minha trajetória como educador, como artista, como músico”, conta Allan Pevirguladez, professor no Rio de Janeiro e criador do projeto MPBIA — Música Popular Brasileira Infantil Antirracista. A iniciativa nasceu a partir da repercussão da canção Meu Cabelo é Bem Bonito, que viralizou entre crianças e educadores e revelou uma lacuna na música infantil brasileira: a ausência de representatividade e de narrativas que valorizem a identidade negra e indígena desde a infância.

📚 “Percebi que havia uma urgência em criar repertórios que dialogassem com a infância de forma antirracista. A música me mostrou esse caminho”, explica Allan. A partir desse insight, ele passou a compor novas canções, observando o cotidiano dos alunos e pesquisando abordagens que pudessem fortalecer valores e identidades. “Não tem parâmetro. É tudo muito novo. O álbum da MPBIA é o primeiro infantil antirracista da história da música”, afirma.

🏫 O projeto cresceu e hoje realiza oficinas gratuitas em escolas públicas por todo o Brasil. Desde 2023, já impactou mais de 130 instituições e cerca de 21 mil alunos, a maioria crianças e pré-adolescentes. “Às vezes chego numa escola e a mãe de um aluno está lá pra assistir. É muito louco. Gratificante demais”, celebra o professor.

🌍 A repercussão da música ultrapassou fronteiras. “Cheguei na Colômbia de férias e fui reconhecido por professores que começaram a cantar a música na praia. Já recebi mensagens de mães dizendo que a canção salvou a infância da filha delas. Isso é indescritível”, compartilha Allan, emocionado.

💬 A responsabilidade de abordar temas sociais profundos na música infantil é grande. “Não basta só talento. Às vezes um verso pode comprometer toda a proposta. Por isso, cada letra é feita com muito cuidado, estudo e afeto”, explica. Ele destaca que muitos artistas evitam essas temáticas por medo ou falta de conhecimento, mas acredita que o MPBIA está abrindo caminhos.

🚀 E o futuro promete ainda mais. Novas músicas estão sendo produzidas e lançadas nas plataformas digitais para ampliar o repertório disponível a educadores e responsáveis. “Queremos estar nos cinco cantos do país com nossa mensagem, nossa música, nossa oficina”, diz Allan. Parcerias com artistas e apoiadores estão em andamento, e o projeto segue firme em sua missão de transformar a infância brasileira com arte e consciência.

🧒🏾 “Que a infância não seja algo doloroso para uma criança negra ou indígena, mas sim algo saudável, que fortaleça suas identidades e seus valores”, conclui Allan Pevirguladez, com a convicção de quem sabe que está fazendo história — uma canção de cada vez.


1️⃣ Como surgiu a ideia do MPBIA e qual foi o momento decisivo para transformar essa iniciativa em um projeto maior?
A ideia do MPBIA nasceu com a canção "Meu Cabelo é Bem Bonito". Foi a primeira música que criei com foco na infância e teve um impacto tão profundo que percebi uma lacuna na música popular brasileira voltada para crianças, especialmente no que diz respeito à representatividade e à educação antirracista. Esse foi o ponto de virada: entender que havia uma urgência em criar um repertório que dialogasse com essas questões e pudesse fortalecer identidades desde cedo.

2️⃣ A música "Meu Cabelo é Bem Bonito" viralizou e impactou muitas crianças. Como foi a repercussão dessa canção na sua trajetória?
Essa música foi um divisor de águas na minha trajetória como educador e artista. Ela me levou a lugares que eu nunca imaginei: desde ser reconhecido por professores na praia na Colômbia até receber mensagens de mães dizendo que a canção salvou a infância de suas filhas. Hoje, ela é uma espécie de guia do meu trabalho, me conecta com as pessoas e me mostra o poder transformador da arte.

3️⃣ A música infantil pode ser uma ferramenta poderosa na educação antirracista. Como você pensa a construção das letras para alcançar esse objetivo?
A construção das letras parte de muita observação do cotidiano dos meus alunos, pesquisa e estudo. Como não há muitos trabalhos anteriores com esse foco, cada verso precisa ser pensado com cuidado. Uma palavra mal colocada pode comprometer toda a proposta. Por isso, o repertório do MPBIA é feito com responsabilidade e afeto, buscando curar e ressignificar vivências de crianças negras, indígenas e pardas.

4️⃣ O projeto leva apresentações gratuitas para escolas públicas. Como tem sido a recepção das crianças e dos educadores diante dessas ações?
A recepção tem sido emocionante. Já passamos por mais de 130 escolas públicas, impactando cerca de 21 mil alunos. Em muitos lugares, mães vão às oficinas para assistir junto com os filhos. O interesse é tão grande que temos mais de 620 escolas inscritas no formulário do projeto. O carinho dos gestores, professores e responsáveis é um combustível para continuar.

5️⃣ Você já recebeu algum depoimento emocionante de pais ou professores sobre o impacto da sua música na vida das crianças?
Recebo quase toda semana algum relato tocante. Já ouvi de uma vereadora que a música salvou a infância da filha dela. Mães me mandam vídeos de bebês cantando, crianças se arrumando animadas para ir à escola porque sabem que “o tio da música do cabelo” vai estar lá. Esses momentos são indescritíveis e me mostram que o trabalho está cumprindo seu propósito.

6️⃣ Quais são os desafios de produzir música infantil que dialogue com temas sociais profundos, como identidade e diversidade?
São muitos. A responsabilidade é enorme, porque não há um repertório anterior que sirva de referência. A maioria das músicas infantis parte de um lugar de ingenuidade e evita temas como racismo e identidade. Produzir esse tipo de conteúdo exige estudo, sensibilidade e coragem para enfrentar o desconhecido e propor novas narrativas.

7️⃣ O que podemos esperar para o futuro do MPBIA? Há novos projetos ou colaborações a caminho?
Sim! Estamos produzindo novas músicas e lançamentos para ampliar o repertório nas plataformas digitais. A ideia é que educadores e responsáveis tenham cada vez mais ferramentas para trabalhar a educação racial com as crianças. Já estivemos em cidades como Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, e queremos alcançar todos os cantos do país. Há parcerias sendo construídas com artistas e apoiadores, e o desejo é que o MPBIA tenha vida longa e continue transformando realidades.





📸 Reprodução Instagram @mpbianasescolas
🎥 Reprodução Instagram @mpbianasescolas

🎭 Carnaval Familiar: Shopping Guararapes Oferece Programação Gratuita com Shows, Ateliê e Diversão


🎵 O Shopping Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, antecipa a folia com uma programação especial de Carnaval para toda a família. A agenda, que segue até 17 de fevereiro, inclui uma série de shows gratuitos que valorizam os ritmos tradicionais pernambucanos. As apresentações acontecem na Praça de Eventos e no piso G3 do edifício garagem, com artistas consagrados. O objetivo é celebrar com conforto e segurança, proporcionando entretenimento acessível e reforçando o papel do mall como ponto de encontro.


📅 A programação musical é diversa e para todos os gostos. No sábado, 31/01, sobe ao palco do G3 o cantor Marron Brasileiro. No domingo, 01/02, é a vez de Fabiana Pimentinha se apresentar no mesmo local. No final de semana seguinte, 07/02 (sábado), o Bloco da Saudade anima o público, e no 08/02 (domingo), Nonô Germano comanda o show. Todos os espetáculos são gratuitos e abertos ao público.


🌟 No Carnaval Oficial, os shows continuam na Praça de Eventos. No sábado, 15/02, o destaque é Patusco. No domingo, 16/02, a animação fica por conta do Bailinho Maravilha Kids, voltado para a criançada. Para fechar a festa com chave de ouro, na segunda-feira, 17/02, a cantora Irah Caldeira sobe ao palco. A seleção passeia pelo frevo e pela música carnavalesca tradicional pernambucana.


👗 Para quem busca estilo personalizado, a Loja de Carnaval Ateliê da Folia funciona até 18 de fevereiro no corredor do Cinema. O espaço reúne expositores de fantasias, adereços e acessórios, com opções de customização e peças exclusivas. A feira valoriza a economia criativa e o artesanato local, oferecendo praticidade para montar looks únicos. A realização é da Mix Pernambuco e GA+.

🐾🚌 A programação ainda inclui o CarnavAU Pet para os bichinhos (16/02) e o prático Expresso Carnaval, com ônibus para o Galo da Madrugada, Recife Antigo e Olinda nos dias oficiais. “Pensamos o Carnaval como uma experiência que acolhe todos os públicos”, destaca Dora Linhares, gerente de marketing. O mall consolida-se como opção de lazer familiar, unindo tradição, criatividade e praticidade.

Serviço
Programação de Carnaval do Shopping Guararapes
Local: Shopping Guararapes – Piedade, Jaboatão dos Guararapes
Período: Até 17 de fevereiro
Entrada gratuita
Informações:
Instagram: @sguararapes


🎭 A Comédia que Nasce da Neurodivergência: A Jornada de Davi Villa Real no Palco e na Vida


🎤 O comediante Davi Villa Real encontrou no próprio diagnóstico de TDAH e em possíveis novas neurodivergências o ponto de partida para criar seu show Terapia da Comédia Comportamental. Ele explica que a comédia sempre foi uma forma de falar de si mesmo, e isso gera identificação imediata com o público. “Quando a gente fala das nossas dores, causa identificação com quem também tem essas dores”, afirma. A inspiração também veio ao ver outro artista lotar sessões com uma proposta semelhante, voltada à psicologia. Assim, percebeu que existe um público que quer rir, mas também refletir. Hoje, ele diz que o show vende mais pelo nome do que pelo seu próprio nome.

🧠 Em paralelo à carreira, Davi Villa Real vive seu segundo ciclo de terapia. Ele conta que não é de esconder nada da terapeuta, mas também não é alguém que chega falando espontaneamente sobre tudo. “Eu sou transparente ao ponto de que me perguntam e eu falo”, diz. Ainda assim, admite que não consegue puxar certos assuntos por conta própria. A terapia, segundo ele, é parte essencial do processo de autoconhecimento que alimenta seu trabalho. Entre sessões e reflexões, ele vai encontrando novas formas de transformar vivências em humor. E isso se reflete diretamente no palco.

🎭 Lidar com temas sensíveis não é um problema para Davi Villa Real, que afirma não ter dificuldade nem em fazer rir nem em abordar suas “neuras”. Para ele, o maior desafio do comediante é sempre encontrar boas piadas. Ele explica que, por também ser alguém que poderia estar sentado na plateia, entende exatamente onde pode tocar ou não. “Esse tato também ia me ferir”, comenta, mostrando sensibilidade ao tratar de temas delicados. Com quatro anos de carreira, diz que já domina técnica e prática o suficiente para navegar por assuntos complexos. E isso o ajuda a equilibrar humor e cuidado.

💡 O TDAH, segundo Davi Villa Real, não o ajuda — mas rende material. Ele admite que às vezes até esquece das próprias piadas sobre o tema. A memória de trabalho fragilizada já o fez se perder no texto quando ainda não sabia do diagnóstico. “Eu preciso estar bem para fazer o show”, afirma, destacando a importância da terapia e da medicação. A decisão de parar de beber também veio dessa busca por estabilidade. Ele quer se dedicar à comédia com profissionalismo e segurança. E isso inclui estar mentalmente alinhado para subir ao palco.

🍻 Como sócio do comedy club onde se apresenta, Davi Villa Real já viveu situações inusitadas no palco. Uma das mais marcantes aconteceu ao interagir com um casal que revelou ter perdido o primeiro filho — bem no meio de uma conversa leve sobre maternidade. Ele lembra do choque, mas também de como conseguiu transformar o constrangimento em humor. Já presenciou também público bêbado querendo transar no banheiro e até uma turma inteira fantasiada de Chaves aparecendo sem aviso. Situações que, segundo ele, poderiam acontecer em qualquer bar, mas que ganham contornos cômicos no ambiente da comédia.

🌟 Entre suas referências, Davi Villa Real cita Fábio Rabin e Rafinha Bastos como grandes inspirações. Ele conta que cresceu assistindo aos dois e que adoraria dividir palco com eles, mesmo sem saber se seus estilos combinariam. “O Rafinha… minhas pernas tremeram um bocado”, confessa. Também celebrou quando Hélio de la Peña se apresentou no Manguetown, alguém que ele via na TV quando criança. Para ele, esses encontros reforçam o quanto a comédia o conecta com memórias e sonhos antigos. E alimentam sua vontade de crescer ainda mais na cena.

😳 O momento mais constrangedor da carreira, ele garante, foi o episódio do casal que perdeu o filho. A situação poderia ter destruído a noite, mas Davi Villa Real usou o desconforto a seu favor. Inspirado no humor de constrangimento de The Office, colocou-se no papel de quem estava mais perdido do que todos. A plateia riu, e ele conseguiu entregar o palco “alto” para o próximo comediante. “Se fosse um Davi Villa Real com menos tempo de carreira, eu teria chorado no banho”, brinca. Hoje, vê o episódio como prova de maturidade cômica.

🎬 Sobre transformar sua vida em filme, Davi Villa Real diz que nunca pensou em um título, mas sabe que seria uma comédia. Sua trajetória é marcada por altos e baixos constantes, quase cíclicos. Ele lembra da época em república estudantil, das histórias de cachaça, dos momentos de ascensão e das quedas profissionais. “É muito engraçado minha vida assim, olhando de fora”, comenta. Entre caos e humor, acredita que sua biografia poderia ir do besteirol ao estilo Woody Allen. Mas admite que imaginar isso ainda lhe parece estranho.

🔥 Por fim, Davi Villa Real menciona a recente polêmica envolvendo Léo Lins e relembra uma entrevista em que falou sobre limites do humor. Ele sugere que, se for oportuno, o tema pode ser aproveitado na matéria. “Eu já tô perdendo seguidor mesmo”, ironiza. A frase resume bem sua postura: sincera, provocadora e sempre pronta para rir de si mesmo. Em meio a debates sobre humor e responsabilidade, ele segue firme no propósito de fazer graça com autenticidade. E de transformar suas dores — e as do público — em catarse coletiva.

🎤 Veja Entrevista completa com Davi Villa Real

Seu show Terapia da Comédia Comportamental mistura humor e psicologia. Como surgiu essa ideia?  
A ideia veio muito do meu próprio processo. Eu sempre usei a comédia pra falar de mim, das minhas dores, das minhas neuras. E percebi que isso gera identificação imediata com quem vive algo parecido. Quando vi um comediante lotar três sessões só por trazer uma proposta ligada à psicologia, percebi que existia um público querendo rir, mas também querendo se enxergar no palco. A partir daí, pensei: “Eu tô vivendo isso agora, por que não transformar em show?”. Hoje, o nome do show vende mais do que o meu nome, e eu acho isso ótimo.

Você já tentou esconder alguma coisa do terapeuta e depois transformou isso em piada?  
Eu não sou de esconder nada, não. Mas também não sou aquele paciente que chega despejando tudo. Eu respondo tudo que me perguntam, sou transparente, mas não puxo assunto sozinho. Então, às vezes, coisas que eu nem lembrava acabam virando material de comédia depois. O TDAH ajuda nisso: às vezes eu esqueço até das piadas que escrevi sobre o próprio TDAH.

 O que é mais difícil: fazer o público rir ou lidar com suas próprias neuras no palco?  
Hoje, nenhuma das duas coisas é difícil pra mim. O mais difícil mesmo é achar piada boa. Como eu também sou alguém que poderia estar sentado na plateia, eu sei exatamente onde posso tocar e onde não posso. Esse tato me protege também, porque se eu passasse do limite, ia me ferir. Então eu trato tudo com cuidado, mas sem medo.

 Como o TDAH influencia seu processo criativo e sua performance no stand-up?  
O TDAH não me ajuda em nada — mas me dá muito material. O problema é que, por causa da memória de trabalho fragilizada, eu já me perdi no texto várias vezes antes de saber do diagnóstico. Hoje eu preciso estar bem medicado, em terapia, alinhado mentalmente pra conseguir fazer um show inteiro com segurança. Até parei de beber por causa disso. Quero levar a comédia como profissão, e pra isso eu preciso estar bem.

Você se apresenta toda semana no Manguetown Comedy, no Recife. Qual foi a situação mais inusitada que já aconteceu por lá?  
Cara, já aconteceu de tudo. Teve um casal super feliz falando do primeiro filho, e quando perguntei sobre a fase de não dormir, eles disseram: “A gente já passou por isso… nosso filho morreu”. E eu ali, abrindo o show. Já teve gente bêbada querendo transar no banheiro, já teve turma inteira fantasiada de Chaves aparecendo sem ninguém ter chamado. Situações que aconteceriam em qualquer bar, mas que na comédia ganham um brilho especial.

 O humor tem limites? Existe alguma piada que você já se arrependeu de contar?  
Eu acho que o limite é o tato. Eu sei onde posso ir porque eu também sou o cara que poderia estar sentado na plateia. Então, se algo me feriria, eu não faço. Não lembro de uma piada específica que eu tenha me arrependido, mas já vivi situações em que o contexto ficou pesado demais — e aí a gente aprende a navegar melhor. Inclusive, com essa polêmica recente do Léo Lins, o assunto voltou à tona. Se for oportuno, pode usar isso na matéria, viu? Já tô perdendo seguidor mesmo.

Se pudesse escolher qualquer comediante para dividir o palco, quem seria e por quê?  
Fábio Rabin e Rafinha Bastos. São caras que eu assisti muito quando era mais novo e que me influenciaram demais. O Rabin eu já encontrei, mas nunca fiz show com ele. O Rafinha… minhas pernas tremeriam um bocado. E quando o Hélio de la Peña foi ao Manguetown, eu fiquei muito feliz — era alguém que eu via na TV quando criança.

Qual foi o momento mais constrangedor que você já viveu no palco?  
Com certeza o do casal que perdeu o filho. O clima ficou pesadíssimo. Mas como eu gosto desse humor meio The Office, meio Michael Scott, eu me coloquei no papel do mais constrangido da situação. A galera riu, e eu entreguei o palco lá em cima pro próximo comediante. Se fosse no começo da carreira, eu teria chorado no banho.

Como você vê o cenário do stand-up no Brasil hoje? Está mais fácil ou mais difícil viver de comédia?  
Acho que tá mais competitivo, mas também tem mais espaço. O público tá mais interessado, mais aberto a propostas diferentes — como a minha, que mistura comédia e psicologia. O difícil é construir uma cena forte, especialmente fora do eixo Rio–São Paulo. Mas a gente tá fazendo isso no Manguetown, tijolinho por tijolinho.

Se sua vida fosse um filme de comédia, qual seria o título e quem interpretaria você?  
Eu nunca pensei num título, mas com certeza seria uma comédia. Minha vida é cheia de altos e baixos — quando eu tô chegando no médio, baixa de novo. Já vivi república estudantil, histórias de cachaça, altos e baixos profissionais… tudo muito engraçado visto de fora. Talvez fosse algo entre besteirol americano e Woody Allen. Agora, quem me interpretaria… aí eu realmente não sei.

🎭 Recife se prepara para o espetáculo multicultural do Casabloco 2026 com Elba Ramalho e outras atrações

🎉 A capital pernambucana será palco de uma explosão de cores, ritmos e tradições no Casabloco 2026. O evento, que celebra a diversidade cultural brasileira, promete agitar Recife com atrações que vão do frevo ao maracatu. A festa começa neste sábado, 24 de janeiro, a partir das 15h, com entrada gratuita. O clima carnavalesco já toma conta da cidade, antecipando um dos maiores encontros culturais do ano. Prepare-se para dançar, cantar e se emocionar com o melhor da cultura popular.

🎶 Entre os destaques está a cantora Elba Ramalho, que traz sua energia contagiante para o palco principal. Também marcam presença os tradicionais blocos Galo da Madrugada e Cordão da Bola Preta, ícones do carnaval brasileiro. Os Blocos Líricos e os Grupos de Maracatu completam o repertório com performances que exaltam a ancestralidade e a beleza das manifestações populares. A programação ainda promete surpresas com o anúncio de “e muito mais!” no cartaz oficial. É uma celebração que une gerações e estilos em um só compasso.

🪘 A partir das 15h, o público poderá acompanhar apresentações de grupos como Maracatu Piaba de Ouro e Boi Mimoso da Bomba do Hemetério. Os Caboclinhos 7 Flexas e a Cia de Dança No Ritmo do Compasso trazem coreografias vibrantes e cheias de simbolismo. A Orquestra Itinerante Meu Frevo garante o ritmo acelerado que embala os foliões. Já o Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e os Clarins de Ouro de Pernambuco encerram a tarde com um espetáculo de tradição e resistência. Cada grupo representa um pedaço vivo da história cultural nordestina.

🎧 À noite, a festa continua com uma programação intensa e variada. Às 17h, o Afoxé Ogbon Obá abre os trabalhos com sua musicalidade ancestral. Em seguida, às 18h, o Maracatu Nação Pernambuco toma conta do palco com seus tambores hipnotizantes. Os DJs JP e Lala K animam o público com sets dançantes a partir das 19h. Às 20h, o Cordão da Bola Preta retorna com mais samba e marchinha. E para fechar com chave de ouro, às 21h, o Galo da Madrugada faz sua entrada triunfal.

📍 Serviço:  
Evento: Casabloco 2026  
Data: Sábado, 24 de janeiro  
Horário: A partir das 15h  
Local: Recife, Pernambuco  
Entrada: Gratuita

🎬 “Entre Limões e Limonadas”: Clélia Bessa abre o coração ao Blog Taís Paranhos sobre transformar sua história em cinema


🍋 A produtora Clélia Bessa conversou com o Blog Taís Paranhos sobre o processo de transformar sua vivência com o câncer de mama em arte. Ela explicou que revisitar essa fase exigiu coragem, mas também trouxe a chance de ressignificar uma experiência dura. “O maior desafio para a gente foi não fazer um filme pesado”, afirmou. Para Clélia, contar sua história era uma forma de acolher outras mulheres e naturalizar o tema. O cinema, segundo ela, tornou-se uma ponte entre dor, humor e humanidade.

🎭 Ao falar sobre o equilíbrio entre drama e leveza, Clélia destacou que essa mistura reflete a própria vida. “A vida não é engraçada o tempo inteiro, nem dramática o tempo inteiro. É feita de nuances”, disse. Para ela, o humor é uma ferramenta poderosa no enfrentamento do câncer. “O humor é uma porta de entrada muito poderosa”, completou. Essa combinação deu origem ao tom de “dramédia” que marca o filme. A intenção sempre foi transmitir verdade sem perder sensibilidade.

✨ Sobre o comprometimento da equipe, Clélia relembrou o impacto de ver Suzana Pires raspar o cabelo de verdade para interpretar Clara. “Não dá para fazer um filme como esse sem um nível de comprometimento bastante efetivo”, afirmou. Ela destacou também o ambiente de delicadeza no set, conduzido pela diretora Rosane Svartman. “Sem querer, sem combinar, a gente já foi acordando esse tipo de situação”, contou. O cuidado coletivo ajudou a tratar o tema com respeito e profundidade.

💗 O retorno do público tem sido uma das partes mais emocionantes dessa jornada. “Eu teria milhares de histórias para contar”, disse Clélia, lembrando das rodas de conversa após as exibições. Entre os relatos mais marcantes, ela cita o de “uma paciente de 15 anos, muito jovem” e o de “uma senhora que perdeu todas as filhas por câncer de mama”. Para a produtora, esses encontros reforçam a importância de falar sobre o tema e acolher diferentes trajetórias. Cada depoimento reafirma o propósito do filme.

🎥 Como produtora, Clélia já viveu muitas experiências, mas afirma que este foi um dos projetos mais especiais. “Provavelmente foi um dos filmes mais importantes que eu consegui produzir”, declarou. Por ser baseado em sua própria história, ela pôde atuar mais diretamente na produção criativa. “Pude dar opinião no roteiro, ajudar a escrever cenas”, contou. Ela acredita que o cinema tem papel fundamental na desmistificação do câncer. “Precisamos falar sobre isso. Somos 75 mil mulheres por ano no Brasil”, alertou.

🌱 Ao refletir sobre o que aprendeu, Clélia diz que o filme confirmou que ela fez a escolha certa. “O filme me transformou, como eu espero que transforme a vida de algumas pessoas”, afirmou. Sua mensagem para quem enfrenta o câncer é clara e cheia de esperança: “O câncer não é uma sentença de morte. É preciso reconsiderar a rota e fazer do limão uma limonada”. Para ela, a jornada pode trazer ainda mais vontade de viver. É uma mensagem de força, reinvenção e vida.

🎞️ Informações sobre o filme Câncer com Ascendente em Virgem
- Direção: Rosane Svartman  
- Roteiro: Suzana Pires  
- Produção: Clélia Bessa  
- Gênero: Dramédia  
- Sinopse: Inspirado na história real de Clélia Bessa, o filme acompanha Clara, uma mulher que recebe o diagnóstico de câncer de mama e precisa reorganizar sua vida, equilibrando humor, medo, afeto e autodescoberta.  

🎬 Clélia Bessa segue ativa em diversos projetos no audiovisual, produzindo obras que vão do drama ao infantil, como  O Nascimento de Helô Teixeira e a animação Vovó Tatá. Ela também está por trás de Carolina, longa sobre Carolina Maria de Jesus dirigido por Jeferson De e estrelado por Taís Araújo. Entre seus trabalhos recentes aparecem títulos como Cedo Demais, Madalena, Pluft e Missão Cupido, além do pioneiro Álbum em Família, filmado remotamente na pandemia. A produtora ainda desenvolve projetos como um documentário sobre violência sexual contra crianças e Lotomania. Sua atuação pela Raccord Produções mantém uma linha consistente de obras relevantes, plurais e socialmente engajadas. Que tal acompanhar a entrevista que ela concedeu ao Blog Taís Paranhos?


Qual foi o maior desafio durante o processo de adaptação da sua história para o cinema?
O maior desafio para a gente foi não fazer um filme pesado, trazer uma leveza para um assunto tão duro para boa parte das mulheres.

O filme equilibra humor e drama de maneira muito autêntica. Como você vê o papel do humor no enfrentamento do câncer?
O humor é muito poderoso, é uma porta de entrada muito poderosa.  Quando você equilibra o humor com o drama, que é o que a gente considera uma dramédia, você consegue trazer a medida certa, assim como a minha vida.  A vida não é engraçada o tempo inteiro, nem dramática o tempo inteiro. É feita de nuances, de camadas. Essa foi a intenção do filme.

Suzana Pires raspou o cabelo de verdade para interpretar Clara. Qual foi sua reação ao ver esse nível de comprometimento com o papel?
A Suzana era roteirista, então quando escreveu a cena ela sabia o que teria que fazer.  Não dá para fazer um filme como esse, com esse tema, sem um nível de comprometimento bastante efetivo.  Suzana é uma grande atriz. Foi um set rodeado de delicadeza. Rosane, a diretora, também é extremamente delicada. Sem querer, sem combinar, a gente já foi acordando esse tipo de situação.

A história do filme dialoga com muitas mulheres que enfrentam o câncer de mama. Qual foi o feedback mais marcante que recebeu do público?
Eu teria milhares de histórias para contar.  
Cada exibição do filme com público, seguida de roda de conversa, foi inesquecível.  Uma paciente de 15 anos, muito jovem, me marcou muito com seu depoimento.  
Também uma senhora que perdeu todas as filhas por câncer de mama. São depoimentos muito fortes, de perdas e de novas rotas que a vida tem que dar.

Como produtora, você já trabalhou em vários projetos. Em que Câncer com Ascendente em Virgem se diferencia das suas produções anteriores?
Eu estou sempre em busca de boas histórias.  
Por ser baseada numa história que eu vivi com muita aderência, provavelmente foi um dos filmes mais importantes que consegui produzir.  Eu estava muito perto, pude trabalhar a produção criativa com mais afinco — dar opinião no roteiro, ajudar a escrever cenas. Isso foi o diferencial.

Você acredita que o cinema pode ajudar na conscientização e desmistificação do câncer? Qual foi sua intenção principal com esse filme?
Nós precisamos falar sobre isso. Somos 75 mil mulheres por ano no Brasil.  Desmistificar uma doença que atinge um grande número de mulheres é fundamental.  Essa foi uma das intenções principais: naturalizar, tirar o câncer do armário, fazer com que mais pessoas percam o medo e principalmente o preconceito.

O que você aprendeu sobre si mesma durante esse processo de transformar sua história em arte?
Todos os filmes nos dão lição.  Eu já tinha vivido uma transformação e, com o filme e os depoimentos, tive certeza de que fiz a escolha certa. O filme me transformou, como eu espero que transforme a vida de algumas pessoas.

Se pudesse deixar uma mensagem para quem está passando por essa jornada, qual seria?
O câncer não é uma sentença de morte. É preciso reconsiderar sua rota e fazer do limão uma limonada.  
É uma mensagem de vida. O câncer é uma jornada que pode trazer muito mais vontade de viver.

📸 Fotos: Reproduções do Instagram da Clélia Bessa 

🎬 Entrevista — Fillipe Ramos: Ação, Autoria e Resistência no Cinema Brasileiro


🎥 Fillipe Ramos é diretor, produtor, ator e coordenador de ação gaúcho radicado em Pernambuco. Ele transformou criatividade, disciplina e paixão pelas artes marciais em uma carreira marcada por autenticidade e impacto.

👦 Fillipe começou ainda criança, gravando vídeos caseiros e criando cenas de luta com os primeiros celulares com câmera. O que era brincadeira virou vocação. Em 2008, ele realizou sua primeira apresentação teatral com coreografias de combate, lotando o teatro do Centro de Convenções da UFPE e conquistando a maior nota da curadoria geral do Festival do Minuto daquele ano na categoria Melhor Diretor de Recife e Olinda.

🎬 Com o tempo, sua habilidade em unir humor, acrobacias e ação o levou a fundar a Pinoia Filmes, equipe de dublês e atores que se tornou referência no cenário digital. No YouTube, seu canal ultrapassa 955 mil inscritos, com vídeos que somam milhões de visualizações — incluindo o fenômeno “Vovô Sem Limites”, onde interpreta um idoso capaz de proezas acrobáticas que surpreendem o público.

🎞️ Além da presença marcante na internet, Fillipe expandiu sua atuação para o cinema. No longa O Agente Secreto, ele assumiu o papel de coordenador de ação, assinando as coreografias e garantindo a segurança e o impacto das sequências de ação 

🎭 O cinema independente brasileiro tem sido palco de vozes que insistem em criar, mesmo quando o cenário parece desfavorável. Entre elas, a de Fillipe Ramos se destaca pela ousadia: fazer cinema de ação no Nordeste, com autenticidade, técnica e uma visão muito própria do audiovisual. Diretor, ator, preparador de elenco e fundador da Pinoia Filmes, ele construiu uma trajetória marcada pela guerrilha criativa e pela paixão pelas artes marciais.


🗣️ Nesta entrevista, Fillipe revisita sua caminhada, comenta desafios e compartilha conselhos para quem deseja trilhar caminhos semelhantes.

Como foi o início da sua trajetória no audiovisual e quais foram os maiores desafios ao longo do caminho?
O começo foi árduo. Eu queria produzir, mas não havia estrutura, recursos, nem referências locais no gênero de ação — especialmente no Nordeste, onde praticamente não existia esse tipo de produção. Então decidi criar as oportunidades que eu não encontrava. Produzi meus próprios curtas e longas de forma totalmente independente, na base da guerrilha. Aos poucos, meu trabalho começou a circular em mostras, festivais e, graças à internet, ganhou visibilidade no Brasil e no exterior. O maior desafio foi justamente esse: começar sem nada, sem apoio, sem verba, apenas com muita vontade e uma visão clara do que eu queria construir.

“Soviética” traz elementos de thriller psicológico e cenas intensas. Como foi dirigir e atuar ao mesmo tempo?
Soviética nasceu como um filme de guerrilha, com recursos mínimos e muita criatividade. Foi um desafio técnico e emocional. É um trabalho coletivo, baseado em confiança e entrega. No fim, é profundamente gratificante ver o resultado de tanto esforço compartilhado.

A Pinoia Filmes é reconhecida pelas cenas de ação realistas. Como surgiu seu interesse por lutas cinematográficas?
A paixão por ação sempre esteve em mim. Como não existiam oportunidades, decidi criá-las. O que começou como um sonho pessoal virou uma plataforma para outras pessoas com o mesmo desejo: fazer cinema de ação no Brasil, especialmente no Nordeste. Assim nasceu a Pinoia Filmes — fruto do amor pelo cinema e pelas artes marciais. Essa verdade aparece nas cenas: lutas mais viscerais, coreografias envolventes e uma estética que respeita tanto o cinema quanto a arte da luta.

Qual é o segredo para produzir sequências de ação impactantes sem comprometer a segurança?
 Domínio técnico e preparo. Muita gente acha que explosões ou quedas são o ápice da dificuldade, mas as coreografias de luta são o verdadeiro desafio. Elas exigem precisão, domínio corporal, conhecimento profundo de artes marciais e interpretação. É preciso saber reagir, vender o golpe, transmitir emoção pelo movimento. Na Pinoia, somos especializados nesse tipo de cena, o que garante segurança e realismo. Segurança vem do treinamento — não existe improviso quando o corpo é o instrumento principal.

 Há alguma cena de luta que tenha sido especialmente desafiadora?
 As mais difíceis são as que envolvem múltiplos personagens, especialmente quando parte do elenco não tem experiência prévia em ação. Como também trabalho na preparação dos atores, transformar alguém sem histórico em um lutador convincente em pouco tempo é uma missão delicada. Exige sensibilidade, paciência e muito treinamento técnico e cênico. Cenas de combate coletivo — guerras, brigas em grupo — são sempre um teste de coordenação, timing e energia coletiva.

Para você, qual é o aspecto mais importante na direção para garantir uma narrativa visual envolvente?
A autenticidade. Toda grande narrativa nasce de uma visão única. Dirigir é traduzir emoções e pensamentos em imagens que conectam. É preciso abandonar fórmulas prontas e buscar o que é genuíno dentro de si. Quando você coloca sua verdade na tela — visual, estética e emocionalmente — o público sente. O envolvimento vem da honestidade da sua visão.

Como você enxerga o cinema independente em Pernambuco e no Brasil? Há espaço para mais produções de ação?
Sem dúvida. O cinema de ação está ganhando espaço, inclusive em grandes produções nacionais. Fui preparador de elenco em O Agente Secreto, do Kleber Mendonça, premiado em Cannes e agora indicado ao Oscar. Participei de Serra das Almas, agora na Netflix, e vemos exemplos como Cangaço Novo e Bacurau, que incorporam ação com maestria. O espaço existe e está crescendo. Mas é essencial continuar formando profissionais, treinando atores e investindo em preparação técnica.

A paternidade influencia sua forma de atuar e dirigir?
Com certeza. A paternidade muda a forma como você enxerga o mundo, e a arte reflete a vida. As emoções ficam mais amplas, mais profundas. A sensibilidade se afina. Tudo ganha novos significados. Essa nova fase tem ampliado minha visão artística de maneiras que ainda estou descobrindo.

Você pretende levar sua experiência com ação para novos projetos?
 Sim. Já alcançamos mais de 180 milhões de visualizações com nossos curtas e quase 1 milhão de inscritos, o que nos coloca como a equipe de dublês mais conhecida do Brasil. Estivemos nos cinemas com Serra das Almas e agora com CIC: Central de Inteligência Cearense e O Agente Secreto. Mas ainda há muito a construir. Estamos desenvolvendo novos projetos para cinema e plataformas digitais, sempre buscando elevar o nível da ação nacional. Queremos tornar o Brasil uma referência mundial em cenas de ação bem executadas, seguras e visualmente impactantes.

Que conselho você daria a jovens cineastas que querem dirigir filmes de ação no Brasil?
Primeiro: faça por paixão. O cinema exige entrega total e só se sustenta com amor genuíno. Depois, estude muito — direção, atuação, edição, artes marciais, narrativa visual. Se especialize. Não espere por oportunidades: crie-as. E busque sempre fazer melhor amanhã do que fez hoje.

📸 Fotos: Reprodução Instagram @ramosfillipe