Podcast Tais Paranhos

sexta-feira, abril 28, 2017

#BrasilEmGreve [Final] Senta que lá vem textão

Sinto que fiz minha parte.

Por hoje.

Dedicar o dia inteiro de noticiário à mobilização de milhões em todo o País, para que se conserve a nossa dignidade, DIGNIDADE.

Dignidade pra estudar, pra trabalhar, pra se aposentar no final da vida. Creio que todos nós merecemos.

Mas tem gente que acha que não.

Por eles só lamento. E muito.


E deixo pra vocês a mensagem da atriz Elisa Lucinda com o texto "Só de Sacanagem"

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!

#BrasilEmGreve [30] Jornalista denuncia que TV Globo mandou vetar expressão "Greve Geral"




Por Rodrigo Ratier, em seu Facebook

Recebi de um colega o seguinte relato. Na redação da TV Globo São Paulo, na preparação do telejornal vespertino, um editor se dirigiu aos berros à equipe, dizendo estar vetado o uso da palavra "greve geral". Ordens superiores.

A instrução, repassada por mensagem da direção ao editor, é para nomear de "protesto" de "sindicalistas e manifestantes". Foco na baderna, pede a mensagem lida de um celular.

O clima na redação é de revolta e consternação. Acabei de ver a escalada do Jornal Hoje. O termo greve não aparece. As chamadas foram exclusivamente sobre "milhões" de pessoas impedidas de chegar ao trabalho, brigas de sindicalista com passageiros com aeroporto, bloqueio em estrada, bloco de concreto "pondo trem em risco".

Portal Brasil 247

#BrasilEmGreve [29] Em São Paulo, multidão toma o Largo da Batata e caminha até a casa de Temer


























Na cidade de São Paulo, os manifestantes começaram a chegar no final da tarde ao Largo da Batata, para um grande ato que encerra a Greve Geral desta sexta-feira (28). Segundo estimativas das centrais sindicais, pelo menos 70 mil pessoas participam da mobilização na capital paulista.

Por volta das 19h, a multidão saiu em caminhada rumo à casa do presidente Michel Temer (PMDB), alvo de grande parte das críticas de quem foi às ruas nesta sexta. As reformas da Previdência e trabalhista são os assuntos mais citados pelos manifestantes que aderiram à greve.

Portal Sul 21

#BrasilEmGreve [28] Direitos Distorcidos


The Intercept Brasil

#BrasilEmGreve [27]

Abaetetuba - PA

Abaetetuba - PA

Abaetetuba - PA

Recife - PE

Recife - PE

Recife - PE

Salvador - BA

Salvador - BA

Salvador - BA

Salvador - BA




#BrasilEmGreve [25] Vamos de música

#BrasilEmGreve [24]

Alfenas - MG

Alfenas - MG

Alfenas - MG

Brasília - DF

Ijuí - RS

Ijuí - RS

Ijuí - RS

Ijuí - RS

João Pessoa - PB

Livramento - RS


Recife - PE 150 mil pessoas

Recife - PE 150 mil pessoas

Recife - PE 150 mil pessoas

Av. Cruz Cabugá - Recife - PE

São Paulo - Largo da Batata

São Paulo - Largo da Batata

São Paulo - Largo da Batata

São Paulo - Largo da Batata

Videira - SC

#BrasilEmGreve 5 mentiras que contam sobre a reforma trabalhista



Na mesma semana em que a população organizava a greve geral de 28 de abril, deputados votaram com urgência e aprovaram o projeto que altera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) nesta quarta (26).

Algumas novidades que podem vigorar, se aprovadas no Senado, são a criação de uma modalidade de trabalho “por demanda”, ou seja, sem horas e salário mínimos, e uma modalidade de trabalho “parcial”, de até 30 horas por semana e menor salário. Também aumenta o tempo permitido para trabalhadores temporários.

Outra inovação polêmica é a possibilidade de funcionários acordarem com a empresa regras fora da CLT, como tempo de almoço e de férias. (leia mais sobre a reforma trabalhista)


Isso sem falar na terceirização, que já foi aprovada, também às pressas, e deve criar postos de trabalho com menos direitos.

Segundo o governo, empresários e defensores das mudanças, elas deixam as regras mais flexíveis e criam mais empregos. Por outro lado, procuradores do Trabalho avisam que faltará proteção e segurança ao trabalhador. Confira este e outros argumentos dos defensores da medida:

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1. A reforma trabalhista criará empregos

Cinco milhões de novos empregos. Este foi o argumento do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, quando apresentou a Reforma Trabalhista, ainda junto com o projeto de terceirização. Que número é esse? Ninguém sabe. Ele nunca explicou de que cálculo, estudo ou pesquisa este número foi tirado. Mas empresários continuam defendendo que, com regras menos rígidas, eles vão contratar mais gente.

Para o procurador-geral do Trabalho Ronaldo Fleury, o mais provável é que os empregos existentes hoje sejam trocados por trabalhos desprotegidos ou com remuneração menor, na modalidade temporária (que pode ser prolongada) ou de tempo parcial (que pode ser maior do que meio-período). Sem falar no trabalho “por demanda”, em que o trabalhador é chamado para realizar trabalhos específicos em vez de ser contratado (chamado “trabalho intermitente” no projeto).

É o que aconteceu nos países que passaram por “flexibilização” de leis trabalhistas em tempos de crise, isso quando não registraram aumento do desemprego. A Espanha, que fez sua reforma em 2012, chegou a 26% de desemprego no ano seguinte.

Um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que a possibilidade de trabalho parcial, por exemplo, fez com que os empregadores trocassem os funcionários para esta modalidade entre 2009 e 2013: foram fechados 3,3 milhões de postos de trabalho e abertos 2,1 milhões de trabalhos em tempo parcial, com salários menores.

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2. A Justiça protege muito os empregados

Muitos defensores da reforma dizem que os trabalhadores devem poder “combinar” aspectos do seu emprego, como divisão das férias e horário de almoço, e que as leis deixam os funcionários sem liberdade. Até o novo ministro do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra Filho disse que a justiça é “muito paternalista” com os trabalhadores.

Em audiência pública sobre o assunto, o jurista e juiz do Trabalho Jorge Luiz Souto Maior lembrou que empregadores, além de estarem em vantagem, também contam com muitas leis e apoio da Justiça. Ele provocou: “Se acham que o trabalhador é defendido demais, então os empresários também não devem mais processar empregados que entram em greve para forçá-los a trabalhar e cobrar multa. Eles não são parceiros para negociar livremente, para que processar?”.

Repare! Com o fim do imposto sindical obrigatório e com acordos feito em cada empresa, as entidades que lutam pelos direitos dos trabalhadores também ficam enfraquecidas.

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3. Trabalhadores aproveitam leis trabalhistas para ganhar em cima dos empregadores

Segundo defensores do projeto, os empregados processam muito os empregadores para “tirar vantagens”, por isso o Brasil ganhou 3 milhões de processos trabalhistas em um ano.

O jurista Souto Maior, por outro lado, lembra que o Brasil saiu de séculos de escravidão e nunca chegou sequer a conseguir que a CLT fosse aplicada a todos os seus trabalhadores: “Acusar os trabalhadores pelos problemas do País é um absurdo, sendo que só temos 30 anos de Ministério do Trabalho”.

A conscientização dos funcionários e descumprimento de direitos é uma explicação mais justa para a alta de processos, defende ele. As reclamações mais frequentes são por hora extra, danos morais, contratos terceirizados e falta de adicional de insalubridade. Também se repetem muito a falta de recolhimento ao FGTS e falta de pagamento pela rescisão do contrato.

Tem mais! Na última hora, uma emenda determinou que o próprio empregado passará a pagar os custos dos processos quando entrar com uma ação. Reportagem da The Intercept Brasil mostrou que a emenda foi pedido dos patrões, donos de bancos e indústrias.

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4- A CLT atrapalha o desenvolvimento do País

Dizem que leis muito rígidas fazem empresas e indústrias contratarem menos e produzirem menos. A Frente Associação da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) explica que é o contrário: trabalhos temporários, terceirizados e por demanda é que diminuem a renda e a segurança do trabalhador.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) alerta que, a médio prazo, as mudanças não vão interessar sequer aos empregadores, já que a redução salarial vai ter como consequência a queda no consumo.

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5- Crise deixa encargos trabalhistas muito caros para empresas

A crise é uma desculpa para empresas que querem flexibilizar leis trabalhistas. Quem desmistifica é o procurador-geral do Trabalho Ronaldo Fleury: “Todas essas propostas já existiam antes da crise econômica. Quando o Brasil surfava em uma situação altamente favorável, essas propostas já existiam e eram defendidas pelos mesmos grupos econômicos e políticos. Esse argumento cai por terra a partir do momento em que essas propostas idênticas foram apresentadas quando o Brasil tinha uma economia pujante”. O projeto de terceirização já sancionado, por exemplo, é de 1998.

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)

#BrasilEmGreve [23]

Recife - PE

Salvador - BA

São Paulo - SP (observemos o helicóptero da PM)

São Paulo - SP

São Paulo - SP

#BrasilEmGreve [22]

Belo Horizonte - MG

Belém - PA

Brasília

Canguçu - RS

Curitiba - PR

Manifestante ferida no Rio de Janeiro

Manaus - AM

Porto Alegre - RS

Recife - PE

Santarém - PA

São Paulo - SP

Teixeira de Freitas - BA

Teresina - PI