📖 O jornalista e pesquisador Márcio Bastos mergulha fundo na história do icônico grupo teatral pernambucano Vivencial Diversiones para lançar a obra "Lantejoulas no Mangue: Teatro e desbunde do Vivencial", que integra a prestigiada coleção "Nossas Histórias" da Editora Autêntica. A pesquisa reconstrói com sensibilidade e rigor a trajetória de um dos coletivos mais transgressores e livres da cena artística brasileira das décadas de 1970 e 1980. Nascido em meio aos rigores e à forte vigilância da ditadura militar, o grupo transformou o improviso, o deboche, a alegria e a dissidência política em ferramentas vitais de resistência afetiva e cultural. Através de entrevistas exclusivas com as fundadoras, os fundadores e as chamadas "vivecas", além de farto material de arquivo, o livro recupera memórias preciosas que desafiaram a moral conservadora da época. A publicação consagra-se como um marco fundamental para a preservação e valorização da memória LGBTQIAPN+ e da cultura pernambucana.
🌍 O lançamento oficial e o bate-papo imperdível com o autor Márcio Bastos e o editor Schneider Carpeggiani acontecem amanhã, dia 10 de outubro, às 14h. O evento de estreia será realizado no Museu de Arte Contemporânea (MAC), situado na Rua 13 de Maio, número 149, no bairro do Varadouro, dentro do Sítio Histórico de Olinda, em Pernambuco. Esta atividade inaugural abre uma intensa agenda de lançamentos presenciais planejada para o final de 2026. O cronograma prevê passagens por Recife em 13 de outubro e Caruaru em 16 de outubro. Em seguida, a turnê chega ao Sudeste e Centro-Sul com eventos no Rio de Janeiro em 1º de dezembro, em São Paulo no dia 4 de dezembro e em Belo Horizonte em 9 de dezembro de 2026. Mais informações detalhadas podem ser conferidas em breve, com a pré-venda já ativa no site da Editora Autêntica e nas principais plataformas digitais.
🎭 O livro revela como o Vivencial transformou a paisagem cultural do Nordeste ao criar um espaço pioneiro de acolhimento, visibilidade e liberdade para a comunidade queer através do célebre café-concerto Vivencial Diversiones. A narrativa detalha o cotidiano de um grupo que desafiou a censura e as convenções sociais de sua época, dialogando de forma intensa com o cinema, a literatura, as artes visuais e a música daquela geração. Márcio Bastos destaca em sua pesquisa a coragem de artistas marginalizados que utilizavam a criatividade e a irreverência como principais recursos, construindo um legado artístico inestimável cujos ecos reverberam fortemente nas artes cênicas contemporâneas de Pernambuco.
📸 Foto: Gabriel Mesgo
🎤 Entrevista com Márcio Bastos
1. Em que momento você percebeu que a história do Vivencial Diversiones precisava virar um livro, e não apenas uma pesquisa acadêmica ou jornalística?
"Lantejoulas no mangue" faz parte da coleção "Nossas Histórias", da Autêntica, que busca recuperar e celebrar acontecimentos marcantes para a memória LGBTQIAPN+ brasileira. Fico muito feliz que o Vivencial tenha sido escolhido como um exemplo dessa junção de luta, resistência e festa, pois a trajetória do grupo é importante em diferentes aspectos, que é o que busquei abordar no livro.
Acho muito difícil entrar em contato com a história do Vivencial e não se encantar. Tanto que, principalmente nos últimos anos, o grupo has sido revisitado em diferentes pesquisas e obras de arte, como o filme "Tatuagem". Quando iniciei minha carreira jornalística, em 2011, por coincidência, foi publicado o livro "Transgressão em 3 atos: nos abismos do Vivencial", de Alexandre Figueirôa, Claudio Bezerra e Stella Maris Saldanha. Foi, inclusive, uma das fontes de pesquisa para o meu trabalho.
Com "Lantejoulas no mangue", busquei ir atrás não só dos grandes fatos relacionados ao grupo, mas também de histórias dos integrantes, do Recife e de Olinda e da comunidade LGBTQIAPN+, estabelecendo relações que mostram como o Vivencial foi influenciado por seu tempo, mas também ajudou a transformá-lo e a moldar as décadas seguintes, tanto no teatro quanto no que diz respeito à visibilidade da população queer.
2. O que mais te surpreendeu quando começou a investigar o grupo e descobriu aspectos que não apareciam nas narrativas já conhecidas sobre o Vivencial?
O que mais me impressionou foi, de fato, o pioneirismo do Vivencial nas questões de sexualidade e gênero no âmbito cultural de Pernambuco. Os espetáculos e práticas do grupo ajudaram a abrir discussões que iam além dos ciclos da cultura. Com o café-concerto Vivencial Diversiones, que abriram no Complexo de Salgadinho, conseguiram construir um ecossistema de segurança e liberdade para pessoas LGBTQIAPN+, em um momento em que a própria ideia de comunidade para as dissidências começava a se fortalecer no Brasil. Em muitos aspectos, o Vivencial foi um dos grandes responsáveis pelo início de uma noite queer em Pernambuco.
Fiquei impressionado, também, com a forte presença do Vivencial na vida cultural de Pernambuco nas décadas de 1970 e 1980. Ao analisar os jornais da época, se percebe como o coletivo estava praticamente toda semana em evidência por quase dez anos. A ousadia do grupo não estava só no discurso, mas em todas as práticas dos seus integrantes. Era realmente um modo de vida transgressor, que abraçava as diferenças mesmo diante de toda a repressão da ditadura militar. É surpreendente perceber como o Vivencial foi ativo nas mais diversas frentes, dialogando não só com o pessoal do teatro, mas do cinema, da literatura, das artes visuais e da música. Eles eram, também, agitadores culturais e ajudaram a provocar muitos debates, entre eles os das questões de sexualidade e gênero.
3. Como foi o processo de localizar personagens, documentos, fotografias e testemunhos de uma experiência artística que se desenrolou há tantas décadas?
Meu livro anterior, "Pernalonga: uma sinfonia inacabada" (Cepe Editora) abriu muitas portas. Como se tratava de um perfil biográfico de um dos membros do Vivencial, cheguei há muitos deles já em 2022, quando comecei a apuração e escrita. Desde então, mantive contato com as vivecas, como eram chamados os integrantes do grupo. Em 2024, quando ainda nem havia ideia de escrever um livro sobre o Vivencial, organizamos uma festa para celebrar os 50 anos do grupo. Creio que por terem percebido a seriedade do trabalho, tiveram mais facilidade em compartilhar comigo suas memórias e arquivos. Além disso, tive acesso a novos materiais, o que foi ótimo, desde documentos como cartas até fotografias. E, mais uma vez, a Hemeroteca Digital Brasileira e o Arquivo Público de Pernambuco foram essenciais para a pesquisa em publicações da época. Também preciso agradecer ao Diario de Pernambuco e ao Jornal do Commercio, que permitiram que eu acessasse seus arquivos e utilizasse trechos das matérias.
4. Ao trabalhar com memórias, você encontrou versões conflitantes dos mesmos acontecimentos? Como decidiu lidar com essas divergências na construção da narrativa?
Sim, isso aconteceu algumas vezes. No geral, isso ocorria pela distância dos fatos – datas que eram trocadas por uma fonte, o nome de um espetáculo ou uma pessoa que estava presente em um evento. Como jornalista, mantive o compromisso constante de apuração, checando tudo que era possível. Em alguns casos em que houve conflitos de narrativas, busquei confrontar as versões e chegar o mais próximo possível do fato. Quando isso não foi possível, coloquei as múltiplas versões, pois acho que, principalmente quando estamos lidando com a subjetividade do outro, há mais do que uma simples “verdade”. Ainda mais quando se trata de fatos ocorridos há tanto tempo.
Me sinto muito lisonjeado com a confiança das fontes em mim. Não é fácil abrir sua vida, tocar em fatos muitas vezes íntimos, dolorosos. Por isso, na apuração, tive o cuidado de me munir do máximo de informações, de uma pesquisa vasta, mas também deixar espaço para que as miudezas, os pequenos fatos, pudessem vir à tona. Desse processo, surgiram detalhes que me fizeram enxergar fatos e personagens de forma mais complexa.
5. O Vivencial floresceu em plena ditadura militar. O que sua pesquisa revelou sobre as formas de resistência política, afetiva e artística construídas pelo grupo naquele contexto?
O Vivencial estreou em 1974, dez anos após o golpe militar. Era um momento em que a repressão estava intensa e Pernambuco continuava sendo um dos epicentros dessa vigilância e violência por parte do Estado, pois, foi, desde o início, um dos locais de forte resistência ao regime. O grupo surge a partir do encontro de Guilherme Coelho, que estudava para ser monge no Mosteiro de São Bento, com jovens que faziam parte da Arma - Associação de Rapazes e Moças do Amparo, grupo que estava ligado à Igreja Católica. Mas, logo em Vivencial I, o primeiro espetáculo do grupo, fica claro que o grupo não queria amarras de nenhum tipo: faziam críticas ao Estado, à Igreja, à família tradicional e pregavam liberdade para a juventude, questionavam a misoginia, o racismo, a homofobia. Era extremamente progressista. Tanto que, logo foram denunciados.
Os embates com a Censura foram constantes. Muitos espetáculos tiveram cenas cortadas ou alteradas. Mas, malcriadas, as vivecas davam seu jeitinho para apresentar os trabalhos na íntegra ou pelo menos mostrar que houve intervenção, como quando passavam com uma tesoura gigante de um canto a outro do palco. Por outro lado, o grupo tinha uma posição tão anárquica, que muitas vezes os discursos passavam pois a Censura achava que era uma grande brincadeira, quase como se fossem alienados. Era uma percepção que alguns setores da esquerda também tinham, como se o Vivencial não fosse engajado o suficiente. Os conservadores, de forma ainda mais incisiva, viam o grupo como um perigo constante por subverter todas as regras do socialmente aceito.
Porém, acredito que a resistência do grupo e o enfrentamento à ditadura se deu em muitas frente: tanto no palco como também nos próprios corpos dos integrantes que confrontavam e cisheteronormatividade e ofereciam outras possibilidades de existir. Imagina o choque que era ver aquele coletivo tão heterogêneo, orgulhosamente dissidente, ocupando espaços nos jornais, nos principais teatros da cidade e, depois, abrindo sua própria sede? Era como um lembrete de que ser diferente era viável — ainda que não fosse fácil.
6. Houve alguma entrevista ou descoberta de arquivo que tenha mudado profundamente os rumos da pesquisa ou sua compreensão sobre o Vivencial?
Acho que mudado profundamente os rumos da pesquisa, não. Mas alguns depoimentos me ajudaram, de fato, a ampliar muito minha compreensão sobre o Vivencial. Por exemplo, conversando com Guilherme Coelho, um dos fundadores do grupo, soube detalhes da entrada dele no Mosteiro de São Bento. Nunca havia encontrado um relato detalhado sobre esse momento. Quando ele narrou o percurso até a Igreja, tudo fez mais sentido para mim: era um hippie, um libertário, que queria virar monge não porque era um católico fervoroso, mas porque se interessava pelo senso de coletividade, pelos estudos, as artes, as pessoas. O pai dele era pai de santo. Havia um sincretismo total. Ou seja, totalmente a ver com o espírito do Vivencial. Ou ainda como quando durante conversa com Américo Barreto, também um dos fundadores, e Fabio Costa, soube mais detalhes sobre o primeiro espetáculo, sobre a construção do Diversiones, a chegada de alguns membros. Enfim, cada entrevistado me trazia uma perspectiva muito enriquecedora, que só fortalecia a pluralidade dessa história. Foram conversas muito reveladoras, que explicitaram que o espírito anárquico do grupo não era só uma escolha estética, mas uma prática de vida que alguns mantêm até hoje. Toda entrevista com as vivecas e seus contemporâneos continha um detalhe que me encantou e ajudou a ter uma dimensão mais concreta do que o grupo significou.
7. O título Lantejoulas no Mangue carrega uma imagem muito poderosa. Como ele surgiu e de que maneira sintetiza o espírito do grupo e da época retratada?
O título surgiu depois de quebrarmos muito a cabeça em busca de uma imagem que capturasse a complexidade do Vivencial. Por muito tempo, íamos chamar o livro de “A casa das vivecas”, para dar o destaque ao Vivencial Diversiones e, também, uma referência à peça “Uma casa de Bonecas”, de Henrik Ibsen. Um dia, sugeri ao editor, Schneider Carpeggiani, que poderíamos chamar de “Purpurina no Mangue” pois me veio na cabeça essa ideia de um fim de noite no Diversiones, e os rastros que ficariam dessa exuberância em meio a uma área pobre. Ele adorou e, depois de conversar com o coordenador da coleção, Renan Quinalha, me disse: “Todos adoraram a ideia de ‘Lantejoulas no Mangue’”. Sem perceber, ele mudou de purpurina para lantejoulas e, na hora, tivemos certeza que era a imagem perfeita. As lantejoulas eram ornamentos muito usados na década de 1970, eram brilhosas, bonitas e acessíveis. Fazem parte, também, de um imaginário estético da comunidade LGBTQIAPN+. Estão na ordem do possível e, ao mesmo tempo, do imaginado, da transformação a partir do brilho, como o Vivencial fez. O título, então, traz essa imagem tão poderosa para representar esse bando de jovens das mais variadas origens, existindo dentro de uma ditadura militar, que resolvem usar a alegria, o desejo e a arte para criar uma utopia. E que lugar mais propício para colocar isso em prática do que em um ecossistema que é área de transição, riquíssima para a criação de vida?
8. Que desafios você enfrentou para reconstruir uma história LGBTQIA+ que, em muitos momentos, ficou fora dos registros oficiais e foi preservada principalmente pela memória de seus protagonistas?
Quando tratamos de memórias de grupos socialmente minorizados, nos deparamos com um retrato muito cruel nos principais veículos de comunicação. Nos jornais, as representações de dissidentes de sexualidade e gênero eram muito violentas. No entanto, também ofereciam brechas para percebermos como a resistência sempre esteve presente. Apesar de toda a perseguição, pessoas queer lutavam por seu direito de existir e criavam seus espaços de sociabilidade e afetividade, em público (ainda que em lugares pouco iluminados) e privados. Daí a importância de lutarmos pela preservação dos arquivos e também de ouvirmos os testemunhos de quem esteve lá.
Os depoimentos das vivecas e seus contemporâneos foram essenciais para reconstruir não só a história do grupo, mas para entender a sociedade da época. Também reforço a relevância dos arquivos pessoais para as pesquisas: fotos, cartas, documentos. Muitas vezes as pessoas acham que não têm valor e se desfazem dessa memória que está guardada em suas casas. Que são de suas vidas, mas também atravessam a de tantos outros. Muitos materiais sobre o Vivencial foram perdidos ao longo das décadas.
9. Depois de anos mergulhado nesse universo, qual você considera ser o principal legado do Vivencial para a cultura pernambucana, para o teatro brasileiro e para as novas gerações de artistas?
Para mim, o principal legado do Vivencial é o da audácia. Este grupo formado por pessoas socialmente marginalizadas conseguiu não só ganhar os holofotes da cena cultural, mas também mostrou que se podia criar a partir de outros paradigmas, subvertendo lógicas estabelecidas por vários sistemas. Muitas inspirações se encontravam ali, do Teatro do Oprimido ao Tropicalismo, passando pela psicodelia pernambucana, a cultura popular, a disco music, a franguisse, a televisão… Era uma panela de pressão de referências que, às vezes, não se enquadravam em nada. As vivecas também não se importavam com a ideia de perfeição. Tinham compromisso com a arte, mas não a voltada para a sensibilidade burguesa (apesar de, olha que contradição, a classe média ser a principal frequentadora do Diversiones). Adoravam, claro, a beleza, mas não achavam que ela deveria estar acima da verdade – da verdade deles. Suas vivências, angústias e sonhos precisavam ser protagonistas e essa ânsia por dar voz às subjetividades dos oprimidos é de uma força imensa.
Durante a maior parte da sua existência, o Vivencial não fez dinheiro. Criava a partir dos restos, com a criatividade dos seus membros como grande recursos. E, acima de tudo, era um projeto pautado na coletividade. Em um momento tão individualista e capitalista quanto o que experiencamos agora, essa ideia de pertencimento e de solidariedade é poderosíssima. Estamos também diante de uma onda conservadora terrível, o que torna a ideia das vivecas ainda mais necessária. Eram pobres, achincalhadas, dissidentes, mas irremediavelmente ferinas e esperançosas. Não baixavam a cabeça. Também não tinham medo de arriscar e de flertar com o fracasso, o que é libertador e, particularly, me fascina.
E hoje é possível ver muitos ecos dessa experiência no teatro pernambucano. Uma das mais evidentes é “Cinderela - a história que a sua mãe não contou”, maior fenômeno dos nossos palcos, que é uma dramaturgia escrita por Henrique Celibi, um dos membros do Vivencial, e que se apropria da caricatice, do humor escrachado e ácido e de uma simplicidade da encenação que marcou tanto o Diversiones.
10. Olhando para a trajetória da pesquisa até a publicação do livro, o que essa jornada transformou em você como pesquisador, jornalista e também como alguém que passou a conviver tão intensamente com essas memórias?
Ainda está me transformando. Quando paro para refletir sobre meu fazer como jornalista, penso que o maior aprendizado é o da escuta. Estou há 15 anos ouvindo histórias e tentando contá-las de forma justa e sensível. Em um trabalho como “Lantejoulas no Mangue”, esse processo se torna ainda mais desafiador porque não existe uma versão, um começo, meio e fim. Não existe um dono da história do Vivencial. Por isso, cada entrevista ampliava esse mosaico. Era mais uma lantejoula colada para produzir uma obra que chegue perto de capturar a beleza e as contradições de uma experiência tão radical.
Entender o tempo do outro, os limites, é um exercício contínuo de alteridade, de paciência e também de humildade. Às vezes, uma entrevista rendia muito pouco, mas era importante para o entrevistado ser ouvido. É preciso empenho na valorização da memória, ainda mais daqueles que foram tão silenciados por tanto tempo, como nós, LGBTQIAPN+. O trabalho dos jornalistas, dos pesquisadores e historiadores é um diálogo constante entre passado, presente e futuro.
O processo também ajudou a reforçar em mim o gosto por contar histórias. Fui incentivado pelo meu editor, Schneider Carpeggiani, e pelo coordenador da coleção, Renan Quinalha, dois grandes parceiros nesse processo, a pensar a narrativa sempre de uma forma mais ampla, entendendo-a como parte de uma história maior. Foi um desafio constante não me perder (muito). Sinto que terminei o livro, mas não a pesquisa. As vivecas seguem comigo.
Pergunta bônus:
Depois da publicação de Lantejoulas no Mangue, quais histórias, personagens ou questões sobre o Vivencial você acredita que ainda merecem ser investigados por futuras pesquisas?
Acredito que o Vivencial é uma fonte inesgotável para pesquisas. Gostaria de ver perfis mais detalhados sobre cada integrante, como aconteceu com Pernalonga, no meu livro anterior. São histórias fascinantes de pessoas que até hoje contribuem com a nossa cena artística. Também acho interessantíssimo pensar um recorte específico sobre a presença de pessoas trans no Diversiones, como o espaço foi importante para a visibilidade da comunidade, e como ela se expandiu desde então.