segunda-feira, 29 de junho de 2026
🎪 Circo da Trindade celebra 22 anos reafirmando arte, memória e compromisso ambiental
🛤️ Chuvas provocam interdição preventiva de ponte na PE‑089; DER‑PE orienta rotas alternativas
domingo, 28 de junho de 2026
🥮 Manuê Confeitaria: União e sabor para vencer as dificuldades
🧑🍳 A Manuê Confeitaria enfrenta um momento desafiador em sua estrutura física devido aos impactos severos causados pelas fortes chuvas locais. Problemas decorrentes de infiltrações, como goteiras constantes e o surgimento de mofo nas paredes, têm gerado grande preocupação e elevado o estresse da equipe em relação à manutenção do espaço. Com a proximidade da Fenearte, a pressão para arcar com as contas aumentou significativamente, exigindo uma solução rápida e criativa para garantir a subsistência do negócio.
🍰 Para contornar a crise financeira e arrecadar os fundos necessários para os reparos e custos operacionais, foi lançada uma rifa solidária manual de um bolo de abacaxi com coco. O doce beneficente, que pesa cerca de cinco quilos e leva a assinatura da própria casa, transformou-se em uma grande atração nas redes sociais locais, despertando imenso interesse do público. A recomendação da organização é que os interessados garantam logo seus números para aumentar as chances de ganhar e apoiar a causa.
📱 Apesar dos contratempos na estrutura do estabelecimento, o local segue operando com a ajuda de parcerias estratégicas, a exemplo da Amafil, que viabiliza o abastecimento de farinhas e insumos essenciais. Quem desejar colaborar com a reconstrução do espaço e participar da ação solidária pode escolher seus bilhetes por meio de um grupo exclusivo de mensagens. Cada número custa vinte reais e o sorteio está programado para ocorrer no próximo dia vinte, unindo a comunidade em torno da gastronomia.
📸 Foto: Divulgação
Serviço
Evento: Rifa Solidária da Manuê Confeitaria
Prêmio: Bolo de abacaxi com coco de cinco quilos
Valor do bilhete: Vinte reais por número
Data do sorteio: Dia vinte
Link para participar: https://chat.whatsapp.com/BvEP1tIXHxuLSS5oSg2h09?s=sw&p=i&ilr=1
#SendoProsperidade com Mariângela Borba
Da libido à individuação: caminhos para compreender a nós
mesmos
Por Mariângela Borba
"Do que tanto você tenta fugir quando se distrai?"
A pergunta estava escrita logo nos primeiros degraus da exposição "A
Alma Humana, Você e o Universo de Jung", em cartaz no Instituto Marcos
Hacker de Melo, no Recife. E, como toda boa pergunta, ela não oferecia
respostas. Apenas nos convidava a parar.
Parar para olhar para dentro.
Vivemos em um mundo acelerado, cheio de estímulos e distrações. Corremos de
um compromisso para outro, de uma tela para outra, de uma obrigação para outra,
muitas vezes sem perceber que aquilo de que tentamos fugir continua nos
acompanhando em silêncio.
Nossos medos.
Nossos desejos.
Nossas perdas.
Nossas incompletudes.
Talvez por isso a Psicanálise continue tão atual.
Freud nos ensinou que somos movidos pela libido, a energia do desejo e da
vida. Embora popularmente o termo seja associado apenas à sexualidade, a libido
é muito mais do que isso. Ela está presente em tudo aquilo que fazemos com
paixão, afeto e investimento emocional.
Ela está no trabalho realizado com amor.
Na amizade cultivada com dedicação.
Na escrita que nasce da necessidade de dizer algo ao mundo.
Na vontade de construir um projeto, aprender algo novo ou recomeçar.
Tudo o que nos move é expressão da nossa energia vital.
Mas, se Freud nos mostrou que somos movidos pelo desejo, Jung deu um passo
além e perguntou:
Para onde esse desejo quer nos conduzir?
Para ele, a vida humana é uma jornada de integração. Não somos apenas aquilo
que mostramos ao mundo. Há em nós partes escondidas, esquecidas, negadas ou
reprimidas.
A isso ele chamou de Sombra.
Foi impossível não pensar nisso ao me deparar, na exposição, com um enorme
escaravelho dourado.
Lindo!
Imponente!
Mas, ao mesmo tempo, inquietante.
Fascinante e asqueroso!
Como tantas coisas que habitam dentro de nós e que insistimos em reconhecer
apenas nos outros.
O escaravelho, símbolo de transformação e renascimento, parece nos lembrar
que aquilo que mais nos inquieta pode também ser o que mais precisa ser
integrado.
Quantas vezes criticamos no outro aquilo que, de alguma forma, também habita
em nós?
Quantas vezes combatemos determinadas atitudes porque elas nos confrontam
com aspectos que ainda não conseguimos reconhecer em nossa própria história?
Talvez um dos maiores desafios da vida seja justamente este: olhar para
nossas sombras sem medo.
Reconhecer nossas fragilidades.
Aceitar nossas contradições.
Entender que somos feitos de luz e também de escuridão.
Foi isso que mais me tocou na exposição. A percepção de que a chamada
"vida comum", cheia de tarefas, responsabilidades e desafios
cotidianos, pode ser uma porta de entrada para os mistérios do inconsciente e
para um conhecimento mais profundo de nós mesmos.
Jung chamou esse caminho de individuação.
Não se trata de se tornar perfeito.
Nem de eliminar nossos defeitos.
Mas de nos tornarmos quem realmente somos.
Talvez prosperidade também tenha a ver com isso.
Com a coragem de deixar para trás versões de nós mesmos que já não cabem
mais.
Com a disposição de rever caminhos.
Com a humildade de admitir que ainda estamos em construção.
Porque nem toda história precisa terminar para nos transformar. Algumas
apenas nos atravessam e nos deixam diferentes de quem éramos antes.
E talvez seja justamente aí que o amor encontre seu sentido mais profundo.
Recentemente, o Papa Leão XIV afirmou na Praça São Pedro algo de uma beleza
desarmante:
"O amor também é perda. É difícil compreendê-lo, especialmente em um
mundo no qual perder parece ser uma fraqueza e no qual se vive obcecados por
ter e possuir."
Vivemos em uma sociedade que valoriza o acúmulo: de bens, de títulos, de
certezas, de pessoas.
Mas o amor verdadeiro segue outra lógica.
A lógica do dom.
Do compartilhamento.
Da entrega.
Do espaço que abrimos em nossa vida para acolher o outro.
Perdemos um pouco do nosso tempo para ouvir um amigo.
Perdemos um pouco do nosso conforto para ajudar alguém.
Perdemos um pouco do nosso próprio ego para permitir que o outro exista.
Paradoxalmente, é nessa aparente perda que ganhamos humanidade.
É quando deixamos de possuir que aprendemos a amar.
É quando deixamos de controlar tudo que a vida encontra espaço para
florescer.
Talvez não seja por acaso que, em tempos tão acelerados, a saúde mental
tenha ganhado espaço também nas discussões sobre o trabalho. A recente
atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), ao incluir os riscos
psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais, reconhece algo que a
experiência humana já nos ensinava há muito tempo: não somos máquinas de
produzir. Excesso de cobranças, sobrecarga, conflitos, assédio e a incapacidade
de estabelecer limites também adoecem.
Cuidar da saúde mental é, portanto, mais do que uma necessidade individual.
É um compromisso coletivo e institucional. Talvez prosperidade também seja
isso: criar ambientes em que seja possível trabalhar, produzir e conviver sem
perder de vista aquilo que nos torna humanos.
Curiosamente, o Evangelho já anunciava, há quase dois milênios, algo que
Freud e Jung, cada um a seu modo, também nos ajudaram a compreender: a vida não
se realiza no fechamento, mas na integração.
No encontro.
Na escuta.
Na capacidade de reconhecer nossas sombras e, ainda assim, continuar
caminhando.
Na exposição, havia ainda um espaço para que cada visitante deixasse um
pensamento.
Diante daquela grande teia de palavras e sentimentos, escrevi:
"Tenho medo, do medo que dá."
A frase me veio à mente quase como um sussurro da canção de Lenine.
Talvez porque crescer assuste.
Porque mudar assuste.
Porque amar assuste.
Porque recomeçar assuste.
Porque olhar para dentro também assuste.
Mas, como escreveu Jung:
"Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou."
Tudo aquilo que repousa em nós deseja tornar-se acontecimento.
Nossos talentos.
Nossos sonhos.
Nossos afetos.
Nossa vocação.
Talvez a verdadeira prosperidade não esteja em ter mais, mas em nos
tornarmos mais conscientes de quem somos.
Porque, no fim das contas, talvez a vida seja justamente isso: uma sucessão
de nascimentos interiores.
E então, o que, dentro de você, está pedindo para nascer?
Mariângela Borba é jornalista, psicanalista em formação e uma
observadora apaixonada da alma humana.
☕ Quando o Café Vira História: A Reinvenção de Rose Maria no Litoral Sul
☕ A trajetória de Rose Maria (na foto sentada) ganhou novos contornos quando, após mais de três décadas no Jornalismo, ela percebeu que era hora de construir outro território profissional. A decisão não foi abrupta, mas fruto de uma inquietação que cresceu com o tempo. O desejo de criar algo mais autoral e próximo das pessoas se tornou cada vez mais forte. Foi então que o café entrou em cena como extensão natural de sua forma de ver o mundo. Assim nasceu a Dona Café, espaço onde histórias continuam sendo contadas — agora ao redor de uma xícara.
👀 A experiência jornalística de Rose molda profundamente a identidade da cafeteria. A escuta atenta, aprendida nas redações, se transformou em base para o atendimento. Observar gestos, silêncios e ritmos dos clientes virou parte essencial da rotina. Para ela, acolher é mais do que servir bem: é perceber quem chega e respeitar sua história. Cada detalhe — das palavras ao ambiente — nasce dessa sensibilidade. Na Dona Café, o cliente não é apenas consumidor, mas alguém que traz narrativas consigo.
🌊 Empreender no litoral trouxe desafios e aprendizados únicos. São José da Coroa Grande tem um ritmo próprio, marcado por moradores, turistas e viajantes que cruzam a PE-60. A cafeteria precisou nascer com identidade local, adaptada à baixa temporada e aos dias de chuva. Rose descobriu que empreender fora da capital exige paciência, fé e determinação. Ao mesmo tempo, encontrou beleza no vínculo com a comunidade. Conhecer clientes pelo nome e acompanhar suas histórias se tornou parte da essência da casa.
🍰 A curadoria do cardápio da Dona Café segue o princípio de que nada está ali por acaso. O café é 100% arábico, mineiro e escolhido com cuidado para representar a proposta da casa. A gastronomia afetiva é conduzida por Joelma Melo (em pé na foto), sócia de Rose, que cozinha de forma artesanal. Suas receitas carregam memórias familiares, aprendidas com avós e mãe, e influenciadas pelo avô que foi dono do Hotel Central de Toritama. Cada doce, bolo e torta traz afeto como ingrediente principal.
⏰ A nova rotina é diferente do jornalismo, mas igualmente intensa. Se antes a pressão vinha do deadline, agora vem do atendimento rápido e de qualidade. O prazer está em ver clientes voltando, elogiando e escolhendo a Dona Café como ponto de encontro. O desafio maior é a gestão diária: olhar para produto, compra, estoque, atendimento e finanças simultaneamente. Empreender exige equilíbrio constante e disposição para aprender todos os dias.
💬 A Dona Café se tornou, para Rose, uma espécie de “redação afetiva”. Histórias chegam diariamente, vindas de moradores, turistas, amigos e viajantes. Alguns conversam, outros permanecem em silêncio, mas todos compartilham algo. Para ela, isso confirma que comunicação é relação. Em um mundo acelerado, criar um espaço de pausa e acolhimento é também comunicar valores. A cafeteria mostra que as pessoas querem ser vistas, ouvidas e reconhecidas.
✨ Para quem deseja mudar de área, Rose aconselha: não despreze sua história. A comunicação oferece um patrimônio valioso, com habilidades essenciais ao empreendedorismo. Mas é preciso humildade para aprender uma nova operação e disciplina para sustentar uma boa ideia. Fé e coragem também fazem parte do caminho. Para o futuro, a Dona Café quer se consolidar como referência no Litoral Sul, criar produtos próprios e colocar cadeiras na calçada para que os clientes apreciem o pôr do sol. Para trás, nem para pegar impulso.
📸 Fotos: Divulgação Dona Café
SERVIÇO
Dona Café
Endereço: São José da Coroa Grande – PE
Funcionamento: Terça a domingo, das 14h às 21h
Instagram: @cafeteria_dona_cafe
ENTREVISTA — PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Transição de Carreira — Em que momento você percebeu ser hora de deixar o jornalismo diário e apostar no empreendedorismo, e por que o café se tornou o seu novo território de criação?
“A transição não aconteceu de uma hora para outra. Depois de mais de três décadas no jornalismo, passando por redações, televisão, produção, reportagem e assessoria de imprensa, eu comecei a perceber que precisava construir um novo território de atuação, sem romper com tudo aquilo que formou a minha identidade profissional. O jornalismo diário me ensinou disciplina, urgência, escuta e responsabilidade. Mas chegou um momento em que eu quis transformar essa experiência em algo mais autoral, mais próximo das pessoas e ser independente em horário e financeiramente. O café entrou nesse caminho como uma extensão natural da minha forma de ver o mundo. Dona Café nasceu desse desejo de criar um espaço onde as pessoas se sintam bem recebidas, onde cada detalhe comunique cuidado. Para mim, a cafeteria não é uma ruptura com o jornalismo. Antes eu produzia histórias para a televisão e para os jornais. Hoje, eu continuo trabalhando com histórias, mas em torno de uma mesa, de uma xícara e de uma experiência.”
2. Olhar Jornalístico — De que forma sua experiência como jornalista influencia a identidade e o atendimento da Dona Café?
“O jornalismo me deu uma formação muito profunda em escuta. Quem trabalha em redação aprende a observar o que está dito e o que não está dito. Aprende a perceber gestos, contextos, necessidades e silêncios. Isso influencia diretamente a Dona Café. Acredito que atendimento não é apenas servir bem; é perceber quem chega, entender o ritmo da pessoa, acolher sem invadir e oferecer uma experiência que tenha verdade. A forma como recebemos, a escolha das palavras, a atenção aos detalhes, o cuidado com o ambiente, tudo nasce dessa observação. O cliente não é apenas alguém que consome. Ele chega com uma história, com um motivo, com uma expectativa. E a cafeteria precisa estar preparada para respeitar isso.”
3. Empreender no Litoral — Quais foram os principais desafios e aprendizados ao abrir uma cafeteria em São José da Coroa Grande?
“Empreender no litoral exige uma compreensão muito própria do território. São José da Coroa Grande tem um ritmo diferente da capital, uma relação muito forte com moradores, turistas, viajantes e pessoas que passam pela PE-60 em direção a outros destinos. O desafio é entender essa dinâmica sem tentar impor um modelo pronto de cafeteria. A Dona Café precisou nascer com identidade local, mas se adequando à realidade de São José da Coroa Grande, sobretudo nesse período de baixa temporada, marcada por muita chuva. O maior aprendizado foi compreender que empreender fora da capital exige paciência, fé em Deus e determinação. Ao mesmo tempo, há uma beleza enorme nisso. Você conhece os clientes pelo nome, acompanha histórias, percebe retornos, cria vínculos.”
4. Curadoria do Cardápio — Como você escolhe os grãos, os pratos e os detalhes que compõem a experiência da Dona Café?
“A curadoria da Dona Café parte de uma ideia simples: nada deve estar ali por acaso. O café, os doces, os salgados, as tortas artesanais, a apresentação dos produtos e até a forma de servir precisam conversar com a proposta da casa. O café não é de cápsulas. É 100% arábico, mineiro e de um sabor incrível. A Dona Café trabalha com uma gastronomia afetiva. Joelma Melo – minha sócia – é quem responde pela cozinha. Ela faz tudo de forma bem artesanal. Aprendeu a cozinhar com os avós e mãe dela. O avô dela era dono do Hotel Central de Toritama. Tudo que ela aprendeu na família é utilizado na hora de fazer os doces, bolos, tortas e salgados.”
5. Nova Rotina — O que tem sido mais prazeroso e o que ainda te desafia nesse novo cotidiano? “O ritmo é completamente diferente, mas a intensidade continua. No jornalismo diário, convivemos com deadline, a pressão vem do fechamento, da pauta, dos factuais que não esperam e acontecem a todo instante. Na cafeteria, a pressão é um atendimento rápido, eficiente, com qualidade. Quando alguém volta, elogia, indica ou escolhe a Dona Café como ponto de encontro, eu entendo que a marca começou a criar vínculo. O que ainda desafia é a gestão do cotidiano. Empreender exige olhar para tudo ao mesmo tempo: produto, compra, estoque, atendimento e principalmente finanças.”
6. Relação com o Público — A Dona Café se tornou um novo espaço de histórias? “Sim, completamente. Hoje, nossos clientes chegam a cada dia com novas conversas, histórias, às vezes ficam em silêncio, outras vezes interagem com a gente. São visitas de amigos, moradores, turistas e pessoas que entram apenas para tomar um café e acabam compartilhando um pedaço da vida. Isso é muito bonito porque confirma algo em que sempre acreditei: comunicação é relação. A cafeteria me mostra, todos os dias, que as pessoas querem ser bem tratadas, ouvidas e reconhecidas. Em um mundo tão acelerado, criar um lugar onde alguém possa fazer uma pausa e se sentir acolhido é também uma forma de comunicar valores.”
7. Conselhos e Futuro — Que conselho você daria a outros profissionais da comunicação que desejam mudar de área, e quais são os próximos passos da Dona Café?
“O conselho que eu daria é: não despreze a sua história. Muitas pessoas consideram que mudar de área significa começar do zero, mas não é verdade. A experiência acumulada na comunicação é um patrimônio enorme. Quem vem do jornalismo sabe ouvir, apurar, organizar informações, lidar com crise, entender público e trabalhar sob pressão. Tudo isso é extremamente valioso no empreendedorismo. Mas também é preciso ter humildade para aprender uma nova operação. Empreender exige planejamento, coragem, disciplina e disposição para fazer o que precisa ser feito. Não basta ter uma boa ideia. É preciso sustentar essa ideia com gestão, presença e coerência. Mas, acima de tudo, quem me conhece sabe que é preciso ter muita fé e apostar no futuro. Eu jamais desistiria do meu sonho de ter uma cafeteria simplesmente porque todo mundo tem café em casa. Para os próximos anos, a Dona Café quer se consolidar como uma marca de referência em São José da Coroa Grande e cidades vizinhas do Litoral Sul do Estado. O objetivo é cuidar da marca, criar produtos próprios, colocar cadeiras na calçada para os clientes verem o pôr do sol e seguir em frente. Para trás, nem para pegar impulso.”
🚨 Força-tarefa estadual atua em municípios atingidos pelas chuvas
🪗 Forró que pulsa no coração do Recife Antigo 🎶
🪗 Alto do Moura vibra tradição e emoção no encerramento do São João de Caruaru 2026
📰 A despedida de um mestre da palavra: Alexei Bueno (1963-2026)
🌟 Alexei Bueno, poeta, ensaísta e tradutor nascido no Rio de Janeiro em 1963, consolidou-se como uma das vozes mais eruditas e rigorosas da literatura brasileira contemporânea. Sua obra, marcada pelo diálogo profundo com a tradição clássica, atravessa décadas de dedicação à forma poética e ao estudo minucioso da língua. Autor de livros como As escadas da torre, A via estreita e Cerração, ele manteve uma produção constante até seus últimos anos, sempre fiel à precisão estética que o consagrou.
📚 Além de poeta, Bueno foi um editor incansável, responsável por organizar edições críticas monumentais para a Nova Aguilar, incluindo autores como Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa, Olavo Bilac e Vinicius de Moraes. Seu trabalho editorial ajudou a preservar e renovar o acesso a pilares da literatura brasileira, tornando-o referência entre estudiosos e leitores. Também traduziu nomes como Edgar Allan Poe, Mallarmé e Leopardi, enfrentando com maestria desafios formais que poucos se arriscariam a encarar.
🏛️ Na vida pública, Bueno atuou como diretor do INEPAC entre 1999 e 2002, contribuindo para a preservação do patrimônio cultural do Rio de Janeiro. Sua presença era constante em debates literários, conferências e projetos culturais, sempre defendendo a importância da memória e da tradição. Recebeu prêmios como o APCA, o Jabuti e o Alphonsus de Guimaraens, reconhecimentos que reforçam sua relevância no cenário nacional.
🕯️ Alexei Bueno morreu em 26 de junho de 2026, aos 63 anos, vítima de câncer no fígado, deixando um legado que permanece vivo na poesia brasileira. Sua partida foi amplamente lamentada por instituições culturais, escritores e leitores, que reconheceram nele um guardião da palavra e um artesão da forma. Sua obra, vasta e rigorosa, segue como testemunho de uma vida dedicada à literatura em sua expressão mais elevada.
📸 Foto: Reprodução
🛠️ Investimentos que transformam: Pesqueira recebe pacote de obras e ações para fortalecer educação, infraestrutura e acesso à água
🌧️ Chuva em Dose Leve: Pernambuco Entra na Semana com Céu Comportado
sábado, 27 de junho de 2026
🎬 A força da mata ganha vida em “A Lenda da Maria do Pitó, deu um Tiro, deu um Nó"
🟥 O Balcão se abre: fragmentos de uma revolução em cena
🌟 Camaragibe Brilha em São Paulo com Projetos de Prevenção e Cultura
✍️ Olhar pernambucano no olho do furacão: jornalista Adriana Amâncio narra o drama do terremoto na Venezuela
🇻🇪 Ricky Martin mobiliza fãs e cria página oficial para apoiar vítimas do terremoto na Venezuela
💛 O terremoto, que deixou milhares de vítimas e provocou destruição em diversas regiões do país, motivou uma onda de apoio internacional. Ricky Martin, por meio de sua fundação e de sua visibilidade global, reforça a importância de unir esforços para garantir assistência imediata e reconstrução a longo prazo. A página criada funciona como um ponto de partida para quem deseja ajudar, reunindo informações essenciais e caminhos práticos para contribuir. A ação se soma a manifestações de outros artistas latino-americanos que também demonstraram apoio ao povo venezuelano.
🌐 A iniciativa destaca o papel das celebridades na amplificação de causas humanitárias, especialmente em momentos de crise. Ricky Martin, que já atuou em campanhas de apoio a Porto Rico e ao Haiti, utiliza novamente sua plataforma digital para conectar fãs e voluntários a instituições sérias. A página dedicada à Venezuela reforça o compromisso do artista com a defesa dos direitos humanos e com o auxílio a comunidades vulneráveis. A mobilização digital se torna, assim, uma ferramenta poderosa para ampliar o alcance das ações de solidariedade.
📢 A página pode ser acessada diretamente pelo site oficial do cantor, oferecendo uma navegação simples e objetiva para quem busca formas seguras de colaborar. A iniciativa também serve como fonte de informação sobre a situação atual no país, reunindo atualizações e orientações de entidades humanitárias. Ricky Martin reforça que a união internacional é essencial para enfrentar os impactos do desastre e apoiar a recuperação das comunidades afetadas. A plataforma permanece ativa enquanto durar a necessidade de assistência emergencial.
📸 Foto: Reprodução Instagram do Artista
Serviço:
Página oficial de apoio às vítimas do terremoto na Venezuela:
https://rickymartinmusic.com/venezuela/
🎤 Voz que atravessa décadas: Fábio Stella transforma São Paulo em memória viva da música brasileira
✨ Fábio Stella abriu sua temporada na capital paulista com a força de quem carrega mais de seis décadas de estrada. No segundo show, realizado nesta sexta (26/06), o cantor revisitou fases marcantes — da soul music às experimentações psicodélicas — costurando cada canção com histórias que atravessam gerações. O público, atento, acompanhou não apenas um espetáculo musical, mas um mergulho afetivo na trajetória de um artista que nunca deixou de se reinventar.
🎶 Ritmos latinos, rock, romantismo e intensidade marcaram a noite, reafirmando Stella como figura singular na música brasileira. Entre uma música e outra, ele compartilhava bastidores saborosos, encontros improváveis e parcerias que moldaram sua carreira. A plateia reagia com risos, suspiros e aplausos longos, como quem reconhece a importância de testemunhar um artista em plena forma criativa.
🌟 Na última segunda-feira (22), Stella já havia emocionado o público ao relembrar a história do compacto Lindo Sonho Delirante (1968). No show desta sexta, retomou o relato, destacando a força daquele momento na contracultura brasileira. Entre memórias, citou parcerias marcantes — de Tim Maia a Paulo Imperial, coautor de seu maior sucesso, Stella — reforçando como sua obra dialoga com diferentes épocas e estilos.
🎵 O espetáculo em São Paulo funcionou como uma celebração da própria música brasileira. Stella, com sua presença magnética, mostrou que continua sendo ponte entre passado e presente, tradição e experimentação. Sua voz, ainda cheia de vigor, ecoou como testemunho de uma vida inteira dedicada à arte, sempre guiada pela inquietação criativa que o tornou único.
📸 Fotos e Vídeos: Equipe Fábio Stella
📚🎶 Quando o inglês encontra o Nordeste: o professor paraibano que viralizou ao ensinar idiomas com a própria cultura
🎤 A identidade paraibana do educador atravessa sua prática de maneira natural. Ele leva para a sala de aula expressões regionais traduzidas para o inglês, discute sotaques e reforça que falar uma língua estrangeira não exige abandonar quem se é. Essa postura tem ajudado seus alunos a enxergar o inglês como algo possível, acessível e compatível com suas vivências. O resultado é uma didática que valoriza a cultura local e fortalece a autoestima linguística dos estudantes.
📚 A escolha das músicas que viram material didático segue critérios bem definidos: primeiro, o conteúdo previsto para o bimestre; depois, a afinidade dos alunos com a canção. Para ele, engajamento não se impõe — se constrói. E quando a proposta chega aos estudantes, a reação costuma ser a mesma: risos, surpresa e uma empolgação contagiante para descobrir como o inglês se encaixa na melodia nordestina.
🏫 O professor também reflete sobre os desafios de ensinar inglês no Brasil, especialmente na rede pública, onde muitos alunos não veem utilidade prática no idioma. Para ele, democratizar o acesso passa por mostrar que o inglês não é privilégio de poucos, mas ferramenta de todos. Sua formação em Linguística reforça essa visão: conhecer a realidade dos estudantes é essencial para evitar que eles rejeitem a disciplina.
📱 A viralização de suas aulas nas redes sociais trouxe reconhecimento e motivação. Colegas de todo o país passaram a pedir autorização para usar suas versões musicais, ampliando o alcance da iniciativa. Mesmo com limitações financeiras da escola, ele segue sonhando com novos projetos que unam cultura nordestina e ensino — e promete novidades em breve para quem acompanha seu trabalho.
📸 Fotos: Reprodução Instagram
📱 Instagram: @riltonvianna_
ENTREVISTA
1. Como nasceu a ideia de ensinar inglês usando músicas nordestinas? Sempre usei a música como ferramenta pra ensinar Língua Inglesa, não só pela minha afinidade com ela, mas porque acredito que ela torna a aula com menos cara de aula, e eles acabam interagindo mais e melhor. A ideia de trabalhar músicas que pertencem à nossa cultura foi uma expansão dessa estratégia de aproximar os alunos da língua inglesa utilizando elementos com os quais eles já estavam familiarizados desde sempre.
2. De que forma sua identidade paraibana influencia sua prática pedagógica? Ser paraibano talvez seja uma das coisas de que mais gosto em mim. É a minha identidade. Não é possível deixar isso do lado de fora da minha sala de aula. Eu percebo que isso se materializa quando ensino como seriam algumas expressões do nosso povo em língua inglesa, quando levanto a bandeira de que tá tudo bem a gente falar em inglês com "sotaque brasileiro" e com nosso sotaque paraibano, entre outras coisas das quais eu nem devo ter consciência de que representam o paraibano em mim determinando a minha didática.
3. Como você escolhe quais músicas transformar em material didático? O fator primordial é o conteúdo que está previsto para o bimestre. A partir dele, procuro músicas que possam me ajudar a abordá-lo. O segundo fator é a afinidade dos alunos com a música. Se eu quero engajamento, não posso impor meu gosto, senão não funciona muito bem.
4. Qual foi a reação mais surpreendente de um aluno ao aprender inglês com esse método? A reação de todos eles foi basicamente a mesma: primeiro, o riso; depois, a empolgação pra saber como ficaria o resultado. Me parece que eles encararam como um desafio, e tudo o que foge à proposta tradicional de aula é bem-recebido por eles.
5. Quais são os maiores desafios de ensinar inglês no Brasil hoje? Acho que existem desafios diferentes a depender de que realidade estejamos falando. Na escola particular, os alunos veem utilidade em aprender uma língua estrangeira porque eles têm a possibilidade de viajar pra fora do Brasil, de sonhar com uma profissão na qual o inglês poderá ser uma ferramenta necessária. Na esfera pública, essas perspectivas praticamente não existem, então a gente precisa, primeiramente, convencer os alunos de que aprender uma língua estrangeira — Inglês, no meu caso — não é mais algo restrito às classes privilegiadas. Alguns compram essa ideia, mas a maioria, não. É um trabalho infinitamente mais desafiador.
6. Como você recebeu o impacto das suas aulas viralizando nas redes? Foi muito satisfatório, porque nosso trabalho é árduo, e quase nunca é devidamente reconhecido. Receber mensagens de outros colegas me pedindo autorização para usar em suas escolas a versão que eu criei foi uma alegria à parte. Toda essa repercussão me deu um gás a mais.
7. Qual é o papel das redes sociais no ensino de línguas atualmente? As redes endossam nosso discurso de que não é preciso viajar pra fora do Brasil para "precisar" saber inglês ou qualquer outra língua estrangeira, porque elas aproximam os alunos da realidade de criadores de conteúdo de outros lugares do mundo. Além disso, existem diversos professores que usam as redes para ensinar inglês de forma lúdica e com certas ferramentas que não são possíveis na dinâmica da sala de aula.
8. Como sua formação em Linguística e Ensino orienta suas escolhas didáticas? A pesquisa que eu desenvolvi no mestrado compreendeu o fenômeno da variação linguística no português brasileiro e como ele é tratado no âmbito escolar, o que me levou a entender como o ensino de uma língua que não considera a realidade dos alunos pode fazê-los literalmente odiar a disciplina que se propõe a ensinar aquela língua. Conhecer a realidade dos meus alunos e respeitar tudo o que envolve essa realidade me ajuda a pensar em estratégias que realmente funcionem para e com eles.
9. Você sente que seu trabalho ajuda a democratizar o acesso ao inglês? Acho que sim. Acredito que fazer com que a língua inglesa seja usada por eles sem a sensação de que estão fazendo isso por uma obrigação escolar é uma forma de fazer com que mais estudantes acabem gostando mais do idioma.
10. Que novos projetos você sonha desenvolver unindo cultura nordestina e ensino? Olha, eu tenho muitas ideias, e, felizmente, tenho turmas que, quando digo "let's go?", respondem "LET'S GO!!!". Mas minha escola enfrenta problemas financeiros herdados de outra administração, o que limita bastante a concretização de projetos mais ousados. No momento, opero com os poucos recursos que temos. Mas tenho algo saindo do papel em breve, que espero poder compartilhar com você e com todas as pessoas que me acompanham nas minhas redes.










