quarta-feira, 24 de junho de 2026
🪩 Henrique Casttro domina o TOP 50 Brasil com “Nem Pagando” e celebra fase histórica
🇦🇷 ⚽ Quando a Mão de Deus toca a Copa: Maradona, "El Potro" e a lenda que ecoa até hoje
🕊️ No dia em que o mundo do futebol vibra com mais uma Copa do Mundo, a Argentina revive uma de suas histórias mais míticas: “La Mano de Dios”. O gol irregular, marcado por Diego Maradona em 1986 contra a Inglaterra, transcendeu o esporte e virou símbolo de genialidade, polêmica e identidade nacional. Hoje, essa memória ganha ainda mais força porque se completam 26 anos da morte de Rodrigo “El Potro” ("filhote de cavalo" em castelhano), o cantor que eternizou a história em música. A coincidência entre o presente esportivo e o passado mítico cria um paralelo emocional que só o futebol consegue produzir.
🎤 Rodrigo Bueno, ícone do cuarteto (ritmo semelhante à cumbia) argentino, transformou a trajetória de Maradona em poesia popular ao lançar “La Mano de Dios” no ano 2000. A música narra a infância humilde do craque, sua ascensão meteórica e o peso de carregar um país nas costas. Em cinco minutos, Rodrigo sintetiza o que muitos argentinos sentem: Maradona não foi apenas um jogador, mas um fenômeno cultural. O artista, que morreu tragicamente em um acidente de carro aos 27 anos, deixou como legado uma das maiores homenagens já feitas a um atleta.
⚽ Enquanto a atual Copa do Mundo reacende paixões, a figura de Maradona continua pairando sobre cada jogo da Argentina. Nas arquibancadas, bandeiras com o rosto do ídolo dividem espaço com cânticos que citam sua genialidade. A cada drible ousado, a cada gol improvável, a sombra luminosa de D10S parece acompanhar o time. A música de Rodrigo, frequentemente tocada pelos torcedores, funciona como um lembrete de que o futebol argentino é construído tanto por vitórias quanto por mitos.
📜 A lenda da “Mão de Deus” nasceu no Estádio Azteca, mas se espalhou pelo mundo como metáfora de destino e irreverência. Maradona, ao justificar o gol com a frase que daria nome ao mito, reforçou sua imagem de anti-herói amado. A música de Rodrigo ampliou essa narrativa ao humanizar o craque, mostrando suas dores, quedas e redenções. Em tempos de Copa, essa história volta à superfície como se fosse parte do próprio ritual do torneio, lembrando que o futebol é feito de memória, emoção e personagens maiores que a vida.
🇦🇷 Hoje, a Argentina vive um duplo sentimento: a saudade de Rodrigo e a eterna devoção a Maradona. A coincidência da data transforma o dia em um momento de reflexão sobre ídolos que ultrapassam o campo e o palco. Em meio à tensão e à esperança da Copa atual, o país canta mais alto, como se cada verso fosse uma prece e cada gol, uma homenagem. A lenda segue viva — nos estádios, nas ruas, na música e no coração de quem acredita que o futebol é, acima de tudo, uma história de fé.
Em junho de 2000, Rodrigo "El Potro" Bueno esteve em Cuba onde apresentou a canção a Diego Maradona; em menos de 15 dias, Potro morreria em um acidente automobilístico após um show.
📚 Raízes que atravessam oceanos: a força de Iva em “O meu Jatobá"
📚 O cotidiano em movimento: a escrita que encontra o leitor antes que ele perceba
✨ A trajetória de Renan Mariano, o escritor por trás do perfil @renan.escreve, é marcada por uma relação íntima com os textos curtos, aqueles que cabem na palma da mão, no intervalo do café, no respiro entre uma tarefa e outra. Desde os tempos dos blogs, quando ainda era adolescente, ele descobriu que poucas linhas podem carregar um impacto profundo — e nunca mais abandonou essa forma de expressão. Hoje, suas crônicas, contos e pequenas situações alcançam milhares de leitores no Instagram, onde ele publica semanalmente e transforma o ordinário em literatura. Literatura cotidiana é, para ele, uma forma de tocar quem não estava esperando ser tocado.
📝 A escrita de Renan nasce de dois impulsos complementares: a observação e a lapidação. Às vezes, uma cena se apresenta pronta, como se já viesse com começo, meio e fim. Outras vezes, surge apenas um esqueleto, uma fagulha que exige trabalho, método e paciência. Ele descreve esse processo como esculpir: a ideia se revela enquanto é moldada. Entre humor e melancolia, Renan não enxerga oposição — enxerga humanidade. Seus personagens transitam entre o riso e a dor, e o leitor decide onde pousar. Processo criativo é, para ele, tanto instinto quanto técnica.
💡 Mesmo sem rotina rígida, Renan mantém um compromisso consigo: escrever toda semana. Engenheiro de profissão, ele escreve à noite, no tempo que sobra entre o trabalho e a vida afetiva. Anota tudo no celular — ideias desconexas, frases soltas, lampejos. Algumas viram textos no mesmo dia; outras dormem anos. O que o move não é a cobrança externa, mas a interna: a vontade de não desperdiçar o que o alimenta. E quando um texto repercute, como aconteceu com “Farelo de bolo”, ele entende que a força está menos no formato e mais na verdade que carrega. Criação literária é, acima de tudo, encontro.
📖 Suas referências vão de Machado de Assis a Conceição Evaristo, passando por Veríssimo, Nelson Rodrigues e Lygia Fagundes Telles. Mas Renan também encontra literatura nas conversas de café, nos diálogos casuais, nas histórias que as pessoas contam sem perceber que estão oferecendo matéria-prima. Para ele, uma boa crônica é como uma carroça em movimento: o autor puxa o leitor pela gola, o coloca dentro da narrativa e salta — deixando-o seguir sozinho, ainda em movimento. Boa crônica é aquela que continua mesmo depois do ponto final.
🌅 O futuro? Um romance — ainda que a coragem e o tempo estejam em negociação. Enquanto isso, Renan revisa sua primeira coletânea de crônicas, que em breve chegará ao público. Ele sabe que não precisa se prender a um formato para ser lido; precisa apenas de um texto forte, honesto e capaz de fazer o leitor deslizar a próxima tela. E isso, definitivamente, ele já domina. Futuro literário
📸 Fotos: Arquivo Pessoal
Entrevista – Renan Mariano (@renan.escreve)Algumas pessoas acharam até que a história fosse minha. Isso me fez entender que eu não preciso ficar preso a um formato para ser lido. Na verdade, o que eu preciso é de um texto forte e cativante, com o qual as pessoas se identifiquem, além de um bom gatilho na tela inicial, considerando o Instagram. A primeira frase de “Farelo de bolo” é “Todos os dias, mainha fazia bolo e levava surra do meu pai”. Uma ternura e uma violência juntas; um problema exposto logo de cara. “Nossa, o que será que vai acontecer aqui?”, o leitor deve ter pensado, e continuou deslizando as telas. Houve comoção. Tenho outros textos felizes em repercussão entre seguidores e não seguidores. Esse foi feliz acima do esperado. Não dá para produzir sempre um desses; pelo menos não na frequência com que me proponho.
#SendoProsperidade com Mariângela Borba
📀 A metamorfose sonora de Tip Joe: entre a psicodelia, a noite e o futuro da música eletrônica
🌙 O nome Tip Joe nasceu como uma espécie de alter ego. “Meu nome de registro é Erick, mas eu queria um nome artístico que fosse diferente”, explica. O trocadilho com tiptoe funciona como uma sátira de si mesmo: “Sempre fui uma pessoa muito cautelosa, tímida… então o Tip Joe funciona como se ele estivesse rindo do Erick”. Essa persona mais ousada permitiu que ele explorasse universos sonoros diversos, desde a guitarra psicodélica dos anos 60 até as batidas eletrônicas que hoje definem sua identidade.
🌌 A evolução de sua sonoridade acompanha sua própria trajetória emocional. “No início eu não entendia absolutamente nada”, diz sobre suas primeiras experiências em DAWs. Mas a curiosidade venceu a técnica, e a técnica veio com o tempo. Hoje, Tip Joe define sua identidade como “noturna, nostálgica e profundamente emocional”, guiada por sintetizadores, distorções e narrativas musicais que conduzem o ouvinte por clímax, calmarias e tensões. Suas influências vão de Jefferson Airplane e Velvet Underground a Tame Impala, Boogarins e Polo & Pan.
🌈 Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória recente é o medley psicodélico dedicado à música brasileira dos anos 60 e 70. “A música psicodélica brasileira teve um papel muito importante na minha adolescência”, conta. Ele cita descobertas como Lindo Sonho Delirante, Pedro Santos, Serguei, Gal Costa, Os Mutantes, Wanderléa, Antônio Carlos & Jocafi, Cátia de França, Marisa Rossi e Fábio Stella. “Eu queria montar uma coletânea que eu mesmo adoraria encontrar”, afirma. O resultado é uma curadoria afetiva e histórica, que resgata raridades e celebra a riqueza da psicodelia nacional.
🌞 O futuro de Tip Joe aponta para novas fusões e experimentações. “Tenho vontade de criar um set exatamente com essa proposta: raridades brasileiras para ouvir numa tarde de domingo”, revela. Ele também demonstra interesse por tecnobrega, samba-rock e outras vertentes brasileiras. Em paralelo, prepara faixas com influências de electro rock, electroclash, disco dance e garage. “Pretendo lançar em breve uma faixa mais voltada para esse universo”, adianta. Para ele, cada criação é uma estreia emocional: “Acho que toda vez que crio algo novo sinto que aquela é a melhor apresentação da minha vida”.
📸 Fotos: Reprodução Instagram e Arquivo Pessoal
Mas meu interesse pela música despertou de verdade quando um amigo me apresentou Os Afro Sambas. Eu tinha uns 15 anos e lembro de ficar fascinado, porque era algo completamente diferente de tudo o que eu costumava ouvir. Foi aí que comecei a pesquisar artistas e músicas de diferentes gêneros e países.
Naturalmente, comecei a me envolver também com a mixagem. Sempre fui aquela pessoa que gosta de apresentar músicas e artistas novos para quem está ao redor, e isso acabou me levando a montar repertórios e criar sets que misturam gêneros, sentimentos e referências. Gosto de construir uma narrativa sonora tanto nos meus sets quanto nas minhas produções, sempre buscando algo diferente e que mereça ser descoberto.
Com o tempo, comecei a me interessar por produção musical e a fazer minhas primeiras experiências nas DAWs. No início eu não entendia absolutamente nada. Ficava apenas apertando teclas e criando sons que achava interessantes, sem saber gravar, mixar ou usar efeitos.
Durante um período fiquei bastante preocupado em encontrar uma sonoridade específica ou me manter fiel a um único gênero para atingir um determinado público. Mas fui entendendo que a minha identidade está justamente em transformar sentimentos em música, independentemente do gênero: house, dance, disco, rock ou pop. Acho que foi exatamente isso que me fez me apaixonar pela música: ela pode ser o que a gente quiser.
Depois disso, fui profundamente influenciado pela psicodelia dos anos 60 e 70, especialmente artistas como Jefferson Airplane, The Velvet Underground, The Electric Prunes e Os Mutantes. Mais tarde, também passei a acompanhar a nova geração da música psicodélica, como Tame Impala, Temples e Boogarins.
Dentro da música eletrônica, uma das minhas maiores referências é a dupla Polo & Pan, inclusive pela maneira como incorporam elementos e samples da música brasileira em suas produções e sets.
Acho que cada fase da minha vida teve artistas, álbuns ou músicas que acabaram se tornando parte das experiências que vivi e influenciando minha forma de criar. Algo que também me inspira muito é toda a estética nostálgica e noturna. Gosto de tudo que remete à noite, estradas, luzes, algo lúdico e cinematográfico.
Estou sempre sendo influenciado por alguma coisa. Ultimamente, por exemplo, tenho ouvido bastante Pixel Grip e Sextile, e já consigo perceber essas referências aparecendo nas minhas produções mais recentes.
Gosto muito de trabalhar com sintetizadores, distorções, delays, reverbs e flangers, elementos que inevitavelmente me conectam às minhas influências psicodélicas. Também gosto de batidas marcantes e de criar progressões que conduzam o ouvinte até um momento de clímax.
Nos meus sets, procuro sempre construir uma narrativa, misturando diferentes gêneros e criando momentos de euforia, calmaria, tensão e contemplação. Mais do que tocar músicas, gosto de contar histórias através delas.
Algumas coletâneas escondidas me apresentaram diferentes artistas e músicas, como Lindo Sonho Delirante do Fábio. Lembro também de ter descoberto o álbum Krishnanda, do Pedro Santos (Pedro Sorongo), através de uma revista na escola, e aquilo me marcou profundamente. Descobrir raridades brasileiras era quase uma aventura.
Mesmo trabalhando hoje principalmente com música eletrônica, sempre volto aos clássicos que ajudaram a construir a minha identidade artística. Foi justamente isso que me levou a criar esse medley. Eu queria montar uma coletânea que eu mesmo adoraria encontrar caso estivesse pesquisando sobre psicodelia brasileira, reunindo principalmente alguns dos meus clássicos preferidos.
Também gosto bastante do tecnobrega, que considero algo extremamente experimental e criativo. Acho que existem muitos artistas brasileiros produzindo coisas incríveis atualmente, e quero explorar cada vez mais essa riqueza nos meus projetos.
O grande potencial dessa fusão está justamente na capacidade de criar algo novo sem perder a conexão com as nossas raízes. O Brasil possui uma diversidade musical gigantesca, e quando esses elementos dialogam com a música eletrônica surgem sonoridades muito únicas, capazes de atravessar fronteiras e apresentar a nossa cultura para diferentes públicos ao redor do mundo.
Também estou experimentando gravar diferentes tipos de voz para trazer ainda mais personalidade e sentimento às minhas produções.
Além disso, quero criar um set reunindo raridades psicodélicas de diferentes países, algo pensado para ser ouvido no fim de uma tarde de domingo, acompanhado de uma boa taça de vinho.
Veja a seguir o vídeo completo de Tip Joe remixando a psicodelia brasileira:
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terça-feira, 23 de junho de 2026
🎸Fábio Stella: Voz, memória e alma na Sala Adoniran Barbosa, em São Paulo
🎼 Fábio Stella retorna nesta sexta-feira, 26 de junho, à Sala Adoniran Barbosa, em São Paulo, para um encontro musical que promete atravessar gerações. Em Voz e Alma, o cantor mergulha na força interpretativa da MPB dos anos 1970, revisitando sucessos próprios e canções que marcaram sua trajetória. A apresentação, gratuita, reforça sua presença cativante e a habilidade rara de transformar memória afetiva em espetáculo vivo.
🎶 Com mais de 60 anos de carreira, o artista transita por ritmos latinos, soul, rock, romantismo e psicodelia, sempre guiado pela intensidade que o tornou figura singular na música brasileira. Na última segunda-feira, 22, ele emocionou o público ao contar a história do compacto Lindo Sonho Delirante (1968), entremeando relatos de parcerias marcantes — de Tim Maia a Paulo Imperial, coautor de seu maior sucesso, “Stella”.
🎵 O espetáculo desta sexta promete repetir a atmosfera intimista e envolvente, conduzindo o público por lembranças, histórias e sonoridades que permanecem vivas no imaginário cultural do país. A cada interpretação, Stella reafirma sua capacidade de conectar passado e presente, mantendo acesa a chama de uma MPB que pulsa, se renova e continua a emocionar.
🎸 Serviço
- Fábio Stella – Voz e Alma
- Data: Sexta-feira, 26 de junho
- Horário: 20h
- Local: Sala Adoniran Barbosa – São Paulo
- Classificação: Livre
- Ingresso: Gratuito, com retirada 2h antes na bilheteria física
Veja um trecho da apresentação desta última segunda-feira (22), uma prévia do que vai ter na sexta.


