sábado, 30 de julho de 2011

Hospital Barão de Lucena na Semana da Amamentação









O hospital, localizado na Av. Caxangá, Zona Oeste do Recife, promove a Semana da Amamentação, entre os dias 01 e 05 de agosto, das 9h às 12h. Iniciativa louvável, porque o aleitamento materno traz benefícios para a mãe e o bebê. Dentre os benefícios, encontram-se a prevenção de hemorragia e consequente anemia materna, pois a sucção do bebê auxilia na contração uterina, o que também ajuda na diminuição do tamanho do abdômen da mãe. Por isso, pode-se estimular a amamentação mesmo logo após o nascimento do bebê, ainda na sala de parto.

Sem falar que dar de mamar é é extremamente prático e econômico, uma vez que o leite é produzido pelo próprio organismo, na temperatura correta, o que facilita a vida da mãe que não precisará esquentar mamadeiras, lavar utensílios de cozinha, entre outros. E o mais importante: o vínculo afetivo entre a mãe e o filho é muito estimulado e ainda fortalece o sistema imunológico do bebê, protegendo-o contra infecções respiratórias e intestinais, levando-o a ganhar peso, fato que o ajudará a crescer forte.

Serviço:

Semana da Amamentação
Data: 01 a 05 de Agosto de 2011
Hora: 9h às 12h
Local: Hospital Barão de Lucena,
Av. Caxangá, 3860, Iputinga



Apoio Cultural:




Twitter: Não contaram com a astúcia de um boato!

















Os fãs do Seriado Chaves tomaram um susto hoje (30). Espalhou-se pelo Twitter que a atriz Maria Antonieta de Las Nieves, a Chiquinha, teria morrido na Cidade do México aos 61 anos de idade. “La Chilindrina” como é conhecida na América Latina, está viva e se apresentando com seu circo na cidade de Lima, no Peru, até o próximo dia 15 de agosto. Podem até visitar o site dela. Me deparei com fãs no Twitter se lamentando com a “morte” da atriz até que fiz algo óbvio: fui ver a suposta notícia no Google e achei esta notícia. Vamos prestar mais atenção, gente!

Twitcam – Enquanto boatos mataram Chiquinha, o ator Chespirito, “Eterno Chaves” pela primeira vez participou de uma Twitcam na noite dessa sexta (29) onde foi assistido por milhares de seguidores . Eles mandaram mensagens do tipo “obrigado por alegrar minha infância”, “obrigado por seu talento”, etc. O ator está há menos de dois meses no Twitter (perfil: @ChespiritoRGB) e já alcançou mais de um milhão de seguidores.


Apoio Cultural:

Pernambuco sedia Festival do Folclore Mundial











De 12 a 19 de novembro de 2011, acontece no Centro de Convenções, o 32º Festival Internacional do Folclore 2011. Apresentações de grupos de danças folclóricas nacionais e internacionais, exposição de artesanato, oficinas, seminários, debates e cursos com entrada franca, todos os dias, das 9h as 23h. E eles estão abrindo espaço para grupos culturais que queiram participar através do e-mail cioffbrasil@maciel.med.br pedindo fotos, links de vídeo, release e contato do grupo. E nas conferências, haverá tradução simultânea para inglês, português e espanhol.

Até agora já foram confirmadas as presenças dos seguintes grupos folclóricos:

ÁFRICA DO SUL: GRUPO CULTURAL SINOMUSA DE TSOLO NO CABO ORIENTAL
MÉXICO: BALLET FOLKLORICO DE LA UNIVERSIDAD DE GUANAJUATO
PARAGUAY: GRUPO PARAGUAY ETE
POLÔNIA: SONG AND DANCE ENSEMBLE OF WARSAW UNIVERSITY OF TECHNOLOGY DE VARSOVIA.
SLOVENIA : DESETI BRAT DE LJUBLJANA


Apoio Cultural:

Alunos da Unicap têm programas exibidos na Rádio Folha FM














O Programa Folha Acadêmica, exibido aos domingos pela Rádio Folha FM aos domingos, 8h da manhã, está com uma programação de produções radiofônicas de alunos, professores e colaboradores da Universidade Católica de Pernambuco. Se você curte cultura e informação no rádio, fique atento às programações:

Agosto:

07/08 - Programa do Estudante
Convidado: Geraldinho Lins

14/08 - Programa do Estudante
Convidado: Almir Rouche

21/08 - Programa do Estudante
Convidado: Gudeco

28/08 - Vozes da África
Perfil das Mulheres Negras - 1ª Parte


Setembro:

04/09 - Vozes da África
Perfil das Mulheres Negras - 2ª Parte

11/09 - Vozes da África
Políticas Públicas - 1ª Parte

18/09 - Vozes da África
Políticas Públicas - 2ª Parte

25/09 - Vozes da África
Domésticas - 1ª e 2ª Partes

Outubro:

02/10 - Vozes da África
Domésticas - 3ª Parte

09/10 - Vozes da África
Quilombolas - 1ª Parte

16/10 - Vozes da África
Quilombolas - 2ª Parte

23/10 - Vozes da África
Terreiros - 1ª e 2ª Partes

30/10 - Vozes da África
Terreiros - 3ª Parte

Novembro:

06/11 - Vozes da África
Mulheres Negras nas Lutas - 1ª Parte

13/11 - Vozes da África
Mulheres Negras nas lutas - 2ª Parte






Apoio Cultural:

Patinete ecológica poderá ser usada como meio de transporte

















Rio de Janeiro - O iPat é um produto que anda em qualquer superfície, capaz de vencer pequenos obstáculos e ainda é dobrável. A combinação é resultado do empenho de Jarbas Braga Neto, administrador de empresas por profissão e inventor por curiosidade.

A ideia surgiu quando o carro foi para o conserto e ele teve que enfrentar uma ladeira íngreme de paralelepípedo para sair de casa em Petrópolis, região serrana fluminense, e pensou que “seria divertido” fazer o percurso de skate ou patinete.


Como nenhum deles funciona em terreno irregular, começou a desenvolver a ideia se valendo do conhecimento de mecânica, que aprendeu na prática de tanto montar e desmontar motores na adolescência, período em que foi piloto de kart.

Na avaliação do inventor, o produto reúne as melhores características desses modelos de transporte. Para circular em qualquer terreno, o projeto prevê o uso de rodas de bicicleta, sendo que a traseira será recoberta de um material leve como fibra de vidro ou de carbono.

E o detalhe é que, além de garantir maior estabilidade por oferecer apoio para os joelhos e coxas do usuário, prevê espaço para ser usado como um porta-luvas e também serve como para-lama. Puxando uma pequena alça, ele se dobra e pode ser transportado facilmente. O peso está calculado entre 6 kg e 8,5 kg.

“Trabalhar de bicicleta, por exemplo, é quase impossível porque é difícil guardá-la. O que proponho é um meio de transporte prático e que pode ser guardado embaixo de uma mesa de escritório”, reforça.

O projeto conta com apoio dos programas Bônus Design e Bônus Propriedade Intelectual (Bônus PI) do Sebrae no Rio de Janeiro, em parceria com o Centro Design Rio e Rede de Tecnologia e Inovação fluminense (Redetec). O pedido de registro do iPat já está em andamento e o primeiro protótipo deve ficar pronto até o final de 2011.


“A combinação de todas estas peças em um mesmo produto é inédita. Fiz uma pesquisa por minha conta na internet e, para confirmar, contratei o serviço de profissional especializado em patentes. O resultado foi o mesmo: não existe nada parecido no mundo.

Acho que o iPat pode agradar ao público jovem e infantil e ainda tem um forte apelo ecológico porque não é poluente. Já temos o projeto em desenvolvimento do modelo com motor elétrico, o que vai ampliar a gama de usuários”, afirma Braga.

Agência Sebrae



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Peles descartadas por frigoríficos viram artigos de moda
















O que poderia ir para o lixo (ou até mesmo jogada nos rios) acaba virando artigos fashions, como bolsas, sapatos e cintos. Couros de coelhos, peixes e gados abatidos para o consumo alimentício são aproveitados pela fábrica gaúcha Péltica. A indústria não usa o couro de animais silvestres como cobras e jacarés. Atualmente, são produzidas 3 mil peças por mês e o objetivo é produzir até 20 mil peças mensalmente.


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Apelo do Grupo Viva Rachid para os Gestores Públicos


Solicito resposta a respeito do edital do Plano de Ação e Meta que tem como objetivo apoiar Projetos Sociais e beneficiar a clientela assistida pelo Movimento Social,através das ONG´S que atuam nas áreas de prevenção e assistência as pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS. Depois de uma longa espera e de já ter gasto todo valor da contra-partida financeira desta Instituição,espero ainda resposta positiva para evitar o risco do fechamento de mais uma ONG,entre tantas outras que passam pela mesma dificuldade .Espero a compreensão da importância da nossa capacidade de atuação por ser reconhecida pelo Ministério da Saúde como referência Nacional no trabalho que desenvolvido desde 1997. Esperamos continuar dando a nossa valiosa contribuição a está sociedade que entre uma mudança e outra de Gestão,vem sofrendo a morosidade da adaptação na continuidade das ações já previstas pelos direitos adquiridos através das conquistas realizada pela luta de tantas pessoas que continuam fazendo parte deste movimento e de outras que hoje estão inseridas nas Gestões dos Governos,Municipais,Estaduais e Federais,além das que embora tenham contribuído bastante , porém, não está mais entre nós. Em respeito a democracia e as pessoas que ainda precisam dos nossos serviços,me coloco caso seja necessário a disposição para maiores esclarecimentos.

Atenciosamente,

Alaíde Elias.
Fundadora do Grupo Viva Rachid

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Prova dos nove

Quando estudei Avaliação na Educação, com a queridíssima Professora Cristianne Lopes, na Faculdade Joaquim Nabuco, vi o quanto o sistema de provas nas escolas não conseguem avaliar nada. Um aluno dedicado pode não estar num bom dia na hora de fazer a prova e as filas/colas correm soltas na sala de aula. Avaliação deveria ser todo dia, vendo o crescimento do aluno, a evolução de seus conhecimentos. Isso eu procuro aplicar com meus alunos.

No entanto, alguns "comédias" descontam o stress e levam a prova na brincadeira, para desespero dos mestres. Duvidas? Veja algumas imagens e meus comentários (recebi por e-mail):




Escorregando na Prova


"Eu vou pegar você, HE-MAN!!!!"




O cara confunde APÓSTROFO com APÓSTOLO, e ainda chama a SANTA CEIA de "jantinha"...


Vamos brincar de Forca?


Bem fácil de encontrar...

Melhor rir pra não chorar, não é mesmo?



Apoio Cultural:

Proposta reajusta piso salarial dos professores




















A Câmara analisa o Projeto de Lei 698/11, que fixa em R$ 2.180,00 o valor do piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica. O piso atual é de R$ 1.187,97 e vale para os profissionais que cumprem jornada de trabalho máxima de 40 horas semanais. Segundo o projeto, de autoria do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), o reajuste será aplicado de forma escalonada: 1/3 no primeiro ano, 2/3 no segundo ano e o valor integral a partir do terceiro ano.

O autor da proposta argumenta que o valor atual do piso está desatualizado. O piso do magistério foi fixado inicialmente em R$ 950,00 pela Lei 11.738/08. Segundo Romero Rodrigues, caso o Ministério da Educação tivesse aplicado os reajustes corretamente, o piso deveria valer hoje R$ 2.180,00.

A Lei 11.738/08 estabelece que o valor do piso deve ser reajustado anualmente, de acordo com o crescimento do valor mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano.

Para o deputado, o reajuste do piso vai garantir o direito dos professores a uma remuneração justa. “A valorização do profissional do ensino é a primeira providência para evitar a perda de sua dignidade e identidade profissional”, afirma.

Tramitação - A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agência Câmara




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Rádio Frei Caneca em debate


















Nesta terça (02/08), acontece um debate no Porto Digital sobre a Rádio Frei Caneca, ligada à Prefeitura do Recife. A mesa de debates vai ser formada pelos jornalistas Osnaldo Moraes, Renato L (secretário de cultura da PCR), Pedro Caribé e Cátia Oliveira. A emissora teve a outorga definitiva do Ministério das Comunicações para a concessão e a lei municipal que previa a criação da difusora é de 1960. Na programação, só artistas da terra, além da divulgação do calendário cultural da cidade e noticiário com prestação de serviços.

Serviço:

Debate sobre a Rádio Frei Caneca

Data: 02/08/11
Local: Auditório térreo do Porto Digital, Rua do Apolo, 181, Bairro do Recife
Horário: 14h





Apoio Cultural:

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Projeto exclui de anistia alguns crimes cometidos durante a ditadura



















A Câmara analisa o Projeto de Lei 573/11, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que exclui do rol de crimes anistiados após a ditadura militar (1964-1985) aqueles cometidos por agentes públicos, militares ou civis, contra pessoas que, efetiva ou supostamente, praticaram crimes políticos. Segundo a proposta, esses atos não estão incluídos entre os crimes conexos definidos na Lei da Anistia (6.683/79).

Essa lei considera conexos crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política. A proposta de Erundina determina ainda que a prescrição ou outra exclusão da punibilidade não se aplique aos crimes não elencados pela Lei da Anistia.

A deputada explica que o objetivo é dar interpretação uniforme à anistia declarada em Lei. Segundo ela, trata-se de uma reação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou anistiados os crimes comuns, praticados por agentes públicos, civis e militares, contra os oponentes ao regime político então vigente.

“Já à época da promulgação da Lei da Anistia, os atos de terrorismo de Estado, tais como o homicídio, com ou sem a ocultação de cadáver, a tortura e o abuso sexual de presos, praticados pelos agentes públicos de segurança contra opositores ao regime militar, qualificaram-se como crimes contra a humanidade, insuscetíveis de anistia e de prescrição da punibilidade”, argumenta Luiza Erundina.

A Lei da Anistia extinguiu a punibilidade dos que cometeram crimes políticos ou conexos com estes ou crimes eleitorais. A lei também devolveu os direitos políticos suspensos e anistiou servidores públicos e representantes sindicais punidos com base em Atos Institucionais e Complementares entre setembro de 1961 e agosto de 1979.

Tramitação - O projeto será analisado pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir a Plenário.


Rachel Librelon & Natalia Doederlein / Agência Câmara



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Uma nova Blog-Novela

Todas as formas de amor são perfeitas.
O amor entre Marido e Mulher.
O amor entre Pais e Filhos.
O amor entre iguais.
O amor entre amigos.
O amor pela música.
O amor-próprio.
O amor para sempre.

Estreia em breve, a mais nova blog-novela.

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Hoje é dia de Senhora Sant’Anna



Hoje é 27 de julho, dia dos avós e dia dedicado também aos pais de Nossa Senhora, São Joaquim e Senhora Sant’Anna, avós maternos de Jesus Cristo. Sant’Anna, mãe de Maria, foi quem ensinou-lhe os preceitos do Judaísmo, religião que professavam à época. A devoção a Sant’Anna é mais comum entre os Católicos Ortodoxos Orientais.

Sant’Anna também é considerado símbolo de penitência e perseverança, pois era estéril e seu marido, São Joaquim, fora repreendido por não gerar um filho. Eles eram descendentes do Sacerdote Aarão e do Rei Davi e moravam em Jerusalém. No ano 20 a. C., tiveram a filha, a quem batizaram de Miriam (“Senhora da Luz”) que gerou o nome latino “Maria”.

A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla (Turquia), donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, na Alemanha.


ORAÇÃO À SENHORA SANT'ANNA



Senhora Sant’Anna, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação do mundo. Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebeste São Joaquim por Esposo. Deste vosso matrimônio, vivido em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe de Jesus Cristo. Formando Vós família tão santa, confiantes nós vos pedimos por esta nossa família. Alcançai-nos a todos as graças de Deus: aos PAIS deste lar, que vivam na santidade do matrimônio e formem seus filhos segundo o Evangelho; aos FILHOS desta casa, que cresçam em sabedoria, graça e santidade e encontrem a vocação a que Deus os chamou. E a TODOS nós, Pais e Filhos, alcançai-nos a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre pelo Espírito Santo, para que um dia, após as alegrias e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós chegar à casa do Pai, onde vos possamos encontrar, para junto sermos eternamente felizes, no Cristo,
pelo Espírito Santo.
Amém!





Apoio Cultural

segunda-feira, 25 de julho de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse: Crônica de uma morte anunciada




















A cantora britânica Amy Winehouse, 27 anos, foi encontrada morta hoje, em seu apartamento, nos arredores de Londres. Apesar de trágica, infelizmente a notícia não espanta. Os tablóides sensacionalistas ingleses (que agora estão sendo minucionsamente investigados por causa de escutas telefônicas ilegais) corriam atrás para ver qual seria o próximo escândalo regado a álcool e drogas.

Música - No entanto, seu verdadeiro legado, ao longo de sua curta vida, foi a sua música. Com um estilo que flertava com a Black Music, Amy lançou 03 álbuns e teve vários sucessos, como Rehab, You Know I'm No Good e Back to Black. A artista esteve no Brasil em janeiro deste ano, inclusive com uma passagem pelo Recife.


Maldição dos 27 - Amy Winehouse entra para a galeria de artistas considerados extraordinários e que morreram aos 27 anos: Jim Morrisson (vocalista do The Doors), Kurt Cobain (vocalista do Nirvana), Janis Joplin (cantora de rock and blues) e Jimi Hendrix (considerado por muitos, um dos melhores guitarristas do mundo). À exceção de Cobain, que suicidou-se com um tiro na cabeça, os demais sucumbiram às drogas.

O vídeo abaixo é de uma canção chamada Love is losing game ("o amor é um jogo de azar"). Resta aos fãs o lamento e a lembrança do que realmente importava quando se falava sobre Amy Winehouse: a sua música.

Amy Jade Winehouse - *14/09/1983 - + 23/07/2011


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sargaço - Capítulo 07 - Um domingo inesquecível



Era manhã de domingo e Maricielo estava a caminho da maternidade. Enquanto isso, Rádio exibia a entrevista de Sargaço na íntegra e a emissora liderava a audiência de ponta a ponta da cidade.

De folga, Sargaço nem queria saber de ouvir rádio. Estava na praia com Stella e Carolina. Duna estava de plantão e não pôde ir com eles. Carol não queria segurar vela enquanto o casal estava aos beijos e disse:

- Enquanto vocês se curtem aí, vou me refrescar.
- Tá, amiga! Vá lá.

Sargaço tem um pressentimento: a maré deveria baixar, mas não estava e ventava cada vez mais forte, o que fortalecia as ondas, dificultando o movimento dos banhistas.

- Stella, melhor Carol voltar, o mar hoje não tá bom pra tomar banho...
- Impressão sua, amor...

Mas não era. De repente, uma imagem no fundo do mar agitava os braços, não conseguia submergir.

Era Carolina.

Sargaço não pensou duas vezes e correu até o fundo tentar resgatar a amiga. Mas os dois desapareceram em meio às ondas fortes.

Enquanto isso, no hospital, Mari entrava em trabalho de parto e sofria muito. A criança estava com a cabeça virada para cima. Os médicos não tiveram dúvida: uma cesariana de urgência para a parturiente. Enfim, Taurus nasceu. Lindo, forte e saudável. Mas a mãe perdera muito sangue e a pressão baixou muito. Uma forte hemorragia estava sendo combatida.

De volta à praia, os salva-vidas, com muita dificuldade resgataram Sargaço e Carolina e logo, o espaço se encheu de curiosos. Com a coragem do desespero, Duna tentou fazer respiração boca-a-boca no irmão, enquanto outro colega fazia o mesmo com Carolina. Felizmente, ela voltou a si e foi levada à ambulância.

Duna fazia massagem cardíaca, voltava para a respiração boca-a-boca, mas nada adiantava. Resolveu levar Sargaço na mesma ambulância enquanto tentava a ressucitação.

A chegada ao hospital foi traumática. Os colegas não acreditavam que o enfermeiro mais dedicado daquela casa de saúde estava entre a vida e a morte. Carolina, por sua vez, foi medicada e estava em observação. Alguns minutos depois, Stella chegava com o pai de Carolina. Sim, ele era o comandante da Corporação, o mesmo que anos antes dispensara o jovem. Stella chorava muito e tentava ver no Centro de Terapia intensiva a situação do amado.

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O corredor do hospital estava muito iluminado e Maricielo estava encharcada de sangue, tentando se arrastar pelas paredes. Nisso, alguém a pega pelos braços.

Esse alguém era Sargaço.

- Até aqui você vem me salvar? Eu sei que você trabalha aqui. Meu filho nasceu, mas eu não vou conseguir sobreviver, quem vai cuidar dele?
- Eu é que não vou ser. Olha para aquela janela...

Era a sala do CTI com os médicos e enfermeiros desligando os aparelhos e cobrindo o corpo de Antônio Carlos Sampaio Dunarte.

- Misericórdia, nós morremos!
- Você não, Maria do Céu, ainda não chegou sua hora. Volte e vá criar seu menino...
- Vá na santa paz, meu filho. Te amo muito e vou orar por você...
- Obrigado, minha repórter, também te amo. Cuida da minha mulher, que ela também tá esperando neném.

Às lágrimas, Maricielo viu Sargaço se afastando e a imensa luz o acompanhou.

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Na sala de parto, o médico viu Maricielo voltar a si:

- Graças a Deus! Pelo menos essa vida a gente não perdeu hoje...

Horas depois, Mari acorda cheia de dores, arrodeada pelos amigos da emissora, enquanto Antúlio segura sua mão.

- Antúlio...
- Não fala nada, meu anjo, você foi uma guerreira hoje, lutando contra a morte.
- O Sargaço... Sonhei com ele, ele estava morrendo aqui no hospital...
- Shhhhhh! Você precisa descansar. O nosso Taurus é lindo, muito lindo...

Maricielo, vencida pelo cansaço e pela anestesia, voltou a dormir. A enfermeira que cuidava dela pediu que todos saíssem do quarto.

Na sala de espera:

- Justo hoje que a gente tava contando a história do Sargaço, veio a notícia da morte dele... – lamentou Rádio.
- Salvou tantas vidas, mas não conseguiu salvar a própria. – Completou Ricardo.
- A namorada dele tá de dar pena, coitada, tá cansada de tanto chorar...

A conversa dele é interrompida pela chegada do comandante:

- Com licença, vocês são da imprensa?
- Sim, somos. – Disse Rádio.
- É que eu gostaria de dar uma declaração pública em meio à comoção pela morte do jovem Sargaço.

Microfones ligados, o comandante começou a falar:

- É com muito pesar que anuncio o falecimento do enfermeiro Antônio Carlos Sampaio Dunarte, popularmente conhecido como Sargaço. E me emociono porque ele sacrificou-se pela minha filha, Ana Carolina. O que me deixa ainda mais triste é que fui responsável pela rejeição de seu nome nos quadros de nossa briosa Corporação obedecendo a um estúpido código de conduta! Mesmo assim, ele nunca se furtou em salvar vidas, como enfermeiro, como palestrante nas escolas e, acima de tudo, como voluntário. Nada do que eu fizer o trará de volta, mesmo assim, por todos os serviços prestados, irei promovê-lo post mortem ao posto máximo da corporação e determino que seu funeral seja com honras militares. Muito obrigado.



Três dias depois, todo o povo da cidade foi ao QG da Corporação para o velório. Crianças levavam cartazes desenhados, senhoras rezavam rosários, famílias inteiras levavam coroas de flores. Nas cadeiras próximas ao caixão, estavam as pessoas mais marcantes da vida de Sargaço: o irmão Dunarte Filho, promovido ao posto de Capitão, a namorada Stella, que acabara de descobrir sua gravidez, a amiga Ana Carolina, a jovem de pernas amputadas que escapou da morte graças ao manejo de Sargaço com um canivete, os pais das crianças soterradas que foram salvas por Sargaço e a jornalista Maricielo May, tendo nos braços o pequeno Taurus.


Quando o caixão foi sepultado, houve uma salva de tiros e o hino da corporação foi cantado por todos que ali estavam. Morrera um homem, mas nascia um mito. Meses depois, Mari lançou a biografia de Sargaço, no dia do nascimento da filha de Stella.

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O tempo passou e as coisas mudaram. Quem agora estava trabalhando na rádio, como estagiário era Taurus May, cuja primeira obrigação do dia, era fazer a ronda telefônica entre aeroportos, portos, hospitais, IML, polícia, etc. E chegou o momento de ligar para a Corporação a fim de saber os acontecimentos da noite:

- Bom dia, aqui é Taurus, da Rádio Nascente.
- Pois não, aqui é a Aspirante Toni Sargaço, em que posso ajudar?



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domingo, 17 de julho de 2011

Sargaço - Capítulo 06 - Um ídolo para as crianças

Todos os dias, saía sempre algo nos jornais sobre Sargaço, o hippie misterioso que fazia seus salvamentos sem qualquer equipamento de segurança. Os jornais, as rádios, a TV, não havia um dia sem notícias do cara. Incêndios, deslizamentos, queda de ponte, acidente, suicidas sendo salvos, tudo tinha a mão do Sargaço.

Já falavam até em filme pra ser lançado durante as férias. Até a indústria de brinquedos criou um boneco do Sargaço, fantasias, livros para colorir, álbum de figurinhas. E o Sargaço vivia apenas do salário de enfermeiro e das palestras que fazia nas escolas, cada vez mais freqüentes.

- Viramos a noite contando essa história e chegamos ao ponto inicial. Quem é você?

- Olha, eu sou um cara normal...

-... Não mesmo, Antonio Sargaço, normal você não é! Você não tem medo de morrer? Faz seus salvamentos sem segurança alguma. Faz as palestras nas escolas, amado pelas crianças, desperta paixões, como você consegue ser assim?

- Eu não sei. Juro. Até a senhora ficou calada, me ouvindo.

- Agora entendo o motivo de tamanho fascínio...

- Bora mudar de assunto, o dia tá amanhecendo... Quer abençoar seu filho?

- Como assim?

- Descubra sua barriga e coloque de frente pro sol. É uma vida abençoando outra.

Sargaço deitou a cabeça de Maricielo em suas pernas e abriu os botões da bata que ela estava usando. O frio da madrugada dava lugar aos raios de sol. Naquele momento, Sargaço teve uma visão e simplesmente disse:

- Minha vida será marcada pelo nascimento desse menino.

Mari não entendera nada, mas as palavras do herói marcariam seu coração. Ela desejou que Sargaço fosse o pai do seu menino, e não um jornalista medíocre, como Antúlio.

De volta à vida real, Maricielo ligou para seu chefe e contou o que havia ocorrido:

- Rádio? É Maricielo.

- Minha filha, onde você esteve esse tempo todo?

- Desvendando os mistérios do herói do mar. Passei a noite com Sargaço.

- Você o que????

- Exatamente, passei a noite ouvindo as suas histórias e o dia amanheceu com um ritual falando em bênção de vida, que meu filho marcaria a vida dele, coisa estranha, sabe?

- Menina, vá pra casa, descanse e depois registre toda a sua história com ele, antes que você entre de licença-maternidade.

- Rádio, por favor, diz a Antúlio que eu quero conversar com ele.

- Eu vou chamar, querida, aguarde.

-....

- Mari? Antúlio!

- Olha, o bebê nasce em poucos dias e eu quero que você saiba que é seu. Não seria de outro homem, infelizmente é seu.

- Mas por que infelizmente???

- Me envergonho de ter casado contigo, um jornalista que vende pautas, que não tem vergonha de fazer anúncios em seus flashes...

- Você é uma romântica! Nunca vai vencer na profissão! Ainda bem que vai se tornar mãe... Por que como jornalista...

-Me respeite! Respeite a minha profissão! E vou educar nosso filho para que ele nunca seja igual a você!

E desligou na cara do colega.

Por dois dias, Maricielo ficou trancada em casa, decupando entrevistas e escrevendo textos, fazia tudo sem sentir, via a foto do ídolo e trabalhava cada vez mais. Às vezes sentia uma fisgada no ventre, mas não ligava, o trabalho deveria estar pronto antes dela ir para a maternidade. No sábado à noite, ligou para Rádio e entregou o material para ele, que ficou tão encantado com o resultado, a ponto de querer transformar tudo num livro.

O “semideus” do povo agora seria humanizado, sem perder a beleza.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sargaço - Capítulo 05 - O Rei da Praia











A notícia do salvamento das crianças transformou Sargaço em um herói. Todos queriam falar com ele, tirar foto, até pegar autógrafo. No início ele não gostava, mas foi se acostumando. As melhores partes foram o aumento de meninas que queriam ficar com ele e as palestras nas escolas, que ele adorava fazer.

Um dia de sexta-feira, era festa na Escola Infantil Tia Linda, com apresentações culturais, feira de ciências, barracas de comidas e claro, a palestra com Sargaço ensinando primeiros socorros às crianças. Na sala da primeira série, ele mal podia acreditar: Stella era a professorinha. E ela ficou junto das crianças para ouvir as instruções e as crianças não paravam de perguntar:

- Tio, eu tenho uma irmãzinha de um ano e tudo que ela pega, ela coloca na boca. Se ela engasgar, o que é pra fazer?

- Como é seu nome?

- Camila.

- Vê, Camila, sua irmãzinha tá com os dentes nascendo ainda, né?

- Aham.

- Por isso que ela coloca na boca tudo que pega. No caso de engasgar, melhor que sua mainha ou seu painho faça isso, mas de que forma? Quando alguém engasga, começa a tossir. A tosse é pra botar pra fora o corpo estranho, que pode ser confeito, chocolate, comida das vias aéreas. Se a pessoa não conseguir tossir, você pode dar tapas no alto das costas, com a pessoa curvada para a frente. Outra manobra é ficar atrás da pessoa, passar os braços ao redor dela, juntar as mãos, fechando-as e deixando o polegar para dentro, posicioná-las abaixo das costelas, entre o osso do peito, que a gente chama de esterno e o umbigo, na frente do tronco, e pressionar de forma rápida para cima e para dentro, repetindo até oito vezes.

Outra criança perguntava:

- Mas tio, e se alguém coloca coisa no nariz?

- Olha, se o pirraia coloca qualquer coisa no nariz, tipo, caroço de feijão, laranja, bote pra respirar pela boca e pegue no narizinho pra o caroço sair e se ele não sair, chame o médico

Uma menina mais velha que estava na sala também perguntou:

- E a respiração boca-a-boca, como ela é feita?

- Enquanto os socorristas não chegam, a gente deve fazer uma avaliação da vítima, deitando ela no chão, ajudando ela a respirar e examinando se existe algum objeto na boca da vítima e retirá-lo, verificar se a respiração e os batimentos cardíacos estão normais. Ao menor sinal de anormalidade, devemos realizar os procedimentos de respiração artificial (boca-a-boca) e de ressucitação cardiopulmonar e assim continuar até a chegada do resgate...

- E assim foi o andamento da palestra, até o final, quando as crianças avançaram em cima do enfermeiro e da professora, tiraram fotos, várias mães fizeram questão que os filhos registrassem o momento com o herói.

Nisso, Stella perguntou a Sargaço:

- Gostaria de convidá-lo pra almoçar comigo.

- Seria um prazer imenso.

No restaurante, enquanto esperavam a comida, começavam a conversar:

- Você está tão diferente... Por que não conseguiu ficar na Corporação?

- O regimento manda denunciar qualquer coisa errada que eu visse. Eu vi muita maracutaia na contabilidade e reclamei com o comandante, mas aí...

- Os grandes nem aí pra mim, fui cortado da seleção.

- Que absurdo, homem!

- Lembra de meu irmão, o Duna?

- O que dançou com minha amiga? Lógico!

- Ele ficou na Corporação, tá trabalhando muito. Inclusive ele tem muita saudade da menina...

- Ela tá fazendo faculdade de Direito e até hoje não se esquece do seu irmão, até hoje ela se lembra do Dunarte.

- A gente podia marcar uma noite aí, pra sairmos, eu, você e eles.

- Seria muito legal.

A conversa esta muito boa, que ambos não perceberam que seguravam as mãos um do outro. Ao perceberem, pintou um clima.

Ali se beijaram. Intensamente.

E se houvessem mudanças na Educação Brasileira?


Recebi essa mensagem por e-mail e concluí que no ritmo em que vamos, nossas escolas podem acabar assim:

Para os meus amigos professores e os demais que compartilham da vergonha frente à realidade desse país...

ESTUDAR?

Ronaldinho Gaúcho : R$ 1.400.000,00 por mês. - "Homenageado na Academia Brasileira de Letras"...mas, que letras...???

Tiririca : R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias; - "Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...

Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...

Moral da História:
Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: ler, escrever e pensar.

Sugestão:
Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:

- Educação Física: Futebol

- Música: Sertaneja; Pagode; Axé

- História:
Grandes Personagens da Corrupção Brasileira
Biografia dos Heróis do Big Brother
Evolução do Pensamento das "Celebridades"
História da Arte: De Carla Perez a Bruna Surfistinha

ESSA MENSAGEM DEVE CHEGAR ÀS PESSOAS DE BEM

#VERGONHA

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Imprensa Livre - #ProntoFalei

Eu deveria escrever mais um capítulo de Sargaço mas vi na Twitosfera uma coisa tão... Sei lá, nem adjetivo tenho pra expressar essa coisa que emergiu nas redações de uma grande empresa de comunicação do Estado... Daí eu pergunto:

1) Por que jornalista não pode ter opinião?
2) Por que jornalista não pode trocar ideia em mesa de bar?
3) Se a experiência conta a favor, por que serei demitido(a) aos 65 anos?
4) Por que...

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ATENÇÃO SENHORES PAIS: O CONTEÚDO DESSE BLOG OFENDE
A FAMÍLIA PERNAMBUCANA
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Bolo de Rolo - Ingredientes

temperatura
Frio
dificuldade
Fácil
Fonte: Globo.com / Verdesmares / Selma Brandão
Imprimir a Receita Enviar Receita
  • açúcar granulado o quanto baste
  • água ou vinho branco para derreter a goiabada
  • ½ lata de goiabada (bem macia)
  • 6 ovos
  • 250 g de farinha de trigo
  • 210 g de açúcar
  • 250 g de manteiga

Modo de fazer:

Bata o açúcar juntamente com a manteiga até obter um creme bem claro. Acrescente os ovos, um a um, (gemas sem as peles) sempre batendo a cada adição. Retire da batedeira e com uma espátula de silicone (pão duro) envolva a farinha de trigo previamente peneirada, combinando tudo delicadamente para obter uma massa leve. Com um garfo, amasse a goiabada, transfira para uma frigideira com duas colheres (sopa) de água ou vinho branco e deixe o doce derreter em fogo baixo. Reserve em lugar aquecido. Unte com manteiga e polvilhe de farinha de trigo três assadeiras. Com o auxílio de uma espátula, espalhe uniformemente em cada assadeira, seis colheres da massa (uma em cada conto e duas no meio), tomando como medida a colher de servir arroz. A camada de massa deve ficar bem fina. Leve ao forno pré aquecido, uma assadeira por vez, por mais ou menos10 minutos. A massa não deve ficar corada. Toque com o dedo e se estiver firme retire do forno e vire sobre um guardanapo polvilhado com o açúcar cristal.

Recorte as beiradas, espalhe um pouco da goiabada derretida sobre o bolo e com o auxílio do guardanapo, enrole pela largura como um rocambole bem apertadinho. Reserve. Proceda da mesma forma com a 2ª assadeira. Depois de retirar do forno, vire sobre o guardanapo e recorte as beiradas, espalhe a goiabada, encoste o começo do bolo onde termina o 1ª rocambole e enrole, um por cima do outro. Repita a operação até terminar a massa usando as mesmas assadeira, lavadas e untadas novamente (rende umas cinco a seis assadeiras). Quando colocar a última camada ,enrole no guardanapo e deixe reservado por cerca de umas duas horas ou até o bolo ficar completamente frio. Transfira para um prato de serviço, polvilhe mais açúcar e sirva cortando em fatias.

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Solidária aos amigos e colegas, deixo essa canção pra vocês (vídeo by aramuni1):

domingo, 10 de julho de 2011

Sargaço - Capítulo 04 - Herói, Anjo ou Louco?

Alguns meses se passaram e Toni estava trabalhando no hospital quando uma jovem em cadeira de rodas o parou:

- Moço! Não sei nem como lhe agradecer. Gente, vem aqui! – a jovem chamou a atenção de todos que estavam ali – Se não fosse esse cara, eu não teria perdido só minhas pernas não. Teria perdido a minha vida.

- Oxe, moça, fui eu não...

- Claro que foi o senhor. Eu me lembro bem. Só tinha um canivete na mão. Mas cortava o ferro tão bem, pensei que o senhor era do Corpo de Bombeiros...

- A senhora tá me confundindo...

- De jeito nenhum, eu seria capaz de reconhecer o homem que salvou minha vida

De boca em boca a notícia correu a cidade e no hospital todos sabiam que ele realmente salvara a moça. Toni não agüentou e gritou:

- Ora merda! Vocês todos aqui são profissionais de saúde, não salvariam ninguém não??? Isso é obrigação nossa!!! Agora vamos falar do que presta? Obrigado!

Quando Toni voltou à praia, foi na barraca do Seu Antonio:

- Seu Antonio, me dá um coco aí, que eu tô estressado!

- Calma, filho, todo mundo já tá sabendo da moça...

- O senhor também, Seu Antonio?

- Deu no rádio, todo mundo ouviu.

- Maravilha, mas de repente esse povo descobriu que não tem nada pra fazer... Ainda bem que amanhã eu to de folga, vou ver se esse povo me esquece.

Ao olhar de lado, não acreditou! Stella estava sentada, tomando água de coco e vendo o mar. Ele chegou junto:

- Você ficou linda!

- Quem é você?

- Eu dancei contigo na festa de debutante...

- Como é que é???

- Claro... Você não tem como me reconhecer...

- Com essa tatoo enorme nas costas e esse cabelinho de sargaço não iria conhecer nunca.

- Mas você não mudou praticamente nada... Continua linda.

Quem estava perto do casal riu muito com o “cabelinho de sargaço”. O apelido iria pegar. Imaginem: Sargaço salva moça de acidente de carro. Quantas vezes ele teria que gritar pra pararem com isso? O apelido era até admissível, mas a história da moça? Ele via aquilo tudo como uma obrigação...

Mal ele chegou em casa, a chuva caiu forte na cidade, mas cansado, foi dormir. No outro dia, ligou o rádio e as notícias eram sobre as conseqüências das chuvas do dia anterior:

- Boletim de notícias da Rádio NA: Desabamentos no Morro das Velas soterra casas, mata duas pessoas e desabriga mais de 20 mil. A Defesa Civil e a Corporação já estão no local e quem fala ao vivo é a repórter Maricielo May:

- Bom dia, Rádio Patrese, aqui no Morro das Velas a situação está ainda mais complicada. Duas crianças estão desaparecidas e os pais estão desesperados. O temor é que elas estejam soterradas...

Sargaço não pensou duas vezes, mesmo debaixo de chuva, foi para o Morro das Velas, que não era longe dali. 10 minutos de ônibus e lá estava ele, que de primeira, procurou a repórter. Mari e Seu Antônio ficaram admirados. Ela se lembrou de imediato da situação:

- Agora me lembro de você, lá no Morro das Velas, acompanhei tudo, narrei tudo para o rádio... Me emocionei demais, acredita?

- Você se lembra como foi a narração?

- Ah, lembro sim.

- Então narra, afinal de contas, essa parte da história quem conta é você.

- Por isso que você me propôs virar a noite...

- Mas é lógico. E eu passei a acompanhar tudo que saía sobre mim e pelo menos das suas matérias eu sempre gostei.

Assim que terminou de falar com Sargaço, a repórter liga novamente para a emissora e conta:

- Um rapaz jovem, que disse ser enfermeiro, driblou a segurança e foi para o entulho de lama tentar resgatar os filhos de seu Adailton e dona Edilene, que estão abraçados, e cansados de tanto chorar. Detalhe: ele não usa qualquer equipamento de segurança enquanto cava a terra com as próprias mãos. Ele levanta os braços e chama alguém. Um integrante da Corporação vai até ele... Meu Deus! Ele caiu na lama! Muita calma agora, como é isso? Ele está ressurgindo da lama com as duas crianças nos braços. Uma delas ainda está desacordada, mas parece que estão vivas... Graças a Deus o herói anônimo conseguiu resgatar duas crianças em poucos minutos... Vamos tentar falar com ele: por favor, como o senhor conseguiu resgatar as crianças?

- Moça, deixa eu resgatar os meninos, falo já com a senhora...

- Nesse momento, ele está prestando os primeiros socorros, fazendo respiração boca-a-boca na criança desmaiada... Realmente, amigos, trata-se de um profissional de saúde que driblou o medo e a segurança para salvarem vidas. Anjo, louco ou herói?

Assim começaria a maior lenda urbana da cidade.

Sargaço - Capítulo 03 - Injustiçado

Os dias se passaram e os quatro jovens estavam apaixonados. Mas não havia tempo para conversas ou telefonemas. O colégio e a academia tomavam-lhes o tempo. As meninas estudavam como nunca, estavam no Ensino Médio e o vestibular estava chegando e os rapazes faziam exercícios cada vez mais difíceis. Duna e Toni eram os melhores alunos da turma, todos comentavam que eles teriam uma bela carreira na Corporação. E por isso, eles passaram a ter mais acesso aos setores administrativos.

O Subcomandante Lúcio, responsável pela seleção dos jovens e pela contabilidade, era um homem de confiança do Comandante Oliveira. Toni fora indicado para ser assistente do subcomandante em assuntos contábeis e aos poucos, foi descobrindo uma irregularidade administrativa cometida por Lúcio. Resolveu investigar mais a fundo e quando tinha as provas, levou para o Comandante, sem que o Subcomandante soubesse.

Na semana seguinte, os cadetes iriam se formar e esperavam ansiosos pela lista de quem iria ficar na corporação. Todos diziam que Duna e Toni seriam os primeiros da turma, e laureados. A lista saiu, provocando alvoroço entre os jovens.

Dunarte Filho estava na lista. Mas Antônio Carlos não estava.

- Toni, deve haver algum engano. Você era mais o mais empenhado, o mais aguerrido... Vamos lá, falar com o Subcomandante Lúcio, ele confia tanto em você, rapaz!

- Eu estou aqui, Cadetes. – Disse o Subcomandante com um ar de riso.

- Subcomandante... – Duna tentou falar.

- Cadetes, agora que vocês estão formados, aprendam uma coisa: quem mexe com os grandes, sempre se dará mal... Não é, Antônio Carlos?

Toni entendeu o recado, baixou os olhos e foi embora.

Duna e os demais colegas resolveram falar com o comandante, que lhes deu uma mensagem ainda mais clara:

- Antônio Carlos, o melhor aluno da turma, o mais guerreiro e valoroso entre vocês, cometeu um erro. Muito grave.

- Que erro foi esse, senhor, tão grave a ponto da corporação cortar o nome dele da lista?

- Tentou interferir onde não devia.

- Como assim?

- Andou bisbilhotando coisas que não são da alçada dele. E ainda tentou afrontar o Subcomandante Lúcio. E a decisão de cortá-lo não foi dele, mas minha.

Duna ainda pensou em desistir, mas o próprio Toni o impediu:

- Já não basta um que foi cortado da lista? Nosso pai, onde quer que esteja, quer te ver salvando vidas. Mais mesmo do que a mim, que só trouxe decepção.

- Toni, você descobriu os podres do Subcomandante e o Comandante abafou a história... Nosso pai ficaria orgulhoso de você também. Ele sempre dizia que o Subcomandante Lúcio não prestava.

- Mas e agora, Duna? O que será de mim?

- Irmão, eu fico muito triste por você...

- Irmão, por que as coisas devem ser assim?

Duna e Toni choraram abraçados.

Os dois anos seguintes foram marcados pela depressão e isolamento. A única pessoa com quem Toni falava era Duna. Um dia, resolveu ir à praia e não avisou a ninguém. Passou dois dias desaparecido. A família já imaginava o pior, que ele havia se matado.

Mas o que ocorreu com Toni foi uma transformação radical. Ele mergulhou nas águas profundas da vida, mas ressurgiu. Tatuou um dragão enorme nas costas, se formou em Enfermagem especializando-se em Primeiros Socorros e dividia seu tempo entre palestras nas escolas, noites em plantões de hospital e dias de praia e sol. Mas tava faltando alguma coisa. Por melhor que fizesse, não se realizava. Aprendeu a amar a profissão de enfermeiro, mas seu coração clamava por algo mais urgente.

Um dia, ao voltar de uma palestra no Centro Educacional da Criança, testemunhou quando dois carros colidiram frontalmente. Em um dos carros, o motorista estava morto. No outro carro, uma moça estava com as pernas presas nas ferragens. Mas ele não teve dúvida: munido de um pequeno canivete, começou a cortar o metal e viu as pernas esmagadas da jovem. Quando os bombeiros chegaram, a moça já estava resgatada e um taxista havia levado-a a um hospital. Perdera as pernas, mas estava viva.

Estava nascendo o herói.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sargaço - Capítulo 02 - Como tudo começou?

Mari estava na barraca de coco com Seu Antonio e Sargaço enquanto conversavam, sobre a origem do apelido (“Dizem que meu cabelo parece um sargaço de praia”), o namoro com Stella (“minha estrela do mar é a coisa mais linda do meu mundo”) e o seu maior sonho (“Queria salvar as pessoas. Consegui. Hoje eu sonho em casar com Stella e fazer um filho nela”). A jornalista só fazia ouvir e gravar tudo que ele falava. E começava a se apaixonar por aquele personagem...

Enquanto isso, Sargaço iria fazer a viagem de volta ao passado...

Em uma noite de festa, 10 anos antes, estava acontecendo o baile de debutantes mais tradicional da cidade. Os cadetes estavam a postos e as debutantes entravam em fila. E era de lei que quase sempre, as moças se apaixonavam por eles e algumas se casavam. Dois deles eram amigos desde crianças: Toni e Duna.

Praticamente irmãos, desde que Toni perdera a família em uma enchente e fora adotado pelo pai de Duna, o Bombeiro Dunarte, que amava sua profissão e sonhava que seus filhos também a seguissem. Horas antes de morrer, Dunarte teve a alegria de saber que os dois meninos haviam entrado na Corporação, indo para o serviço feliz da vida. Ele não voltaria para casa, pois morrera num incêndio.

Mas agora o momento era de prestar o serviço mais leve e esperado pelos cadetes: dançar uma valsa com as debutantes da noite. Duas meninas chegaram juntas e logo chamaram a atenção de Toni e Duna:

- Que morena linda, Duna! Vou dançar com ela e roubar ela pra mim...

- Eu gosto mais da branquinha, mais delicadinha...

Espertos como eram, conseguiram dançar com as meninas de suas preferências. Duna e Carolina, Toni e Stella. Eles, claro, tentavam puxar conversa:

- Você é tão delicada, até pra pegar na mão da gente...
-...
- Não vai falar nada?
- (risinhos)
- Meu nome é Dunarte Filho, mas pode me chamar de Duna.
- O meu é Ana Carolina, mas todo mundo me chama de Carol.

-Você é linda demais, adoro menina bronzeada.
- Eu sou uma menina de praia. Até meu nome significa “Estrela do Mar”.
- Stella...
- Maris. Stella Maris.
- Com esse nome de estrela, você já é o Céu.
- Depois da valsa, começa a discoteca, e aí a gente pode ir pra um cantinho mais sossegado... hehehehehe...

O cadete e a debutante estavam aos beijos. O outro casalzinho preferiu dançar de rosto colado na pista. Ao final da festa, cadetes e debutantes se desencontraram. Mas Carolina já havia trocado telefones com Duna.

Todos voltaram às suas rotinas. As meninas, no colégio e os meninos na academia. Mas o futuro reservaria grandes surpresas aos quatro jovens.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sargaço - Capítulo 01 - Quem era esse homem?

Quem era aquele homem misterioso que nas grandes tragédias aparecia do nada para salvar as vítimas? Incêndios, soterramentos, cheias, e principalmente, afogamentos. Ele não usava qualquer tipo de equipamento de proteção, fazia tudo com as mãos. E fazia bem feito. Anjo, herói, guerreiro, louco, eram alguns dos adjetivos dados a ele, que queria ser chamado apenas de voluntário.

Na redação de uma rádio local, um grupo de jornalistas sempre estava atarefado. Liderados por Rádio (o chefe da turma, tão apaixonado pelo veículo que adicionou ao nome profissional), eles estavam em uma reunião de pauta:

- Procurem saber quem é esse homem, por que ele não é bombeiro, mas sabe salvar...

- Rádio – falava Maricielo – Esse cara é formado em Enfermagem, já apurei com a turma da praia.

- Sim, mas um enfermeiro não entra no mar nem em incêndios pra salvar alguém – Lembrou Dimitri.

Enfim, já havia o setorista da praia, que além de noticiários sobre marés, era obrigado a trazer uma notícia sobre o tal riponga. Naquele dia, quem estava com a missão era Maricielo. Grávida de cinco meses, queria fazer uma grande reportagem antes de ter seu filho, pois sabia que a vida de mãe iria revolucionar sua vida de repórter. Quando ela se retira para o trabalho, os homens perguntavam entre si:

- Eu preferia investigar sobre a paternidade do filho de Mari... – Provocava Dimitri.

- Eu preferia ser o pai... – Falou Antúlio.

-...Só na hora de fazer, não é, safado??? – completou Ricardo, o mais gaiato de todos.

E todos começavam a rir.

Ninguém sabia quem era o misterioso pai do filho da Mari. Solteira e independente, ela jamais permitia que homem nenhum a dominasse. Chegou a se casar com Antúlio, mas não agüentou a vidinha de dona-de-casa. Amava verdadeiramente sua profissão e enquanto o carro a levava para a praia, ela pensava no filho.

Ao chegar na Praia da Areia Branca, reduto dos surfistas e de toda uma turma que só queria viver em clima de eterno verão, Maricielo foi até a barraca de coco verde ali instalada e começou a conversar com o vendedor:

- Olá, Seu Antonio, tudo em paz?

- Opa, minha filha, tudo certinho, e essa bença, nasce quando?

- Daqui a quatro meses.

- Já sabe se é menino ou menina?

- É um menino. Vai se chamar Taurus.

- Que nome esquisito, filha, o que quer dizer esse nome?

- Aquele que tem a força de um touro.

- Aaaaaah, agora entendi... Vai ser um menino forte e valente, que nem o Sargaço.

- Sargaço?

- É. Tá vendo aquele doido ali, nadando no mar?

- Tô.

- Ele é doido de pedra, minha filha. É um cabra bom, mas não pode ver alguém se afogando e vai correndo salvar. Quando os bombeiros chegam, a pessoa já tá é salva. Todo dia sai alguma coisa no rádio, nos jornais, tudo sobre ele.

- Hummm... Interessante a história desse homem...

- A senhora é repórter, não é? Por que não vai perguntar pra ele...

-...Quem ele é? Vim aqui pra isso.

- Aproveita que ele ta vindo pra cá e conversa.

Emergia das águas um homem diferente de tudo que ela já vira. Pele bronzeada, corpo musculoso, cabeleira cheia, e um dragão tatuado em suas costas. Sempre entrava no mar de roupa e tudo, invariavelmente uma camiseta florida e um bermudão branco.

- Seu Antônio, me dá um coco bem gelado...

- É pra já, meu filho! Olha, essa moça aqui é repórter e quer falar contigo.

- Todo dia sai no repórter qualquer coisa sobre mim.

- É, mas ninguém sabe quem é você.

- Olhe, se você veio me entrevistar, eu tô fora!

- Pra mim, você não passa de um doido, mas tem um monte de gente que quer saber... É por essas pessoas que eu to aqui hoje.

- Vou te fazer um desafio: se você virar a noite aqui na praia, te conto toda a minha história.

- Eu topo!

- Mas a senhora tá esperando neném...

- Melhor ainda, que ele tá comigo e eu não preciso deixar ele com ninguém.

Só restava a Sargaço contar a sua história...