quinta-feira, 28 de maio de 2026

📈 Pernambuco dispara na geração de empregos e alcança marca histórica no Novo Caged


📊 Desde janeiro de 2023, Pernambuco vive um ciclo de expansão no mercado de trabalho que já soma 191.840 empregos formais, ultrapassando em 17.855 vagas todo o volume registrado entre 2010 e 2022. Em abril, o Estado manteve o ritmo e fechou o mês com 3.340 novos postos de trabalho, consolidando um cenário de crescimento contínuo e fortalecimento econômico. Esses resultados, divulgados pelo Novo Caged, reforçam a retomada da capacidade produtiva e o impacto direto das políticas públicas implementadas pelo Governo de Pernambuco.

💼 A governadora Raquel Lyra destacou que o avanço é reflexo de ações voltadas à atração de investimentos e ao estímulo da economia em todas as regiões do Estado. Segundo ela, o objetivo é garantir que o desenvolvimento seja descentralizado, ampliando oportunidades e fortalecendo a geração de renda. O desempenho de 2026 também impressiona: nos quatro primeiros meses do ano, já foram criadas 8.648 vagas formais, consolidando um início de ano robusto.

🏗️ Entre os setores que mais impulsionaram o resultado de abril, o de Serviços liderou com 6.248 novas vagas, seguido pela Construção Civil, que registrou 1.819 empregos e crescimento de 10,91% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço do setor reforça o impacto das obras estruturadoras e dos investimentos em infraestrutura que vêm sendo executados no Estado.

🌱 A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, ressaltou que a interiorização dos investimentos tem sido decisiva para o bom desempenho. Segundo ela, o fortalecimento de polos regionais e o estímulo a novos negócios ampliam o alcance das políticas públicas e garantem que o crescimento econômico seja mais equilibrado e inclusivo.

👩‍💼 Outro dado relevante do levantamento é o protagonismo feminino: as mulheres responderam por todo o saldo positivo do mês, com 3.437 vagas formais criadas em abril. Para o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, os números evidenciam a resiliência da economia pernambucana e os efeitos das políticas de qualificação, empreendedorismo e atração de investimentos.

📸 Foto: Yacy Ribeiro/Secom

📍 Serviço
Órgão: Governo de Pernambuco  
Fonte dos dados: Ministério do Trabalho e Emprego – Novo Caged  
Período analisado: Janeiro de 2023 a abril de 2026  
Informações adicionais: Secretaria de Desenvolvimento Econômico / Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo

🌟 Achel Tinoco: Um escritor que faz da Literatura sua casa, sua biografia e sua forma de existir


📚 Nascido em São Domingos do Capim, no Pará, mas criado desde cedo na Bahia, Achel Tinoco encontrou na literatura não apenas um ofício, mas uma espécie de destino inevitável. Ainda menino, copiava letras de Roberto Carlos e dizia ao pai que eram suas, recebendo incentivo e risadas que moldariam sua vocação. Na juventude, em Salvador, durante o segundo grau e a faculdade de Letras, a poesia tomou forma definitiva, transformando-se em torrente criativa. Mais tarde, o funcionalismo público trouxe infelicidade e um ultimato de uma amiga o empurrou para a escrita: ou viveria dela, ou morreria infeliz. Ele escolheu viver. A entrevista a seguir foi concedida ao Blog Taís Paranhos.

🖋️ Hoje, autor de romances, poesia, contos, literatura infantil e biografias, Tinoco afirma que não organiza seu processo criativo — apenas escreve o que vem. Nos últimos três anos, produziu 730 poemas, número que ele mesmo encara com humor e espanto. As biografias surgiram por acaso, inicialmente pela remuneração, mas se tornaram um prazer pela convivência íntima com os biografados. Já os romances lhe oferecem liberdade total, enquanto os livros infantis lhe dão alegria pura, fruto de seu amor declarado pelas crianças. Sua escrita, segundo ele, é guiada mais pela intuição do que pela técnica.

🌄 A Bahia ocupa um lugar central em sua obra, não como cartão-postal, mas como território afetivo e visceral. Tinoco escreve a Bahia que viveu: a do descobrimento, da terra vermelha, das memórias e da juventude inquieta. Seu livro mais recente, O Conto da Ilha de Taparica, com prefácio de Laurentino Gomes, mergulha nessa Bahia real, ancestral e formadora. Para ele, a terra de criação é sempre um terreno fértil, e tudo o que viveu retorna quando começa a escrever, como se a memória fosse uma segunda pele. Essa Bahia íntima é o eixo que sustenta sua sensibilidade literária.

📖 Entre suas referências literárias, ele cita García Márquez, Saramago, Machado de Assis, Dante, Cervantes, Dostoiévski, Drummond, Castro Alves, Vinicius e João Cabral. Prefácios de José Louzeiro, Moacyr Scliar, Jorge Portugal e Laurentino Gomes reforçam sua trajetória. Tinoco acredita que, com o tempo, cada autor encontra a própria voz — e que sua poesia, em especial, carrega sua fotografia interior. Para ele, tudo o que um escritor produz é, de algum modo, autobiográfico. Suas leituras, afirma, são alimento e bússola para a criação.

🎤 Sua parceria com o cantor Fábio Stella já dura quase duas décadas e nasceu de um encontro improvável em Ipiaú, quando viu o artista sozinho em um bar e duvidou que fosse realmente ele. Anos depois, reencontraram-se em uma editora em Salvador e iniciaram uma amizade profunda. Tinoco escreveu As Aventuras de Um Certo Capitão Blue, biografia de Stella, e também Até Parece Que Foi Sonho, sobre a amizade do cantor com Tim Maia. Foram quase três anos de conversas, memórias e revelações — muitas delas desconhecidas até pela família do artista. Para Tinoco, Fábio é “um homem decente, honesto e até inocente”.

🤖 Sobre o futuro da escrita, Tinoco expressa preocupação com o desinteresse dos jovens pela leitura e com o avanço da Inteligência Artificial. Para ele, a IA é criatura, não criadora, e jamais substituirá a arte que nasce da experiência humana. Seu lema — “Os livros são o melhor caminho para qualquer lugar” — resume sua defesa apaixonada da literatura. Ele acredita que, sem pensamento próprio, seremos apenas cópias sem sabor, e reafirma seu compromisso de escrever sempre a partir de si mesmo, com a poesia como bússola. A literatura, diz, é sua forma de permanecer vivo.

📸 Fotos: Arquivo Pessoal 

🎤 Que tal ver a entrevista de Achel Tinoco ao Blog Taís Paranhos?


De que maneira sua formação acadêmica influenciou sua entrada na literatura e moldou sua visão de mundo como escritor?
Lembro-me que aos sete, oito anos, eu copiava letras de música de Roberto Carlos e dizia ao meu pai que fora eu quem escreveu. E se ria e mandava eu continuar. Como sou do interior da Bahia, fui morar na capital, Salvador, para fazer o segundo grau a faculdade. Aí o meu interesse pela poesia aflorou, e comecei a pensar em ser escritor. Fiz o curso de Letras, como se isso por si fosse me dar o desenvolvimento e o caminho para ser escritor. Mas ajudou-me a seguir em frente. E um dia, naquele dia que a gente se encontra numa encruzilhada e tem de decidir. E eu decidir a ser escritor, já sabendo que nada seria fácil, como não é até hoje. Escrever é um exercício diário, e mais ainda quando partimos para o mercado.

Ao lado da amiga Paloma Amado


Quando você percebeu que a escrita seria mais que um interesse e se tornaria um caminho de vida? Houve um momento decisivo?
Sim, eu trabalhava na Secretaria de Educação e Cultura, mas era infeliz, não suportava o que fazia, até que uma amiga me disse: “Ou você larga tudo e vai ser escritor, ainda que morra de fome, ou vai morrer de qualquer jeito, e infeliz”. Estou aqui.

Ao lado do cartunista Ziraldo (1932-2024)


Sua obra transita entre poesia, prosa e biografia. Como você organiza seu processo criativo para cada gênero? Eles se contaminam entre si?
Na verdade, eu não organizo nada, nem penso nisso. Apenas escrevo, e o que vem. Nos últimos três anos, por exemplo, escrevi 730 poemas. Às vezes, acho até que estou ficando doido kkk. As biografias vieram porque me davam uma remuneração melhor. Eu nunca tinha pensado em escrever biografias, mas gosto muito do contato com os biografados. Terminei de escrever a biografia de Fábio Stella, e foram quase três anos de entrevistas e bate-papo. Acho que é bem interessante. Também gosto muito dos romances, porque fico livro para escrever como quiser. Tenho dois de contos e três infantis. Como adoro crianças, me divirto mais do que escrevo.

Com Laurentino Gomes

A Bahia aparece como atmosfera, memória e personagem em muitos dos seus textos. Como esse território molda sua sensibilidade literária?
Ah, embora em não seja baiano — sou paraense —, mas vim para a Bahia na primeira infância. E tudo o que já estava até adormecido, esquecido, volta quando começo a escrever. A terra natal é terreno fértil para quem escreve: as experiências da infância, as memórias, as maluquices da juventude, de alguma forma vêm quando se começa a escrever, e isso é enriquecedor.

Ao lado da escritora Zélia Gattai (1916-2008)

Quais escritores — baianos, brasileiros ou estrangeiros — foram fundamentais para a construção da sua voz literária?
Sou apaixonado por Gabriel Garcia Márquez, José Saramago e Machado de Assis. Mas, claro, adoro Castro Alves, Vinicius de Moraes, João Cabral de Melo Neto. E tenho livros prefaciados por José Louzeiro, Moacyr Scliar, Jorge Portugal, Laurentino Gomes, entre outros autores tão importantes.

Você escreve tanto poesia quanto prosa narrativa. O que cada uma dessas linguagens lhe permite dizer que a outra não permite?
Quem lê a minha poesia, e se me conhece, decerto vai ver minha imagem nelas, minha fotografia. Aliás, tudo o que um autor escreve, certamente tem um pouco dele, portanto, na minha poesia tem muito de mim, e também em alguns romances que escrevi. Vamos adquirindo um estilo que nem imaginávamos possuir, e, de repente, quem nos ler já nos conhece um pouco. Fica íntimo.


Ao lado do músico Armandinho, cujo livro foi prefaciado por Achel


Além do cenário, a Bahia aparece como modo de sentir, de falar e de existir. Como você traduz essa identidade para a página?
A Bahia que eu escrevo, geralmente é que está dentro de mim, a que eu vivi, cresci e me desenvolvi. Não é uma Bahia de propaganda nem de cartões postais, mas uma Bahia do descobrimento, uma Bahia do começo, da realidade. Meu livro mais recente chama-se “O conto da ilha de Taparica”, este prefaciado por Laurentino Gomes. Acho que é essa Bahia que precisamos descobrir, de verdade, porque foi dela que viemos todos.

O que o levou a enveredar pela escrita biográfica, um gênero tão exigente em pesquisa, memória e responsabilidade narrativa?
Ah, como eu disse anteriormente, quase uma necessidade de ganhar alguma coisa mais, mas aí fui gostando, fui me aprimorando, e gosto muito. É um trabalho difícil, mas gratificante. Imagine o biografado, que nunca me viu antes, e no dia seguinte estou na casa dele ouvindo coisas que, muitas vezes, nem a família sabia. E ele conta quase tudo, mas quando livro está escrito, precisamos cortar muita coisa.


Ao lado do cantor e compositor Fábio Stella

Sua parceria com o cantor e compositor Fábio Stella já dura décadas, desde “Até Parece Que Foi Sonho” (2007) até o futuro “As Aventuras de um Certo Capitão Blue”. Como essa relação criativa começou e o que ela representa para você?
Fábio é uma grande figura, independente do artista que foi, da fama que teve. Uma vez, eu estava na minha cidade, Ipiaú, e o vi sentado sozinho numa mesa de bar. Imaginei que era ele, mas achei que não seria possível: o que um cantor famoso estaria fazendo ali? Algum tempo depois, eu trabalhava numa editora, em Salvador, e ele chegou. O editor me apresentou, e começamos a amizade. Ele é, acima de tudo, um homem decente, honesto e até inocente. Por causo disso, talvez, tenha perdido tanto, apesar do sucesso que fizera. Torço por sua paz e o seu sucesso. A sua biografia, tenho certeza, vai agradar muito os seus fãs.

Com tantos gêneros explorados — poesia, romance, infantojuvenil, biografia — para onde você sente que sua escrita está se movendo agora?
Sinto alguma angustia com a falta de interesse dessa geração quanto aos livros, e meu interesse maior é que não deixem de valorizar os livros: são o melhor caminho para qualquer lugar. Que entendam que a IA não é criador, mas criatura, e que as novas tecnologias nos sirvam para acrescentar e não para destruir a arte. Não haverá arte se não pensarmos, se não escrevermos, se não pintarmos o sete. Caso contrário seremos meras cópias da IA, sem sal, sem açúcar, sem gosto. Que a minha escrita venha sempre de mim, e que eu tenha inspiração para apor no papel todas as minhas ideias e toda a minha poesia.


🛢️ Etanol em Chamas Limpas: Suape estreia motor inédito e coloca Pernambuco na rota da energia do futuro


🌱 A Suape Energia inaugurou o primeiro motor do mundo movido quase totalmente a etanol para geração termelétrica, um marco que reposiciona Pernambuco na vanguarda da transição energética global. A cerimônia, realizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, celebrou a conclusão da fase de implantação do Projeto Etanol, desenvolvido em parceria com a finlandesa Wärtsilä Energy. A tecnologia agora entra em operação real, etapa decisiva para validar desempenho, eficiência e viabilidade econômica.

⚙️ O evento reuniu autoridades, representantes do setor sucroenergético e especialistas do setor elétrico, reforçando o potencial do etanol como combustível estratégico para geração de energia limpa e estável. Porta-vozes destacaram que o Brasil já domina produção e logística do biocombustível, e que o desafio atual é ampliar sua adoção como solução energética sustentável. Segundo José Faustino Cândido, diretor-técnico da Suape Energia, o objetivo é comprovar a viabilidade do motor e consolidá-lo como alternativa estratégica.

🚢 Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o projeto fortalece o hub de inovação e descarbonização do complexo portuário, posicionando Pernambuco como referência nacional em soluções energéticas limpas. A iniciativa também cria novas oportunidades para a cadeia da cana-de-açúcar, ampliando sinergias entre os setores energético e sucroalcooleiro e impulsionando o desenvolvimento regional.

🔥 Representantes da Petrobras, acionista minoritária, ressaltaram que a geração elétrica a etanol combina estabilidade, baixo impacto ambiental e potencial de geração de empregos. A tecnologia, segundo eles, contribui para a independência energética do país e reforça o papel do Brasil como líder global em biocombustíveis. O evento contou ainda com executivos da Wärtsilä, autoridades estaduais e lideranças do setor sucroenergético.

🏭 A Suape Energia opera a UTE Suape II, maior termelétrica a óleo combustível do Brasil, com capacidade instalada de 381,2 MW. Com o novo motor a etanol, a empresa avança em sua missão de unir eficiência, confiabilidade e inovação, contribuindo para a segurança do Sistema Interligado Nacional e para um futuro energético mais sustentável.

📸 Fotos: Divulgação Suape 

SERVIÇO
Empresa: Suape Energia – Energética Suape II S.A.  
Local: Complexo Industrial Portuário de Suape – Pernambuco  
Capacidade instalada da UTE Suape II: 381,2 MW  
Projeto: Primeiro motor termelétrico do mundo movido quase exclusivamente a etanol  
Parceria tecnológica: Wärtsilä Energy