domingo, 8 de março de 2026

🎶 Festival da Nova Brasil desembarca no Recife com edição histórica e atrações de peso


🎤 O Recife se prepara para receber, pela primeira vez fora do eixo São Paulo, o festival da Rádio Nova Brasil, que acontece no próximo dia 15 de março, no Cais da Alfândega. A partir das 16h, o público poderá aproveitar seis horas de programação gratuita, reunindo grandes nomes da música brasileira em um encontro que promete movimentar a cena cultural da cidade. A iniciativa marca um momento especial para a emissora, que celebra sua expansão e aproximação com o público pernambucano. A atmosfera do evento deve transformar o espaço em um grande palco a céu aberto.

🌟 Entre as atrações já confirmadas estão Jorge Vercilo, Flávio Venturini, Luciana Mello, Chico Chico, Rael, Dudu Nobre, Victor Kley, Lucas Mamede, Mumuzinho e Fala Mansa, reunindo diferentes estilos e gerações. A diversidade musical reforça a proposta do festival de valorizar a produção nacional e oferecer ao público uma experiência plural. Além dos artistas anunciados, o evento contará ainda com uma atração surpresa, mantida em sigilo pela organização. A expectativa é de que o anúncio gere ainda mais entusiasmo entre os fãs.

🎧 Para Karina Siqueira, diretora-geral da Rádio Nova Brasil Recife, realizar o festival na capital pernambucana é motivo de celebração. Ela destaca que esta será a primeira edição fora de São Paulo, consolidando a presença da emissora no Nordeste. “A gente está muito feliz em proporcionar esse momento. Aguardamos todos a partir das 16h, com muitas atrações especiais e uma atração surpresa que ainda não posso revelar”, afirma. A proposta, segundo ela, é aproximar ainda mais a rádio do público local.

🎵 O evento, que será realizado no Cais da Alfândega, no Recife Antigo, promete atrair famílias, admiradores da música brasileira e turistas que circulam pela região histórica. Com acesso gratuito, a programação reforça o compromisso da Nova Brasil em democratizar a cultura e promover encontros marcantes entre artistas e público. A expectativa é de grande movimentação no bairro, que já é tradicional ponto de encontro para atividades culturais e de lazer. A combinação entre música, diversidade e celebração deve marcar a data no calendário cultural da cidade.

📸 Foto: Reprodução / Instagram Rádio Nova Brasil


Serviço
Festival Nova Brasil – Edição Recife  
📍 Cais da Alfândega – Recife Antigo  
🗓️ 15 de março  
⏰ A partir das 16h  
💰 Evento gratuito  
🎶 Atrações: Jorge Vercilo, Flávio Venturini, Luciana Mello, Chico Chico, Rael, Dudu Nobre, Victor Kley, Lucas Mamede, Mumuzinho, Fala Mansa e atração surpresa  

🌸 Flores que Encantam: Holambra colore Olinda em edição especial do Mês da Mulher


🌼 A Praça de Alimentação do Piso L3 do Shopping Patteo Olinda ganhou novos tons e perfumes com a chegada da tradicional Feira de Flores de Holambra, que desembarca na cidade em uma edição dedicada ao Mês da Mulher. O espaço, localizado em Casa Caiada, transforma-se em um jardim vibrante que convida o público a desacelerar e apreciar a beleza natural em meio ao ritmo urbano. A proposta vai além da venda de plantas: é uma celebração sensorial que une delicadeza, conhecimento e acolhimento. A atmosfera criada no local reforça a conexão entre natureza e bem-estar, tornando a visita uma experiência memorável.

🌿 Com mais de 200 espécies disponíveis, a feira democratiza o acesso ao cultivo ao oferecer mudas e flores a partir de R$ 5. Entre as opções, destacam-se suculentas, cactos, flores ornamentais e até plantas comestíveis e ervas aromáticas, ideais para quem deseja montar uma horta caseira. A diversidade impressiona tanto iniciantes quanto colecionadores, que encontram exemplares raros e exóticos difíceis de achar em floriculturas tradicionais. A curadoria cuidadosa reforça o compromisso do evento em aproximar o público da flora brasileira de forma acessível e inspiradora.

🌱 Um dos diferenciais desta edição é o suporte técnico oferecido gratuitamente por especialistas presentes no local. Eles orientam sobre rega, adubação, exposição solar e cuidados específicos para cada espécie, garantindo que as plantas prosperem em seus novos lares. Para o administrador da feira, Tarcísio Almeida, o objetivo é que cada visitante leve para casa mais do que uma flor. “Nossa missão é fazer com que as pessoas saiam daqui não apenas com uma flor, mas com o conhecimento necessário para que ela floresça por muito tempo”, afirma, destacando o simbolismo especial do Mês da Mulher.

🌺 A estrutura montada no Piso L3 foi pensada para proporcionar conforto e segurança, transformando o espaço em um refúgio verde para toda a família. O ambiente acolhedor convida a passeios tranquilos, compras afetivas e momentos de contemplação. Seja para presentear alguém especial ou renovar a energia da própria casa, a Feira de Flores de Holambra reafirma seu lugar no calendário olindense como um evento imperdível. A combinação entre natureza, sofisticação e educação ambiental reforça seu papel como ponto de encontro para quem busca leveza e inspiração.

Serviço
Feira de Flores de Holambra – Edição Mês da Mulher  
📍 Shopping Patteo Olinda – Praça de Alimentação, Piso L3  
📍 Rua Carmelita Muniz de Araújo, Casa Caiada – Olinda  
🗓️ Durante o mês de março  
💰 Mudas e flores a partir de R$ 5  
🌿 Consultoria gratuita com especialistas

#SendoProsperidade com Mariângela Borba

Entre rótulos e caricaturas: a fadiga de um mundo que desaprendeu a nuance

*Por Mariângela Borba

 

No tempo das certezas instantâneas, qualquer assunto vira trincheira. Pensar — com calma — virou quase um ato de rebeldia.

 

Há dias em que parece que o mundo inteiro acordou com pressa de julgar.

Não de compreender.

Não de perguntar.

Muito menos de duvidar.

Julgar.

As redes sociais transformaram esse gesto numa espécie de esporte coletivo. Alguém levanta uma questão, alguém recorta uma frase, alguém interpreta da forma mais rápida possível — e pronto. Em poucos minutos forma-se um tribunal improvisado, com veredictos sumários e plateia animada.

O curioso é que quase sempre o debate começa antes mesmo da reflexão.

Foi o que aconteceu recentemente numa discussão aparentemente banal: uma festa temática inspirada na estética da periferia. A pergunta surgiu quase inevitável: seria uma brincadeira inofensiva ou uma caricatura social?

Alguns enxergaram preconceito. Outros viram apenas irreverência. E, como costuma acontecer nestes tempos febris, o debate rapidamente deixou de ser reflexão para virar tomada de posição.

É curioso observar esse fenômeno. Vivemos numa época que se orgulha de defender diversidade, mas frequentemente demonstra uma dificuldade impressionante de lidar com complexidade.

Tudo precisa ser imediatamente classificado.

Se você levanta uma dúvida, já suspeitam da sua intenção.

Se você pondera um contexto, logo aparece quem interprete como relativização.

Se você tenta enxergar mais de um lado, corre o risco de ser acusado de estar “em cima do muro”.

Em resumo: pensar ficou suspeito.

Claro, o debate sobre estereótipos é legítimo. Representações sociais não são neutras. Ao longo da história, grupos inteiros foram reduzidos a caricaturas — e as consequências disso foram reais.

Mas há um detalhe frequentemente esquecido: combater estereótipos não significa substituir uns por outros.

Existe uma ironia nisso tudo. No esforço de vigiar caricaturas, muitas vezes acabamos criando novas simplificações — agora revestidas de virtude moral.

O mundo vira um grande manual de interpretação instantânea.

E talvez seja justamente por isso que a reflexão ganhe um simbolismo especial neste Dia Internacional da Mulher. Poucas experiências históricas ilustram tão bem o peso dos rótulos quanto a trajetória das mulheres. Durante séculos fomos descritas por categorias convenientes: sensíveis demais, racionais de menos, destinadas a certos espaços, inadequadas para outros, “Amélia não tinha a a menor vaIdade, Amélia é que era a mulher de verdade”, como cantou Ataulfo Alves nos tempos de outrora.

Romper essas molduras foi — e continua sendo — um processo longo.

Talvez por isso seja tão curioso perceber como, em pleno século XXI, ainda tropeçamos na mesma tentação humana: reduzir realidades complexas a interpretações rápidas e confortáveis.

Num mundo obcecado por posicionamentos instantâneos, a nuance virou quase um luxo intelectual.

Curiosamente, até o mundo do trabalho começa a reconhecer algo que o debate público insiste em ignorar: ambientes de convivência importam. A recente atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), ao tratar da gestão de riscos psicossociais, parte justamente dessa premissa — relações marcadas por hostilidade, pressão permanente ou ambientes de julgamento constante produzem desgaste real nas pessoas.

Em outras palavras, até a legislação trabalhista começa a admitir algo bastante óbvio: climas tóxicos não são apenas desconfortáveis — são prejudiciais.

Talvez o debate público pudesse aprender algo com isso.

Num mundo que se orgulha de falar tanto em consciência social, talvez esteja faltando algo mais simples: consciência humana.

A capacidade de escutar antes de rotular.

De interpretar antes de condenar.

De admitir que a realidade raramente cabe em caricaturas.

Porque, no fim das contas, entre a caricatura e a patrulha moral existe um espaço mais difícil — e muito mais civilizado.

O espaço do pensamento.

E, nos dias de hoje, pensar com nuance talvez seja uma das formas mais discretas — e mais necessárias — de coragem.

 

Mariângela Borba é jornalista diplomada, especialista em Cultura Pernambucana, produtora cultural e estrategista digital. Atuou no Ministério da Cultura, em redações e emissoras de rádio, TV e jornais, além de ter integrado gestões públicas municipais. Integra a AIP e a UBE e possui formação também em Doutrina Social da Igreja. Pesquisa a palavra como território político e relacional, na interseção entre comunicação, cultura e direitos humanos. Dedica-se atualmente aos estudos da Psicanálise.