segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

🎤 Lirinha reencontra a poesia do Pajeú e celebra o Carnaval no Polo Várzea


📝 Lirinha, vocalista e compositor do Cordel do Fogo Encantado, desembarca no Polo Várzea trazendo consigo a força ancestral da poesia que moldou sua trajetória. Ele relembra que sua primeira escola artística foi a declamação poética ainda na infância, influenciado pela tradição do Pajeú e, especialmente, por São José do Egito. Para ele, esse universo de versos rimados e metrificados é mais que referência: é raiz. O artista destaca que a poesia popular carrega em si a capacidade de se reinventar. E é dessa reinvenção que ele alimenta sua obra.

🎶 Ao falar sobre o Cordel do Fogo Encantado, Lirinha explica que busca sempre reviver e recriar a mística que o acompanha desde menino. Ele enxerga a poesia como um organismo vivo, que se transforma com cada nova geração e se apresenta de maneiras sempre renovadas. Essa dinâmica inspira a nova fase do grupo, que retoma o diálogo com o público com frescor e intensidade. Para o artista, refazer a música e a poesia é parte natural do processo criativo. E o reencontro com o público no Recife reforça esse ciclo de renascimento.

🎭 Questionado sobre o Carnaval do Recife, Lirinha relaciona a festa ao espírito coletivo presente na poesia popular. Ele descreve o Carnaval como um momento de catarse, onde barreiras sociais se dissolvem e todos se unem em canto e movimento. Para ele, essa comunhão é profundamente filosófica e dialoga com os versos que moldam a cultura nordestina. O artista lembra um verso antigo: “Fiz da vida um eterno carnaval, terminei que errou da solidão”. E destaca como essas memórias atravessam gerações.

🌟 Lirinha reforça que o Carnaval é mais do que festa: é um estado de espírito que transforma e aproxima as pessoas. Ele vê na celebração um espelho da própria poesia, que se renova ao ser compartilhada. No Polo Várzea, espera reencontrar esse sentimento vivo, pulsante e coletivo. Para ele, cada apresentação é uma oportunidade de reconstruir sentidos e afetos. E o público recifense, segundo o artista, sempre responde com intensidade.

🎤 Ao encerrar a conversa, Lirinha agradeceu o carinho e a recepção calorosa do Recife. Ele celebra a oportunidade de revisitar suas origens poéticas e de dividir o palco com um público que compreende a profundidade de sua obra. O artista promete um show marcado por emoção, entrega e reinvenção. E deixa claro que a poesia continua sendo o fio que conduz sua caminhada. No Carnaval da Várzea, ele reencontra não apenas fãs, mas parte de sua própria história.

🎭 La Ursa Elétrica sacode a Várzea em noite de celebração popular


🌀 O encontro entre Chinaina e Silvério Pessoa levou a Várzea a uma explosão de energia que misturou tradição, irreverência e experimentação sonora. O show da La Ursa Elétrica transformou o bairro em um grande terreiro urbano, onde guitarras, tambores e vozes ecoaram como se fizessem parte da própria paisagem. A apresentação, marcada pela proximidade com o público, reforçou o espírito comunitário que sempre caracterizou a região. A Várzea recebeu o espetáculo como quem acolhe um velho conhecido. E a resposta veio em coro, dança e celebração.

🎶 No palco, Chinaina e Silvério mostraram por que a parceria se tornou uma das mais vibrantes da cena pernambucana contemporânea. A fusão entre frevo, coco, maracatu e elementos elétricos ganhou ainda mais força no ambiente de rua, onde a música parece respirar junto com a multidão. A figura da La Ursa, símbolo tão presente no imaginário carnavalesco, circulou entre as pessoas como um elo entre passado e presente. O repertório trouxe releituras e composições próprias que incendiaram o público. Cada música parecia acender uma nova centelha de festa.

🌆 A escolha da Várzea como palco não foi casual: o bairro tem longa tradição cultural e uma relação afetiva com artistas que transitam entre o popular e o experimental. Silvério Pessoa, com sua trajetória de pesquisa e reinvenção da música nordestina, encontrou ali um terreno fértil para mais uma celebração. Chinaina, com sua estética urbana e pulsante, completou a química que deu vida ao espetáculo. O resultado foi um show que soou íntimo e grandioso ao mesmo tempo. A Várzea respondeu com entusiasmo, como se reconhecesse sua própria identidade refletida no palco.

🎤 A performance da La Ursa Elétrica na Várzea reafirmou a força dos encontros que acontecem fora dos grandes circuitos oficiais. Ali, a música se mistura ao cotidiano, às calçadas, às histórias de quem vive o bairro. O público, diverso e atento, participou como parte essencial da narrativa construída naquela noite. A interação entre artistas e moradores criou momentos de pura espontaneidade. E cada gesto reforçou a sensação de que a cultura popular continua viva, pulsante e em constante reinvenção.

🌟 Ao final, ficou a impressão de que o show não terminou quando as luzes se apagaram. A energia da apresentação permaneceu ecoando nas ruas, nos comentários animados e na memória afetiva de quem esteve presente. A La Ursa Elétrica deixou na Várzea mais do que música: deixou um rastro de pertencimento e celebração coletiva. Chinaina e Silvério mostraram que tradição e modernidade podem caminhar juntas sem perder a essência. E a Várzea, mais uma vez, provou ser um território onde a cultura encontra casa e ressonância.