📝 Lirinha, vocalista e compositor do Cordel do Fogo Encantado, desembarca no Polo Várzea trazendo consigo a força ancestral da poesia que moldou sua trajetória. Ele relembra que sua primeira escola artística foi a declamação poética ainda na infância, influenciado pela tradição do Pajeú e, especialmente, por São José do Egito. Para ele, esse universo de versos rimados e metrificados é mais que referência: é raiz. O artista destaca que a poesia popular carrega em si a capacidade de se reinventar. E é dessa reinvenção que ele alimenta sua obra.
🎶 Ao falar sobre o Cordel do Fogo Encantado, Lirinha explica que busca sempre reviver e recriar a mística que o acompanha desde menino. Ele enxerga a poesia como um organismo vivo, que se transforma com cada nova geração e se apresenta de maneiras sempre renovadas. Essa dinâmica inspira a nova fase do grupo, que retoma o diálogo com o público com frescor e intensidade. Para o artista, refazer a música e a poesia é parte natural do processo criativo. E o reencontro com o público no Recife reforça esse ciclo de renascimento.
🎭 Questionado sobre o Carnaval do Recife, Lirinha relaciona a festa ao espírito coletivo presente na poesia popular. Ele descreve o Carnaval como um momento de catarse, onde barreiras sociais se dissolvem e todos se unem em canto e movimento. Para ele, essa comunhão é profundamente filosófica e dialoga com os versos que moldam a cultura nordestina. O artista lembra um verso antigo: “Fiz da vida um eterno carnaval, terminei que errou da solidão”. E destaca como essas memórias atravessam gerações.
🌟 Lirinha reforça que o Carnaval é mais do que festa: é um estado de espírito que transforma e aproxima as pessoas. Ele vê na celebração um espelho da própria poesia, que se renova ao ser compartilhada. No Polo Várzea, espera reencontrar esse sentimento vivo, pulsante e coletivo. Para ele, cada apresentação é uma oportunidade de reconstruir sentidos e afetos. E o público recifense, segundo o artista, sempre responde com intensidade.
🎤 Ao encerrar a conversa, Lirinha agradeceu o carinho e a recepção calorosa do Recife. Ele celebra a oportunidade de revisitar suas origens poéticas e de dividir o palco com um público que compreende a profundidade de sua obra. O artista promete um show marcado por emoção, entrega e reinvenção. E deixa claro que a poesia continua sendo o fio que conduz sua caminhada. No Carnaval da Várzea, ele reencontra não apenas fãs, mas parte de sua própria história.