quarta-feira, 27 de março de 2024

Alcides Cardoso diz que gestões do PSB no Recife ‘fizeram a cidade parar no tempo’ entre os piores municípios em ranking do saneamento e atrás de cinco capitais do Nordeste


Líder da oposição na Câmara do Recife, o vereador Alcides Cardoso (PSDB) repercutiu, em publicação nas redes sociais nesse domingo (24), dados do Ranking do Saneamento Básico 2024 das 100 cidades mais populosas do Brasil que mostram que a capital pernambucana amarga a 76ª colocação no levantamento do Instituto Trata Brasil, divulgado no último dia 20. A partir dos dados do ranking que apontam que o Recife está estagnado, ocupando quase a mesma posição de 2020, quando ficou na 75ª posição, o parlamentar afirmou que as gestões do PSB no comando da Prefeitura do Recife “fizeram a cidade parar no tempo” nos últimos quatro anos por falta de investimento na área e a deixaram atrás de cinco capitais do Nordeste.

“Do último ano de gestão do ex-prefeito Geraldo Julio pra cá, o Recife ficou estacionado na mesma situação precária no que se refere ao saneamento básico. Nesses quatro anos, a nossa cidade ficou sempre entre as 30 piores no ranking do saneamento. Ou seja, nada mudou na gestão do prefeito João Campos. Pelo contrário, o atual prefeito seguiu à risca a cartilha do seu amigo-irmão Geraldo Julio de não priorizar o investimento em obras para melhorar a cobertura de saneamento do Recife e fazer da Secretaria de Saneamento loteamento político, que incluiu o PT na gestão passada. E o resultado não poderia ser outro e a nossa cidade está na zona de rebaixamento entre as capitais do Nordeste no ranking”, disse Alcides Cardoso.

Entre as capitais nordestinas, Recife aparece atrás de Salvador (47ª), João Pessoa (48º), Aracaju (54ª), Natal (64ª) e Fortaleza (68ª). A capital pernambucana só fica na frente de Teresina (80ª), São Luís (88ª) e Maceió (89ª) no ranking deste ano. O top 10 do levantamento do Instituto Trata Brasil é dominado por cidades de São Paulo e do Paraná. Na liderança, está Maringá, cidade do interior paranaense, e na vice-liderança, São José do Rio Preto, município do interior paulista. Ainda entre as 10 melhores cidades, estão Campinas (SP), Limeira (SP), Uberlândia (MG), Niterói (RJ), São Paulo, Santos (SP), Cascavel (PR) e Ponta Grossa (PR).

“Apesar de vender a ideia no investimento pesado em propaganda de uma gestão moderna, o prefeito João Campos mantém a política atrasada de não gastar com o tratamento de esgoto porque é uma obra que não dá para ver e não entende o impacto causado na saúde dos recifenses pela falta de tratamento de esgoto. Mas isso não surpreende, até porque o prefeito votou contra o Marco do Saneamento. No recorte desde 2014, o Recife andou para trás, deixando a 66ª posição naquele ano para a 76ª colocação no ranking. E em dois anos esteve entre as 20 piores, 83ª, em 2021, e 81ª em 2020”, afirmou o líder da oposição.

O ranking tem como base indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e analisa o nível de atendimento (indicador de atendimento total de água, indicador de atendimento total de esgoto, e indicador de tratamento total de esgoto), melhoria do atendimento e nível de eficiência. O estudo ressalta a relação entre o volume de investimentos e os indicadores de saneamento.

Porto Velho, capital de Rondônia, é a pior cidade entre as 100 mais populosas no levantamento deste ano. A cidade tomou a lanterna de Macapá, capital do Amapá, que era a pior na edição de 2023 e neste ano ficou na 99ª posição.