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segunda-feira, outubro 11, 2021

Mário de Andrade Desce aos Infernos

 

Depois de fazer uma temporada de trabalho de mesa - em que o artista busca elementos para compor um espetáculo de teatro - o ator Pascoal da Conceição estreou “Mário de Andrade Desce aos Infernos” no dia 9 de outubro, coincidentemente o mesmo dia do aniversário do ator e do escritor. Nessa mesma data, tem início a websérie, feita a partir de episódios do espetáculo, com partes comentadas por Pascoal, exibidos, até o dia 22 de outubro, em duas sessões diárias, às 11h e às 21h.

As apresentações serão online e gratuitas, nas redes de Teatros Municipais de São Paulo - Alfredo Mesquita (15, 16, 17/10), Cacilda Becker (22, 23 e 24/10), João Caetano (29, 30 e 31/10), Paulo Eiró (5, 6 e 7/11). A websérie estará disponível no Youtube (youtube.com/PascoaldaConceição1).

Pascoal da Conceição é um ator múltiplo, tendo interpretado muitos papéis marcantes em sua trajetória de quase 50 anos de teatro, tv e cinema, a serem comemorados em 2022. Ator, dublador, produtor teatral e diretor brasileiro, é bastante amado como Dr. Abobrinha da série "Castelo Rá-Tim-Bum", e é também reconhecido nas artes na interpretação do poeta e romancista Mário de Andrade tanto na televisão (como nas minisséries "Um Só Coração" e “JK”) como em outras centenas de performances.

Este projeto foi contemplado pela 12ª Edição do Prêmio Zé Renato, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e filmado no Teatro Oficina, pela TV Uzyna, com direção de Ciça Lucchesi, Igor Marotti e Pascoal da Conceição.

Pascoal da Conceição e Mário de Andrade


A data de estreia da temporada virtual não foi escolhida à toa. Mário de Andrade nasceu em 9 de outubro de 1893. Pascoal da Conceição nasceu também no mesmo dia, mas 60 anos depois (em 1953). O título da peça foi extraído do poema póstumo do amigo Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade Desce aos Infernos, publicado no livro “A Rosa do Povo”, de 1945.

[trecho]
“O meu amigo era tão | de tal modo extraordinário, | cabia numa só carta, | esperava-me na esquina, | e já um poste depois | ia descendo o Amazonas, | tinha coletes de música, | entre cantares de amigo | pairava na renda fina | dos Sete Saltos, | na serrania mineira, | no mangue , no seringal, | nos mais diversos brasis, | e para além dos brasis, | nas regiões inventadas, | países a que aspiramos, | fantásticos, | mas certos, inelutáveis, | terra de João invencível, | a rosa do povo aberta”

Gravado no Teatro Oficina (em público) na peça, Pascoal interpreta textos originais de Mário em poesia, prosa, conferência e crônica. Assim, ele compartilha com o público,sua experiência em ‘incorporar’ Mário - ele interpretou o escritor não só no teatro e na minissérie “Um só coração”, da TV Globo (2004), desta vez para uma plateia de teatro.

Ele se faz presente também em manifestações (como ocupações e protestos em favor da cultura e em eventos, como o aniversário de São Paulo e o Grande Cortejo do Patrimônio. Com as lives o artista traz para a conversa mais vozes, que ampliam os diversos aspectos do modernismo e seus desdobramentos.

Dessa forma, ele inicia as comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Um dos fatos históricos mais importantes do Brasil, aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo, entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, e contou com apresentações musicais, conferências, exposições e performances de artistas como Heitor Villa-Lobos, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti e Menotti Del Picchia. Fortemente inspirados pelas vanguardas artísticas europeias, o evento renovou o ambiente artístico-cultural brasileiro, chocando parte da sociedade brasileira da época e trazendo novas visões e maneiras de se fazer arte.

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