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terça-feira, maio 25, 2021

Glaucoma: conheça a doença que pode levar à cegueira

 

Nesta quarta (26) é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença é a segunda maior causa de cegueira no mundo, atrás apenas da catarata. Ele ocorre por conta da pressão intraocular associada a neuropatia óptica, que causa um dano no nervo – parte do olho que leva a informação visual até o cérebro, ocasionando perda progressiva e irreversível da visão.

Ainda de acordo com a OMS, cerca de 2,5 milhões de pessoas têm glaucoma no Brasil. A doença degenera o nervo ótico, parte do olho que conduz as imagens da retina ao cérebro para que possamos enxergar. Mas, ela tem cura? Quais são as causas? É possível prevenir? O oftalmologista Alexandre Ventura (foto), do Instituto de Olhos Fernando Ventura, tira dúvidas sobre o problema.

Causas
“As causas do aumento da pressão dos olhos são desconhecidas, porém colírios dilatadores, drenagem restrita ou bloqueada, uso de corticoides, má circulação ou redução sanguínea no nervo óptico e pressão arterial alta são algumas situações que influenciam”.

Hereditário
“Pessoas que têm casos na família têm mais chances de desenvolvê-la. Nessa situação, a chance de desenvolver a doença é seis vezes maior que uma pessoa sem histórico familiar. Pessoas com diabetes, problemas cardíacos, hipertensão, negros e idosos também têm mais probabilidades”.

Tipos de glaucoma
“São quatro: primário de ângulo aberto ou crônico (mais comum); de ângulo fechado ou agudo (mais emergencial); congênito (atinge os bebês logo em seu nascimento) e secundário (causada por complicações médicas)”.

Tem cura?
“Não, porém a doença pode ser controlada. É necessário que o paciente mantenha a continuidade do tratamento para reduzir a pressão intraocular e evitar a perda de visão. Quanto mais rápido, menor será a perda”.

Prevenção
“Alimentação saudável, praticar exercícios, usar óculos de sol quando possível, reduzir nível de estresse, moderar no consumo de álcool, não abusar de medicamentos e, claro, consultar um oftalmologista, no mínimo, uma vez por ano para um check-up geral”.


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