quarta-feira, 22 de abril de 2026

🧠 Diagnóstico precoce e integração entre escola e clínica ainda são desafios para crianças neurodivergentes, aponta especialista


👧 Com o aumento da busca por diagnóstico de autismo, TDAH, TOD e dislexia, famílias e escolas enfrentam novos desafios na identificação precoce e no acompanhamento adequado de crianças neurodivergentes. Embora pais estejam cada vez mais atentos aos sinais, a falta de integração entre profissionais de saúde e instituições de ensino ainda compromete o desenvolvimento infantil e pode atrasar intervenções essenciais.

🏫 A clínica Mundo da Aprendizagem, referência em Pernambuco há quase uma década, tem observado uma demanda crescente por atendimento especializado e formação profissional. Nos últimos dois anos, a instituição já capacitou mais de 1,2 mil profissionais no estado, reforçando a necessidade de qualificação contínua para lidar com diagnósticos complexos e perfis diversos de aprendizagem.

🗣️ Segundo a fundadora, Elizabete Souza, a falta de alinhamento entre escola, família e equipe clínica é um dos principais gargalos no processo de diagnóstico e intervenção. “Quando esses três pilares não conversam, a criança é quem perde. Muitas vezes, o comportamento é interpretado como indisciplina, quando na verdade é um pedido de ajuda. A escola precisa estar preparada para reconhecer sinais e encaminhar corretamente”, afirma.

⚠️ A especialista também destaca o aumento de judicializações por parte das famílias, que recorrem à Justiça para garantir atendimento adequado, mediadores escolares ou terapias previstas em lei. “O sistema ainda não dá conta da demanda. Muitas famílias só conseguem acesso ao que a criança precisa após uma decisão judicial, o que evidencia um problema estrutural”, explica Elizabete.

🌱 Para ela, o diagnóstico precoce é determinante para o desenvolvimento. Quanto mais cedo a criança recebe acompanhamento, maiores são as chances de avanços significativos na comunicação, socialização, autonomia e aprendizagem. “A intervenção não é apenas clínica — é social, educacional e emocional. A criança precisa de uma rede que funcione”, reforça.