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quarta-feira, junho 09, 2021

Suape e Instituto Hippocampus soltam 650 filhotes de cavalo-marinho no Rio Massangana

 

Na semana em que se comemora o Dia Mundial dos Oceanos, o Instituto Hippocampus, que mantém convênio com o Porto de Suape desde 2020, promoveu a soltura de 650 filhotes de cavalos-marinhos no estuário do Rio Massangana, no município do Cabo de Santo Agostinho, em área do território do Complexo Industrial Portuário. Essa é a primeira vez que esses animais são alocados pelos pesquisadores no curso d’água, pois os demais “residentes” no instituto são provenientes de outros estuários, a exemplo do Rio Maracaípe, em Ipojuca. Os exemplares são da espécie Hippocampus reide, que se encontra ameaçada de extinção.

Os filhotes introduzidos na natureza foram gerados em cativeiro, mas são crias de um cavalo-marinho do Rio Massangana. O animal foi resgatado pela bióloga Rosana Beatriz Silveira, que é responsável pelo Hippocampus. "Nessa fase, eles são plantônicos, ou seja, não possuem órgãos de locomoção, e estão sempre a favor da corrente. Vão seguindo com a corrente para onde ela os levar. Se a corrente estiver entrando mais para o rio, ficam no estuário. Se estiver seguindo para o mar, vão para o oceano”, explica a especialista.

Entre as principais características da espécie está a possibilidade de mudar de cor, conforme o ambiente. Sobre o processo de reprodução, levam entre 12 e 15 dias para concluir o período gestacional. Os machos são os responsáveis por carregar os filhotes numa bolsa incubadora, que fornece os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável dos animais.

“Todo esforço para conservar qualquer espécie ameaçada soma muito para o meio ambiente, tanto para os oceanos, rios e mangues, como para matas e florestas. Suape tem feito bastante nesses últimos anos para garantir uma boa conversa entre o homem e a natureza. O trabalho do Instituto Hippocampus é muito bonito e fico muito feliz de que o nosso porto faça parte disso”, comenta o diretor de Meio Ambiente de Suape, Carlos Cavalcanti.

Desde janeiro de 2016, o instituto sobrevive por meio de doações e parcerias, pois está sem patrocínio fixo para manter as atividades de preservação do cavalo-marinho. Sem apoio, teve que deixar o prédio que ocupava em Porto de Galinhas, há mais de 20 anos, transferindo-se para um espaço cedido pelo Porto de Suape no Centro de Treinamento (Cetreino), pelo período de um ano. No local, os pesquisadores mantêm os estudos necessários à conservação da espécie.

lmprensa Suape

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