sexta-feira, 3 de abril de 2026

🏛️ Pernambuco mantém protagonismo no Governo Federal enquanto ministros deixam cargos para disputar 2026


📰 O prazo de desincompatibilização para quem pretende disputar as eleições de 2026 termina neste sábado, 4 de abril, e trouxe movimentações importantes no Governo Federal. Entre os ministros pernambucanos, apenas Silvio Costa Filho decidiu deixar o comando do Ministério de Portos e Aeroportos para concorrer novamente à Câmara Federal. Ele permaneceu quase três anos à frente da pasta e saiu no dia 1º de abril para cumprir a exigência legal. A regra determina afastamento seis meses antes do 1º turno, marcado para 4 de outubro. O feriado do Sábado de Aleluia não altera o prazo.

📌 Em sentido oposto, Wolney Queiroz confirmou que seguirá à frente do Ministério da Previdência e não disputará mandato este ano. O anúncio foi feito nas redes sociais, onde afirmou ter recebido convite do presidente Lula para permanecer na função. Ex-deputado federal por cinco mandatos, Wolney assumiu a pasta em 2025 após a saída de Carlos Lupi. A permanência dele reforça a estabilidade da equipe responsável por uma das áreas mais sensíveis da administração pública. A decisão encerra especulações sobre sua possível candidatura.

🌐 Pernambuco também segue representado por André de Paula, que assumiu nesta semana o Ministério da Agricultura e Pecuária após deixar a Pesca e Aquicultura. Além dele, continuam no primeiro escalão Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação; José Mucio, titular da Defesa; e Frederico Siqueira, ministro das Comunicações. A manutenção desses nomes reforça o peso político do estado dentro da estrutura federal. O cenário consolida Pernambuco como uma das bancadas mais influentes no núcleo do governo.

🗳️ Em paralelo às decisões individuais dos ministros pernambucanos, o Governo Federal vive uma grande reorganização com a saída de diversos titulares que disputarão as eleições de 2026. Deixam seus cargos: Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento), Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), André Fufuca (Esporte), Jader Barbalho Filho (Cidades), Anielle Franco (Igualdade Racial), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Marina Silva (Meio Ambiente), Renan Filho (Transportes), Rui Costa (Casa Civil), Camilo Santana (Educação), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio) e Márcio França (conforme listas divulgadas pela imprensa). A saída coletiva marca uma das maiores reformulações ministeriais desde o início do governo.

⚖️ Outro prazo relevante também se encerra nesta sexta-feira, 3 de abril: a janela partidária. Até o fim do dia, deputados federais, estaduais e distritais podem mudar de partido sem perder o mandato. O mecanismo, aberto sete meses antes das eleições, costuma redefinir alianças e reorganizar forças políticas em todo o país. O fechamento da janela deve consolidar o cenário para as disputas proporcionais e majoritárias de outubro. As próximas semanas tendem a intensificar articulações e negociações nos bastidores.

📸 Foto: Ricardo Stuckert