🎺 O cenário cultural do Recife ferve com a mobilização liderada pelo professor, compositor e historiador Ricardo Andrade (foto), que reacende o debate sobre a retomada do tradicional Festival de Frevo. Ele reforça que o ritmo é “um verdadeiro festival da cultura popular”, reunindo música, dança, cores e identidade pernambucana. Para Andrade, o concurso é peça-chave na preservação dessa expressão que pulsa como símbolo da cidade. A iniciativa busca sensibilizar autoridades e reacender o orgulho coletivo pelo patrimônio imaterial.
🎤 A memória histórica do festival ganha voz com o historiador e compositor Evandro Rabello, que relembra o início do evento nos anos 1930, sempre com apoio da prefeitura. Ele lamenta o fim do concurso, que revelou nomes como Capiba, e alerta para o impacto negativo dessa ausência no fortalecimento do Frevo. Rabello destaca ainda a relevância de compositores como J. Michiles e maestros como Edson Rodrigues, reforçando que a tradição precisa ser reerguida para não se perder no tempo.
🎻 Nos palcos recifenses, a urgência é uníssona. O Maestro Fabiano Medeiros faz um apelo direto à população e às autoridades para que a prefeitura retome o festival, essencial para revelar novos compositores. Já o Maestro Lúcio Sócrates ressalta que o concurso abre portas para arranjadores, intérpretes e criadores que desejam fortalecer o ritmo. Para ambos, a renovação é vital para que o Frevo continue vivo e pulsante entre as novas gerações.
🎼 A força feminina também marca presença nesse movimento de resistência cultural. A compositora Fátima de Castro lembra que o compositor é “o pilar onde acontece o nosso carnaval” e questiona o futuro da festa sem clássicos como os de Getúlio Cavalcanti. A cantora Pandora Calheiros reforça o impacto econômico e social da retomada, destacando que jovens artistas dependem desse incentivo para seguir produzindo e movimentando a cadeia cultural.
🏆 Entre gerações, o sentimento é o mesmo: proteger o Frevo como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O compositor Luiz Fernando Poeta, vencedor do festival em 2011, exibe seu troféu como símbolo da importância do evento para a valorização dos artistas locais. A presidente do Bloco Eu Quero Mais, Zolinda Correia, afirma que o concurso é fundamental para manter o ritmo vivo e acessível. Sob a liderança de Ricardo Andrade, o movimento segue firme para garantir que o Frevo nunca deixe de ferver.