🎶 A banda Los Cubanos chega ao palco do Teatro do Parque nesta sexta-feira (8), às 18h30, para abrir o Projeto Seis e Meia com a força da música latina e a elegância da tradição cubana. Em entrevista concedida ao Blog Taís Paranhos, o integrante João Ricardo Neto falou sobre identidade, trajetória, sonhos e a preparação para conquistar o público recifense. A conversa revela uma banda madura, consciente de sua missão artística e apaixonada pela energia das apresentações ao vivo.
🔥 A essência rítmica da música cubana é o coração do trabalho do grupo, que preserva a clave, o son e o diálogo instrumental característico do gênero. Ao mesmo tempo, Los Cubanos se permite reinventar, incorporando influências modernas, grooves contemporâneos e elementos de outros ritmos latinos e brasileiros. Essa mistura cria um som próprio, que respeita a tradição sem abrir mão da criatividade.
💃 O público do Recife, conhecido pela musicalidade e pela entrega, é visto pela banda como um parceiro de cena. Para o Seis e Meia, a estratégia é começar com músicas diretas e envolventes, capazes de quebrar qualquer distância entre palco e plateia. A intenção é transformar a abertura em uma experiência coletiva, onde todos entram no clima desde os primeiros acordes.
🌧️ Entre os momentos marcantes da trajetória, um episódio permanece vivo na memória: o show surpresa no Festival da Seresta de 2018, na Noite do Bolero. Mesmo sob forte chuva, a Praça do Arsenal lotou, e a banda viveu um dos instantes mais intensos de sua história. Ali, perceberam o poder da música como alimento para a alma e combustível para os pés — uma noite que se tornou inesquecível.
🌎 Com a música latina em ascensão global, Los Cubanos acredita que seu papel é manter a autenticidade e levar a essência cubana com personalidade própria. O grupo sonha em ampliar conexões internacionais, tocar em mais países e colaborar com artistas de diferentes cenas, sempre preservando sua identidade. A trajetória da banda, marcada por encontros e influências diversas, moldou um som que equilibra tradição e contemporaneidade.
📸 Foto: Reprodução
📍 Serviço
Projeto Seis e Meia
📅 Sexta-feira, 8 de maio
⏰ 18h30
📍 Teatro do Parque – Recife
🎵 Abertura: Los Cubanos
🎤 Atração principal: Jota.Pê
🎤 Perguntas e respostas — Entrevista com João Ricardo Neto ao Blog Taís Paranhos
1) A música cubana é cheia de história e identidade. Quais elementos da tradição vocês fazem questão de manter no som da banda — e o que vocês gostam de reinventar?
A gente sempre faz questão de manter a essência rítmica da música cubana — especialmente a clave, que é a base de tudo. Elementos como o son, a salsa tradicional e a forma de diálogo entre os instrumentos são pilares do nosso som. Ao mesmo tempo, gostamos de reinventar nos arranjos: incorporamos influências mais modernas, grooves diferentes e até elementos de outros gêneros latinos e brasileiros, sem perder essa raiz.
2) O público recifense é muito caloroso e musical. O que vocês esperam dessa troca no Projeto Seis e Meia e como se preparam para conquistar a plateia logo na abertura?
A gente sabe que o Recife tem um público muito musical, muito aberto e com uma energia incrível. Nossa expectativa é criar uma troca intensa desde o início. Por isso, pensamos a abertura do show com músicas mais diretas, envolventes, que já chamam o público para dentro do ritmo. A ideia é quebrar qualquer distância logo no começo e transformar o show em uma experiência coletiva.
3) Cada banda tem um momento marcante que muda tudo. Qual foi o episódio mais inesquecível da trajetória de vocês — no palco ou nos bastidores?
Um momento que nos marcou muito foi o show no Festival da Seresta em 2018. Fomos a atração surpresa na Noite do Bolero e o público lotou a Praça do Arsenal, mesmo sob fortes chuvas. Ali pudemos ter a exata noção do êxtase a que um artista pode levar a plateia, confirmando a nossa honrosa missão de fornecer alimento para as almas e combustível para os pés. Um episódio inolvidável de nossa história, sem dúvida.
4) O repertório latino é vasto: salsa, merengue, bachata, cumbia… Como vocês escolhem o setlist ideal para cada show e que clima querem criar no Seis e Meia?
A escolha do repertório é sempre estratégica. A gente pensa em dinâmica: começo mais energético, momentos de respiro, depois cresce de novo. Misturamos estilos como salsa, lambada, merengue, bolero e cumbia justamente para criar essa variação de clima. Para o Projeto Seis e Meia, queremos um show que vá do envolvimento à celebração — algo que comece conquistando e termine com todo mundo dentro da música.
5) A cena musical latina está cada vez mais global. Como vocês enxergam o papel de Los Cubanos nesse movimento e o que ainda sonham realizar como grupo?
A música latina vive um momento muito forte no mundo, mas a gente acredita que o diferencial está na identidade. Nosso papel é levar a essência da música cubana com personalidade própria, sem virar apenas mais um dentro desse movimento. A gente sonha em ampliar essa conexão internacional, tocar em mais países e colaborar com artistas de diferentes cenas, mantendo sempre a autenticidade.
6) A trajetória de vocês mistura influências, palcos e encontros. Como a história da banda moldou o som atual de Los Cubanos e que momentos foram decisivos para definir quem vocês são hoje?
Nossa trajetória é feita de encontros — músicos com histórias diferentes, influências diversas e experiências de palco que foram se somando. Isso moldou diretamente o nosso som, que hoje é uma mistura equilibrada entre tradição e contemporaneidade. Momentos decisivos foram justamente quando passamos a entender melhor nossa identidade coletiva — quando deixamos de ser só um grupo tocando repertório e viramos uma banda com linguagem e tempero próprios.