🍏 O lanche levado para a escola revela muito sobre a rotina das crianças e influencia diretamente no aprendizado, na concentração e no comportamento ao longo do dia. Com o avanço da obesidade infantil no mundo — que já afeta uma em cada cinco crianças e adolescentes, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2026 — instituições de ensino têm reforçado iniciativas para promover hábitos alimentares mais saudáveis. No Brasil, 16,5 milhões de jovens entre 5 e 19 anos vivem com sobrepeso ou obesidade, cenário que já resulta em diagnósticos precoces de hipertensão e alterações metabólicas. Diante disso, escolas buscam envolver também as famílias nesse processo. A ideia é que o cuidado com a alimentação ultrapasse os muros da sala de aula.
🥦 No Colégio GGE, a alimentação saudável integra a rotina pedagógica e é tratada como parte do aprendizado. Desde a Educação Infantil, os estudantes participam de aulas semanais de Educação Nutricional, com atividades práticas e projetos que estimulam escolhas equilibradas. As cantinas também oferecem opções mais saudáveis, reforçando o compromisso com o bem-estar dos alunos. Para a nutricionista Nancy Pernambuco, o que vai para o prato — ou para a lancheira — tem impacto direto no desempenho escolar. Ela destaca nutrientes como ferro, zinco, vitaminas do complexo B e ômega 3, essenciais para memória, concentração e desenvolvimento cognitivo. Segundo ela, o cérebro em formação depende de uma alimentação adequada.
🍌 Nancy alerta para o consumo excessivo de açúcar, comum entre crianças. “Alimentos muito açucarados até dão energia rápida, mas depois vêm a queda, a sonolência e a dificuldade de concentração”, explica. Em contrapartida, uma alimentação equilibrada ajuda a manter o ritmo ao longo do dia. Com carboidratos adequados, proteínas e hidratação, a criança consegue manter a energia estável e aproveitar melhor as atividades escolares. A nutricionista reforça que a lancheira é um ponto-chave nesse processo. A praticidade ainda leva muitas famílias a recorrerem a ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura. Mas, segundo ela, soluções simples podem ser mais eficazes. “Fruta é prática, acessível e nutritiva”, afirma.
🥕 A variedade também desempenha papel importante na formação do paladar infantil. Repetir sempre os mesmos alimentos pode desestimular o interesse, enquanto diversificar amplia o repertório alimentar. Na escola, esse incentivo é constante, mas ganha força quando encontra continuidade em casa. Nancy orienta que as famílias acompanhem o que as crianças aprendem e reproduzam essas experiências no dia a dia. Se um aluno experimenta uma fruta nova na aula, por exemplo, vale repetir o consumo em família. Ela também recomenda incluir as crianças nas compras, no preparo dos alimentos e na montagem da lancheira, fortalecendo o vínculo com escolhas mais saudáveis.
🥑 O exemplo familiar é determinante para a construção de hábitos duradouros. Quando a criança observa os pais consumindo determinados alimentos, sente-se mais segura para experimentar. Nancy lembra que esse processo exige paciência. “A criança pode precisar de várias experiências com o mesmo alimento até aceitá-lo. Não é indicado desistir na primeira recusa. É um processo”, conclui. Para as escolas, o desafio é contínuo: educar, orientar e envolver a comunidade escolar na promoção de uma alimentação equilibrada. Em um cenário de aumento da obesidade infantil, iniciativas como as do Colégio GGE mostram que a educação nutricional é parte fundamental da formação integral dos estudantes.
📸 Foto: Divulgação/GGE