terça-feira, 24 de março de 2026

🍫 Páscoa: especialista orienta consumidores sobre direitos na compra de ovos de chocolate


📦 Com a chegada da Páscoa, cresce a busca por ovos de chocolate e, junto com ela, as dúvidas sobre trocas, qualidade e segurança dos produtos. Em um período marcado por preços elevados e grande volume de compras online, conhecer os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor se torna essencial para evitar prejuízos e garantir escolhas mais seguras.

🔍 De acordo com Jaqueline Nunes, especialista em Direito do Consumidor do UniFG Pernambuco, é fundamental observar atentamente as informações das embalagens. Ela destaca que o peso do produto deve estar claramente especificado, indicando se corresponde apenas ao chocolate ou se inclui brindes. Caso essa informação não esteja clara, pode haver caracterização de publicidade enganosa, o que fere a legislação.

🛑 A especialista reforça que os ovos de Páscoa não podem apresentar sinais de violação, contaminação ou deterioração antes do prazo de validade. Se o consumidor identificar qualquer irregularidade, tem direito à troca, à devolução do valor pago ou ao abatimento proporcional no preço. Esses direitos são garantidos sempre que houver defeito ou risco à saúde.

🧸 Quando o produto contém brinquedos, especialmente para o público infantil, a atenção deve ser redobrada. Os brindes precisam seguir normas de segurança, possuir certificação e indicar a faixa etária adequada. Caso apresentem riscos, o fabricante pode ser responsabilizado. A orientação é sempre verificar o selo do Inmetro e evitar produtos sem procedência clara.

💻 Sobre trocas e devoluções, Jaqueline lembra que lojas físicas não são obrigadas a trocar produtos sem defeito por motivo de gosto ou preferência, a menos que isso faça parte da política do estabelecimento. Já nas compras online ou por telefone, o consumidor tem direito ao arrependimento: pode desistir da compra em até sete dias após o recebimento, com reembolso total, sem necessidade de justificativa.

📚 Para a especialista, informação é a melhor proteção. Pesquisar preços, verificar a procedência dos produtos e guardar a nota fiscal são atitudes que ajudam a garantir os direitos do consumidor. “Pequenos cuidados evitam grandes dores de cabeça e tornam a experiência de compra mais segura”, orienta Jaqueline.