terça-feira, 12 de maio de 2020

A cebola é o produto mais caro da Cesta Básica

A pesquisa realizada mensalmente pelo Procon-PE demonstrou que houve alta na Cesta Básica da Região Metropolitana do Recife (RMR), no mês de maio. A cesta básica subiu 8,33%, passou de R$ 412,46, para R$ 446,80. Um impacto de 42,76% no salário mínimo. O produto que mais subiu de valor foi a cebola. O quilo do produto passou de R$ 1,89 para R$ 5,85, um aumento de 209,52%.
Dos 27 produtos analisados dois mantiveram o valor, três reduziram e todo o resto subiu de preço. Os produtos que mais tiveram aumento, além da cebola, foram: a batata inglesa (38,56%); a charque de segunda (33,67%); a água sanitária (43,30%) e o absorvente higiênico (32,59%).
Apesar do aumento, o melhor ainda é pesquisar. Porque esses valores podem subir mais de um estabelecimento para o outro. O quilo da salsicha avulsa pode ser encontrado por R$ 4,99 e por R$ 14,29, uma diferença percentual de 186,37%. Já o frango inteiro, a diferença é de R$ 101,62%, de um supermercado para outro. O quilo do frango é oferecido entre os preços de R$ 4,95 e R$ 9,98. Já o pacote de papel higiênico, com quatro unidades, pode ser encontrado por R$ 1,99 e R$ 6,59, uma diferença de 231,16%. 
A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de abril e 04 de maio, em 13 estabelecimentos da Região Metropolitana do Recife, passando pelos municípios do Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Recife e Olinda.
O objetivo da pesquisa da cesta básica, realizada pelo Procon-PE, é oferecer ao consumidor um instrumento auxiliar para a determinação racional de compras, e desse modo, viabilizar de forma mais clara, a incidência de cada produto sobre o orçamento doméstico.
A pesquisa toma como base a cesta básica mensal para uma família composta por quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças. O diferencial da pesquisa do órgão de defesa do consumidor, em relação as que são realizadas por outros institutos, é que neste levantamento é possível identificar o preço de cada item por estabelecimento, desse modo fornece ao consumidor os locais e endereços onde o produto encontra-se mais acessível. A pesquisa pode ser solicitada pelo e-mail: imprensaproconpe@gmail.com
SUPERFATURAMENTO – Além da pesquisa, o Procon-PE tem realizada fiscalizações, muitas a partir de denúncias, para analisar se estão sendo cobrados valores abusivos nos produtos alimentícios.
 Ao chegar ao supermercado denunciado/pesquisado, os fiscais solicitam as notas ficais de entrada e saída dos itens da cesta básica. A partir daí, a nota é analisada, e visto se o preço que está nas prateleiras para o consumidor está muito elevado. Os fiscais já passaram pelos bairros de Boa Viagem, Afogados, Iputinga, Candeias e também foram para o município de Igarassu.
“Estamos intensificando as fiscalizações aos supermercados para garantir que o consumidor não seja lesado. Não iremos admitir superfaturando, especialmente em produtos que integrem a cesta básica e que atende aos mais vulneráveis” explica o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico.

Imprensa Procon PE

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