🎤 A força de Jader no palco nasce da própria vivência. O artista pernambucano, que carrega no corpo e na voz a experiência de ser uma pessoa LGBT, explica que essa identidade moldou sua trajetória. Ao entrar no universo do forró — ainda marcado por forte heteronormatividade — ele decidiu colocar quem é na linha de frente, abrindo caminhos e reescrevendo narrativas dentro de um gênero tradicionalmente masculino.
🎶 A mistura sonora que define seu trabalho surge de forma natural. Jader conta que sempre foi um ouvinte voraz de todos os estilos musicais, e que, ao iniciar sua carreira, fundir ritmos regionais com batidas eletrônicas foi quase inevitável. Para ele, essa liberdade criativa é parte essencial de sua expressão artística, unindo instrumentos, referências e sensações em uma estética própria.
🌈 Sua arte também é um manifesto de liberdade. Ao assumir sua identidade no palco, Jader transforma o corpo em discurso e a música em território de afirmação. Essa postura, segundo ele, não é apenas estética, mas política: ocupar o forró com autenticidade é um gesto de resistência e de expansão das possibilidades dentro da cultura popular nordestina.
🥁 A fusão entre tradição e modernidade marca sua sonoridade. O artista destaca que a combinação entre ritmos regionais e elementos eletrônicos não é calculada, mas intuitiva. Essa naturalidade faz com que sua obra dialogue tanto com a ancestralidade quanto com a contemporaneidade, criando uma assinatura musical que transita entre o chão da feira e a pista de dança.
🎉 Para o Carnaval, Jader já tem destino certo. Além de se apresentar na Praça da Várzea, daqui a pouco, ele segue para São Paulo, onde participa do show da pernambucana Bruna Alimonda na Casa Natura Musical. A agenda reflete o momento vibrante de sua carreira, que atravessa estados e públicos levando a mesma energia que nasce da mistura entre identidade, música e liberdade.