🎤 No calor pulsante do Polo Várzea, o cantor, ator e compositor paraibano Juzé deixou transbordar a poesia que carrega no peito. Entre frevos, abraços e a vibração coletiva da praça, ele transformou o momento em imagem: “que a poesia venha pra área e que nessa praça a gente se torne um só cantando carnaval em Recife”. A resposta veio rápida, sincera e cheia de brilho nos olhos. Era a primeira vez que ele vivia o Carnaval pernambucano como artista solo. E o sentimento, segundo ele, era de coração “cheio, cheio, cheio”.
🌟 Juzé contou que sua relação com o Carnaval começou cedo, ainda menino, dentro do bloco paraibano Muriçocas do Miramar. Cresceu entre batuques, fantasias e multidões, e disso nasceu sua identidade artística. Há 25 anos trabalha com Carnaval, e há 11 canta profissionalmente, construindo uma trajetória que mistura música, teatro e poesia. Estar no Recife, para ele, é mais que uma conquista profissional. É um reencontro com a própria história, agora em um palco que sempre admirou.
🎶 O artista lembrou que já esteve no Carnaval pernambucano acompanhando nomes como Elba Ramalho e Lenine, mas viver essa edição como atração principal tem outro peso. Ele reconhece a força da política cultural local, que valoriza artistas da terra e torna o acesso mais competitivo para quem vem de fora. Por isso, estar ali, naquele momento, tinha sabor de vitória. “Eu sei como é difícil entrar aqui em Pernambuco”, disse, emocionado. “Mas acho que o momento era esse”.
🎭 Sobre a parceria que marcou o país na novela Mar do Sertão, Juzé explicou que ele e Lukete nunca foram uma dupla formal. O encontro aconteceu por acaso, quando ambos foram testados juntos para a trama da Globo. A química funcionou tão bem que o público abraçou a dupla, gerando músicas, shows e uma onda de carinho inesperada. Hoje, cada um segue seu caminho artístico, mas a amizade e o respeito permanecem. E o legado daquela fase ainda ecoa nos palcos.
🌈 Encerrando a conversa, Juzé celebrou o carinho do público da Várzea, que o recebeu como se fosse da casa. Entre risos, agradeceu o acolhimento e disse ter ouvido que aquele era “o melhor cantinho da cidade”. No fim, deixou claro que o Carnaval do Recife não é apenas um palco em sua carreira. É um território afetivo, um lugar onde sua arte encontra ressonância e onde sua poesia, como ele mesmo disse, “vem pra área” e se mistura ao coração de quem o escuta.