domingo, 5 de março de 2023

Tiago Saturno: "Eu estou do lado da piada"

 

Um rapaz com nome de planeta  - e que não é artístico - e muita vontade de fazer as pessoas rirem. Esse é Tiago Saturno, um dos maiores nomes da nova geração de comediantes da cena pernambucana do Stand Up Comedy. Fã de Jeison "Cinderela" Wallace, Saturno tem como referência maior o também stand upper pernambucano Rodrigo Marques. Quando fui mandar as perguntas para entrevistá-lo ele me mandou um áudio, pasmem, de 15 minutos! "Esse foi o maior áudio de zap´que já gravei em toda a minha vida". Para ele, o limite do humor está na seara do crime e seus melhores momentos na carreira foram exatamente quando seus familiares estavam presentes e ele também pode ser ouvido no podcast "Me desculpa pelo áudio 😔 Vamos ver agora a entrevista do maior áudio já gravado por ele.

1) Pra você, humor tem limites? Por que?
Oh não é só o humor que tem limite tá? Tudo na vida tem limite tudo agora se você me perguntar qual é o limite do humor eu vou ser bem claro e específico o limite do humor é o crime. Tá? A partir do momento que você sobe no palco e comete um crime não é mais humor. Então o limite do humor é quando ele deixa de ser comédia pra ele ser um crime, pra ele ser uma ação perigosa, pra ele ser uma ação inescrupulosa, antiética e qualquer tipo de coisa que se assimile isso se for apenas humor é humor acabou, ah mas essa piada é muito pesada mas ela comete algum crime? ela aciona alguma lei se não é humor entendeu? Então eu sou aquele cara que tipo pô Léo Lins faz comédia ácida há mais de 10 anos ele é o cara que é mais conhecido por isso, o Diih Lopes faz comédia ácida há muito tempo. Então pra mim o humor o único limite do humor é o crime. É isso.

2) O humorista stand upper escreve os próprios textos. De onde vem a inspiração?
De onde vem minha inspiração? Da minha vida, da minha vida. Antes eu escrevia muita coisa sobre a minha vida, só que de uma perspectiva em terceira pessoa, como se fosse alguém avaliando minha própria vida. Hoje não. O humor brasileiro, né, stand-up brasileiro ele é muito de identificação. Muitos comediantes são conhecidos por isso. Então eu aprendi a conhecer os relatos da minha vida e os fatos mais engraçados e às vezes dá uma exagerada aqui, uma exagerada ali pra poder fazer meus textos Minha inspiração vem justamente das coisas que eu vivo. Hoje eu diria que 90% do meu texto é de tudo que eu já vivenciei. Eu tenho mais ou menos 40 minutos de texto que eu já testei, que eu já pus em prática e desses 40 fácil, 35 minutos são de coisas que eu já vivi, que realmente aconteceram, tá? Então minha inspiração vem da minha vida. Tá? Minha observação sobre quão engraçada pode ser a minha vida.

3) Qual o melhor e o pior momento que você passou no palco?
Olha, o melhor momento no palco é difícil dizer porque eu acho que eu seria injusto. Mas a melhor sensação que eu tive no palco até hoje foi quando eu tive a oportunidade de abrir o show de Rodrigo Marques e meu pai estava na plateia. Foi o primeiro show que o meu pai viu e quando eu fiz uma piada que a turma aplaudiu, meu pai foi junto. Aquilo pra mim foi incrível sabe? Foi incrível! E outro grande momento que eu tive na minha vida foi quando minha mãe e minha tia estavam na plateia e eu estava fazendo uma apresentação na minha cidade e elas riram muito do meu texto. Então assim, foram momentos muito bons, entendeu? Foram momentos memoráveis. 

Todos os momentos em que eu estava com minha família, minha esposa, meus filhos e eu subi ao palco fiz os fiz o show foram muito bons. Então eu aguardo sempre esses melhores momentos que eu tive. Agora o do meu pai foi realmente marcante pra mim porque eu nunca esperei que meu pai fosse pra um show meu sabe? E ele ter ido foi bastante importante. E o pior momento que eu passei no palco eu acho que eu não tive assim um momento ruim. Mas eu já tive dias bem difíceis de stand up e um deles foi quando eu estava no antigo loft ainda e lá eu tive uma das piores apresentações que eu pude ter porque eu estava muito nervoso ninguém ria e não era um problema só comigo foi com todo mundo. Então foi um momento bem tenso pra mim. Eu acho que esse foi um dos piores momentos que eu passei no palco sim

4) O que te levou a querer fazer comédia?
O que me levou a fazer comédia? Eu nunca quis fazer comédia, mas eu sempre fui um cara que gostava de reter a atenção dos outros Então eu sempre gostava de estar no centro das conversas, eu sempre gostava de eh saber qualquer assunto que estava sendo falado. Eu sempre gostava de debater ideias, eu gostava de brigar, eu era muito de conflito. E então isso me dava muita vontade de interagir, sabe? Até que um dia um amigo meu que fazia stand up, era o Karl Heinz e ele me chamou até a casa dele e disse, oh, eu estava muito mal nesse dia, estava tinha acabado de sair de um relacionamento, estava bem mal. Sou um cara emocional, sou desses E aí ele me chamou pra ajudar ele com os textos, com as piadas. Porque eu estava escrevendo algumas coisas que soavam, engraçadas no meu Facebook. 

E aí eu fui pra lá, a gente trocou ideia, fez textos tal até que ele disse assim mano por que que você não usa isso aqui pra você? Não me vejo no palco fazendo isso e tal e aí ele chegou pra mim e disse faz escreve cinco minutos e manda pra alguém eu conheço uma galera que pode te botar no palco aí eu já tava nessa coisa de ir pra show, sabe? De acompanhar. Eu tinha ido pra um show do Karl com Rodrigo Marques, Kedny Silva e Alisson Vilela na Paraíba, foi o meu primeiro show de stand-up, foi o primeiro contato com eles e depois eu fui prum show aqui e aí eu conheci o Marcílio Rodrigues, ele leu o meu texto e disse, tu faz no próximo dia, tá? Não sei o que, me chamou, eu fui e fiz e aí bateu a paixão à primeira vista, subi no palco. As pessoas ouviram a minha história, riram com os meus relatos e foi muito legal. Muito legal mesmo. Então o que me levou a querer fazer comédia foi fazer a comédia Foi o primeiro momento que eu fiz comédia, eu disse, eu quero fazer isso. Sabe?

 

  5) Quem são suas maiores referências?
Quem são as minhas maiores referências? Eu já falei isso, eu tenho muita referência, eu tenho muita referência. Minha cabeça ela é um baú de informações inúteis. Eu gosto muito do Costinha, eu gosto muito do Renato Aragão, eu gosto muito do Mussum nossa, eu sou fã do Mussum. Gosto muito do Zacarias, eu gosto do Adamastor Pitaco, desses caras que sempre foram muito gigantes, sabe? E eles faziam humor mais teatral, mais caricato, alguma coisa do tipo. Ah eu gosto eu sou apaixonado por Jason Wallace, ele é incrível. Foi o meu primeiro contato com comédia na vida assim comédia, não stand-up mas comédia foi uma fita do Jason Wallace e eu gostei de cara, a Trupe do Barulho era maravilhosa. 

Depois que eu vivenciei o mundo do stand up eu pude acompanhar o crescimento de uma pessoa que eu via lutando pela arte que ele era apaixonado por aquilo que ele era profissional com aquilo que ele fazia e estava querendo fazer tudo tal e hoje em dia pra mim ele é o melhor escritor de comédia do Brasil que é Rodrigo Marques. Então dentro do stand up hoje uma das cabeças que eu mais tento me inspirar é ele mas tem outros amigos também daqui de Recife que não ficam atrás que são Kedny Silva, Bruno Romano, Flávio Andrade, o Alisson Villela que já nos deixou, mas eu me inspiro muito nele principalmente quando eu estou escrevendo algum texto e penso: “será que eu vou atingir alguém de forma que vai ao invés de gerar um riso gerar tristeza?” Eu penso muito no que eu vi lá ela me falava porque ele tinha muito essa cabeça sabe? 

Então minhas referências são sempre quem estavam muito próximos de mim e com quem convivo. E uma referência que eu vou falar agora que parece besta mas que é incrível é o cara que fazia o sargento Pincel ele era maravilhoso. Era maravilhoso. Eu achava ele incrível. Tá? E é isso. Ah mas e Chico Anísio, Nairon? Tipo gostei muito. O Chico era maravilhoso, mas eles não eram referências porque eu sempre me achei tipo, eu nunca vou conseguir chegar no que esses caras são, sabe? E não que eu chegue e não as minhas outras referências são mais próximas de algumas e outras eu sempre admirei muito sabe? Então é uma questão do tipo eu uso referência as pessoas que eu gosto então são essas.

@saturnotiago nem toda saída de emergência é legal! #humor #comedia #standup #fy ♬ som original - Tiago Saturno
6) Você acredita que existe um patrulhamento, um politicamente correto?

Se eu acredito que existe um patrulhamento de um politicamente correto. Ah difícil isso porque eu posso me incluir no patrulhamento do politicamente correto mas eu posso me incluir na galera que luta pela liberdade de expressão então assim fica muito complicado falar sobre isso de forma definitiva tá? Acho que existe sim uma galera que é mais preocupada em criminalizar a piada, a galera que é chata pra cacete, a galera da militância mesmo, aquela galera que vai pra cima e tal, existe uma galera que não gosta de certo estilo de comédia que vai criticar sempre o tipo de comédia que não gosta. Tipo eu não gosto de stand up o que esses caras fazem ridículo tal tudo mais, não gosto de certos tipos de comédia que vão criticar sempre o tipo de comédia que não gosta. 

Tipo eu não gosto de em pé o que esses caras fazem ficar ridículo tal e tudo mais blá blá blá essa galera também está aí no meio. E tem também a galera que não tem opinião pra isso. Está ali só pra se divertir como também do outro lado tem a galera que quer pesar a mão não sabe pesar a mão e acaba cometendo o crime entendido? Acabando quebrando barreiras então eu acho que os dois lados são muito perigosos tanto o que é militante quanto quem pede liberdade. Acho que quem anda nessa linha tênue entre um e outro é o cara mais sábio sabe? Eu não sei de que lado eu estou sinceramente. Eu estou do lado da piada.

Se o cara está sendo profissional, se o cara sabe que eu estou do lado da piada. Então é isso. É mais ou menos isso. Eu não sei ainda onde eu me encontro nessa turma. Porque existe um patrulhamento, existem pessoas que perdem o tempo da vida delas patrulhando sim, tá? Como também existem pessoas que perdem o tempo da vida delas combatendo aqueles que patrulham. Patrulha antipatrulha, sabe? É isso.

@saturnotiago e essa vida de atendente de telemarketing? #standup #standupcomedy #telemarketing #humor ♬ som original - Tiago Saturno
7) "Saturno" é nome artístico? Se sim, como surgiu e você já foi zoado por isso?
Saturno não é um nome artístico tá? Saturno é meu nome de família nome que veio do meu avô meu avô era Adalberto Saturno passou pra todos os filhos homens na família por exemplo meu pai é Valmir Saturno tem meu tio que é Valdir Saturno tem Cledimilson Saturno enfim e as mulheres da família todas elas carregaram o Ângela que aí era Janeide Ângela, Cleidiane, Ângela, Geane Ângela, esse tipo de coisa. Então, as mulheres ficaram com Ângela e os homens ficaram com o Saturno. Por que? Não sei. Não me pergunte essa história, tem que perguntar à galera que é dessa geração aí pra saber direitinho, tá? Mas é isso, Saturno é nome de família. E se eu já fui zoado por isso, AAAAhhh! Sempre! Sempre! Sempre! Sempre! Sempre! Sempre tem uma gracinha! Alguém te ouve! Assim, eu não costumava me apresentar como Tiago Saturno. Eu me apresentava sempre como Tiago ou como Luiz quando eu queria que fosse algo diferente. Mas eu sempre me apresentei com o Tiago e não me apresentou como Saturno. Eu gosto peguei pelo meu nome mesmo depois de eu subir no palco e decidir que eu ia me chamar Tiago Saturno. Como é que você quer ser chamado e tal e tudo mais. Eu disse Tiago Saturno. É isso. Acho que pega mais. É um nome mais que fixa na cabeça das pessoas e normalmente fixa. Porque a galera sempre pensa na piadinha hoje no meio do stand-up eu sou conhecido como Saturno e sabe uma coisa que me emociona porque eu estou levando o nome da minha família entendeu? É um um bagulho bem legal então essa turma não é nome artístico foi escolha.

@saturnotiago eu amo PIADOCAS! #standup #comedy #humor #comedia ♬ som original - Tiago Saturno
8) Aproveita o espaço pra anunciar contatos, shows, etc
Os meus contatos são no Instagram, todas as redes sociais arroba Saturno Tiago. O Twitter eu uso pra falar besteira, eu uso pra piada, pra fazer filosofia, pra jogar ideia louca, pra anotar alguma premissa, esse tipo de coisa, o Instagram eu uso muito pra publicar foto de show, reels, essas coisas. YouTube, eu não tenho costume de usar como eu não sou um comediante famoso eu guardo mais material pra não queimar tanto material assim e nas outras plataformas estou no no Spotify Deezer e Amazon Music com o podcast que se chama Me Desculpe Pelo Áudio que é uma brincadeira com o fato de muitas pessoas não se agradarem comigo mandando áudios nos grupos. O grupo dos amigos da escola, tem gente que reclama, grupo dos comediantes, tem gente que reclama.

Eu uso muito áudio porque eu fui Uber na minha vida durante muito tempo. Ainda sou e por estar sempre dirigindo era difícil dirigir e digitar ao mesmo tempo. Era mais fácil pegar lá o tracinho do microfone jogar pra cima. Então sempre estava mandando áudio tinha seta do carro porque sempre estava manobrando. Não sei o porquê, não me pergunte isso. Mas eu sempre estava manobrando, então sempre tinha seta, um alerta, alguma coisa do tipo ou quando eu parava pra poder fazer esse tipo de manobra. E é isso. Eu estou lá nas redes sociais Pode procurar lá como Saturno e Tiago. Então é isso. Mostra sempre no Manguetown. Maioria das vezes que você vai me ver nas terças-feiras testando no texto lá no Fábrica de Piadas e também algumas aparições que eu faço em outros shows. Eh estou pensando se eu sigo essa coisa de fazer solo tal e tudo, mas não me acho pronto ainda pra isso mas estou pensando nisso e é isso.

Entrevista: Vania Coelho, uma voz que fala sobre o silenciamento de mulheres

 

Há seis anos, 08 de março de 2017 o Blog Taís Paranhos, no Dia da Mulher, fez uma série de textos sobre mulheres que foram silenciadas, ou seja, quase todas as relatadas foram assassinadas. E ao longo da história, muitas foram silenciadas, algumas para sempre. A escritora, professora universitária e jornalista Vania Coelho fez de sua obra uma voz contra esse silenciamento. Em 2021, lançou seu livro A Incrível Lenda da Inferioridade, Volume 1, como uma forma de expressão e denúncia. "Fiquei meses tentando gritar. Precisava denunciar todo o caos que ocorria diariamente. Mas como? A denúncia surgiu com a pesquisa e a leitura do silenciamento feminino ao longo dos tempos. Assim nasceu A Incrível Lenda da Inferioridade, volume I, em 2021, no auge da pandemia, editado pela Chiado, de Lisboa".

Agora, em 2023, está divulgando o segundo volume, onde cita outros nomes que tentaram silenciar, o que a deixa pessimista diante das perspectivas atuais. "Não vejo um futuro livre de violência na vida da mulher. O retrocesso da extrema direita no mundo dificulta a criação de políticas públicas e leis que possam salvaguardá-las. No volume II de A Incrível Lenda da Inferioridade falo sobre Malala e muitas outras mulheres que lutaram e lutam por igualdade e paz. Hoje, eu luto para que um dia a mulher seja respeitada e que ela possa viver em paz (do jeito que desejar) sem ser chamada de vagabunda ou inadequada".


Em entrevista ao Blog, Vânia Coelho nos conta de que forma a humanidade sempre silenciou mulheres que, querendo ou não, ousaram enfrentar o patriarcado de variadas formas e de como foram caladas - algumas para sempre - desde antigas narrativas. Um exemplo é o da personagem Lilith, que - de acordo com antigas narrativas hebraicas - era uma mulher feita de barro como Adão e que queria ter os privilégios patriarcais. Na narrativa ela é substituída por Eva, vinda da costela do homem e silenciamento é de tal forma que sua história não é parte da Bíblia e muita gente não sabem nem quem é a personagem.
Vamos ler a conversa com a Escritora, Professora e Jornalista?

1) Como surgiu a ideia de escrever "A Incrível Lenda da Inferioridade"?
Sou feminista e sempre militei pelos direitos das mulheres. Luto pela liberdade feminina. Há, ainda hoje, muita violência (psicológica, emocional e física) sobre a mulher (no Brasil e o mundo). Milito por meio de palestras e pela literatura, meus gritos mais guturais vêm da literatura, portanto, de meus livros. Por volta de 2016, quando a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu impeachment, uma nuvem estranha e dolorida tomou conta da sociedade brasileira. Desde a posse de Michel Temer, o Brasil foi invadido por demônios de toda ordem e um retrocesso imenso passou a fazer parte do país. A violência contra a mulher aumentou e a banalização dessa mesma violência incomodou-me sem precedentes. Fiquei meses tentando gritar. Precisava denunciar todo o caos que ocorria diariamente. Mas como? A denúncia surgiu com a pesquisa e a leitura do silenciamento feminino ao longo dos tempos. Assim nasceu A Incrível Lenda da Inferioridade, volume I, em 2021, no auge da pandemia, editado pela Chiado, de Lisboa. Confinada no alto de uma montanha mineira, a 1700m de altitude, nos anos de 2018 e 2019, no silêncio da Serra da Mantiqueira, dei início à escrita contando a história real de 33 mulheres que sofreram opressão pelo patriarcado.

2) Você tem uma trajetória como jornalista, escritora e professora. Como você, dentro de sua vida profissional, identificou essas "inferioridades"?
Sou jornalista e lecionei no curso de Jornalismo por longos anos, era orientadora de TCCs. No curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, o trabalho de conclusão de curso é um livro-reportagem. Minha trajetória jornalística deu-se nas universidades. Eu li praticamente todos os clássicos do jornalismo no que tange à grande reportagem impressa. A literatura, assim como o jornalismo (guardadas as proporções), também ensina, informa, critica e denuncia. A partir disso, decidi caminhar pela literatura para denunciar as atrocidades que as sociedades do mundo todo, incluindo as do Brasil, praticavam contra as mulheres. Iniciei as pesquisas jornalísticas e adequei os resultados ao New Journalism. Identificar as inferioridades que as sociedades impõem desde Adão até hoje sobre as costas das mulheres é fácil, é só apreender a realidade. Da mulher é cobrado, além de ser ótima esposa, filha obediente e mãe dedicada, que siga os padrões de beleza e juventude que o patriarcado escolheu. Mulher idosa é descartada, não tem utilidade nas sociedades. A velhice feminina é social. Outra identificação vem da própria experiência como filha de militar e advogado, esposa de um homem que veio de uma família tradicional e conservadora, uma família descendente de italianos que acreditava que, além de serem superiores, neles residiam a verdade absoluta. Nessa história particular (minha), casei-me com a família inteira do cônjuge, é complicadíssimo ter que se explicar (e obedecer) constantemente aos membros desse clã fechado e reacionário.


3) No seu ponto de vista, por que o patriarcado insiste em silenciar mulheres que se empoderam e se destacam na sociedade?
O patriarcado insiste em silenciar mulheres para que possa manipulá-las. Oprimem, castigam e silenciam (se for preciso) para manter a dicotomia Família & Propriedade; para ter a certeza de que, exigindo a virgindade, os filhos serão legítimos; para ter a liberdade de, tendo a mulher para procriar e cuidar da casa e da prole, poderão os homens irem e virem e estarem onde (e com quem) desejarem. Tão simples e fácil é ter uma esposa (empregada) em casa. O patriarcado criou um “kit” completo: ao se casar, o homem ganha (durante o dia) a faxineira, a cozinheira, a arrumadeira, a organizadora e, à noite, a escrava sexual. Como foi exigido por longos séculos a virgindade feminina, as mulheres casam-se sem experiência alguma. E isso é péssimo (também proposital), porque a liberdade sexual é a extensão de outras liberdades que a história negou à mulher. Não à toa, Freud estudou e deixou claro que a repressão sexual trazia diversas neuroses ao longo da vida. Em A Função do Orgasmo, Reich é contra a repressão sexual, segundo ele, a proibição dá-se em nível psíquico e físico, gerando doenças e dores crônicas.

Se os homens são os que fazem as leis, as traições masculinas são apropriadas, e as femininas, condenadas. Eu ficaria escrevendo aqui até amanhã enumerando centenas de razões para o patriarcado ser um paradigma que, ainda hoje, rege sociedades e países. A religião é outro entrave fabricado pelos homens. Há muitas questões que desenvolvo no volume II de A Incrível Lenda da Inferioridade. Cito, por exemplo, as práticas hediondas do Sati, do Cinto de Castidade, do Chauppadi, do Breast Ironing, das exigências do sangramento na noite de casamento, da maternidade, do primeiro e segundo e terceiro filho serem homens, da proibição constante às escadas do conhecimento, e por ai vai. São necessárias leis rigorosas, e políticas públicas que auxiliem as mulheres que sofrem violência, mantendo seus algozes na cadeia.

4) Você pesquisou mulheres ao longo da História, da idade antiga à atualidade. Ainda hoje você enxerga o silenciamento das mulheres?
Hoje, o silenciamento está escancarado. Desde o assassinato de Ângela Diniz por Doca Street (e tantas outras mulheres) e a palhaçada misógina do seu primeiro julgamento, condenando a ré e não o assassino, é prova incontestável de que a violência não cessa e de que aos homens é permitido matar pela honra ou por uma decisão qualquer. O goleiro Bruno assassinou Eliza Samudio, e a maioria o venera. Onde estamos? O ex-lutador Paulo Lima dos Santos matou a esposa, jogou o corpo dela em um riozinho, e depois, foi almoçar com a sogra. Em que mundo vivemos? São milhares de histórias de ódio e morte. Conheço uma infinidade de casais, cujas mulheres andam pisando em ovos de medo da violência. A bibliografia que denuncia os atos misóginos é imensa. Ano passado, várias pesquisadoras entrevistaram mulheres em abrigos secretos, dessa reportagem nasceu o livro Enquanto não cicatriza.

5) E você? Chegou a vivenciar ou testemunhar de perto algum caso de silenciamento às mulheres?
Desde muito pequena eu sentia uma revolta ao ver o quanto minhas tias eram infelizes, e o quanto seus maridos reclamavam delas sem cessar. Testemunhei várias agressões. Meu pai nunca bateu em minha mãe, mas gritava, humilhava, quebrava coisas, ameaçava, era muito difícil. Cresci jurando para mim mesma que nunca passaria por situações como aquela e que lutaria contra a violência gratuita que as mulheres sofriam e sofrem. Minha avó materna casou-se aos quinze anos sem conhecer o marido que escolheram para ela. Só o viu antes da cerimônia. Não vou citar nomes, mas um tio batia na irmã de minha mãe, presenciei muitas vezes. São atos de grande covardia masculina. A maioria de minhas descobertas vem da história e da literatura. São resultados reais (e tristes) de minhas pesquisas. Minha mãe tinha um olhar triste. Minha avó materna tinha um olhar triste. Olhar o olhar de minha mãe me deixava revoltada.

6) Entre as personagens citadas estão Lilith e Eva. Enquanto Eva carrega a culpa do pecado, Lilith é silenciada a tal ponto que muitas pessoas religiosas, leitoras da Bíblia, sequer sabem quem ela é. A que fatores se deve esse silenciamento milenar da Lilith.
O silenciamento de Lilith tanto quanto o de Eva foram devido ao conhecimento que as duas se permitiram. Se é verdade que Eva levou Adão a pecar (aliás, pecado e culpa são dois conceitos inventados pela igreja e pelos homens representantes do poder) essa verdade, entre aspas, é alicerçada na incoerência, ela apenas observou e tentou conhecer a si mesma. Teve curiosidade e usou sua inteligência para desvendar ou experenciar algo. Eva foi castigada, porque ousou conhecer, ousou caminhar na estrada do saber. E foi condenada como pecadora. No entanto, aqui cabem mil outras questões que eu não daria conta de enumerar. Eva sabia que tinha libido. Adão foi criado para acreditar que sua libido (pecaminosa) era fruto de Eva. Isso traz muitos problemas, não é a mulher que desvia o homem do estado racional para o instintivo, como se faz crer leis e paradigmas, o homem tem libido independentemente de a mulher existir. E o que se diz do homem que se masturba apenas por prazer, sem fantasiar mulheres nuas? E o que se diz do homem que sente atração por outro homem? A mulher não desvirtuou o homem, apenas seguiu seu prazer. E foi condenada para nunca mais fazer isso. Lilith não aceitou sua origem e condição inferior, vir do barro ou das fezes, ter nascido de uma costela masculina. Lilith rejeitou tudo o que impuseram a ela, com isso passa a não servir como exemplo de mulher. Nessas histórias temos a inadequada e a pecadora. Aliás, cabe aqui um parêntese: a mulher não veio da costela de Adão, pelo contrário, foi o homem que veio do útero fértil da mulher. Do útero saiu pela vagina.

Essa ideia de que a mulher desvia o homem do racional, acende a libido dele, faz com que o estupro seja absolvido, e até consentido, porque as meninas estavam com saia curta, um short agarrado, estavam com batom e, talvez, um decote assim assado, E daí o homem violento e estuprador é inocentado, essa ideia é desde Eva e Lilith. É foda.

7) Que perspectivas você vê para o futuro de mulheres de destaque? Nomes como o de Greta Thunberg e o de Malala (que quase foi silenciada pelos talibans)? E no Brasil? Que nomes poderíamos citar?
Não vejo um futuro livre de violência na vida da mulher. O retrocesso da extrema direita no mundo dificulta a criação de políticas públicas e leis que possam salvaguardá-las. No volume II de A Incrível Lenda da Inferioridade falo sobre Malala e muitas outras mulheres que lutaram e lutam por igualdade e paz. Cito as feministas como Bertha Lutz e Clara Zetkin, as sufragistas, Marie Curie, Rosa Luxemburgo, Eidy da Silva, Yoko Ogawa, Nair de Teffé, Anna Amélia, Rachel de Queiroz, Clementina de Jesus, Chiquinha Gonzaga, Pagu e tantas outras. E, refletindo sobre a luta delas, sinto-me, muitas vezes, engatinhando. Parece que o movimento feminista caminha em círculos em lugar de ascender. Pagu, foi a segunda mulher presa política da história brasileira, a primeira foi Bárbara Alencar, e a terceira, Rachel de Queiroz. Sucessivamente, temos Djanira da Motta que também foi presa. Hoje, eu luto para que um dia a mulher seja respeitada e que ela possa viver em paz (do jeito que desejar) sem ser chamada de vagabunda ou inadequada.

8) Fale sobre sua trajetória de vida, como mulher, jornalista, escritora e professora.
Minha carreira jornalística deu-se dentro das academias. Nelas, exerci função de editora-chefe de jornais laboratoriais e diretora de programas televisivos. Lecionei disciplinas teóricas como história da comunicação e do jornalismo, trabalhei com prática de entrevista e orientei os TCCs, como citado. Participei de inúmeros eventos voltados ao jornalismo e dei inúmeras palestras. Foram mais de 30 anos lecionando. Nesse período escrevi oito livros: Costureira dos Malditos; Ritos Encantatórios; Aspectos Teóricos da Linguística; Tormenta; A mulher na Idade Média. In: História e Resistencia; Os Inocêncios; A Incrível Lenda da Inferioridade I e II. O volume II dessa última obra será lançado em abril desse ano pela Appris Editora.


Vânia Coelho*


sábado, 4 de março de 2023

#OBlogExplica Escravidão X Analogia à Escravidão

 

Uma das maiores vergonhas nos dias atuais aqui no Brasil foi a descoberta de que trabalhadores nordestinos (a maioria originária da Bahia) estavam em um regime análogo à escravidão em vinícolas no interior do Rio Grande do Sul, fabricantes de marcas bem conhecidas de vinho . E pra piorar, nos últimos anos, o número de trabalhadores nessa situação aumentou consideravelmente

A sociedade brasileira, claro, reagiu com indignação a tudo isso. Inclusive o Senado Federal. E, como a gente está com um Governo Federal de Verdade, o Ministério dos Direitos Humanos já está solicitando ações imediatas contra o trabalho escravo no Sul do País.

E o pior, muitos desses trabalhadores eram espancados, de acordo com denúncias, e tipo, os trabalhadores sulista comentaram que isso não acontecia com eles. Em meio à violência, bradavam: "Baiano bom é baiano morto" e "Acorda, demônio, vai trabalhar".

O pior é que esse tipo de coisa não acontece apenas no Rio Grande do Sul. O trabalho escravo no Brasil atual é uma violação grave dos direitos humanos. Mais de 60 mil pessoas foram vítimas desse crime nas últimas duas décadas. Minas Gerais, Goiás e Bahia foram os três estados que concentraram o maior número de operações de fiscalização e resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão em 2022.

A maior tristeza nisso tudo é a constatação de que o Brasil é um país terrivelmente escravocata. Oficialmente, o Brasil assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, mais de 300 anos depois de instituir o sistema no Brasil, ainda na colonização. E um item a mais nessa vergonha: o País foi o último no Ocidente a libertar os escravizados.

Embora a ONU proíba veemente a escravidão no mundo, e o Brasil tenha legislações para combater os trabalhos forçados, como o Código Penal, por exemplo, sabemos que a mentalidade escravocata vai demorar a ser combatida, e isso podemos ver nos afrodescendentes, que são maioria nas prisões, nas favelas e nos trabalhos precarizados.

Ativista Paulo Galo denuncia tortura em SP

O ativista Paulo Galo, que representa os entregadores de moto, denunciou em seu Twitter que foi detido por policiais, e segundo o ativista, fora "espancado e queimado" em uma delegacia. Isso teria ocorrido há duas semanas e Galo encerrou sua postagem assim: "Essa é pra aqueles que acham que nós erramos em queimar aquela estátua, se nóis (sic) tivéssemos errado, não tinha tanto inimigo de cara feia". Em julho de 2021, Galo e outros ativistas queimaram uma estátua em homenagem ao bandeirante escravagista Borba  Gato. O ativista recebeu mensagens de solidariedade de políticos, jornalistas e militantes de esquerda.



Veja as mensagens de solidariedade a Galo:

#OBlogExplica A importância das Vacinas

Esta semana o Brasil lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, uma campanha que tem como principal objetivo retomar índices altos de coberturas vacinais no Brasil, que estão em declínio há seis anos - não por acaso, entre os anos de 2016 a 2018 e os anos de 2019 a 2022.

Além da retomada das campanhas, até o Zé Gotinha - que andava sumido - o simpático personagem nascido lá nos anos 1980, no Governo Sarney, voltou com tudo. O próprio Lula, em 2020, perguntava "Cadê o Zé gotinha? O nosso querido Zé Gotinha?"

O fato é que o Brasil vai passar por um longo caminho até se adaptar com as vacinações de volta às rotinas dos brasileiros e doenças como poliomielite e sarampo, que haviam sido erradicadas, ainda estão perigando de voltar. E pra piorar, uma campanha antivax acabou sendo fortalecida no Brasil, principalmente na pandemia. 

Só que essa ignorância não vem de agora. Há mais de 100 anos aconteceu no Rio de Janeiro - então capital do Brasil - a Revolta da Vacina. um motim popular ocorrido entre 10 e 16 de novembro de 1904, que resultou na revogação da vacinação obrigatória, numa tentativa de golpe militar que não deu certo, na morte de 30 pessoas, na prisão de outras 945, além de deportar 461 para o estado do Acre.

Durante a pandemia da Covid-19, chegaram a chamar a campanha Antivacina de "Revolta da Vacina 2.0" e falaram coisas absurdas, tipo:

- A vacina anticovid causa Aids - gente irresponsável falou isso ao vivo e isso NÃO PROCEDE

- As vacinas em geral causam Autismo -  CLARO QUE ISSO NÃO PROCEDE -, inclusive a gente já falou sobre isso e tem um pesquisador que refutou isso

 - Dizem até que as vacinas poderiam alterar o DNA - outra fake news troncha

Mas qual a matéria prima das vacinas? As vacinas são substâncias tradicionalmente feitas utilizando-se organismos causadores de doenças atenuados, mortos ou, ainda, alguns de seus derivados. Esses componentes das vacinas são conhecidos como antígenos. Dentre os componentes que podemos encontrar nas vacinas, podemos citar soro fisiológico, estabilizantes, conservantes e proteína do ovo.

Todo mundo no Brasil precisa cumprir o calendário de vacinação, desde que nasce até quando chega à Terceira Idade. Veja aqui quais vacinas precisamos tomar: 


sexta-feira, 3 de março de 2023

#OBlogExplica Games serão taxados?

 

Uma das polêmicas desta semana foi sobre a taxação de jogos eletrônicos e começaram a dizer que iriam taxar os videogames, só que isso não procede, porque como falaram jogos eletrônicos confundiram com videogames.

Aqueles que podem ser taxados, de acordo com o Ministério da Fazenda, são os sites eletrônicos de apostas, os famosos bets.

De acordo com o ministro Fernando Haddad, a taxação de apostas esportivas online deve ser uma das alternativas para contrabalancear a perda de arrecadação que os cofres públicos terão com a nova faixa de isenção do Imposto de Renda. Há algum tempo o Blog explicou sobre pessoas que recebiam 1 salário mínimo e meio teriam que pagar o imposto, mas a faixa de isenção aumentou  

A regulamentação de apostas esportivas online — e a consequente cobrança de impostos sobre o setor — deve gerar arrecadação entre R$ 2 bilhões e R$ 6 bilhões para o governo, de acordo com o Ministério da Fazenda e o projeto deve seguir para a Casa Civil ainda em março.

Teve até pessoa pública reclamando de aumento de impostos de games. Mas isso não procede.

Espetáculo feminino 'Negras Aboto' estreia em março, no Teatro Barreto Júnior, no Recife


Nos dias 17 e 19 de março, o Teatro Barreto Júnior, no bairro do Pina, no Recife, recebe o espetáculo `Negras Aboto’. A programação, realizada dentro do Mês da Mulher, tem como proposta apresentar, por meio da dança e música, a ancestralidade, raizes e ligações sobre os corpos femininos negros. Ao todo, 19 mulheres negras da periferia, ligadas aos terreiros de religiões de matriz africana, compõe a peça. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$10 (meia), e podem ser adquiridos através do Site.

O espetáculo tem como protagonista as dançarinas Raquel Araújo e Islene Martins. Juntas, elas trazem ao palco mitos e forças dos orixás: Oxum e Xangô, embaladas pelos movimentos inspirados na salsa e nas danças de culturas afro-brasileiras. A poesia também será marca principal da peça, com textos da poetisa Edgleice Barbosa. A peça tem duração de uma hora e é dividida em duas partes. Na primeira etapa, o público contempla a apresentação, e, em seguida, acontece um bate-papo especial com as integrantes do espetáculo, com espaço para perguntas e respostas da plateia.

O projeto, que tem o incentivo do Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura, terá, ainda, a participação de sete percussionistas, negras, de várias áreas da região metropolitana. São elas: Carminha de Xangô, 37 anos; Josy Caldas, 29 anos; Barbará Regina, 32 anos; Marianne Costa, 34 anos; Gabriela Moura, 29; Aryanne Vieira, 27 anos; e Lu Mattos. No palco, elas vão comandar o repertório que vai embalar a apresentação. Também se soma ao grupo as poetisas Edgleice Barbosa, 42 anos; e Pollyanne Carlos, 34 anos.

A narrativa nasceu dos questionamentos sobre o papel das mulheres dentro do contexto contemporâneo, no contexto da música, da dança, e dos constantes ataques à sexualidade feminina imposta pelo machismo. “Poder levar este espetáculo para o público é uma forma de mostrar a força de todas nós, mulheres pretas e periféricas, muitas das vezes subestimadas pela nossa cor, talento e coletividade. É preciso, de uma vez por todas, que a sociedade reconheça e respeite a mulher preta, de comunidade, dando oportunidades, voz e garantindo a participação delas onde elas quiserem” destaca Islene Martins, produtora cultural e coordenadora do projeto.

Para Raquel Araújo, produtora cultural e uma das atrizes principais do espetáculo, é preciso fazer a sociedade refletir sobre a importância que nós, mulheres, negras e periféricas, temos para o nosso País. “ É necessário construir o principio da coletividade em favor de nós, aproximando comunidades diversas, como estudantes, historiadores, povos de terreiro, coletivos negros, feministas negras, artistas, fazedores culturais, instituições articuladas, como forças de apoio e encorajamento. Sem dúvidas, juntas podemos mais ", diz.




Além das exibições no teatro, conteúdo também ficará disponível na página do projeto, no canal do Youtube: https://www.youtube.com/@negrasaboto


Sobre o elenco do espetáculo


Raquel Araújo, 49 anos, é produtora cultural e fazedora cultural, educadora social, educadora física, artesã e trancista. Além disso, acumula larga experiência com movimentos sociais, e culturais do Recife. Ela iniciou sua trajetória artística, por meio da dança popular. Destaques para formação que recebeu na Frevo com Nascimento do Passo, grupo de dança da Fundação Guararapes, BACNARÉ (Balé de Cultura Negra do Recife) com Mestre Ubiracy Ferreira. Foi lá que identificou-se com o balé. Sua habilidade embalada pelos sons e movimentos a projetaram da periferia do Recife para o mundo. Com mais de três décadas de carreira, já participou de importantes eventos culturais em várias regiões e fora do estado, como Janeiro de Grande Espetáculo, Pernambuco em Dança, Mostra Brasileira de Dança, por exemplo. Além disso, já esteve em palcos internacionais com apoio do Conselho Internacional de Festivais Folclóricos e Artes Tradicionais - CIOFF e da Companhia Trapiá de dança, grupo Onda do Frevo, levando a cultura pernambucana em turnê pela China, Itália, Espanha e Argentina. Em 2007, foi eleita Rainha do Carnaval do Recife, ano em que o frevo completou 100 anos. Atualmente, é voluntária da área pedagógica da ONG Cores do Manhã, no Totó, e também atua na instituição Florescer da Casa Rosa, no bairro da Mustardinha. Nos dois espaços desenvolve atividades culturais para crianças, jovens e adultos, com foco nas aulas de coco de roda, do maracatu, do afoxé, samba de roda e frevo.

Já Islene Martins, de 28 anos, iniciou sua vida artística aos 10 anos, ocupando os palcos como dançarina de desfiles e shows de dança de salão. Em seguida, ingressou no ballet clássico, o jazz e a dança contemporânea. Em meio a esse tempo, também atuou como educadora social de dança. Aos 20 anos começou sua formação em dança popular e afro através do grupo Bacnaré - Balé de Cultura Negra do Recife. Em 2016, se formou como psicóloga, o que agregou muito em seus trabalhos como oficineira, professora, bailarina e pensadora antirracista. Dois anos depois, ingressou em um projeto internacional, que circulou pela Europa e Oriente Médio. Atualmente, ela é fluente em quatro idiomas: Inglês, Italiano e Espanhol além do Português. Em meio a jornada, também descobriu-se empreendedora, no qual fundou o Ateliê Amor Aboto, que traz a arte nos mitos dos orixás como arteterapia.

Nos dias 17 e 19 de março, o Teatro Barreto Júnior, no bairro do Pina, no Recife, recebe o espetáculo `Negras Aboto’. A programação, realizada dentro do Mês da Mulher, tem como proposta apresentar, por meio da dança e música, a ancestralidade, raizes e ligações sobre os corpos femininos negros. Ao todo, 19 mulheres negras da periferia, ligadas aos terreiros de religiões de matriz africana, compõe a peça. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$10 (meia), e podem ser adquiridos através do Site.

O espetáculo tem como protagonista as dançarinas Raquel Araújo e Islene Martins. Juntas, elas trazem ao palco mitos e forças dos orixás: Oxum e Xangô, embaladas pelos movimentos inspirados na salsa e nas danças de culturas afro-brasileiras. A poesia também será marca principal da peça, com textos da poetisa Edgleice Barbosa. A peça tem duração de uma hora e é dividida em duas partes. Na primeira etapa, o público contempla a apresentação, e, em seguida, acontece um bate-papo especial com as integrantes do espetáculo, com espaço para perguntas e respostas da plateia.

O projeto, que tem o incentivo do Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura, terá, ainda, a participação de sete percussionistas, negras, de várias áreas da região metropolitana. São elas: Carminha de Xangô, 37 anos; Josy Caldas, 29 anos; Barbará Regina, 32 anos; Marianne Costa, 34 anos; Gabriela Moura, 29; Aryanne Vieira, 27 anos; e Lu Mattos. No palco, elas vão comandar o repertório que vai embalar a apresentação. Também se soma ao grupo as poetisas Edgleice Barbosa, 42 anos; e Pollyanne Carlos, 34 anos.

A narrativa nasceu dos questionamentos sobre o papel das mulheres dentro do contexto contemporâneo, no contexto da música, da dança, e dos constantes ataques à sexualidade feminina imposta pelo machismo. “Poder levar este espetáculo para o público é uma forma de mostrar a força de todas nós, mulheres pretas e periféricas, muitas das vezes subestimadas pela nossa cor, talento e coletividade. É preciso, de uma vez por todas, que a sociedade reconheça e respeite a mulher preta, de comunidade, dando oportunidades, voz e garantindo a participação delas onde elas quiserem” destaca Islene Martins, produtora cultural e coordenadora do projeto.

Para Raquel Araújo, produtora cultural e uma das atrizes principais do espetáculo, é preciso fazer a sociedade refletir sobre a importância que nós, mulheres, negras e periféricas, temos para o nosso País. “ É necessário construir o principio da coletividade em favor de nós, aproximando comunidades diversas, como estudantes, historiadores, povos de terreiro, coletivos negros, feministas negras, artistas, fazedores culturais, instituições articuladas, como forças de apoio e encorajamento. Sem dúvidas, juntas podemos mais ", diz.

Além das exibições no teatro, conteúdo também ficará disponível na página do projeto, no canal do Youtube: https://www.youtube.com/@negrasaboto

Sobre o elenco do espetáculo

Raquel Araújo, 49 anos, é produtora cultural e fazedora cultural, educadora social, educadora física, artesã e trancista. Além disso, acumula larga experiência com movimentos sociais, e culturais do Recife. Ela iniciou sua trajetória artística, por meio da dança popular. Destaques para formação que recebeu na Frevo com Nascimento do Passo, grupo de dança da Fundação Guararapes, BACNARÉ (Balé de Cultura Negra do Recife) com Mestre Ubiracy Ferreira. Foi lá que identificou-se com o balé. Sua habilidade embalada pelos sons e movimentos a projetaram da periferia do Recife para o mundo. Com mais de três décadas de carreira, já participou de importantes eventos culturais em várias regiões e fora do estado, como Janeiro de Grande Espetáculo, Pernambuco em Dança, Mostra Brasileira de Dança, por exemplo. Além disso, já esteve em palcos internacionais com apoio do Conselho Internacional de Festivais Folclóricos e Artes Tradicionais - CIOFF e da Companhia Trapiá de dança, grupo Onda do Frevo, levando a cultura pernambucana em turnê pela China, Itália, Espanha e Argentina. Em 2007, foi eleita Rainha do Carnaval do Recife, ano em que o frevo completou 100 anos. Atualmente, é voluntária da área pedagógica da ONG Cores do Manhã, no Totó, e também atua na instituição Florescer da Casa Rosa, no bairro da Mustardinha. Nos dois espaços desenvolve atividades culturais para crianças, jovens e adultos, com foco nas aulas de coco de roda, do maracatu, do afoxé, samba de roda e frevo.

Já Islene Martins, de 28 anos, iniciou sua vida artística aos 10 anos, ocupando os palcos como dançarina de desfiles e shows de dança de salão. Em seguida, ingressou no ballet clássico, o jazz e a dança contemporânea. Em meio a esse tempo, também atuou como educadora social de dança. Aos 20 anos começou sua formação em dança popular e afro através do grupo Bacnaré - Balé de Cultura Negra do Recife. Em 2016, se formou como psicóloga, o que agregou muito em seus trabalhos como oficineira, professora, bailarina e pensadora antirracista. Dois anos depois, ingressou em um projeto internacional, que circulou pela Europa e Oriente Médio. Atualmente, ela é fluente em quatro idiomas: Inglês, Italiano e Espanhol além do Português. Em meio a jornada, também descobriu-se empreendedora, no qual fundou o Ateliê Amor Aboto, que traz a arte nos mitos dos orixás como arteterapia.

Ficha Técnica:
Coordenação Geral: Islene Martins.
Direção Geral: Raquel Araújo.
Coreografia: Islene Martins / Raquel Araújo.
Dançarinas: Islene Martins / Raquel Araújo.
Consultoria Coreográfica e Dramaturgia: Valéria Vicente.
Poetisas: Edgleice Barbosa / Pollyanne Carlos.
Musicistas: Aryanne Vieira / Bárbara Regina / Carminha de Xangô / Gabriela Cristina / Josy Caldas / Lu Mattos / Marriane Costa.
Cantora convidada: Isaar França.
Figurino e adereços: Samuel Araújo.
Adereços adicionais: Oficina Orun.
Hairstylist: Odara Onídìrí
Cenografia: Cora Fagundes.
Intérpretes de Libras: ngela Maria / Simone Lyra.
Fotografia: Pedro Raiz.
Assessor de Comunicação e Imprensa: Salatiel Cícero.
Fotógrafo convidado: Fernando Azevedo.
Equipe Audiovisual: Estúdio Lives.
Assistente Técnico de Produção: Andrea Lima.
Produtora Executiva: Selene Caetano.
Apoio: Espaço Cultural Socorro Raposo / Paço do Frevo

Serviço
O quê: Espetáculo 'Negras Aboto' estreia em março, no Teatro Barreto Junior, no Recife
Quando: Dias (17) sexta-feira e (19) domingo, de março de 2023
Onde: Teatro Barreto Júnior, rua Estudante Jeremias Bastos, bairro do Pina, Recife
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Peça "Ana de Ferro, Rainha dos Tanoeiros do Recife" será encenada em Camaragibe

 


Depois de se apresentar no 29 JGE – janeiro de Grandes Espetáculos, no Teatro Marco Camarotti – SESC de Santo Amaro” no dia 18 de janeiro de 2023 - que rendeu indicação de melhor ator Pedro Dias e melhor atriz Patrícia Assunção - o espetáculo se apresenta nos dias 10 e 11 de março de 2023 no Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro - Camaragibe, em comemoração ao dia/mês Internacional da mulher. 
A peça aborda o universo e a força feminina que tem como presente o ingresso ofertado por R$. 10,00. O romance entre o governador de Pernambuco durante o Brasil holandês e uma cortesã no cais do porto do Recife é pano de fundo para narrar os amores impossíveis da boemia do século XVII. 

Ana de Ferro, Rainha dos Tanoeiros do Recife. Inspirada no poema de Vital Corrêa Araújo e em pesquisas do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, a carioca Mirian Halfim (Autora de Senhora de Engenho Entre a Cruz e a Torá), criou um texto histórico com lampejos de ficção, apresentando personagens reais em situações possíveis de terem acontecido. 

O Espetáculo estreou no dia 29 de agosto de 2017, realizando temporadas no Teatro Marcos Camarotti, Espaço Fiandeiros, participou de Projetos importantes em 2018 como “Pernambuco Fala Olinda – Espaço Cecí Costa” “I MOSTRA CULTURAL DE TEATRO – Teatro Samuel Campelo. Jaboatão dos Guararapes” “Palmares Em Cena” “A PORTA ABERTA Escola Municipal de Artes João Pernambuco” “ALDEIA YAPOATAN - Casa da Cultura Jaboatão dos Guararapes” Em 2023”

Ficha Técnica
Texto: Miriam Halfim, inspirado no poema de Vital Corrêa Araújo.
Encenação: Emanuel David D'Lucard
Elenco: Geraldo Cosmo, Pedro Dias, Patrícia Assunção, Euclides Farias, Cláudia Alves, Marcelo Barros, Telma Ratta, Willian Gomes, Marcos Pergentino.
Produção Executiva: Patrícia Assunção e Geraldo Cosmo
Realização: Grupo Teatral Risadinha (Camaragibe)
Direção de Arte: (Figurino) Francis de Souza
Adereços: Execução: Bernardo Júnior
Cenário e sonorização: Marcelo Bonfim
Criação de Maquiagem: Claudia Alves
Designer de Luz: João Paulo Nascimento
Contrarregra: Josinaldo Alves.
Coreografia: Anderson Henry
Direção Musical: Samuel Lyra
Consultoria Histórica: Suzana Veiga

Serviço:
Espetáculo: Ana de Ferro a Rainha dos Tanoeiros do Recife
Onde: Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro (Av. Dr.Pierre Collier, 440, Vila da Fábrica, Camaragibe – PE)
Datas: 10 e 11 de março (sexta-feira e sábado)
Horário: 19:30h
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: Inteira R$. 40,00 Meia 20,00 Mulher R$. 10,00

Hospital Regional do Agreste recebe novos residentes de enfermagem

 

Nessa quarta-feira (1º), o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, deu as boas-vindas aos novos residentes de enfermagem que irão atuar na unidade pelos próximos dois anos. Os residentes são divididos entre as áreas de emergência, UTI e enfermagem cirúrgica.

A coordenadora do Programa de Residência de Enfermagem, Raianne Monteiro, foi a responsável por recepcionar os novos profissionais. “Esse momento de acolhimento aos novos residentes, de apresentação aos seus preceptores, colegas de jornada e lideranças e das instalações do local onde eles vão passar os próximos dois anos é extremamente importante para amenizar inseguranças e esclarecer dúvidas que surgem num momento que exige tanta atenção”, explicou Raianne.

Anualmente, o HRA recebe dez residentes de enfermagem, divididos em duas turmas, que atuam em três setores da unidade.

Com informações da jornalista Flávia Tavares

Quaresma inicia contagem regressiva para a Páscoa

 

Há quem escute falar da quaresma, mas não sabe o que é ou o que significa. Começando na Quarta-Feira de Cinzas e terminando no Sábado Santo, o período marca a preparação para a Páscoa e é tradição para os cristãos.

O Padre Eliano Queiroz, diretor do Colégio Salesiano Recife, explica como funciona a quaresma. “Este período é dividido em algumas práticas para chegar em um aprofundamento espiritual, sendo elas: a oração (minha relação com Deus), o jejum (minha relação comigo) e a caridade (minha relação com o próximo). É um longo retiro, um treino em que a Igreja nos exercita para a prática de uma vida cristã mais perfeita, de reflexão e conexão com o divino”, afirma o padre.

Durante o período de jejum, é comum deixar de comer algo de que você gosta, como doces, parar de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas. O Padre Eliano também chama atenção para o exercício do “jejum de maus hábitos”, como falar mal dos outros e o costume de reclamar, como pontos de partida para o crescimento pessoal e espiritual.

Para estimular a caridade e a solidariedade entre as pessoas, a Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema “Fraternidade e Fome”.

Segundo o Padre Eliano, a campanha anual tem três objetivos: “despertar o espírito comunitário e cristão; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor; e renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária”.

ARRECADAÇÃO - Durante a quaresma, o Colégio Salesiano Recife estará arrecadando alimentos e materiais de higiene pessoal. A instituição tem um trabalho comunitário que atende, mensalmente, 120 famílias carentes. A doação é aberta ao público e deve ser entregue na portaria ou na igreja do colégio, que está localizado na Rua Dom Bosco, 551, Boa Vista, Recife. Além disso, neste período também serão promovidos momentos oracionais e de celebração com os estudantes.

Expo Elba Ramalho e ex-The Voice Brasil são atrações de março no Shopping Carpina

 

Em celebração ao mês da Mulher, o Shopping Carpina, na Mata Norte, vai realizar uma programação gratuita. Uma delas, a ‘Expo Elba’ que vai mostrar a trajetória dos 41 anos de carreira da cantora nordestina, Elba Ramalho. Outra atração que vai integrar o março festivo é o show da cantora Dayse Rosa, um dos nomes destaques em programas da televisão brasileira, como o The Voice Brasil, da TV Globo e Programa Raul Gil, do SBT.

A exposição que retrata a vida da cantora Elba Ramalho começa no sábado (4) e segue até o dia 17 de março, no espaço de eventos ao lado da Americanas. Com entrada gratuita, a mostra estará aberta ao público das 10h às 22h e aos domingos, das 12h às 21h. A exposição permite que o público mergulhe na história da artista nascida no alto sertão da Paraíba.

O visitante vai acessar figurinos, fotos, medalhas, ingressos, discografia, produção, discos, diplomas e certificados. Entre os itens da exposição, o público vai ver premiações da cantora que acumula 16 prêmios da música brasileira. Elba recebeu sua sexta indicação ao Grammy Latino, conquistou por duas vezes o Grammy, considerado o principal prêmio da música. Recordista em trilhas de trama, Elba tem 39 interpretações em novelas e séries. A cantora já gravou mais de 30 composições de Dominguinhos.

O Dia Internacional das Mulheres será celebrado no dia 8 de março com show de Dayse Rosa. A cantora vai embalar o público com repertório de clássicos da música brasileira, a apresentação acontece às 19h, na praça de alimentação. A artista que ganhou destaque nacional quando participou do The Voice Brasil e Programa Raul Gil, iniciou a carreira ainda na adolescência, recebendo influências dos principais nomes da MPB, forró tradicional, samba e bossa.

“A nossa expectativa é sempre surpreender os nossos clientes e parceiros. Buscamos trazer novidades para a Mata Norte com o objetivo de presentear o público com eventos interessantes, gratuitos e alegres”, revela a superintendente do Shopping Carpina, Maria Paula Rabelo Paes.

SERVIÇO:
Expo Elba Ramalho e apresentação de ex-The Voice Brasil são atrações do Shopping Carpina
Quanto: gratuito
Onde: Rodovia PE-041, KM 02, Bairro Novo, Carpina-PE
Quando: EXPOSIÇÃO: de (4) a 17 de março | SHOW: 8 de março



Idosos das Instituições de Longa Permanência (ILP) recebem dose de reforço da vacina bivalente em Olinda

 

Profissionais de saúde da Secretaria de Olinda continuam realizando e cumprindo o cronograma de imunização de reforço da covid-19 com a vacina bivalente nas Instituições de Longa Permanência (ILP). Na manhã desta quinta-feira (02.03), os 27 idosos e 13 funcionários do Abrigo Santo Antônio, localizado na Avenida Governador Carlos de Lima Cavalcanti, em Casa Caiada, receberam a dose da vacina.

O Programa Nacional de Imunização de Olinda, juntamente com a Coordenação de Saúde do Idoso do município, iniciou as visitas aos ILPs na última segunda-feira (27.02). “Todos os idosos das Instituições de Longa Permanência já tinham sido vacinados com 5 doses e agora, com essa nova campanha de vacina bivalente, eles estão recebendo mais um reforço. No total, 254 doses serão aplicadas nas 8 unidades do município para proteger esses idosos”, garante Jairo Santos, coordenador da pessoa idosa de Olinda.

A vacinação bivalente contra Covid-19, destinada aos idosos com idades a partir dos 70 anos teve início na última segunda-feira (27.02) em três polos de vacinação, sendo nas Policlínicas João de Barros Barreto (Carmo) e São Benedito, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, bem no Shopping Patteo L2, de segunda a sábado, das 9h às 16h. A demanda é espontânea e somente nos três primeiros dias de campanha, 1.672 pessoas foram imunizadas.

As vacinas estão disponíveis em 100% nas unidades de saúde da rede do município, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h e também no Shopping Patteo L2, de segunda a sábado, das 9h às 16h. A demanda é espontânea. Segundo a Nota Técnica emitida pela Secretaria Estadual de Saúde, o idoso deverá obedecer um prazo de quatro meses de intervalo da última dose.

Programação (ILP):

TERÇA-FEIRA (DIA 07) – MANHÃ
Abrigo Arco-Íris 24 idosos e 14 funcionários = 38 doses
Endereço: Rua Professor José Cândido Pessoa, 482, Bairro Novo - Olinda, ponto de referência: por trás do Supermercado Extra.
Contato: 984423634

QUARTA-FEIRA (DIA 08) – MANHÃ
Abrigo Maravilha de Viver 13 idosos e 7 funcionários = 20 doses
Endereço: Rua Manoel de Almeida Belo, 1207, Bairro Novo - Olinda.
Contato: 987461413

QUINTA-FEIRA (DIA 09) – MANHÃ
Abrigo Recanto Feliz - 15 idosos e 8 funcionários = 23 doses
Endereço: Rua Manoel Graciliano de Souza, 756, Jardim Atlântico - Olinda, ponto de referência: na rua da academia I9 - Clube da Saúde.
Contato: 991112711

SEGUNDA-FEIRA (DIA 13) – MANHÃ
Abrigo Irmã Dulce 11 idosos e 7 funcionários = 18 doses
Endereço: Rua Pintor Manoel Bandeira, 499, Casa Caiada - Olinda.
Contato: 988555969

Imprensa Olinda

Camará Shopping será palco do espetáculo Encanto

 

Neste sábado(4), o espetáculo Encanto, que conta a história da família Madrigal, aporta no Camará Shopping a partir das 16h. O show apresentará como essa família, conhecida por seus dons mágicos, enfrentará uma terrível mal para entender a importância da aceitação.

A história gira em torno da jovem Mirabel Madrigal, que está prestes a completar 15 anos e ainda não descobriu qual é o seu dom, o que a deixa frustrada e preocupada, pois a tradição da família Madrigal é que todos os membros possuam uma aptidão especial. Entretanto, com a chegada de uma grande ameaça à família e ao seu lar, Mirabel precisará encontrar a sua voz e mostrar que todos são especiais, independentemente do seu dom.

O espetáculo Encanto é uma produção da Nova Produções, e tem encantado pessoas de todas as idades com a sua mensagem de amor, aceitação e união. Para conferir a apresentação gratuita, basta se dirigir ao palco no piso L3 do mall no dia e assistir ao show.