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quinta-feira, junho 24, 2021

Bruno Lins lança disco de inéditas

 

A pandemia virou o mundo pelo avesso mas, além da clausura, o isolamento social também trouxe novas inspirações e gratas surpresas, como por exemplo, o novo disco do cantor e poeta pernambucano Bruno Lins. Com uma pegada que traz elementos da regionalidade, do Reggae, do Rock e da MPB, Vou Deixar Pra Chorar Depois, conta com 10, faixas inéditas e foi lançando em todas as plataformas musicais.

Três anos após o seu último lançamento, Vereda Caminho, o compositor e fundador da banda Fim de Feira volta a produzir um novo material, fortemente impactado pelos novos paradigmas impostos pela pandemia da Covid 19. O novo disco de Bruno traz nove músicas inteiramente compostas pelo artista. São letras que versam sobre o dia-a-dia de um novo mundo que se impõe e sobre o olhar de um músico e cidadão, impossibilitado de realizar seus shows e diante das imposições de novas regras de convivência. Nesse aspecto, o pernambucano busca na música e na poesia um refúgio, um respiro fora do acidente da vida real.

Sobre o processo de criação do disco, Bruno revela que as músicas começaram a aparecer logo no início da pandemia. “Eu não tenho um método específico de composição e por isso elas chegaram a partir de estímulos, de sentimentos e coisas que leio, assisto e ouço. Posso dizer que foi uma espécie de catarse e o disco acaba refletindo um momento difícil, de muita incerteza, indignação, mas também de ternura, autoconhecimento e esperança” comenta o artista.

“Com o lockdown mais rigoroso eu passei a ler notícias de animais que começaram a aparecer nas cidades, peixes voltando a rios e lagos, aqui mesmo em casa o entorno se encheu de pássaros que há muito tempo eu não via. Tudo isso porque a gente simplesmente deixou de sair de casa e poluir o ambiente. Essa foi uma das centelhas para compor”, afirma.

Entre as canções do disco, “Alma lavada”, provoca uma reflexão sobre a relação do homem com a natureza, fala das atitudes que nos fizeram chegar a uma crise de proporções mundiais, mesma temática de “Trilhos do Planeta”, ao passo que “Arrumação”, feita em parceria com o compositor Revoredo, trata das pequenas coisas do cotidiano, descobertas e reinventadas pelo simples ato de não poder sair de casa: “é tempo de arrumar toda bagunça que há”, diz o refrão da música que segue a mesma temática de “Cem anos de solidão”, faixa que conta com arranjo e participação do instrumentista pernambucano Alexandre Rodrigues.

Outra participação marcante é a da cantora Maria Pérola, que divide os vocais com Bruno, em “Saudade sem fim”. Thiago Rad, antigo parceiro e integrante da banda Fim de Feira assina a Produção Musical do disco. A base de músicos, aliás, permanece a mesma de outros trabalhos do artista, com o próprio Rad nas guitarras e baixo, Marcio Silva na bateria, Guga Fonseca nos teclados, Lucivan Max na percussão e Bruno Lins nos vocais e violões. Além das participações de Antônio Muniz, no acordeón, Chico Botelho no sax e do próprio Alexandre Rodrigues, o Copinha, nas flautas, pífanos e clarinete.

O disco foi gravado em Recife, no Estúdio Carranca e nos home studios dos músicos. As edições são de Luccas Maia, Vinícius Aquino assina a mixagem de som enquanto Júnior Evangelista é o responsável pela masterização. A produção Executiva é da Theia Produtores Associados (Guilherme Patriota), com realização da Vereda Caminho Produções. O material foi aprovado no Edital Estadual da Lei Aldir Blanc.

Bruno Lins é músico, jornalista, poeta e compositor pernambucano. Em atividade há 18 anos, é o fundador da banda Fim de Feira, vencedora do Prêmio da Música Brasileira. Principal letrista e cantor da banda, lançou junto com o grupo 3 CD’s e 2 DVD’s, atuando como músico e produtor. Também produziu, em 2012, o elogiado disco “O Lado B do Gonzagão”, num tributo em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga.

Em 2018 iniciou carreira solo com o disco “Vereda Caminho”, uma primeira experiência do artista fora da tradição do forró. Em 2020, quando do início da pandemia, passou a compor novas letras que deram origem ao seu segundo trabalho solo, intitulado “Vou deixar pra chorar depois”, disco contemplado do Edital da Lei Aldir Blanc. Atualmente, trabalha no repertório do novo disco da Fim de Feira e na produção de um documentário sobre a banda, que serão lançados em 2022, período de aniversário de 18 anos do grupo pernambucano.

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