quinta-feira, março 18, 2021

Musicalidade e Ancestralidade, Cantoria Crua lança “Vasto mar”

 

Criar. Rememorar. Unir. Alimentar. Sob esse mote, em ano de pandemia, crise artística e virada de século, os artistas agrestinos, Adalberto, João Euzé e Neto Sales se encontram por meio da arte e formam o Cantoria Crua, projeto artístico musical que flerta com outras linguagens. Repertório encantado, entre composições próprias e parcerias, lançam, nesta sexta (19) o álbum “Vasto do Mar”.

Em cinco canções autorais, os artistas cantam histórias e mergulham na subjetividade do ser e da natureza, trazendo à tona, cantadores da nova geração, que produzem um trabalho sensível, orgânico e poético. Inspirados em referências locais, como Anaíra Mahin, Anchieta Dali, Bia Marinho e Zeto do Pajeú, retratam vivências e encantamento em suas letras, oferecendo ao ouvinte uma experiência imersiva singular.

“A Cantoria Crua representa coletividade, partilha e muito amor. Fielmente atrelada ao Verso ancestral, atemporal, faz-se um espelho do sempre por agora e projeta a canção de uma forma crua, intuitiva e carregada de Cultura Popular”, diz Neto Sales.

Essência e Incompletude, dois significantes, que juntos, conceituam o projeto Cantoria Crua. A essência vem das vivências que cada artista carrega e que juntos dialogam sobre o interior subjetivo e suas raízes. A incompletude aparece em um sentido de generosidade, onde artistas e plateia se completam num movimento de reciprocidade.

Vasto Mar, foi gravado e mixado em Garanhuns por Efraim Rocha, no Garagem Estúdio, e masterizado em Recife, por Vinícius Aquino. O álbum apresenta canções inéditas e conta com a participação de Alefe Passarin e Dayane Rocha, sob a produção musical de Júlio César Mendes, também garanhuense. O grupo exibirá, também, no canal do youtube: Cantoria Crua, um curta-metragem de apresentação do novo EP. O filme mistura realidade e ficção, passeando por trechos das próprias canções, atravessadas pelos contextos da vida, infância, tempos pandêmicos e ancestralidade.

Do encontro com outras artes, o grupo apresenta em suas cenas uma obra em barro cru, representando a comadre florzinha violeira, criada pelo artista plástico Tonfil, especialmente para o projeto. Os trajes também fazem parte da performance, a figurinista Katarina Barbosa, em seu processo criativo, estudou particularmente cada artista, o seu cantar e a forma de agir em suas apresentações, formando assim, personagens narrativos que completam essa história. A capa do álbum “Vasto Mar” foi criada pelo fotógrafo Felipe Correia, num ensaio realizado em meio à natureza, próximo à Saloá, que fica a 33 km de Garanhuns.

“Vasto Mar” é uma realização da Epahey Produções, com o incentivo da Lei Aldir Blanc, por meio da Fundarpe, Secretaria Estadual de Cultura, Governo de Pernambuco e Governo Federal.


SERVIÇO:

EP “Vasto Mar”, por Cantoria Crua.
Disponível em todas as plataformas digitais neste 19 de março.

Filme “Vasto Mar”, por Cantoria Crua.
Disponível no canal do Youtube do Cantoria Crua neste 19 de março.



Nenhum comentário:

Postar um comentário