quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Cerca de mil imóveis são arrasados pelo fogo no Chile

Pelo menos mil imóveis foram arrasados pelo fogo entre a noite da quarta-feira e esta madrugada na cidade de Santa Olga, na região chilena de Maule, uma das mais atingidas pelos incêndios florestais que afetam o país, segundo as autoridades locais.
"Todo mundo teve que sair e Santa Olga queimou", disse para a imprensa Carlos Valenzuela, prefeito da cidade de Constitución, a cuja jurisdição pertence Santa Olga.
Segundo Valenzuela, o fogo queimou os quartéis da Polícia e de bombeiros, escolas, um centro de atendimento médico e instalações industriais em Santa Olga.
"É difícil dizer isso, assimilar isso, se dar conta do que estava acontecendo, tiveram que sair os carabineiros, os bombeiros, espero que o povo tenha saído todo, não queriam sair. É terrível tudo o que está acontecendo", disse o prefeito.
"Ninguém pode imaginar o que estamos vivendo em Constitución, a situação é dantesca. Perdemos casas também em Putú e em Cabezalillo", acrescentou.
Segundo os primeiros relatórios, entre 6.000 e 7.000 pessoas perderam suas casas e se teme pela sorte de dois adultos que estão desaparecidos nas proximidades do rio Maule.
"Temos outras localidades, como Carrizal, que também teriam sido consumidas pelo fogo, pequenas localidades rurais que também teriam sido arrasadas, estamos falando de uma infinidade de casas queimadas", afirmou o prefeito.
Também se viveu uma noite de muita tensão na cidade de Penco, de 50 mil habitantes, na região do Biobío, a 500 quilômetros de Santiago, que nas últimas horas da quarta-feira estava completamente rodeada pelas chamas.
Os bombeiros, brigadistas da Corporação Nacional Florestal (Conaf) e soldados militares que combatem o fogo, conseguiram evitar o avanço das chamas com aceiros em todo o perímetro.
Nas primeiras horas desta quinta-feira chegaram ao Chile 27 bombeiros colombianos especialistas em incêndios florestais que, segundo as autoridades, se unirão nas próximas horas aos combatentes locais na luta contra o fogo.
Também se preparava para operar novamente o Supertanker, maior avião-tanque do mundo, com capacidade para descarregar 73 mil litros de água, que nesta quarta-feira completou com sucesso seus primeiros voos, segundo os responsáveis de suas operações.
Os incêndios causaram até agora sete vítimas fatais, após a morte, na quarta-feira, de um bombeiro e dois carabineiros, mortos enquanto trabalhavam na evacuação de habitantes em Maule.
Anteriormente tinham morrido três brigadistas na mesma região e um agricultor que bateu com sua moto contra uma árvore enquanto lutava para evitar que um incêndio atingisse sua propriedade na região da Araucanía.
O último relatório do Escritório Nacional de Emergência (Onemi) falava em 94 o número de incêndios florestais ativos no país, dos quais 64 estão em fase de combate e outros 30 sob controle, enquanto a superfície afetada chegava a 238.613,16 hectares.
Os incêndios são combatidos por diversos meios, entre eles 46 aeronaves, entre aviões e helicópteros e cerca de 4.000 homens, incluindo bombeiros, brigadas da Conaf e soldados das Forças Armadas e da Polícia, além dos próprios aldeões que tentam manter a salvo seus bens.

Agência EFE

Fotos mostram destruição em penitenciária de Bauru após rebelião

Fotos mostram a destruição no Centro de Progressão Penitenciária (CPP 3) Prof. Noé Azevedo, em Bauru (SP), após rebelião de terça-feira (24). Três pavilhões ficaram destruídos depois que presos atearam fogo em colchões durante uma confusão por causa da abordagem de um agente penitenciário que encontrou um celular com um preso, segundo a Polícia Militar.

Durante a rebelião, 152 detentos conseguiram fugir, mas 111 já foram recapturados, de acordo com a PM. Na quarta-feira (25), os 208 presos que trabalham fora da unidade não puderam sair. O regime do CPP 3 é semiaberto, e todos os detentos têm direito a trabalhar ou estudar fora da unidade.

Câmeras de segurança de empresas vizinhas registraram a fuga de parte dos presos. Nas imagens, é possível ver vários presos fugindo para uma área de matagal. Em seguida, começou o trabalho para localizar e prender os fugitivos.

Os policiais encontraram vários presos que aproveitaram a rebelião para fugir. Um fugitivo se rendeu ao ver que o carro da polícia se aproximava. Já outros suspeitos tentaram roubar um carro para sair da cidade. A polícia fez o cerco, e eles foram presos.

Ainda na noite de terça-feira, foram transferidos 600 presos para quatro penitenciárias de São Paulo. Eles foram levados para presídios em Balbinos, Álvaro de Carvalho, Getulina e Hortolândia. Os outros detentos ficarão no CPP 3 no único pavilhão que não foi destruído. A SAP informou que todos os presos envolvidos na rebelião e os apreendidos regredirão ao regime fechado.
Portal G1

Marisa Letícia está sedada e com quadro de saúde estável

A ex-primeira dama Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, está sedada e com a pressão intracraniana controlada, segundo o novo boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, divulgado por volta das 12h desta quinta-feira, 26. De acordo com o documento, Marisa permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital e seu estado de saúde segue estável.
O Instituto Lula disse que não tem informações sobre a presença de Lula no local. A ex-primeira dama sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico na tarde de terça-feira (24) por causa do rompimento de um aneurisma que ela já tinha há cerca de 10 anos, conforme explicou o médico da família de Lula, o cardiologista Roberto Kalil Filho.
No mesmo dia, ela fez à noite um procedimento cirúrgico para estancar o sangramento. Na manhã de quarta, a ex-primeira dama foi submetida a uma segunda avaliação tomográfica de crânio para controle de sangramento cerebral.
Protesto - Um grupo protestou nesta quarta-feira (25) em frente ao Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde está internada deste ontem a ex-primeira dama Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula. Os manifestantes trouxeram cartazes com imagem de Lula vestido de presidiário e os dizeres "vá para o SUS", para que Dona Marisa seja transferida de um do hospital privado, que é referência no Estado, para o Sistema Único de Saúde.

Com informações da Revista IstoÉ e do Portal Brasil 247

RN recebe 78 agentes da força-tarefa de intervenção penitenciária

Os 78 agentes da força-tarefa que vão atuar nos presídios do Rio Grande do Norte chegaram ao estado na noite da última quarta-feira (25). O foco das ações será a penitenciária de Alcaçuz, onde 26 detentos foram mortos desde o início do ano em uma rebelião motivada pela briga entre facções criminosas. Os agentes vêm do Departamento Penitenciário Nacional; do Rio de Janeiro; do Ceará; de São Paulo; e do Distrito Federal. A grande maioria é formada por agentes federais de execução penal do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Ainda não há previsão de quando eles entram em ação, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc).

A Sejuc informou ao G1 que a forma de atuação desses agentes será definida de acordo com as demandas e com os planejamentos estratégicos coordenados pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social do RN, Caio Bezerra. A assessoria da Sejuc explicou que serão formadas equipes unindo agentes penitenciários do Rio Grande do Norte com os de outros estados, de forma que o trabalho seja integrado.

Esses agentes penitenciários de outros estados têm treinamento especial para atuação em casos específicos como rebeliões, controle da população carcerária e intervenção em unidades prisionais. O trabalho desses profissionais será acompanhado pelo Departamento Penitenciário Nacional.

Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a força-tarefa permanecerá no estado por 30 dias, mas esse prazo poderá ser prorrogado ou antecipado, conforme pedido do governo do RN.

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, afirmou nesta quarta-feira (25) que pretende desativar a Penitenciária de Alcaçuz ainda este ano. Segundo ele, a construção de três novos presídios permitirá a transferência dos presos da unidade.

Operação - Na terça-feira (24), policiais do Bope, Tropa de Choque e o Grupo de Operações Especiais (GOE) da Secretaria de Justiça (Sejuc) entraram na Penitenciária Estadual de Alcaçuz com o objetivo de fazer a identificação e contagem de presos, a finalização da montagem dos contêineres e a retirada de entulhos de dentro da unidade.

Na tarde desta quarta-feira (25), o governo confirmou que pelo menos 56 detentos fugiram e O Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) informou nesta quarta-feira (25) que trabalha com a expectativa de que não sejam encontrados mais corpos de presos mortos na Penitenciária de Alcaçuz.

Poucos minutos após o Grupo de Operações Especiais (GOE) do Sistema Penitenciário sair de dentro do Pavilhão 5 de Alcaçuz presos subiram ao telhado da unidade segurando armas brancas e celulares, fato flagrado pela reportagem do G1.

Os secretários estaduais de Segurança Pública e de Justiça e Cidadania e o comandante da PM se reuniram a portas fechadas após a operação. Todos saíram sem falar com a imprensa, apesar de terem sido questionados sobre o resultado da operação.


Portal G1

Pesquisadores preveem agravamento da seca no Nordeste entre fevereiro e abril

A seca na Região Nordeste, que já dura cinco anos, deve se agravar ainda mais no período de fevereiro a abril, de acordo com a Previsão Climática Sazonal. O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
As previsões indicam que neste ano haverá menos chuvas na região, causando preocupação com o quadro hídrico. Segundo o documento, a tendência é que os reservatórios do Nordeste não tenham recuperação significativa durante a estação chuvosa, uma vez que as precipitações devem ficar abaixo da média histórica.
Os pesquisadores alertam para o "acentuado risco" de esgotamento da água armazenada em represas e açudes, entre novembro deste ano e janeiro de 2018, nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco.
Pelo aumento do potencial de queimadas a partir de fevereiro, a estiagem na região do extremo norte da Região Norte também gera preocupação, especialmente nas áreas leste e nordeste de Roraima.
Isso deve ocorrer em função das temperaturas mais altas. A seca eleva o risco de focos de incêndio, que podem se alastrar por grandes áreas de floresta. "Se a cobertura vegetal diminui, o solo fica mais exposto e gera um aumento maior na temperatura. É um círculo vicioso", diz o coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo. O Cemaden é ligado ao MCTIC e tem participação no grupo de trabalho.

Agência Brasil

Maracanã à Luz de Velas

O abastecimento de energia elétrica do estádio do Maracanã, na Zona Norte do Rio, foi cortado na manhã desta quinta-feira (26) por falta de pagamento. Já são 5 meses de atraso, num total de R$ 3 milhões em dívidas. Em setembro e outubro, o Comitê Rio 2016 ainda era o responsável pela gestão do estádio por conta da Olimpíada. Estes dois meses, segundo o Rio-2016, serão parcelados e pagos. Desde novembro, no entanto, a concessionária Odebrecht-Maracanã passou a administrar o estadio. Mas, de acordo com a Light, não pagou os últimos três meses.

Portal G1





Prazo de inscrição do SISU é prorrogado até domingo

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou as inscrições dos estudantes no Sistema de Selação Unificada (Sisu) até as 23h59 do próximo domingo (29). O prazo estava previsto para terminar amanhã (27). O ministério decidiu prorrogar após estudantes terem relatado dificuldades para acessar o sistema. O resultado está mantido para segunda-feira (30).
"Em atenção aos estudantes, que manifestaram o pedido, e em virtude das dificuldades de acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) nos primeiros dias, o MEC decidiu prorrogar o prazo de inscrições em 48 horas", diz o comunicado do ministério.
Até as 18h de hoje (26), foram registrados 2.090.451 inscritos e 4.033.178 inscrições. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso universitário.
 Ao todo, são 238.397 vagas em 131 instituições públicas, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais.
O Sisu seleciona os estudantes com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cabe a cada instituição definir o cálculo que utilizará para a seleção dos novos alunos. Para participar do processo, o estudante não pode ter tirado nota zero na redação do exame. Ao todo, mais de 6,1 milhões fizeram o Enem em 2016.
O período de matrícula será de 3 a 7 de fevereiro. Os candidatos que não forem selecionados na chamada regular poderão participar da lista de espera, entre 30 de janeiro e 10 de fevereiro. Esses candidatos serão convocados a partir do dia 16 de fevereiro, caso haja vagas remanescentes.
Problemas no acesso
Ontem (25), no segundo dia de inscrições para o Sisu, candidatos reclamaram nas redes sociais que não conseguiam acessar a plataforma. Estudantes relataram que, quando tentavam entrar no sistema, recebiam o aviso de que os dados estavam incorretos. As reclamações começaram no primeiro dia de inscrições, principalmente de quem fez a segunda aplicação da prova, em dezembro.
De acordo com MEC, as falhas foram identificadas e sanadas. Por meio de nota, o ministério ressaltou que não haverá prejuízo a nenhum candidato.
Nota de corte
Após a abertura das inscrições, são divulgadas uma vez por dia ao notas de corte de cada um dos cursos, tanto pelo sistema universal quanto pelo sistema de cotas.
O candidato também pode consultar, em seu boletim, a classificação parcial na opção de curso escolhido. Ao final do período de inscrição, é divulgada a lista de selecionados. No boletim de acompanhamento, o candidato pode consultar sua classificação e o resultado final. Ao longo do período de inscrição, o candidato pode mudar as opções de curso.
O Ministério da Educação ressalta que tanto a classificação parcial quanto a nota de corte são calculadas a partir das notas dos candidatos inscritos na mesma opção. Portanto, são apenas uma referência, não sendo garantia de seleção para a vaga ofertada.

Agência Brasil

Brasil vê oportunidades se Trump adotar políticas protecionistas, diz ministro

O Brasil tem a oportunidade de fortalecer os laços com países do Pacífico e da Europa se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotar políticas protecionistas, disse o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços na quinta-feira.
Em entrevista à Reuters, o ministro Marcos Pereira apontou para o México, um concorrente de longa data para o comércio e o investimento na América Latina, como um dos países que poderiam desenvolver relações comerciais mais fortes com o Brasil.
As tensões entre o México e os EUA aumentaram desde que Trump tomou posse, com o presidente norte-americano dizendo que pretende renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e construir um muro na fronteira EUA-México. O presidente mexicano Enrique Pena Nieto, na quinta-feira, cancelou uma reunião planejada com Trump.
Pereira também disse esperar que o Chile e o Peru busquem se aproximar mais do Brasil e do Mercosul, bloco comercial sul-americano, agora que Trump retirou os Estados Unidos da Parceria Transpacífico.
Ele acrescentou que a chegada de Trump à Casa Branca levou a União Europeia a demonstrar maior interesse em concluir um acordo comercial com o Mercosul que está sendo discutido há 15 anos.
Ao mesmo tempo, Brasília espera que Trump não restrinja o comércio entre os EUA e o Brasil. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, depois da China, e o maior mercado de seus produtos manufaturados, incluindo aviões comerciais.
"O Brasil até agora não está na mira de Trump. Creio que não haverá prejuízo para a indústria brasileira

"Creio que nós teremos oportunidades de avançar com os EUA, mas também e sobretudo com aqueles países onde eles estão colocando impedimentos, como os países da aliança do Pacífico. Com a saída deles do TPP, acho que aumenta nossas chances de avançar com países como Peru e Chile." 
O Brasil pode não estar no radar do Trump porque compra mais dos Estados Unidos do que vende lá, registrando um déficit de 646 milhões de dólares no ano passado, e não está atraindo investimentos que ameacem empregos nos EUA.
"ANO CHEIO"
Assolado pela pior recessão em um século, o Brasil está ansioso para expandir suas exportações e está pronto para agarrar oportunidades de comércio com os países que enfrentam retrocessos em seu acesso ao mercado dos EUA.
O comércio com o México, a maior economia da América Latina depois do Brasil, tem potencial para crescer à medida que a relação EUA-México se agrava.
"Vemos isto como uma oportunidade para ampliar nossas discussões comerciais, e espero que eles tenham a mesma visão. Seria bom para o Brasil mas sobretudo para eles porque quem está pressionado são eles", disse Pereira.
O ministro também saiu do Fórum Econômico Mundial em Davos na semana passada, convencido de que a UE está mais propensa do que nunca para chegar a um acordo com o Mercosul.
Segundo ele, um acordo poderia ser acertado politicamente no início do próximo ano, deixando questões espinhosas como a resistência francesa e irlandesa para reduzir as barreiras agrícolas a serem trabalhadas mais tarde.
O Brasil está em negociações de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio que agrupa Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein --países não membros da UE--, bem como com o Canadá.
O governo Trudeau no Canadá também sinalizou que quer negociar uma solução para uma disputa sobre os subsídios para a fabricante de aviões Bombardier que o Brasil ameaçou recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), disse Pereira.
"Vai ser um ano divertido no mínimo, de bastante diálogo com esses players, para tentar substituir esse aumento do protecionismo que vem aí e agora ficou mais robusto por conta da postura do novo presidente americano", resumiu.
Agência Reuters

Advogado afirma que Eike Batista deve se entregar

Surpreso com a decretação da sua prisão, o empresário Eike Batista pretende se apresentar à Justiça Federal, mas ainda não tem data nem local para fazê-lo, informou o advogado de defesa, Fernando Martins, ao Estadão.
O defensor informou que as autoridades é que deverão definir as condições para apresentação do empresário.
"Ele (Eike) está surpreso, uma vez que sempre esteve à disposição das autoridades, mas muito tranquilo porque tem certeza que vai prestar todos os esclarecimentos necessários", disse Martins. "Ele vai se entregar e se colocar à disposição da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, como fez em outras oportunidades. Estou em contato com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para combinar.
"Não tem ainda (data para se entregar). Não combinei ainda com a PF ou MPF onde ele se apresentará, mas será a critério desses órgãos", disse.
Segundo o advogado, Eike está em Nova York desde a terça-feira, 24. Sua mulher, Flávia, e o filho caçula do casal também estão nos Estados Unidos desde esta quarta-feira, 25.
O empresário tem passaporte alemão. A Polícia Federal informou que já está em contato com a Interpol, para localizá-lo. O delegado Tacio Muzzi informou que o nome de Eike poderá ser incluído na difusão vermelha da Interpol - índex dos mais procurados em todo o mundo.
A Operação Eficiência, desdobramento da Calicute - versão local da Lava Jato no Rio -, acusa Eike de ter pago propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral por meio da conta Golden Rock no TAG Bank, no Panamá.
Prédio de Trump - Foragido da Justiça brasileira, o empresário Eike Batista está hospedado no apartamento de um renomado advogado carioca, em Nova York. A Polícia Federal foi à residência de Eike, no Jardim Botânico, às 6h desta quinta-feira, mas ele não foi localizado. Ele viajou na terça-feira à noite para Nova York em um voo da American Airlines. A PF investiga se ele usou um passaporte alemão (Eike é filho de alemã e tem dupla cidadania) para embarcar.
O apartamento fica na Trump Tower, do atual presidente dos EUA Donald Trump, um arranha-céu localizado em frente ao Central Park, que possui 202 metros de altura e 58 andares. Caso o empresário não se apresente à Justiça brasileira, será colocado na difusão vermelha da Interpol - índex dos mais procurados em todo o mundo.

Com informações da Rádio Jovem Pan (SP) e do Jornal O Dia (Rio)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Trump anuncia no Twitter construção de muro na fronteira com o México

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu ordenar nesta quarta-feira, 25, a construção de um muro na fronteira com o México, uma das principais promessas de campanha feita pelo republicano. A informação foi divulgada pelo empresário em sua conta no Twitter.
"Grande dia planejado sobre segurança nacional amanhã. Entre outras coisas, nós vamos construir o muro!", escreveu o presidente na rede social. Trump planeja assinar uma ordem executiva para direcionar recursos federais para a construção do muro em visita ao Departamento de Segurança Interna nesta quarta. Fontes da Casa Branca já confirmavam a informação durante a tarde da terça-feira, 24.

Para construir o muro, Trump poderá se apoiar numa lei de 2006 que autorizou a instalação de cercas ao longo da fronteira. Essa legislação levou à construção de cerca de 1.126 quilômetros de barreiras de diversos tipos, feitas para bloquear a passagem tanto de pessoas quanto de veículos.

O presidente americano argumenta que é vital controlar a entrada de imigrantes ilegais nos Estados Unidos. Na mesma linha, Trump deve assinar também ordens executivas para restringir a entrada de refugiados no país. Ele deve banir a imigração da Síria e de outros seis países do Oriente Médio ou da África, de acordo com fontes da Casa Branca.
Além da Síria, a ordem de Trump deve restringir temporariamente o acesso aos EUA à maioria dos refugiados. Outra das medidas prevê o bloqueio de vistos emitidos para Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen, disseram os funcionários sob condição de anonimato.
Durante a campanha, Trump prometeu proibir temporariamente os muçulmanos de entrar nos EUA para proteger os americanos de ataques jihadistas. Muitos partidários de Trump condenaram a decisão do ex-presidente Barack Obama de aumentar o número de refugiados sírios que os EUA aceitariam com medo de que entre os que fogem da guerra civil estivessem jihadistas que poderiam cometer atentados em território americano.

Estadão

Marisa Letícia passa por cirurgia e está em tratamento intensivo em SP

Boletim Médico divulgado pelo hospital Sírio-Libanês na noite de hoje (24) informou que Marisa Letícia Lula da Silva, esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, irá continuar em tratamento intensivo por tempo indeterminado.

Ela deu entrada no hospital com uma hemorragia cerebral em razão da ruptura de um aneurisma. De acordo com o Sírio-Libanês, ela passou por uma cirurgia endovascular – cateterismo – para o fechamento do aneurisma.
“A paciente Marisa Letícia Lula da Silva deu entrada no Hospital Sírio-Libanês na tarde desta terça-feira com hemorragia cerebral por ruptura de um aneurisma. Foi imediatamente submetida a um atendimento de emergência, seguido de cirurgia endovascular (embolização) e oclusão do aneurisma. Deverá seguir em tratamento intensivo por tempo indeterminado”, diz o texto do boletim.
A ex-primeira-dama está sendo tratada pelas equipes dos médicos Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas.

Agência Brasil

Moradores de Bauru relatam pânico e cidade vazia após fuga de detentos

A administradora Nadia Bicarato trabalhava na unidade do Poupatempo, na Avenida Nações Unidas, uma das principais de Bauru, interior de São Paulo, quando foi alertada pela segurança do local de que acontecia uma rebelião no CPP 3 (Centro de Progressão Penitenciária) e muitos presos tinham fugido em direção à cidade. "Nisso a gente já estava recebendo um monte de mensagens pelas redes sociais e as pessoas que estavam sendo atendidas também começaram a contar que tinha havido fuga em massa e que os presos estavam vindo para o centro. Nossa unidade fica numa avenida movimentada, e vimos que as lojas e outros estabelecimentos estavam fechando", relata.
O CPP fica a 5 quilômetros da cidade, na margem da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, e a fumaça que saía do presídio já era vista do centro. "Nesse momento, havia uma mobilização muito grande da Polícia. Tinha viaturas, helicópteros, policiais, aí criou o pânico. As ruas começaram a ficar vazias, a cidade estava parando. Foi quando consultei a direção do Poupatempo e foi recomendado que fechássemos as portas principais." Segundo ela, o atendimento não foi interrompido, porque a porta lateral permaneceu aberta e, assim que a situação acalmou, as outras foram reabertas. "Mas o movimento caiu, as pessoas que tinham sido atendidas saíam olhando para os lados, visivelmente assustadas. O movimento continuou baixo a tarde toda, acho que as pessoas preferiram ficar em casa."
Nádia conta que ligou em sua casa e também para os pais, pedindo que não saíssem. "Percebi que todo mundo estava fazendo a mesma coisa, principalmente porque saíram boatos nas redes sociais que o shopping tinha sido invadido, estavam havendo arrastões, tinha tiroteio e gente morta." O taxista Vicente Peres Junior relata que ele e os colegas foram avisados pelo rádio que os presos estariam armados com foices e facões e ameaçando motoristas para pegar os carros para a fuga. Ele, que mora na Vila Santo Antonio, deixou o ponto e foi para casa. "Não ia adiantar ficar trabalhando e correndo risco", disse.  
Funcionário de uma lotérica e assustado com a movimentação, Luis Claudio Duarte pediu ao gerente que fechasse as portas e ele atendeu. "Em condições normais já há risco, imagine com um monte de preso solto na rua."
Expediente suspenso. O clima de tensão na cidade, de 350 mil habitantes, levou a prefeitura a suspender temporariamente o atendimento ao público nos serviços municipais, no final da manhã. De acordo com nota, a suspensão foi determinada "como medida de precaução em razão da rebelião no CPP 3 e consequente fuga de detentos". Segundo a prefeitura, as unidades de saúde e os atendimentos de urgência e emergência não foram afetados, assim como o funcionamento interno das repartições. Por determinação do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), as atividades foram retomadas a partir das 14 horas.
Boatos. O clima de tensão e os boatos levaram a Polícia Militar e as empresas a emitir notas desmentindo informações que circulavam pelas redes sociais como a da invasão de shoppings e de um hipermercado, com a tomada de reféns. Ainda segundo a PM, houve três roubos na cidade durante o período da rebelião, mas não era possível estabelecer ligação com os fatos.
A polícia confirmou que um carro foi roubado para os presos fugirem, porém, o veículo foi recuperado. Segundo a PM, não houve mortes, apenas alguns feridos sem gravidade durante o motim. 
Como ainda havia presos foragidos, a orientação era para que as pessoas tomassem cuidado, mas sem motivo para pânico, já que os fugitivos estariam, em sua maioria, na zona rural do município. 

Estadão

Réu em Ação Civil Pública, ex-secretário é investigado criminalmente por compra de tornozeleiras eletrônicas

Réu em Ação Civil Pública por improbidade administrativa na compra de tornozeleiras eletrônicas, o ex-secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel César Rubens Monteiro de Carvalho, ainda está sendo investigado criminalmente pelo Ministério Público estadual. O alvo dos promotores também é o contrato da pasta com o Consórcio de Monitoramento Eletrônico de Sentenciados (CMES) para compra dos aparelhos de monitoramento.

As investigações do MP apontam que fraudes no contrato com o consórcio geraram um prejuízo de R$ 12 milhões aos cofres públicos. Quatro ex-funcionários da Secretaria de Administração Penitenciária e o representante do CMES, o empresário Marcelo Ribeiro de Almeida, já foram denunciados pelo MP pelos crimes de fraude em licitação e peculato. César Rubens também é investigado pelos mesmos delitos.

Os promotores apuram ainda os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em relação a todos os réus da Ação Civil Pública - além de César Rubens, os cinco denunciados pelo MP e mais outros dois ex-funcionários da Seap.

De acordo com as investigações do Ministério Público, foi montado um esquema criminoso dentro da secretaria para que o contrato com o Consórcio de Monitoramento Eletrônico de Sentenciados fosse prorrogado, mesmo com outra empresa, a Spacecom, oferecendo o serviço por valor mais baixo. O contrato com o consórcio foi assinado em 2011, e prorrogado em 2012 e 2013. Em 2014, mesmo após o contrato ter sido encerrado, a empresa recebeu ao menos R$ 2 milhões da secretaria.

Procurado pelo EXTRA, o coronel César Rubens afirmou que a proposta de preço mais baixo que havia era para equipamentos de qualidade inferior ao que era fornecido pelo consórcio, por isso optou-se por manter o serviço que já era fornecido. A proposta mais baixa era da empresa Spacecom. O preso que utiliza o aparelho da empresa precisa ficar conectado à tomada para recarregá-lo. Além disso, segundo o secretário, o aparelho da Spacecom é maior do que o do consórcio.

- O gestor sempre fica dividido entre o barato e o bom. Mas o bom nem sempre é barato. O gestor não tem que ser escravo do menor preço. Continuo achando que o aparelho que a gente usava era melhor do que aquele que a Seap usa hoje (da Spacecom). Se a tornozeleira será usada pelo preso busca ressocialização, não faz sentido ser um equipamento que gera constrangimento - ponderou o coronel.

César Rubens afirma ainda que não houve nenhum tipo de favorecimento do consórcio e a prorrogação de um contrato existe muitas vezes é benéfica para os cofres públicos. Já Marcelo Ribeiro de Almeida afirmou que ainda não teve acesso aos processos, e por isso não podia se pronunciar sobre as acusações.


Jornal Extra (Rio)

Elite norte-coreana está se voltando contra líder Kim Jong Un, diz diplomata

A elite norte-coreana está expressando seu descontentamento com o jovem líder Kim Jong Un e seu governo, à medida que mais informações do exterior infiltram o país isolado, disse o ex-vice-embaixador norte-coreano em Londres nesta quarta-feira.
Thae Yong Ho desertou para a Coreia do Sul em agosto do ano passado, e desde dezembro de 2016 vem conversando com a mídia e participando de vários programas de TV para debater sua deserção para Seul e sua vida como enviado de Pyongyang.
"Quando Kim Jong Un chegou ao poder, tive esperança de que ele iria tomar decisões sensatas e racionais para salvar a Coreia do Norte da pobreza, mas logo me desesperei vendo-o expurgar autoridades sem razões apropriadas", contou Thae durante sua primeira coletiva à imprensa estrangeira nesta quarta-feira.
"A discórdia ou a crítica ao regime, até recentemente impensável, está se tornando mais frequente", disse Thae, falando em inglês fluente com sotaque britânico. "Temos que borrifar gasolina na Coreia do Norte e deixar o povo norte-coreano incendiá-la".
Thae, de 54 anos, afirmou publicamente que sua insatisfação com Kim Jong Un o levou a deixar o cargo. Dois filhos em idade universitária que moravam com ele e a esposa na capital inglesa também desertaram.
As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra porque o conflito de 1950-53 terminou em trégua, não em tratado de paz. O Norte, que está sujeito a sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) em função de seus programas nuclear e de mísseis, ameaça destruir o Sul e seu principal aliado, os Estados Unidos, com frequência.
Thae é o funcionário de mais alto escalão a fugir da Coreia do Norte e entrou na vida pública na capital sul-coreana desde a deserção de Hwang Jang Yop, o mentor da ideologia reinante no Norte, a "Juche", que mistura marxismo e nacionalismo extremo, em 1997.
O sistema norte-coreano atual não tem "nada a ver com o verdadeiro comunismo", opinou Thae, acrescentando que a elite, como ele, observou com apreensão países como Camboja, Vietnã e a ex-União Soviética adotarem reformas econômicas e sociais.

Thae disse que mais diplomatas de seu país estão na Europa esperando para desertar para o Sul.
Agencia Reuters

Combate à sonegação é suficiente para cobrir gastos com Previdência, diz especialista

A evasão somada à sonegação fiscal de empresas brasileiras chega a 27% do total que o setor privado deveria pagar em impostos no Brasil, o equivalente a cerca de R$ 500 bilhões. O alerta faz parte do informe anual da Organização das Nações Unidas (ONU) que destaca que o fenômeno presente em toda a América Latina impede que governos tenham acesso a recursos que poderiam ser usados para financiar serviços públicos.
Na avaliação da entidade, para que os ganhos sociais possam ocorrer até 2030, os governos latino-americanos terão de investir mais. E, para isso, terão de elevar sua capacidade de arrecadação. Em alguns países da região, porém, a receita com impostos ainda representa menos de 20% do PIB.
Em entrevista ao Brasil de Fato, a especialista em orçamento público do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Grazielle David, aponta que os principais motivos para a sonegação fiscal no Brasil ser tão elevada está nas leis flexíveis e na ausência de investimentos no combate ao problema.
Segundo a especialista, os impostos mais sonegados no país são Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias que, se arrecadados, poderiam ser destinados à Previdência Social, por exemplo.
“Em 2015, a sonegação chegou a R$ 500 bilhões, o equivalente a 5 vezes o orçamento da Saúde ou todo o orçamento da Previdência Social. Em um momento que se fala que a Previdência precisa ser completamente reformada e os direitos negados, se todo o valor da sonegação fosse recuperado, toda a Previdência poderia ser paga”, diz David.
Confira a entrevista na íntegra.
Brasil de Fato: Quais as principais origens da sonegação fiscal no Brasil?
Grazielle David: Existem alguns estudos nacionais e internacionais, além desse da ONU, que aprofundam um pouco essas questões da evasão e da sonegação fiscal. Um grande grupo que sempre pesquisa sonegação fiscal no Brasil é o Sinprofaz, o Sindicato dos Procuradores da Fazenda. Há uns 10 anos eles divulgam anualmente uma avaliação da sonegação no país. É interessante ver que esse número da ONU está bem próximo das análises que o Sinprofaz já fazia. O último estudo deles, em relação ao ano de 2016, diz que a sonegação fiscal fica em torno de 25% a 28% da arrecadação, o que fica na mesma linha da ONU. Além disso, quando se pensa, não por proporção da arrecadação, mas pela proporção do PIB, o estudo do Sinprofaz diz que a sonegação chega a 10% do PIB nacional. Nesse mesmo estudo foi identificado ainda que os tributos mais sonegados são o ICMS, o principal tributo estadual, o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias.
Outro grupo, que é internacional, o TX Justice Network, uma rede de justiça tributária, utiliza dados do Banco Mundial e observou que o Brasil era vice-campeão mundial na sonegação de impostos, com algo em torno de 13% do PIB. Um valor bem considerável.
Já o estudo do GFI, Global Financial Integrity, que trabalha com informações de fluxos financeiros, conseguiu captar quais os mecanismos utilizados para promover evasão fiscal. Eles observaram uma questão muito interessante: a priori, sempre se pensava que o dinheiro que saía de um país para um paraíso fiscal era fruto de corrupção ou dinheiro puramente ilícito. Porém, eles puderam observar que grande proporção - cerca de 80% dos fluxos financeiros - desse dinheiro tem relação com o setor privado e que o principal mecanismo utilizado é o sub-faturamento. 
Isso significa que quando as empresas vão fazer as notas fiscais, ou seja, informar seu faturamento, elas informam com um valor inferior e, assim, conseguem pagar tributos menores, já que muitos deles são sobre o valor de faturamento. Um grande exemplo prático disso é a Vale, que está como uma das grande devedoras do país, inscrita na dívida ativa da União. O Inesc fez um estudo sobre a Vale e observou que a empresa vendia o ferro, que é seu principal minério exportador, a um preço abaixo do mercado internacional. Depois exportava para ela mesma, normalmente para um paraíso fiscal, e, a partir dali, revendia. Ganhando, dessa forma, duas vezes: primeiro, porque deixou de pagar os tributos sobre o faturamento e, depois, porque revende com o valor de mercado lucrando muito.
Como esse valor que não é arrecadado poderia contribuir para os investimentos públicos?
A ONU realiza alguns estudos para analisar a melhor forma de financiar os antigos Objetivos do Milênio, atualmente, denominados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Até então, eles contavam muito com as doações dos países mais ricos e mais desenvolvidos que ajudavam os países em desenvolvimento. Com o cenário de crise econômica global, desde 2008, eles perceberam que talvez isso não seria mais viável. Então, começaram a pensar em alternativas estudando os fluxos financeiros. Com isso, observaram que os países em desenvolvimento sofrem muito com a sonegação fiscal, tanto das empresas nacionais quanto, principalmente, das multinacionais. Por isso começaram essa campanha contra a sonegação, o que poderia ser eficaz na arrecadação para o financiamento dos ODS.
Essa lógica é a mesma que diversos movimento sociais, organizações e universidades seguem no Brasil. Assim que o governo anunciou diversos cortes necessários e o déficit fiscal no país, vários grupos começaram a apresentar alternativas e a rejeitar as medidas de austeridade, porque seria o mesmo que a ONU dizer que no cenário de crise os investimentos nos ODS iam parar.
Aqui no Brasil, estamos indo no sentido contrário da ONU. No lugar de pensarmos em alternativas que poderiam financiar os direitos e as políticas públicas, como diminuir as desonerações tributárias e investir no controle da sonegação fiscal, estamos implantando medidas de austeridade.
Em 2015, por exemplo, a sonegação chegou a R$ 500 bilhões, o equivalente a 5 vezes o orçamento da Saúde ou todo o orçamento da Previdência Social. Em um momento que se fala que a Previdência precisa ser completamente reformada e os direitos negados, se todo o valor da sonegação fosse recuperado, toda a Previdência poderia ser paga.
Quais as principais medidas a serem tomadas para um combate efetivo da sonegação no Brasil?
O primeiro passo é revogar todas as leis que extinguem a punição de quem comete crimes tributários caso o pagamento do tributo seja realizado. Assim como qualquer outro crime, a sonegação deve ser punida adequadamente, ao ponto de que não seja benéfico cometê-la. Enquanto for mais lucrativo sonegar e cometer um crime tributário vai haver grande motivação para que isso aconteça. Tanto é verdade que a sonegação entra dentro do planejamento tributário das empresas, principalmente das grandes, que tem capacidade de pagar caro por advogados, economistas e contadores que conseguem, com um planejamento tributário mais agressivo, incluir a sonegação como uma estratégia. Porque se eles deixam de pagar os tributos ao longo do ano investem esse valor e rende muito. E após cinco anos, se a sonegação não for descoberta, prescreve.
Além da questão legal, também seria muito importante trabalhar a questão da fiscalização. Temos a Receita Federal e os fiscos estaduais, muitas vezes, com pouca estrutura. A gente vive hoje em um mundo extremamente tecnológico, com uma capacidade de integração entre as cidades altíssima, mas diversas administrações estão com seus equipamentos completamente defasados. Por mais que sejam criados softwares interessantes de cruzamento de dados e de controle de integração, os equipamentos não têm capacidade para suportá-los. Precisaria ser investido um pouco mais na administração e sua infraestrutura e na contratação de pessoal.
Se a gente for pensar, por exemplo, na Procuradoria da Fazenda Nacional, que faz o controle da dívida ativa, responsável por cobrar os sonegadores, estão extremamente sobrecarregados. São pilhas e pilhas de documentos para cada procurador, que não consegue cobrar adequadamente. Eles, inclusive, soltaram uma nota dizendo que ao ano eles arrecadam apenas 1% da dívida ativa, uma porcentagem extremamente pequena.
Na sua opinião, há uma má-vontade política em aprimorar os mecanismo de combate à sonegação?
Parece que sim. Sempre que a gente traz essa possibilidade, ela é encarada como impossível de ser realizada. É interessante como todas as medidas de austeridade são consideradas embasadas cientificamente e as medidas alternativas - combate à sonegação, repensar as exonerações realizadas e melhorar a eficiência da cobrança da dívida ativa - são consideradas utópicas. Isso demonstra algumas ideologias e interesses envolvidos.
Os crimes tributários, como a sonegação, deixaram de ser crime de fato porque perderam a punição a partir de 1996, um ano de grandes medidas de austeridade no país. Podemos perceber, então, que nos ciclos de medidas de austeridade e de liberalismo econômico, temos cenários que cortam investimentos públicos, se amplia o valor do orçamento público que vai para o que podemos chamar de financismo e se beneficia grandes grupos econômicos, que normalmente são capazes de realizar grande sonegações. Se a gente observar os 500 maiores devedores inscritos na dívida ativa da União, percebemos que são grandes corporações. Percebe-se um interesse em beneficiar exatamente esses grupos. O poder econômico está muito ligado com o poder político, existe uma troca de favores ali.
Brasil de Fato

Obamacare com os dias contados

Considerada uma das grandes realizações do ex-presidente, a reforma do sistema de saúde já está ameaçada. Donald Trump prometeu revogar. No dia de sua chegada à Casa Branca, ele assinou seu primeiro decreto presidencial para o efeito, ordenando as agências governamentais para aliviar os regulamentos relacionados com a "Obamacare", enquanto se aguarda uma decisão do Congresso sobre o substituição da lei.
Duas semanas antes, Barack Obama ordenou seus aliados democratas para "lutar" contra a anunciada redução da sua reforma, adotada em 2010, após uma maratona legislativa real.

Promulgada em 23 de Março de 2010, após vários confrontos com os republicanos, a Lei sobre Proteção e pacientes organizou uma reforma do sistema de saúde sem precedentes em meio século.

Ele foi projetado para fornecer cobertura médica para 53 milhões de americanos que não tinham. Com esta lei, as seguradoras já não têm o direito de alterar o montante dos prêmios de seguro como histórico médico, de se recusar a fornecer um paciente muito caro ou de limitar o valor do reembolso, as práticas que levaram uma vez pacientes graves para a ruína.

A reforma também exige que as seguradoras para cobrir determinados serviços, tais como a hospitalização, atendimentos de emergência e cuidados preventivos, como o rastreio de diabetes e vacinas. Outro aspecto popular é a oportunidade para que os filhos sejam dependentes dos seus pais seguro de até 26 anos.

Em troca, a lei exige que todos possam assegurar, sob pena de uma multa de pelo menos US $ 695 - Deste modo, as contribuições de pessoas saudáveis ​​superam os custos de mais doente. Esta obrigação, os republicanos vêem como uma interferência federal em a vida diária dos norte-americanos e um imposto escondido.

Em outubro de 2013, a reforma se materializou com a abertura de inscrição on-line no portal Healthcare.gov. Mas o processo foi rapidamente afetados por problemas do computador. Mas devido a falhas no sistema do site, saiu do ar.

Quatro anos depois, a reforma tem ajudado a aumentar o número de segurados de quase 20 milhões, e para reduzir drasticamente o número de segurados em 16% em 2010 para 8,9% em 2016, de acordo com a Casa Branca - um recorde de baixa. Mas, por mais de 10 milhões de pessoas que devem garantir em 2017 pelo portal "Obamacare", mas o preço vai aumentar em 25%.

"Os americanos estão muito preocupados; 22 milhões de pessoas recém-segurados não sei o que vai acontecer. A preocupação é partilhada pelas seguradoras, hospitais ... Mesmo no lado republicano, as modalidades da sua divisão de supressão. Trump não percebe claramente a complexidade da coisa. Estes estados cinquenta, cinquenta com sistemas diferentes, é extremamente complexa para alterar. "

O plano republicano, como descrito pelo presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, é remover a obrigação de seguro em nome da liberdade de escolha e a não-dependência de filhos até 26 anos. Eles prometem uma revogação do "Obamacare" e a votação de um substitutivo para evitar um buraco na cobertura e tranquilizar o setor dos seguros e da saúde complementar.


Com informações do Le Monde (França)