sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Venter, novo trabalho da musicista Camila Ribeiro, contribui com o Agosto Dourado, propondo reconexão com a natureza

“A canção Ode a Odé tem inspiração na lenda de amor de Odé, deus da caça na mitologia africana, cujo fruto foi Logun – Edé, e Oxum, Rainha das águas doces. Esta história de amor reúne o equilíbrio dos elementos da natureza. Dialogando com o Agosto Dourado, essa lenda ensina que a natureza da mulher é de parir de forma normal e amamentar sua prole com o leite gerado pelo ciclo hormonal da gestação. Interromper o equilíbrio do curso natural do parto e da amamentação traz consequências ruins para a mulher, que, muitas vezes, adquire sequelas físicas e psicológicas; e para o bebê, que perde a imunidade e pode adquirir doenças ainda na fase de recém – nascido, ” explica a musicista Camila Ribeiro. 

Os singles Má, composto e interpretado em parceria com a cantora, compositora e instrumentista carioca Monique Kessous, e Brincando na Bahia, que marca a minha parceria com o músico Davi Moraes, “Pai da Guitarra rítmica no Brasil”, simbolizam a gestação de uma obra, que congrega diversas influências musicais e experiências rítmicas, tão natural quanto à vinda de um ser ao mundo e à amamentação. Venter nos brinda com outra música que remete a elementos fundamentais na relação mãe e bebê ao longo da amamentação. Aspirante, um choro temperado com Maxixe, composto por Denny Kessous com a participação especial do violonista de 7 cordas Rogério Caetano, é um convite ao reencontro com o acalento, o cuidado, o ninar práticas saudáveis para a saúde física e psicológica da mãe e do bebê. A trilha pode acompanhar e inspirar mãe e filho na amamentação. Novamente o apelo à valorização e homenagem às raízes se faz presente em Ciranda Sobre o Tempo, uma homenagem às referências judaicas trazidas pelos imigrantes ao Brasil. Ajaí no Baque é um manifesto de resistência à música popular baiana, referendada nos bastidores por artistas do Axé Music.

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