sábado, 16 de maio de 2020

17 de maio: todos contra a LGBTfobia


Neste domingo,17 de maio, acontece o “Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia” e, segundo o professor  Iran Melo,  à frente do NuQueer – Núcleo de Estudos Críticos do Discurso e Teoria Queer (UFRPE), esta data visa conscientizar a sociedade sobre a luta contra a discriminação à população LGBT+.  "Este dia foi escolhido porque, em 17 de maio de 1990, a OMS excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID)", explica. "Ficou reconhecido que este comportamento é apenas um traço da personalidade, não um distúrbio da mente", complementa.

NuQueer - O Núcleo de Estudos Críticos do Discurso e Teoria Queer (UFRPE), coordenado pelo Prof. Iran, foi criado no início deste ano. “As universidades públicas de grande porte têm como pilares três grandes eixos:o ensino, o que passamos em sala de aula; a pesquisa, que são as atividades de investigação e produção, e a extensão, o trabalho na comunidade. No caso do NuQueer, é atuar, pela pesquisa, ajudando esse segmento da comunidade Queer no combate às violências dentro e fora da universidade”, afirma.

Universo Queer - Se o público LGBT - por ter uma identificação e orientação fora do binário - já sofre discriminações e violações de direitos humanos, como moradia, estudo e empregabilidade, por exemplo, imaginemos o segmento Queer, ainda mais visado. Muito disso, por falta de conhecimento. E do que se trata o Queer? “O que a gente geralmente chama de Queer é uma tentativa de romper a lógica de que gênero e sexualidade se dão nas planilhas binárias. Esses corpos são resistências que não se enquadram e por isso sofrem muito, pois a sociedade exige um enquadramento”, responde Iran Melo.

A palavra “Queer” é um termo inglês que pode ser traduzido por “insólito” ou então “insólito”, ou ainda “estranho”, “ridículo”, originalmente pejorativo. Entretanto, hoje a palavra foi ressignificada e denomina pessoas dispostas a romper com a heteronormalidade e a padronização de belezas dentro do universo LGBT. Pessoas trans, travestis, drag queens ou gênero fluido, por exemplo, hoje se denominam Queer para lutar por mais espaços na sociedade.

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