O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu nesta quarta-feira (3) a autoria do atentado suicida com bomba, durante a passagem de um comboio da missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão. O atentado ocorreu em área de alta segurança de Cabul e matou pelo menos nove pessoas, segundo informação de fóruns jihadistas à Agência Amaq, órgão de propaganda do Estado Islâmico.
Em comunicado, cuja autenticidade não pôde ser verificada, o grupo assegurou que "uma fonte de segurança disse à agência Amaq que um mártir do Estado Islâmico detonou carro-bomba contra um grupo de forças americanas, perto da Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Cabul". De acordo com a fonte, "pelo menos oito soldados americanos morreram na explosão e outros ficaram feridos".
Segundo confirmou o porta-voz da polícia de Cabul, Basir Mujahid, à Agência EFE, a explosão ocorreu às 7h45 (horário local, 0h55 de Brasília), no Distrito Policial 9, no centro da capital afegã, durante a passagem de comboio da Otan e "perto da Embaixada dos EUA".
Além disso, um porta-voz da missão da Otan no país, William K. Salvin, confirmou, em breve comunicado, que o comboio foi atacado por homem-bomba e que na ação ficaram feridos três de seus integrantes.
No entanto, de acordo com a Amaq, vários membros das forças de segurança afegãs morreram no ataque e pessoas ficaram feridas. Dois veículos blindados dos EUA foram destruídos.
Em outro ataque no mês passado, na área de maior segurança de Cabul, cinco civis morreram e três pessoas ficaram feridas quando um homem-bomba tentou detonar explosivos contra um veículo de funcionários do governo.
Agência Brasil
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Senado já debate projeto de reforma trabalhista, agora PLC 38
O projeto da reforma trabalhista chegou a Senado e foi cadastrado nesta terça-feira (2) no sistema da casa, como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017. A primeira sessão do plenário do mês de maio debateu a tramitação da proposta que desconstrói a Consolidação da Leis do Trabalho (CLT). Senadores da oposição ao governo Michel Temer usaram o microfone para defender que o PLC 38 passe obrigatoriamente pelas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o que os governistas tentarão evitar.
Antes, após reunião de líderes, o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que comandou a sessão na ausência do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) – afastado por problemas de saúde –, disse que o projeto passará pelas comissões de Assuntos Sociais e de Assuntos Econômicos e será votado em plenário em 30 dias.
“No Senado, a percepção que a gente tem é de que o governo terá muitas dificuldades com o texto que veio da Câmara”, diz a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). A parlamentar desmente a previsão do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, que afirmou que a expectativa do governo é de que “a modernização” da legislação trabalhista passe com facilidade no Senado. “Eu tenho muita esperança que no Senado será até um pouco mais fácil a aprovação da reforma trabalhista, porque são menos cabeças, a oposição é menor”, disse.
“Não é verdade. Basta você ver que parte do próprio PMDB, a liderança do PMDB e um número significativo de parlamentares não está a favor desse texto. Um exemplo concreto é que, na bancada do meu estado (Amazonas), os três são contra”, afirmou Vanessa à RBA.
Omar Aziz (PSD-AM) discursou no Plenário na tarde de hoje e foi categórico. “Em muitos pontos não irei votar de jeito nenhum. Quero deixar claro (que) não irei contra a história do trabalhador”, declarou. O outro amazonense na casa é Eduardo Braga (PMDB).
Paulo Rocha (PT-PA) acredita que a mobilização do movimento sindical nos dias 28 de abril e 1° de maio e a perspectiva de outra greve geral possam catalisar o movimento contrário à reforma no Senado. “Essa reação do movimento sindical pode constranger (o apoio ao texto) e proporcionar que a gente conte com uma parte do PMDB, puxada pelo Renan, e articular uma razoável reação para impedir que se faça essa quebra de direitos.”
Dirigentes das centrais sindicais viajaram hoje a Brasília para se reunir com parlamentares contrários às reformas, entre eles Renan Calheiros. A reunião, prevista para hoje, deve ocorrer na tarde desta quarta-feira (3). No dia seguinte, as entidades sindicais se reúnem para começar a definir uma nova agenda de ações conjuntas com movimentos sociais – a exemplo da greve geral do último dia 28 e do 1º de Maio.
Na semana passada, Renan, líder do PMDB, disse que a reforma “só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população”. Disse também que "a reforma é tão malfeita, que chega a constranger e a coagir a base do próprio governo. Por isso ela vai e volta, de recuo em recuo". Afirmou ainda que, como está, não passa no Senado.
Aliados de Temer se dizem "indignados" com a postura de Renan e ameaçam destituí-lo da liderança do partido. Romero Jucá (RR) chegou a dizer na sexta-feira (28) que "qualquer decisão sobre a liderança do partido no Senado cabe à bancada de senadores". "Aprovar a reforma trabalhista é uma necessidade imperiosa, é um ato de defesa do trabalhador, sobretudo o trabalhador que não está protegido pela CLT", disse Cássio Cunha Lima.
Comissões
A aposta inicial da oposição é ampliar a tramitação para a CCJ e a CDH. No primeiro discurso sobre o tema, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) defendeu que a importância do PLC 38 exige que passe pelas duas comissões, e não só pela CAE e CAS. Para ela, a CLT é mais do que uma legislação e se caracteriza como um código, assim como o Código Civil e outros.
Segundo a petista, o texto aprovado pela Câmara é repleto de “barbaridades” em questões relativas a direitos humanos, e por isso precisa tramitar pela comissão relativa ao tema. Ela citou a situação das mulheres no texto do governo, tais como a previsão de que a decisão sobre o local de trabalho das grávidas será do médico da empresa. “Ele vai decidir com os critérios do empregado ou do empregador?”, questionou.
Com apoio da oposição, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou requerimento para que o PLC 38 seja analisado CCJ e pela CDH. O pedido deve ser apreciado amanhã (3).
A bancada governista, comandada por Jucá, articula para que o projeto tramite apenas nas comissões “de mérito”, a CAE e a CAS. Eles querem evitar que, uma vez na CCJ, presidida pelo aliado de Renan Edison Lobão (PMDB-MA), o relator seja negativo ao andamento do texto governista.
Em discurso na tribuna, Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que a reforma trabalhista de Temer está ancorada pelo modelo do sindicalismo liberal norte-americano. “O que se pretende com a reforma, sem sofisma, é enfraquecer financeiramente a estrutura sindical de um ponto de vista sócio-político. O segundo ponto é a proposta de prevalência do contratado sobre o legislado”, destacou.
Para o peemedebista, o agora PLC 38 “configura a intenção manifesta de liquidar com a proteção ao trabalhador”, com o enfraquecimento dos sindicatos. “O sindicato enfraquecido vai para a mesa de negociação com os representantes patronais para estabelecer um contrato de trabalho que pode simplesmente ignorar os mais desfavorecidos. Quem garante que um sindicato enfraquecido não vai ceder direitos dos trabalhadores na negociação?”, questionou Requião.
Rede Brasil Atual
Antes, após reunião de líderes, o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que comandou a sessão na ausência do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) – afastado por problemas de saúde –, disse que o projeto passará pelas comissões de Assuntos Sociais e de Assuntos Econômicos e será votado em plenário em 30 dias.
“No Senado, a percepção que a gente tem é de que o governo terá muitas dificuldades com o texto que veio da Câmara”, diz a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). A parlamentar desmente a previsão do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, que afirmou que a expectativa do governo é de que “a modernização” da legislação trabalhista passe com facilidade no Senado. “Eu tenho muita esperança que no Senado será até um pouco mais fácil a aprovação da reforma trabalhista, porque são menos cabeças, a oposição é menor”, disse.
“Não é verdade. Basta você ver que parte do próprio PMDB, a liderança do PMDB e um número significativo de parlamentares não está a favor desse texto. Um exemplo concreto é que, na bancada do meu estado (Amazonas), os três são contra”, afirmou Vanessa à RBA.
Omar Aziz (PSD-AM) discursou no Plenário na tarde de hoje e foi categórico. “Em muitos pontos não irei votar de jeito nenhum. Quero deixar claro (que) não irei contra a história do trabalhador”, declarou. O outro amazonense na casa é Eduardo Braga (PMDB).
Paulo Rocha (PT-PA) acredita que a mobilização do movimento sindical nos dias 28 de abril e 1° de maio e a perspectiva de outra greve geral possam catalisar o movimento contrário à reforma no Senado. “Essa reação do movimento sindical pode constranger (o apoio ao texto) e proporcionar que a gente conte com uma parte do PMDB, puxada pelo Renan, e articular uma razoável reação para impedir que se faça essa quebra de direitos.”
Dirigentes das centrais sindicais viajaram hoje a Brasília para se reunir com parlamentares contrários às reformas, entre eles Renan Calheiros. A reunião, prevista para hoje, deve ocorrer na tarde desta quarta-feira (3). No dia seguinte, as entidades sindicais se reúnem para começar a definir uma nova agenda de ações conjuntas com movimentos sociais – a exemplo da greve geral do último dia 28 e do 1º de Maio.
Na semana passada, Renan, líder do PMDB, disse que a reforma “só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população”. Disse também que "a reforma é tão malfeita, que chega a constranger e a coagir a base do próprio governo. Por isso ela vai e volta, de recuo em recuo". Afirmou ainda que, como está, não passa no Senado.
Aliados de Temer se dizem "indignados" com a postura de Renan e ameaçam destituí-lo da liderança do partido. Romero Jucá (RR) chegou a dizer na sexta-feira (28) que "qualquer decisão sobre a liderança do partido no Senado cabe à bancada de senadores". "Aprovar a reforma trabalhista é uma necessidade imperiosa, é um ato de defesa do trabalhador, sobretudo o trabalhador que não está protegido pela CLT", disse Cássio Cunha Lima.
Comissões
A aposta inicial da oposição é ampliar a tramitação para a CCJ e a CDH. No primeiro discurso sobre o tema, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) defendeu que a importância do PLC 38 exige que passe pelas duas comissões, e não só pela CAE e CAS. Para ela, a CLT é mais do que uma legislação e se caracteriza como um código, assim como o Código Civil e outros.
Segundo a petista, o texto aprovado pela Câmara é repleto de “barbaridades” em questões relativas a direitos humanos, e por isso precisa tramitar pela comissão relativa ao tema. Ela citou a situação das mulheres no texto do governo, tais como a previsão de que a decisão sobre o local de trabalho das grávidas será do médico da empresa. “Ele vai decidir com os critérios do empregado ou do empregador?”, questionou.
Com apoio da oposição, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou requerimento para que o PLC 38 seja analisado CCJ e pela CDH. O pedido deve ser apreciado amanhã (3).
A bancada governista, comandada por Jucá, articula para que o projeto tramite apenas nas comissões “de mérito”, a CAE e a CAS. Eles querem evitar que, uma vez na CCJ, presidida pelo aliado de Renan Edison Lobão (PMDB-MA), o relator seja negativo ao andamento do texto governista.
Em discurso na tribuna, Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que a reforma trabalhista de Temer está ancorada pelo modelo do sindicalismo liberal norte-americano. “O que se pretende com a reforma, sem sofisma, é enfraquecer financeiramente a estrutura sindical de um ponto de vista sócio-político. O segundo ponto é a proposta de prevalência do contratado sobre o legislado”, destacou.
Para o peemedebista, o agora PLC 38 “configura a intenção manifesta de liquidar com a proteção ao trabalhador”, com o enfraquecimento dos sindicatos. “O sindicato enfraquecido vai para a mesa de negociação com os representantes patronais para estabelecer um contrato de trabalho que pode simplesmente ignorar os mais desfavorecidos. Quem garante que um sindicato enfraquecido não vai ceder direitos dos trabalhadores na negociação?”, questionou Requião.
Rede Brasil Atual
Justiça Federal estipula fiança de R$ 52 milhões a Eike Batista
O empresário Eike Batista terá de pagar uma fiança no valor de R$ 52 milhões para ter direito a continuar em prisão domiciliar. A decisão foi anunciada hoje (2) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Em sua decisão, Bretas relaciona o caso de Eike a de outro implicado na Operação Lava Jato, Flávio Godinho. Tido como braço direito do empresário, Godinho teve R$ 52 milhões em bens bloqueados. O juiz relata que na conta corrente de Eike havia pouco mais de R$ 158 mil, o que, na visão do magistrado, poderia significar ocultação de bens.
“Assim, entendo necessária a decretação de medida cautelar adicional e fixo para o acusado Eike Fuhrken Batista a fiança de R$ 52 milhões, a qual, ao lado das medidas cautelares anteriormente fixadas, substituirá a prisão preventiva inicial. Intime-se pessoalmente o acusado para efetuar, em cinco dias úteis, o recolhimento da fiança arbitrada, certo de que o descumprimento deste prazo, assim como de qualquer das medidas cautelares a que está submetido, acarretará o restabelecimento da prisão preventiva inicialmente decretada”, escreveu Bretas em sua decisão.
Eike está em prisão domiciliar desde a última sexta-feira (28), por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
Agência Brasil
Em sua decisão, Bretas relaciona o caso de Eike a de outro implicado na Operação Lava Jato, Flávio Godinho. Tido como braço direito do empresário, Godinho teve R$ 52 milhões em bens bloqueados. O juiz relata que na conta corrente de Eike havia pouco mais de R$ 158 mil, o que, na visão do magistrado, poderia significar ocultação de bens.
“Assim, entendo necessária a decretação de medida cautelar adicional e fixo para o acusado Eike Fuhrken Batista a fiança de R$ 52 milhões, a qual, ao lado das medidas cautelares anteriormente fixadas, substituirá a prisão preventiva inicial. Intime-se pessoalmente o acusado para efetuar, em cinco dias úteis, o recolhimento da fiança arbitrada, certo de que o descumprimento deste prazo, assim como de qualquer das medidas cautelares a que está submetido, acarretará o restabelecimento da prisão preventiva inicialmente decretada”, escreveu Bretas em sua decisão.
Eike está em prisão domiciliar desde a última sexta-feira (28), por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
Agência Brasil
As terras são do Povo Gamela. E desde a colonização.
O deputado federal Zé Geraldo (PT-PA) recuperou e divulgou um ofício de autoria da Coroa Portuguesa, datado de 1784, que comprova a posse histórica das terras pelos indígenas da etnia Gamela – brutalmente atacados no domingo (30), por homens ligados ao agronegócio. “Foi a primeira sesmaria dada aos índios brasileiros, ou seja, os primeiros índios que tiveram a doação de uma sesmaria foram os Gamela no Maranhão.”
A fala de Zé Geraldo no Parlamento foi direcionada ao ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que ao se pronunciar sobre o ataque que deixou ao menos 13 pessoas feridas, disse que “supostos índios” teriam sofrido o ataque no povoado de Bahias, no município de Viana. “Sobre a greve geral, que foi um dos maiores movimentos de protesto dos trabalhadores deste país, ele disse ter sido pífio. Agora, sobre o conflito entre índios e posseiros ele afirmou haver supostos índios. Eu acho que ele é um suposto ministro”, disse o petista.
“O que o Ministério da Justiça e o governo têm que fazer é mediar, arbitrar, cuidar desses conflitos, tem que demarcar as terras indígenas (…) Está aqui a prova, senhor ministro, se vossa excelência não sabia, está aqui a carta, um ofício de 1784. Dizer supostos índios é uma vergonha nacional”, completou o deputado, pedindo a criação de uma comissão externa do Parlamento “para se dirigir ao município e acompanhar isso de perto, dar nossa contribuição”.
O ofício apresentado veio de Portugal em 28 de outubro de 1784, endereçado ao governador do Maranhão na época, José Telles da Silva. “Também o secretário de Estado da Marinha e Ultramar, Martinho de Melo e Castro. Eles foram informados sobre a descida dos índios Gamela do sertão para a vizinhança da Vila de Viena, que naquele tempo era uma vila. Está aqui a carta escrita a próprio punho”, concluiu.
Rede Brasil Atual
Brasil negocia exportação de urânio metálico para Argentina
A Indústrias Nucleares do Brasil (INB), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Centro Tecnológica da Marinha buscam, em parceria, produzir urânio metálico usado como combustível para reatores de pesquisa.
O presidente da INB, João Carlos Tupinambá, explicou que, em aproximadamente 30 dias, deve ser apresentar a primeira proposta de exportação de urânio metálico para a Argentina. “Estamos na fase de viabilidade técnica, antes do estudo econômico-financeiro. Em aproximadamente 30 dias daremos o pontapé inicial e aguardaremos o retorno da Argentina”, disse.
“Entrar nesse mercado significa rentabilizar os investimentos e esforços tecnológicos que o Brasil fez durante anos em pesquisa de enriquecimento de urânio, além de ser geopoliticamente importante para o País”.
A INB já fornece combustível nuclear para as usinas de Angra, na Costa Verde do estado do Rio, e exporta urânio enriquecido para a Argentina.
Tupinambá afirmou que o urânio metálico pode custar até 40 vezes mais que o urânio natural. O urânio é enriquecido por outros 11 países, além do Brasil. Argentina e Brasil são os únicos com essa tecnologia na América do Sul, o que traz vantagem sobre os demais competidores, segundo Tupinambá. “A logística de transporte de material nuclear é muito difícil, então estar no mesmo continente é uma ajuda fantástica”, disse ele.
Por causa da parceira, não será necessário investir em ampliação da estrutura já existente para as futuras exportações. Cada parceiro ficaria com uma etapa do processo: a INB ficaria com a primeira etapa, de enriquecimento do urânio até 4,99%, a Marinha assumiria a segunda etapa, de elevar o enriquecimento do urânio até 20%, e o Ipen utilizaria esse urânio para a fabricação do urânio metálico, na terceira e última etapa. O Ipen já fabrica urânio metálico para uso próprio de seu reator de pesquisa.
Urânio
Mineral radioativo, o urânio é usado comercialmente na geração de energia elétrica como combustível para os reatores nucleares de potência. Segundo a INB, o Brasil tem a sétima maior reserva geológica de urânio do mundo, o que permite o suprimento das necessidades domésticas no longo prazo e de excedente para exportação.
As reservas estão concentradas na Bahia, Ceará, Paraná e de Minas Gerais, com cerca de 309 mil toneladas de concentrado de urânio.
Caetité
A única mina de urânio em operação no Brasil é a Mina do Engenho, em Caetité (BA), com capacidade de produção estimada de 280 a 300 toneladas de concentrado de urânio ao ano. A autorização para a operação foi dada no ano passado, e está na fase inicial de retirada da primeira camada de solo do local, anterior a lavra, conhecida como decapeamento do minério.
Neste primeiro momento, cerca de 70 toneladas de urânio devem ser extraídas, mas a meta é que a licitação para a lavra ocorra no segundo semestre deste ano. “Essa atividade mineral é muito difícil e onerosa, cada passo exige licenciamento. Estamos fazendo um esforço enorme e temos tido sucesso para que esse contrato seja assinado ainda neste ano”, declarou.
Agência Brasil
O presidente da INB, João Carlos Tupinambá, explicou que, em aproximadamente 30 dias, deve ser apresentar a primeira proposta de exportação de urânio metálico para a Argentina. “Estamos na fase de viabilidade técnica, antes do estudo econômico-financeiro. Em aproximadamente 30 dias daremos o pontapé inicial e aguardaremos o retorno da Argentina”, disse.
“Entrar nesse mercado significa rentabilizar os investimentos e esforços tecnológicos que o Brasil fez durante anos em pesquisa de enriquecimento de urânio, além de ser geopoliticamente importante para o País”.
A INB já fornece combustível nuclear para as usinas de Angra, na Costa Verde do estado do Rio, e exporta urânio enriquecido para a Argentina.
Tupinambá afirmou que o urânio metálico pode custar até 40 vezes mais que o urânio natural. O urânio é enriquecido por outros 11 países, além do Brasil. Argentina e Brasil são os únicos com essa tecnologia na América do Sul, o que traz vantagem sobre os demais competidores, segundo Tupinambá. “A logística de transporte de material nuclear é muito difícil, então estar no mesmo continente é uma ajuda fantástica”, disse ele.
Por causa da parceira, não será necessário investir em ampliação da estrutura já existente para as futuras exportações. Cada parceiro ficaria com uma etapa do processo: a INB ficaria com a primeira etapa, de enriquecimento do urânio até 4,99%, a Marinha assumiria a segunda etapa, de elevar o enriquecimento do urânio até 20%, e o Ipen utilizaria esse urânio para a fabricação do urânio metálico, na terceira e última etapa. O Ipen já fabrica urânio metálico para uso próprio de seu reator de pesquisa.
Urânio
Mineral radioativo, o urânio é usado comercialmente na geração de energia elétrica como combustível para os reatores nucleares de potência. Segundo a INB, o Brasil tem a sétima maior reserva geológica de urânio do mundo, o que permite o suprimento das necessidades domésticas no longo prazo e de excedente para exportação.
As reservas estão concentradas na Bahia, Ceará, Paraná e de Minas Gerais, com cerca de 309 mil toneladas de concentrado de urânio.
Caetité
A única mina de urânio em operação no Brasil é a Mina do Engenho, em Caetité (BA), com capacidade de produção estimada de 280 a 300 toneladas de concentrado de urânio ao ano. A autorização para a operação foi dada no ano passado, e está na fase inicial de retirada da primeira camada de solo do local, anterior a lavra, conhecida como decapeamento do minério.
Neste primeiro momento, cerca de 70 toneladas de urânio devem ser extraídas, mas a meta é que a licitação para a lavra ocorra no segundo semestre deste ano. “Essa atividade mineral é muito difícil e onerosa, cada passo exige licenciamento. Estamos fazendo um esforço enorme e temos tido sucesso para que esse contrato seja assinado ainda neste ano”, declarou.
Agência Brasil
Marchezan confirma atraso nos salários de servidores: ‘Isto é um fato, não é uma opção’
Nelson Marchezan Jr. (PSDB) confirmou para a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na noite desta terça-feira (02), que o pagamento dos salários de servidores municipais será atrasado. “Nós não estamos ameaçando atrasar salário. Isto é um fato. Fernanda, eu lamento, não é uma opção”, afirmou o prefeito se dirigindo à vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), líder da oposição, que levantou a questão. “Vai atrasar o salário e se nós aprovarmos tudo na Câmara de Vereadores – tudo – talvez, a gente pague o salário atrasado. Porque atrasar vai. Se nós não aprovarmos alguma coisa aqui, nós não vamos pagar o salário. Esse é um fato que eu não posso mudar. Não fui eu que criei esse fato”.
Na quarta-feira da semana passada, Marchezan notificou servidores através de um comunicado que, a partir de maio, o Executivo municipal não teria caixa para pagar as despesas. A notícia foi divulgada pela assessoria da Prefeitura na última segunda-feira, feriado do Dia do Trabalhador. As medidas, às quais ele condicionou o pagamento dos salários à aprovação, foram apresentadas para votação “com urgência” na Câmara, no dia 26 de abril.
Para Cláudio Janta (SD), líder do governo na Câmara, eles têm votos suficientes para aprovar as medidas. “O Legislativo é uma casa consciente. Já conseguimos manter aqui quase todos os vetos do prefeito, acho que são projetos importantes para a cidade de Porto Alegre. Ou se aprova esses projetos ou as pessoas não recebem. Essa é a realidade”, afirmou.
Marchezan disse também que irá pedir a retirada de parte das gratificações aprovadas na gestão anterior e criticou o ex-prefeito José Fortunati (PDT) pela concessão de aumento aos servidores. “Não podia ter dado o aumento, foi dado o aumento, foi aprovado aqui gratificações. Não sei como os vereadores aprovaram, mas vocês aprovaram gratificações nesta Câmara que a Prefeitura já não tinha condições de pagar. Nós vamos encaminhar aqui a retirada de algumas gratificações”.
A fala de Marchezan, nesta terça, na Câmara, aconteceu durante uma audiência pública para responder ao Legislativo e à comunidade sobre o Prometa 2017/2020, plano de metas de seu governo. Por determinação de lei municipal, aprovada em 2015, todo novo prefeito ao assumir o governo deve apresentar as metas de administração em até 90 dias a partir da posse. O atual prefeito é o primeiro a ter que cumprir a lei. O programa de Marchezan possui 58 metas, divididas em três eixos – desenvolvimento social; infraestrutura, economia e desenvolvimento sustentável e gestão e finanças – e foi entregue no dia 30 de março na Câmara.
O programa de metas apresentado durante audiência – também prevista em lei – estipula desde redução de 35% nos furtos e roubos de veículos até a ampliação de 72% no número de casas com acesso a saneamento básico. O programa incluiu ainda 100% de atendimento das demandas de creches para crianças de 0 a 3 anos e 100% de conclusão das obras ainda pendentes da Copa do Mundo de 2014. As metas do governo tucano projetam também zerar o déficit do Tesouro Municipal, nos próximos quatro anos, e captar R$ 1 bilhão de recursos com a iniciativa privada para realização de obras e serviços.
Depois de dizer que a Prefeitura se encontra em “situação falimentar” – isto é, de quase falência – Marchezan afirmou que as metas dizem respeito a “compromissos de campanha” que seriam transformados em “qualidade de vida”. “Algumas são difíceis de serem atingidas, mas a maior vergonha não é não atingi-las, mas não colocá-las como compromisso de governo”, afirmou.
No entanto, em outros dois momentos, seus discurso pendeu para um lado mais realista. Marchezan ressaltou que “entregar” era “palavra mãe do governo”. Respondendo quanto às demandas do Orçamento Participativo, que ficaram pendentes de anos anteriores e que o governo se comprometeu a atender em troca de o OP suspender novas demandas, o prefeito declarou: “Nós não vamos fazer demagogia. Não vai concluir. A gente precisa sentar junto e ver o que se pode fazer, com toda a transparência”.
Orçamento Participativo
O Orçamento Participativo dominou as perguntas direcionadas a Marchezan e seu secretariado na audiência. Das 21 pessoas inscritas, entre as quais quatro vereadores, 11 eram delegados do OP. Em março, Marchezan anunciou a suspensão dos seminários que votam as demandas do Orçamento Participativo por dois anos, usando a crise como justificativa. O OP, criado na prefeitura de Olívio Dutra (PT) em 1989, é uma das primeiras experiências de ferramenta governamental para democracia participativa no mundo. Durante muito tempo, foi o que fez a capital gaúcha conhecida no exterior. Através de seminários realizados em vários pontos da cidade, cidadãos têm através dele a oportunidade de votar quais as demandas mais urgentes de serem atendidas com o orçamento do município.
Segundo Marchezan, seu governo não pretende acabar com o OP, mas sim suspendê-lo até que a crise seja enfrentada. “Vamos reorganizar as demandas, ver o que é possível, o que é viável, senão vai só alimentar sonhos e apenas sonhos sem realizações na prática. A gente vai se comprometer com aquilo que podemos fazer”, afirmou o tucano.
Os delegados do OP que estiveram na audiência pública, no entanto, cobraram posicionamento mais concreto da Prefeitura. A meta 50 do Prometa, por exemplo, fala em “ampliar a efetividade, a transparência, o debate e os canais de participação do cidadão garantindo o engajamento de 50 mil pessoas”, mas sem fazer referência ao OP.
“Vejo meta de 100% de conclusão das obras da Copa, mas não vejo nada sobre as demandas do OP. Como será feito o crescimento do engajamento sem ele?”, questionou Laura Carvalho, delegada do programa. Ela disse ainda que os delegados são “parceiros do governo”, “que cortaram na carne” ao aceitar a suspensão de novas demandas até que “limpasse” o passivo de ano anteriores. “Nós somos a participação popular, pode ser ínfima, mas mobilizamos a comunidade e damos a cara para bater”.
Outro delegado, Chiquinho, lembrou que o OP não está parado só pela suspensão das demandas. “OP não está parado, só entendemos que não deveríamos fazer demandas sem recursos para atender. Queremos objetivos e coisas mais específicas com as demandas do OP. Queremos saúde, educação, segurança pública. Nós fizemos nosso tema de casa”, disse ele cobrando o governo por sua parte.
Outra delegada, Liane Farias, representando as ilhas do Guaíba, também cobrou a falta de programas concretos para a região. “As ilhas não estão de costas, estão de frente para Porto Alegre. Os postos de saúde das ilhas, que já não funcionam direito, com enchentes ficam sem atendimento. Não temos nem assistente social para crianças e idosos, porque chegam de má vontade. A gente só é lembrado em tempo de enchente e eleição”, pontuou ela.
A vereadora Fernanda Melchionna também criticou a falta de prazos e meios concretos para cumprir as metas do programa do Executivo. “O Prometa assim é uma carta de intenções, porque não tem prazos, nem previsão orçamentária. (…) Mesmo metas tímidas dele não condizem com os atos dos primeiros 100 dias de governo”, criticou. Melchionna elencou o que, para ela, seriam contradições entre metas e ações do governo. Como a questão da meta 30, que fala em “oportunizar alternativas de emancipação a 100% da população em situação de rua no município de Porto Alegre”, enquanto a Fasc (Fundação de Assistência Social) vem sofrendo cortes e Centros Pop estão fechados. Ou a meta 33, que fala sobre a “regularização fundiária de duas mil moradias”, em uma cidade que, segundo ela, tem 70 mil irregulares. “São temas que mostram incoerência entre o Prometa e o que está sendo aplicado por sua administração”.
Em resposta às questões do OP, o prefeito apresentou uma iniciativa que vai implantar no governo e que, segundo ele, “seria novidade até para os secretários” que compunham a mesa. “Levar para os bairros, duas vezes por mês, a estrutura do governo [para debater OP e Prometa]. Desde que sejam bairros pobres e longe dos serviços públicos”, salientou.
Tônica em parcerias privadas
Outros pontos levantados durante a audiência, por questões colocados pelos inscritos, se referiam às pastas de Cultura, Educação, Saúde e a situação dos catadores. Antônio Matos, do Fórum das Unidades de Reciclagem, questionou não haver nenhuma previsão nas metas à atividade que conta com 600 trabalhadores em Porto Alegre e ajuda na triagem de duas toneladas de resíduos secos por mês na capital. “Passa a impressão que não existe limpeza urbana, com 58 metas de plano. É preocupante”, disse ele.
Um grupo de artistas protestava com a faixa #PrefeituraPagueACultura, lembrando pagamentos de contratos pendentes desde a gestão anterior e que ainda não foram cumpridos nos primeiros 120 dias de gestão Marchezan. Um deles, o ator Fábio Cunha, questionou a meta que determina que 15% dos espaços em espetáculos culturais da cidade sejam reservados para público de baixa renda, que teria acesso gratuito. Cunha questionava quem pagaria pelos lugares e se a despesa sairia do bolso dos artistas, já que plano não se refere a nada sobre isso. A classe defende a implementação da política de descentralização da cultura: ao invés de reservar lugares em teatros do centro, que a prefeitura reative teatros que estão sem uso e pague artistas para levarem gratuitamente seus espetáculos à periferia, em praças públicas.
Marchezan, porém, garantiu que os 15% reservados à gratuidade serão pagos pela iniciativa privada. “A prefeitura não quer ser casa de favores com dinheiro dos outros. O Estado vai buscar dinheiro para pagar, não vai sair do bolso dos artistas”.
As parcerias privadas, aliás, foram apontadas como tônica de como o governo pretende conduzir as políticas públicas daqui para frente. “Estamos buscando outras formas de financiamento, não do Tesouro, para conseguir atender essa demanda. Seja financiamento, seja recurso privado de todas as formas de PPP (Parceria Público Privada), de concessão, privatização, qualquer nome que tu quiser dar para alguém que venha e coloque dinheiro a favor do interesse público de Porto Alegre”, afirmou Marchezan, respondendo uma questão sobre obras no bairro Anchieta.
À delegada do OP que questionou sobre investimentos para as ilhas, por exemplo, o prefeito afirmou que a falta de políticas e investimentos na região era questão “ideológica”. “Colocaram ideologia acima do interesse público. O interesse ideológico e às vezes partidário, que levou as pessoas a viverem em uma situação inviável, enquanto outros milionários se instalavam ali”. Ele chegou a comparar a vida nas ilhas de Porto Alegre ao apartheid, regime institucionalizado de racismo que vigorou por 43 anos na África do Sul. “As ilhas são o maior símbolo de que a máquina pública não ajuda a melhorar a vida das pessoas. Ela muitas vezes só atrapalha”.
Portal Sul 21
SP: Dono do restaurante palestino Al Janiah é agredido em manifestação e acaba preso pela polícia
O empresário árabe Hasan Zarif, dono do restaurante Al Janiah, localizado na Bela Cintra, região da Avenida Paulista, foi detido na noite dessa terça-feira, 2, junto com outras cinco pessoas, após uma confusão com integrantes do grupo chamado Direita São Paulo, que percorria a Avenida Paulista gritando palavras de ordem contra a nova Lei de Migração.
Segundo o advogado de Hasan Zarif, Hugo Albuquerque, afirmou que seu cliente relatou que o grupo de manifestantes foram em seu encontro e iniciaram provocações, que terminaram em agressões mútuas. "Houve troca de ofensas e vias de fato", afirmou.
Cerca de 50 pessoas foram ao 78.º Distrito Policial (Jardins) aguardar a soltura do imigrante e de seus colegas. Quatro equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) foram chamadas para também permanecer na porta do distrito, mas até 2 horas não havia registro de novos tumultos.
No Facebook, o grupo Direita São Paulo postou textos e fotos afirmando que haviam sido atacados por "terroristas". Nos relatos, a página afirma que uma bomba caseira foi lançada. Os manifestantes gritavam palavras para exaltar a PM e dizendo "comunista tem que morrer".
A prisão foi repercutida pelo cientista político Luís Felipe Miguel, professor da UnB. Em sua página no Facebook, Miguel disse que o Estado atua protegendo "milícias" em vez de suas vítimas. "Ontem à noite, um grupo de bolsonarianos foi agredir os funcionários e frequentadores do restaurante e centro cultural Al Janiah, de São Paulo, conhecido por abrigar refugiados palestinos. A polícia foi acionada. Chegando ao local, prendeu o dono do restaurante e alguns dos fregueses. Até a madrugada, Hasan Zarif e os outros eram mantidos incomunicáveis. O Estado protegendo milícias em vez de suas vítimas - esse é um dos traços do fascismo", escreveu Luis Miguel.
Portal Brasil 247
CPI da Previdência inicia trabalhos no Senado com aprovação de 104 requerimentos
Entre pedidos de informação a órgãos federais e convites para participação de autoridades e especialistas em audiências públicas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência do Senado aprovou 104 requerimentos, em seu primeiro dia efetivo de trabalho.
A votação foi feita em bloco e a maioria esmagadora dos pedidos aprovados pedem audiências públicas. Entre os nomes que serão convidados a participar estão, por exemplo, os dos ministros Henrique Meirelles, da Fazenda; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Dyogo Oliveira, do Planejamento; Marcelo Caetano, secretário de previdência do Ministério da Fazenda; além do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leornardo Gadelha; do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Lozardo e de presidentes de Centrais Sindicais.
Primeiros Passos
A CPI ainda não fechou um cronograma de trabalho, mas as primeiras audiências públicas já foram marcadas. Amanhã (3), às 14h, os senadores vão ouvir representantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindfisco Nacional) e da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).
Na próxima segunda-feira (8), será a vez dos parlamentares ouvirem especialistas na área previdenciária. São professores de universidades federais além de representantes do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Histórico
A CPI da Previdência foi instalada na última quarta-feira (26) com objetivo de investigar eventuais desvios na Previdência Social. Presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), autor do requerimento para criação da comissão, o colegiado, terá na vice-presidência o senador Telmário Mota (PTB-RR) e na relatoria o senador Hélio José (PMDB-DF).
A comissão tem sete senadores titulares e cinco suplentes e deverá encerrar os trabalhos em um prazo de quatro meses. O prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, caso o plenário do Senado aprove a prorrogação.
Agência Brasil
terça-feira, 2 de maio de 2017
Procon Móvel na Zona Norte do Recife
Durante todo o mês de maio o Procon Móvel estará realizando atendimento na Zona Norte do Recife. A unidade itinerante passará pelos bairros da Encruzilhada; Água Fria; Beberibe e Casa Amarela. A novidade desde mês é que em todas as paradas o ônibus ficará estacionado em frente ao mercado público de cada bairro. Em todos os locais o atendimento acontecerá das 13h às 17h.
O projeto vem facilitando a vida dos consumidores que têm alguma reclamação contra lojas ou serviços, ou até mesmo que querem tirar dúvidas acerca de seus direitos.
Para abrir uma reclamação o consumidor deve ter em mãos documento oficial com foto, comprovante de residência e algum documento que comprove sua reclamação, como nota fiscal, ficha de atendimento, faturas, número de ordem de serviços, entre outros.
O Procon Móvel está equipado para atender a todos os públicos, inclusive aqueles com modalidade reduzida, a unidade funciona de segunda a sexta-feira, exceto feriado.
Serviço:
Mercado da Encruzilhada
03 a 05 de maio
Mercado de Água Fria
08 a 12 de maio
Mercado de Beberibe
15 a 19 de maio
Mercado de Casa Amarela
22 a 26 de maio
Imprensa Procon PE
Serviço:
Mercado da Encruzilhada
03 a 05 de maio
Mercado de Água Fria
08 a 12 de maio
Mercado de Beberibe
15 a 19 de maio
Mercado de Casa Amarela
22 a 26 de maio
Imprensa Procon PE
Celpe emite Declaração de Quitação de Débitos
A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) informa aos clientes que está emitindo, na fatura de energia com vencimento no mês de maio, a Declaração Anual de Quitação de Débitos. A comprovação é relativa a 2016 e anos anteriores e resume, no recibo anual, a condição de adimplência dos clientes. O comunicado está impresso no campo azul, abaixo de “Informações Importantes”.A declaração atende à Lei Federal 12.007/09 e substitui o comprovante de pagamento das faturas de energia do ano passado. Os clientes que possuem parcelamentos com a Celpe apenas irão receber a declaração de quitação na fatura do mês posterior à quitação da última prestação.
Imprensa Celpe
Maio Amarelo no Hospital Miguel Arraes
Referência em Traumato-Ortopedia, Cirurgia Geral e Clínica Médica, o Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, engaja-se ao movimento Maio Amarelo, mês escolhido para chamar atenção sobre os acidentes de trânsito, com o objetivo de reduzir o número de vítimas. Localizado na bifurcação da PE-15 com a BR-101, em Paulista, o HMA é a unidade de saúde mais procurada pelas vítimas de acidentes de trânsito ocorridos na região.
No ano de 2016, o HMA notificou 1.445 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito, sejam com carros, motocicletas bicicletas ou envolvendo pedestres. Os acidentes com motos seguem liderando os registros: foram 1.064, 73,6% do total. Os dias de domingo registraram o maior número de atendimentos de vítimas de trânsito, com 328 notificações. As vítimas, de uma maneira geral, são do sexo masculino e estão na faixa entre 20 e 39 anos. Em 53,6% dos casos, o motivo do acidente é colisão.
Os números não diferem muito em 2017. De janeiro a abril, 509 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito foram feitos no HMA. A maior parte das vítimas são do sexo masculino (83,1%), entre 20 e 39 anos (56,4%) e estavam em motocicletas (74,3%). A principal causa continua sendo colisão e o domingo é o dia da semana de maior registro desse tipo de notificação.
SLOGAN - Um dado que chama atenção nas estatísticas, porém, é o principal fator relacionado ao acidente de trânsito. Tanto em 2016 quanto em 2017 (e também observado em anos anteriores), a falta da habilitação dos condutores é registrada com grande incidência. Por conta disso, e por acreditar que todos juntos, tanto motoristas quanto pedestres, fazem um trânsito melhor, o Hospital Miguel Arraes faz uma parceria com o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE e adota o slogan “Minha Escolha faz a Diferença no Trânsito”. De acordo com o superintendente do HMA, Petrus Lima, é importante que o motorista entenda o quanto é necessário dirigir com cuidado e atenção. “Os dados são preocupantes: há elevada frequencia de vítimas associadas à ausência do uso de capacetes em acidentes com motos e ingesta de bebida alcoólica pelo condutor. Se todos os motoristas fossem responsáveis e seguissem as regras do trânsito, vários acidentes poderiam ser evitados e, dessa forma, haveria uma melhora da superlotação dos hospitais e uma enorme redução no número de pessoas mutiladas e mortas”, esclarece.
ATIVIDADES - Durante todo este mês de maio, o Hospital Miguel Arraes, através do Serviço Social e do Departamento de Psicologia, realiza sensibilizações nos setores, junto a funcionários, acompanhantes e pacientes, com relação à prevenção de acidentes de trânsito. No dia 15, entre 9h e 12h, uma equipe do Detran-PE juntamente com a Turma do Fom Fom estarão no HMA, onde farão uma abordagem ao público com a distribuição de material educativo do Maio Amarelo, visita aos leitos e palestra sobre Segurança no Trânsito. Ainda este mês também será implantado no HMA o Projeto Direção Humanizada e Amigo Protegido. O objetivo é selecionar vítimas de acidentes de trânsito para que integrem uma rede multiplicadora de informações sobre direção humanizada e segurança no trânsito. Esses pacientes serão responsáveis por indicar parentes e amigos que irão vivenciar as fases de internação, como as dores, dúvidas e o distanciamento da família as quais essas vítimas do trânsito são submetidas. Do projeto consta ainda palestra com órgãos que atuam no trânsito, como a Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros e o SAMU.
Com informações da jornalista Iana Gouveia
SLOGAN - Um dado que chama atenção nas estatísticas, porém, é o principal fator relacionado ao acidente de trânsito. Tanto em 2016 quanto em 2017 (e também observado em anos anteriores), a falta da habilitação dos condutores é registrada com grande incidência. Por conta disso, e por acreditar que todos juntos, tanto motoristas quanto pedestres, fazem um trânsito melhor, o Hospital Miguel Arraes faz uma parceria com o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE e adota o slogan “Minha Escolha faz a Diferença no Trânsito”. De acordo com o superintendente do HMA, Petrus Lima, é importante que o motorista entenda o quanto é necessário dirigir com cuidado e atenção. “Os dados são preocupantes: há elevada frequencia de vítimas associadas à ausência do uso de capacetes em acidentes com motos e ingesta de bebida alcoólica pelo condutor. Se todos os motoristas fossem responsáveis e seguissem as regras do trânsito, vários acidentes poderiam ser evitados e, dessa forma, haveria uma melhora da superlotação dos hospitais e uma enorme redução no número de pessoas mutiladas e mortas”, esclarece.
ATIVIDADES - Durante todo este mês de maio, o Hospital Miguel Arraes, através do Serviço Social e do Departamento de Psicologia, realiza sensibilizações nos setores, junto a funcionários, acompanhantes e pacientes, com relação à prevenção de acidentes de trânsito. No dia 15, entre 9h e 12h, uma equipe do Detran-PE juntamente com a Turma do Fom Fom estarão no HMA, onde farão uma abordagem ao público com a distribuição de material educativo do Maio Amarelo, visita aos leitos e palestra sobre Segurança no Trânsito. Ainda este mês também será implantado no HMA o Projeto Direção Humanizada e Amigo Protegido. O objetivo é selecionar vítimas de acidentes de trânsito para que integrem uma rede multiplicadora de informações sobre direção humanizada e segurança no trânsito. Esses pacientes serão responsáveis por indicar parentes e amigos que irão vivenciar as fases de internação, como as dores, dúvidas e o distanciamento da família as quais essas vítimas do trânsito são submetidas. Do projeto consta ainda palestra com órgãos que atuam no trânsito, como a Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros e o SAMU.
Com informações da jornalista Iana Gouveia
Votação na Camex da volta da taxa do etanol será nessa quarta-feira
Segundo o presidente do Sindaçúcar de Pernambuco, Renato Cunha, a informação que chegou para os produtores de etanol é que o relatório técnico do Ministério da Agricultura, que sugere a volta da taxa de importação do etanol em 17%, deverá ser votada nessa quarta-feira (3), às 16h. No entanto, nos bastidores comenta-se que representantes da ala internacional do Ministério da Fazenda trabalham pelo prorrogamento da decisão.
Renato Cunha já antecipa o repúdio dos produtores, caso se confirme essa iniciativa por parte de integrantes do Ministério da Fazenda. “A fazenda até parece que está numa defesa firme dos exportadores lá fora e não das indústrias de etanol que só no Nordeste geram mais de 250.000 empregos diretos. Eles não protegem e ainda prejudicam a indústria nacional”, afirma.
O presidente do Sindaçúcar de PE vai mais além e questiona o foro adequado do grupo. “Esse pequeno grupo de técnicos da Fazenda na Camex deveria resolver nivelamento de ICMS no CONFAZ e não na CAMEX. Está no fórum errado e com foco distorcido e, ainda, conseguindo impingir mais prejuízos à produção de etanol. Como pode se intrometer numa temática de competitividade nacional indo de encontro ao Ministério da Agricultura que é quem entende do equilíbrio da agroindústria nacional?”, indaga.
Ele endurece ainda mais a defesa da volta da taxa quando ressalta que “na ótica desse pequeno grupo da área internacional da Fazenda está na cara que o Brasil deve aumentar o desemprego e favorecer a desindustrialização nacional. Deve estar satisfeito com a dinâmica da economia”.
Policial que bateu em estudante em Goiânia já se envolveu em outros casos de agressão e foi condecorado
O capitão da Polícia Militar de Goiás Augusto Sampaio de Oliveira Neto (foto), que deixou o estudante Mateus Ferreira da Silva em estado grave após acertá-lo na cabeça com um golpe de cassetete durante manifestação em Goiânia, já se envolveu em pelo menos outros quatro casos de agressão, inclusive contra menores em situação de rua. Segundo a TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo, que teve acesso à ficha do policial, as denúncias ocorreram entre 2008 e 2010. Mesmo assim, a ficha dele reúne 34 elogios e nenhuma punição em seus 12 anos na corporação.
Subcomandante da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Goiânia, o capitão recebeu duas medalhas do governo de Goiás, em 2016, pelo “desempenho de suas funções” e por “prestar relevantes serviços visando à preservação da ordem pública”.
Em entrevista à emissora goiana, o comandante-geral da PM de Goiás, coronel Divino Alves de Oliveira, reconheceu que o policial reagiu de maneira desproporcional contra o manifestante. “Houve excesso, não há como fugir a esta situação, houve o excesso na ação praticada por esse policial militar e, em decorrência disso, o comando da instituição instaurou o inquérito policial militar que irá apurar as responsabilidade”, declarou.
Augusto Sampaio ficará afastado das ruas enquanto responder ao processo disciplinar interno. O capitão, que foi transferido para atividades administrativas, ainda não se manifestou sobre o assunto. Aluno de Ciências Sociais na Universidade Federal de Goiás (UFG), Mateus está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). O estudante paulista, de 33 anos, também foi submetido a sessões de hemodiálise nessa segunda-feira (1º).
Fotos e vídeos que registraram o momento da agressão mostram que o cassetete do policial chegou a quebrar com a força do golpe na cabeça do estudante, que caiu ensanguentado e foi socorrido por colegas. Mateus participava de manifestação contra as reformas da Previdência e tributária no Centro de Goiânia quando foi atingido pelo capitão da PM. Veja as imagens do Portal Brasil 247:
Com informações do Congresso em Foco (Texto), do Portal Brasil 247 e do Rio West FM (Video)
Documentário "Martírio" será exibido em Campo Grande/MS
O premiado documentário de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita narra a insurgência pacífica e obstinada dos povos Guarani e Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio no estado de Mato Grosso do Sul. O filme será exibido no auditório do Museu das Culturas Dom Bosco, que tem capacidade para 130 pessoas. A exibição será na quarta-feira (10) a partir das 13h30
O filme havia estreado estreou em 17 estados brasileiros o documentário Martírio, um filme de Vincent Carelli, que narra a luta dos guarani kaiowá em Mato Grosso do Sul. No entanto, a terra onde o problema é latente, que virou enredo do filme, está fora do circuito de exibição.
Quando a mestranda em Antropologia, Priscila Anzoategui, viu que Campo Grande não terá o filme em cartaz, decidiu começar uma campanha pelas redes sociais. Ela pesquisa a luta das mulheres guarani kaiowá na recuperação de territórios tradicionais hoje ocupados por fazendeiros.
"Acho fundamental esse filme passar aqui, onde um boi vale mais que a vida de um indígena. É uma denúncia do que acontece no Mato Grosso do Sul, é um tapa na cara mesmo e o discurso é construído para gente entender o genocídio que ocorre aqui. Mas também traz as resistências, as agências desses guarani kaiowá, que ao longo dessa conjuntura foram aprendendo a revidar essas violações sofridas", explica Priscila.
O filme levou prêmios de público no Festival de Cinema de Brasília e na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. São 3 horas de documentário, que mostram desde a expulsão desses povos das áreas originais, até os conflitos dos dias atuais.
O trailer por si só é impactante, com a narração sobre o cotidiano de quem sobrevive da esperança de ter a terra de volta. Fala de décadas de sofrimento. Por isso, o título "Martírio".
Dona Helena, uma das mulheres guarani kaiowá que aparecem no filme, participou da pré-estreia em Foz do Iguaçu (PR).
Em Campo Grande, ano passado, o Coletivo Terra Vermelha, junto com o Imaginário Maracangalha, exibiu o documentário em um evento no dia do aniversário da morte do líder indígena Marçal de Souza, mas por falta de espaço, muita gente ficou do lado de fora sem conseguir assistir.
Abril foi escolhido para o lançamento por conta do Dia do Índio. Apesar de Mato Grosso do Sul ficar de fora, o documentário está em cartaz em 3 cinemas de São Paulo (SP), além de chegar a Santos (SP) Terezina (PI), São Lúis (MA), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Rio Branco (AC), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Palmas (TO), Maceiò (AL), João Pessoa (PB), Goiânia (GO), Fortaleza (CE), Brasilia (DF), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE).
Assista o trailer:
Com informações do Portal Campo Grande News, do Evento no Facebook
e de Fernanda Leal (Equipe Ilmar Ex-BBB17)
Adeus, rapaz latino-americano!
Às 9h50 desta terça (2), Antonio Carlos Belchior, morto no último domingo (30), foi enterrado enquanto seus familiares cantavam "Mucuripe", uma de suas primeiras composições, em parceria com Raimundo Fagner, e também nome de uma praia de Fortaleza, no Ceará.
O enterro aconteceu no cemitério Parque da Paz, em subúrbio ao sul da cidade. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes, entre familiares, amigos e imprensa.
Edna Prometeu, a companheira de Belchior nos últimos anos, chegou e passou o tempo todo sentada em uma cadeira de rodas. Sua mão direita tremeu incessantemente.
Também estavam lá alguns irmãos do cantor e Mikael e Camila Belchior, os dois filhos que ele teve com Angela Henman, a única mulher com quem ele se casou no papel
Missa - Um pouco mais cedo, boa parte das cerca de 300 pessoas que acompanhavam a missa para Belchior choraram quando o conjunto que tocava canções religiosas entoou clássicos do compositor.
"Hora do Almoço", "Alucinação", "Como Nossos Pais" e, finalmente, "A Palo Seco", quando o caixão foi fechado, arrancaram lágrimas, coro e aplausos no anfiteatro ao ar livre do Centro Cultural Dragão do Mar, entre 7h30 e 8h30.
Chorando sem parar, Edna Prometeu, já não se sustentava sozinha em pé. A cerimônia aconteceu após o velório, que atraiu 8.010 pessoas e durou a noite toda na capital cearense, desde as 15h de segunda.
No palco, além do padre e do corpo do artista, cerca de 30 familiares e amigos acompanharam sentados a leitura de textos bíblicos. "Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim", disse certo trecho.
Paradeiro - Belchior ainda não tem uma biografia publicada, mas já tem escrita.
Ou pelo menos tinha até este fim de semana, quando ela foi reaberta para ganhar seu capítulo final.
O jornalista Jotabê Medeiros trabalha há dois anos em "Apenas um Rapaz Latino-Americano", volume que estava na fila da editora Todavia para ser publicada em setembro. Com a morte de Belchior, é provável que o livro saia antes.
"Os editores acharam interessante me mandar para cá para que o livro pudesse ser atualizado." O jornalista também irá a Sobral, cidade natal de Belchior.
Na semana passada, Medeiros tinha viagem marcada para Santa Cruz do Sul, onde Belchior estava vivendo nos últimos anos.
Medeiros teve uma dica a respeito do local onde estava Belchior e resolveu aparecer para ver ser conseguiria entrevistá-lo.
Uma morte na família, contudo, fez com que o jornalista adiasse a viagem em uma semana –e, agora, é tarde demais.
"Apenas um Rapaz Latino-Americano" terá entre 200 e 300 páginas e contará com um caderno de fotos.
Foram entrevistados para o perfil biográfico diversos familiares, artistas, como Ednardo e Amelinha, e colegas, como Marcos Vinicius, produtor de seu primeiro disco, de 1974, que traz "A Palo Seco".
Fora Temer - Cerca de 200 fãs de Belchior se reuniram na noite desta segunda (1º), na praça Roosevelt, região central de São Paulo, para homenagear o artista, morto na madrugada deste domingo (30), devido a um rompimento da aorta.
Alguns dos fãs levaram velas para fazer uma vigília em homenagem ao cantor e compositor. Elas foram colocadas no centro de uma roda feita para que todo mundo pudesse acompanhar o ato. Também havia cartazes nos quais estavam escrito "Vai em paz, poeta" (ao lado de uma imagem do artista) e "Viver a Divina Comédia Humana, onde nada é eterno", sobre uma das principais músicas de Belchior.
Aliás, foi justamente com "Divina Comédia Humana" que a cantoria empolgou. Deixou de ser protagonizada por apenas algumas vozes para ganhar a maior parte dos presentes. Também foram cantadas músicas como "Alucinação", uma das mais entoadas da noite, e "Velha Roupa Colorida".
No intervalo das músicas havia gritos de "Viva, Belchior". Um "Volta, Belchior" foi a deixa para os gritos de "fora, Temer, volta Belchior" por parte dos presentes. Após a morte do artista neste domingo, uma pichação justamente com essa frase começou a viralizar nas redes sociais.
Folha SP
Fórum sobre Florestas debate implementação de metas globais para o setor
Expandir em 3% o crescimento de florestas em todo o mundo, o correspondente a uma área de 120 milhões de hectares é uma das principais metas da 12ª sessão do Fórum sobre Florestas da Organização das Nações Unidas, que está sendo realizado desde esta segunda-feira (1º) na sede da ONU, em Nova York. As informações são da ONU News.
O evento analisa a implementação das metas globais das florestas e como alcançar os objetivos da agenda para o setor até 2030. Na semana passada, a Assembleia Geral da ONU adotou os Objetivos Globais da Floresta como parte de seu plano estratégico para 2017-2030 no setor. Para o presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, a saúde das matas é fundamental para o papel da humanidade no planeta.
Ele discursou na abertura do Fórum sobre Florestas lembrando que as matas são o habitat de 80% de todos os animais, plantas e insetos na terra. E cerca de 25% dos habitantes do planeta precisam das florestas para sobreviver. Segundo as Nações Unidas, as matas cobrem 30% da superfície terrestre, o que representa quase 4 bilhões de hectares.
Desafios
O Fórum sobre Florestas tem como tarefa fornecer uma plataforma global de ações para o gerenciamento sustentável das matas, evitando degradação e desmatamento. Segundo o presidente da sessão atual, o canadense Peter Besseau, o fórum está ajudando a transformar o trabalho dos especialistas no tema, tornando-o mais eficiente, ao reconhecer os desafios encarados pelos que dependem das florestas.
Os seis objetivos globais para o setor contribuem para o avanço da Agenda 2030 da ONU e também para responder às Metas de Biodiversidade de Aichi (plano que busca estabelecer ações para deter a perda da biodiversidade planetária, aprovado durante a 10ª Conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), realizada na província de Aichi, Japão, e ao próprio Acordo de Paris, de mudança climática.
O brasileiro Manoel Sobral Filho, diretor do Fórum sobre Florestas da ONU, afirmou que, para construir um futuro verde e sustentável, é necessário combater a degradação ambiental, para que todos possam se beneficiar das florestas. Segundo Sobral, quando as matas são bem administradas, os benefícios são vistos em todo o mundo.
Objetivos Globais da Floresta
São seis os Objetivos Globais da Floresta:
1) Reverter as perdas florestais em todo o mundo através do gerenciamento sustentável, incluindo proteção, restauração, reflorestamento e aumento de esforços para evitar a degradação de florestas e contribuir para o esforço global contra a mudança climática;
2) Reforçar os benefícios socioeconômicos e ambientais baseados nas florestas, incluindo a melhoria da subsistência das pessoas que dependem das matas;
3) Aumentar substancialmente as áreas de proteção e de gerenciamento sustentável das florestas em todo o mundo, assim como a proporção de produtos florestais com manejo sustentável;
4) Mobilizar recursos financeiros, novos e adicionais, de todas as fontes para a implementação do manejo sustentável de florestas e fortalecer a cooperação técnico-científica e de parcerias no setor;
5) Promover a governança de plataformas para implementar o gerenciamento sustentável, incluindo o Instrumento da ONU sobre Florestas, e aumentar a contribuição das matas para a Agenda 2030;
6) Melhorar a cooperação, coordenação, coerência e sinergias sobre temas relacionados a florestas em todos os níveis, inclusive dentro do Sistema ONU e através da Parceria de Colaboração sobre Florestas por organizações-membros, bem como em setores interessados.
Agência Brasil
Urgente: STF liberta Dirceu
Por 3 votos a 2, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso há quase dois anos no âmbito da Operação Lava Jato.
Dirceu teve prisão preventiva decretada em agosto de 2015 e desde então já foi condenado duas vezes pelo juiz Sérgio Moro, responsável na primeira instância pelas ações penais sobre o esquema de corrupção na Petrobras.
Na semana passada, a 2ª Turma do STF soltou dois presos da Operação Lava Jato apesar do voto contrário do relator do caso na Corte, ministro Luiz Edson Fachin. O pecuarista José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu tiveram prisões preventivas revogadas com decisão da maioria do colegiado.
Revista Exame
Agentes penitenciários ocupam Ministério da Justiça
O Ministério da Justiça, comandado por Osmar Serraglio, foi ocupado na tarde desta terça-feira 2 por agentes penitenciários de todo o Brasil.
A ocupação do prédio em Brasília é em defesa da PEC 308, que legitima, constitucionalmente, todo o trabalho do agente de custódia e todos os agentes que desempenham atividade penitenciária, e contra o fim da aposentadoria.
Os agentes quebraram as vidraças do Salão Negro do ministério. O grupo que protesta contra a reforma da Previdência levou comida e colchão e diz que irá acampar no local. Eles querem ter o direito de se aposentar aos 55 anos – idade que Temer se aposentou.
O protesto é mais um revés para Michel Temer, depois das pesquisas que apontaram que 85% dos brasileiros querem sua saída e a convocação de eleições diretas.
Portal Brasil 247
Ônibus são incendiados em vias expressas, e Rio em entra em estágio de atenção
Pelo menos oito ônibus foram incendiados na Região Metropolitana do Rio, na manhã desta terça-feira: três na Rodovia Washington Luiz, na altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, outros quatro na Avenida Brasil, altura de Cordovil, e um na Rua Itabira, um dos acessos à comunidade Cidade Alta, na Zona Norte da capital fluminense. As informações são do Centro de Operações da Prefeitura (COR). Dois caminhões também foram alvos de vândalos e pegaram fogo.
Os veículos em chamas causaram interdições parciais na Washington Luiz, na Linha Vermelha e na Avenida Brasil. Dois ônibus foram incendiados na pista lateral da Avenida Brasil, sentido Zona Oeste; outros dois, no sentido Centro da via, na altura de Cordovil. Três queimaram em chamas na Rodovia Washington Luís e um foi destruído na Rua Itabira, um dos acessos à comunidade Cidade Alta.
Segundo informações do comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), tenente-coronel Sergio Porto, o ato de vandalismo naquele município é uma represália à ação de policiais militares nas favelas Beira-Mar e Parque das Missões.
Os PMs estão realizando a uma operação nessas duas comunidades de Caxias, depois que bandidos da Cidade Alta, em Cordovil, na Zona Norte do Rio, fugiram para aquela área após uma invasão de traficantes rivais. Dois suspeitos foram feridos durante a incursão policial na Cidade Alta. Segundo a PM, 37 foram presos e 32 fuzis, apreendidos.
As colunas de fumaça nas duas vias expressas podem ser vista ao longe. Motoristas que passavam por ambos os locais entraram em pânico, e muitos voltaram pela contramão. Há relatos de que houve arrastões.
Operação policial
Em ação para conter uma guerra entre traficantes, a Polícia Militar prendeu 37 suspeitos e apreendeu 32 fuzis na Cidade Alta, em Cordovil, na Zona Norte do Rio, nesta terça-feira. Os detidos e o material foram levados à sede do 16º BPM (Olaria). Desde que a operação começou, pelo menos oito ônibus foram incendiados na Baixada Fluminense e na capital.
Três policiais militares que atuavam na operação na Zona Norte do Rio ficaram feridos por estilhaços de granada sem gravidade. Eles já receberam atendimento e foram liberados.
Estudante agredido por PM em Goiânia continua respirando com ajuda de aparelhos
O estudante de Ciências Sociais Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, continua sedado e respirando com a ajuda de aparelhos na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo). No último dia 28, Mateus foi agredido violentamente por um policial militar no centro de Goiânia, durante uma manifestação contra as reformas propostas pelo governo Temer.
Segundo boletim médico divulgado às 9h desta terça-feira (2), o estado de saúde de Mateus continua grave, mas houve uma ligeira evolução no quadro clínico. Os médicos esperam os resultados de exames para decidir se suspendem a sedação. Não há previsão de novos procedimentos cirúrgicos.
Parentes e amigos do estudante fazem mobilização nas redes sociais para conseguir ajuda financeira e custear despesas com hospital, remédios e com o deslocamento de parentes – que moram no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Mateus levou um golpe na testa com um cassetete (que chegou a quebrar com o impacto) e teve traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas no rosto. No mesmo dia, o estudante passou por cirurgia de reconstrução da face que durou quatro horas.
Ontem (1º), a Polícia Militar (PM) de Goiás informou que identificou e afastou das ruas o capitão Augusto Sampaio. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Divino Alves de Oliveira, Sampaio foi afastado apenas das atividades operacionais, mas continua exercendo funções administrativas, até que se conclua o inquérito que apura o caso.
Código de ética
Após o ocorrido, o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri, anunciou que vai apresentar, na tarde de hoje à imprensa, o projeto Capacitação Permanente para o Uso Progressivo e Racional da Força, com seis medidas, cujo objetivo é "consolidar um novo método prático profissionalizado e científico do uso da força policial".
A secretaria informou ainda que vai lançar, em 15 dias, um novo código de ética para a Polícia Militar do Estado de Goiás. Segundo Belastreri, o objetivo é modernizar o militarismo e superar o atual regulamento disciplinar, que está defasado.
Agência Brasil
Vergonha à Brasileira
Uma nova pesquisa Datafolha revela: nunca houve tanta gente com vergonha de ser brasileiro.
São 34% os que se sentem envergonhados, uma parcela que é hoje quase o quádruplo do seu menor resultado, 9%, no final de 2010.
Os que se sentem mais orgulhosos que envergonhados são 63%, também a menor taxa da série histórica iniciada em março de 2000.
No domingo, o Datafolha também deu número ao que a insatisfação nas ruas já demonstrava: 85% dos brasileiros querem Temer longe do Planalto e a convocação de diretas-já.
As informações são de reportagem da Folha de S.Paulo.
"A avaliação do Brasil como lugar para viver recuou em relação a dezembro e voltou ao patamar de julho do ano passado, quando chegou ao nível mais baixo.
Morar no país é ruim ou péssimo para 20% da população, regular para 26% e bom ou ótimo para 54%, uma queda de sete pontos percentuais desde o final do ano passado.
Embora os dois indicadores ainda revelem otimismo –as avaliações positivas superam as negativas em 34 pontos percentuais na avaliação do Brasil e em 29 em relação ao sentimento de orgulho ou vergonha–, ambos sofreram retração."
Portal Brasil 247
CNC diz que comércio reduz ritmo de demissões no Brasil
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou hoje que, em todo o país, os diversos segmentos do setor vêm registrando recuperação na geração de empregos, apesar de ainda apresentarem saldo negativo no valor agregado.
Segundo pesquisa com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, no primeiro trimestre, 13 dos 25 subsetores de atividade geraram postos de trabalho, com a maior parte das vagas criadas contemplando trabalhadores jovens e qualificados.
Apesar da constatação, de janeiro a março, foram fechadas 64.378 vagas de emprego no setor, resultado que, no entanto, é 78% menor do que o verificado no primeiro trimestre do ano passado, quando deixaram de existir 303.129 postos de trabalho.
De acordo com a CNC, o setor terciário destacou-se pela geração de vagas no comércio atacadista, abrindo 5.941 postos de trabalho, enquanto, no comércio e na administração de imóveis e valores mobiliários, foram criadas 2.148 novas vagas.
Os setores em que mais se reverteu o fechamento de vagas foram o primário (agropecuária) e o secundário (indústria). De forma semelhante, dos 15 subsetores que compõem a indústria, oito reverteram os saldos negativos, com destaque para as indústrias metalúrgica e têxtil, que geraram 1.378 e 13.383 novos postos de trabalho, respectivamente.
Ao analisar o comportamento do comércio, o economista da CNC Fabio Bentes ressaltou que “a reação de alguns segmentos do mercado de trabalho demonstra o início de uma retomada parcial da empregabilidade, que é o principal entrave para o crescimento do consumo no país”.
Segundo Bentes, “o desempenho mais favorável da agropecuária e da indústria em detrimento do setor terciário está associado ao maior aquecimento da demanda externa. A produção industrial brasileira cresceu 0,3% no início de 2017, e o preço médio das exportações nacionais avançou 21,3% ante o mesmo período do ano passado”, afirmou.
Geração por faixa etária
A CNC destacou, ainda, que a quantidade de postos de trabalho preenchida por jovens contrastou com o enxugamento de vagas voltadas para trabalhadores mais experientes. No primeiro trimestre deste ano, foram abertas 175,3 mil vagas para pessoas com até 24 anos de idade, número 120% maior do que o registrado no mesmo período de 2016.
Ao mesmo tempo, 239,7 mil vagas nas demais faixas etárias foram eliminadas no acumulado do ano, ante 382,9 mil nos três primeiros meses de 2016. Outra constatação da CNC é que a geração de vagas no mercado formal favoreceu os trabalhadores mais qualificados. De janeiro a março, foram abertas 60,8 mil vagas para empregados com nível superior completo, número 44,4% maior do que no mesmo período de 2016.
A CNC observou, ainda, que houve reversão do saldo negativo do início do ano passado entre os trabalhadores com nível superior incompleto, com a abertura de 2.308 novas vagas.
Agência Brasil
Transexual militante do PSol sofre tentativa de homicídio e fica tetraplégica
A militante transexual do PSOL, de Presidente Dutra, Bárbara Trindade, mais conhecida como “Babi”, 22 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio. O principal suspeito do crime é Domingo Mendes, morador do município com quem a transexual mantinha um relacionamento amoroso. Segundo relatos de familiares, após os boatos do envolvimento sexual terem repercutido entre os moradores da cidade e nas redes sociais, Mendes convidou Babi para um encontro próximo a Câmara de Vereadores da cidade, por volta das 23hs, e deflagrou dois tiros que atingiram o maxilar e a coluna vertebral, conforme consta no Boletim de Ocorrência nº 86\2017, registrado na Delegacia Territorial de Presidente Dutra, Departamento de Polícia do Interior 14º COORPIN- Irecê.
A transexual está internada em estado grave no Hospital Regional de Irecê, e aguarda a realização de uma cirurgia para retirar a bala que ficou alojada nas costas. De acordo com o Atestado Médico emitido, Bárbara sofreu uma tetraplegia traumática e perderá todos os movimentos do corpo. Mendes está preso na Delegacia de Presidente Dutra, mas já deu entrada em um pedido de Habeas Corpus.
O PSOL entrará com uma ação no Ministério Público e na Procuradoria Geral para solicitar, em caráter de urgência, as medidas jurídicas cabíveis. Para o Presidente Estadual do PSOL na Bahia, Ronaldo Santos, a tentativa de homicídio que ocorreu com Babi representa mais um crime de homofobia. “Infelizmente, esse não é um caso isolado! Todos os dias centenas de companheiras sofrem ataques físicos, psicolóicos e emocionais. O PSOL vai judicializar o fato para que Domingo Mendes seja punido de acordo com a Legislação em vigor no país!”, garante.
O psolista destaca que a sigla defende a diversidade sexual e possui muitos militantes da comunidade LGBT. “Vamos judicializar a questão para que esse crime não passe despercebido e o criminoso seja punido!” ressalta.
A militante do Coletivo LGBT do PSOL Irecê, Ruby Santos, destaca que os crimes de homofobia são recorrentes na região e as gestões municipais não possuem amparo jurídico eficiente para combater os casos. “Travamos uma batalha cotidiana na luta pelo acesso às políticas públicas e mais proteção legal!”, frisa. O Grupo Feminista Aracema está dando apoio jurídico ao caso. A família de Babi pede doações para ajudar a comprar a cadeira de rodas e as fraldas geriátricas. Segue em anexo o Boletim de ocorrência.
Doações:
Agência: 0780
Operação: 013
Conta: 00074700-2
Renata Silva Ferreira
Caixa Econômica Federal
Portal Brasil 247
Boleto vencido poderá ser pago em qualquer banco a partir de julho
Um novo sistema para pagamentos de boletos começa a funcionar em julho. Com o novo sistema, o boleto, mesmo vencido, poderá ser pago em qualquer banco. Além disso, o cálculo de juros e multa do boleto atrasado será feito automaticamente, o que reduzirá a necessidade de ir a um guichê de caixa e eliminará a possibilidade de erros no cálculo.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está apresentando o novo sistema para empresas e jornalistas em várias cidades. Hoje, foi a vez de Brasília. Na apresentação, o diretor adjunto de Operações da Febraban, Walter Tadeu, lembrou que a nova plataforma vem sendo desenvolvida desde o ano passado, devido ao elevado número de fraudes em boletos. “A Nova Plataforma vai trazer mais segurança”, disse Tadeu. Ele acrescentou que o sistema atual tem mais de 20 anos de existência.
Tadeu explicou que as informações de todos os boletos emitidos pelos bancos estarão na nova plataforma única, criada pela federação em parceria com a rede bancária. Na hora de pagar o boleto, os dados serão checados na plataforma. Se houver divergência de informações, o pagamento não será autorizado, e o consumidor só poderá pagar o boleto no banco que emitiu a cobrança, uma vez que somente essa instituição terá condições de conferir o que for necessário.
De acordo com a Febraban, a nova plataforma vai reduzir fraudes na emissão de boletos de condomínios, escolas e seguradoras, por exemplo. A federação lembra que quadrilhas enviam boletos falsos às casas, que acabam sendo pagos como se fossem verdadeiros, gerando prejuízos. Há também casos de sites maliciosos que emitem “segundas vias” com informações fraudulentas, além de vírus instalados em computadores.
Walter Tadeu não soube dizer se os boletos emitidos com o novo sistema custarão mais caro para as empresas que contratam tal serviço dos bancos. Ele disse que, como se trata de uma polícia de cada banco, a Febraban não pode comentar sobre o assunto.
Cronograma
A implantação da nova plataforma seguirá um cronograma: a partir de 10 de julho, para boletos acima de R$ 50 mil; 11 de setembro, acima de R$ 2 mil; 13 de novembro, acima de R$ 200; e em 11 de dezembro, todos os boletos. Segundo Tadeu, esse cronograma é necessário para evitar falhas no sistema.
Agência Brasil
Projeto de lei da Bancada Ruralista praticamente revoga a Lei Áurea
O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), presidente da bancada ruralista, quer oficializar a escravidão para os trabalhadores do campo no Brasil. Esta notícia não é um exagero.
Depois da aprovação da Reforma Trabalhista do governo Temer, o objetivo agora é mudar as leis específicas para o trabalhador rural, com 192 itens que substituirão a legislação vigente.
A proposta do tucano quer adotar o mesmo "espírito" do projeto aprovado na Câmara na semana passada que acabou com a CLT: não tratar o trabalhador como um "coitadinho" e restringir o poder da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho.
O projeto de lei de autoria do parlamentar tucano permite que as empresas não paguem seus funcionários apenas com salário, mas também mediante "remuneração de qualquer espécie", como oferta de moradia e alimentação, como na época das senzalas.
O texto aumenta ainda a jornada diária de trabalho para até 12 horas, por "motivos de força maior", permite a substituição do repouso semanal dos funcionários por um período contínuo, com até 18 dias seguidos, e autoriza a venda integral das férias dos empregados.
As alterações na legislação do trabalhador rural ficaram de fora do parecer do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), votado na semana passada, por um acordo da bancada ruralista com o governo.
O texto atinge também a segurança e a saúde dos trabalhadores rurais, uma vez que revoga a Norma Regulamentadora 31, que garante que os empregadores forneçam aos empregados condições salubres para o exercício de suas atividades, de equipamentos de segurança que garantam a integridade física dos trabalhadores ao cumprimento de normas sanitárias para o uso de defensivos agrícolas e fertilizantes.
O texto do PL também reforça pontos já contemplados na reforma trabalhista, como a prevalência do negociado sobre o legislado, a jornada intermitente e a exclusão das horas usadas no itinerário da jornada de trabalho.
No texto do PL, o deputado Leitão justifica seu PL afirmando que “as leis brasileiras e, ainda mais, os regulamentos expedidos por órgãos como o Ministério do Trabalho, são elaborados com fundamento nos conhecimentos adquiridos no meio urbano, desprezando usos e costumes e, de forma geral, a cultura do campo”.
O texto argumenta ainda que a Lei n.º 5.889 – que regula o trabalho rural e que o PL 6442 altera – já tem mais de 40 anos e sofreu poucas alterações. “Nestes termos, no intuito de prestigiar esse tão importante setor da economia brasileiro fomentando sua modernização e desenvolvimento; o aumento dos lucros e redução de custos e; gerar novos postos de trabalho, é que se propõe a alteração da Lei n.º 5.889/73”, conclui texto.
Com informações do Portal Brasil 247 e da Carta Capital
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