sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Oftalmologista orienta sobre patologias oculares que requerem cirurgia

 

A visão é um sentido que conecta, através de imagens, o ser humano ao mundo. Daí a necessidade de cuidar bem dos olhos, pois são órgãos bastante complexos e formados por diversas estruturas, dentre elas, a retina. Algumas patologias retinianas só podem ser tratadas com cirurgias. Isso tem contribuído para grandes avanços em tecnologias que têm revolucionado a especialidade de retina e vítreo, nos últimos anos. “São equipamentos de ponta que permitem diagnósticos cada vez mais precoces, rápidos e eficazes, além de cirurgias que impedem a evolução de doenças e controlam as que não podem ser resolvidas com tratamento clínico ou com laser”, afirma a oftalmologista Luciana Valença, especialista em retina e vítreo, no Instituto de Olhos do Recife (IOR).

A retina é fundamental para transformar a luminosidade em impulsos elétricos enviados ao cérebro que “lê” as imagens. Com o aumento da expectativa de vida, podem ocorrer alterações nas estruturas, provocando doenças que afetam essa camada. As principais são a degeneração macular relacionada a idade (DMRI), a retinopatia diabética, o descolamento de retina, membranas epirretinianas, buraco macular e a hemorragia vítrea, dentre outras. “São problemas que podem ser tratados clinicamente ou, em alguns casos, necessitam de cirurgias vitreorretinianas”, explica a doutora Luciana.

PROCEDIMENTOS – Atualmente existem várias técnicas cirúrgicas para essa região posterior do olho. No descolamento de retina, por exemplo, podem ser feitas intervenções como a introflexão escleral, retinopexia pneumática, vitrectomia e outras, dependendo da causa e extensão do descolamento. “Algumas vezes o paciente não chega a ter a retina descolada, apresenta apenas roturas ou buracos retinianos que não requerem tratamento cirúrgico e podem ser tratadas com aplicação de laser específico. Nos casos em que o paciente já apresenta descolamento de retina, há indicação absoluta de tratamento cirúrgico”, indica a oftalmologista.

Outros exemplos de cirurgias vitreorretinianas são a vitrectomia simples ou com endofotocoagulação de retina, a vitrectomia associada a retinopexia com implante de gás ou óleo de silicone, vitrectomia com peeling de membrana epirretiniana, além de injeções intraoculares de medicações que vão agir em certas patologias como a DMRI, edema macular diabético e edemas maculares associados a obstrução vasculares. “O mais importante é sempre consultar um especialista, para identificar os problemas oculares logo no início, pois isso contribui para a eficácia de qualquer tratamento ou cirurgia”, aconselha a médica.

EQUIPAMENTOS – O IOR é pioneiro em avanços tecnológicos para diagnóstico e tratamento de problemas oculares. Nos últimos anos, a instituição tem investindo na aquisição de equipamentos om diversas tecnologias de ponta. Um deles é o NGENUITY, que oferece uma visualização aprimorada do olho, em três dimensões (3D), como em uma tela de cinema, em alta resolução, profundidade de imagem, claridade e contraste de cor.

O equipamento permite ainda uma postura mais adequada do oftalmologista cirurgião, podendo reduzir a fadiga durante o procedimento. “Essa é uma vantagem significativa, uma vez que as cirurgias retinianas podem se estender de minutos até horas, dependendo da complexidade do caso”, explica a doutora Luciana. O equipamento é usado no IOR, em qualquer cirurgia oftalmológica.


Serviço:
Dra. Luciana Valença
Instituto de Olhos do Recife (IOR)
Fone: (81) 2122.5000 www.ior.com.br