13/11/2018

Mediadores de Conflitos promovem acordos e apertos de mão nas comunidades

Brigas de vizinho e de família, impasse de consumidores, pensão alimentícia são conflitos comuns entre moradores dos bairros do Recife e Região Metropolitana. Aparentemente pequenos, esses problemas podem se tornar maiores, mas, através dos mediadores de conflitos são resolvidos alí mesmo, um na frente do outro, de forma pacífica e amigável. O serviço integra o Programa de Mediação de Conflitos, executado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e sua Executiva de Direitos Humanos (SEDH). 

Atualmente, 11 Núcleos de Mediação possuem 50 pessoas atuando como voluntárias, entre elas, donas de casa, estudantes, líderes comunitários e aposentados. Eles participam do curso de Formação promovido pela SJDH e dedicam um horário do seu dia para disseminar a cultura de paz por meio do acordo e do aperto de mão. “Ao ampliar as formações de mediadores voluntários nas comunidades, o Governo do Estado investe em uma cultura de paz, uma cultura da pacificação e, acima de tudo, do diálogo entre as comunidades”, ressaltou o secretário-executivo de Direitos Humanos, Eduardo Figueiredo. O mediador comunitário desenvolve trabalho voluntário conforme dispõe a Lei do Voluntariado (Lei Nº 9.608 de dezembro de 1998).

Rosa Maria da Silva, 55, é líder comunitária do Ibura de Baixo e coordena o núcleo do bairro. Entre as demandas que recebe diariamente a mais comum é a briga de vizinhança provocada por som alto, problema de vazamento de cano, esgoto, entre outros. “Vivemos entre duas comunidades, Terra Nossa e Jagatá, que precisam de muitos serviços. Observo que os moradores estão procurando cada vez mais o núcleo, e por conta disso até mudam um pouco o jeito de ser, diminuindo a agressividade. É por essas e outras razões que adoro o que faço”, diz Rosa. 

Os núcleos de mediação estão distribuídos nos bairros de: Ibura de Cima, Ibura de Baixo, Nova Descoberta, 2 em Santo Amaro, Fundão, Beberibe, Caranguejo Tabaiares e Afogados, no Recife; e Rio Doce e Santana, em Olinda. Os números mostram o aumento da procura pelo serviço. Em 2017 foram 1.128 atendimentos e procedimentos em mediação. Já este ano, até o mês de setembro, 1.524 pessoas já foram atendidas.

“Temos ciência da atuação dos mediadores nas comunidades e estamos sentindo sim a diminuição das nossas ocorrências, não temos números ainda, mas o trabalho está nos ajudando bastante, já que evita o acionamento de uma viatura. Isso é de extrema importância pois possibilita que os nossos esforços fiquem concentrados nas grandes demandas”, destaca Paulo Matos, tenente coronel do 19º Batalhão da Polícia Militar.

Imprensa SEDH PE