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segunda-feira, julho 05, 2021

Como cultivar cactos e demais plantas suculentas em casa

 

As restrições provocadas pela pandemia introduziram o hábito da jardinagem para muitas pessoas, seja como passatempo ou até como terapia. De fácil manutenção e de beleza exótica, espécies de cactos e demais plantas suculentas são umas das mais escolhidas para a ornamentação de casas e apartamentos. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAS) da Prefeitura do Recife, traz algumas recomendações de como cultivar essa espécie de maneira correta.

De acordo com o geógrafo e analista do Jardim Botânico do Recife (JBR) Carlos Fraga, os cactos são plantas da família Cactaceae e das suas principais características as que mais chamam a atenção são a sua alta adaptabilidade em ambientes inóspitos (as espécies são originárias de regiões quentes e áridas), e a capacidade de retenção de água, o que possibilita sua sobrevivência em prolongados períodos de estiagem. Podem ser classificados em três principais tipos: Colunares (e. Xique-xique), palmaços (e. Quipás) e os globosos (e. Coroa-de-frade). Sua beleza exótica é acompanhada por suas flores, algumas mais modestas, outras mais exuberantes e se polinizadas, essas flores podem dar origem a frutos. Os frutos produzidos pelos cactos são comestíveis, servindo de alimento para a fauna e população locais.

Apesar de não requererem cuidados intensos, algumas ações específicas precisam ser seguidas na hora de cultivar essas plantas. Fraga fala sobre como as condições do habitat da espécie influenciam no seu cultivo: "Os cactos são espécies que precisam ser mantidas em lugares arejados e bem iluminados. Como se desenvolvem em lugares quentes e secos, para que não ocorra estresse hídrico é necessário que não tenha acúmulo de água, nem excesso de rega, essa deve ser feita no máximo uma vez por semana. Também é adequado que o substrato seja formado por 50% de matéria orgânica e 50% de areia lavada”, explica.

Carlos Fraga ainda lembra que existem várias espécies que podem ser plantadas em vasos, de preferência que contenham furos no fundo para facilitar a drenagem. “Em regiões úmidas, a dica é optar por vasos de cerâmica, que garantem a evaporação da água por meio de sua porosidade”, comenta.

Juntamente com Jefferson Maciel, biólogo botânico e analista do JBR, Carlos Fraga é responsável pelo cactário do Jardim Botânico do Recife, que comporta diversas espécies, como por exemplo, Cadeira de sogra (Echinocactus parryi), Coroa-de-frade (Melocactus violaceus), Mandacaru de laço (Pilosocereus tuberculatus). O cactário e outros espaços do equipamento ambiental podem ser apreciados das terças aos domingos, das 09h às 15h, com entrada gratuita.

lmprensa Recife

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