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segunda-feira, outubro 26, 2020

Plantas ornamentais integram o leque de produção rural no Assentamento Galileia

 

O Assentamento Galileia, localizado no município de Vitória de Santo Antão, além de ser referência na produção de alimentos de base familiar, também vem se destacando com o manejo de plantas ornamentais. A produção vai além da produção de plantas, envolve um cuidadoso processo sustentável na montagem de terrário; produção de fontes; manejo de suculentas; rosa do deserto e cactos, que vem conquistando espaço paralelo à comercialização das hortaliças, principal arranjo produtivo do assentamento, que é assistido pelo Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (Iterpe), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA).

O responsável pela produção das plantas ornamentais é o agricultor Carlos Alberto Correia da Conceição, de 46 anos, que vive há 12 anos no assentamento Galileia, junto com a sua família. “Comecei a manejar e produzir plantas ornamentais nas horas livres, como forma de deixar o sítio mais bonito e aliviar o estresse”, explicou o agricultor, que foi beneficiado pelas ações do Governo do Estado com título de concessão da terra, documento temporário que proporciona a segurança jurídica para os assentados produzirem e acessarem as políticas de desenvolvimento da vida no campo, como o acesso aos créditos rurais.

Com o tempo, a habilidade que começou como lazer se transformou em uma possibilidade de ampliar a renda da família. Atualmente, as plantas ornamentais despontam a comercialização dos produtos da família do agricultor familiar, que produz ainda hortaliças e vende nos mercados de Vitória e de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes.

As plantas são cultivadas por meio de um processo de sustentabilidade ambiental, manejadas em vasos confeccionados pela família, a partir da reutilização de materiais que seriam descartados no lixo. O aproveitamento de materiais como isopor, pias quebradas, filtros de barro, pedaços de panos, entre outros artifícios, se transforma em obras de arte, que agregam valor aos produtos comercializados.

HistóriaLocalizado numa área com mais de 500 hectares, o Engenho Galiléia é considerado o primeiro assentamento da América Latina. A história do assentamento é reconhecida no Brasil e na América Latina como o marco da Reforma Agrária, a qual teve início no Nordeste e contribuiu na ascensão das Ligas Camponesas, movimento responsável por reestruturar uma nova postura política em prol da melhoria das condições de vida no campo em todo o país. O movimento de resistência, resultou nas desapropriações de antigos engenhos que se tornaram espaços coletivos, formados por homens e mulheres do campo organizados em associações vivendo do trabalho rural.

Imprensa Iterpe



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