quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

💥 Entre a folia e o risco: uso recreativo de tadalafila preocupa especialistas no carnaval


🎭 Com a chegada do carnaval, período marcado por festas longas, consumo elevado de álcool e aumento das relações ocasionais, cresce também a preocupação com práticas que colocam a saúde em risco. Além da prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, médicos têm observado outro comportamento que se intensifica nesta época: o uso recreativo de medicamentos para disfunção erétil. Entre eles, a tadalafila, que deveria ser usada apenas com indicação médica, tem sido consumida por jovens saudáveis em busca de “melhor desempenho”. A prática, porém, está longe de ser inofensiva.

⚠️ Originalmente indicada para tratar a disfunção erétil, a tadalafila age aumentando o fluxo sanguíneo no pênis, facilitando a ereção apenas quando há estímulo sexual. Embora seja eficaz para quem realmente precisa, seu uso por pessoas sem indicação clínica pode trazer efeitos colaterais importantes. O urologista Eugênio Lustosa alerta que a automedicação cresce especialmente em períodos festivos, impulsionada pela falsa sensação de segurança. Segundo ele, muitos acreditam que o remédio funciona como um estimulante sexual, o que não é verdade.

💊 Entre os efeitos adversos mais comuns estão dor de cabeça intensa, tontura, queda da pressão arterial, rubor facial e congestão nasal. Em situações mais graves, principalmente quando associada ao álcool ou outras substâncias, a tadalafila pode desencadear eventos cardiovasculares sérios. Arritmias, infarto e acidente vascular cerebral estão entre os riscos, especialmente para quem desconhece ter alguma condição cardíaca. O especialista reforça que o carnaval reúne fatores que potencializam esses perigos, como noites mal dormidas, desidratação e uso simultâneo de outros medicamentos.

🚨 Outro risco pouco discutido é o priapismo, caracterizado por uma ereção prolongada e dolorosa que pode causar danos permanentes ao tecido peniano se não houver atendimento imediato. Além disso, o uso frequente sem necessidade médica pode gerar dependência psicológica, levando o homem a acreditar que só consegue ter relações satisfatórias com o medicamento. Essa insegurança pode evoluir para ansiedade de desempenho e até para disfunções futuras, quando o corpo passa a responder menos sem a medicação.

🧪 O consumo de comprimidos falsificados também preocupa, já que produtos vendidos no mercado informal ou em plataformas irregulares podem conter substâncias desconhecidas ou doses imprevisíveis. Durante o carnaval, campanhas de saúde reforçam mensagens sobre sexo seguro, testagem para ISTs e autocuidado, mas especialistas defendem que o alerta sobre o uso consciente de medicamentos também precisa ganhar espaço. Para Eugênio Lustosa, prazer e responsabilidade devem caminhar juntos, e qualquer uso de remédios para ereção deve ser orientado por um profissional.