sábado, 14 de fevereiro de 2026

🌟 A arte sustentável de Anderson Gomes no Galo da Madrugada


🦚 Criar fantasias para o Galo da Madrugada usando apenas matéria-prima reciclável é um desafio que Anderson Gomes abraça como manifesto artístico e ambiental. Ele explica que não existe escola de arte que ensine a transformar resíduos em figurinos, e que essa reinvenção nasce da urgência de cuidar do planeta. Cada peça, segundo ele, é uma resposta à ação humana que tem afetado a natureza. Ao desenvolver as fantasias, buscou unir estética, consciência ecológica e identidade cultural. O resultado é um trabalho manual, minucioso e totalmente original.

🌿 As inspirações vieram da natureza e da cultura popular, pilares que orientaram a criação dos figurinos deste ano. Anderson conta que associou cada fantasia a elementos do Carnaval e aos quatro elementos naturais. O “elemento terra”, por exemplo, foi escolhido para representar o Hino de Pernambuco, especialmente o verso “salve a terra dos altos coqueiros”. Já o “elemento fogo” dialoga com o frevo de rua “Cabelofogo”, conectando ritmo, dança e simbologia. Essa fusão entre música, tradição e ecologia guiou todo o processo criativo.

🎭 O carnavalesco também mergulhou nos ritmos, personagens e referências afetivas do Carnaval pernambucano para compor a estética das peças. Ele explica que apresentou às fantasias músicas de frevo, culinária típica, gestos e movimentos que fazem parte da identidade local. Cada detalhe foi pensado para que o público reconheça, nas roupas, a alma do Carnaval. A intenção foi criar imagens que traduzissem a energia da festa, mas sem abrir mão do compromisso ambiental. O resultado, segundo ele, já está nas ruas, encantando foliões.

🧵 Todo o trabalho foi feito à mão, em um processo artesanal que exige paciência, técnica e sensibilidade. Anderson destaca que a originalidade das peças nasce justamente da limitação dos materiais recicláveis, que o obriga a encontrar soluções criativas. Para ele, transformar resíduos em arte é também uma forma de educar e inspirar. O carnavalesco afirma que ver as fantasias prontas e ganhando vida no desfile é a maior recompensa. E celebra: “Foi lindo. Um trabalho muito minucioso, bastante manual e original — e já está na rua”.