🌡️ O clima quente, o suor e as fantasias sintéticas típicas do Carnaval criam um ambiente perfeito para irritações e infecções na região íntima feminina. Durante as prévias e festas, muitas mulheres passam horas com roupas apertadas, molhadas ou pouco ventiladas, o que favorece o desequilíbrio da flora vaginal. Especialistas alertam que esse conjunto de fatores aumenta o risco de problemas como candidíase, vaginose bacteriana e infecções urinárias.
🩺 A ginecologista Aline Arruda, docente da Afya Garanhuns, explica que a candidíase costuma surgir após longos períodos com roupas abafadas ou úmidas, enquanto a vaginose pode ser desencadeada pelo suor excessivo e higiene inadequada. Já a infecção urinária aparece com mais frequência quando há baixa ingestão de água, retenção de urina e uso prolongado de absorventes internos. Mulheres com histórico de condições pré-existentes também podem ter piora dos sintomas durante a folia.
⚠️ Entre os sinais de alerta estão coceira persistente, ardor, vermelhidão, inchaço, corrimento com odor ou cor alterados, dor ao urinar e desconforto durante a relação sexual. Diante desses sintomas, especialistas recomendam evitar automedicação, suspender o uso de roupas apertadas e manter a região íntima seca. Caso o quadro não melhore em até 72 horas — ou haja febre, dor intensa ou sangramento — é fundamental buscar atendimento médico.
👗 Para prevenir problemas e aproveitar o Carnaval sem interrupções, a orientação é priorizar roupas íntimas de algodão e evitar permanecer com peças molhadas ou suadas por muito tempo. Levar uma calcinha extra na bolsa, beber bastante água, não segurar a urina e higienizar-se corretamente após usar banheiros públicos são medidas simples que fazem diferença. Ao chegar em casa, retirar a fantasia, lavar apenas a parte externa da vulva e, se possível, dormir sem calcinha ajudam na ventilação da região.
💊 Caso haja diagnóstico de infecção, o tratamento varia conforme a causa: antifúngicos para candidíase, antibióticos específicos para vaginose e infecção urinária, sempre com prescrição médica. Aline Arruda reforça que o consumo excessivo de álcool pode mascarar sintomas e aumentar comportamentos de risco, incluindo relações sexuais ocasionais sem proteção — o que torna ainda mais importante o uso de preservativos para prevenir ISTs.
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