Podcast Tais Paranhos

segunda-feira, outubro 28, 2019

Alakazam: 50 anos de circo

Foi lançado, dia 26 de outubro de 2019, às 16h, no Festival de Teatro do Agreste, FETEAG, em Caruaru, visando expandir as ações de sensibilização para o circo, buscando promover e disseminar uma cultura artística entre os estudantes, o livro do pesquisador, dramaturgo MOISÉS MONTEIRO DE MELO NETO, professor do Departamento de Letras da Universidade de Pernambuco (UPE) e da UNEAL. O livro tem distribuição gratuita.
Sobre o livro, que foi publicado com o Incentivo do FUNCULTURA, Fundarpe, Secretaria de Cultura, Governo de Pernambuco, o autor, Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto, declara: “Em agosto de 2019, depois oito meses de pesquisa em arquivos de Alakazan, do Sated PE, vídeos na internet, entrevistas e visitas ao Arquivo Público de Pernambuco, escrevi o livro MÁGICO ALAKAZAM: 50 anos de alegria e sucesso!  Selecionar imagens não foi tão fácil, eram centenas de fotos. Não pretendia edulcorar o meu objeto de estudo e tampouco queria tratá-lo de maneira fria e necessariamente objetiva. Trata-se de um ícone das artes no Brasil, um nordestino que vive da arte há muitas décadas e mesmo hoje, numa idade na qual muitos desejam aposentadoria ele segue adiante com invejável vigor, mesmo neste momento tão difícil que as artes atravessam, especialmente a arte circensense.  As entrevistas com Alakazam forma feitas no circo dele, no Sated PE e pelo Whatsapp. Ele sempre se mostrou solícito, mesmo quando se tratava de um assunto de Foro íntimo. Utilizei-me de diversos livros sobre o circo e entrevistei alguns artistas circenses. Assisti a muitos vídeos de apresentações dele, assim como acompanhei as apresentações do seu circo neste período.
O prazo era curto e o material muito vasto. Foram 160 páginas em Word, Times New Roman, tamanho 12, no original, nos livros tivemos uma variação de volume, obviamente, pela nova diagramação. Imprimi à pesquisa um tom um tanto literário, quis tratar a trajetória de Wilson Ribeiro da Silva, seu nome oficial, numa visão artística, como se um espectador estivesse diante de um espetáculo sobre um garoto de 10 anos que fugiu de casa e muito depois inaugurou o seu próprio circo e seguiu durante muito tempo se apresentando pelo Nordeste do Brasil encarando os altos e baixos de uma carreira icônica. Seis meses de pesquisa e dois meses na conclusão do texto escrito. O material que produzi envolveu a mão de vários outros profissionais: diagramadores, revisor, designers, dentre outros.”
Wilson Ribeiro da Silva já exerceu praticamente todas as funções pelas quais um artista circense pode passar. É mágico, apresentador, foi contorcionista, trapezista e domador de animais. É ainda um compositor com mais de sessenta músicas gravadas e cerca de duzentas compostas. Além disso, já publicou um livro em que conta, em forma de poesia, sua própria história, experiências e a rica vivência de um artista que dedicou a vida ao circo. Alakazam, como é conhecido, adotou este nome em 1968, quando leu uma história infantil protagonizada por um mágico assim chamado. A fantasia da ficção transformou-se em realidade através deste artista, que assim também nomeou o circo do qual é dono desde 1974. O Circo Alakazam é dos mais conhecidos e respeitados do Estado, onde se estabeleceu há vinte anos e, desde então, leva a arte milenar do circo ao público pernambucano. Alakazam foi homenageado pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais do Recife com o Troféu Construtores da Cultura. Também recebeu do Ministério da Cultura e da Funarte um prêmio em dinheiro que o possibilitou comprar uma lona nova para seu circo, cadeiras, equipamentos de som e iluminação, proporcionando mais conforto para o público, e melhor estrutura para os artistas
 “O Circo é, portanto, uma das imagens mais completas da estranha representação da vida, do estranho destino do homem sobre a terra. O Dono-do-Circo é Deus. A arena, com seus cenários de madeira, cola e papel pintado, é o palco do mundo, e ali desfila o cortejo do rebanho dançarinas, mágicos, palhaços e saltimbancos que somos nós”, disse-nos Ariano Suassuna.