🎶 Nascido Hyldon de Souza Silva em Salvador, Bahia, no dia 17 de abril de 1951, o cantor, compositor, guitarrista, baixista e produtor construiu uma das trajetórias mais marcantes da música brasileira. Ao lado de nomes lendários como Tim Maia e Cassiano, consolidou-se como um dos grandes pilares da soul music nacional, colecionando discos clássicos como Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, O Vendedor de Sonhos e o recente projeto analógico Festa na Aldeia.
🎤 Atualmente, o artista celebra um dos momentos mais especiais de sua carreira com a indicação ao Grammy Latino na categoria de Melhor Canção em Língua Portuguesa. A faixa responsável por essa conquista internacional é "Águas de Um Mar Azul", composta em parceria com Fábio Stella e resgatada após cinco décadas de silêncio para ganhar uma nova e elogiada interpretação na voz da cantora Urias.
🎸 Acompanhando a evolução da música brasileira ao longo de décadas, Hyldon reflete sobre o papel essencial do hip-hop como o grande herdeiro da soul music. Nascido das raízes africanas e dos tambores que fascinam o público, o género cresceu exponencialmente desde os anos 90. Inicialmente, os criadores do rap recorriam aos discos clássicos para extrair samples com facilidade. Com o tempo e a melhoria dos equipamentos, conquistaram autonomia e elevaram o patamar das letras nacionais.
🎹 Cinquenta anos após o lançamento do emblemático "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda", o artista mantém a mesma essência e verdade artística de 1975. O confronto inicial com as gravadoras multinacionais, focadas estritamente no lucro comercial, moldou a sua independência. Se em jovem nutria a utopia de transformar o planeta através das suas canções, hoje compreende que tocar profundamente o coração de uma única pessoa já justifica todo o percurso.
🎺 A simplicidade e a espontaneidade continuam a ser os pilares fundamentais para a criação de obras atemporais que resistem à passagem do tempo. Em contraste com a massificação algorítmica e a compra de likes na internet, a verdadeira música sobrevive através de histórias genuínas com as quais o público se identifica. Para o compositor, o segredo reside na emoção crua e na capacidade de dialogar diretamente com o espírito romântico inerente ao ser humano.
🎷 A intensa convivência com Tim Maia deixou marcas profundas na trajetória e na maneira como Hyldon enxerga o universo criativo e profissional. Desde o primeiro encontro nos estúdios da Philips até às parcerias na guitarra e no baixo, o "síndico" transmitiu-lhe lições valiosas. Entre elas, destaca-se a importância fundamental de saber ouvir atentamente a música, um preceito que guiou toda a sua carreira nos palcos e nos estúdios de gravação.
🥁 Rever a própria história através do documentário "As Dores do Mundo" proporcionou uma viagem emocionante aos recantos da infância em Senhor do Bonfim. A imersão nos cenários baianos e o contato com as memórias afetivas despertaram influências marcantes da cultura nordestina. Além disso, o filme eterniza depoimentos de grandes ícones da nossa música que testemunharam e partilharam esta imensa jornada artística ao longo dos anos.
🎻 O mais recente álbum, "Festa na Aldeia", materializa uma escolha estética e afetiva em prol da pureza sonora dos estúdios analógicos. Gravado em apenas dois dias com participações lendárias como a de Maurício Einhorn, o projeto recupera composições guardadas há décadas. Lançado em formato físico de vinil pela Rocinante, o disco reafirma a resistência do artista contra a hipervelocidade do consumo digital contemporâneo.
🎤 A troca geracional constante revelou-se uma fonte inesgotável de aprendizado, permitindo ao compositor dialogar com novos talentos de diferentes vertentes musicais. Desde a frequência em batalhas urbanas até ao incentivo precoce a nomes como o produtor Papatinho, a ausência de preconceitos manteve-o sempre ativo. Essa abertura constante reflete-se na sua banda e na cumplicidade com artistas que abrangem desde o rock instrumental até ao rap.
🪗 A conquista da liberdade artística exigiu coragem para romper com as grandes estruturas corporativas e fundar o seu próprio selo discográfico. Gerindo a própria carreira e editora com o apoio da Warner Chappell, assumiu o controlo criativo total das suas produções. Essa autonomia permitiu-lhe priorizar a integridade da sua obra artística em detrimento das pressões comerciais e das tendências passageiras do mercado.
🎺 Enfrentando as transformações radicais da indústria fonográfica, do vinil ao streaming, o compositor mantém-se otimista quanto ao futuro da nossa cultura. Embora encare com cautela as inovações tecnológicas e o efêmero digital, enxerga no ressurgimento do vinil um porto seguro essencial. Para o autor, a necessidade humana fundamental de expressar o amor e a poesia através da arte jamais deixará de existir.
Foto: Eduardo Galetto
🎼 Projetando o seu legado para as próximas décadas, a principal mensagem transmitida baseia-se na busca intransigente pela atemporalidade criativa. Influenciado pelas leituras de ficção científica na juventude, o seu compromisso sempre foi compor com a seriedade da música clássica. O objetivo supremo permanece inalterado: criar melodias sinceras que continuem a tocar a alma de quem as escuta, independentemente da época.
🏆 A recente indicação internacional ao Grammy Latino, fruto da colaboração no projeto com a artista Urias, trouxe nova visibilidade à sua obra. Mantendo uma postura reservada em relação aos bastidores comerciais e burocráticos dos grandes prémios, o autor celebra a excelente qualidade artística envolvida. O foco absoluto permanece na beleza do trabalho realizado e no reconhecimento genuíno por parte do público e dos pares.
🎹 Olhando para trás com a serenidade de quem construiu um legado incontestável, a maior realização reside na lucidez e no prazer de continuar a criar. Mantendo intacta a curiosidade infantil diante da natureza e da vida, Hyldon segue firmemente no jogo musical. A certeza de que a sua identidade sonora continuará a inspirar novas gerações coroa uma trajetória dedicada inteiramente à arte e à emoção.
Fotos: Site Oficial do Artista
Ao lado de Tim Maia e Cassiano, você ajudou a construir os alicerces da soul music brasileira. Quando olha para o Brasil de hoje, qual acredita ser o papel da música negra na discussão sobre identidade, pertencimento e transformação social?
Olha, eu acho que a partir dos anos 90, o hip hop cresceu muito. No começo eles usavam a gente para samplear, né? E os equipamentos foram melhorando e eles começaram a fazer suas próprias bases. Mas no início, eram nossas músicas que faziam Vários artistas, tipo Racionais, DJ Room, com o Taíde, Pavilhão 9, que era um grupo lá do Carandiru. Cara, era muito mais fácil pra ele pegar um disco nosso e samplear. E assim foi feito. E eu acho que o grande herdeiro da soul music, não só aqui, mas lá nos Estados Unidos também, É o hip-hop, sabe? O hip-hop teve um crescimento muito grande. Você vê o BK, Lothar, o Allianz Parque. Cara, esse, porra, maravilhoso. E apareceu muita gente. Tem essa geração do MC, do Racionais, sabe? E tem do Dexter. E tem essa geração nova, agora que é uma geração, o Leno, o... O próprio Gabriel Pensador, que já é da nova geração, né? Ele é novo, né? Então, assim... Existe... Eu acho que o hip-hop veio pra melhorar principalmente as letras, sabe? E eu, no fundo, no fundo, é tudo... A origem é a África. São as músicas com tambores, com baixo, principalmente os tambores, é o que atrai os negros.
Cinquenta anos depois do lançamento de "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda", o que você enxerga naquele jovem Hyldon de 1975 que talvez só tenha compreendido plenamente agora, após meio século de carreira?
Olha, 50 anos depois, do lançamento da "Na Rua, Na Chuva Na Fazenda", o que eu enxergo em mim mesmo? Eu sempre soube o que eu queria. O meu problema é que as gravadoras nunca estavam interessadas em arte. Eram todas multinacionais, elas queriam vender discos. E eu nunca foi esse meu objetivo vender, foi fazer uma coisa de coração, de sentimento, uma coisa que viesse lá do meu âmago, sabe? No âmago do meu ser, sabe? Eu pudesse tocar as pessoas. A única diferença é que naquela época eu achava que eu ia mudar o mundo, entendeu? Com a minha música. E mais pra frente você vai ser desiludido com isso, E hoje em dia eu já penso diferente. Eu acho que se eu conseguir mudar uma pessoa, fazer essa pessoa sonhar, amar, esclarecer alguma coisa pra essa pessoa, já é muita coisa, cara. Sabe? Então, o importante é eu ser sincero com a minha arte. Eu considero a minha música arte. Essa é a diferença. Continuo pensando do mesmo jeito que eu pensava antigamente.
Canções como "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda" permanecem atuais justamente por sua simplicidade emocional. Você acredita que a música contemporânea perdeu a capacidade de transformar sentimentos simples em obras duradouras? O que faz uma canção atravessar gerações?
Olha, eu acho que existe a simplicidade, existe a espontaneidade. Quando uma coisa é espontânea, ela é simples. Por isso que uma pessoa pode começar a rebuscar, buscar sinônimo, fazer que nem o Chico Buarque, que usa um monte de dicionário para mudar as palavras e tal. Eu nunca usei um dicionário de rima para compor, nem de antônimo, nem de nada. Entendeu? Então, assim... A música contemporânea, existem duas músicas. As músicas que você ouve, né? E as músicas que você não ouve. De artistas bons que não conseguem entrar nesses nichos de internet. Porque, hoje em dia, só resta isso para o artista novo. É tentar ver se for o bloqueio da internet, dos... Dos ritmos, esqueci o nome, que é a coisa da matemática, né? É mais ou menos isso. Então, assim, se você consegue furar o bloqueio, tanto é assim que você vai, o que acontece, você tem artistas que lotam lugares.
Eu fui num show do Lagoon, que é uma banda de rock, Cara, tava lotado o Circo Voador e todo mundo sabia as letras todas. E acontece muito isso. E às vezes você vai num show de um artista que tem milhares de seguidores e não consegue botar 500 pessoas num lugar. Então tem muita falsidade, coisa falsa nesses algoritmos, né? Então, assim, o cara pode comprar. Comprar like. Pode comprar like, né, cara? Investir dinheiro. Tem empresário. De repente, tem o cara do sertanejo. Faz isso. Eles compram tudo. Até horário. Em televisão, em rádio. Aí massifica. Massifica, mas não fica. Daqui a três, quatro meses, a música desaparece. Porque as músicas não têm sentimento. São feitas por cinco, seis pessoas que... Se concentra para fazer aquela música ali, é tipo um jingle, sabe? Então eu acho que o que marca são as músicas que têm história, sabe? Uma música que tem história, as pessoas se identificam, porque o ser humano é muito parecido com o outro. E quando é romântico, então mais ainda, porque o brasileiro é romântico, não é, cara? Assim como eu.
Sua convivência com Tim Maia foi intensa e marcante. Existe alguma lição artística ou humana que você aprendeu com ele e que continua orientando suas decisões, dentro e fora dos palcos?
Olha, eu tive uma convivência maravilhosa com o Tim. Eu conheci o Tim quando ele tinha terminado o primeiro disco, numa gravação da Elis Regina. O irmão do Cassiano me levou lá na Philips. Ele pegou o violão, tocou uma música, eu toquei algumas coisas. E aí ele... Ficamos amigos ali naquela hora e nos encontramos depois na casa dos amigos nossos, no Solar da Fossa, ali em Botafogo. E a vez seguinte que a gente se encontrou foi num apartamento que eu tava morando na Figueiredo, junto com um percussionista chamado Chacal e mais dois paulistas, cantores. E aí o Tim apareceu lá e tinha levado um perdido da namorada dele. Pô, eu peguei o violão, ele começou a cantar, nós fizemos uma música que ele gravou no segundo disco, chamado "I Don't Know What To Do To Myself". Isso é uma lição que eu trago comigo, de poder... Eu tenho um monte de afilhados, sabe? De poder ajudar, dividir, passar meu conhecimento. Foi isso que o Tim fez comigo.
E ele me ensinou uma coisa muito importante pra mim, a vida inteira. A saber ouvir, sabe? Foi a primeira vez que eu encontrei com ele, que eu mostrei minhas músicas, ele fechava o olho assim, ficava ouvindo, absorvendo a música, sabe? E foi muito legal. Depois eu fui tocar com ele, toquei nos discos, nesse disco, o segundo disco, eu já tô tocando ali, guitarra, que tem "Não Quero Dinheiro", Festa do Santo Rei, tem muito sucesso esse disco, né? E, por incrível que pareça, com orquestra e tudo, feito em quatro canais, cara. E aí ele me chamou e falou, poxa, eu já tenho um guitarrista, que é o Paulinho, que era o Paulinho Guitarra, gravava as duas guitarras. Eu fazia a guitarra base e o Paulinho os solinhos. Aí ele falou, pô, então você podia tocar baixo. Eu falei, beleza.
Aí eu fui tocar baixo com ele, ele me ensinou algumas coisas no baixo, e eu tenho ouvido bom, né? Então eu me tornei baixista na banda do Tim Maia. Durante algum tempo. Depois eu fui, eu comecei a produzir, comecei a ter minhas coisas, fazer tocar com outras pessoas. Eu era muito requisitado para gravação. Era muito músico de estúdio, né? E foi assim. Depois eu gravei com ele, com o Tim, eu gravei cantando uma música chamada "Velho Camarada", que também foi o maior hit. Fizemos um monte de televisão, fizemos o Fantástico. E tinha o Fábio, que hoje é conhecido como Fábio Stella, e que compôs comigo essa música chamada "Águas de um Mar Azul", que Urias gravou e gravou muito bem. Adorei a gravação. E não fugiu do original. O Gorky (produtor do álbum de Urias) produziu muito bem.
Ao assistir à sua própria história sendo contada no documentário "As Dores do Mundo: Hyldon", houve alguma descoberta ou reflexão sobre sua trajetória que o surpreendeu? Como foi se enxergar através do olhar de outros realizadores?
Olha, foi muito emocionante fazer esse documentário, que eu estive nos lugares que eu vivi, tipo a cidade que eu morei, na Bahia, no interior, Copacabana, o apartamento que eu fiz a música com o Tim, na Figueiredo Magalhães, a gente filmou lá. E o que mais me emocionou foram os depoimentos dos amigos meus. Tipo do Mano Brown, do Arnaldo, Arnaldo Antunes, da Wanderleia, da Rosa Maria, que gravou uma música minha em 68, que talvez tenha sido a primeira mulher a gravar uma soul music, uma música chamada "Tentei Me Esquecer", que era meio do Pedrinho, Pedrinho da Luz, que era o Pedrinho dos Tíveres, que era meu primo. E assim... Existe uma lição artística que eu acho que é... É assim... É você ser verdadeiro. Eu li um livro que foi muito importante para mim, quando eu pulei da Jovem Guarda para umas coisas mais alternativo, mais som, mais coisa. Foi tudo junto. Conheci o Tim, conheci o Cassiano e li esse livro chamado "As Dores do Mundo", do Schopenhauer, que inclusive dá nome ao documentário. E a música foi sucesso. Ninguém imagina que eu fiz essa música dentro do túnel. Eu vou contar essa história no filme, mas não vou fazer spoiler, não!
Seu novo álbum, "Festa na Aldeia", foi gravado em estúdio analógico numa época dominada por ferramentas digitais. Essa escolha foi uma busca estética, afetiva ou uma forma de resistência à velocidade do consumo musical atual?
Esse disco, Festa na Aldeia, ele nasceu depois que eu gravei um disco em Los Angeles com o produtor Adrian Young, do Jazz Is Dead. Era um Mamão de bateria, o Mamão nos deixou dois anos atrás. O Adrian só trabalha com analógico. Aquelas fitas antigas e tal. E para a gente gravar, ele veio aqui para eu botar voz, botar coro e produzir a voz e o coro. E foi muito bom. A gente gravou com o pessoal que canta com a Iza, cara. Maravilhoso o vocal. E esse disco saiu lá nos Estados Unidos. Jazz is Dead, 23. Ele é um dos caras que ama música brasileira. E eu fiquei com aquele som de bateria na cabeça, que é um som mais puro, mais aberto, diferente quando passa no MP3, quando vai para as plataformas digitais e tal. E eu queria fazer um disco, aí eu resolvi fazer um disco, chamei uma galera, que era um pessoal que eu já tinha gravado um disco, que está aí represado, deve sair agora em novembro, e o ao vivo no João Caetano, no teatro.
E eu estou segurando esse disco. Aí eu falei, cara, vou lançar esse disco agora, antes do outro. Aí comecei a gravar. Na verdade, eu gravei em dois dias. A gravação foram quatro músicas por dia, assim como gravava antigamente também. Chegava, passava a música e já fazia logo. E chamei uns músicos maravilhosos, que é o pessoal da banda do Léo Gadiman, Léo Garibaldi me emprestou os músicos dele, mesmo sem saber. E tem um batera que tocava comigo, o Cássio tocou sete anos comigo, o Cássio Tepeson. Maravilhoso. André Vasconcelos, o Dudu Farias. E chamei vários guitarristas para... Acrescentei mais alguma coisa. Chamei percussão, uma forma anacanã. Chamei o naipe. Todas têm naipe, quase. Só uma que não tenho, acho. Que é o Marlon Serti, trombone, Diogo Gomes, trompete, e Zé Maria, saxofone e flauta. Deu uma incrementada no que estava ali. Chamei o Paulinho de Tarra, chamei o Maurício Einhorn, que é um 94 anos e tocando igual um menino. A cereja do bolo foi ele no disco.
E assim, As músicas eram músicas que eu tinha, tinha músicas que eu fiz, e tinha música que eu tinha feito há alguns anos atrás, porra, alguns anos que eu digo é 40 anos atrás, 50 anos, e eu gravei, aí eu fiz uma segunda parte, tem uma música lá chamada Aconteceu em Jeribá, que eu fiz em Jeribá aqui no Rio, na praia, perto ali de Cabo Frio, perto de Búzios, e fiz uma segunda parte para a música, Cara, é um disco que eu gosto muito. Tem algumas músicas inéditas e músicas que já foram gravadas. Festa na Aldeia é uma música minha de um cara que estuda Tupi. Então, metade da música é em Tupi, metade em português. É uma música que eu gosto muito, ficou meio... Uma música meio indígena, meio afro. Diferentona, né, cara? E é isso. O disco, eu quando terminei, no início, quando eu comecei, eu queria gravar, mas não sabia o que ia fazer. Eu falei, eu vou lançar mesmo, no digital e tal. Quando eu terminei, eu falei, cara, tá muito bom o som, eu não vou lançar em digital não, eu vou lançar o disco, eu quero desenvolver isso no vinil. Aí procurei a Rocinante, fábrica, né, que tem na Petrópolis, na Aipava, né, e mandei fazer os discos, para poder ter o prazer de ouvir. E aí ele distribuiu o disco em algumas lojas, na Tropical, aqui no Rio, e na Petroleum Music, que é uma loja de um amigo meu, do Brechó, lá de São Paulo. Quer dizer, quem quiser comprar o disco, procure esses caras aí.
Ao longo da carreira você trabalhou com nomes históricos e também com artistas mais jovens, do rap ao rock. O que aprendeu com essa troca geracional e o que os novos músicos ainda podem ensinar a um artista com mais de 50 anos de estrada?
Ao longo da carreira você trabalhou com nome e história também, né? O que aprendeu com essa troca de geracional e o que as novas músicas ainda podem... Cara, eu acho que a música tem uma coisa que é muito louca, que é assim... Você nunca aprende tudo sobre música, entendeu? Então você tem sempre alguma coisa a aprender. E eu gosto de trocar tanto com os mais velhos, Como tem lá no meu disco, tem gente de vinte e pouco. E tem Maurício Arroni com 94 anos, cara. E você ali tocando, junto ali, é uma troca, né? É uma troca. Você sempre aprende alguma coisa. E eu tô sempre aberto. Eu acompanho tudo, eu ouço tudo, eu vejo as coisas na internet, eu vejo... Eu vejo os lançamentos, eu vou em show, vou em batalha que eu gosto, batalha de hip-hop, batalha do conhecimento, batalha de sangue, tem muita... Já levei o Marechal, o Marechal e o... Eu só levei o Marechal pra cantar comigo no Canecão, cara. Porque tinha gente que nem conhecia hip-hop na época. Depois o Canecão fechou. Logo em seguida o Canecão. Foi um dos últimos shows, ainda tava fazendo aquela coisa de resistência, pra ver se não fechava. Mas já estava muito encalacrado lá, já estava mesmo fechando, fechou, né? Dizem que vai reabrir. É uma pena que é um ótimo lugar, bien localizado, com o metrô ali do lado, e era uma casa tradicional, né? Enfim, vamos seguir aqui.
Ah, e outra coisa, tô sempre botando a galera nova na minha banda também, pra tocar, pra participar. Então eu tive uma experiência muito boa com o Papatinho, que é da Conicri, hoje é um excelente produtor, mundialmente conhecido, né? O Papatinho começou aqui em casa, fazendo as coisas comigo. Hoje ele é um dos maiores produtores do Brasil, né? Snoop Dogg, esses caras todos já gravaram com o Papatinho. Anitta... Ludmilla, essa galera toda. E lá fora, muita gente. Aquele... Black... Eu esqueço os nomes. Black Pierce, né? Tocou no festival agora. Papatinho fez até uma participação ao vivo. Ele me chama de padrinho. Eu tenho um monte de afilhado, cara. Tenho um monte de afilhado. Ele todo é assim. Desde rock and roll até hip-hop, até música instrumental, jazz. Eu acho que é porque eu vim do baile. No baile a gente tocava todo tipo de música, então eu não tenho preconceito, nem com idade, nem com tipo de música.
Eu comecei com rock and roll, tocando nas minhas bandinhas de Niterói, chamada Os Abelhas. Ao que momento eu senti a liberdade? Com o tempo, vou te falar. Comecei trabalhando para multinacionais. Que já era uma guerra para os caras não se meterem no meu trabalho. Então eu gravei na Universal, depois gravei na CBS, que era a Sony, depois fui para a Continental, aí começou a. Ir para as pequenininhas, gravadora lá do. Chico Recarrei, Lebron Records. Até a hora que eu falei, cara, eu tenho que encarar, vou fazer meu selo, Porque aí eu tenho uma liberdade total mesmo e tenho... E dou sequência às coisas. Então eu montei meu selo, hoje eu tenho meu selo, tem minha editora, que é administrada pela Warner Chappell. Entendeu? E faço o que eu quero. Eu que sou o presidente da gravadora. Então quem manda sou eu. Engraçado, né? Sou o presidente!
Você já foi músico de banda, produtor de grandes artistas, compositor, cantor e dono do próprio selo. Em que momento sentiu que conquistou verdadeira liberdade artística? E qual foi o preço dessa independência?
Tendo atravessar diferentes fases da indústria, LP, stream... Qual os caminhos que você enxerga para a música brasileira nos próximos anos? Cara, é imprevisível isso, né? Porque a gente já passou por tantas coisas. Já tentaram agora relançar o cassete, que é uma bosta. O cassete faz barulho... Entendeu? O vinil... É muito melhor do que o cacete é mais puro o som tudo bem voltar para o vinil acho que o vinil a turma do vinil é que segura a onda da música popular brasileira cara e agora teve um revival né do vinil o vinil tem tem aumentou 25% na de vendas isso é muito interessante agora Eu não sei como é que vai ficar, cara. Sinceramente, eu não sei. Eu quero fazer minhas músicas e botar minhas músicas aí pra rodar. Como vai ficar? Eu não posso ficar pensando nisso, sabe? Eu não sou... Eu não estudei ciências futurísticas. Eu sou otimista, porque eu sempre acho que a música, a arte, sempre vai ter necessidade. O cara que ama precisa de uma música para cantar para a mulher, para ouvir, para dançar. Eu acho assim. Quem não ama também. Tipo Lupicínio Rodrigues, naquela música Vingança. Você há de rolar como as pedras que rolam na estrada, sem ter nunca um cantinho de seu para poder descansar. Lupicínio Rodrigues.
Quando as futuras gerações ouvirem Hyldon daqui a 50 anos, qual mensagem ou sentimento você gostaria que permanecesse vivo através de suas canções?
Olha, eu vou falar um negócio para você. Eu, quando eu estava gravando, eu lia muito livro de ficção científica. Então, eu lia Isaac Asimov, eu lia aquele cara que escreveu 2001, Odisseia no Espaço, Eu tinha muito livro de ficção, eu era tarado por livro de ficção. Então, estava para rolar uma guerra nuclear entre Estados Unidos, era nessa época aí, Estados Unidos e Rússia. Vai ter uma terceira guerra mundial, o planeta vai acabar. Aí eu tava já gravando meu disco e falei, cara, eu tenho que caprichar nesse disco porque se a Terra acabar e chegar uns caras de outro planeta aqui e acharem meu disco. Então eu tenho que fazer um disco para o cara olhar o disco e falar, porra, eu tenho que fazer a música da boa aqui. Então essa era a minha preocupação. Então eu acho que até... Isso aí me norteou um pouco, sabe? E eu sempre pensei com cabeça de música clássica, sabe? Eu não estudei música, mas é a minha cabeça de música clássica, de fazer coisas atemporais, sabe? Eu não penso no agora, no que vai ser agora, se eu vou ter. Dinheiro, se eu não vou ter dinheiro,. Se as pessoas vão gostar, se não vão gostar. Cara, eu faço a música do que eu estou sentindo. Vindo lá de dentro, lá da minha alma. É soul music.
Sua música indicada ao Grammy levou sua obra para um novo patamar de reconhecimento internacional. Como você recebeu essa indicação e o que ela representa para um artista que ajudou a construir a história da soul music brasileira ao longo de mais de cinco décadas?
A música indicada no Grammy levou sua obra para um novo patamar de... Olha, essa música é a segunda música que eu tenho indicada para o Grammy. Eu acho que eu não acredito muito. Nesse negócio do Grammy, eu acho que. Tudo que tem dinheiro, tem coisa, tem falcatrua, entendeu? Então, é legal dar uma divulgação e tudo. Tomara que ganhe, porque o disco está muito bom, a Urias canta muito bem, sabe? E a produção está muito boa, a parte visual também. Tomara que ela ganhe, eu estou torcendo. Mas eu já fui indicado com uma música chamada "Calma Aí Coração", que é minha e do Zeca Baleiro. Foi indicado para Melhor Música, tem uns 10 anos já. Cara, eu não me abalo, eu participei de festival, sabe? Na época do festival, tu achava que ia ganhar, não tirava nem ideia.
Depois de tantos sucessos, regravações consagradas, festivais internacionais e reconhecimento da crítica, qual foi o momento de maior realização da sua carreira: o sucesso popular, o respeito dos seus pares ou a certeza de que sua obra continuará influenciando novas gerações?
Olha, uma das coisas que mais me marcou foi a primeira vez que eu ouvi o "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda". Eu estava de carro com um amigo meu, que era o irmão do Maurício do Vale, o Sérgio do Vale. O Maurício do Vale era parceiro do Glauber Rocha, ele que fez "Deus e o Diabo na Terra do Sol". E o Sérgio estava comigo, Porra, de repente o Coutinho voando aí, pê, entrou minha música. Cara, eu parei o carro, fiquei ouvindo. Foi uma grande emoção de ainda mais ter... Foi na JB, Jornal do Brasil. Ter uma música tocada junto com os caras que eu gostava, sabe? De repente, quando eu ouvi a música, no início, a música foi para o primeiro lugar. Muita gente não sabe isso, acha que "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda" foi o sucesso do Kid Abelha. Cara, 20 anos atrás, "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda" foi o primeiro lugar nas paradas todas. E na segunda também, "As Dores do Mundo", a mesma coisa. Então, do disco, "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda", teve umas sete músicas, oito músicas, que tocaram muito no rádio, sabe? Até hoje, né? Tem muita regravação. Mas é isso.
Cara, eu tô igual como comecei, entendeu? Eu agora acabei de fazer esse disco aí, O "Festa Na Aldeia", vou lançar o disco ao vivo, segundo o Faustão, quem sabe faz ao vivo, E queria mandar um beijo pro Faustão. Eu vi ali o programa do... O programa do... Ai, meu Deus. Do Bial. Entrevistando ele. Ele é um cara muito maneiro, sabe? Muito maneiro. O programa dele nunca teve jabá. Eu fiz algumas vezes o programa dele. Então... É assim, cara. Eu espero... Que eu tenha capacidade, né? Eu já tô com 75 anos. Capacidade de estar lúcido, pra compor. E sempre com essa curiosidade infantil de viajar, de ver coisas, de olhar a natureza. Às vezes você não precisa ir longe, né, cara? Você mora a quatro quadras do mar. Aí você vai ali no mar, vê uma flor, vê uma borboleta, vê passarinho cantando. Cara, já é inspiração. Entendeu? Então você acaba falando das mesmas coisas.
Se você pegar Olavo Bilac, pegar os poetas Bandeira, pegar esses caras mais antigos, os assuntos são os mesmos assuntos, só muda a maneira de falar. A internet teve isso também. A internet cortou muita coisa. Ficou mais parecendo telegrama. Então tem que tomar cuidado com isso. Hora de escrever as canções e vambora, vambora pra cima. Tô aí ao jogo. E queria dar os parabéns pra Urias, cara. Pô, muito bom ter... Poxa, começar já assim, né? Novinha, né? E eu tô aqui na torcida por ela e pelo Ork, né? Que produziu, né? Teve a ideia, foi lá pegar minha música. Cara, ele pegou minha música no arquivo morto da Universal. Ele descobriu a música, sabe? Então, esse sucesso aí todo... Agora, cara, música não é feita pra ficar comparando uma com a outra, por isso que eu não gosto. Eu não gosto dessas coisas de prêmios, de coisas assim, sabe? Não gosto. Eu acho que não dá pra comparar. Cada música é cada música. É a mesma coisa comparar um filho com outro, sabe? Não tem nada a ver. Mas... Tamo no jogo, né? Então tô torcendo aqui, tô torcendo. Toda a sorte do mundo pra Urias. Valeu!
📷 A força da fotografia como instrumento de memória e afeto ganha destaque em uma exposição idealizada por Hélio Monteiro, curador da exposição e chefe da unidade de atendimento ao público Biblioteca Pública do Estado, no bairro de Santo Amaro. A iniciativa presta homenagem ao fotógrafo Jackson Gomes, filho de Jurandir Gomes, conhecido popularmente como "Jurandir Foto", nome que se tornou referência na preservação de momentos e histórias por meio das imagens.
🖼️ Segundo Jackson, a proposta da exposição nasceu também de uma relação afetiva com a trajetória da família homenageada. O projeto buscou não apenas valorizar o trabalho desenvolvido, mas também reconhecer a importante contribuição deixada por Jurandir Gomes, cuja atuação ajudou a registrar parte da memória visual de sua comunidade ao longo dos anos.
📸 A mostra apresenta ao público um recorte da produção fotográfica e do legado construído por pai e filho, destacando a continuidade de uma paixão que atravessa gerações. Mais do que uma homenagem profissional, a exposição evidencia os vínculos familiares presentes na construção de uma trajetória marcada pelo olhar sensível e pelo compromisso com a documentação da realidade.
🎞️ Para Jackson Gomes, a iniciativa representa uma oportunidade de aproximar o público da história da fotografia local e de reconhecer personagens que contribuíram para preservar lembranças, acontecimentos e transformações sociais por meio das lentes. A exposição reforça ainda a importância da fotografia como patrimônio cultural e instrumento de valorização da memória coletiva.
🎬 Um dos textos mais importantes da dramaturgia mundial volta aos palcos em uma nova montagem pernambucana. O espetáculo "A Gaivota", de Anton Tchékhov, será apresentado nos dias 1º, 2 e 3 de outubro, às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho, no Bairro do Recife. A montagem é uma realização da escola Cobogó das Artes e propõe uma leitura contemporânea da obra, destacando temas universais que permanecem atuais mais de um século após sua criação.
🎭 Com direção, preparação de elenco e adaptação de texto assinadas por Madu Melo, a encenação acompanha a trajetória de quatro artistas cujas ambições, sonhos e frustrações se cruzam de forma intensa. No centro da narrativa estão Kóstia, um jovem aspirante a escritor, Nina, por quem ele é apaixonado, a atriz Arkádina e o escritor Trigórin. A decisão de Kóstia de apresentar uma peça experimental acaba desencadeando conflitos familiares, amorosos e existenciais que movem toda a trama.
🎨 Escrita no final do século XIX, "A Gaivota" é considerada uma das obras mais emblemáticas de Tchékhov. Nesta versão produzida em Pernambuco, a proposta é explorar uma linguagem mais dinâmica e lúdica, sem perder a profundidade dos questionamentos presentes no texto original. A montagem também convida o espectador a refletir sobre os desafios enfrentados pelos artistas e os limites que estão dispostos a ultrapassar em busca de reconhecimento e realização pessoal.
🎟️ O elenco reúne Sílvio Nilo, Carolina Kausch, Tayná Camilli, Ziel Almeida, Sofia Patu, Pedro Simba, Heitor Victor e Lúcia Selene. Com uma equipe composta ainda por Lúcia Selene na assistência de direção, Adriano Portela na produção executiva e Rafaella Gomes na direção de produção, o espetáculo promete oferecer ao público uma experiência sensível e provocadora, marcada pela força de um clássico que continua dialogando com diferentes gerações.
📸 Foto: Divulgação/Cobogó das Artes
SERVIÇO
🎭 Espetáculo: A Gaivota
📍 Local: Teatro Hermilo Borba Filho
📌 Endereço: Avenida Cais do Apolo, 142, Bairro do Recife
📅 Datas: 1º, 2 e 3 de outubro
🕖 Horário: 19h
🎟️ Ingressos:
• R$ 25 (meia-entrada)
• R$ 50 (inteira)
🛒 Vendas: Bilheteria do teatro e canais digitais da Cobogó das Artes (@cobogodasartes)
🎸 Algumas músicas atravessam gerações, enquanto outras ajudam a construir a identidade de um artista. Essa será a proposta do espetáculo "Gipsy Kings & As Raízes de Don Betto", que o Don Betto Trio apresenta no dia 9 de outubro, às 20h, no Empório Artesanal Sorocaba. O show reúne grandes clássicos da música latina e um mergulho nas referências musicais que moldaram a trajetória de Don Betto, criando uma conexão entre memória afetiva, cultura e história musical.
🎶 Na primeira parte da apresentação, o público poderá revisitar sucessos que marcaram diferentes épocas e estilos. O repertório inclui homenagens aos Gipsy Kings, músicas de Alejandro Sanz, além de boleros, salsa, flamenco e Latin Jazz. A proposta é transportar os espectadores para diferentes cenários da música latina, valorizando a riqueza rítmica e melódica que conquistou fãs em todo o mundo.
🎵 O segundo bloco do espetáculo será dedicado às influências que ajudaram a formar a identidade artística de Don Betto. Por meio de interpretações especiais, o músico compartilhará com o público canções e artistas que contribuíram para sua formação musical. A iniciativa oferece uma experiência mais intimista, permitindo conhecer não apenas o artista, mas também as raízes que inspiraram sua carreira.
🍷 Além da programação musical, o Empório Artesanal Sorocaba proporcionará uma experiência completa aos visitantes. O espaço contará com vinhos selecionados, pizza artesanal e um ambiente acolhedor pensado para quem aprecia boa gastronomia e apresentações ao vivo. A combinação promete transformar a noite em um encontro especial entre música, sabores e boas histórias.
🎼 O Don Betto Trio é formado por Don Betto na guitarra, Rogério Tunta no contrabaixo e Fulvio Moraes na bateria. Com apenas 30 lugares disponíveis, a apresentação reforça a proposta de proximidade entre músicos e plateia, oferecendo uma experiência exclusiva para os amantes da música latina e instrumental.
📸 Foto: Divulgação
SERVIÇO
DON BETTO TRIO – Gipsy Kings & As Raízes de Don Betto
📅 Data: 09 de outubro
🕗 Horário: 20h
📍 Local: Empório Artesanal Sorocaba
📌 Endereço: Rua Caramuru, 292 – Sorocaba/SP
🎟️ Ingressos:
Antecipado: R$ 20
Na porta: R$ 30
⚠️ Apenas 30 lugares disponíveis. As reservas são confirmadas mediante a compra dos ingressos.
📲 Informações e reservas: WhatsApp (15) 99735-3900
📍 Recife receberá, no dia 30 de setembro de 2026, uma edição do encontro promovido pelo Grupo Internacional de Network e Negócios (GINN), reunindo empresários, empreendedores e profissionais de diversas áreas em uma programação voltada ao fortalecimento de conexões estratégicas. O evento, aberto a convidados, tem como proposta estimular o relacionamento entre participantes e fomentar novas oportunidades de negócios por meio da troca de experiências e da ampliação de redes de contato.
🎤 A programação contará com a palestra de Armando Fuentes, que abordará o tema “A Importância das Relações Públicas e o Jornalismo nas Empresas”. Durante a apresentação, o especialista também destacará as novas ferramentas online do GINN, reforçando o papel da comunicação corporativa na construção da credibilidade, no fortalecimento da marca e no desenvolvimento sustentável das organizações em um mercado cada vez mais competitivo.
🌐 Com presença confirmada de mais de 60 participantes, o encontro busca consolidar um ambiente favorável à geração de parcerias, ao compartilhamento de conhecimento e ao intercâmbio de oportunidades profissionais. A iniciativa reforça a importância do networking qualificado como ferramenta estratégica para ampliar mercados, fortalecer relacionamentos e impulsionar resultados concretos para empresas e profissionais.
🏢 Além das atividades principais, os convidados terão acesso a momentos exclusivos de integração durante a recepção e o Open Network, promovendo maior proximidade entre os participantes. A proposta é incentivar conexões genuínas e produtivas, transformando encontros em oportunidades reais de crescimento pessoal e profissional. A organização destaca que relacionamentos sólidos continuam sendo um dos principais diferenciais para o sucesso nos negócios.
📸 Foto: Divulgação
📌 Serviço
📅 Evento: Reunião de Relacionamento, Networking e Negócios 2026 - GINN Recife
📍 Local: Avenida Rui Barbosa, 500, Graças, Recife - PE
🗓️ Data: 30 de setembro de 2026
⏰ Recepção/Open Network: a partir das 11h
⏰ Horário do evento: 12h
🎤 Palestrante: Armando Fuentes
👥 Participação confirmada: mais de 60 participantes
🏢 Realização: Grupo Internacional de Network e Negócios (GINN)
💼 Tema: “A Importância das Relações Públicas e o Jornalismo nas Empresas” e apresentação das novas ferramentas online do GINN.
🏖️ O mercado imobiliário do Litoral Sul de Pernambuco vive um dos momentos mais promissores de sua história. Impulsionados pelo crescimento do turismo, pela chegada de grandes redes de serviços e pelo fortalecimento da infraestrutura local, Tamandaré e a Praia dos Carneiros passaram a atrair investidores de diversas regiões do Brasil. O movimento ganhou força no período pós-pandemia e vem transformando a região em um dos principais destinos para quem busca unir valorização patrimonial, rentabilidade e qualidade de vida.
🚤 Segundo Zaidan Felipe, CEO da Zaidan Soluções Imobiliárias, o Nordeste foi redescoberto nos últimos anos e destinos como Porto de Galinhas, Maragogi, Tamandaré e Carneiros passaram a ocupar posição estratégica no radar de investidores. Além das águas mornas e cristalinas, a região se diferencia pela ampla área náutica, permitindo atividades como passeios de lancha, barco e jet ski, um diferencial que atrai turistas e impulsiona a economia local durante todo o ano.
📈 O potencial de valorização pode ser observado em empreendimentos que se tornaram verdadeiros cases de sucesso. Projetos como Tahre Villa, One Beach Carneiros e Marathi já ultrapassaram a marca de 95% das unidades comercializadas. De acordo com o executivo, investidores que ingressaram nas etapas iniciais desses lançamentos registraram rentabilidade superior a 40% sobre o capital investido em menos de 24 meses, consolidando a força do mercado imobiliário da região.
🏡 Outro destaque é o Beach Campas, empreendimento localizado no coração da Praia de Campas. Lançado há menos de um ano com unidades a partir de R$ 200 mil, o projeto já apresenta valorização expressiva, com imóveis atualmente negociados acima de R$ 280 mil. O desempenho reforça a atratividade dos empreendimentos pré-beira-mar e beira-mar, tanto para investidores focados em revenda quanto para aqueles interessados na locação por temporada, modalidade conhecida como short stay.
✨ O perfil do comprador também mudou. Mais da metade dos investidores que adquiriram imóveis na região são de fora de Pernambuco e buscam unir geração de renda, lazer familiar e liberdade geográfica. Para atender essa demanda, o mercado aposta em empreendimentos boutique, com menor número de unidades, áreas comuns mais exclusivas e serviços de alto padrão, como academias modernas, spas, rooftops, restaurantes integrados e espaços voltados ao bem-estar.
🎙️ A inovação será uma das marcas dos próximos lançamentos previstos para Tamandaré e Carneiros. Entre os diferenciais anunciados estão empreendimentos equipados com carrinhos de golfe para transporte até a praia, além de rooftops com salas de podcast e estúdios para produção de conteúdo digital. A proposta atende um público cada vez mais conectado, formado por profissionais híbridos, investidores e nômades digitais que valorizam experiências, praticidade e conectividade.
🏗️ Paralelamente ao crescimento imobiliário, a cidade também vivencia uma evolução significativa em sua infraestrutura. Restaurantes, academias, supermercados, lavanderias e diversos outros serviços passaram a operar com maior regularidade ao longo do ano, reduzindo a sazonalidade típica de destinos turísticos. A baixa estação registrou índices superiores a 40% de ocupação, evidenciando a maturidade crescente do destino.
🌴 Para especialistas do setor, Tamandaré e Carneiros ainda possuem um amplo potencial de expansão. A combinação entre localização estratégica, proximidade com Recife e Suape, valorização imobiliária acelerada, turismo náutico e qualidade de vida coloca a região entre os mercados mais observados por investidores nacionais e estrangeiros que buscam oportunidades com forte perspectiva de crescimento nos próximos anos.
📸 Foto: Divulgação/Zaidan Soluções Imobiliárias
SERVIÇO
📍 Zaidan Soluções Imobiliárias
📱 Instagram: @zaidanimoveis
☎️ Telefone / WhatsApp: (81) 3071-5555
🏢 Sede: Boa Viagem, Recife (próximo ao Shopping Recife)
🏖️ Atendimento presencial: Porto de Galinhas e, em breve, Tamandaré / Praia dos Carneiros
ENTREVISTA
Entrevista realizada por Laiz Calado
Por que o litoral sul de Pernambuco se tornou o epicentro de investimentos imobiliários aqui na região Nordeste?
Da pandemia para cá tivemos um movimento estratégico muito forte. O Nordeste passou a ganhar ainda mais visibilidade e praias como Porto de Galinhas, Maragogi, Tamandaré e Carneiros entraram em uma ascensão enorme. Não estamos falando apenas de empreendimentos imobiliários, mas também da chegada de hotéis, restaurantes e serviços que fortalecem toda a economia local. Isso faz com que a região continue se valorizando cada vez mais.
Para quem deseja começar a investir, quais empreendimentos você destacaria?
Antes de indicar qualquer empreendimento, eu sempre recomendo que o investidor faça uma reunião de diagnóstico com nossa equipe. Existem pessoas que compram para revender, outras para gerar renda com short stay e outras que buscam lazer. Primeiro entendemos o perfil do cliente, depois apresentamos os empreendimentos mais adequados.
E para quem quer comprar para revender, quais seriam as melhores opções?
Para quem busca valorização, localização é tudo. Um exemplo é o Beach Campas. Lançado há menos de um ano com unidades a partir de R$ 200 mil, hoje dificilmente se encontra uma unidade por menos de R$ 280 mil. Foi uma valorização de R$ 80 mil em menos de um ano, algo muito expressivo para o mercado imobiliário.
Existem outros perfis de investidores além daqueles que compram para revender?
Com certeza. Há o investidor que quer comprar para short stay. Nesse caso, pode até optar por imóveis de maior valor agregado, especialmente os empreendimentos beira-mar. Eles costumam oferecer uma rentabilidade consolidada que pode chegar próximo de 1% ao mês, além de uma demanda constante por hospedagem.
Vocês também possuem empreendimentos para quem quer aproveitar com a família nos finais de semana e feriados?
Sim. Em Tamandaré percebemos que o público busca unir rentabilidade e lazer. Por isso trabalhamos muito com empreendimentos boutique, que possuem menos unidades e proporcionam mais exclusividade. Academias, coworking, salão de festas e áreas de convivência ficam mais confortáveis e menos movimentadas para os moradores.
Qual empreendimento você recomendaria para esse perfil familiar?
Hoje estamos trabalhando muito forte o Beach Campas. Ele está localizado no coração da Praia de Campas e oferece uma estrutura diferenciada, com academia, mini box de crossfit, rooftop com vista privilegiada, palco para apresentações, spa, restaurante e lojas de serviços. É um empreendimento pensado para quem quer rentabilizar e também desfrutar do imóvel.
Qual é o perfil de cliente mais interessado nesse projeto?
Mais de 50% dos compradores vieram de fora de Pernambuco. São pessoas acima dos 40 anos, muitas delas com filhos, que desejam investir em um imóvel capaz de gerar renda através do short stay, mas que também possa ser utilizado em períodos de lazer com a família.
Ainda existem oportunidades em empreendimentos já consolidados no mercado?
Temos grandes cases como Marathi, One Beach Carneiros e Tahre Villa. Todos estão com mais de 95% das unidades vendidas. Quem entrou no início já capturou praticamente toda a valorização e hoje colhe os resultados de rentabilidades que ultrapassaram 40% em menos de dois anos.
O que está vindo de novidade para os próximos lançamentos?
Ainda este ano teremos dois grandes lançamentos em Tamandaré e Carneiros. Um deles contará com carrinhos de golfe exclusivos para transportar hóspedes e proprietários até a praia. Também estamos investindo em restaurantes dentro dos empreendimentos e em estruturas que elevem a experiência dos visitantes.
O que mais esses novos projetos terão de diferencial?
Posso dar um spoiler: teremos salas de podcast no rooftop. Entendemos a força do digital e queremos oferecer espaços onde as pessoas possam produzir conteúdo, editar vídeos, realizar reuniões ou simplesmente aproveitar um ambiente criativo enquanto desfrutam da vista da praia.
Esses empreendimentos conversam com o perfil de um público mais conectado e flexível?
Exatamente. Estamos focando uma geração que valoriza liberdade. São pessoas que trabalham de forma híbrida, que podem estar hoje em Tamandaré e amanhã em outro lugar do Brasil. Elas buscam integração entre trabalho, lazer, mobilidade e qualidade de vida.
Como você avalia a evolução da infraestrutura local?
Quando cheguei aqui, há quatro anos, uma das minhas maiores preocupações era a falta de estrutura. Hoje esse cenário mudou completamente. Restaurantes, supermercados, academias e serviços funcionam durante o ano todo. A sazonalidade diminuiu bastante e tivemos uma baixa estação histórica, com mais de 40% de ocupação.
O que mais chama a atenção de quem visita Tamandaré e Carneiros?
Além das oportunidades de investimento, as belezas naturais impressionam. As águas mornas e cristalinas encantam especialmente turistas do Sul e Sudeste. Outro diferencial é a forte vocação náutica da região, com passeios de lancha, barco e jet ski, algo muito valorizado por quem visita a praia.
Tamandaré recebe eventos voltados ao público wellness?
Sim. O conceito wellness está muito forte e nossos eventos acompanham essa tendência. As academias deixaram de ser apenas um complemento e passaram a ser protagonistas dentro dos empreendimentos. Hoje muitos clientes escolhem um imóvel considerando a qualidade da infraestrutura voltada para saúde e bem-estar.
Como funcionam os eventos educacionais promovidos pela empresa?
São encontros voltados para quem deseja investir com mais segurança. Reunimos especialistas, parceiros e profissionais do mercado para apresentar dados, tendências e informações relevantes sobre rentabilidade, locação por temporada e valorização imobiliária.
Para quem se interessou, qual é o primeiro passo?
O primeiro contato normalmente acontece pelo Instagram, onde compartilhamos muitas informações sobre o mercado. Depois disso, agendamos uma reunião com nossa equipe de especialistas para entender o perfil do cliente e direcionar as melhores oportunidades.
Qual o principal canal de contato da empresa?
Nosso Instagram é o @zaidanimoveis. Também atendemos pelo telefone (81) 3071-5555. Atualmente temos sede em Boa Viagem, uma loja em Porto de Galinhas e em breve inauguraremos nossa unidade em Tamandaré.
Para encerrar, qual mensagem você deixa para quem está acompanhando essa transformação da região?
Estou muito feliz em fazer parte desse momento. Acredito fortemente no potencial de Tamandaré e Carneiros e tenho certeza de que os próximos anos serão marcados por ainda mais crescimento, desenvolvimento e valorização para toda a região.
♻️ A capital pernambucana passa a integrar a rede internacional de moda circular da Humana People to People com a inauguração da Loja Humana Recife, marcada para o dia 1º de outubro, na Boa Vista. A iniciativa traz para Pernambuco um modelo já consolidado em países da Europa, África e Américas, baseado na reutilização de roupas, economia circular e geração de recursos para projetos sociais. A unidade será a segunda capital brasileira a receber o conceito de brechó sustentável da organização, depois de Salvador. A proposta une consumo consciente, acessibilidade e responsabilidade socioambiental.
🛍️ Instalada em um espaço de 250 metros quadrados na Rua do Hospício, a loja abrirá as portas com um acervo superior a 7 mil peças. Serão mais de 6.500 roupas, cerca de 250 pares de calçados, além de centenas de bolsas, acessórios e brinquedos. O ambiente foi projetado para oferecer uma experiência de compra confortável e organizada, com setores segmentados por categorias, climatização e disposição que facilita a circulação dos clientes. A expectativa é atrair tanto consumidores interessados em moda sustentável quanto empreendedores que atuam no mercado de segunda mão.
🚛 As peças comercializadas são provenientes do projeto Repense Reuse, da Humana Brasil, que realiza a coleta de têxteis pós-consumo por meio de pontos de entrega voluntária distribuídos pelo Recife, Região Metropolitana e interior do estado. Após a coleta, os itens seguem para o Centro de Triagem da Imbiribeira, onde passam por seleção, classificação e preparação antes de serem disponibilizados para venda. O processo integra uma cadeia que busca prolongar a vida útil das roupas e reduzir o descarte inadequado de resíduos têxteis. A iniciativa reforça o conceito de logística reversa e reaproveitamento de materiais.
🌱 Além do benefício ambiental, a operação também gera impacto econômico e social. A loja inicia suas atividades com 16 empregos diretos, que se somam aos dez profissionais já atuantes no Centro de Triagem, totalizando 26 postos de trabalho formais ligados ao projeto em Pernambuco. Os recursos arrecadados com as vendas serão destinados ao financiamento de projetos sociais apoiados pela Humana Brasil. Dessa forma, cada peça adquirida ajuda a fortalecer ações de desenvolvimento social promovidas pela instituição.
💚 Com preços acessíveis e um sistema de redução gradual dos valores ao longo de ciclos de venda de três semanas, a Loja Humana pretende democratizar o acesso à moda de segunda mão e estimular hábitos de consumo mais conscientes. O modelo permite que peças sejam adquiridas por valores que podem variar de R$ 35 no início do ciclo até R$ 4 nos últimos dias, dependendo do produto. A chegada da operação ao Recife reforça o crescimento da moda circular e coloca a cidade no circuito internacional de iniciativas voltadas ao reaproveitamento de roupas e à sustentabilidade.
📸 Foto: 3D Divulgação
Serviço
📍 Evento: Inauguração da Loja Humana Recife
📅 Data: 1º de outubro de 2026
⏰ Horário de abertura: 9h
📌 Local: Loja Humana Recife
🏠 Endereço: Rua do Hospício, 179, Boa Vista, Recife (PE)
🕗 Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30; sábados, das 8h às 15h
👗 Acervo: Mais de 7 mil peças entre roupas, calçados, bolsas, acessórios e brinquedos
💰 Preços: A partir de R$ 35, com reduções progressivas ao longo do ciclo de vendas
📌 O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDPI), realizou a XI edição do Fórum Estadual de Gestores da Política da Pessoa Idosa em Lagoa de Itaenga. O encontro reuniu representantes de 18 municípios pernambucanos e promoveu debates sobre avanços, desafios e estratégias para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à população idosa.
🤝 Com o tema “A Política da Pessoa Idosa em Foco: Avanços, Desafios e Estratégias”, o evento teve como foco a troca de experiências entre gestores municipais, conselheiros e instituições parceiras. A programação incluiu orientações técnicas para consolidação dos fundos públicos destinados à pessoa idosa, além de discussões sobre mecanismos capazes de ampliar a proteção e a garantia de direitos em diferentes regiões do Estado.
🏛️ Representando a gestão estadual, a superintendente de Promoção da Equidade Social da SJDH, Suellen Nogueira, destacou a importância da aproximação entre o Governo do Estado e os municípios. Segundo ela, a articulação permanente com gestores e conselheiros fortalece a rede de proteção à pessoa idosa, contribuindo para um atendimento mais humanizado e alinhado às necessidades específicas de cada território pernambucano.
⚖️ Um dos destaques da programação foi a participação da promotora de Justiça Irene Cardoso Sousa, do Ministério Público de Pernambuco. A representante do MPPE abordou a importância dos Fundos Municipais e do Fundo Estadual da Pessoa Idosa, ressaltando a necessidade de diálogo constante entre órgãos de controle social, entidades, conselhos e gestores públicos para identificar demandas locais e ampliar a efetividade das políticas voltadas ao envelhecimento digno.
🔒 O combate aos golpes financeiros e crimes digitais contra idosos também esteve em pauta durante o encontro. A temática foi apresentada pelo assessor jurídico do PROCON-PE, Thyago Vaz, que alertou para o crescimento das fraudes praticadas em ambientes virtuais e reforçou a importância de disseminar informações sobre segurança digital. A proposta é que os participantes atuem como multiplicadores dos conhecimentos adquiridos, ampliando a proteção da população idosa em seus municípios.
📸 Foto: Laiz Calado/SJDH
Serviço
Evento: XI Fórum Estadual de Gestores da Política da Pessoa Idosa (FEGPPI/PE)
Tema: A Política da Pessoa Idosa em Foco: Avanços, Desafios e Estratégias
Local: Associação Conexão Social (ACS), Lagoa de Itaenga
Realização: Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), e Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDPI)
Municípios participantes: Recife, Chã de Alegria, Glória do Goitá, Paulista, Camaragibe, São Vicente Férrer, Jataúba, Limoeiro, Paudalho, Abreu e Lima, Ribeirão, Tracunhaém, Vicência, Ferreiros, Carpina, Feira Nova, Lagoa do Carro e Lagoa de Itaenga.
🪗 Com a realização das eleições no próximo domingo, a tradicional Sala de Reboco, no bairro do Cordeiro, em Recife, anunciou uma programação especial concentrada entre quinta-feira e sábado. A casa mantém a proposta de valorizar o autêntico forró nordestino e preparou uma agenda diversificada para quem deseja aproveitar o fim de semana ao som de artistas consagrados e novos talentos do gênero.
🎤 A abertura acontece na quinta-feira, 1º de outubro, com o grupo Xamegões do Forró, prometendo uma noite marcada por muito arrasta-pé e repertório dançante. A programação começa às 20h e terá também a participação do Quinteto Sala de Reboco, responsável por abrir os trabalhos da noite. O público feminino que chegar até as 22h contará com valor promocional no couvert artístico.
🎸 Na sexta-feira, 2 de outubro, a atração principal será João Netto, que sobe ao palco a partir das 21h acompanhado de convidados especiais: Cezzinha, Irah Caldeira e Biguá. O encontro reúne diferentes estilos e trajetórias da música nordestina, criando uma noite de celebração da cultura popular e das raízes do forró em uma das casas mais tradicionais da capital pernambucana.
🎹 Encerrando a programação, o sábado, 3 de outubro, será comandado por Tonynho do Acordeon, músico que vem se destacando no cenário forrozeiro. A apresentação terá início às 21h, também com abertura do Quinteto Sala de Reboco. A expectativa é de mais uma noite de casa cheia, reafirmando a importância do espaço como ponto de encontro de amantes do forró e da música regional.
🔬 A capital pernambucana será palco de um dos principais encontros da Odontologia brasileira em 2026. De 26 a 28 de novembro, o Recife Expo Center recebe a primeira edição do NE Odonto – Congresso de Odontologia Multidisciplinar do Nordeste, evento que promete reunir profissionais, estudantes, gestores de clínicas, indústria e fornecedores em uma programação voltada para ciência, tecnologia, inovação e negócios. A expectativa da organização é receber mais de 1.500 participantes ao longo dos três dias. O congresso chega com a proposta de fortalecer o Nordeste como polo de conhecimento e atualização profissional na área.
🦷 Com mais de 20 palestrantes nacionais confirmados, o congresso reunirá alguns dos principais nomes da odontologia contemporânea, entre eles Rafael Calixto, Giovanna Borelli, Renata Cimões, Ana Cecília Aranha, Gabriel Politano, Felipe Valverde, Heitor Cosenza, José Carlos Garofalo e Paulo Vinicius Soares. A programação foi desenvolvida para contemplar diversas especialidades e promover a integração entre conhecimento científico, inovação tecnológica e prática clínica. O evento busca aproximar os profissionais nordestinos das principais tendências que vêm transformando a odontologia no Brasil e no mundo.
💻 Um dos destaques será a Technology Room, ambiente dedicado à demonstração de tecnologias que já fazem parte da transformação digital da odontologia. Os participantes poderão conhecer de perto scanners intraorais, microscópios cirúrgicos, lasers, soluções com inteligência artificial, impressão 3D e fluxos digitais. Além disso, a programação inclui experiências práticas em Harmonização Orofacial (HOF) e atividades imersivas de anatomia e HOF em peças cadavéricas frescas. A proposta inédita no Nordeste pretende ampliar o aprendizado prático e proporcionar experiências de alto nível técnico.
📈 Além da atualização científica, o NE Odonto também abrirá espaço para discussões sobre gestão, empreendedorismo e sustentabilidade dos negócios odontológicos. Temas como precificação, administração de consultórios, posicionamento de mercado e estratégias de crescimento estarão presentes na programação. A feira de expositores contará com cerca de 40 marcas e empresas do setor, criando oportunidades para networking, rodadas de negócios e acesso a condições especiais de compra durante o período da Black Friday. O evento pretende conectar profissionais, indústria e mercado em um único ambiente.
🏆 A programação contará ainda com o Prêmio Nordeste Odonto, criado para reconhecer profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da odontologia na região. Também estão previstos lançamentos de livros e atividades voltadas à troca de conhecimentos entre diferentes gerações de profissionais. Realizado pelo HUB Odontus e organizado pela Pmais Eventos, o congresso reforça o potencial do Recife como centro de inovação e desenvolvimento na saúde. A iniciativa busca democratizar o acesso dos profissionais nordestinos às principais tendências e tecnologias do setor sem a necessidade de deslocamento para outras regiões do país.
📸 Foto: Divulgação
Serviço
📍 Evento: NE Odonto – Congresso de Odontologia Multidisciplinar do Nordeste
📅 Data: 26 a 28 de novembro de 2026
⏰ Horário: Das 8h às 19h
📌 Local: Recife Expo Center
🏠 Cidade: Recife (PE)
👥 Público esperado: Mais de 1.500 participantes
🎤 Palestrantes: Mais de 20 especialistas nacionais
🏢 Expositores: Cerca de 40 empresas e marcas
🦷 Destaques: Technology Room, experiências práticas em HOF, anatomia em peças cadavéricas frescas, feira de negócios e Prêmio Nordeste Odonto
🤝 Realização: HUB Odontus
📋 Organização: Pmais Eventos
🏛️ Apoio: Sebrae/PE, ABO-PE, CRO-PE, SOEPE e Recife Convention Bureau.
🏋️ O sucesso das chamadas canetas emagrecedoras no tratamento da obesidade trouxe um novo alerta para médicos e pacientes: a necessidade de preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento. Embora medicamentos como semaglutida e tirzepatida promovam resultados expressivos na redução de peso, especialistas destacam que a perda excessiva de massa magra pode favorecer o desenvolvimento da sarcopenia, condição associada à diminuição da força muscular, comprometimento da mobilidade e redução da qualidade de vida. O tema vem ganhando destaque entre os profissionais que acompanham pacientes em programas de emagrecimento. A preocupação é garantir uma perda de peso saudável e sustentável.
📊 A discussão ganhou ainda mais força após a publicação da Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade 2026, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). O documento recomenda a avaliação do risco de sarcopenia em pacientes submetidos ao tratamento medicamentoso e orienta que o emagrecimento seja acompanhado por estratégias voltadas à preservação muscular. Entre elas estão o treinamento de força e a ingestão adequada de proteínas. A recomendação reforça a necessidade de acompanhamento especializado durante todo o processo.
👩⚕️ De acordo com a médica especialista em emagrecimento e longevidade Dra. Leila Gonzaga, o objetivo do tratamento não deve se limitar à redução dos números na balança. Segundo a especialista, preservar músculos é fundamental para manter o metabolismo ativo e evitar complicações futuras. A perda importante de massa magra pode aumentar o risco de fraqueza, quedas e favorecer o reganho de peso após o fim do tratamento. Por isso, a avaliação da composição corporal deve fazer parte da rotina dos pacientes que utilizam essas medicações.
💪 Para minimizar os riscos, os especialistas recomendam uma abordagem integrada que inclua exercícios regulares de força, alimentação rica em proteínas distribuídas ao longo do dia, monitoramento periódico da composição corporal e acompanhamento multiprofissional. A suplementação de vitamina D também pode ser indicada em situações específicas, sempre sob orientação médica. A combinação dessas estratégias contribui para preservar a musculatura e garantir melhores resultados a longo prazo. O foco é promover saúde e longevidade durante o processo de emagrecimento.
🌿 Segundo Dra. Leila Gonzaga, as canetas emagrecedoras representam uma ferramenta eficaz no combate à obesidade, mas não substituem hábitos saudáveis. Para a médica, emagrecer com qualidade significa reduzir a gordura corporal sem comprometer a massa muscular. Esse equilíbrio é apontado como um dos principais fatores para manter um metabolismo eficiente e evitar o efeito sanfona. A orientação é que todo tratamento seja acompanhado de perto por profissionais capacitados e adaptado às necessidades de cada paciente.
📸 Foto: Divulgação
Serviço
👩⚕️ Fonte: Dra. Leila Gonzaga – Médica especialista em emagrecimento e longevidade
📍 Clínica de Longevidade e Emagrecimento
🏠 Endereço: Rua Guimarães Peixoto, 75, Casa Amarela, Recife (PE)
😂 Uma das personagens mais queridas do humor pernambucano ganha uma nova forma de contar histórias em 2026. Para comemorar os 35 anos de trajetória de Cinderela, o artista Jeison Wallace estreia o espetáculo inédito “A Vida é uma Paródia”, no dia 15 de outubro, no Alma Arte Café, em Olinda. A montagem reúne humor, música, irreverência e passagens marcantes da carreira da personagem que conquistou gerações de admiradores. A proposta promete transformar situações do cotidiano em momentos de diversão e identificação com o público.
🎶 No novo espetáculo, Cindy, como a personagem é chamada atualmente, abre o baú de memórias acumuladas ao longo de mais de três décadas de carreira para criar canções recheadas de humor e observações sobre a vida cotidiana. Fofocas, histórias curiosas, situações inusitadas e experiências compartilhadas por diferentes pessoas servem de inspiração para as letras autorais. O resultado é uma apresentação que mistura gargalhadas, nostalgia e emoção. A promessa é que o público se reconheça em muitas das situações apresentadas no palco.
🎤 Músicas que fazem parte da memória afetiva de várias gerações ganham novas versões carregadas da irreverência que transformou Cinderela em referência do teatro e da televisão brasileira. A proposta acompanha a evolução da personagem criada para o espetáculo “Cinderela: A História que Sua Mãe Não Contou”, sucesso que desde os anos 1990 vem lotando teatros em Pernambuco e em outros estados. Agora, a comemoração dos 35 anos ganha uma linguagem inédita baseada na força das paródias. Algumas das canções já vêm conquistando espaço e repercussão nas redes sociais.
🌟 Mais do que um show de humor, “A Vida é uma Paródia” celebra uma trajetória dedicada à arte e ao entretenimento. O espetáculo reúne personagens, lembranças e histórias que também fazem parte da memória cultural dos pernambucanos. A nova montagem reforça a conexão entre Cindy e seu público, construída ao longo de décadas de apresentações. A expectativa é de uma noite marcada por muita música, diversão e emoção.
📸 Foto: Reprodução Instagram da Cinderela
Serviço
📍 Evento: A Vida é uma Paródia – 35 anos de Cinderela
🎭 Artista: Jeison Wallace (Cinderela)
📅 Data: 15 de outubro de 2026
⏰ Horário: 20h
📌 Local: Alma Arte Café
🏠 Endereço: Ladeira da Misericórdia, 106, Olinda (PE)
🎟️ Informações sobre ingressos: Consulte os canais oficiais do evento
🎬 A atriz Gheuza entra em cena nos dias 1º e 2 de outubro com o espetáculo solo Aparecida, montagem que aborda a violência contra a mulher a partir da perspectiva de uma investigadora policial encarregada dos casos que chegam ao seu departamento. A obra integra a programação do projeto Monólogas: Cinco Cenas Femininas e propõe uma reflexão sobre uma das questões sociais mais urgentes da atualidade. A temporada será realizada na Fabulosa Arte Colab, em Piedade. A classificação indicativa é de 14 anos.
📝 Para construir a personagem Aparecida e a dramaturgia do espetáculo, Gheuza e o diretor Eric Valença realizaram uma pesquisa baseada em relatos de mulheres vítimas de violência registrados em prontuários de núcleos de acolhimento e na Delegacia da Mulher. O resultado é uma montagem que aproxima o público de histórias reais e de situações enfrentadas diariamente por inúmeras mulheres. A proposta busca estimular o debate e a conscientização por meio da linguagem teatral. O espetáculo combina pesquisa documental e interpretação cênica em uma narrativa sensível e impactante.
🎭 Inserido no projeto Monólogas: Cinco Cenas Femininas, o solo destaca o protagonismo feminino no teatro e amplia o espaço para discussões sobre direitos, acolhimento e enfrentamento da violência de gênero. A produção aposta na força da interpretação e da palavra para provocar reflexão e diálogo com a plateia. A iniciativa reforça o papel da arte como instrumento de conscientização social e transformação cultural. A expectativa é reunir público interessado em temas contemporâneos e relevantes.
🤟 Além da temática social, a montagem também investe na inclusão e na acessibilidade. A sessão da sexta-feira contará com tradução em Libras, ampliando o acesso ao espetáculo para diferentes públicos. Os ingressos têm preço popular e podem ser adquiridos antecipadamente pela plataforma Sympla ou na bilheteria do local. A temporada representa mais uma oportunidade para o público acompanhar a produção teatral independente da Região Metropolitana do Recife.
💼 A relação entre liderança, saúde mental e qualidade de vida no trabalho será tema do evento Gestão que Acolhe, promovido pelo Conselho Regional de Administração de Pernambuco (CRA-PE), por meio da Comissão Especial de Gestão de Serviços de Saúde. A iniciativa acontece no dia 30 de setembro, no auditório do SERPRO, no Recife, reunindo especialistas e profissionais para discutir os desafios enfrentados por gestores e equipes diante das transformações do mundo do trabalho. O encontro é gratuito e aberto ao público. A proposta é ampliar o diálogo sobre ambientes profissionais mais saudáveis e humanizados.
🗣️ A programação será realizada em formato de mesa-redonda e contará com a participação de especialistas de diferentes áreas. Entre os convidados estão Aldemy Freire, gestor em saúde suplementar com mais de 25 anos de experiência em gestão e promoção da saúde, que abordará o tema “Liderança em transformação: uma perspectiva biopsicossocial na Gestão 4.0”; André França, assistente social do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que falará sobre “Adoecimento no processo de trabalho”; e a administradora Letícia Duarte, que discutirá “NR-01 e Saúde Mental”. A proposta é oferecer uma visão multidisciplinar sobre os desafios contemporâneos da gestão de pessoas.
🌱 Segundo a coordenadora da Comissão Especial de Gestão de Serviços de Saúde do CRA-PE, Karinne Tavares, pensar a saúde mental nas organizações exige uma reflexão mais ampla sobre a forma como o trabalho é estruturado e como as relações profissionais são construídas. A administradora destaca que uma gestão acolhedora envolve escuta ativa, diálogo e reconhecimento dos desafios das equipes. A iniciativa busca reforçar que cuidar das pessoas também é uma estratégia para alcançar resultados sustentáveis. O evento pretende estimular práticas de liderança mais empáticas e eficazes.
📊 Outro ponto de destaque será a discussão sobre os riscos psicossociais previstos na NR-01, ampliando o debate sobre a responsabilidade das organizações na promoção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis. O encontro também pretende incentivar a troca de experiências entre gestores, profissionais da saúde, administradores e estudantes interessados na temática. A programação contribui para o fortalecimento de competências ligadas à liderança, à tomada de decisão e ao desenvolvimento humano. A expectativa é reunir participantes de diferentes áreas em torno de um tema cada vez mais relevante para o mundo corporativo.
📸 Foto: Heverton Rodrigo
Serviço
📍 Evento: Gestão que Acolhe – Diálogo sobre liderança e saúde emocional no ambiente de trabalho