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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

🎉 Clube 17 celebra 14 anos com festa para toda a família



🟡 No próximo dia 22 de agosto, o Clube 17, em Casa Forte, abre suas portas para um dia inteiro de comemorações pelos seus 14 anos de história. A programação começa cedo e promete movimentar o bairro com atividades de bem-estar, música, gastronomia e diversão para todas as idades. A proposta é reunir sócios, amigos e comunidade em um ambiente vibrante, acolhedor e cheio de energia positiva.  

🟢 A abertura oficial acontece às 08h, com uma oficina de exploração sensorial no Clubinho, mediante inscrição prévia. Logo depois, às 09h, o Café 17 recebe os participantes para um coffee break especial, seguido de aulas de Yoga e Muay Thai que prometem renovar o fôlego e preparar o público para o restante da programação.  

🔵 Às 10h, o clima esportivo toma conta do espaço com o Race Day especial, embalado pelo show da JM Band. A música continua às 11h com a Banda Kid Rosa e segue às 12h com a Back on the Road, garantindo um início de tarde animado e cheio de boas vibrações para quem aprecia shows ao vivo.  

🟣 O tradicional corte do bolo está marcado para 12h30, seguido de um almoço especial às 13h. A festa continua às 14h com contação de histórias da artista Mari Bigio, encantando crianças e adultos. Às 14h30, Juciê assume o palco para mais um momento musical, até o encerramento oficial às 16h.  

Serviço
Clube 17 – Aniversário de 14 anos  
📍 Av. Dezessete de Agosto, 2613 – Casa Forte  
📅 22 de agosto  
⏰ A partir das 08h  
🎟 Evento aberto ao público  

🟠 Comitiva federal destaca inovação na gestão pública de Bezerros


🟡 A visita da Secretaria Extraordinária de Transformação do Estado, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação, movimentou Bezerros entre os dias 20 e 21. A comitiva chegou ao município para conhecer de perto práticas administrativas que vêm ganhando reconhecimento nacional. Recebidos pela prefeita Lucielle Laurentino e pela vice-prefeita Socôrro Silva, os representantes federais iniciaram uma agenda intensa de diálogos e observações técnicas. O objetivo central foi fortalecer estratégias e políticas públicas voltadas à inovação e à cooperação federativa.

🟢 O município foi escolhido após destaque em avaliações feitas por parceiros institucionais consultados pelo MGI. A equipe buscou compreender como Bezerros tem estruturado seus processos de transformação digital e modernização dos serviços públicos. No gabinete institucional, a comitiva mergulhou em experiências locais, analisando iniciativas que vêm ampliando a eficiência administrativa e a qualidade do atendimento à população. O encontro reforçou desafios e oportunidades para aprimorar a gestão pública municipal.

🔵 Durante a visita, os profissionais também percorreram equipamentos públicos e conheceram serviços oferecidos à população bezerrense. A agenda destacou ações de planejamento, articulação de áreas estratégicas e mobilização para captação de recursos. A comitiva observou ainda mecanismos de monitoramento de resultados e práticas de inovação que fortalecem a capacidade de entrega do município. Tudo alinhado ao slogan da gestão: “Cidade forte e de gente feliz”.

🟣 Integraram o grupo os profissionais Enzo Tessarolo (Assessor-chefe de Cooperação Federativa), Regina Luna (Diretora de Programa), Maria Gutenara (Gerente de Projetos), Isabela de Jesus (Gerente de Projetos) e Flávio Rodrigues (Consultor PNUD). Secretários municipais acompanharam a comitiva, contribuindo com informações técnicas e apresentando resultados das políticas implementadas. A visita reforçou o papel de Bezerros como referência regional em inovação administrativa e gestão pública eficiente.

📸 Foto: João Victor – Imprensa Bezerros PE

📰 ✨ Entre tambores, fé e ancestralidade: Álvaro Melo celebra a espiritualidade que move o Carnaval pernambucano em lançamento no Clube das Pás


🎭 O lançamento do livro As Entidades Espirituais do Carnaval e Suas Agremiações, realizado ontem (20/08) na sede do Clube das Pás, foi um sucesso absoluto, reunindo pesquisadores, brincantes e apaixonados pela cultura popular. A obra do professor e teólogo Álvaro Melo aprofunda as conexões entre espiritualidade, religiosidade e manifestações carnavalescas, revelando como elementos de matriz africana atravessam ritos, personagens e tradições que moldam o Carnaval pernambucano.  

📚 Com uma abordagem que une Teologia, antropologia e história, Melo evidencia que a presença espiritual nas agremiações não é novidade, mas sim parte essencial da construção simbólica do Carnaval.  Personagens como o Homem da Meia-Noite e o Calunga ganham destaque como expressões de uma espiritualidade própria, que dialoga com fé, ancestralidade e identidade coletiva.  

🎶 O autor também ressalta o papel do samba como canal direto com o mundo espiritual, reforçando sua importância como linguagem cultural e ritualística.  A obra se apresenta como convite para enxergar além do espetáculo, valorizando saberes que atravessam gerações e combatendo preconceitos ainda presentes na sociedade.

📸 Fotos: Milena Ferreira

SERVIÇO
Lançamento do livro “As Entidades Espirituais do Carnaval e Suas Agremiações” — Álvaro Melo  
📅 Data: 20 de agosto  
📍 Local: Clube das Pás — Rua Odorico Mendes, 263, Campo Grande, Recife  
🏷️ Editora: Composé Edições Literárias

A Sra. Adaura Martins, esposa de Álvaro Melo


ENTREVISTA — Álvaro Melo

1. Como sua formação em Teologia moldou o modo como você interpreta a presença das entidades espirituais nas manifestações carnavalescas, especialmente em contextos onde fé e festa parecem, à primeira vista, opostos?  
É justamente isso. Quando você tem a profundidade do conhecimento, quando você se aprofunda neste conhecimento teológico, e também em ciências da religião, você percebe que a religião está como um código de conduta. Muito mais para organizar, para coibir excessos em uma sociedade, do que é relacionado realmente com o espiritual. Todavia, dentro do contexto carnaval, dentro do contexto festa, o que parece ser, à primeira vista, paradoxal, está muito ligado. É uma situação onde as pessoas que cultuam independente da crença, também leva em consideração a busca pela felicidade, pelo prazer de estar bem. Então, se esse rito leva também a isso... Vou dar um exemplo simples. Nas igrejas, independente de protestantes, evangélicas, católicas, tem o louvor. E na Umbanda, no candomblé, tem os toques. Então, esse rito é comum. É de natureza comum de todas as religiões. Eu vejo, neste momento, a questão, e a palavra chave para mim é essa, é respeito. Com um olhar antropológico de diferenças entre crenças, costumes, ritos, mas com muito respeito.

2. Ao investigar a relação entre agremiações e religiões de matriz africana, que descobertas mais lhe surpreenderam sobre como esses saberes são preservados — mesmo diante de séculos de preconceito?  
Ao investigar essas relações, o que mais me surpreendeu é a desinformação e um certo preconceito das pessoas que estão desinformadas. Na verdade, todas as religiões têm o lado místico da coisa e me parece que dentro do Aspas, cristianismo, ou como queria chamar, catolicismo, tem as pessoas que creem em Jesus, creem em Deus, Pai, creem inclusive, eu chamarei de santos da igreja, no candomblé nombana, seriam entidades como Maria, São Benedito, Santo Antônio, São João, São Pedro, não é? Esse processo, desse sincretismo que existe lá, faz com que as pessoas professem sua fé de forma aberta, sem nenhum preconceito, e até de forma tranquila, do que é comum a uma sociedade. Todavia existem algumas situações em que existe um preconceito, O questionamento, mesmo tendo professado sua fé, elas ficam com o pé atrás. Ou seja, começa a não professar essa fé, começa a cultuar de forma secreta, a não colocar expondo que tem crenças de determinadas circunstâncias. Mesmo mediante tantos preconceitos que existem em uma sociedade machista, arcaica como é a nossa, hoje isso está sendo quebrado. O que eu percebi, dentro dessas pesquisas, é que as pessoas hoje não têm tanto medo da opinião do outro. Estão mais empoderados. E aí se apresentam e se mostram e professam a sua fé, seja ela qual for.

3. O que você percebeu sobre o papel simbólico de figuras como o Homem da Meia-Noite e o Calunga na construção de uma espiritualidade própria do Carnaval pernambucano?  
O Homem da Meia-Noite é um ícone do carnaval, com várias histórias, várias versões. Em um dado momento, alguém diz que ele era uma pessoa que andava pelas ladeiras de Olinda, muito bem vestido, com seu fracso, a bengala. A sua cartola, que era só um personagem, um ser humano comum, e que depois se tornou esse personagem do carnaval. E outros momentos que eles teriam... Na verdade, é um calunga, uma entidade oriunda também dos ritos do candomblé, com relação a Konyemanjá e etc. Então, para o carnaval, a festa em si, não tem o que discutir, é unanimidade, é um dos maiores blocos de carnaval do Recife, se não do Brasil. Não à toa, sai de meia-noite, em um sábado depois, após o Gado da Madrugada, que é outro fenômeno de popularidade e de população participando, de contingente humana participando de um evento, de uma festa, até no Guinness Book, o Gado da Madrugada está, e ele consegue sobreviver, e ele consegue atrair essas multidões. Este é o lado do carnaval. Tem o lado místico. Algumas pessoas atribuem que, sendo ele um calunga, uma entidade, por isso que essas pessoas estão lá. As pessoas que culturam, as pessoas que gostam, as pessoas que professam essa fé. Mas é importantíssimo esse lado, tanto místico, religioso e cultural, como a questão da festa em si, a festa do carnaval, que andam juntos. Paralelamente, é um conjunto transformam e que traz para as pessoas que frequentam, que participam desse rito-festa, muito benefício e muito prazer.

4. Como você enxerga o impacto do preconceito religioso na forma como o público interpreta elementos espirituais presentes nas agremiações? Há mudanças perceptíveis nos últimos anos?  
O preconceito é oriundo da desinformação. Isso sempre vai existir. Até o momento em que você não consegue enxergar o outro, quando você começa a pensar que suas verdades são absolutas, o preconceito sempre vai existir, né? Dentro dessas agremiações, existem as pessoas que estão mudando, que estão hoje participando dos eventos, porque o que eu enxergo quanto forma do de opinião, de historiador, de teólogo. É simples. É a questão de você se pôr no lugar do outro, ter empatia, de entender que aquilo que pra você não parece ser muito bom para o outro é excelente e que você precisa respeitar. Você não é obrigado a concordar com práticas, mas você é obrigado com certeza a respeitar. Então, isso está sendo quebrado. Estamos aí no século XXI, por isso que quando se vê os fake news, os retrocessos que envolvem questões sociais, políticas e religiosas, é um absurdo. Para mim, choca uma sociedade que deveria estar evoluindo e não retroagindo ao tempo do século XVII, do século XVIII. Daqui a pouco, estão querendo caçar até as bruxas. É um absurdo, um absurdo! Mas eu vejo com otimismo e penso que vai ser só um momento. Daqui a pouco, o respeito prevalecerá. Vai prevalecer nesse sentido que todos poderão, aliás, professar sua fé sem nenhum constrangimento, sem nenhuma restrição, como deveria ser.

5. Durante a pesquisa, quais tensões você encontrou entre a prática espiritual das comunidades e a forma como essas práticas são representadas no espetáculo carnavalesco?  
As apresentações espirituais estão presentes desde o momento em que toca os clarins até o encerramento do desfile, das escolas de samba, das ancestralidades e de qualquer outro bloco que tenha um vínculo com o carnaval, que tenha um víngulo com a espiritualidade. Já começa com o ritmo, samba, frevo, maracatu. Uma pesquisadora do passo do frevo, Me passou, em um determinado momento, uma informação que até os ursos, que antigamente chamavam alaúça, aquela alaúça que, sei lá, quem é alaúça? Quem é dinheiro? Quem não é é pirangueiro. Até os ursos que hoje são blocos também de carnaval, têm uma relação, para surpresa, da Alimenta B. Na área, quando me passou esse relato, ela também se surpreendeu. Até os ursos. Veja o que acontece. Todo bloco carnavalesco, toda entidade de carnaval não é uma pessoa jurídica sem ninguém, sem pessoa física. Ela comporta pessoas que têm fé, crença, costumes, religião, que têm direitos, que têm deveres e que têm objetivos. Então, é isso que acontece. Mas, dentro desse contexto, eu acredito que É tudo uma questão de evolução e vai dar certo, porque eu creio nisso. Espero que para frente... Com a evolução da tecnologia, com a ciência avançando, com os conhecimentos sendo mais distribuídos, com a desigualdade sendo diminuída, essa questão vai ser praticamente rapidamente deixada de lado e as pessoas poderão seguir com suas crenças, com suas fés normalmente na sua vida.

6. De que maneira o samba — enquanto ritmo, linguagem e tradição — funciona como ponte entre espiritualidade, ancestralidade e identidade cultural?  
O samba funciona como ligação direta. A partir do momento que dá o primeiro toque, o primeiro som que sai dos tambores, dos atabates, dos bombos, ele já está fazendo uma ligação direta com o mundo espiritual. O samba é um canal direto com a ancestralidade e com a espiritualidade. Que às vezes as pessoas, mesmo não fazendo parte de qualquer religião de matriz africana, se envolvem, sentem uma mudança no seu comportamento, no seu estar de momento, no seu bem-estar. Então, o samba é um canal direto, não tem nenhum que se discutir, isso comprovadamente. A gente sabe que todas as vezes que tem um ritmo... Agora, não vamos confundir. Não é pagode. Pagode é outro tipo de samba. Estou falando do samba raiz, o samba com matriz africana, onde tem os oloduns, onde tem os toques, os atabaques, onde existe a presença das nações, tipo Urubá, o pessoal de Angola, aí é outro estado. Eu vou aproveitar o ensejo e dizer pra você o seguinte. Eu compreendo, sim, que os rituais eles trazem uma coletividade sustenta, sim, a questão da situação de estar junto, de fazer essa conexão. E esses elementos espirituais, para quem acredita, para quem tem fé, eles estão participando daquele momento. Fazendo uma evolução de culto. E as pessoas estão ali e estão participando daquele momento. É como se fosse uma preservação de uma memória ancestral dos antepassados que se foram e que hoje estão ali. Isso em muitas culturas do mundo são assim. Quando se usa isso para colheitas, para a celebração de vida pós-morte, do dia dos mortos, etc. O carnaval também tem essa passagem.

7. Você acredita que o Carnaval pode ser compreendido como uma forma de ritual coletivo? Se sim, quais elementos espirituais sustentam esse ritual e como ele se transforma ao longo das décadas?  
Infelizmente, em alguns momentos, a pesquisa acadêmica só tem leitores ou só tem público para quem está na academia, para quem se interessa especificamente pelo assunto. Quando não, fica realmente invisível para as pessoas. É por isso que uma das minhas intenções neste livro, neste trabalho, é fazer com que as pessoas compreendam que existe um universo diferenciado e que o preconceito que tem com determinadas religiões de matriz africana, especificamente candomblé e umbanda, às vezes não está na questão do culto, do rito, dos cânticos, das manifestações. Está, na verdade, principalmente, na minha modesta opinião, na cor da pele. Talvez, se fossem todos brancos, não tivesse tanto preconceito. Seria mais bem aceito. Os evangélicos fazem quase a mesma coisa, guardando as devidas proporções. Não estou falando de religião. Estou apenas fazendo uma analogia. O que está na internet, o que está exposto para que todos possam ver, é que determinados rituais, vou chamar assim, porque é realmente um ritual, dentro das igrejas evangélicas, parece que você está no terreiro de Umbanda, que o pessoal chama erroneamente de Macumba. Macumba é outro processo. E aí as pessoas fazem toda aquela manifestação espiritual, com manifestações de louvor, com manifestações também corporais, com possessões, e ninguém critica, ninguém diz nada. Eu acho tão interessante que as pessoas aceitam com naturalidade. Aceitam com naturalidade, mas não aceitam no terreiro.

8. Ao registrar saberes e memórias no livro, como você percebe o papel da pesquisa acadêmica na preservação das tradições espirituais que muitas vezes permanecem invisíveis ao grande público?  
O desafio para que as pessoas possam entender é grande. Na noite do lançamento, eu tenho alguns amigos que me perguntaram se eu ia estar de branco, se eu estaria usando um turbante, qual era o meu santo de cabeça, se eu ia ter vela acesa, se eu ia jogar água de sal, tudo de forma bem irônica, numa brincadeira que, lá no fundo, é pejorativa e preconceituosa. E eu expliquei que não, que eu professo minha fé, de batismo católico cristão, mas... Eu acredito muito num poder maior e não em determinadas entidades que são defendidas ou divulgadas por homens que são ligados a conceitos de religião, de dogmas, de doutrinas. Mas eu acredito que, na minha visão, Deus é maior do que tudo isso. Deus é o arquiteto do universo e não tem condições de mensurar Deus na minha pequenez humana. Deus é tudo.

9. Que desafios você enfrentou ao tentar traduzir para o leitor a complexidade das relações entre fé, cultura popular e agremiações — sem reforçar estereótipos ou simplificações?  
Eu espero, sinceramente, do meu leitor que ele consiga alcançar a mensagem, que ele consiga compreender que ali está um relato de três agremiações. Os Guerreiros do Passo, o Homem da Meia Noite e o Clube das Paz. Além do maior ritmo, na minha opinião, do Brasil, que é o samba. Esse conjunto, esse caldeirão, traz para o leitor conhecimentos de que, vou abrir um parêntese, fazer um adendo, o Guerreiro do Paço. Estão aí há mais de 15 anos defendendo uma sistemática de ensinamento trazido por Nascimento do Paço. E hoje Lucélia, Eduardo Araújo e outros lá que tem Mestre Limão, Miro, E tantos outros que trabalham frio há tantos anos com essa bandeira. Todos são de religiões diferentes. Um é espírita, o outro é ducal noblé, o outro é católico, o outro tem simpatia pelos evangélicos, mas vivem em comunhão, tranquilidade e paz. Porque eles compreenderam que as diferenças existem, mas que a gente precisa respeitá-las.

10. O que você espera que leitores — especialmente aqueles que não têm contato com religiões de matriz africana — compreendam sobre a presença das entidades espirituais no Carnaval após a leitura do livro?  
Finalizo dizendo que, após a leitura do livro, quem tiver uma mente aberta a novas informações, a novas coisas, ao novo, ao evangelho, que é a nova memória, a nova mensagem, uma nova era, é uma boa nova, é uma notícia nova, ele vai conseguir enxergar e vai poder naturalmente sem nenhum preconceito, cumprimentar o irmão dele, cidadão, que não é da mesma religião, que não tem o mesmo pensamento, que não professa a mesma fé, mas que, acima de tudo, é humano. Não existe diferença de raça, todos somos humanos. Existem diferenças de sociedade. Eu costumo dizer nas minhas aulas de teologia ou de filosofia, onde eu ministro para os meus alunos, que Deus, Ele é geográfico. Hoje, ocidental, nascido no Brasil, com a fé voltada para o mundo cristão, a gente acredita, somos monoteístas e acreditamos em um Deus único. Mas se eu tivesse nascido lá na Índia, se eu tivesse nascido na China, se eu tivesse nascido no Japão, não teria o mesmo pensamento. Se eu fosse judeu, Eu até aceitaria que existisse um homem chamado Jesus Cristo, mas que não é o Messias, que ainda estou à espera dele, que não tem essa mesma característica. Se eu fosse muçulmano, eu diria que Jesus foi um grande profeta, mas que não foi o maior, porque o maior era Maomé. Então, a gente tem que entender que cada espaço geográfico do mundo professa sua fé de forma diferente. E o que a gente precisa, dentro desse contexto, mais uma vez trazendo essa bandeira, é respeitar e não atacar, querer prejudicar, perseguir, porque as pessoas têm o direito de pensar diferente. É isso.



📚 Entre Medos e Recomeços: Janine Meira transforma luto em literatura e celebra retorno artístico ao Recife


📘 O novo livro de Janine Meira Henriques, A Menina que Colecionava Medos, nasce de uma travessia emocional marcada pelo luto vivido há quatro anos. A autora conta que esse período a levou a intensificar seus medos até perceber que precisava ressignificá-los. Como ela mesma afirma, “eu vi que eu tava intensificando meus medos… em determinado momento eu percebi que eu precisava encarar eles e ressignificar” . A partir dessa decisão, começou a enumerar angústias e transformá-las em narrativa, criando uma obra que reflete sua própria reconstrução.

🎭 A protagonista Eliora surge como espelho das vivências da autora, reunindo camadas de sua infância, maturidade e processos de mudança. Janine explica que a personagem é profundamente autobiográfica, ao dizer “ela sou eu, sou eu criança, sou eu adulta… mas traz uma perspectiva que muitas mulheres tomam em parração” . A obra se torna, assim, um incentivo para que mulheres enfrentem pressões sociais e emocionais com coragem e autenticidade.

🖋️ O processo de escrita foi acompanhado de perto por sua psicanalista, que recebeu os primeiros esboços e acabou assinando o prefácio do livro. A orelha ficou a cargo de uma amiga psicóloga, reforçando o caráter terapêutico da obra. Janine relata que “concluí ele ao longo do ano passado… mandei pra minha psicanalista ler os esboços” , destacando que o tema do luto reverberava nela desde anos antes da finalização.

🎨 As ilustrações do livro são assinadas por Tiago Bione, amigo de longa data da autora e parceiro em projetos anteriores. Mesmo iniciando na pintura recentemente, ele captou com precisão elementos da personagem e da própria Janine. Ela conta: “ele identificava muito dela… muito de mim nela” . As artes, enviadas digitalmente de Montreal, foram recebidas impressas pela autora em sua última viagem ao Canadá.


✨ A mensagem central do livro é a possibilidade de recomeçar, segundo Janine. Ela deseja que o leitor termine a obra sentindo que não precisa ter medo de ser quem é. Como afirma, “se o leitor tivesse que levar só uma coisa… é o poder da mudança” . Para ela, se ao menos uma pessoa fechar o livro com coragem renovada, o objetivo já estará cumprido.

🌍 A autora reflete sobre como a arte a salvou em momentos de travessia, especialmente durante os 12 anos vivendo na Irlanda. Sua trajetória inclui quatro filhos, dois cânceres e uma sequela cardíaca da Covid, experiências que moldaram sua sensibilidade artística. Ela lembra que “a arte surge quando o sinal fecha… a vida tá sempre parando a gente” , reforçando o papel da criação como forma de ressignificação.

📸 A multiplicidade de linguagens — literatura, fotografia, terapia e atuação — se entrelaça na obra de Janine. Ela está adaptando o livro para um monólogo que deve estrear na Irlanda antes de chegar ao Brasil. Como explica, “a literatura, a fotografia, a terapia… estão interligadas” , destacando que atuar lhe permite viver tudo em um único universo.

🏙️ O lançamento presencial no Recife marca um retorno afetivo e profissional após anos de produções remotas. Janine celebra reencontrar amigos e o acolhimento da imprensa local, afirmando: “estou muito, muito feliz de estar lançando aqui em Recife… são 12 anos morando fora” . A recepção calorosa reforça sua conexão com a cidade natal.

📝 A evolução de sua escrita ao longo de mais de duas décadas é marcada pela maturidade e pela transformação das próprias vivências em ficção. Janine reconhece que “tem 22 anos que eu escrevo… e sempre é sobre vivências que eu passei” , embora deseje um dia escrever algo totalmente desvinculado de sua realidade. Ainda assim, entende que esse é seu estilo e que suas experiências ecoam as de muitas outras pessoas.

🌵 Entre os próximos projetos, a autora prepara uma exposição fotográfica e trabalha na edição de um livro escrito à mão durante uma viagem ao deserto do Saara. Ela conta: “eu escrevi um livro à mão no deserto do Saara… pretendo anexar os cadernos ao livro” . O monólogo baseado no novo romance também deve chegar a Pernambuco até 2028.

📸 Fotos: Reprodução Instagram da Escritora 

SERVIÇO — Lançamento do livro A Menina que Colecionava Medos
📍 Local: Café São Brás do Espinheiro — Rua Dr. Vicente Meira, 231, Recife  
📅 Data: 22 de agosto de 2026  
⏰ Horário: 17h  
✍️ Atividades: Sessão de autógrafos e conversa com a autora  


🎭 Patricya Travassos e Eduardo Moscovis trazem a essência de "Duetos" ao palco de Recife

 



✨ A renomada atriz Patricya Travassos retorna a Recife ao lado de Eduardo Moscovis com o aclamado espetáculo "Duetos", uma montagem do dramaturgo britânico Peter Quilter que mergulha nas complexidades dos relacionamentos modernos. Com direção de Ernesto Piccolo, a peça desembarca no Teatro Luiz Mendonça para três sessões únicas entre os dias 21 e 23 de agosto, prometendo expor com humor e delicadeza os desejos, frustrações e a eterna busca humana por companhia.

🎭 O sucesso da montagem é consolidado por números impressionantes: já foi vista por mais de 200 mil pessoas, acumulando 235 sessões e uma trajetória de sucesso em mais de 20 países, com o texto traduzido para 10 idiomas. No espetáculo, que tem duração de 80 minutos, os atores dão vida a múltiplos personagens em quatro histórias independentes que misturam o riso à reflexão sobre a solidão contemporânea: Encontro às Cegas, Quase Casados, Divórcio Amigável e Mais Uma Vez Noiva.

🌟 Ao longo de sua trajetória, Travassos tem se destacado por uma atuação autêntica e conectada com a verdade das situações, um DNA que ela cultiva desde os tempos do icônico grupo "Asdrúbal Trouxe o Trombone". Para ela, o teatro é uma busca constante, onde cada apresentação é uma oportunidade única de descoberta e renovação. Na entrevista a seguir, Patricya compartilha suas reflexões sobre como a atuação transforma não apenas a plateia, mas a própria artista a cada nova noite de espetáculo.

📸 Fotos: Bárbarah Queiroz


SERVIÇO – DUETOS, A Comédia de Peter Quilter
SESSÕES: 21, 22 e 23 de agosto
HORÁRIOS: sexta e sábado às 20h; domingo às 18h
LOCAL: Teatro Luiz Mendonça – Avenida Boa Viagem, S/N, Boa Viagem, Recife – PE
DURAÇÃO: 80 minutos
CLASSIFICAÇÃO: livre

Vamos conferir a entrevista com Patricya Travassos?

Você diz que “precisamos rir, mais do que nunca”. Como você encontra o ponto exato em que o riso não anestesia a dor, mas a revela?

Olha, eu não sei onde é esse ponto exato em que o riso não anestesia a dor. O que quando eu falo de rir é não nos levar tão a sério, não dramatizar tanto a vida. Rir da sua própria miséria, sabe? Ter um senso de humor acompanhando a comédia humana. É mais nesse sentido de dar uma leveza pra nossa tragédia. É mais por aí.

Interpretar quatro mulheres com “quatro carências” é um mergulho profundo. Qual dessas carências te fez olhar para sua própria história com mais sinceridade?

Olha, dos quadros que a gente tem, dos quatro quadros que tem, um é de site de relacionamento, eu não me identifico, não é uma coisa que eu já nunca procurei um relacionamento através de aplicativo, não me identifico. O segundo é uma secretária e um cara que é gay e ela é apaixonada por ele também. Eu conheço casos dessa história de relações que ficam meio platônicas, de duas pessoas que convivem muito intimamente durante anos, mas eu também não me percebo ali. Eu acho que das quatro histórias é que eu mais me identifico Talvez seja o casal que está se separando e estão numa viagem que já tinha sido comprada e ela toma um porre absurdo. Eu acho que é o que eu mais me identifico, que é aquela pessoa que aceita a situação, mas no fundo, na hora que ela bebe, ela demonstra o quanto que aquela relação é importante pra ela ainda, e o quanto tá difícil pra ela botar um ponto final na relação, eu acho que das quatro histórias é que eu mais me identifico.

Vindo de uma trajetória que reinventou a comédia brasileira, o que você reconhece de sua inquietação dos anos 70 e 80 quando está em cena em Duetos?

Sim, eu acho que a minha gênese como atriz, que foi no Asdrubal Trouxe o Trombone, que foi um grupo que tinha uma identidade na comédia e no cotidiano da realidade da nossa recém-juventude, uma coisa autoral que tinha na peça. E eu acho que esse DNA vem com a gente, entendeu? Ele está comigo e vai ficar sempre comigo, que é uma maneira meio coloquial de interpretar, meio puxando a verdade das coisas, se identificando com as coisas. E, tirando tudo isso que eu estou falando e tirando o humor das coisas, Eu acho que esse DNA vai comigo até o fim da vida. E acho que todos nós do Asdrúpolis Rotostromoni temos essa identidade, sabe? Você encontra esse tom, sabe? Mesmo em cenas dramáticas.

A peça fala de solidão como uma lente de aumento. Qual foi a solidão mais difícil de interpretar — aquela que exigiu coragem, não técnica?

Eu acho que é o terceiro quadro também, que é o quadro do casal de férias, que já estão se separando, fingindo que tá tudo bem, e não tá tudo bem. Não tá tudo bem pra ela, pelo menos. Eu acho que também não tá tudo bem pra ele, mas eles fingem, eles se machucam. Nesse sentido. Mas é um quadro que, como ela está completamente bêbada, fica meio patético, meio engraçado, meio absurdo, mas você vê que tem uma dor ali.

Você comenta que cada personagem te leva a lugares “muito divertidos e muito profundos”. Qual delas te empresta algo que você leva para fora do palco — uma força, uma fragilidade, uma lucidez?

Eu acho que o que eu levo assim é quando eu saio do espetáculo e eu sinto que eu fui fundo em cada quadro, que eu experimentei pela milionésima vez, porque a gente já está fazendo essa peça há três, quatro anos, a novidade de estar apresentando aquela personagem como se fosse pela primeira vez para mim. Então eu gosto muito de quando eu saio do espetáculo com uma sensação de realização, de dever cumprido, de que eu fiz o meu melhor, que eu fui fundo em várias características das personagens. Que eu consegui dar pequenos nuances, fazer pequenas descobertas. Isso é maravilhoso no teatro, porque as pessoas falam que a gente... Como é que vocês aguentam fazer todo dia a mesma coisa? O negócio é que não é todo dia a mesma coisa, é cada dia uma coisa diferente, nunca é igual. Nunca é igual. E é a minha relação com os personagens, o jeito que eu estou naquele dia, a relação do meu jeito que eu estou com as personagens e a plateia, a plateia daquele dia. Então é um somatório de coisas que, quando tudo dá certo e a atuação tem um brilho, É esse o resultado para mim, é o que eu tiro de força do personagem, da peça. É o que me dá uma sensação deliciosa de ser atriz.

🎸🎶 Alma Latina Ilumina a Noite Cultural em Sorocaba


🎵 O palco do Little Paul recebe, nesta noite, o talento vibrante do Don Betto Trio, liderado pelo músico uruguaio Don Betto, conhecido por sua habilidade em misturar ritmos latinos com elementos da World Music. A apresentação, intitulada Alma Latina, promete manter essa essência multicultural que marca a trajetória do artista, criando uma atmosfera envolvente e cheia de identidade sonora. O show acontece na Rua Mascarenhas Camelo, 754, na Vila Santana, a partir das 20h.  

🎸 Com sua fusão única de estilos, Don Betto transforma cada apresentação em uma viagem musical que atravessa fronteiras e celebra raízes. O trio, reconhecido pela energia contagiante e pela qualidade instrumental, traz ao público uma experiência que une tradição e contemporaneidade. No espetáculo Alma Latina, essa mistura ganha ainda mais força, reafirmando o compromisso do artista com a diversidade rítmica.  

🌆 A cidade de Sorocaba se prepara para receber mais uma noite de destaque cultural, reforçando seu papel como polo artístico em constante expansão. O Little Poul, espaço já querido por quem aprecia música ao vivo, torna-se cenário ideal para essa celebração sonora. A expectativa é de que o público se encante com a proposta do trio e com a atmosfera acolhedora da casa.  

Serviço  
📍 Little Paul  
📌 Rua Mascarenhas Camelo, 754 – Vila Santana  
🕗 20h  
🏙️ Sorocaba – SP

📣 Noite de Forró Agita o Recife com Ritmos da Vaquejada



🎶 A Sala de Reboco Bar & Comedoria prepara uma sexta-feira vibrante para os amantes do forró tradicional, reunindo estilos que marcaram época e seguem embalando gerações. O evento traz ao palco o carismático Orlando Vaqueiro, figura conhecida no cenário da vaquejada, acompanhado da participação especial de Fabi Morena, prometendo uma noite de música intensa e cheia de nostalgia. Com iluminação colorida e atmosfera festiva, a casa reforça sua identidade como ponto de encontro dos apaixonados pelo ritmo nordestino.

💃 O público poderá desfrutar de uma seleção de clássicos do Forró das Antigas, além de sucessos que embalam vaquejadas por todo o Nordeste. A programação começa às 21h, abrindo espaço para o Quinteto Sala de Reboco, que aquece o ambiente com repertório tradicional e arranjos marcantes. A proposta é unir gerações em uma celebração que valoriza a cultura regional e mantém viva a tradição do forró de raiz.

🍻 Para acompanhar a noite, o bar oferece cervejas de 600ml e uma variedade de petiscos, reforçando o clima descontraído e acolhedor característico da casa. O couvert artístico custa R$20, com condição especial para mulheres que chegarem até 22h30, pagando apenas R$10. A organização destaca que o objetivo é proporcionar uma experiência acessível e animada, reunindo música, gastronomia e convivência.

🎤 O evento promete atrair tanto frequentadores assíduos quanto novos visitantes interessados em vivenciar uma noite típica do Recife. A Sala de Reboco, localizada no bairro do Cordeiro, é reconhecida por sua dedicação à cultura popular e por manter uma programação que valoriza artistas locais e regionais. A expectativa é de casa cheia e muita dança até o fim da noite.

SERVIÇO
Evento: Forró de Vaquejada & Forró das Antigas  
Atrações: Orlando Vaqueiro e participação de Fabi Morena  
Abertura: Quinteto Sala de Reboco  
Data: Sexta, 21 de agosto, a partir das 21h  
Local: Rua Gregório Júnior, 264 – Cordeiro – Recife – PE  
Couvert: R$20 (Mulheres até 22h30 pagam R$10)  
Informações: [81] 9.9949-8687  
Redes sociais: @saladerebocorecifepe | @saladerebocorecife | @saladerebocobarcomedoria