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domingo, 5 de julho de 2026

⚽ Brasil x Noruega: O Duelo Que Carrega História, Tabu e a Pressão de um País Inteiro


🇧🇷 O Brasil entra em campo hoje carregando mais do que a camisa mais pesada do futebol mundial. A partida contra a Noruega, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, reacende memórias antigas, desperta fantasmas e alimenta expectativas que atravessam gerações. Não é apenas um jogo eliminatório: é a chance de quebrar um tabu que incomoda o torcedor há quase três décadas.

🇳🇴 A Noruega, por sua vez, chega com a confiança de quem já surpreendeu o gigante antes. Em 1998, os europeus venceram o Brasil por 2 a 1, em um dos resultados mais inesperados da história das Copas. Hoje, tentam repetir o feito, apostando em força física, disciplina tática e velocidade nas transições. Para eles, eliminar o Brasil novamente seria um feito histórico e um marco para o futebol do país.

🔥 O clima no MetLife Stadium promete ser eletrizante. A torcida brasileira deve dominar as arquibancadas, transformando o estádio em território verde e amarelo, enquanto a Noruega aposta em sua pequena, mas barulhenta, comunidade de torcedores. A temperatura alta, com sensação térmica acima dos 30°C, adiciona um ingrediente extra ao duelo, favorecendo o estilo mais técnico dos brasileiros.

⚽ Dentro de campo, a expectativa é de um confronto de estilos opostos. O Brasil deve apostar na posse de bola, nas triangulações e na criatividade de seus homens de meio-campo, enquanto a Noruega deve explorar bolas longas, contra-ataques e jogadas aéreas. A Seleção chega com campanha sólida, invicta na fase de grupos, mas ciente de que qualquer vacilo pode custar caro em jogo eliminatório.

🌟 Para o torcedor, a partida de hoje é mais do que futebol: é narrativa, emoção e redenção. Vencer a Noruega significa avançar às quartas, manter viva a busca pelo hexa e, principalmente, encerrar um capítulo incômodo da história. Perder, por outro lado, significaria reviver um trauma que o brasileiro prefere esquecer. É por isso que, quando a bola rolar, o país inteiro vai prender a respiração.

📸 Foto: Gemini IA


#SendoProsperidade com Mariângela Borba


O que estamos tentando alcançar quando corremos tanto?
Por Mariângela Borba

Vivemos correndo.

Corremos para cumprir prazos, pagar contas, responder mensagens, produzir mais, comprar melhor, conquistar espaço, garantir estabilidade. Atingir metas!

Corremos tanto que, muitas vezes, esquecemos de perguntar para onde estamos indo.

Recentemente, alguém comentou um dos meus textos dizendo que, na vida moderna, parecemos viver freneticamente atrás do dinheiro, como se ele fosse a receita única da felicidade.

A frase ficou ecoando em mim.

Talvez porque eu não acredite que as pessoas corram, necessariamente, atrás do dinheiro.

Talvez elas corram atrás daquilo que acreditam que o dinheiro possa lhes oferecer.

Segurança.

Liberdade.

Reconhecimento.

Pertencimento.

Controle!

A questão é que, quando transformamos o dinheiro na resposta para todas as perguntas da vida, corremos o risco de esquecer quais eram as perguntas.

Tudo pode ser uma tentativa de domesticar a incerteza. Talvez por isso confundamos, tantas vezes, cuidado com controle. A vida, silenciosamente, nos lembra todos os dias que existe uma enorme diferença entre os dois.

Freud já nos alertava que nem sempre sabemos o que realmente desejamos.

Muitas vezes acreditamos querer um cargo melhor, um carro novo ou uma conta bancária mais confortável quando, na verdade, buscamos algo muito mais profundo: sentir-nos suficientes.

Jung ampliaria essa reflexão dizendo que a individuação é justamente esse caminho de encontro consigo mesmo. Um processo que exige coragem para olhar para dentro e perceber que nem toda falta pode ser preenchida por aquilo que compramos.

Lacan, por sua vez, lembraria que o desejo humano nunca encontra satisfação definitiva em um objeto.

 Assim que alcançamos uma meta, outra logo aparece. O vazio muda apenas de endereço.

Já Winnicott talvez nos perguntasse se conseguimos construir, ao longo da vida, um ambiente interno suficientemente seguro para existir sem depender exclusivamente das validações externas.

Talvez seja por isso que duas pessoas possam fazer escolhas completamente diferentes e ambas estarem certas.

Conheço quem dirija, há anos, o mesmo carro com enorme satisfação.

Conheço quem celebre a conquista de um veículo novo depois de muito esforço.

Há quem conserte um objeto antes de pensar em substituí-lo.

Há quem reutilize um simples pote de manteiga para preparar um cuscuz no micro-ondas e sinta uma alegria quase infantil ao perceber que ele ainda tem utilidade.

Há quem invista em conforto.

Há quem invista em experiências.

Há quem guarde.

Há quem compartilhe.

Nenhuma dessas escolhas, isoladamente, revela caráter.

Revela história.

Revela valores.

Revela a forma como cada um aprendeu a lidar com a escassez, com o desejo e com a própria ideia de segurança.

O cantor Falcão costuma brincar dizendo que "dinheiro não é tudo, mas é 100%" ou que "a burguesia fede, mas tem dinheiro pra comprar perfume".

Rimos porque existe verdade nessas provocações.

Mas esta não é uma discussão sobre capitalismo ou comunismo. Tampouco sobre acumular ou consumir. Há pessoas extremamente generosas que possuem muito.

 Há pessoas profundamente apegadas que possuem pouco. A questão parece estar menos na quantidade de bens e muito mais no lugar que eles ocupam dentro de nós.

Como lembrava Jung:
"Enquanto você não tornar consciente o inconsciente, ele dirigirá sua vida, e você o chamará de destino."

O dinheiro importa.

Importa para quem precisa pagar um tratamento de saúde.

Para quem deseja envelhecer com dignidade.

Para quem sonha em proporcionar tranquilidade à família.

Negar isso seria romantizar dificuldades que são profundamente concretas.

Mas talvez exista uma pergunta ainda mais importante.
Será que estamos usando o dinheiro para servir à vida?

Ou estamos organizando toda a vida para servir ao dinheiro?

Essa diferença muda tudo.

Porque prosperidade não parece morar nem no excesso nem na falta.

Ela talvez habite um lugar muito mais silencioso.

O lugar em que aprendemos o verdadeiro valor das coisas.

E conhecer o valor das coisas é diferente de conhecer apenas o seu preço.

Preço está na etiqueta.

Valor mora na experiência.

Na memória.

Na história.

Naquilo que nenhuma conta bancária consegue medir.

Talvez seja por isso que algumas pessoas acumulem bens e continuem inquietas.

Enquanto outras, mesmo sem uma vida perfeita, conseguem experimentar uma sensação rara de suficiência.

No fim das contas, talvez a prosperidade não comece na carteira.

Talvez ela comece quando paramos de correr apenas para alcançar alguma coisa e encontramos coragem para perguntar, com honestidade:

O que, afinal, estou tentando encontrar?

Dinheiro... ou aquilo que imagino que ele possa comprar?

Porque preço e valor nunca foram a mesma coisa.

#VcNoBlog Ana Karla Cantarelli


Liderança na Atualidade: A Arte do Equilíbrio 

Ana Karla Cantarelli


Se você der uma volta pelos corredores (físicos ou virtuais) das empresas hoje, perceberá que o papel de quem lidera passou por uma transformação radical. Não estamos mais na era do chefe que apenas distribui tarefas e cobra metas. 

Atualmente, a liderança corporativa exige um equilíbrio delicado: navegar em um mundo impulsionado pela Inteligência Artificial, enquanto se resgata, ironicamente, o que há de mais essencialmente humano na gestão de pessoas.

Pesquisas recentes sobre o futuro do trabalho mostram que as equipes estão cansadas da "liderança de controle". O que gera engajamento hoje é a construção de cultura, a autonomia e a confiança. 

Mas como traduzir esses conceitos bonitos para a prática da segunda-feira de manhã? Vamos explorar as principais tendências de gestão e como aplicá-las, apoiados nas ideias dos maiores pensadores da atualidade.

1. Liderança Human-Centric e a Segurança Psicológica

A tendência número um nas organizações de alta performance é a liderança centrada no ser humano. Isso significa entender que, antes de ser um "recurso", o colaborador é uma pessoa complexa. 

A professora de Harvard Amy Edmondson cunhou o termo "Segurança Psicológica", que define um ambiente onde as pessoas se sentem confortáveis para expressar ideias, dúvidas ou erros sem o medo de serem punidas ou humilhadas. Em paralelo, a pesquisadora Brené Brown nos ensina em sua obra A Coragem de Ser Imperfeito que a vulnerabilidade não é uma fraqueza, mas a maior medida de coragem de um líder.

 Imagine que um projeto importante não atingiu os resultados esperados. Um líder do passado procuraria culpados. O líder human-centric abre a reunião dizendo: "Eu tomei uma decisão estratégica que não funcionou como eu esperava. O que nós, como equipe, podemos aprender com isso para o próximo ciclo?". Ao demonstrar vulnerabilidade, o gestor destrava o medo da equipe, promovendo um ambiente onde a inovação real (que sempre envolve riscos) pode florescer.

2. O Gestor na Era Pós-IA: Menos Máquina, Mais Humano

A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de automação para se tornar um alicerce da estratégia empresarial. Contudo, o grande erro de alguns gestores é tentar competir com a máquina em eficiência. 

O autor Simon Sinek, em seu livro O Jogo Infinito, argumenta que líderes de sucesso focam em visões de longo prazo e propósitos que inspiram as pessoas — algo que nenhum algoritmo consegue fazer. A IA pode analisar planilhas e prever tendências de mercado em segundos, mas ela não consegue olhar nos olhos de um colaborador desmotivado e entender o que está acontecendo na vida pessoal dele.

Use a tecnologia a seu favor para eliminar o trabalho burocrático. Deixe que a IA consolide os relatórios de desempenho e os KPIs da semana. Pegue essas horas que foram economizadas e invista em reuniões de 1-on-1 (conversas individuais) de qualidade com seu time. O diferencial do líder moderno não é saber montar o melhor gráfico, mas sim usar os dados do gráfico para fazer as perguntas certas e atuar como um mentor para o desenvolvimento da sua equipe.

3. O Fim do Microgerenciamento: Confiança e Empatia Assertiva

Com a consolidação dos modelos híbridos e remotos, o microgerenciamento se tornou não apenas ineficaz, mas tóxico. Relatórios recentes de tendências de RH mostram que a falta de comunicação e a desconfiança são os maiores causadores de pedidos de demissão.

Para resolver isso, a ex-executiva do Google, Kim Scott, propõe o conceito de "Empatia Assertiva" (Radical Candor). A premissa é simples: importe-se pessoalmente com as pessoas, mas confronte-as diretamente quando necessário. Confiança não significa ausência de cobrança, significa clareza de expectativas.

Em vez de medir a produtividade do seu time remoto pelo tempo que eles passam com a luz verde acesa no chat corporativo, mude a gestão para foco em resultados e entregas. Estabeleça metas claras (como a metodologia OKR) e dê autonomia sobre como o trabalho será feito. Se a entrega cair de qualidade, aplique a Empatia Assertiva: "João, eu me importo muito com o seu crescimento aqui (importar-se pessoalmente), por isso mesmo preciso te falar que a qualidade do último relatório ficou abaixo do padrão que combinamos (confrontar diretamente). Como posso te ajudar a resolver isso?"

4. Maturidade Cognitiva: A Capacidade de Desaprender

O ritmo das mudanças tecnológicas e de mercado exige que as empresas adaptem suas estratégias em ciclos cada vez mais curtos. O futurista Alvin Toffler já previa de forma brilhante: "Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender".

A maturidade cognitiva é a competência estratégica mais buscada nos líderes atuais. É a humildade intelectual de reconhecer que a fórmula que trouxe sua empresa até aqui não é a mesma que a levará para o futuro.

Crie rituais de "desaprendizado" na sua equipe. A cada trimestre, reúna o time e faça o exercício de questionar processos estabelecidos. Pergunte: "Se fôssemos abrir essa empresa hoje, do zero, com as tecnologias que temos agora, nós faríamos esse processo dessa forma?". Isso mantém a equipe ágil e evita a famosa armadilha do "mas sempre fizemos assim".

Conclusão: A Liderança é, e sempre será, sobre pessoas

A medida que avançamos na segunda metade desta década, fica claro que as ferramentas mudam, as tecnologias evoluem e os modelos de trabalho se transformam. No entanto, a essência da liderança permanece inalterada. 

Liderar, na atualidade é ser um facilitador de talentos. É ter a coragem de ser vulnerável, a inteligência de delegar o que é mecânico para a tecnologia e a sabedoria de reservar sua energia para o que realmente importa: conectar-se com as pessoas, desenvolver potenciais e construir um ambiente onde todos queiram dar o seu melhor.


Ana Karla Cantarelli - Especialista em Liderança
📸 Foto:  Acervo Pessoal
Instagram - @ana.cantarelli

🎬 Um novo brilho no São Luiz: memória, imersão e futuro do audiovisual pernambucano



✨ Ontem, o Cinema São Luiz abriu mais um capítulo de sua trajetória com a inauguração do Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano – Cena e da Sala Imersiva Geraldo Pinho. O Cena apresenta um acervo precioso do Museu da Imagem e do Som de Pernambuco, reunido sob a curadoria de Simone Jubert, revelando objetos que contam a história do audiovisual no estado. A linha do tempo do cinema pernambucano conduz o visitante por décadas de criação, resistência e invenção. Já a sala Geraldo Pinho homenageia o grande programador com uma videoinstalação que mergulha nas antigas salas de rua, suas glórias, ruínas e possibilidades de renascimento.

🎥 A videoinstalação da Sala Imersiva apresenta imagens marcantes da era de ouro dos cinemas de rua, passando pelo abandono e chegando aos espaços que seguem vivos ou que ainda podem ser reativados. O roteiro, construído com cuidado e pesquisa, oferece ao público uma experiência sensorial que atravessa memória e futuro. Outro destaque é “O gesto contínuo de invenção de um cinema pernambucano”, obra que articula mais de 60 filmes produzidos desde os anos 1990, fruto de um levantamento minucioso realizado com a produção de Marcela Cavalcanti. As três telas dialogam entre si e revelam a força criativa da retomada do cinema local.

📽️ Com esses novos ambientes, o Cinema São Luiz passa a oferecer um fluxo ampliado de vivência e investigação para o público e para pesquisadores da imagem e do som. O Cena e a Sala Geraldo Pinho ficam abertos de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados à tarde. A partir da próxima semana, o cinema também retoma sua programação regular de filmes, funcionando de quarta a domingo. A equipe de programação encara o desafio com entusiasmo, movida pela vontade de operar a sala em sua potência máxima. As novidades da semana seguirão sendo divulgadas sempre às quartas à tarde.

🎞️ A inauguração marca um passo importante para o fortalecimento do audiovisual pernambucano. O trabalho conjunto de Renata Borba, da equipe da Fundarpe, do acervo do Mispe e do Cinema São Luiz foi essencial para tornar possível essa ação que celebra a memória, a preservação e o futuro da produção cinematográfica no estado. O convite está feito: visitar, explorar e investigar as camadas de experiência que agora habitam o São Luiz é mergulhar na própria história do cinema pernambucano.

📸 Fotos: Reprodução Facebook 

Serviço
Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano – Cena  Sala Imersiva Geraldo Pinho  
📍 Cinema São Luiz – Recife  
🗓️ Terça a sexta, das 10h às 17h  
🗓️ Sábados à tarde  
🎬 Programação regular de filmes: quarta a domingo  
📅 Programação divulgada às quartas à tarde

sábado, 4 de julho de 2026

📣 Ginga que vira jogo: Brahma e Olodum transformam “remada viking” em chamado à torcida brasileira


🪘 A batida começa lenta, marcada, quase hipnótica — uma referência direta à famosa remada viking da torcida norueguesa. Mas logo o suspense se desfaz e o ritmo explode em samba‑reggae, trazendo a energia inconfundível do Olodum para convocar o Brasil antes do duelo contra a Noruega. A nova ação da Brahma integra o movimento “Tá Liberado Acreditar”, que busca reacender a confiança do torcedor na Seleção e nos símbolos que moldaram a história do país nas Copas.

🎶 No vídeo divulgado nas redes sociais, a marca recria a coreografia europeia com atabaques que imitam o ritmo adversário, criando tensão antes da virada musical. Em segundos, o gesto nórdico se transforma em ginga brasileira — aquela que carrega memória afetiva, identidade cultural e a certeza de que o futebol do país sempre foi movido por quem acredita até o fim. A presença do Olodum reforça esse elo emocional, conectando tradição, música e paixão nacional.

⚽ A campanha destaca que, mais do que estatísticas, o futebol é feito de manifestações populares que atravessam gerações. Ao unir a batida do samba‑reggae ao clima pré‑jogo, Brahma aposta na força da cultura para mobilizar a torcida e espalhar boas energias rumo ao confronto decisivo. O conteúdo celebra a confiança coletiva que acompanha a Seleção em seus momentos mais marcantes nos mundiais.

📱 O vídeo completo está disponível no Instagram da marca e já movimenta torcedores que abraçaram o convite para acreditar. A ação reforça o papel das tradições brasileiras na construção da identidade esportiva do país, mostrando que a vibração das arquibancadas também influencia o jogo dentro de campo. É a música, a festa e a fé no futebol que fazem da torcida brasileira uma das mais emblemáticas do mundo.

📸 Foto: Divulgação Brahma

📌 Serviço
Campanha: Tá Liberado Acreditar  
Marca: Brahma – Ambev  
Participação: Olodum  

🎭 A Espiral, o Palco e a Porrada: Marco Polo revisita a Ave Sangria, a censura e a liberdade 50 anos depois


🎨 A história da Ave Sangria não nasceu apenas de guitarras distorcidas e letras ousadas, mas de uma estética que Marco Polo trouxe de São Paulo, onde viveu entre 1969 e 1972. Ele testemunhou o auge do teatro experimental mundial, como a montagem de O Balcão, de Jean Genet, em que Ruth Escobar destruiu o próprio teatro para criar uma espiral metálica e uma plataforma de acrílico. Ao voltar ao Recife, em 1972, Marco trouxe consigo essa contaminação criativa, que se tornaria a espinha dorsal da teatralidade da banda.

🎸A psicodelia da Ave Sangria não era um projeto intelectual, mas uma consequência natural das vivências dos integrantes. Criados entre maracatus, baiões e xotes, e atravessados pela explosão do rock britânico e americano, eles fundiram tudo sem pedir licença. A visualidade também emergiu organicamente: roupas emprestadas das namoradas, restos de cenários catados em teatros, escadas improvisadas para Zé da Flauta tocar sax no alto. Era impacto visual e sonoro, sem manual, sem cálculo — apenas liberdade.

🌈Essa liberdade também se manifestou na forma como a banda encarou a diversidade sexual. Embora heterossexuais, conviviam com amigos homossexuais que eram humilhados e espancados nas ruas do Recife. A violência os revoltava, e a reação veio em forma de música, crítica e enfrentamento. “Seu Valdir”, uma canção bem‑humorada, virou alvo da censura por revelar a homofobia institucional da ditadura. A banda pagou caro: disco recolhido, carreira interrompida, silêncio forçado.

✍️ Marco Polo já era poeta desde a adolescência, e sua escrita moldou a linguagem da Ave Sangria. Sua bagagem literária permitiu que a banda articulasse liberdade, alegria e contestação em letras que refletiam a contracultura pernambucana. No jornalismo, sua atuação ajudou a formar gerações de profissionais, não por doutrina, mas por generosidade e incentivo à curiosidade. Criou lendas, narrativas e estratégias para atrair jovens à banda — marketing intuitivo antes da era digital.

🔥 A censura não o paralisou. Marco seguiu escrevendo, criando e vivendo como achava necessário. Para ele, tropeços não mudam a trajetória de quem sabe o que precisa fazer. Cinquenta anos depois, o pedido oficial de desculpas do Estado brasileiro foi recebido como uma “sacralização do erro”. Um alívio tardio, mas bem-vindo. A Ave Sangria segue viva, celebrando a liberdade que sempre reivindicou — e que agora, finalmente, é reconhecida.

📸 Fotos: Reprodução Instagram do Marco Polo

Durante sua passagem por São Paulo, entre os anos de 1969 e 1972

1. Como a fusão entre psicodelia, regionalismo e teatralidade moldou a identidade da Ave Sangria e a diferenciou do restante do rock brasileiro dos anos 1970?
Entre 1969 e 1972 eu morei em São Paulo. Essa época, São Paulo foi assim, o pico do que havia de mais experimental e de maior qualidade do teatro mundial. Uma das encenações que eu assisti foi "O Balcão", de Jean Genet, inclusive com a presença do próprio, e que Ruth Escobar tinha destruído o próprio teatro, criado um buraco imenso, criado uma espiral de aço na qual ficavam os espectadores e no centro havia uma plataforma de acrílico, onde os atores subiam e desciam fazendo a peça. Então quando eu vim pra Recife no final de 72, eu vim assim contaminado por esse trabalho magistral de teatro, de encenação visual experimental que houve em São Paulo. E de uma forma ou de outra eu trouxe isso pra o Ave Sangria.

Enfim, eu estava cheio de referências visuais, dinâmicas, muito legais assim. Então quando a gente criou a banda, eu procurei elementos para incrementar essa visualidade. Então, no quesito, por exemplo, de roupas, nós pedimos às nossas namoradas que nos emprestassem roupas ou criassem roupas pra gente. Nos teatros, a gente catava restos de cenário, peças cênicas de outras apresentações, e a gente reciclava isso e fazia o nosso cenário. Havia, por exemplo, coisas como pegar uma escada, né, e colocar Zé da Flauta lá em cima tocando um sax alto aleatório, junto com apresentação de músicas experimentais, instrumentais nossas.

2. De que maneira o disco Ave Sangria (1974) antecipou debates culturais sobre liberdade artística e diversidade sexual que só seriam reconhecidos décadas depois?
Enfim, não havia uma preocupação de criar uma identidade visual, mas de criar um colorido, um impacto visual junto com o impacto sonoro. Quanto à psicodelia e à regionalidade — a regionalidade vinha dentro da gente, né? A gente foi criado escutando tudo quanto é música regional: maracatu, baião, xote, xaxado, etc. E também na adolescência o rock, né? Com Beatles, Stones, Led Zeppelin, Jimi Hendrix. Então a fusão foi mais ou menos natural dessas fusões todas. Foi isso que resultou no impacto sonoro e visual do início — Tamarineira Village e depois Ave Sangria. O debate sobre questões de diversidade sexual e outros problemas desse tipo também surgiu naturalmente.

Nós éramos heterossexuais, mas tínhamos amigos homossexuais. E a gente sofria ao ver esses amigos nossos serem humilhados, espancados gratuitamente, e isso nos deixava extremamente irritados com relação a esse machismo pernambucano. Então, nossa reação em criar um debate — na verdade, a criticar essa merda toda — era natural, era uma reação natural nossa, porque havia uma repressão muito forte em relação a esses segmentos da sociedade e que a gente compartilhava com essas pessoas como iguais nossos, sem nenhum problema, e a gente via isso como uma agressão à gente também. Então a gente repelia, e a gente partia pra porrada em cima também.

3. Como a escrita poética de Marco Polo influenciou a estética da Ave Sangria e ajudou a criar uma linguagem musical singular no cenário nordestino?
Olha, eu já vinha de uma experiência como poeta, desde os 10 anos de idade, mas de forma consolidada desde os 15 anos de idade, então eu tinha uma certa bagagem literária e isso me ajudou a criar uma linguagem eficaz para traduzir o que a gente queria. Quanto a criar uma linguagem singular no cenário nordestino, isso aí surgiu mais uma vez porque a gente questionava as questões, questionava os problemas que nos cercavam, a gente tinha uma visão de liberdade, uma visão de alegria, uma visão que só era cerceada o tempo todo pela repressão, pelo conservadorismo, pela ditadura, enfim, foi uma resposta que nós questionávamos.

4. Que elementos da performance vocal de Marco Polo contribuíram para a aura mística e teatral que marcou os shows da banda?
Olha, a performance era aquela de estar solto no palco, né? Cê tá solto no palco e você ali, você é um elemento. Você não é homem, não é mulher, não é macho, não é fêmea. Você é um elemento que tá ali catalisando potencialidades. Então eu brincava, eu rebolava, eu dançava, eu criei histórias, né, lendas em relação a mim, em relação ao nosso comportamento. Isso tudo era uma estrutura de tentar criar o interesse, de pescar o interesse da juventude pra aquilo que a gente tava fazendo, que a gente achava que tava fazendo algo importante, não só como entretenimento, mas como também uma provocação.

5. Como o trabalho de Marco Polo na imprensa cultural pernambucana ajudou a formar uma crítica musical e literária própria no estado?
A minha experiência como jornalista e a minha amizade com vários jornalistas facilitou um pouco a nossa banda e também me facilitou como comunicador a divulgar a banda. Eu, como na é... na época não havia internet, não havia marketing nem nada, eu criei lendas em relação ao nosso trabalho que eu achava que iam, é, espicaçar a curiosidade dos jovens e trazer eles — era uma espécie de anzol e isca que eu jogava pra atrair eles pro nosso trabalho, e acho que funcionou muito bem.

6. De que forma sua atuação como editor de suplementos culturais influenciou gerações de jornalistas e escritores em Pernambuco?
Olhe, eu tenho gerações e gerações de jornalistas que trabalharam comigo e que são muito gratos a mim, por acharem que eu fui generoso, fui um bom, um bom, não digo mestre, mas um bom indicador de caminhos que eles poderiam seguir. Então, isso pra mim é algo que me gratifica muito. É uma questão meio secreta, porque pouca gente sabe. É, eles que chegam pra mim e dizem: 'ô Marco, devo a você muito'. E isso é muito bom. Mas, é, de forma assim, programática, eu jamais tentei influenciar, é, gerações pra seguir um determinado curso ou não. Eu sempre achei que o importante era você ter curiosidade pelo novo, ter a mente aberta e ter a capacidade de assimilar e de criar. Isso que é importante.

7. Quais temas recorrentes atravessam a poesia e a prosa de Marco Polo, e como eles se relacionam com sua trajetória musical e com a contracultura pernambucana?
Olhe, na poesia e na prosa, temas recorrentes pra mim sempre foi amor, sexo, a arte, particularmente a poesia, embora eu sempre fui também apaixonado pelas artes plásticas e pelo cinema. E tudo isso aparece no meu trabalho, tanto em poesia como tangencialmente ou de uma forma, é, especular nas letras das músicas. Então, todas essas coisas que dizem respeito à cultura, à questões sociais, à questão da liberdade, da alegria, da necessidade de liberdade e da alegria que a gente tem, tudo isso permeou toda a minha poesia e toda a minha letra de música.

8. Como a experiência da censura e do silenciamento aparece simbolicamente em sua obra literária, especialmente nos livros publicados após os anos 1990?
A censura e o silenciamento não aparecem na minha obra, porque considero isso são tropeços da continuidade de uma trajetória. Isso aí nunca me perturbou a ponto de mudar minha maneira de olhar a vida, de mudar, de olhar a arte, de olhar minha relação com a sociedade, com as pessoas e comigo mesmo. Então, eu sempre fiz o que eu tinha que fazer, o que era necessário, que vinha de dentro de mim como uma coisa necessária pra ser feita. Eu acho que a gente faz o que é preciso fazer e não para de fazer porque tem um tropeço na frente. Isso é besteira. Vamos em frente sempre.

9. Que mecanismos da censura da ditadura explicam por que “Seu Valdir” foi considerada uma ameaça moral e política, revelando a homofobia institucional do regime?
Essa questão com o seu Valdir, que, na verdade, é uma música bem-humorada, é uma brincadeira, na verdade, não é uma coisa para ser tomada tão a sério como eles tomaram. Isso é uma questão deles, cara. Eles têm essa cabeça doentia. Eles veem doença em todo canto, eles veem maldade em todo canto. Então, isso é um problema muito mais deles do que meu. Sempre foi. Então, nunca considerei isso uma questão pessoal importante para mim. Claro que eu fiquei chateado, claro que foi muito ruim, claro que foi péssimo para a banda toda essa experiência de quebrar a carreira no início da decolagem. Mas, porra, fazer o quê? A gente está diante de uma ditadura, cara. Diante da ditadura é isso. Você dá de cara com uma parede. Uma parede de imbecilidade e de prepotência. Fazer o quê? Não dá para gritar, não dá para esbravejar, não dá para dinamitar. Mas, cedo ou mais tarde, a gente dá a volta por cima e dá a nossa resposta. E é isso que a gente vem fazendo.

10. Como o pedido oficial de desculpas do Estado brasileiro reconfigura a memória da Ave Sangria e reposiciona a banda no cânone da música brasileira contemporânea?
É, o pedido de desculpa foi uma espécie de sacralização, né, do erro que eles cometeram, que o Estado cometeu contra a gente. Eu senti um certo alívio, porque, porra, até que enfim, né, vocês reconhecem que fizeram uma grande merda. E finalmente, hoje, agora, estamos felizes por… Nunca paramos de trabalhar, nunca paramos de fazer o nosso trabalho, nunca paramos de sentir nossa alegria pela nossa liberdade, pela nossa potencialidade de criar, que é o mais importante do que tudo. Então, muito bem, que seja bem-vinda essa anistia. É muito bem-vinda e vamos celebrar. Daqui a pouco eu vou tomar uma taça de champanhe. Espero que cê teja uma taça de champanhe aí pra brindar comigo. Um beijo, tchau!


A seguir, a polêmica música Seu Valdir, criada para ser uma greia, uma zuera, acabou passando por uma censura de - pasmem - mais de 50 anos.

🪗 Palco Fenearte celebra a força da cultura pernambucana com mais de 60 atrações



🎭 A programação cultural da 26ª Fenearte ganha brilho especial com o Palco Pernambuco Meu País, que reúne mais de 60 atrações entre 8 e 19 de julho no Centro de Convenções de Pernambuco. O espaço, já tradicional na feira, destaca a diversidade das manifestações populares do Estado, oferecendo ao público uma imersão vibrante nas tradições que moldam a identidade pernambucana. Quadrilhas, maracatus, cocos, cirandas e blocos líricos se misturam a shows musicais que animam todos os dias do evento, reforçando a Fenearte como um grande palco da cultura regional.

🎶 Com apresentações iniciadas sempre às 15h, o palco se transforma em ponto de encontro para quem busca vivenciar a riqueza cultural do Estado. Grupos tradicionais, mestres da cultura popular e artistas contemporâneos dividem a cena, criando uma programação que valoriza tanto a ancestralidade quanto a renovação das expressões artísticas. A cada dia, o público encontra novas experiências, novos ritmos e novas histórias que celebram o patrimônio imaterial pernambucano.

🪗 Entre os destaques, estão apresentações de quadrilhas juninas, bandas de pífanos, maracatus, afoxés, cavalo-marinho, pastoril e grupos indígenas, além de shows de artistas como Silvério Pessoa, Flaira Ferro, Clayton Barros e Marcelo Jeneci. A pluralidade das atrações reforça o compromisso da Fenearte com a valorização dos saberes tradicionais e com a promoção de encontros que fortalecem a identidade cultural do Estado.

💃 A programação, distribuída ao longo dos 12 dias da feira, contempla manifestações que atravessam gerações e territórios, conectando público, artistas e tradições. Cada apresentação é uma oportunidade de celebrar a memória coletiva, reconhecer mestres e grupos que mantêm vivas práticas culturais e estimular novas formas de expressão. O palco, assim, se consolida como espaço de resistência, celebração e pertencimento.

🎤 A Fenearte, maior feira de artesanato da América Latina, reforça em sua 26ª edição o compromisso com a cultura, a economia criativa e o fortalecimento dos artistas e artesãos. A programação cultural amplia a experiência dos visitantes, que além de conhecerem produções artesanais, podem vivenciar a música, a dança e os ritmos que fazem de Pernambuco um território de intensa efervescência cultural.

SERVIÇO — 26ª Fenearte
Quando: 08 a 19 de julho de 2026
Onde: Pernambuco Centro de Convenções — Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda
Horários:
• Segunda a sexta — 14h às 22h
• Sábado e domingo — 10h às 22h

Ingressos:
• Seg. a qui. — R$ 12 (inteira) / R$ 6 (meia)
• Sex. a dom. — R$ 16 (inteira) / R$ 8 (meia)

Vendas:
Lojas do Artesanato de Pernambuco (Palazzo Itália, Shopping Recife, Shopping Tacaruna)
Casa do Pará, Trois Barbearia, Crosby, Crabolando e quiosque Parcele Aqui
Em breve também no site www.fenearte.pe.gov.br

📀 Brincando com os Sons abre um universo musical para crianças nas plataformas digitais



🎵 O lançamento infantil Brincando com os Sons chega às plataformas digitais trazendo uma proposta que une música, imaginação e aprendizado em um só projeto. O álbum apresenta o personagem Cabeça de Tambor conduzindo pequenas aventuras sonoras que estimulam criatividade, coordenação motora e curiosidade musical. Com linguagem acessível, o disco transforma cada faixa em uma experiência interativa que convida crianças e famílias a cantar, dançar e explorar ritmos variados.

🥁 Ao longo das canções, o público é guiado por brincadeiras cantadas que apresentam instrumentos, estilos musicais e elementos culturais de forma leve e divertida. A proposta reforça a importância da arte na formação infantil, ampliando o repertório musical dos pequenos ouvintes e incentivando o contato com diferentes expressões sonoras. O álbum também destaca a diversidade cultural, oferecendo uma jornada que mistura aprendizado e entretenimento.

🎶 O projeto aposta em uma musicalidade envolvente para transformar o aprendizado em algo natural e prazeroso. Cada faixa funciona como uma pequena história, estimulando a imaginação e convidando as crianças a participarem ativamente das descobertas. A presença do personagem Cabeça de Tambor cria um elo afetivo com o público, tornando o álbum uma opção atrativa para momentos de brincadeira e desenvolvimento.

🌈 Disponível nas principais plataformas digitais, o álbum se apresenta como uma ferramenta educativa para pais, educadores e profissionais que buscam conteúdos de qualidade voltados ao público infantil. A combinação entre música, ludicidade e criatividade faz de Brincando com os Sons uma experiência completa, capaz de envolver e ensinar ao mesmo tempo. O projeto reforça o papel da música como aliada no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças.

🎧 Com sua proposta lúdica e educativa, o lançamento se destaca como uma alternativa rica e divertida para introduzir os pequenos no universo musical. As aventuras do Cabeça de Tambor convidam o público a explorar sons, ritmos e movimentos, transformando o ato de ouvir em uma vivência cheia de descobertas. O álbum celebra a infância e a potência da música como linguagem universal.

📸 Foto: Divulgação 

Serviço  
Lançamento: Brincando com os Sons: As Aventuras Musicais com o Cabeça de Tambor  
Formato: Álbum digital  
Classificação: Infantil  
Disponível em: Plataformas de streaming musical

📣 Confraria Sonora aquece o Palco Alternativo da Festa das Marocas com talento agrestino


🎶 A Confraria Sonora | Seletiva Agreste – 2ª Edição promete transformar a próxima segunda-feira em uma celebração vibrante da música regional, movimentando o Palco Alternativo da 57ª Festa das Marocas, em Belo Jardim. O evento chega à sua quarta edição reunindo artistas locais e reforçando o compromisso de valorizar a produção cultural do Agreste pernambucano. Com entrada gratuita, a iniciativa busca aproximar o público da diversidade sonora que pulsa na região.

🎸 Nesta edição, duas atrações de Belo Jardim sobem ao palco: Erres e Mago Trio, nomes que representam a força criativa da cena musical local. As apresentações integram a programação oficial da tradicional Festa das Marocas, ampliando o espaço para artistas independentes e fortalecendo a circulação de novos trabalhos. A proposta é oferecer ao público uma noite marcada por identidade, experimentação e muita energia.

🌟 A Confraria | Espaço Cultural vem se consolidando como uma vitrine essencial para músicos e artistas da cidade e do Agreste. Além dos shows, o projeto promove oficinas de formação e atividades culturais gratuitas, ampliando o acesso da população à arte e incentivando o desenvolvimento de novos talentos. A iniciativa reforça a importância de espaços que fomentam a cultura de forma contínua e democrática.

🏛️ O projeto é realizado pelo Espaço Cultural A Confraria e conta com incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria Estadual de Cultura e Governo de Pernambuco. A Prefeitura Municipal de Belo Jardim também apoia a ação, fortalecendo a integração entre poder público e iniciativas culturais independentes. A união dessas instituições garante a continuidade de projetos que impactam positivamente a comunidade artística.

📷 Foto: Divulgação 

Serviço

Confraria Sonora | Seletiva Agreste – 2ª Edição  
Local: Palco Alternativo da 57ª Festa das Marocas – Complexo Cultural da Estação, Belo Jardim  
Data: Segunda-feira  
Horário: A partir das 19h  
Entrada: Gratuita

🕊️ Despedida a Waldemar Borges reúne homenagens na Alepe



🌿 O velório do deputado estadual Waldemar Borges será realizado amanhã, 5 de julho, reunindo familiares, amigos, autoridades e admiradores de sua trajetória pública. A cerimônia ocorrerá na Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde Borges atuou por anos e deixou marca expressiva na política estadual. O espaço deve receber grande fluxo de pessoas que desejam prestar suas últimas homenagens. O clima será de respeito, memória e reconhecimento pela contribuição do parlamentar. A despedida antecede o sepultamento, marcado para o início da tarde.

💐 Após o velório, que se estende das 8h às 13h, o cortejo seguirá para o Cemitério Morada da Paz. O local, conhecido por acolher cerimônias de despedida de figuras públicas, receberá o sepultamento logo em seguida. A expectativa é de que o momento reúna novamente pessoas próximas ao deputado, reforçando o sentimento de perda coletiva. Waldemar Borges deixa legado político e social que atravessa décadas de atuação. Sua partida mobiliza diferentes setores da sociedade pernambucana.

📸 Foto: Acervo do parlamentar 

📍 Serviço
- Velório: Assembleia Legislativa de Pernambuco  
- Data: 5 de julho  
- Horário: 8h às 13h  
- Sepultamento: Cemitério Morada da Paz, logo após o velório

🌵 Amor, Traição e Cangaço: O Novo Épico que Promete Sacudir o Sertão Pernambucano



🎬 O cinema nordestino ganha um reforço de peso com a nova produção da Flamma Filmes, que mergulha fundo nas complexidades do Sertão. Com roteiro e direção assinados por Ozéas Cristovão, a obra "Amor de Cangaço" promete trazer uma perspectiva visceral sobre o período. A trama explora as marcas da brutalidade, do machismo e dos ciclos de violência que moldam destinos. Toda a atmosfera árida e poética ganha vida sob a sensível direção de fotografia e luz de Júlio César e Joab.

🎭 No centro dessa narrativa intensa, o elenco brilha com nomes promissores que dão corpo às dores e paixões do cangaço. Talentos como Renan Victor, Aninha e Pedro Santiago entregam atuações marcantes e cheias de nuances psicológicas. Eles ajudam a tecer a teia de desejos proibidos, traições e disputas pelo poder dentro do bando. A equipe técnica ainda conta com o reforço fundamental de Yhara Nery na assistência de produção. Toda a identidade visual do projeto ficou sob os cuidados do designer Lula Magalhães.

📸 Foto: Júlio César e Joab

ℹ️ Informações de Serviço
Ficha Técnica e Elenco do filme "Amor de Cangaço" :

 * Roteiro e Direção: Ozéas Cristovão
 * Assistente de Direção: Neluce Sedícias
 * Produção Executiva: Telma Melo
 * Direção de Fotografia e Luz: Joab e Júlio César
 * Som Direto: Ícaro Muniz
 * Identidade Visual: Lula Magalhães
 * Assistentes de Produção: Keila Emanuelle, José Renato, Robson Araújo, Valdeci Oliveira e Yhara Nery
 * Elenco: Telma Melo, Roberto Vasconcelos, Breno Jacó, Renan Victor, Vinícius Coutinho, Rodrigo Haddad, Dennis de Lima, Karina Ventura, Aninha, Valdeci Oliveira, Pedro Dias e Pedro Santiago
 * Participações Especiais: Carpinteiro Rabecado, Ronaldo Afonso, Iraquitan José e Carlinhos Melo

⚫️ Luto em Pernambuco: Classe política repercute a partida do deputado Waldemar Borges



🏛️ RECIFE — A notícia do falecimento do deputado estadual Waldemar Borges, neste sábado (4), gerou uma onda imediata de consternação e uniu diferentes forças políticas em torno do reconhecimento de sua trajetória. Parlamentares, prefeitos e lideranças de diversos partidos usaram suas redes sociais para lamentar a perda do parlamentar de 67 anos e prestar solidariedade à sua esposa, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e aos seus filhos.

⚫️ Em sinal de respeito à sua dedicação ao estado, a governadora Raquel Lyra anunciou que o Poder Executivo estadual prestará as devidas honras institucionais:
"Em reconhecimento a sua vida pública dedicada ao nosso estado, o Governo de PE decretará luto oficial por três dias. Que Deus console o coração da sua esposa, a ministra Luciana Santos, seus filhos, inúmeros amigos, seu time e todos os pernambucanos que lamentam sua partida", declarou a governadora.

⚫️ O ex-prefeito do Recife, João Campos, trouxe um forte relato de cunho pessoal e histórico sobre a convivência com o parlamentar:"Recebi com enorme tristeza a notícia do falecimento do amigo Waldemar Borges. Cresci acompanhando de perto a bonita amizade que ele construiu com meu pai e, ao longo dos anos, tive a oportunidade de conhecer seu caráter, sua generosidade, sua lealdade e seu profundo compromisso", compartilhou João Campos em suas redes, destacando a ligação de Waldemar com Eduardo Campos.

⚫️ O senador Humberto Costa também ressaltou as quatro décadas de atuação do deputado: "Externo aqui meu profundo pesar pela partida do companheiro Waldemar Borges, homem público com 40 anos de luta política. Wal era exemplo de compromisso com boas causas. Sua partida fará enorme falta".

⚫️ A vereadora Liana Cirne relembrou a biografia do parlamentar antes de sua chegada à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe): "Além de deputado estadual, Waldemar foi vereador do Recife por quatro mandatos, tendo desempenhado um papel fundamental na militância estudantil e no processo de redemocratização do Brasil. Sua trajetória pública deixa um importante legado". No mesmo tom, a deputada estadual Jô Cavalcanti lamentou a partida daquele que definiu como um "importante quadro político".

⚫️ O deputado federal José Guimarães enfatizou o peso do parlamentar dentro de sua própria legenda, classificando-o como um "importante quadro histórico do PSB em Pernambuco", e desejou que a família encontre "o conforto necessário para lidar com esta perda irreparável".

⚫️ A capacidade de articulação e o perfil agregador de Waldemar Borges também foram amplamente lembrados por colegas e gestores do estado. O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a relação de proximidade que mantinha com o deputado: "Tive a honra de compartilhar com Waldemar muitos anos de atuação na Alepe. Fomos colegas de Parlamento e construímos uma relação de respeito, amizade e diálogo".

⚫️ O prefeito do Recife, Victor Marques, expressou seus sentimentos e classificou o falecimento como uma "grande perda para as causas populares e para a política feita com diálogo e responsabilidade". Na mesma linha, Carlos Costa afirmou que Waldemar "sempre pautou sua atuação pelo respeito às instituições e pela busca de um Pernambuco mais justo".

⚫️ Outros gestores municipais e lideranças legislativas se somaram às homenagens. O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, manifestou seu pesar deixando um abraço à ministra Luciana Santos, a toda a família e amigos, pedindo que "Deus conforte o coração de todos neste momento". Já o presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá, concluiu afirmando que "Pernambuco perde um homem público que dedicou sua vida ao serviço da nossa gente e da democracia".

🕊️ O legado de um democrata: Pernambuco se despede de Waldemar Borges


🕊️ A política pernambucana perdeu uma de suas referências de ética e diálogo na tarde deste sábado, 4 de julho. O ex-deputado e vereador Waldemar Borges faleceu aos 67 anos, após uma brava luta contra o câncer. Conhecido carinhosamente como Wal, ele deixa a esposa, Luciana Santos, e três filhos. Sua partida interrompe uma trajetória de quase 40 anos dedicados à vida pública e à justiça social.

✊ Nascido em 1958, Waldemar iniciou sua militância ainda na juventude, participando ativamente da reorganização dos movimentos estudantil e comunitário. Nos anos 80, como estudante de economia na UFPE, liderou a reestruturação da juventude partidária contra a ditadura militar. Sua estreia em cargos públicos ocorreu em 1986, como diretor e secretário-adjunto no governo do icônico líder Miguel Arraes.

🏛️ Em 1988, Waldemar Borges foi eleito vereador do Recife, cargo que ocupou por quatro mandatos consecutivos, chegando à presidência da Câmara Municipal. Teve papel destacado como constituinte municipal em 1990, criando mecanismos de participação e controle social na gestão pública. Mais tarde, assumiu secretarias estratégicas na prefeitura da capital e a presidência da estatal de tecnologia Emprel.

🤝 Aliado histórico do ex-governador Eduardo Campos, Waldemar coordenou importantes ações de articulação social e o Pacto Pela Vida. Em 2011, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde exerceu quatro mandatos seguidos. Na liderança dos governos de Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara, destacou-se pela sua enorme capacidade de articulação.

📜 Ao longo de 16 anos na Alepe, presidiu comissões fundamentais, como a de Constituição, Legislação e Justiça, e a de Educação e Cultura. Sua atuação foi sempre pautada pela coerência, correção e firmeza na defesa dos interesses coletivos. Os 32 anos de mandatos eletivos foram marcados por uma decência pública reconhecida por aliados e também por adversários políticos.

📸 Foto: Acervo Waldemar Borges

📣 Capiba volta a brilhar nos palcos paulistanos em homenagem vibrante ao mestre do frevo



🎭 O musical Capiba – Pelas Ruas Eu Vou retorna a São Paulo trazendo o encanto de uma obra que já conquistou mais de 33 mil espectadores em turnês pelo Nordeste e Sudeste. Com direção geral de Cecília Brennand, o espetáculo celebra o legado do compositor pernambucano que marcou gerações com frevos, sambas, maracatus e valsas. A produção do Aria Social, que completa 36 anos, reúne uma equipe artística de peso para revisitar a trajetória de Capiba com emoção e vigor. O retorno ao Teatro B32 reforça o impacto cultural da montagem e sua capacidade de unir música, dança e memória afetiva.

💃 Em cena, o público encontra 43 bailarinos-cantores e uma orquestra de câmara que executa ao vivo as composições do homenageado, criando uma atmosfera que mistura nostalgia e modernidade. A direção musical e regência de Rosemary Oliveira conduz o espetáculo com precisão, enquanto a direção artística, roteiro e coreografia de Ana Emília Freire dão vida a uma narrativa que transita entre ritmos e épocas. O musical destaca a genialidade de Capiba, que lia partituras antes mesmo de aprender a ler, e compôs mais de duzentas obras que atravessam estilos e fronteiras. A montagem transforma o palco em uma celebração da cultura pernambucana.

🎼 A proposta do espetáculo é levar o público pelas ruas, histórias e melodias que marcaram a vida do compositor, criando uma experiência sensorial que ultrapassa o formato tradicional de musical. A cenografia e os figurinos reforçam a estética vibrante dos ritmos populares, enquanto a iluminação acompanha a intensidade das coreografias e arranjos. O resultado é uma homenagem que respeita a memória do artista e, ao mesmo tempo, a reinventa para novas gerações. A produção reafirma o compromisso do Aria Social com a formação artística e a democratização do acesso à cultura.

📸 Foto: Reprodução 

Informações de Serviço

Espetáculo: Musical Capiba – Pelas Ruas Eu Vou  
Local: Teatro B32 (Teatro da Baleia) – São Paulo  
Classificação: Livre  

Datas e horários:  
- 24/07 – Sexta, às 20h  
- 25/07 – Sábado, às 16h e 20h  
- 26/07 – Domingo, às 15h30  

✨ Pedro Dias: Tempo de Gratidão e Vitória


📘 “Venho aqui agradecer aos funcionários da Radioterapia do IMIP que me trataram com muito carinho e respeito…” — disse Pedro, emocionado ao celebrar uma etapa decisiva de sua jornada de cura. Em um ambiente onde vigilantes, serviços gerais, técnicos, enfermeiros e médicos se tornam parte da família, ele encontrou acolhimento, força e esperança. Mesmo durante o tratamento, manteve sua rotina ativa, trabalhando e viajando, sempre guiado pela certeza de que a vida continua pulsando.  

🌍 A determinação o levou até São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde se apresentou no templo sagrado do Teatro Cacilda Becker — espaço que eterniza a grande atriz do teatro brasileiro. “Fui premiado e me senti honrado demais naquele palco histórico”, contou Pedro. A viagem, realizada pela companhia Azul, também ganhou destaque em seu relato: “A Azul me ofereceu pontualidade, segurança e um tratamento excelente.”  

🏙️ Em sua fala, Pedro também celebrou o trabalho do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação e do CEMADEN, responsáveis pela 9ª Campanha Nacional Cidades Sem Risco – #PrevenirParaAprender. A iniciativa promove cidadania, segurança e qualidade de vida, envolvendo escolas, comunidades e organizações da sociedade civil em uma grande cartografia social. Camaragibe brilhou nacionalmente ao conquistar dois troféus na campanha.  

🤝 A ação contou com o apoio da Prefeitura de Camaragibe e de diversas secretarias — Mulher, Defesa Civil, Educação, Assistência Social, Comunicação e Fundação de Cultura. Pedro destacou: “Conseguimos unir Paulo Freire e Augusto Boal. Usamos o teatro e a educação como ferramentas de consciência ambiental e política coletiva.” A combinação de arte e aprendizado fortaleceu vínculos e ampliou a participação comunitária.  

🎭 Camaragibe, em 04 de julho de 2026, celebra não apenas prêmios, mas uma jornada de união, resistência e transformação. E Pedro, com sua voz firme e agradecida, deixa registrado: “Espero agora ficar totalmente curado. Recebi carinho de todos, até dos pacientes. Sou grato por cada gesto.”  

📸 Foto: Arquivo Pessoal 

🎭 Obras do Cine-Teatro Paulo Freire mobilizam artistas e entidades culturais


🎤 A mobilização cultural ganha força

🎨 A reforma do Cine-Teatro Paulo Freire, em Paulista, continua avançando lentamente, gerando preocupação entre artistas e entidades culturais. A obra, financiada pelo FINISA, teve mais de 85% dos recursos destinados à pavimentação e drenagem, reduzindo o ritmo do projeto cultural. A empresa responsável demonstra receio em acelerar o serviço sem garantia de pagamento após os boletins de medição. Para aparentar maior agilidade, novos funcionários devem ser contratados, embora o avanço real ainda seja tímido.

🧩 Reunião reúne vozes da cultura e da memória

📚 Após a Audiência Pública convocada pelo vereador João Pereira, representantes do IHGAAP, da ALAP e artistas locais se reuniram com a secretária de Infraestrutura, Jaina Poesi. Estiveram presentes nomes como Ricardo Andrade, Vinícius Coutinho, José Ricardo, Nivaldo Souza, Fernando Cunha, Caio Luiz e Bernadete Serpa. Cada participante reforçou a importância histórica, cultural e social do equipamento, destacando a urgência de transparência e continuidade da obra.

🏛️ Cultura questiona ausência institucional

🎭 O ator Vinícius Coutinho criticou a ausência da Secretaria de Turismo e Cultura na Audiência Pública, ressaltando o papel fundamental do teatro para a cidade. Ricardo Andrade enfatizou a preservação da memória, enquanto Nivaldo Júnior explicou o processo de judicialização que acompanha a luta pela manutenção do Complexo Multicultural. Fernando Cunha detalhou aspectos técnicos do FINISA, e Bernadete Serpa relembrou sua trajetória no palco do Paulo Freire.

🏗️ Secretaria explica entraves e promete avanço

🛠️ A secretária Jaina Poesi apresentou as dificuldades enfrentadas, incluindo interrupções e limitações técnicas, exibindo ao final um quadro demonstrativo da execução. A reunião resultou na decisão de formar uma comissão da sociedade civil que, em breve, realizará uma vistoria interna no espaço para acompanhar de perto o andamento da obra e garantir maior fiscalização social.

📍 Serviço
- Equipamento: Cine-Teatro Paulo Freire  
- Local: Paulista – PE  
- Responsável pela obra: Secretaria de Infraestrutura  
- Acompanhamento social: IHGAAP, ALAP e comissão de artistas  
- Financiamento: Linha de crédito FINISA (CAIXA)  

🫂 Solidariedade que Transborda: campanha mobiliza ajuda para famílias afetadas pelas chuvas em Goiana


🌧️ A mobilização do Instituto Vizinhos Solidários ganhou força após as fortes chuvas que atingiram Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, deixando centenas de famílias em situação de vulnerabilidade. A instituição iniciou uma ampla campanha de arrecadação para apoiar moradores que perderam bens e agora enfrentam o desafio da reconstrução. A ação busca garantir itens essenciais para que essas pessoas possam retomar suas rotinas com dignidade e segurança.

🛒 A campanha recebe doações de água mineral, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, material de limpeza, roupas e utensílios domésticos. Cada item arrecadado é direcionado às famílias atingidas, contribuindo diretamente para suprir necessidades urgentes e fortalecer o processo de recomeço. A iniciativa reforça a importância da união comunitária em momentos de crise.

🤝 Para a presidente do Instituto, Maria Eduarda Fernandes, o momento exige empatia e ação coletiva. Ela destaca que cada contribuição representa acolhimento e esperança para quem enfrenta perdas profundas. A líder da instituição reforça o convite para que mais pessoas se engajem, compartilhem a campanha e mobilizem amigos, vizinhos e redes de apoio.

🏠 As doações podem ser entregues diretamente na sede do Instituto Vizinhos Solidários, situada na Rua Pereira da Costa, nº 211, no bairro do Pina, no Recife. O ponto de coleta funciona como centro de organização e distribuição dos donativos, garantindo que tudo chegue rapidamente às famílias de Goiana. A instituição reforça que a participação da população é essencial para ampliar o alcance da ação.

💛 A campanha segue aberta e depende da colaboração contínua da sociedade. Em um cenário de perdas materiais e emocionais, cada gesto solidário ajuda a reconstruir não apenas casas, mas também a dignidade e a esperança de quem foi afetado pelas chuvas. A iniciativa demonstra que, quando a comunidade se une, é possível transformar realidades e fortalecer laços de cuidado.

📸 Foto: Divulgação 

SERVIÇO
Campanha de arrecadação – Instituto Vizinhos Solidários  
📍 Rua Pereira da Costa, nº 211 – Bairro do Pina, Recife  
🎯 Itens arrecadados: água mineral, alimentos não perecíveis, produtos de higiene, material de limpeza, roupas e utensílios domésticos  

🎨 A voz do Agreste ganha a cena: Alceu Valença é celebrado em musical histórico


🎭 O universo poético e vibrante de Alceu Valença está prestes a tomar conta das terras pernambucanas com o espetáculo "Anunciação - O musical de Alceu Valença". Celebrando os impressionantes 80 anos de vida de um dos maiores ícones da nossa música, a produção chega a Recife após uma elogiada estreia em solo carioca. Sob a batuta experiente da diretora artística Duda Maia e com direção geral assinada por Miguel Colker, o espetáculo promete ser uma grandiosa experiência sensorial. A montagem evita uma narrativa tradicional linear e mergulha profundamente na chamada "mitologia valenciana", costurando símbolos, festas e sensações do artista.

🎶 No palco do histórico Teatro do Parque, oito intérpretes versáteis — em sua grande maioria nordestinos — dão vida e voz a uma dramaturgia sem personagens fixos. O roteiro musical é um verdadeiro banquete para os fãs, guiado por cerca de 35 canções inesquecíveis como "Anunciação", "Tropicana" e "La Belle de Jour". A condução sonora fica a cargo de Ricco Viana, com arranjos vocais marcantes criados por Beto Lemos. O texto potente, assinado por Luiza Loroza e Duda Rios, nasceu do desejo de traduzir a "doidice saudável" e a autêntica expressão do homenageado.

🚀 A semente desse belo projeto nasceu de uma forma intimista e carregada de forte afeto familiar em 2019. Após o falecimento de seu pai, o fotógrafo pernambucano Cafi, que foi grande amigo de Alceu e autor de capas históricas de seus discos, Miguel Colker organizou um acervo monumental. Ao digitalizar mais de 40 mil fotografias daquela convivência, Miguel reencontrou a inspiração que precisava no período pós-pandemia. O produtor propôs a ideia para Yanê Montenegro, companheira de Alceu, que aceitou imediatamente transformar as memórias visuais e poéticas nessa vibrante realidade teatral.

📸 Foto: Reprodução Instagram do Musical

📅 Serviço
 * Espetáculo: Anunciação - O musical de Alceu Valença
 * Local: Recife - Teatro do Parque
 * Temporada: 2 a 6 de setembro de 2026
 * Horários: Quarta, quinta e sexta às 20h | Sábado e domingo às 18h
 * Ingressos: Vendas a partir de 6 de julho pelo site/aplicativo Sympla
 * Classificação: Livre

🏀 Ritmo de Jogo nos Torrões: Quadra Renovada Impulsiona Esporte e Comunidade no Recife


🏙️ A requalificação da quadra poliesportiva dos Torrões, dentro do programa Quadra no Grau, marca um avanço estrutural importante para a Praça da Avenida Forte do Arraial Novo do Bom Jesus. A Prefeitura do Recife celebrou a entrega do espaço totalmente renovado, resultado de uma intervenção civil planejada e executada pela Secretaria de Esportes do Recife. Com investimento de R$ 422 mil, o equipamento ganhou novo padrão de qualidade e segurança. A iniciativa reforça o compromisso municipal com lazer, cidadania e urbanismo. A comunidade recebeu a obra como um marco de transformação local.  

🛠️ O projeto arquitetônico contemplou reconstrução completa de muretas, alambrados e redes de proteção, garantindo maior durabilidade e segurança. O piso antigo foi substituído por acabamento polido com pintura acrílica especial, acompanhado de novas traves e portão reforçado. A acessibilidade foi prioridade, com passeios integrados, rampas e piso tátil para circulação plena. A quadra agora atende padrões modernos de prática esportiva. A intervenção amplia o uso do espaço por diferentes faixas etárias e modalidades.  

🤝 A inauguração reuniu o prefeito Victor Marques, que vistoriou a estrutura e dialogou com moradores sobre os benefícios da obra. Em discurso, destacou o compromisso da gestão em devolver áreas públicas revitalizadas e funcionais. O secretário de Esportes, Eduardo Mota, reforçou o papel do programa na formação de jovens atletas e na promoção de convivência comunitária. A cerimônia simbolizou a união entre poder público e população. O novo equipamento foi celebrado como conquista coletiva.  

🗣️ Moradores acompanharam de perto o processo de reforma e comemoraram o resultado entregue nesta quinta-feira. Anderson Rufino, frequentador da quadra, relatou que os antigos problemas de alagamento prejudicavam crianças e jovens, inviabilizando treinos e jogos. Com a reestruturação, essas dificuldades foram eliminadas, garantindo uso contínuo do espaço. A comunidade reconhece o impacto social imediato da obra. A quadra renovada fortalece vínculos e oportunidades esportivas.  

🎯 O programa Quadra no Grau segue avançando em áreas periféricas e centrais do Recife, com foco em modernização e segurança. As ações incluem substituição de pisos danificados, reparos estruturais, novos portões de controle e melhorias na iluminação pública. A estratégia busca ampliar índices de funcionalidade e integração comunitária. O esporte é tratado como ferramenta de inclusão e desenvolvimento urbano. A iniciativa reforça políticas públicas voltadas ao bem-estar coletivo.  

📸 Foto: Marlon Diego/Prefeitura do Recife

ℹ️ Informações de Serviço:  
• Programa: Quadra no Grau — Secretaria de Esportes do Recife (SESP)  
• Equipamento Requalificado: Quadra da Praça da Avenida Forte do Arraial Novo do Bom Jesus, Torrões — Recife-PE  
• Investimento: R$ 422 mil em piso polido, pintura, acessibilidade e segurança  

🫶 Tomatinhos ganham vida no RioMar Recife e viram atração das férias de julho


🍅 A Tambaú Alimentos vai transformar o universo dos Tomatinhos em uma experiência inédita no Shopping RioMar Recife, levando para a Praça de Eventos L2 uma arena interativa que promete encantar crianças e famílias durante todo o mês de julho. Com mais de 245 metros quadrados, o espaço reúne atividades lúdicas e esportivas pensadas para o público de 0 a 16 anos, reforçando a estratégia da marca de se aproximar das novas gerações. A entrada é gratuita mediante agendamento prévio no site oficial.

🎈 A arena contará com piscina de bolinhas, espaço baby, brincadeiras esportivas e atividades interativas distribuídas em sessões de aproximadamente 20 minutos, com capacidade para até 20 crianças por ciclo. A proposta é oferecer conforto, segurança e diversão em um ambiente temático que transporta os visitantes para o universo dos personagens. O agendamento é feito de forma simples e gratuita, garantindo organização e fluxo adequado de participantes.

👶 Os Tomatinhos, que nasceram como personagens da comunicação da Tambaú, ganharam destaque nas campanhas publicitárias e nas redes sociais, tornando-se símbolos da nova fase da marca. A ativação no RioMar Recife representa o maior projeto já realizado pela empresa, consolidando seu movimento de modernização sem abrir mão da tradição construída ao longo de mais de seis décadas. A ideia é transformar a conexão emocional com o público em uma vivência real e afetiva.

🏃‍♂️ Aos finais de semana, os personagens estarão presentes para interagir com o público, distribuir brindes e participar de ações especiais que prometem tornar a visita ainda mais divertida. A expectativa é que milhares de pessoas passem pela arena ao longo da programação, posicionando o evento como um dos principais atrativos infantis das férias de julho no Recife. A iniciativa reforça o compromisso da Tambaú com experiências que aproximam a marca das famílias.

📸 Foto: Divulgação Tambaú

SERVIÇO
Arena dos Tomatinhos da Tambaú
Local: Shopping RioMar Recife – Praça de Eventos L2 (em frente à Centauro)
Período: Julho de 2026
Público: Crianças de 0 a 16 anos
Acesso: Gratuito, mediante agendamento prévio — https://arena.tambau.com

🎗️ Silêncio que adoece: o perigo oculto das hepatites B e C no Brasil


📌 As hepatites virais representam um dos maiores e mais complexos desafios para a saúde pública em todo o território nacional. Silenciosas e perigosas, principalmente em suas variantes B e C, essas enfermidades costumam passar longos anos sem manifestar qualquer tipo de sintoma perceptível. Durante esse período de latência, os vírus provocam danos contínuos e progressivos ao fígado dos pacientes. Quando a descoberta ocorre tardiamente, o quadro pode evoluir para complicações graves, como a cirrose, a insuficiência hepática severa e o câncer.

📌 De acordo com dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 826 mil casos confirmados entre 2000 e 2024. Desse total expressivo, a hepatite B responde por cerca de 302 mil notificações, enquanto a hepatite C lidera com mais de 342 mil ocorrências. Esses dois tipos específicos são os que mais se associam ao desenvolvimento de formas crônicas e letais da doença. O impacto negativo se reflete diretamente nos indicadores de mortalidade, que registraram 1.316 óbitos em todo o País apenas no ano de 2022.

📌 A Organização Mundial da Saúde alerta que cerca de 304 milhões de pessoas vivem com infecções crônicas por esses vírus no mundo. Essa condição médica global provoca aproximadamente 1,3 milhão de mortes anuais, decorrentes em sua maioria de cirrose e tumores hepáticos avançados. Segundo explica a médica gastroenterologista Kátia Fernandes, da Clínica SiM, o maior perigo reside exatamente na ausência total de sintomas nas fases iniciais. O indivíduo infectado se sente perfeitamente saudável enquanto seu órgão sofre um severo processo inflamatório crônico.

📌 A especialista ressalta que sinais clássicos como cansaço excessivo, dores abdominais, pele amarelada, urina escura e perda de peso só surgem tardiamente. Por esse motivo, a realização frequente de testes rápidos e acessíveis é a melhor estratégia de prevenção e controle da saúde. A transmissão da hepatite B ocorre por vias sexuais, compartilhamento de objetos cortantes e de mãe para filho na gestação. Já a hepatite C é transmitida principalmente pelo contato direto com sangue contaminado, exigindo atenção redobrada aos fatores de risco.

📌 Durante a campanha do Julho Amarelo, mês voltado à conscientização sobre o tema, os médicos reforçam o valor do diagnóstico precoce. Descobrir a infecção no início significa salvar vidas, proteger o funcionamento do fígado e garantir a plena qualidade de vida do paciente. A testagem rápida é indicada para todos os adultos que nunca se investigaram antes, além de pessoas acima de 40 anos. Cuidar da saúde preventivamente continua sendo o caminho mais seguro e eficaz para combater essa grave e silenciosa ameaça.

📸 Foto: Magnific

Serviço:
A Clínica SiM, integrante da SiMco – Healthcare Platform, é uma rede de clínicas de saúde acessível com forte presença nos estados de Pernambuco, Ceará e Bahia. Para agendamentos, exames ou mais informações sobre os serviços médicos oferecidos, os interessados podem acessar o site oficial em www.clinicasim.com ou entrar em contato direto através da central de atendimento pelo telefone 0800 357 6060.