quarta-feira, 10 de junho de 2026

🎶 Mestrinho Brilha no Palco do Prêmio da Música Brasileira



✨ 🪗 Mestrinho viveu uma noite de consagração no Prêmio da Música Brasileira, encantando o público com sua presença marcante e seu estilo autêntico. Vestindo um conjunto jeans bordado, óculos escuros e um colar de pedras rústicas, o sanfoneiro sergipano mostrou que carisma e identidade caminham lado a lado em sua trajetória artística. A atmosfera elegante do Teatro Municipal serviu como cenário perfeito para a celebração de mais uma conquista em sua carreira. A vitória emocionou fãs, colegas e todos que acompanham sua ascensão na música regional. A noite foi marcada por aplausos intensos e energia contagiante.

🎤 Ao ter seu nome anunciado como vencedor na categoria Melhor Intérprete (Música Regional), Mestrinho levantou-se visivelmente emocionado, respirando fundo antes de seguir rumo ao palco. Seus passos firmes pela escadaria principal refletiam a mistura de orgulho e gratidão que tomava conta do momento. No palco, foi recebido com abraços calorosos dos apresentadores, que celebraram junto a ele a importância de sua arte. O troféu dourado, entregue sob aplausos entusiasmados, simbolizou não apenas a vitória, mas o reconhecimento de sua trajetória dedicada à música brasileira. A plateia vibrou intensamente, reforçando o impacto de sua performance e presença.


📸 Foto: Reprodução Instagram do Mestrinho 


📚 UPE Destaca 2026 inicia com grande movimentação e promete público recorde no campus da FCAP


🚀 A edição 2026 do UPE Destaca começou nesta quarta-feira (10), às 8h30, reunindo centenas de estudantes, professores e visitantes no campus da FCAP, no Recife. Promovido pela FCAP JR, empresa júnior de consultoria incubada na Universidade de Pernambuco, o evento abriu suas portas com forte participação do público e clima de entusiasmo. Logo nas primeiras horas, os corredores ficaram lotados por jovens em busca de conhecimento, conexões e oportunidades no mercado de trabalho.

🎤 A programação teve início com a palestra do Conselho Regional de Administração (CRA), trazendo o tema “O Diploma Não Garante Emprego: O que não te contaram sobre o mercado”. A reflexão sobre desafios profissionais abriu espaço para debates sobre competências exigidas pelas organizações. Em seguida, a Espro apresentou “O Caminho do Espro para a sua Carreira: ser Aprendiz ou Estagiário?”, orientando jovens sobre inserção profissional e programas de aprendizagem.

💼 Durante a tarde, o evento seguiu com atividades voltadas ao desenvolvimento de carreira. Às 14h30, o Grupo Moura conduziu uma roda de conversa, seguida pelo Pitch da Umana, às 15h50. Encerrando o período vespertino, outra roda de conversa com a Umana abordou tendências de recrutamento e oportunidades no mercado. A intensa circulação nos estandes reforçou o papel do UPE Destaca como ponte entre academia e setor produtivo.

🌙 À noite, a programação segue com temas de inovação e cultura organizacional. Das 18h30 às 19h30, o Grupo Moura apresenta “A força da Cultura na Transformação Digital | MIA: Estratégia de IA alinhada a A&S e Cultura”. Logo depois, das 20h às 21h, a Ambev traz a palestra “Por Mais Razões Para Brindar”, compartilhando experiências corporativas e perspectivas sobre desenvolvimento profissional. Ao todo, mais de dez empresas participam desta edição, oferecendo networking, orientação e programas de estágio.

📈 A organização estima que milhares de estudantes passem pelo evento ao longo dos dois dias, consolidando o UPE Destaca como uma das maiores vitrines de oportunidades para universitários e recém-formados em Pernambuco. A feira continua nesta quinta-feira (11) com novas palestras, atividades interativas e participação de empresas de diversos segmentos, ampliando as possibilidades de aprendizado e conexões estratégicas.

📸 Foto: Organização/Divulgação do Evento

📌 Serviço – UPE Destaca 2026
Data: 10 e 11 de junho de 2026  
Local: Campus da FCAP – Universidade de Pernambuco (UPE), Recife  
Realização: FCAP JR – Empresa Júnior de Consultoria  
Atividades: Palestras, rodas de conversa, pitchs, estandes, networking e orientação profissional  
Público-alvo: Estudantes, recém-formados e profissionais interessados em inovação e mercado de trabalho  


📢 Igarassu ganha duas Areninhas esportivas em parceria entre Professora Elcione e Raquel Lyra


⚽ Na manhã desta quarta-feira (10), a prefeita professora Elcione Ramos esteve no Recife ao lado da governadora Raquel Lyra para anunciar a construção de duas Areninhas esportivas em Igarassu. A iniciativa integra um investimento estadual de R$ 74,3 milhões, destinado à implantação de 203 campos de futebol com gramado sintético, iluminação e acessibilidade em diversas cidades pernambucanas. O encontro reforçou o compromisso conjunto com o esporte e o desenvolvimento social.

🏟️ As Areninhas são espaços voltados à prática esportiva e à convivência comunitária, fortalecendo vínculos e oferecendo oportunidades para crianças, jovens e adultos. Em Igarassu, duas unidades serão instaladas sob coordenação da Secretaria de Esportes de Pernambuco, sendo uma delas confirmada para o bairro de Cruz de Rebouças. A proposta é ampliar o acesso ao lazer e incentivar hábitos saudáveis entre os moradores.

🤝 Durante o anúncio, a prefeita Elcione destacou a importância da parceria feminina na gestão pública e o impacto positivo que os novos equipamentos trarão para a juventude. Segundo ela, o esporte é uma ferramenta transformadora capaz de abrir caminhos e fortalecer comunidades. A governadora Raquel Lyra reforçou o compromisso do Estado em promover inclusão e qualidade de vida por meio de políticas públicas estruturantes.

🌱 Para a gestora municipal, as Areninhas representam mais do que obras: simbolizam cuidado, acolhimento e investimento no futuro da cidade. “Quando duas mulheres se unem com responsabilidade, o avanço acontece. Sabemos o valor do esporte para a juventude e como essas Areninhas transformam realidades. Isso é governar com o olhar de quem cuida, com o coração de mãe”, afirmou Elcione, celebrando o novo ciclo de oportunidades para Igarassu.

🌟 O anúncio reforça o alinhamento entre município e Estado na promoção de ações que fortalecem o bem-estar social e ampliam o acesso ao esporte. As obras devem movimentar a economia local, gerar empregos e oferecer novos espaços de convivência para a população. A expectativa é que as Areninhas se tornem pontos de encontro, formação e transformação para toda a comunidade igarassuense.

📸 Foto: Ivonildo Pedro

📌 Serviço – Areninhas Esportivas em Igarassu
Projeto: Implantação de duas Areninhas esportivas  
Investimento estadual: R$ 74,3 milhões  
Total no Estado: 203 campos de futebol com gramado sintético  
Município beneficiado: Igarassu  
Bairro confirmado: Cruz de Rebouças  
Responsável pela execução: Secretaria de Esportes de Pernambuco  

📣 Fenearte 2026 promete edição histórica com recorde de investimento e celebração ao couro pernambucano


🧵 A 26ª Fenearte foi lançada com brilho e entusiasmo pela governadora Raquel Lyra, que anunciou o maior investimento da história da feira: R$ 16 milhões. Com o tema “Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma”, o evento acontecerá de 8 a 19 de julho, no Centro de Convenções de Olinda, reunindo tradição, identidade e a força criativa dos artesãos do couro. A cerimônia contou com a presença de mestres como Fafá Belém, Irineu do Mestre e Jailson Marcos, além da vice-governadora Priscila Krause.

🎨 A edição deste ano reunirá cerca de 700 estandes e mais de 5 mil expositores do Brasil e do exterior, reforçando o papel da Fenearte como a maior feira de artesanato da América Latina. A homenagem ao couro destaca a resistência e a ancestralidade do povo sertanejo, reconhecendo o trabalho de seleiros e vaqueiros que mantêm viva essa tradição. Para Irineu do Mestre, a escolha do tema representa um gesto simbólico e justo com a cultura do Sertão.

👜 A feira também ampliará espaços de valorização cultural, como a Alameda dos Mestres, que contará com 63 estandes ocupados por mestras e mestres vivos, incluindo a entrada da artesã Francisca Xukuru. O Palco Pernambuco Meu País trará mais de 70 atrações culturais, enquanto oficinas, exposições, lançamentos de livros e aulas de gastronomia com transmissão online completam a programação. Haverá ainda transporte gratuito saindo de cinco shoppings da RMR.

💼 A expectativa é superar os números de 2025, quando a Fenearte movimentou mais de R$ 160 milhões e recebeu cerca de 340 mil visitantes. Para o Governo do Estado, a feira é um motor essencial da economia criativa, impulsionando turismo, moda autoral, design e produção local. “A Fenearte é uma política pública muito importante para a economia pernambucana”, destacou Roberta Andrade, diretora-presidente interina da Adepe.

🏛️ O lançamento contou ainda com a presença de autoridades como o secretário de Turismo e Lazer, Roberto Asfora Filho, a secretária de Cultura em exercício, Ana Paula Jardim, e o prefeito em exercício de Olinda, Chiquinho, que celebrou o orgulho da cidade em sediar o evento. A governadora reforçou que esta será a maior Fenearte da história, celebrando o talento e a força dos artesãos pernambucanos.

📸 Fotos: Hesíodo Góes/Secom

📌 Serviço – 26ª Fenearte
Tema: Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma  
Data: 8 a 19 de julho de 2026  
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Olinda  
Atrações: Alameda dos Mestres, Palco Pernambuco Meu País, oficinas, exposições, gastronomia, lançamentos de livros  
Transporte: Gratuito, com saída de cinco shoppings da RMR  

🎸 O resgate de uma Lenda: Selma Teixeira e a jornada para eternizar a banda Os Incríveis



🎵 A história da música jovem brasileira ganhou um novo e monumental capítulo graças à dedicação minuciosa da pesquisadora e professora Selma Teixeira. Com uma sólida bagagem acadêmica e vasta experiência em preservação de memória institucional, Selma mergulhou em uma profunda pesquisa documental e iconográfica para estruturar o projeto que celebra a trajetória de uma das bandas mais emblemáticas do país. "Entendi, desde a década de 60, que um projeto futuro dedicado a resgatar a trajetória artística da banda teria que ter uma estrutura gigante que comportasse não só a diversidade musical dos integrantes", afirma a pesquisadora sobre a complexidade dos hoje 64 anos do grupo.

🌐 O resultado desse esforço hercúleo se materializou em uma estrutura robusta que combina salvaguarda jurídica, resgate fonográfico e inovação digital para as novas gerações. Um dos grandes marcos dessa iniciativa foi o lançamento do Portal Banda Os Incríveis, o primeiro site interativo integralmente dedicado a músicos brasileiros, que reúne 165 páginas de conteúdo histórico e acesso à discografia. "Tomei a precaução de registrar, em domínios nacionais e internacionais, o projeto na expectativa de garantir que os fatos registrados por mim permaneçam fiéis às informações que obtive durante a pesquisa", destaca Selma sobre o rigor técnico.

🎨 Além do ambiente digital, o projeto se destaca pela riqueza de suas ações artísticas e afetivas, que incluem a criação de identidades visuais exclusivas, tirinhas e obras de arte personalizadas. Peças como a tela homenagem pintada por Cristina Fauquemont e as caricaturas desenvolvidas pelo artista gráfico Marco Jacobsen ajudaram a reatar laços emocionais entre os músicos, herdeiros e o público. "Olhando para a tela você vê, no plano superior, os músicos já falecidos, acompanhados de seus instrumentos, enquanto os ex-integrantes ladeiam a foto da formação atual da banda", descreve a autora, emocionada com a sensibilidade da obra.

🎶 O resgate minucioso da discografia, composta por impressionantes 95 álbuns, exigiu da pesquisadora uma verdadeira engenharia auditiva para identificar instrumentos, catalogar raridades e corrigir lacunas históricas deixadas pelas gravadoras da época. Entre os achados mais preciosos da pesquisa estão discos raros gravados no exterior, fitas demos esquecidas e até mesmo um álbum raríssimo de música gospel gravado pelo vocalista Mingo em 1988. "A organização da ficha técnica de cada uma das faixas gravadas nos 95 álbuns da banda também foi um grande desafio que exigiu de mim um cuidado redobrado", pontua Selma.

📖 Todo esse universo de descobertas, bastidores inéditos, entrevistas exclusivas e análises de impacto cultural estará reunido em um livro comemorativo que promete reposicionar o grupo em seu devido lugar de destaque na MPB. A obra surge como um documento definitivo para que o público compreenda o fenômeno de audiência e a sofisticação técnica que transformaram esses músicos em ídolos nacionais. "O que eu espero é que na reprodução do material que produzi, os créditos sejam dados a quem teve essa iniciativa", conclui a pesquisadora, reforçando a importância do respeito à memória e à pesquisa histórica.


Selma Teixeira, a incrível pesquisadora


Entrevista Completa e Exclusiva para o Blog Taís Paranhos

Selma, coordenar um projeto tão amplo exige visão sistêmica. Em que momento você percebeu que seria necessário montar uma estrutura quase “institucional” para dar conta da complexidade dos hoje 64 anos da banda?

Conheci a banda Os Incríveis por intermédio do programa de televisão que os músicos apresentavam na TV Excelsior de São Paulo nos anos de 1966 e 1967, um programa pensado de forma a explorar as amplas possibilidades musicais de cada um dos músicos que integravam a banda. Dividido em quadros, o programa proporcionava aos músicos apresentarem e tocarem instrumentos raros quase desconhecidos do grande público; montarem esquetes bem humorados em cima de cenas de filmes, ou passagens de óperas; apresentarem ritmos característicos de diferentes países; tocarem músicas que fizeram sucesso na primeira metade do século acompanhadas de instrumentos próprios de cada gênero musical; além de acompanharem cantores e grupos vocais que integravam o elenco fixo do programa, entre muitas inovações cênicas. O conhecimento de toda essa diversidade musical e cênica, aliado às audições detalhadas dos discos lançados pelas gravadoras a que a banda pertencia (eu ouvia cada faixa dos discos lançados repetidas vezes com a intenção de conhecer a melodia, ou ritmo, de cada um dos instrumentos tocados pelos músicos), me permitiu, desde a década de 60, entender que um projeto futuro dedicado a resgatar a trajetória artística da banda teria que ter uma estrutura gigante que comportasse não só a diversidade musical dos integrantes da banda concretizada na vasta discografia lançada (são 95 álbuns), como também as diferentes facetas das atividades dos músicos que integravam a banda Os Incríveis. A partir dessa consciência foi possível criar o projeto 60 anos banda Os Incríveis que reúne 25 ações estando, dentre elas, o Portal Banda Os Incríveis, o primeiro portal dedicado a músicos brasileiros. Com 165 páginas interativas, o Portal Banda Os Incríveis foi lançado no dia 20 de março deste ano e pode ser conhecido acessando o link https://bandaosincriveis.com.br_


Print da Homepage do Portal Os Incríveis

Durante o contato com músicos e herdeiros, houve alguma conversa que mudou sua percepção sobre a história dos Incríveis?

Em geral, os contatos que fiz e continuo fazendo com os familiares dos músicos já falecidos, e com os músicos que integraram, ou integram as formações mais recentes, sempre foram para esclarecimentos de dúvidas de fatos que eu apresentava para eles. Uma única vez foi apresentada a mim uma novidade: a da data correta do nascimento do Mingo, guitarrista e vocalista da banda Os Incríveis que, até então, por um erro de divulgação em algumas contracapas de discos da banda lançados pela gravadora Continental, era comemorado pelos seguidores da banda, inclusive por mim, como sendo no dia 1º de janeiro de 1943 quando, na realidade, Mingo nasceu no dia 6 de dezembro de 1942. Tirando esse fato, eu é que acabei lembrando fatos esquecidos a familiares e músicos da banda que se surpreendiam com as informações que eu estava apresentando.


O registro oficial do projeto garante proteção histórica. Mas, para você, qual é o valor simbólico desse reconhecimento formal?

Quando idealizei o projeto 60 anos banda Os Incríveis tinha por objetivo resgatar a história de uma banda que permanece, até os dias atuais, como uma referência no cenário da música jovem do país. Acredito ter conseguido alcançar esse meu objetivo, mas eu precisava de um amparo legal que inibisse a “apropriação” de conteúdos criados por mim por pessoas que costumam ter esse tipo de comportamento. Por isso contratei os serviços de um escritório especializado em direitos autorais para registrar o projeto em meu nome e defender os meus direitos. O projeto 60 anos Banda Os Incríveis foi criado por mim e reúne a pesquisa e os textos feitos por mim. O que eu espero é que na reprodução do material que produzi, os créditos sejam dados a quem teve essa iniciativa. Tenho plena consciência de que essa é uma prática rara nas redes sociais, mas é o que deveria acontecer. Projetos, textos, e pesquisas históricas foram feitos por alguém e o crédito dado a esse alguém é o mínimo que pode ser feito como um sinal de consideração e respeito pelo trabalho realizado.

Ao registrar domínios nacionais e internacionais, que tipo de estratégia digital você imaginou para preservar o legado da banda nas próximas décadas?

As informações que circulam nas redes sociais carecem, em sua grande maioria, de seriedade científica. O ambiente digital está repleto de “conhecedores” de verdades questionáveis e que, sem uma análise mais criteriosa, acabam transformando afirmações descompromissadas, em fatos realmente acontecidos. Posso citar o exemplo de um seguidor do grupo Banda Os Incríveis, do Facebook, que, com a intenção de acrescentar um fato inédito à biografia do vocalista da banda que eu havia postado, chegou a afirmar que “soube pela Internet” que a cantora Tiê era filha dele quando, na verdade, ela é filha de um dentista e de uma artista plástica que não tem nenhum parentesco, ou conhecimento, com o vocalista da banda. Conhecedora de toda essa realidade, tomei a precaução de registrar, em domínios nacionais e internacionais, o projeto 60 anos banda Os Incríveis na expectativa de garantir que os fatos registrados por mim nas diferentes ações do projeto permaneçam fiéis às informações que obtive durante a pesquisa que realizei, ao longo de muitos anos, em fontes fidedignas.

Entre tantos jornais e revistas analisados, qual documento trouxe uma revelação que você jamais imaginaria encontrar?

A pesquisa documental e iconográfica realizada por mim para o projeto 60 anos banda Os Incríveis reúne jornais, revistas, livros, blogs, sites, depoimentos exclusivos, e entrevistas com familiares e artistas ligados aos músicos da banda. Computando todo o acervo pesquisado temos um total de 56 títulos de jornais e revistas período 1960-2026; cerca de 40 livros; inúmeros blogs e sites ligados á música jovem do Brasil; 20 depoimentos exclusivos, e muitas entrevistas com familiares e artistas que conviveram com os músicos de Os Incríveis. É um material vasto e de extrema importância que me proporcionou um conhecimento preciso de fatos pertencentes à trajetória da banda. Selecionar um desses fatos é difícil, mas gosto de considerar o acesso a revistas italianas que noticiaram, em matéria de capa, o pretenso namoro entre o baterista Netinho e a cantora Rita Pavone; a polêmica documentada do registro do nome da banda entre Antonio Aguillar, o primeiro empresário da banda, e os músicos de Os Incríveis; as matérias de capas de revistas feitas com a banda; o registro das premiações; o momento “psiu” que manteve a banda separada por cinco dias; a fotonovela estrelada pela banda, entre muitos outros documentos.

A cantora Rita Pavone, com a banda em turnê na Itália (o homem
de terno preto era Teddy Reno, empresário da artista)



O selo comemorativo tem uma estética muito particular. Que elementos visuais você considerou indispensáveis para representar seis décadas de trajetória?

O selo (foto que ilustra o início da matéria) e o banner comemorativos aos 60 anos da Banda Os Incríveis são de autoria do artista gráfico Marco Jacobsen que foi contratado por mim para criar a identidade visual do projeto. Em nossas primeiras conversas sugeri a ele que incluísse instrumentos musicais na criação do selo e ele optou pelo bumbo, tido como o “coração” de um grupo musical. Para vincular o instrumento à trajetória de 60 anos da banda, o Marco resgatou um dos logos criados para uma das capas de discos lançados pela banda Os Incríveis que acabou virando a marca oficial da banda.


Tanto o selo, quanto este banner são do artista gráfico Marco Jacobsen


A “tela homenagem” é uma peça afetiva. Qual foi o sentimento predominante ao ver essa obra finalizada pela primeira vez?

O de ter escolhido a artista plástica certa para fazer a tela. Cristina Fauquemont, a artista contratada por mim para criar essa tela homenagem tinha um grande desafio pela frente que era o de retratar 12 músicos que integraram e integram a banda, e ela foi muito feliz ao escolher planos que permitem ao observador da tela entender em que “momento” os músicos estavam em 2022, ano do 60º aniversário da banda. Olhando para a tela você vê, no plano superior, os músicos já falecidos, acompanhados de seus instrumentos, enquanto os ex-integrantes ladeiam a foto da formação atual da banda. A sensibilidade e a sutileza da Cristina levaram a artista a registrar, na tela, a primeira viagem internacional da banda retratada nos prendedores da foto central pintados nas cores vermelho e verde que, com o branco da moldura da foto, remetem às cores da bandeira da Itália, para onde a banda viajou, em 1964, para acompanhar a turnê da cantora Rita Pavone por cerca de 30 cidades italianas.

Quadro significativo para a banda: na foto, a atual formação; nas fotos ao lado, ex-integrantes ainda vivos, e no Céu, os integrantes das primeiras formações. A obra é da artista plástica Cristina Fauquermont


As caricaturas trazem humor e memória. Algum integrante ou familiar se emocionou ao ver a versão caricata de si mesmo?

As caricaturas foram apresentadas aos músicos pelo próprio autor, o artista gráfico Marco Jacobsen , durante a terceira live que fiz reunindo integrantes e ex-integrantes da banda, e os dois artistas gráficos contratados por mim para o projeto. A reação dos músicos foi de surpresa e de contentamento pelo que viram. Sandro Haick chegou a comentar que iria usar a caricatura dele, o que realmente passou a fazer em suas redes sociais, e que las caricaturas dariam uma boa capa de disco. Segue o link da live para quem quiser rever/assistir o (re)encontro dos músicos e dos artistas gráficos 



As “Tirinhas do Théo” são um recurso narrativo criativo. Como surgiu a ideia de usar quadrinhos para contar a história da banda?

As Tirinhas do Théo é um projeto criado em 2012 pelo artista gráfico Marco Jacobsen para registrar, em forma de tirinhas, o crescimento e os aprendizados de seu filho Théo. Quando o filho entrou na adolescência, Marco percebeu que ele pouco conhecia sobre a história de bandas que se tornaram referência no mundo do rock e resolveu criar um “braço” das Tirinhas para ensinar para o Théo a história dessas bandas. E assim surgiram as Rádio tirinhas do Théo que tem em um jovem disc-jockey o mentor musical de Théo que conta para ele fatos relevantes e significativos das trajetórias de diferentes bandas. O trabalho desenvolvido para o projeto 60 anos Banda Os Incríveis, levou Marco a escolher a banda brasileira para dar início à nova série de Tirinhas. Veiculadas inicialmente no jornal Folha de Londrina, as Rádio tirinhas do Théo chegaram com uma novidade: um QR Code que permite ao leitor acessar músicas, filmes e shows da banda Os Incríveis, enquanto lê sobre momentos importantes da trajetória artística da banda divididos em doze capítulos.

Tirinhas do Téo conta a história d'Os Incríveis, obra de Marco Jacobsen

Administrar comunidades de fãs é quase um trabalho antropológico. O que mais te surpreende no comportamento e na memória afetiva desse público?

É interessante constatar o quanto os seguidores da banda Os Incríveis são fiéis aos músicos das primeiras formações da banda. O reconhecimento das qualidades musicais de cada um deles permanece nos comentários feitos a postagens de fotos, interviews , e músicas gravadas por eles. Tenho o hábito de divulgar, no dia do aniversário de cada um dos músicos que integraram e integram a banda Os Incríveis, a biografia que escrevi sobre eles a partir dos dados reunidos na pesquisa que fiz para o projeto, e o número de visualizações feitas nos dias dos aniversários dos músicos que iniciaram a história da banda é surpreendente. Para você ter uma ideia nesse ano, no dia do aniversário do Manito, o número de visualizações orgânicas da postagem da bio do músico acompanhada de uma foto foi de 43.700. É um número que impressiona e que está totalmente ligado ao reconhecimento do músico que o Manito foi, e à história que ele deixou. É bonito perceber essa permanência do público mesmo tendo passado tantos anos que as formações originais se desfizeram.

O canal Banda Os Incríveis Oficial, do YouTube, virou um arquivo audiovisual precioso. Como você equilibra nostalgia, raridade e qualidade técnica na hora de escolher o que publicar?

Como você bem definiu, o canal Banda Os Incríveis Oficial, do YouTube, é um arquivo audiovisual. Ele foi criado por mim com o objetivo de reunir, em um mesmo local, o maior número possível de informações sobre a banda e sobre os músicos que integraram e integram o grupo. Como um arquivo, o canal está sempre em crescimento e aberto para resgatar vídeos, depoimentos, e postagens sobre a banda que forem surgindo na Internet, ou que sejam produtos com exclusividade para o canal. Tenho comigo, por exemplo, depoimentos dados por artistas que trabalharam e conviveram com os músicos da banda Os Incríveis, assim como depoimentos dos músicos da banda que, após a publicação do livro que estou escrevendo, estarão disponíveis no canal.


Primeiro disco da banda(1962), ainda chamada de The Clevers



A discografia da banda é extensa e atravessa várias gravadoras. Qual item foi o “Santo Graal” mais difícil de localizar?

Existiram diferentes níveis de dificuldades na pesquisa discográfica da banda. A primeira delas foi precisar redesenhar o selo dos seis 78 RPMS gravados pela banda no início de sua carreira tendo em vista que os discos físicos são raros e, quando encontrados, tinham os selos rasurados. Coube ao designer do Portal Banda Os Incríveis executar muito bem essa árdua tarefa. Outra dificuldade foi estabelecer o ano de lançamento dos discos iniciais. Para isso tive que recorrer a publicações em jornais e revistas da época do lançamento de cada um dos discos tendo em vista que, no início dos anos 60, os álbuns não traziam o ano de lançamento impresso no selo, ou na capa dos discos. A organização da ficha técnica de cada uma das faixas gravadas nos 95 álbuns da banda também foi um grande desafio que exigiu de mim um cuidado redobrado com a audição de cada música no sentido de identificar os diferentes instrumentos tocados pelos músicos. 

O Manito, como multi-instrumentista que era, chegou a gravar mais de dois instrumentos diferentes em algumas faixas e essa informação precisava constar nos créditos da ficha técnica. Identificar também quais músicas tiveram uma única gravação e, por esse motivo, são raridades dentro da discografia da banda, exigiu atenção redobrada. Descobrir a existência de gravações que não foram comercializadas demandou tempo no sentido de localizar os acervos onde essas relíquias estavam depositadas e tentar conseguir , infelizmente sem sucesso, acesso a essas gravações. Dentre essas gravações-relíquias existe uma fita demo gravada pelo compositor de uma das músicas feitas especialmente para a banda que está em posse de um colecionador que, após dois longos anos, consegui localizar, mas que não permitiu o meu acesso à gravação. Raridades também são os discos gravados pela RCA Victor espanhola e pela RCA Victor portuguesa destinados à divulgação do trabalho da banda nos mercados de países que têm as línguas portuguesa e espanhola como idiomas. 

O disco gravado pela banda nos estúdios da gravadora inglesa Decca e que os músicos, segundo depoimento dado em uma entrevista pelo baixista do grupo, o Nenê, esqueceram de trazer para o Brasil, é outra raridade que foi acrescentada à discografia da banda com um selo de imagem ilustrativa criado pelo designer do Portal Banda Os Incríveis especialmente para o projeto 60 anos Banda Os Incríveis. Outro desafio foi encontrar a gravação da música Corinthians (Nosso time para sempre o campeão), de autoria de Zé Márcio, gravada em 1977 pela banda Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho, que consegui encontrar, depois de anos de pesquisa, em um canal de músicas do Corinthians, no Youtube. Mas a “cereja do bolo” foi, sem dúvida, ter localizado um disco raríssimo gravado pelo Mingo com músicas gospel. Lançado em 1988, o álbum, considerado como um dos marcos da música gospel no Brasil, conta com a parceria do pastor Rod Mayer e tem 10 faixas de autoria dos dois músicos.

Ao estudar as carreiras solo, qual artist do grupo te surpreendeu pela versatilidade ou pela reinvenção musical?

Não chegou a ser surpresa, mas sim a constatação da versatilidade musical do multi-instrumentista Manito que produziu discos de artistas como o segundo álbum da cantora Vanusa, visto como um dos principais discos da artista pelos arranjos e efeitos inovadores; formou a banda Som nosso de cada dia tida como “a primeira banda de rock genuinamente progressivo do Brasil”; e gravou, como músico convidado, com artistas como Rita Lee, Zé Ramalho, Carlinhos Borba Gato, e com bandas de diferentes estilos e gêneros como A Chave, Camisa de Vênus, Placa Luminosa, Patrulha do Espaço, Turma da Pompeia, e Ultraje a Rigor, entre outras. Outra constatação foi a da capacidade de reinvenção musical do baixista Nenê também ele multi-instrumentista e reconhecido como um dos maiores contrabaixistas do país. Respeitado por toda a classe artística, Nenê foi convidado por Elis Regina e César Camargo Mariano para integrar a banda que acompanharia a cantora na turnê do show Elis vive dirigido por César Camargo realizada, em 1979, por todo o país e pela América Latina. 

Sete anos depois, Nenê Benvenuti receberia, em seu estúdio, o cantor Raul Seixas que ali gravaria o álbum Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! que lhe renderia o seu terceiro disco de ouro conferido pela gravadora Copacabana. Das nove faixas gravadas, três músicas de gêneros completamente diferentes contaram com a participação de Nenê tocando baixo: a Abertura jazzística; o tango Cambalache, do argentino Enrique Santos Discépolo; e a balada Cantar, de Raul Seixas e Claudio Roberto. Ainda dentro do quesito carreiras solo, temos o disco solo do guitarrista Mingo voltado para a música gospel disponível com exclusividade no canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube, e no Portal Banda Os Incríveis; e o projeto Deus abençoe as crianças, do baterista Netinho , que emociona por mostrar o olhar do músico em direção aos que necessitam de ajuda. Idealizado, em 2000, em parceria com Antônio Cruz Hernandez, o projeto resultou na gravação de um CD cuja venda foi totalmente destinada à Casa Ninho (CACCC- Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer). O CD traz uma faixa bônus com música de autoria de Marinho Marcos e Eunice Barbosa gravada por 36 artistas e que pode ser assistida nos canais O incrível Netinho, e Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube; e no Portal Banda Os Incríveis.

As coletâneas ajudam a medir o impacto cultural da banda. Qual delas você considera mais representativa para entender a permanência do grupo no imaginário popular?

O formato Long Play (LP) que comportava até 25 minutos de música da cada lado em oposição às duas faixas de curta duração reunidas nos 78RPMs, abriu caminho para as gravadoras agruparem, em um único disco, os sucessos de diferentes artistas por elas contratados. Surgiam as Coletâneas que, ao mesmo tempo em que divulgava os catálogos dos artistas de cada gravadora, aumentava o número de vendas de álbuns gravados por esses artistas dando um lucro considerável para as gravadoras. Carro chefe de vendas das duas gravadoras a que pertenceram, a Continental e a RCA Victor, a banda The Clevers/Os Incríveis esteve presente em todas as coletâneas lançadas por elas ao longo das décadas de 60 e 70. A certeza das gravadoras de que os álbuns venderiam pela simples presença da banda em uma das faixas era tão grande que, no caso da RCA Victor, a banda chegou a gravar faixas inéditas para duas coletâneas. Da mesma forma, a enorme representatividade cultural atingida pela banda levou os diretores da RCA Victor a incluírem uma das músicas já gravadas pelos músicos na coletânea internacional a ser lançada pela gravadora no fórum comercial ligado a profissionais do setor musical, o Latin American A&R Convention , de 1969.

As bandas de origem dos integrantes revelam muito sobre suas influências. Que característica musical comum você encontrou entre elas?

Uma das características musicais é a opção, nos primeiros álbuns, pela música instrumental. A banda The Clevers/Os Incríveis era conhecida, no início da carreira, pelos arranjos instrumentais que gravaram e que tornavam evidentes a qualidade técnica dos músicos que eram. Vale lembrar que o primeiro sucesso nacional da banda foi o primeiro 78 RPM gravado em agosto de 1964, e que trazia a versão instrumental do pasodoble El Relicario, de Padilha, em ritmo de twist. O repertório gravado nos primeiros álbuns é outra característica. Com forte influência de bandas como The Ventures e The Shadows, que influenciaram também as bandas de origem dos músicos, a banda The Clevers/Os Incríveis regravou muitos sucessos desses dois grupos internacionais.

Depois da formação clássica, muitos projetos paralelos surgiram. Qual banda derivada você acredita que merecia mais reconhecimento histórico?

Acredito que, dentro dos caminhos escolhidos pelos músicos de Os Incríveis depois da parada que resolveram dar em 1972, todos conseguiram sucesso e destaque em suas trajetórias. Manito, ao lado de Pedro Baldanza e Pedrinho Batera, criou o grupo de rock progressivo O som nosso de cada dia, a primeira banda de “rock genuinamente progressivo”, segundo depoimento de Pedro Baldanza em entrevista ao jornal paulista Coletivo Só, em maio de 2008. Netinho se aliou a Aroldo, Piska, Cargê e Pique Riverte e montou a banda Casa das Máquinas, considerada até os dias atuais como uma das bandas mais importantes do rock brasileiro. Mingo, Nenê e Risonho, por sua vez, adotaram o nome Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho e gravaram, acompanhados de músicos de estúdio e também da Orquestra e Coro RCA Victor, álbuns que reúnem sucessos como Isso é a Felicidade, de autoria de Palito Ortega, e o hit Marcas do que se foi, de Ruy Maurity e José Jorge, cantada até hoje nas festas de final de ano. Podemos perceber que o trabalho desenvolvido pelos músicos nas bandas formadas depois da parada de 1972 manteve, em termos de público, o reconhecimento que eles sempre tiveram concedendo, às novas bandas formadas por eles, um lugar de destaque dentro da história do rock nacional.

Nas participações especiais, há verdadeiras pérolas escondidas. Qual colaboração você considera essencial para entender a amplitude artística dos integrantes?

Sem dúvida as participações de Manito como produtor do segundo álbum da cantora Vanusa, e como músico convidado em álbuns de ícones do cenário musical brasileiro como Rita Lee e Zé Ramalho, e de bandas de diferentes estilos e gêneros musicais cujos integrantes consideravam “um sonho” ter o músico tocando com eles. Manito fundou também bandas que iam do rock progressivo ao jazz e que se tornaram referência em seus gêneros musicais. O convite feito por César Camargo Mariano e Elis Regina a Nenê Benvenuti, um baixista de rock, para acompanhar a turnê nacional e internacional de Elis Regina realizada em 1979, também merece destaque por ser um momento de confirmação daquilo que o cenário musical já sabia, o de ser ele um dos melhores baixistas do país. Além de músico multi-instrumentista, Nenê foi também compositor e ator chegando a participar da novela Cinderela 77 realizada pela TV Tupi, de São Paulo. O ecletismo musical de Rubinho Ribeiro que faz da voz o seu principal instrumento merece também ser mencionado.

A filmografia resgatada mostra a banda em movimento. Qual registro audiovisual te transportou imediatamente para a atmosfera da época?

 O filme Os Incríveis neste mundo louco realizado em 1966. Rodado em cinco países da Europa, e no Brasil, o filme carrega, em seu enredo, as marcas da juventude dos anos 60, augame que resgata o auge do rock nacional. O lançamento aconteceu no dia 25 de junho de 1967, no cine OLido, de São Paulo, e contou com a transmissão direta da TV Excelsior do show que a banda e os artistas que integravam o cast fixo do programa apresentado por Os Incríveis semanalmente naquele canal de televisão fizeram, antes da estreia do filme. O anúncio do lançamento do filme divulgava o prêmio a que os espectadores concorreriam: um calhambeque amarelo Hupmobile, 1928, que estava em exposição no Cine Marabá. A partir do dia 26 de junho do mesmo ano, o filme foi exibido em rede nacional de cinemas, tendo ficado muitas semanas em cartaz lotando os cinemas de todo o país.

Entre tantas entrevistas de TV, qual depoimento você considera um marco para compreender a juventude musical brasileira dos anos 60 e 70?

 Acredito que não seja uma entrevista, mas sim os dois especiais de TV realizados pela TV Tupi, in 1970, e pela TV Cultura, em 1972, que deixaram evidente a liderança da banda perante a juventude brasileira daquele momento. Em uma época em que era muito raro emissoras de televisão dedicarem programas inteiros a um só artista, a banda Os Incríveis, pelo sucesso alcançado e pelos prêmios conquistados, ganhou dois especiais em duas emissoras diferentes comprovando a liderança que a banda exercia perante a juventude brasileira dos anos 60 e 70.

Nos bastidores, os integrantes atuaram como produtores influentes. Que contribuição deles você acredita que ainda é subestimada pelo grande público?

Penso que as carreiras solo dos músicos que integraram e integram a banda Os Incríveis ainda não foram suficientemente valorizadas. Os músicos de todas as formações da banda Os Incríveis atuaram e atuam, como músicos convidados, com artistas de renome, e essas atuações são pouco conhecidas. Talvez pela ausência dos devidos créditos nas gravações e roteiros de shows, ou talvez pela falta de divulgação do elenco artístico que integra cada evento promovido pelos artistas.

Comparando os shows de 50 e 60 anos, o que mudou mais: a banda, o público ou o contexto histórico?

Os shows comemorativos aos 50 e 60 anos da banda foram promovidos pelo baterista Netinho que poderia responder melhor a essa questão, mas, como espectadora, acredito que a banda tenha passado por mudanças em suas formações que acabaram influenciando nos arranjos das músicas e na própria performance dos músicos nos palcos.

As lives do projeto criaram momentos espontâneos. Qual foi o episódio mais inesperado ou emocionante que aconteceu ao vivo?

Para mim, o momento mais marcante das três lives que realizei com integrantes e ex-integrantes da banda Os Incríveis dentro do projeto 60 anos da banda Os Incríveis foi o encontro entre integrantes, ex-integrantes e os artistas gráficos contratados pelo projeto. Foi importante receber a resposta afirmativa dos músicos e dos artistas plásticos ao convite que fiz para eles participarem da live. Consegui, nesse momento, reunir sete dos oito músicos da banda que ainda estão atuando, que relembraram momentos vividos por eles e ouviram, dos artistas plásticos, as explicações de como as homenagens gráficas feitas por eles foram idealizadas. Foi uma oportunidade única e rara que me deixou muito feliz.

Entre os depoimentos de produtores e empresários, qual relato trouxe uma perspectiva inédita sobre a convivência com a banda?

Com certeza o depoimento do radialista e produtor musical Antonio Aguillar. Primeiro empresário da banda, Aguillar do alto de seus 93 anos prestou um longo depoimento em que relembrou fatos marcantes da carreira dos músicos que ele lançou no distante ano de 1962 quando, procurado pelo guitarrista Mingo e pelo baixista Neno, aceitou o desafio de, sob sua orientação, montar uma nova banda. Em seu depoimento, Aguillar relembra como os demais integrantes da banda foram sendo sugeridos: “Manito, já multi-instrumentista, eu conheci tocando na noite paulistana. Na Rádio Nacional, onde eu apresentava o programa Ritmos para a juventude, sempre aparecia um rapaz tímido que sorria muito e tocava guitarra, o Risonho, que passou a integrar o grupo. Faltava o baterista. Neno lembrou que seu irmão, Irupê, conhecia de Itariri, um jovem que tocava bateria e que poderia ser convidado para compor o grupo. Como a bateria havia sido dada pelo avô, o nome artístico já estava pronto: Netinho”. Com a banda formada pelos músicos Manito, Mingo, Neno, Netinho e Risonho, Aguillar passou a pesquisar um nome para o novo grupo musical encontrando, em um dicionário inglês-português, o nome Clevers, “astuto, esperto, inteligente, hábil”. Ali nascia a banda The Clevers, origem da banda Os Incríveis. O grupo permaneceu com Antonio Aguillar de 1962 a 1964 e a história da convivência do radialista e apresentador de televisão, conhecido como o “timoneiro da juventude feliz e sadia”, e os meninos “astutos, inteligentes e hábeis” é contada por ele nesse depoimento exclusivo para o projeto 60 anos Banda Os Incríveis. Hoje, após a morte de Aguillar, esse depoimento se transformou em um documento raro dentro da história da banda. Deixo o link de acesso ao depoimento exclusivo do Aguillar para o projeto 60 anos Banda Os Incríveis para quem quiser assistir: 




O Portal Banda Os Incríveis é um acervo monumental. Qual seção você considera mais desafiadora de manter atualizada — e por quê?

Manter atualizado o item Discografia com todos os seus desdobramentos é um gigantesco desafio. Não só pela minha permanente tentativa de resgatar as gravações que ainda estão retidas em acervos particulares, como também pela atenção exigida para a diferenciação entre os álbuns que realmente foram lançados pelas gravadoras que tiveram a banda em seu cast artístico, e os que são produtos de criações aleatórias de fãs da banda. O importante é estar atenta ao que vai surgindo, e saber reconhecer o que é verdadeiro do que foi criado por fãs, ou por IAs.

Sobre o livro que está chegando: qual é a principal verdade histórica que você acredita que finalmente será compreendida pelo público após a leitura?

O da importância incontestável da banda no cenário artístico nacional. A banda Os Incríveis se tornou um marco indiscutível da música de qualidade realizada no Brasil. Nos anos 60 e 70, as rádios e emissoras de televisão disputavam espaços com a agenda lotada da banda para levar os músicos para entrevistas e apresentações. Nas paradas de sucessos, as músicas gravadas pela banda ocupavam por meses os primeiros lugares. As gravadoras tinham, na banda, o seu carro chefe de vendas. Revistas e jornais concorriam para ver quem conseguia publicar mais matérias exclusivas e de capa com a banda. Clubes, sociedades culturais, e auditórios tinham as bilheterias esgotadas rapidamente com shows e bailes programados com Os Incríveis. Todas essas atividades e as influências que os músicos deixaram para muitas gerações de artistas estão fartamente documentadas no livro que conta a história de uma das mais emblemáticas bandas do cenário musical brasileiro.


Aqui uma participação deles no programa Ensaio, da TV Tupi (1970), onde o baterista Netinho está no vocal enquanto Manito assume a bateria

📽️ Rexistir ocupa telas de Caruaru e Recife com circuito gratuito de exibições



🎬 O filme Rexistir, dirigido por Wilfred Gadêlha, inicia uma jornada de exibições que reforça a potência do audiovisual pernambucano. A produção da Símio Filmes, em parceria com Mar Menina Produções e Pesado Filmes, chega ao público com sessões gratuitas que valorizam narrativas locais. O circuito começa no Polo de Audiovisual e Teatro de Caruaru, espaço que se consolida como ponto de encontro entre criadores e espectadores. A proposta é ampliar o acesso ao cinema e fortalecer a circulação de obras independentes.  

🌟 A estreia acontece no dia 14 de junho, às 20h30, no Polo de Audiovisual e Teatro — Estação Ferroviária, em Caruaru. O mesmo local recebe nova sessão no dia 19 de junho, também às 20h30, reafirmando o compromisso de aproximar o público da produção regional. No dia 20 de junho, às 14h, o filme ganha projeção no tradicional Cinema São Luiz, no Recife, um dos palcos mais emblemáticos da cultura pernambucana. À noite, às 19h, o longa retorna ao Polo de Caruaru para encerrar o ciclo de exibições.  

🎞️ Com entrada gratuita, Rexistir integra um conjunto de projetos realizados com incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco. A iniciativa reforça políticas públicas de fomento e democratização do acesso ao audiovisual. Para o público, as sessões representam a chance de vivenciar uma obra que dialoga com identidade, território e resistência. Para o cinema local, é mais um passo na consolidação de uma cena vibrante e plural.  

📸 Foto: Divulgação 


📌 Serviço
- Rexistir — um filme de Wilfred Gadêlha  
- 14 de junho — 20h30  
📍 Polo de Audiovisual e Teatro — Estação Ferroviária — Caruaru  

- 19 de junho — 20h30  
📍 Polo de Audiovisual e Teatro — Estação Ferroviária — Caruaru  

- 20 de junho — 14h  
📍 Cinema São Luiz — Recife  

- 20 de junho — 19h  
📍 Polo de Audiovisual e Teatro — Estação Ferroviária — Caruaru  

🎟️ Entrada gratuita


⚽ As Rainhas do Futebol no TikTok: Gêmeas "Ara e Fer" Dominam a Rede com Danças das Seleções Mundiais

 


⚽ A febre do futebol ganhou um novo palco nas redes sociais graças ao talento das gêmeas mexicanas Araceli e Fernanda Hernández. Conhecidas globalmente como "Ara e Fer", as criadoras de conteúdo de Michoacán transformaram a paixão pelas Copas do Mundo em um fenômeno de entretenimento digital. Com passos sincronizados e muita carisma, a dupla conquistou mais de 9 milhões de seguidores no TikTok ao dar vida às batidas que inflamam os estádios.
🏆 As coreografias das jovens mexicanas não apenas divertem, mas também homenageiam os maiores astros dos gramados internacionais. Nos vídeos mais assistidos, as influenciadoras reproduzem com perfeição os gestos mais icônicos do esporte, como o "Siuuu" de Cristiano Ronaldo e o clássico cruzamento de braços de Kylian Mbappé. Essa fusão perfeita entre a cultura pop e o futebol garantiu às irmãs uma indicação de destaque ao prestigiado prêmio TikTok Awards.
🎵 O sucesso estrondoso de Ara e Fer também impulsionou uma nova tendência musical que mistura produtores renomados e DJs de remixes virais. Sob o compasso do produtor brasileiro Papatinho e do argentino Fer Palacio, as influenciadoras embalam as dancinhas de torcida que representam nações do mundo inteiro. De batidas intensas de Phonk na Europa ao Reggaeton na Colômbia, as músicas se tornaram a trilha sonora oficial das dancinhas da plataforma.
🇧🇷 O vídeo dedicado à Seleção Brasileira é o maior marco do perfil, acumulando a impressionante marca de 92 milhões de visualizações na rede social. Nele, as gêmeas celebram a ginga do futebol brasileiro ao som de funk e homenageiam o atacante Vinicius Júnior e as dancinhas de Neymar Jr. Logo atrás, o tributo à Argentina de Lionel Messi soma 76 milhões de acessos, provando a força da rivalidade sul-americana no ambiente digital.
🌐 Essa conexão global conecta torcidas de países como Portugal, Turquia, Marrocos e da própria pátria das criadoras de conteúdo, o México. Ao unir o talento da dança com a devoção ao futebol, as irmãs Hernández consolidaram-se como as principais cronistas visuais da cultura esportiva moderna. Elas provam que a linguagem do esporte e da música não tem fronteiras e que o verdadeiro espetáculo muitas vezes acontece na tela dos smartphones.


📣 Nova orla de Piedade inaugura fase de ouro e recebe primeiro home resort à beira‑mar


🌊 A orla de Piedade vive um ciclo de renovação que reposiciona Jaboatão dos Guararapes no mapa da valorização imobiliária. Impulsionada pela requalificação urbana — com novo calçadão, ciclovia, iluminação moderna e áreas de convivência — a região registra alta de 10,63% no metro quadrado, segundo o Índice FipeZAP. A combinação de modernização e baixa oferta de imóveis novos à beira‑mar cria um cenário de forte demanda por projetos contemporâneos.

🏙️ O perfil do comprador também mudou: famílias, profissionais liberais e empresários agora buscam morar perto do mar sem abrir mão da vida urbana. Querem acesso rápido a serviços, escolas e comércio, mas encontram edifícios antigos, erguidos antes da chegada dos conceitos residenciais atuais. Essa lacuna abre espaço para empreendimentos que unam moradia, lazer e conveniência em um único ecossistema.

🏖️ Nesse contexto, surge o Beiramar Piedade Prince, lançado pela Pernambuco Construtora como o primeiro home resort da orla. O projeto de alto padrão incorpora tendências nacionais, oferecendo infraestrutura contemporânea como vagas para carros elétricos e box delivery. A chegada do empreendimento marca uma virada no mercado local e eleva o patamar dos lançamentos à beira‑mar.

🌴 O residencial aposta em experiências integradas que refletem o novo estilo de vida do consumidor: beach club, jardim sensorial conectado ao salão de festas, quadra de beach tênis, pet place e pet wash, brinquedoteca montessoriana, espaços gourmet e áreas para trabalho remoto. A proposta é unir bem‑estar, lazer e praticidade em um ambiente que estimula permanência e qualidade de vida.

🏡 Para Mariana Wanderley, Diretora Comercial e Marketing da Pernambuco Construtora, o empreendimento simboliza a evolução do mercado. Ela destaca que o home resort oferece um modo de viver alinhado ao público de alto padrão, que busca lazer integrado, rotina urbana dinâmica e proximidade com o mar. A localização estratégica e o conceito contemporâneo consolidam o Beiramar Piedade Prince como vetor de desenvolvimento do litoral pernambucano.

SERVIÇO
Empreendimento: Beiramar Piedade Prince  
Localização: Orla de Piedade – Jaboatão dos Guararapes (PE)  
Realização: Pernambuco Construtora  
Informações: Disponíveis nos canais oficiais da construtora  

🌧️ Chuva em Cena: Pernambuco Entra em Ciclo de Instabilidade



🌦️ A tendência de precipitação da APAC indica que os próximos dias serão marcados por instabilidade em várias regiões do estado. A partir desta quinta-feira, áreas como Mata Norte, Região Metropolitana e Mata Sul devem enfrentar episódios de chuva moderada, enquanto outras regiões apresentam variações entre chuva fraca e ausência de precipitações. A previsão, atualizada na manhã desta quarta-feira, reforça a necessidade de atenção redobrada da população, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos e deslizamentos. Para quem acompanha a meteorologia, entender esses padrões ajuda a planejar melhor a rotina e se preparar para mudanças climáticas. Acompanhar boletins oficiais, como os da APAC, é essencial para manter-se seguro.

🌧️ Na Mata Norte, a quinta e a sexta-feira começam com chuva moderada, reduzindo para fraca no fim de semana. Já a Região Metropolitana e a Mata Sul seguem ritmo semelhante, com intensidade maior no início do período e redução gradual até segunda-feira. Essas regiões, historicamente mais afetadas por acumulados expressivos, devem ficar atentas aos alertas emitidos pelos órgãos competentes. A população pode esperar um fim de semana mais estável, embora ainda com registros de chuva fraca. Para quem depende de deslocamentos diários, acompanhar a previsão do tempo pode evitar contratempos.

🌦️ No Agreste, o padrão se mantém relativamente uniforme, com chuva fraca a moderada entre quinta e sexta, e precipitações leves nos dias seguintes. A região, que costuma apresentar variações mais bruscas, desta vez segue um comportamento mais previsível. Já no Sertão de Pernambuco e no Sertão do São Francisco, a chuva aparece de forma mais pontual, com destaque para a sexta-feira, quando há previsão de chuva fraca a moderada no Sertão pernambucano. Nos demais dias, o clima permanece seco, favorecendo atividades ao ar livre e rotinas agrícolas. Para quem vive nessas áreas, acompanhar tendências climáticas ajuda no planejamento da produção rural.

🌧️ Em Fernando de Noronha, o cenário é de chuva fraca ao longo de quase todo o período, com um leve aumento na segunda-feira. A ilha, que costuma registrar precipitações rápidas e isoladas, deve manter esse padrão, sem grandes impactos para moradores e turistas. Mesmo assim, é sempre recomendável atenção às condições do mar e às orientações das autoridades locais. Para quem planeja viajar, consultar informações meteorológicas pode garantir uma experiência mais tranquila. A previsão reforça a importância de se manter informado, especialmente em regiões costeiras.

SERVIÇO  
• Fonte: Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC)  
• Atualização: 10/06/2026 – 09h43  
• Informações oficiais: www.apac.pe.gov.br

🩺 Aos 114 anos, pernambucana surpreende equipe médica ao receber alta após cirurgia de fêmur



🌟 Antônia Francisca de Oliveira, de 114 anos, deixou o Hospital Ariano Suassuna, no Recife, após passar por uma cirurgia de correção de fratura de fêmur que chamou atenção pela raridade. Realizado pelo ortopedista Marcelo Moreira, o procedimento ocorreu no dia 4 de junho e pode representar o caso mais longevo já registrado no Brasil para esse tipo de intervenção. A equipe médica prepara a documentação para envio à Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), dada a excepcionalidade do atendimento.

🩺 Segundo o especialista, a cirurgia foi indicada porque a fratura comprometia de forma significativa a mobilidade da paciente. Mesmo com a idade avançada, o procedimento transcorreu sem intercorrências e dentro do planejado. O médico destacou que organismos tão longevos exigem atenção redobrada no pós-operatório, já que a fragilidade óssea e a menor reserva fisiológica aumentam os riscos durante a recuperação.

💪 Apesar dos desafios, Antônia surpreendeu pela evolução rápida. Ela não possui doenças graves e nunca havia sofrido fraturas, fatores que contribuíram para um pós-operatório mais favorável. A paciente permaneceu apenas 24 horas na UTI e outras 24 horas na enfermaria antes de receber alta — um tempo de internação mais comum em pacientes bem mais jovens, segundo o ortopedista.

🚶 A rotina ativa da idosa também foi determinante para o sucesso da reabilitação. A equipe reforça que a intervenção precoce, realizada um dia após a entrada no hospital, foi essencial para reduzir riscos como infecções respiratórias, tromboses e perda funcional. O caso reforça a importância do atendimento integrado e multidisciplinar no cuidado ao idoso, especialmente em situações de alta complexidade.

🏥 Para o Hospital Ariano Suassuna, o episódio representa um marco assistencial e evidencia como diagnóstico rápido, cirurgia no momento adequado e acompanhamento especializado podem garantir desfechos positivos mesmo em cenários considerados de alto risco. A recuperação de Antônia Francisca de Oliveira se torna, assim, um exemplo inspirador de longevidade e superação.

📸 Foto: Divulgação Família 

🧡 Solidariedade que transforma: Hospital Maria Lucinda celebra 97 anos com campanha especial


🧥 Em clima de celebração pelos seus 97 anos, o Hospital Maria Lucinda lançou uma campanha solidária que mobiliza a população a doar roupas, calçados, brinquedos e artigos de casa. A iniciativa, válida até 30 de junho, reforça o compromisso social da instituição e fortalece o Bazar Permanente, cuja renda é revertida para ações essenciais do hospital. As doações podem ser entregues na sede do HML, na Av. Parnamirim, 95, das 7h às 16h, de segunda a sexta.  

🎁 O Bazar Permanente é um espaço aberto ao público e oferece itens em bom estado a preços acessíveis, como roupas, brinquedos, livros, bijuterias e utensílios domésticos. Todo o material comercializado é fruto da generosidade da população, que encontra na iniciativa uma forma prática e afetiva de contribuir com a manutenção dos serviços hospitalares e com o apoio às famílias atendidas.  

🤝 Segundo Renata Costa, responsável pelo bazar, cada doação representa mais do que um gesto de solidariedade: é uma oportunidade de transformar vidas. Ela destaca que a participação da comunidade fortalece uma rede de amor que sustenta a missão do hospital, permitindo que o atendimento humanizado continue alcançando quem mais precisa.  

🏥 Com quase um século de história, o Hospital Maria Lucinda mantém viva sua vocação filantrópica desde 1929, quando foi idealizado pelo comendador Manoel da Silva Almeida. Reconhecido como o “Hospital da Família”, segue oferecendo cuidado humanizado e assistência segura à população pernambucana, sustentado pela generosidade de doadores e parceiros.  

📚 A campanha de aniversário reforça a importância da participação social para garantir a continuidade dos serviços e ações do HML. Os itens doados não precisam ser novos, mas devem estar em boas condições de uso. A renda obtida auxilia na compra de materiais hospitalares, alimentos, manutenção de espaços e iniciativas sociais, fortalecendo o impacto positivo da instituição na comunidade.  

Serviço
Campanha solidária – 97 anos do Hospital Maria Lucinda  
📅 Doações: segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, até 30/06  
📍 Local: Av. Parnamirim, 95 – Parnamirim, Recife – PE (estacionamento do hospital, ao lado da lanchonete)  
📞 Informações: (81) 3267-4200 – ramal 4360  

terça-feira, 9 de junho de 2026

📀 A Alma Latina de Don Betto: o uruguaio que reinventou a música brasileira com swing, bossa e mundo

 


🎶 Don Betto — registrado como Alberto Lorenzo Nan Pierre — nasceu no Uruguai e encontrou no Brasil o território onde sua música floresceria. Sua formação inicial, marcada por tango, bolero, salsa, merengue e flamenco, encontrou na bossa nova um novo horizonte. “Eu já era apaixonado pela música brasileira… achava muito bonitas as harmonias e melodias”, relembra. Ao chegar ao país aos 19 anos, ele não apenas absorveu a cultura local: fundiu-a com sua bagagem latino-americana, criando uma identidade musical única.

🎼 A influência da música latina nunca deixou de pulsar em suas composições. “Tudo isso me marcou muito”, afirma. Ao mesmo tempo, nomes como Tom Jobim, Ivan Lins e Milton Nascimento moldaram seu olhar harmônico e melódico. O resultado foi uma sonoridade híbrida, sofisticada e acessível, que atravessou décadas sem perder frescor. “Fui criando um estilo que me fez atravessar décadas tocando”, diz, orgulhoso da própria trajetória.

🎤 Don Betto sempre se reinventou. A cada fase, novas camadas se somavam ao seu repertório. “Aí eu incorporei o jazz também e umas outras informações que fizeram que a minha música fosse pop, mas é aquele pop que é trabalhado”. Essa busca constante por refinamento o transformou em um dos artistas mais versáteis de sua geração, transitando entre MPB, soul, latinidade e world music com naturalidade.

🎸 Entre os capítulos mais marcantes de sua vida está a temporada como guitarrista de Raul Seixas. “Banda de rock mesmo eu nunca tinha feito… então para mim foi maravilhoso”, conta. A convivência rendeu histórias que revelam o espírito livre do Maluco Beleza. “Ele chegou e abriu a mala e jogou todo o dinheiro em cima da cama… e falou: pega um pouco aí, deixa um pouquinho pra mim. Esse era o Raul.” Uma experiência que ampliou seu repertório musical e humano.

📺 O grande público conheceu Don Betto através das trilhas de novelas. “Pensando Nela”, tema de Dona Xepa, nasceu quase por acidente. “Quando eu voltei, ele estava com o meu caderno na mão… e falou que eu não tinha mostrado aquela música”. Mesmo achando simples demais, tocou. “Ele falou: é essa, pode parar”. No dia seguinte, estava gravando. “Foi maravilhoso… já de cara tive esse presente”. A canção se tornou um marco em sua carreira.

🎵 Nos anos 1990, Don Betto mergulhou na world music durante temporadas na Alemanha e Itália. “Eu estava vendo as tendências… e me encantei”. Misturando elementos africanos, brasileiros e latinos, encontrou um novo caminho criativo. “Fui tirando um estilo meio world music que caiu muito bem também”. A experiência ampliou sua visão e reforçou sua vocação para a mistura.  Do Uruguai, cita Ruben Rada e Raymer Ross. Do Brasil, Ivan Lins e João Bosco. Na guitarra, Hélio Delmiro. No cenário internacional, Wes Montgomery. “Foi o cara que mais curti e curto até hoje”. Um mosaico de referências que explica a riqueza de sua obra.

Foto dos anos 70, quando Don Betto tocava com Raul Seixas

📄 ENTREVISTA COMPLETA

Você nasceu no Uruguai e veio para o Brasil ainda jovem. De que forma sua formação uruguaia e latino-americana moldou sua identidade musical e pessoal?
Eu nasci no Uruguai e vim para aqui muito jovem ainda com 19 para 20 anos e já vinha com uma formação da música do meu país, que eu sempre toquei desde pequeno, cantou e cantei, fiz jingles e fiz um uma série de coros para discos e outras pessoas e tal, eu já tinha uma formação musical lá, com música latina, de todo tipo, né, tango, bolero, salsa, merengue, todas essas coisas, música flamenca, espanhola e tal. E aí quando eu vim para cá, eu já era apaixonado pela música brasileira, pela bossa nova, que na época era na bossa nova. e achava muito bonita as harmonias e as melodias, e isso tudo foi mudando, com o tempo foi mudando, e eu fui incorporando a música brasileira, a música latina que eu já trazia, e isso foi moldando minha forma de fazer as coisas, minha forma de interpretar a música que eu estava compondo.

Quais elementos da música latina — ritmos, harmonias, tradições — você sente que mais influenciaram seu estilo e aparecem de forma mais marcante nas suas composições?
Com relação a qual foram os elementos da música latina, ritmos, harmonias e tradições, tudo isso me marcou muito. Como eu falei agora, a música brasileira, Tom Jobim, gosto muito de Ivan Lins, Milton Nascimento, toda essa coisa que existia na época aqui, que ainda existe, mas que na época era bem forte, o movimento era bem forte. A bossa nova já estava praticamente acabando na época, né? Anos 70, assim, ela já estava mais. Mais Internacional, digamos assim, né? Mas mesmo assim, as harmonias, melodias me marcaram muito.

Sua carreira atravessa décadas e diferentes fases da música brasileira. Como você enxerga sua própria trajetória e os momentos que considera mais transformadores?
Os momentos mais transformadores assim na minha música foi quando eu incorporei bastante essa coisa da música brasileira com a música Latina e fui criando um estilo que me fez atravessar décadas tocando e ainda continuou tocando e continuarei tocando muito ainda. Aí eu incorporei o jazz também e umas outras informações que fizeram que a minha música fosse pop, mas é aquele pop. Que é trabalhado, né?

Você foi guitarrista da banda de Raul Seixas. Como era a dinâmica musical e pessoal com ele, e o que essa experiência acrescentou à sua formação artística?
Com relação a Raul Seixas, foi um convite que eu recebi de um músico que tocava com ele na época argentino, chamado Tony Ozana, que ele mora na Alemanha hoje em dia, há muitos anos já, e ele era muito amigo do Raul e estava montando a banda e ele me convidou. Eu estava por São Paulo assim, falou, poxa, você não gostaria de fazer alguma coisa e tal e foi muito legal, né? Porque assim, banda de rock, rock mesmo com... Com esse estilo Raul Seixas, eu nunca tinha feito ainda, então para mim foi assim, uma coisa maravilhosa. Foi como o guitarrista do Elvis Presley, que convidou ele para tocar e nossa, quando o Raul me convidou foi maravilhoso!!!

Existe alguma história curiosa, inesperada ou pitoresca dessa fase com o Raul que você nunca esqueceu e que ajuda a revelar quem ele era nos bastidores?
Sim, tem uma história com o Raul que foi muito legal, que a gente estava fazendo um show e naquela época se recebia assim, você recebia em grana mesmo, não existia Pix, não existia nada. E então ele recebia aquela mala com grana, né? Então nós estávamos todos num hotel em Brasília, me lembro, e ele chegou e abriu a mala e jogou todo o dinheiro em cima da cama. E aí ele olhou para nós e falou, pega um pouco aí, pega aí, deixa um pouquinho para mim. Esse era o Raul.

Você gravou temas para várias novelas da Globo. Como era o processo de criação e gravação dessas trilhas, e o que representou para sua carreira aparecer em produções tão populares?
Olha, em relação as músicas da novela que eu tive, pensando nela, foi a música que mais se destacou na época, que foi o tema da novela Dona Xepa. E foi assim curioso, porque eu fui na casa de um produtor que estava com fazendo as trilhas para Rede Globo. Apresentei, aí eu estava apresentando meu trabalho para gravar meu disco, nossa imaginação, que depois a seguir eu comentarei. E aí eu mostrei todas as músicas, ele achou muito legal. E aí eu queria ir no banheiro. Aí eu pedi para ir no banheiro. Quando eu voltei, ele estava com o meu caderno na mão dele e falou que ele não tinha mostrado aquela música, aquilo “pensando nela”. Eu falei, puxa, mas essa música é uma música muito simples, é a mais simples que eu tenho. Ele falou, não, mas me mostra. Aí eu fiz, tchan, tchan, quando a chuva. E ele falou, é essa, pode parar. Aí ele pegou o telefone e ligou para São Livre, para o Guto Graça Mello na época e falou cara, achei a música para novela. E aí eu gravei no outro dia a música, a música entrou na novela e depois eu fiz o disco. A primeira música eu fui pensando nela, só gravei ela para a novela exclusivamente. Foi maravilhoso, né? Representou muito para mim, porque eu estava no começo de tudo, né? E de repente, já de cara assim, já tive essa, essa. Esse presente, né? Digamos assim...

Nos anos 1990 você se aproximou da world music, especialmente durante suas temporadas na Europa. O que despertou esse interesse e como essa estética ampliou sua visão musical?
É o World Music é um estilo que eu morei um tempo na Alemanha, depois morei na Itália e tal, eu estava vendo assim as tendências na época de como é que estava rolando a música para o mundo, para Europa, principalmente, né? E me encantei porque eu tenho um estilo assim que se adapta muito bem a esse tipo de coisas, né? Então eu misturando coisas africanas com coisas brasileiras, com coisas latinas e não sei o que, fui tirando um estilo meio world music que caiu muito bem também, né? Cheguei a gravar na Alemanha e tudo, né?

Quais artistas — brasileiros, uruguaios, latinos ou internacionais — você considera suas maiores influências, tanto na guitarra quanto na composição?
Bom, houveram vários artistas brasileiros, uruguaios no Uruguai, tem o Ruben Rada, tem o fator urso, tem o Raymer Ross, todos os caras que são muito pouco conhecidos aqui, né? E aqui nacionais aqui do Brasil, vários, como o Ivan Lins. Eu gosto de vários, Ivan é um cara que tem assim uma admiração muito grande por ele, pelas harmonias, as melodias. Ele me influenciou bastante na coisa, né? E João Bosco também, eu gosto pelo ritmo, pelo balanço e na guitarra, assim, eu gosto muito do Hélio Elmiro, que é um brasileiro que tem uma linguagem bem Internacional e que eu acho super legal. Internacionais é o Wes Montgomery, que foi o cara que mais curti assim, que eu curto até hoje, né?




🎶 Altemar Dutra Jr. transforma gratidão em música e celebra o Nordeste em novo álbum ao vivo

 


🌅 O Nordeste como destino, casa e inspiração

O álbum Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste marca um momento de profunda conexão na carreira de Altemar Dutra Jr., que celebra 30 anos de estrada retribuindo em música o carinho recebido ao longo de décadas. O artista reforça que o projeto nasce de um sentimento genuíno: “Através da minha voz, eu quero retribuir. É um agradecimento da minha parte”. Gravado ao vivo em estúdio, o disco captura a vibração do palco e traduz a força cultural nordestina em arranjos que unem tradição e emoção.

🎤 Uma homenagem moldada pela vivência e pela memória afetiva
Para Altemar, este era o momento ideal para celebrar a música nordestina porque sua história pessoal se entrelaça com a da região. “Retribuir esse carinho, esse acolhimento nos meus 30 anos de carreira… é a forma de agradecer através da minha voz”, afirma. Parte de sua infância foi vivida no Janga, em Olinda, e Recife ocupa um lugar especial na memória da família Dutra. O álbum percorre ritmos, afetos e referências que moldaram sua formação musical e emocional.

🎼 Clássicos revisitados com alma romântica e identidade própria
Mesmo reconhecido pela herança seresteira e romântica, Altemar se sente em casa ao interpretar grandes nomes do Nordeste. “Eu canto o que eu acho que encaixa na minha voz e o que eu gosto… esse trabalho nordestino, eu gosto muito”, explica. No repertório, faixas como Pedras que Cantam, Ai que Saudade D’Ocê e Deus Me Proteja ganham sua assinatura vocal, equilibrando tradição e identidade. O artista reforça que o projeto é feito “com muito amor e com muito carinho”.

🌵 A influência dos mestres e um momento que marcou sua vida
Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Alceu Valença são pilares dessa homenagem. Altemar recorda com emoção quando representou o Brasil cantando Gonzagão na UNESCO, em Paris. “Foi muito legal, marcou a minha vida… eu escolhi algumas dessas músicas que eu faço nesse projeto”, conta. Essa vivência reforça o elo afetivo com o repertório e com a cultura nordestina, que ele considera parte essencial de sua trajetória.

🤝 O público nordestino como família estendida e fonte de energia
A relação com o Nordeste vai além dos palcos. “Eu tenho muito amigo nordestino. Nossa relação é muito estreita… essa ligação que eu tenho com o público é uma relação de amizade”, afirma. Para ele, cada show na região é reencontro, memória e celebração. A energia do público também ajudou a moldar o álbum: “O show serve para testar… fomos sentindo quais músicas deveríamos colocar dentro do projeto”, explica.


🎤 ENTREVISTA — ALTEMAR DUTRA JR.

O que motivou você a lançar Meu Cenário como uma homenagem explícita ao Nordeste.
Eu vou me repetir muito, mas é a grande realidade. Agradecimento. Através da minha voz, eu quero retribuir. É um agradecimento da minha parte. Acho que sempre não vai ser redundante. Eu vou sempre falar que esse projeto abrange o agradecimento da minha vida pelo Nordeste, pela minha música e a nossa música brasileira, uma música nordestina.

Por que este era o momento certo da sua carreira para celebrar a música nordestina?
Que alegria poder falar um pouco sobre esse projeto muito especial para mim. O que me motivou foi o agradecimento, antes de mais nada. Retribuir esse carinho, esse acolhimento nos meus 30 anos de carreira e o grande percentual de shows no meu dia a dia estão no Nordeste. E é a forma de agradecer, através da minha voz, o repertório que eu sempre fiz, mas que as pessoas não sabiam através de um projeto como este.

Como foi revisitar clássicos nordestinos mantendo sua identidade vocal romântica?
Eu canto muita coisa. Eu canto em vários estilos. Obviamente, que é a principal coluna da minha história, da minha carreira, da minha família, do meu pai. Essa coluna do seresteiro, do romântico. Trago esse legado da família Dutra, principalmente do meu pai, Altemar Dutra. Isso para mim é minha raiz, é minha base. Mas eu canto o que eu acho que encaixa na minha voz e o que eu gosto. E os shorts, esse trabalho nordestino, eu gosto muito e tive várias oportunidades de trabalhar com esse estilo, com essa música, que é a música brasileira. Então eu me sinto bem em poder fazer através da minha música, das minhas características de cancioneiro, de seresteiro, mas é feito com muito amor e com muito carinho.

Como a obra de artistas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Alceu Valença influencia seu modo de interpretar?
Ah, grandes nomes da nossa música brasileira e mais Luiz Gonzaga, em especial, eu tive a oportunidade de, ao lado de alguns colegas brasileiros, cantores, músicos, de ir até Paris e representar o Brasil, cantando Luiz Gonzaga na UNESCO. Foi muito legal, marcou a minha vida, não só a minha carreira, mas marcou a minha vida. Eu fui ao lado desses amigos alagoanos cantar Luiz Gonzaga. Um repertório muito bonito, que eu escolhi algumas dessas músicas que eu faço nesse projeto, inclusive.

O que o público nordestino significa para você ao longo desses 30 anos de carreira?
Eu tenho amigos no Brasil todo, graças a Deus. Tenho público no Brasil todo, graças a Deus, mas eu tenho muito amigo nordestino. Nossa relação é muito estreita, e assim eu lido com o público. Essa ligação que eu tenho com o público é uma relação de amizade. Quem consegue chegar ao Altemar Dutra Júnior, que é um edifício, acaba se tornando próximo.

E quando eu tenho a alegria de estar fazendo shows no Nordeste. A gente sabe que antes, depois e durante o show também, óbvio. Mas antes e depois a gente vai ter os momentos com os nossos amigos, os momentos em especial, curtindo um pouco com a galera aqui, muitos da minha infância, porque na minha infância eu cresci, eu, minha irmã, a Deusa. Tivemos momentos muito especiais ali no Janga, em Olinda. Recife é muito importante para nossa família também.

E para o meu pai.

E eu cresci vendo tudo isso e me impactou nessa realidade nordestina, no caso pernambucana, a cultura ali do Recife, nessa região onde a gente convivia muito ali no Janga. Então para mim é marcante na minha vida.

Como a energia do show ao vivo influenciou o formato e o clima do álbum?
Sem dúvida alguma que o show serve para testar. A gente vai colocando as músicas, sentindo a aceitação, que a galera vai curtindo mais na minha voz. E formamos o repertório bem assim, com coisas todas que estão no projeto, músicas que eu gosto, músicas que eu já cantava, músicas que eu já participava de alguma maneira em algum momento. meus shows. Então nós estamos sentindo nesse tempo todo quais nós deveríamos colocar dentro do projeto especial.

📸 Fotos: Sandro Fillipin

SERVIÇO

Álbum: Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste
Artista: Altemar Dutra Jr.
Disponível em: Todas as plataformas de streaming

Ouça:
Spotify – https://open.spotify.com/intl-pt/album/27gNioNyZgj6Ed1Ms34QJS 
YouTube – https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kcpDBrC66BSV4Ll2L9FD7kNNnS6Imkiy8 

Faixas:

  1. Meu Cenário
  2. Pedras que Cantam
  3. Ai que Saudade D’Ocê
  4. Deus Me Proteja
  5. Isso Aqui Tá Bom Demais / Frevo Mulher
  6. É Proibido Cochilar / Pagode Russo
  7. Riacho do Navio / A Vida do Viajante
  8. Verdadeiro Amor
  9. Tropicana (Morena Tropicana)

Produção musical: João Mourão
Arranjos: Elton Ricardo e João Mourão
Músicos: Ellann Ricard, Arturzinho do Acordeom, João Mourão, Márcio Santos, Josi Morais, Leandro Néri
Gravação: MidiaSom (Indaiatuba-SP) e HP Studio (Recife-PE)
Mixagem e masterização: Pró‑Studio SP – Cássio Martin
Selo: JC Shows



Assista o Teaser: