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domingo, 19 de julho de 2026

📣 Arte que Resiste: Sarau das Artes celebra democracia em sua 246ª edição



🎭 O Sarau das Artes volta a ocupar as ruas do Recife com sua energia de resistência e celebração da democracia, reafirmando o espírito de Guerrilha Cultural que o move há 17 anos. No sábado, 25 de julho, o evento chega à sua 246ª edição reunindo mais de 30 atrações em uma programação multicultural que atravessa a tarde e a noite. O encontro acontece na Rua Rosário da Boa Vista, transformando o coração do bairro em palco aberto para todas as linguagens artísticas. A proposta segue firme: unir artistas, público e território em um gesto coletivo de afirmação da cultura.

🎶 Criado pelo Grupo João Teimoso em 2009, o Sarau se consolidou como um dos maiores eventos do gênero no Recife, acumulando mais de 4.600 apresentações ao longo de sua história. A edição deste ano traz o tema Arte Pela Democracia e homenageia parlamentares da esquerda, reforçando o compromisso político e cultural que marca o movimento. Música, teatro, dança, circo, poesia e performances se misturam em uma programação que valoriza tanto artistas iniciantes quanto nomes já consagrados. Como dizem seus organizadores, são “amigos teimando na arte”.


💃 A rua se transforma em palco, e o público, em parte viva da experiência. A cada edição, o Sarau reafirma sua vocação de encontro, troca e celebração, mantendo acesa a chama da resistência cultural. A produção é assinada pelo Grupo João Teimoso, formado por Oséas Borba Neto, Chell Moriim, Rogério Barbosa, Tales Pimenta, Karine Lima, Matheus Albuquerque Alves, Alisson Félix, Virgínia Kelly Santos, Rafael Guillermo, Gabriel Ferraz, Pedro Monteiro e Margot Serra. Juntos, eles sustentam o movimento que há quase duas décadas insiste em democratizar o acesso à arte.

📚 A edição 246° promete uma tarde mágica, com início às 16h, reunindo linguagens diversas e fortalecendo a ocupação artística do espaço público. O Sarau das Artes segue como símbolo de resistência, união e celebração da cultura pernambucana, reafirmando que a arte é ferramenta de transformação social. Em frente à Petiscaria Santa Cruz, ao lado do Pátio de Santa Cruz, o público poderá vivenciar mais uma noite de teimosia poética e política. A entrada é gratuita, reforçando o caráter democrático do evento.

📸 Fotos: Divulgação Sarau das Artes

SERVIÇO

EVENTO: Sarau das Artes – 246ª Edição  
DATA: Sábado, 25 de Julho de 2026  
HORA: A partir das 16h  
LOCAL: Rua Rosário da Boa Vista, em frente à Petiscaria Santa Cruz, Bairro da Boa Vista (ao lado do Pátio de Santa Cruz).  
ENTRADA: Gratuita  
REALIZAÇÃO: Grupo de Teatro João Teimoso  

REDES SOCIAIS  
Instagram: @sarau.dasartes | @grupojoaoteimoso  
YouTube: Sarau das Artes  

🕺 Reviva a era de ouro: Roy Rosselló convoca fãs para o #DesafioDoRoy


🎤 O icônico ex-integrante do Menudo, Roy Rosselló, lançou uma campanha nostálgica e empolgante para aquecer o público para a aguardada turnê "Menudo 50 Tour". Com o objetivo de reacender a chama dos fãs que cresceram acompanhando o grupo, o artista propõe que os admiradores resgatem as coreografias inesquecíveis que marcaram gerações. A iniciativa convida pessoas de todas as idades, incluindo filhos e amigos, a compartilharem sua energia contagiante nas redes sociais, celebrando juntos essa história que atravessou décadas e mantém vivo o ritmo que conquistou o mundo inteiro.

📱 Para participar do #DesafioDoRoy, os interessados devem gravar um Reels demonstrando seus melhores passos de dança ao som de sua música favorita da banda ou imitando a coreografia do próprio Roy. É imprescindível marcar o perfil oficial do cantor (@royrossellooficial) e utilizar a hashtag #DesafioDoRoy na publicação. O cantor afirmou que acompanhará de perto todas as postagens, compartilhando as melhores performances em seus Stories, criando um grande palco virtual onde os fãs podem brilhar e interagir diretamente com o ídolo, mantendo a conexão especial construída ao longo dos anos.

🏆 Ao final do concurso, o próprio Roy Rosselló selecionará pessoalmente o vídeo que apresentar a melhor execução coreográfica. O grande vencedor será premiado com um vídeo exclusivo gravado pelo cantor, no qual ele explicará os motivos da escolha, celebrando o talento e a dedicação do fã. Além disso, essa celebração será compartilhada em suas redes sociais para toda a comunidade de seguidores. Esta é uma oportunidade única para os fãs demonstrarem sua paixão e garantirem um momento especial e personalizado com uma das vozes que definiram o sucesso do inesquecível grupo porto-riquenho.

📸 Foto: Divulgação

Serviço:
 * Evento: #DesafioDoRoy / Preparação para a Menudo 50 Tour
 * Como participar: Postar um Reels dançando música do Menudo ou imitando os passos de Roy
 * Requisitos: Seguir o perfil @royrossellooficial e usar a hashtag #DesafioDoRoy
 * Premiação: Vídeo exclusivo do artista explicando a escolha do vencedor e destaque nos Stories oficiais

📣 Cimbres Vibra com Cultura: Festival Pernambuco Meu País Aquece o Distrito com Arte e Alegria


🎶 O distrito da Vila de Cimbres, em Pesqueira, recebeu neste sábado (18/07) o polo descentralizado do Festival Pernambuco Meu País, transformando o centro da comunidade em um grande palco cultural. A estrutura montada ao lado da igreja central reuniu moradores de todas as idades em uma tarde vibrante, marcada por música, circo e cinema de rua. A iniciativa reforça o compromisso do Festival em levar arte para além das áreas centrais dos municípios.

🎪 Realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE, Fundarpe e Empetur, o polo descentralizado apresentou uma programação diversa e acolhedora. Subiram ao palco Mestre Josivaldo Caboclo, a Trupe Gargalhada com o Circo de Rua – Gargalhada em Movimento, a 9Oitavos Produções com o Cinema de Brincar e Jéssica da Rabeca, com apresentação conduzida pela dupla Mateus e Katilinda. Cada atração trouxe novas cores e sons, criando uma atmosfera de celebração comunitária.

🌟 A diretora-geral do Festival, Carla Pereira, destacou que a descentralização é uma das marcas da iniciativa, permitindo que moradores vivenciem experiências culturais sem precisar se deslocar até o centro de Pesqueira. A proposta amplia o alcance das ações e fortalece o vínculo entre arte e comunidade, garantindo que diferentes públicos tenham acesso às atividades do Festival. A presença constante das famílias reforça o impacto social da programação.

🎭 Entre os muitos olhares atentos, o da pequena Geovana se destacou. A timidez inicial rapidamente se transformou em encantamento conforme o palco ganhava vida. “Achei muito legal ter o festival aqui. Gostei do circo e da música”, contou ela, resumindo o impacto das apresentações sobre quem acompanhou cada momento. A participação das crianças evidencia o papel transformador da cultura quando chega perto de quem mais precisa.

🎥 A programação segue neste domingo (19/07), quando o polo descentralizado chega ao Distrito de Mutuca, a partir das 14h30, com Ciranda Dengosa, 9Oitavos Produções e a intervenção audiovisual Cinema de Brincar, encerrando com Valdemar Neto. Já o Distrito de Mimoso recebe o Cortejo de Brincantes às 16h. Para acompanhar todas as atividades em Pesqueira, basta seguir o perfil oficial do Festival no Instagram: @festivalpernambucomeupais.

📸 Foto: Marina Torres / Secult-PE

📍 Serviço – Festival Pernambuco Meu País
- Domingo (19/07)  
  • Polo Mutuca – A partir das 14h30  
  • Polo Mimoso – Cortejo de Brincantes às 16h  
- Programação completa: @festivalpernambucomeupais

🌟 Inscrições abertas para a 3ª edição do projeto FERA movimentam a formação audiovisual no Recife



📽️ A 3ª edição do projeto FERA – Feminismo e Equidade para Reinventar o Audiovisual abre inscrições para suas oficinas gratuitas voltadas a mulheres cis, trans e pessoas não binárias interessadas em atuar no audiovisual. As inscrições seguem até 27 de julho, por meio de formulário disponível no Instagram @feraaudiovisual e no site oficial do projeto. A iniciativa, que conta com incentivo do Funcultura PE, oferece uma programação diversa entre 10 e 29 de agosto, reunindo oficinas, laboratório de roteiro, masterclasses, mesas de diálogo e sessões de filmes no Recife.

🎬 Com oito oficinas técnicas e criativas, além de um laboratório de desenvolvimento de roteiros, o FERA busca fortalecer a presença de mulheres e pessoas não binárias no setor audiovisual brasileiro. As turmas variam entre 12 e 20 participantes, selecionadas pela equipe do projeto. “As mulheres representam 51,2% da população, mas menos de 20% dos filmes e séries lançados comercialmente no Brasil são dirigidos por mulheres”, destaca Amandine Goisbault, idealizadora do FERA.

✨ A programação inclui oficinas de Direção Cinematográfica, Direção de Fotografia, Som Direto, Trilha Sonora, Correção de Cor, Montagem e Workflow de Pós-produção, Produção Executiva e Gestão de Projetos e Curadoria, ministradas por profissionais reconhecidas no setor. Além das atividades fechadas, o público geral poderá participar gratuitamente das masterclasses, mesas de diálogo e exibições de filmes no Cinema da Fundação, sempre das 18h às 21h.

🎞️ O FERA nasceu como plataforma de formação e fortalecimento da atuação feminina e não binária no audiovisual, promovendo espaços de troca e desenvolvimento em um setor ainda marcado por desigualdades de gênero. A edição de 2026 reforça esse compromisso ao oferecer atividades que abrangem toda a cadeia produtiva do cinema, estimulando novas narrativas e olhares. A coordenação geral é assinada por Amandine Goisbault, com equipe formada por profissionais de comunicação, produção, design e gestão cultural.

📸 Foto: Divulgação 

SERVIÇO:
3ª edição do FERA – Formação gratuita em audiovisual
Local: Recife – PE
Data: 10 a 29 de agosto de 2026
Contato: (81) 98123-0663
Instagram: @feraaudiovisual

📣 Ave Sangria, Paulo Miklos e outras atrações brilham na segunda noite do Palco Pernambuco Meu País em Pesqueira



🎶 A segunda noite do Festival Pernambuco Meu País levou uma multidão ao Pátio de Eventos de Pesqueira, reunindo ritmos que atravessam gerações e identidades culturais. Com shows gratuitos, o público celebrou a força da música pernambucana, o vigor do rock nacional, a poesia psicodélica e a energia do rap contemporâneo. A programação misturou tradição indígena, clássicos consagrados e novas vozes da cena brasileira, criando uma noite marcada pela diversidade e pela potência artística.

🪘 Abrindo a programação, os Jetuns e Jetuins de Mandaru apresentaram a ancestralidade dos povos Xukuru do Ororubá. A banda de pífanos, formada por jovens músicos de Pesqueira, preserva saberes transmitidos entre gerações e levou ao palco cantos e toques que ecoam a memória do território indígena. A apresentação aproximou o público da riqueza cultural do Agreste, reafirmando a importância da tradição como força viva e contemporânea.

🎸 Em seguida, os Detonautas incendiaram o Pátio com sucessos que marcaram mais de duas décadas de carreira. Liderada por Tico Santa Cruz, a banda trouxe guitarras intensas e letras de forte conteúdo social, embalando o público com clássicos como “Só por hoje”, “Olhos certos”, “O amanhã” e “Você me faz tão bem”. Tico destacou o carinho por Pernambuco e celebrou a recepção calorosa da plateia, reforçando o desejo de voltar ao estado.

🎤 O público vibrou com o espetáculo de Paulo Miklos, que percorreu diferentes fases de sua trajetória artística. Fundador dos Titãs e dono de uma carreira solo consolidada, Miklos apresentou sucessos como “Diversão”, “Flores”, “Comida” e “Polícia”, além de faixas do álbum “Coisas da vida”, lançado recentemente. A plateia cantou em coro, celebrando a presença de um dos grandes nomes da música brasileira.

🌈 Representando a psicodelia pernambucana, a lendária Ave Sangria emocionou o público com um show que reafirmou sua relevância artística mais de cinco décadas após sua formação. Símbolo do rock psicodélico nacional, a banda apresentou músicas do álbum “Ave Sangria” e do “Vendavais”, mantendo viva uma obra marcada por poesia, experimentação e resistência, após ter sua trajetória interrompida pela censura na ditadura militar.

🔥 Encerrando a noite, o rapper Xamã trouxe a força do rap e do trap nacional, reunindo uma multidão que vibrou com hits de sua carreira e faixas do álbum “Fragmentado”. Considerado um dos principais nomes da nova geração da música brasileira, o artista celebrou sua relação com Pernambuco e destacou o carinho por se apresentar pela primeira vez em Pesqueira, fechando a noite com intensidade e conexão com o público.

📸 Foto: Juana Carvalho/Secult-PE

SERVIÇO
Festival Pernambuco Meu País  
Realização: Governo de Pernambuco – Secult-PE, Fundarpe e Empetur  
Programação completa: Instagram @festivalpernambucomeupais

🪗 Domingo de Xamego Embalado na Sala de Reboco


🟡 Neste domingo, 19 de julho, a Sala de Reboco recebe mais uma tarde dedicada ao forró pé‑de‑serra e ao forró das antigas, reunindo tradição, música ao vivo e o clima característico da casa. A banda Xamegões do Forró assume o comando da festa, trazendo um repertório repleto de clássicos e energia contagiante para animar o público. A programação começa cedo e segue até a noite, garantindo horas de dança, reencontros e celebração da cultura nordestina.

🌵 A abertura fica por conta do Quinteto Sala de Reboco, grupo da casa que prepara o ambiente com a sonoridade que já conquistou frequentadores assíduos. A casa inicia suas atividades às 16h, enquanto o forró ao vivo começa às 17h, mantendo o ritmo até pelo menos 22h. A recomendação é chegar cedo para aproveitar cada momento e garantir um bom lugar no salão, que costuma ficar movimentado aos domingos.

🎶 Além da programação musical, o evento oferece promoção especial para mulheres e estudantes universitários que apresentarem carteirinha na entrada. Quem chegar até às 18h paga apenas R$10 no couvert artístico, incentivo que reforça o compromisso da casa em manter o forró acessível e atrair novos públicos. A iniciativa valoriza a presença jovem e feminina, fortalecendo o ambiente acolhedor e diverso que caracteriza o espaço.

Serviço
Evento: Xamegões do Forró + Quinteto Sala de Reboco  
Data: Domingo, 19 de julho  
Horário: Abertura da casa às 16h; forró ao vivo a partir das 17h  
Local: Sala de Reboco Bar & Comedoria — Rua Gregório Júnior, 264, Cordeiro, Recife  
Couvert: R$20  
Promoção: Mulheres e estudantes (com carteirinha) que chegarem até 18h pagam R$10  
Informações: 81 99949‑8687

`✨ Salgueiro recebe formação criativa no Festival Pernambuco Meu País, iniciando atividades com gestão cultural, música, moda e sustentabilidade


🎨 Antes dos palcos ganharem vida, Salgueiro será tomado por uma energia de aprendizado e troca. O Festival Pernambuco Meu País inicia sua programação no município com quatro ações gratuitas de formação profissional, entre 22 e 25 de julho, reunindo cultura, música, moda e criação sustentável. A iniciativa, realizada pelo Forma PE, reforça o compromisso do festival em fortalecer quem produz cultura nos territórios, ampliando oportunidades e qualificando novos agentes culturais.

🎶 A agenda começa com a Oficina de Produção e Gestão Cultural, ministrada por Gabriel de Lisboa, nos dias 22 e 23, das 14h às 18h, no Centro Vocacional Tecnológico (CVT). A formação apresenta fundamentos essenciais da produção cultural, como elaboração de projetos, editais, captação de recursos e planejamento. No dia 23, pela manhã, o público também poderá participar da Vivência Interativa Rítmica, conduzida por Rafael Tavares, que propõe uma experiência musical a partir do corpo e dos ritmos nordestinos, como baião, xaxado e maracatu.

👠 No sábado, 25 de julho, o Forma PE oferece duas atividades especiais. Das 9h às 12h, Nestor Mádenes conduz o Workshop de Passarela, voltado para jovens a partir dos 14 anos. A vivência apresenta técnicas de postura, expressão corporal e noções do mercado da moda, além de funcionar como espaço de observação para os desfiles que integrarão a programação artística do festival.

♻️ Também no sábado, das 9h às 13h, Bisoro ministra a Oficina de Upcycling Radical, que incentiva a criação de peças vestíveis e máscaras a partir de descartes têxteis. A proposta estimula a reinvenção de materiais, a costura criativa e a expressão autoral, em um ambiente livre de experimentação. Para participar, basta levar retalhos de tecidos e roupas usadas.

📸 Foto: Marina Torres/Secult-PE

SERVIÇO — PROGRAMAÇÃO DO FORMA PE EM SALGUEIRO

Oficina de Produção e Gestão Cultural  
Local: Centro Vocacional Tecnológico (CVT) – Rua Ana Nunes de Carvalho Barros, nº 120  
Ministrante: Gabriel de Lisboa  
Data: 22 e 23 de julho  
Horário: 14h às 18h  
Faixa etária: a partir dos 18 anos  
Pré-inscrição: https://bit.ly/4wPMT7o  

Vivência Interativa Rítmica  
Local: CVT – Rua Ana Nunes de Carvalho Barros, nº 120  
Ministrante: Rafael Tavares  
Data: 23 de julho  
Horário: 9h às 10h30  
Faixa etária: livre  
Pré-inscrição: https://bit.ly/4yzj90q  

Workshop de Passarela  
Local: CVT – Rua Ana Nunes de Carvalho Barros, nº 120  
Ministrante: Nestor Mádenes  
Data: 25 de julho  
Horário: 9h às 12h  
Faixa etária: a partir dos 14 anos  
Pré-inscrição: não necessária  

Oficina de Upcycling Radical  
Local: CVT – Rua Ana Nunes de Carvalho Barros, nº 120  
Ministrante: Bisoro  
Data: 25 de julho  
Horário: 9h às 13h  
Faixa etária: livre  
Pré-inscrição: http://bit.ly/4vy5TGB
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#VcNoBlog Linia Brandt

 


Do Nordeste à Suíça: construindo pontes internacionais
A primeira fronteira começa dentro de nós

Você pode levar o que sabe fazer para além das fronteiras. Pode, sim. Nós, nordestinos, somos capazes.

Eu sou uma nordestina soteropolitana e há quase três décadas construo carreira e relações na Suíça. Não digo isso como quem repete uma frase bonita de autoajuda. Digo como quem viveu cada estação dessa travessia, inclusive as mais frias. E foi ao longo dela que entendi uma coisa que mudou tudo. A distância maior a ser vencida não é a que separa o Recife de Genebra, nem a que separa Salvador de Zurique. Existe um oceano bem mais difícil de atravessar do que o Atlântico, e ele fica dentro da gente.

Chamo isso de fronteira interna. É aquela linha invisível que a gente mesmo desenha, quase sem perceber, entre o que somos capazes de fazer e o que acreditamos ser capazes de fazer. Ela não aparece em mapa nenhum, não tem posto de imigração, não pede visto. E, ainda assim, é a fronteira que mais gente boa deixa de cruzar a vida inteira. A pessoa até sonha com o mundo, mas, por dentro, já decidiu que o mundo é grande demais para ela. Antes de qualquer avião decolar, ela já ficou.

Essa fronteira se constrói de coisas silenciosas. De um “quem sou eu para tanto?”. De um “lá fora é para os outros, não para mim”. De uma modéstia que começa como educação e, com o tempo, endurece e vira cerca. A pessoa passa a acreditar que o próprio valor tem endereço fixo, que só funciona no lugar onde nasceu, entre quem já a conhece. É uma crença confortável, porque poupa do risco de tentar e não conseguir. Mas é falsa. E o mais cruel é que ela se disfarça de humildade, quando, na verdade, é medo.

Aprendi, na pele e com o tempo, que atravessar a fronteira interna vem antes de atravessar qualquer outra. Não adianta ter passaporte, diploma e passagem comprada se, por dentro, você continua se pedindo licença para existir. Enquanto a cerca de dentro estiver de pé, o mundo lá fora permanece trancado, por mais aberto que esteja. Foi só quando comecei a questionar as fronteiras que eu mesma havia levantado dentro de mim que as de fora começaram, uma a uma, a ceder.

E o consolo é que essa travessia interna está ao alcance de todos, sem depender de dinheiro nem de sorte. Ela começa mudando o tamanho do pensamento. Aquilo que você faz bem feito, com dedicação e com verdade, não perde a validade ao cruzar uma fronteira. O que muda não é o seu valor, mas a necessidade de reconstruí-lo diante de quem ainda não o conhece. E reconstruir não é começar do nada. É recomeçar levando por dentro tudo o que você já é.

Vivemos, ainda por cima, um tempo generoso para quem decide atravessar. A inovação derrubou muros que antes eram intransponíveis. Uma reunião do outro lado do planeta cabe numa tela, um trabalho pode ser entregue de qualquer lugar, uma relação profissional pode nascer de uma mensagem e crescer entre continentes. O mundo, que já foi vasto e distante, hoje cabe na palma da mão. Nunca foi tão possível se internacionalizar sem precisar, de imediato, arrancar as próprias raízes. As fronteiras externas nunca estiveram tão baixas. Falta derrubar a de dentro.

Mas há uma verdade que a euforia digital costuma esconder, e eu não seria honesta se a omitisse. A tecnologia aproxima, porém não faz o trabalho por você. Ela encurta a distância, não a travessia. A rede de contatos que você levou anos para construir na sua terra não atravessa a fronteira sozinha, nem mesmo pela internet. Do lado de fora, o seu nome ainda não abre portas, porque ninguém o pronunciou antes. A sua reputação ainda não pesa, porque ninguém a viu de perto. E esse anonimato, que dói no começo, não é um sinal de fracasso. É apenas o ponto de partida honesto de todos os que constroem algo verdadeiro longe de casa. Quem entende isso cedo sofre menos e caminha mais.

Foi assim, aliás, que compreendi de verdade o que hoje chamam de networking e que eu, à moda antiga, sempre chamei de agenda de contatos. Descobri que rede não é acúmulo, é cultivo. Não se mede pelo número de nomes guardados, mas pela quantidade de relações que sobrevivem ao dia em que você precisa pedir algo. Rede é construir pontes, uma a uma, com paciência, entre você e as pessoas certas. E, mesmo neste mundo hiperconectado, o segredo continua profundamente humano. É saber encontrar a pessoa certa, no lugar certo e na hora certa. Uma única pessoa certa vale mais do que mil contatos soltos que nada têm a ver com o seu caminho.

Pontes internacionais não se constroem distribuindo cartões de visita. Elas nascem quando oferecemos valor, cultivamos confiança e construímos relações genuínas. É essa solidez que permite que oportunidades atravessem fronteiras e se transformem em parcerias duradouras.

Então fica aqui não um convite apressado, mas uma reflexão que ofereço com o orgulho de quem veio do Nordeste e ganhou o mundo sem jamais deixar de ser daqui. Pense além das fronteiras, sobretudo daquelas que você mesmo desenhou dentro de si. Construa as suas pontes internacionais com verdade, com tempo e sem atalhos, porque é assim que se constrói o que dura.

Nós, nordestinos, somos capazes. Sempre fomos. E a história continua provando isso todos os dias.

A primeira ponte a atravessar é a que liga você a você mesmo, a que separa quem você é de quem você acredita poder ser.

Depois dessa, nenhuma outra distância assusta. O próximo passo não depende de passaporte nem de sorte. Ele começa no instante exato em que você decide dar.

E você? Qual é a primeira ponte que precisa construir para que o seu talento alcance novos horizontes?

Linia Brandt é Escritora, Articuladora de Conexões Internacionais e CEO do Grupo ELB Network na Suíça

#SendoProsperidade com Mariângela Borba

Só é ruim não poder abraçá-la

"Mamãe está comigo. Só é ruim porque eu não posso abraçá-la."

Por Mariângela Borba

Há crianças que nos ensinam aquilo que adultos passam a vida inteira tentando compreender.

Foi impossível assistir à entrevista da pequena Antonela durante a cobertura da Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, sem sentir o mesmo impulso confessado pela jornalista Bianka Carvalho: simplesmente abraçá-la.

Dois meses antes, ela havia perdido a mãe.

Ainda assim, quando perguntada sobre a saudade, respondeu com uma serenidade que não negava a dor, mas também não permitia que ela tivesse a última palavra.

Sua mãe continuava com ela.

Apenas não podia abraçá-la.

Há uma profundidade desconcertante nessa resposta.

Vivemos numa cultura que tenta explicar tudo, superar tudo e seguir em frente rapidamente, como se o luto fosse um problema a ser resolvido e não uma travessia a ser vivida.

É justamente por isso que aquela frase tocou tanta gente.

Ela nos lembra que existem ausências que retiram a presença física, mas não conseguem expulsar o amor da vida de quem fica.

Nem da vida de quem parte.

Donald Winnicott dizia que o primeiro ambiente da existência humana é o colo. Muito antes das palavras, aprendemos segurança, confiança e pertencimento nos braços de quem nos acolhe.

Quando uma mãe parte, não perdemos apenas uma pessoa.

Perdemos o primeiro lugar onde aprendemos o que significa abrigo.

É como se uma parte da nossa geografia afetiva fosse alterada para sempre.

A neurociência ajuda a compreender esse fenômeno ao mostrar que os vínculos afetivos não desaparecem com a morte. Eles permanecem inscritos na memória emocional, influenciando nossa forma de amar, de lembrar e até de sentir proteção. O cérebro registra o vínculo — o coração continua chamando de saudade.

Talvez seja por isso que aquela menina tenha respondido com tanta naturalidade que sua mãe continuava ali.

Porque, de alguma maneira, continuava mesmo.

Freud chamava de pulsão de vida essa extraordinária capacidade humana de continuar amando, criando vínculos e encontrando sentido mesmo quando a morte atravessa nossa história.

Não se trata de negar a ausência.

Trata-se de permitir que o amor sobreviva a ela.

Soube, depois, que aquela criança é conhecida pela família como uma menina arco-íris, expressão usada para filhos que chegam depois de perdas gestacionais.

Achei impossível não enxergar aí um símbolo.

Sua própria existência já havia nascido carregando a marca da esperança.

Agora, diante de outra perda, ela volta a nos ensinar que a vida continua encontrando caminhos para florescer.

Também quero registrar minha admiração pela sensibilidade da jornalista Bianka Carvalho.

Quando confessou que sua vontade era apenas abraçar aquela criança, deixou de ser apenas a repórter diante da câmera. Tornou-se expressão de algo profundamente humano: a capacidade de reconhecer a dor do outro sem perder a ternura.

Há momentos em que o jornalismo ultrapassa a informação.

Ele acolhe.

Ele humaniza.

Ele nos lembra que agir com gentileza, oferecer presença e permitir que o amor atravesse nossas atitudes talvez seja uma das formas mais concretas de tornar Deus visível entre nós.

Ninguém fala de como é difícil estar quebrado por dentro e, ainda assim, precisar continuar funcionando.

Aquela menina, sem saber, falou por milhares de filhas e filhos que carregam essa saudade silenciosa.

Nenhum de nós poderia devolver-lhe o abraço que ela tanto deseja.

Quem já perdeu a mãe sabe que há abraços que continuam sendo procurados mesmo quando a vida segue em frente.

Há saudades que não pedem explicação. Apenas permanecem...

Mas, por alguns instantes, Antonela conseguiu oferecer ao Brasil inteiro algo igualmente precioso.

Essa foi, para mim, a maior reportagem daquele dia.

Não a da festa.

Não a da procissão.

Mas a de uma menina que, em poucas palavras, lembrou ao Brasil inteiro uma verdade que costumamos esquecer: o amor não termina quando a presença física acaba.

Às vezes, ele apenas muda de forma.

E continua vivendo onde sempre viveu: na memória, no afeto e no abraço que seguimos procurando, mesmo quando já não podemos mais tocá-lo.

Mariângela Borba é jornalista (DRT-PE 4095), especialista em Cultura Pernambucana, produtora cultural, pesquisadora da palavra como território de poder e autora da coluna #SendoProsperidade. 🌻


🎭 O Teatro de Bonecos que Ecoa a Voz de Nossos Ancestrais Quilombolas


✨ Uma jornada de treze meses de imersão e salvaguarda cultural acaba de desabuar em um mar de orgulho e representatividade na Zona da Mata de Pernambuco. O projeto coordenado pelo Ponto de Cultura e Memória Fórum Permanente de Cultura SBS-Engenho de Arte mobilizou trinta dedicados integrantes para pesquisar, estruturar e dar vida às mais ricas Narrativas Quilombolas da região. A partir de profundas investigações documentais e da escuta sensível de relatos orais, lendas africanas foram transmutadas em potente literatura dramática para o tradicional teatro de bonecos.

🧵 O minucioso processo de criação envolveu quatro etapas pedagógicas integradas, que uniram a valorização dos saberes ancestrais às urgências ecológicas do mundo contemporâneo. Nas oficinas práticas de confecção, materiais reciclados recolhidos pela própria comunidade foram transformados em expressivos personagens de mamulengo pelas mãos de novos artesãos locais. Sob a mentoria técnica de mestres bonequeiros, o elenco superou o desafio complexo de dominar a manipulação cênica e estruturar a montagem completa de cinco espetáculos inéditos para o público.

🎨 O ápice dessa caminhada ganha as ruas agora com a Mostra de Mamulengo de São Benedito do Sul, oferecendo uma grade diversa de espetáculos gratuitos focados na equidade social. As produções "A Fada das Águas Sagradas", "A Criação do Mundo", "A Noiva da Cacimba", "A Árvore Encantada" e "A Princesa Africana" compõem a programação artística de apresentações descentralizadas. O circuito cultural foi planejado detalhadamente para democratizar o acesso e envolver ativamente estudantes, afro-brasileiros, agentes culturais, artistas locais e a população de baixa renda.

📸 Foto: Marcello Nascimento

🛠️ SERVIÇO
 * Evento: Mostra de Mamulengo de São Benedito do Sul – Narrativas Quilombolas na Cultura Popular
 * Período do Projeto: Junho de 2025 a Agosto de 2026 (Fase de apresentações em Agosto de 2026)
 * Locais das Apresentações:
   * Interior de Escolas Públicas do município;
   * Corredor Cultural (6 apresentações);
   * Teatro Carmelita Pereira / Ponto de Cultura e Cineclube SBS Engenho de Arte (6 apresentações);
   * Biblioteca Comunitária Lica Pereira (6 apresentações);
   * Palácio das Artes (2 apresentações);
   * Centro Cultural Quitéria Medeiros (2 apresentações);
   * Praças Públicas da cidade (2 apresentações).
 * Entrada: Gratuita e aberta ao público geral.
 * Realização: Ponto de Cultura e Memória Fórum Permanente de Cultura SBS - Engenho de Arte.
 * Incentivo: Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco.