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domingo, 23 de agosto de 2026

🎤 A poesia que virou voz: Arthur Vinih e a força da música preta mineira

 


📝 Desde criança, Arthur Vinih descobriu na poesia uma porta para o mundo da música. Em Ponte Nova, Minas Gerais, ele transformava versos em melodias enquanto sonhava com o Festival da Canção Estudantil, evento que marcou sua entrada na vida artística. A vitória em 2004 foi o impulso que o levou a explorar novos caminhos sonoros, passando do pop rock à música preta brasileira, ao rap, ao samba e à MPB. Essa trajetória, sempre em movimento, revela um artista que não teme a transformação e que encontra na capoeira uma raiz profunda para sua musicalidade.

🎵 A música mineira moldou sua identidade de forma decisiva. Mestres locais como Jacaré e José Carlos Daniel lhe apresentaram harmonias que mais tarde se conectariam ao legado de João Bosco, Clube da Esquina e Nelson Angelo — com quem Vinih viria a gravar. Essa fusão entre tradição mineira e ancestralidade negra se tornou marca registrada de sua obra, presente em canções como Eu Sou Negão e Pele Preta, que ecoam vivências pessoais e coletivas.

🌍 A capoeira, presente em sua vida desde a infância, atravessa sua forma de cantar, tocar e compor. A literatura negra também se tornou fonte essencial: Abdias Nascimento, Carolina Maria de Jesus e Djamila Ribeiro ajudaram a aprofundar temas que já surgiam intuitivamente em suas letras. A estética, o cabelo, o corpo e a identidade negra são elementos que Vinih transforma em música, sempre com cuidado e responsabilidade.

🔥 O lançamento de Eu Sou Negão marcou uma virada. A canção viralizou, conectou o artista ao movimento negro em todo o país e ampliou sua responsabilidade social. Desde então, Vinih passou a estudar mais profundamente questões raciais e a participar de debates, palestras e ações educativas, usando a música como ponte para temas muitas vezes considerados espinhosos.

🏫 Como professor, Vinih encontra na sala de aula um espaço de troca que alimenta sua criação. Histórias de alunos, como a de Sibeli Lima — com quem lançou a música Quem Eu Sou — transformam-se em inspiração e reforçam seu compromisso com a juventude. Em escolas e universidades, ele conecta música, identidade e cidadania, criando diálogos que fortalecem autoestima e consciência racial.


🎤 ENTREVISTA COMPLETA

Evolução artística — Como você enxerga a transformação do seu estilo musical desde os primeiros trabalhos até as produções mais recentes?

Quando criança eu tinha um interesse muito grande por poesia. Então eu lembro que quando eu comecei, bem cedo assim, com 10, 11 anos, quando eu comece a ter interesse por música, eu queria transformar essas poesias que eu já tinha em música. E tinha um festival muito forte aqui na região, onde eu moro, Ponte Nova, Minas Gerais, Um festival chamado Festival da Canção Estudantil. Eu tinha muito interesse em participar desse festival.

E foi aí que eu comecei a compor pra participar desse festival. Em 2004, eu consegui ficar em primeiro lugar nesse festival junto com alguns amigos, e isso me motivou ainda mais. E desde então, eu comecei perceber algumas influências dentro da minha música. Eu comecei muito influenciado pelo pop rock dos anos 80, e 90, então eu tinha uma banda chamada Primatas, a gente criava algumas músicas dentro desse contexto de pop rock, depois eu comecei a ser influenciado também pela música negra brasileira, música preta brasileira, pelo rap e pela música popular, pela MPB, então a música preta brasileira é muito ampla, pelo samba, então eu senti necessidade de experimentar outras coisas além ali do pop rock e aí a minha música começou a ter essas transformações e depois de muito tempo eu percebi o quanto que a capoeira que veio antes da música, eu faço capoeira desde criança, né? Quanto a capoeira influenciou a minha forma de compor, né? Depois mais consciente assim, né? Musicalmente, influenciou a minha forma de cantar, o meu jeito de tocar violão e foi aí que eu comecei a ir mais pro lado da música negra.

Então eu tenho discos e singles lançados com músicas bem diferentes umas das outras. E ainda estou nesse processo de transformação. Acho que o mais legal é essa busca.

Influências mineiras — De que forma a cena musical de Minas Gerais moldou sua identidade sonora e suas escolhas estéticas?

Então, a música mineira, com certeza, molda a minha forma de pensar música, a forma de harmonizar melodia e tem muito da ancestralidade também, que vem também da música mineira, com o gado, por exemplo, uma outra grande influência que eu tive, uma banda que tinha uma berimbau, E depois, através de um grande produtor aqui também da região, chamado Thomas Medeiros, eu tive o prazer de gravar também com o Mestre Nego Artivo, que é o líder dessa banda, Berimbau, que é uma banda mineira também, que juntava essa questão de sonoridade, do berimbau, da capoeira, com gado, com black music e tal. Então isso também eu ouvia muito Berimbau, E aí eu tive essa sorte de encontrar essa galera para poder trabalhar também e ter ainda mais influência. E aí a gente vai caminhando, isso também abriu muito a minha visão para estudar sobre questões raciais também e colocar isso nas minhas letras. Então, além da influência no som, eu também peguei diversas influências também da literatura, para poder trazer pensadores negros para as minhas letras, para a minha forma de escrever.

Eu tive contato com a música mineira através de grandes mestres aqui da minha região, que é o Jacaré e o José Carlos Daniel. Então eu aprendi muito com esses dois sobre harmonia e desde cedo eu já me interessei pelo jeito que os grandes artistas mineiros harmonizam as músicas. Então eu me apaixonei por essa forma de tocar. Aí eu conheci artistas como João Bosco através deles, conheci artistas como Miro Trancimento, a galera do Clube da Esquina, Nelson Angel, e depois eu tive o prazer ainda de trabalhar com artistas, com alguns desses artistas em estúdio, como o Nelson Angel, eu gravei uma música dele chamada Tiro Cruzado com a participação dele na guitarra, foi um aprendizado muito grande, também Gravei com Chico Amaral, que é um grande nome também da música mineira, letrista da banda Skank, e tem projetos incríveis dentro do jazz, músicas autorais, enfim, foi uma experiência muito grande. O Enéas Xavier, que também está dentro desse contexto da música mineira já trabalhou, além dos seus trabalhos autorais, trabalhou com artistas como Flávio Venturini, Ivan Berli, então a música mineira foi me influenciando desde muito cedo e depois, mais maduro, eu tive ainda essa experiência de trabalhar também em estúdio, porque até então eu conhecia através desses grandes artistas aqui da minha cidade, mas por experiência em palco. Então, tive esses dois lados que acabaram influenciando muito a minha forma de compor. E nessa, eu coloquei um pouco da minha influência também, da minha ancestralidade negra, que vem lá da capoeira, a forma de tocar. E juntei isso em algumas obras como Eu Sou Negão, como Pela e Preta, que são obras que são mais conhecidas minhas.

Ancestralidade na música — Como a ancestralidade africana se manifesta nas suas composições, arranjos e performances?

Então essas influências pré-escrita como Abdias Nascimento, Carolina de Jesus, fiquei encantado pelo livro Quarto de Despejo, por exemplo. E a questão estética, aquela série de livros que a Djamila Ribeiro organiza, Feminismos Plurais, ali eu conheci vários autores negros também que falavam sobre essa questão estética e tal, e isso tudo me motivou ainda mais a escrever sobre, falar sobre nas minhas obras. Coisa que eu já fazia até antes de ter contato essa galera negra, pensadores negros e tal, fazia de forma empírica mesmo ali, né? Falava um pouco sobre a minha experiência. A música, por exemplo, Eu Sou Negão, ela fala sobre a questão estética do cabelo, coisas que eu já passei e que diversas pessoas negras também passaram. E aí eu trago, né? Isso para as minhas músicas.

Ativismo racial — Em que momento você percebeu que sua música poderia se tornar ferramenta de luta contra o racismo e de afirmação da identidade negra?

Sobre ativismo racial, a música me levou pra esses lugares, né? Quando eu lembro, quando eu lancei a música Eu Sou Negão, eu comecei a ter uma responsabilidade maior pra poder falar sobre essas questões, questões raciais. Porque em toda entrevista a galera perguntava, e isso foi muito importante pra mim, porque através dali Eu conheci muita gente. A música Eu Sou Negão, ela me conectou com gente do movimento negro, assim, no Brasil inteiro e até fora do país, porque ela viralizou, né? Ela viralizou em 2016. Então, tem mais de... Tem milhões de acessos. De visualizações, né? Essa música. E tivesse as páginas grandes, compartilhar e tal. E aquilo eu achei muito legal porque eu já tinha essa... Eu já sentia essa necessidade de falar sobre essas questões nas músicas e aí isso aflorou ainda mais.

Responsabilidade social — Como você equilibra a responsabilidade de ser uma voz ativa em temas sociais com a liberdade artística?

Eu acho que a obra tá totalmente ligada ao artista, né? Então, eu... Muitas vezes eu não separo muito o artista do cara que ali é ativista, talvez um artivista. Então eu não costumo muito separar as minhas músicas das pessoas que me conhecem, né? Que através da minha obra, ali ela já vai entender a minha mensagem, a mensagem que eu quero passar com a minha obra. Ainda mais sendo letrista e também compositor, eu faço a harmonia, a melodia e também a mensagem está direta ali na letra. Então... Sobretudo quando a gente fala sobre questões raciais, sobre questão social, a gente tem que sempre ter um cuidado muito grande, então eu sempre busco muitas referências para poder falar sobre esses temas e além da minha própria vivência.

Recepção do público — Como o público reage às suas músicas de teor social e quais transformações você já testemunhou através delas?

E eu vejo a recepção do público como positiva, né? É claro que a gente sempre tem muitos... Na internet você tem os haters, no dia a dia você também tem aqueles ali que não vão gostar do seu trabalho, não vão assimilar aquilo ali que você tá falando, ou vai ter dificuldade, ou vai criticar, vai entrar naquela que a gente já conhece muito bem e falar que é vitimismo, que é mimimi e tal. Mas eu acho que é parte do processo e o que eu penso é que a gente não pode deixar essas vozes influenciar a forma da gente compor, a forma da gente expressar ali a nossa arte.

Educação e música — De que forma sua experiência como professor influencia sua maneira de compor, cantar e se posicionar artisticamente?

Olha, a influência da educação musical na minha forma de compor, ela é gigante. Eu vou mencionar aqui, então, até o último trabalho que eu lancei com uma ex-aluna chamada Sibeli Lima, e fica a dica aqui pra galera já pesquisar. Você joga lá no YouTube, Sibeli Lima e Arthur Vini já vai ver esse trabalho. Eu dei uma palestra numa escola aqui chamada IFMG. Federal, né? E aí, essa ex-aluna, eu abri a palestra pra participação e essa ex-aluna, ela deu um depoimento falando sobre o quanto a música foi importante na vida dela e aí ela também se entendendo ali que muitas vezes ela passou por situações racistas e muitas vezes ela não assimilava e tal, e ela tinha assim por muitas vezes dificuldade ali com questão de autoestima e eu fiz uma música como se fosse ela cantando assim ela é uma aluna que eu tenho um carinho muito grande comecei a trabalhar com ela muito ela era muito novinha e agora tá crescendo assim na música já fez altos clipes eu acho que é isso né essas trocas elas são importantes também para o professor pra você, por muitas vezes, você se conecta ali com o aluno e troca a experiência e aquilo acaba influenciando ali a sua forma de compor. Aquilo te inspira a escrever. Então, eu acho importantíssima, sim, é importantíssima essa conexão com a nossa galera.

Impacto nas escolas — Quais foram os momentos mais marcantes das suas palestras e ações educativas em escolas, especialmente sobre identidade e cidadania?

Então, a partir dali, de Eu Sou Negão, eu começo a falar mais sobre e estudar sobre também. E aí eu tive o prazer também até de trabalhar com palestras sobre questões raciais. Dei palestra na UFV, que é uma universidade de uma cidade que é ao lado da minha cidade, eu moro em Ponte Nova. Universidade Federal de Viçosa. Fui convidado para dar uma palestra lá. Dei palestra na Uni Viçosa, aqui na minha cidade. Dei palestra na Universidade Dinâmica, que também é bem conhecida aqui na região. Dei diversas palestras em escolas públicas, aqui de Ponte Nova e região, sobre questões raciais e fazendo essa ligação entre música e questão racial. Então, eu tocava... Toco uma música, por exemplo, que fala sobre a questão da estética, E falo sobre o tema, toco uma música que fala sobre apropriação cultural, por exemplo, e falo sobre o tema. Então, fica uma palestra assim, né? Mas com uma conexão com a juventude ali, através da música, né? Eu utilizo a música como ponte pra poder trocar uma ideia sobre temas que muitas vezes são espinhosos, assim.

📌 Serviço

Artista: Arthur Vinih
Cidade: Ponte Nova (MG)
Último lançamento: Quem Eu Sou — parceria com Sibeli Lima
Onde ouvir: YouTube, redes sociais e plataformas de streaming
Contato para palestras e shows: Instagram @arthurvinih



🟣 Pontes que atravessam continentes: Genebra lança ao mundo o Fórum Internacional SABE 2026



🟠 O mês de setembro de 2026 será marcado por um movimento global dedicado à saúde, ao autocuidado e ao bem-estar, irradiado diretamente de Genebra para diversos países. Idealizado pela CEO Linia Brandt e promovido pela RBCE Network, o Fórum Internacional SABE 2026 nasce com a missão de unir ciência, prática e comunidade em um encontro que ultrapassa fronteiras. A proposta central é criar pontes entre saberes, fortalecendo a inclusão, a longevidade e a qualidade de vida em escala internacional.

🟡 Durante todo o mês, o evento organiza sua programação em seis grandes eixos — Conexão, Ciência, Inovação, Autocuidado, Bem-Estar e Longevidade — além de quatro trilhas de participação que permitem ao público construir seu próprio percurso: Aprender, Cuidar, Conectar e Viver. A estrutura foi pensada para acolher desde pesquisadores e profissionais de saúde até cidadãos interessados em práticas de cuidado cotidiano, ampliando o alcance e a diversidade das experiências.

🟢 As atividades acontecem em formato híbrido, com transmissões ao vivo pelo YouTube e Instagram, em português, francês e espanhol, garantindo acesso a participantes do Brasil, da Europa e de outros continentes. A proposta é democratizar o conhecimento e estimular a troca entre diferentes culturas, fortalecendo a cooperação internacional em torno de temas essenciais para o futuro da saúde global.

🔵 Um chamado especial é direcionado aos profissionais de saúde do Brasil, que ganham espaço próprio na programação. Médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, farmacêuticos, dentistas, biomédicos, educadores físicos, assistentes sociais e profissionais de terapias integrativas são convidados a apresentar trabalhos, integrar painéis, publicar artigos e ampliar sua rede de contatos na Europa. Com a grade prestes a ser fechada, restam poucas vagas para palestrantes, painelistas e autores.

🟣 A idealizadora Linia Brandt concede hoje entrevista exclusiva ao blog Tais Paranhos, trazendo detalhes sobre a construção do fórum e sua visão para o futuro da saúde e do bem-estar. O encontro promete ser um marco para quem busca integrar conhecimento científico, práticas de cuidado e participação comunitária em um mesmo ambiente de troca e inovação.

📸 Fotos: Divulgação 

SERVIÇO — Fórum Internacional SABE 2026
Evento: Fórum Internacional SABE 2026 · Saúde, Autocuidado e Bem-Estar  
Realização: RBCE Network · Revista Brasil Conexão Europa · Grupo ELB Network  
Contato para imprensa: info@forumsabe.ch  
Instagram: @foruminternacionalsabe

Entrevista Linia Brandt 


Como você enxerga o papel do SABE 2026 na construção de uma nova cultura global de cuidado, especialmente em um momento em que diferentes países enfrentam desafios tão distintos em saúde, inclusão e longevidade?

Eu não acredito que exista uma resposta única para saúde que sirva ao Brasil, à Suíça e a Moçambique ao mesmo tempo. Os desafios são de fato diferentes: em um lugar falta acesso, em outro sobra informação e falta escuta, em outro a população envelhece mais rápido do que a estrutura consegue acompanhar. O que o SABE propõe não é uniformizar isso. É colocar essas realidades na mesma sala.
Porque acontece uma coisa curiosa quando você aproxima quem trabalha em contextos tão distintos: a solução que nasceu da escassez muitas vezes é mais criativa do que a que nasceu da abundância. E o contrário também é verdadeiro. Cuidado não é um conhecimento que desce de cima para baixo, do país rico para o país pobre. É uma troca.
A nova cultura de cuidado que eu enxergo começa por aí, por reconhecer que todo mundo tem algo a ensinar e algo a aprender. O fórum é o espaço onde essa conversa acontece sem hierarquia.

O lema “Construindo pontes entre saberes” sugere uma integração profunda entre ciência, prática e comunidade. Quais barreiras ainda dificultam essa integração e como o fórum pretende enfrentá-las de forma concreta?

A primeira barreira é a língua, e não me refiro só a português, francês ou espanhol. Refiro-me ao fato de que o pesquisador escreve para outro pesquisador, o profissional fala para o colega de profissão, e o cidadão, que é o destinatário final de tudo isso, quase nunca é considerado interlocutor. A ciência produz conhecimento que não chega. A comunidade acumula experiência que não é ouvida.
A segunda barreira é o tempo. Congressos duram três dias, todo mundo volta para casa e a conexão se perde.
O SABE enfrenta as duas de forma bem concreta. Uma programação distribuída ao longo de setembro, e não concentrada em três dias, o que dá tempo para as ideias amadurecerem entre uma sessão e outra. Palestras e painéis em português, francês e espanhol, para que o alcance não fique restrito a quem já está no circuito. Seis eixos que obrigam ciência, inovação e autocuidado a dividirem o mesmo palco. E quatro trilhas (Aprender, Cuidar, Conectar e Viver) para que cada pessoa entre pela porta que faz sentido para ela, seja ela pesquisadora ou não.

Profissionais de saúde do Brasil recebem um chamado especial nesta edição. Na sua visão, o que diferencia a contribuição brasileira no cenário internacional e como essa participação pode transformar tanto o Brasil quanto a Europa?
O profissional de saúde brasileiro é formado num país de dimensão continental, com desigualdade enorme e um sistema público que atende centenas de milhões de pessoas. Isso produz uma competência que não se ensina em nenhuma universidade: a capacidade de cuidar bem com pouco, de improvisar sem perder o rigor, de olhar o paciente como pessoa inteira e não como um caso.
Na Europa, há recursos, protocolo e tecnologia. Mas há também uma crise silenciosa de vínculo: profissionais exaustos, atendimentos cronometrados, pacientes que se sentem números. O Brasil tem muito a dizer sobre isso.
E a via inversa é igualmente valiosa. O profissional brasileiro que se aproxima de redes internacionais ganha visibilidade para seu trabalho, acesso a publicação, parceria de pesquisa, mercado. Muitos fazem trabalho de excelência que nunca cruzou a fronteira simplesmente porque ninguém abriu a porta.
O SABE abre essa porta. Não como favor, mas como reconhecimento de que a mesa fica mais rica com essa cadeira ocupada.

O SABE nasce em Genebra, mas se apresenta como um movimento que abraça o mundo. Que impacto você espera que o fórum deixe a longo prazo, não apenas como evento, mas como legado para políticas públicas, práticas de autocuidado e redes de colaboração internacional?

Eu não penso o SABE como evento. Penso como ponto de partida.
Um evento termina e some. O que eu quero construir é uma rede que continue funcionando em outubro, em novembro, no ano seguinte: pessoas que se conheceram aqui e seguem colaborando, artigos que viram pesquisa, parcerias que viram projeto. Genebra é o ponto de origem, não o limite. É uma cidade que abriga organismos internacionais justamente porque aprendeu a ser lugar de encontro entre quem vem de fora. O SABE nasce com essa vocação.
Sobre políticas públicas, sou realista: um fórum não muda uma lei. Mas ele forma quem escreve leis, forma quem pressiona por elas, e produz o material (artigos, registros, evidência) que sustenta uma boa argumentação depois.
E há o legado mais discreto, que talvez seja o que mais me importa: alguém que assiste a uma sessão sobre autocuidado e, naquele dia, decide cuidar de si de outro jeito. Isso não vira estatística. Mas é onde tudo começa.
 
Sobre o Fórum Internacional SABE 2026
Realizado ao longo de setembro de 2026, o SABE (Saúde, Autocuidado e Bem-Estar) é idealizado e coordenado por Linia Brandt e promovido pela Revista Brasil Conexão Europa (RBCE Network), do Grupo ELB Network, com sede em Genebra, na Suíça. Programação, modalidades de participação e contato: forumsabe.ch · info@forumsabe.ch · @foruminternacionalsabe

🎭 Thiago Arancam traz a emoção de "Aquarela do Brasil" ao YouTube


✨ O tenor Thiago Arancam presenteia o público com o lançamento de "Brasil / Aquarela do Brasil" em seu canal oficial. A apresentação integra o projeto "Trilhas Inesquecíveis de Novelas", destacando a força, a emoção e a grandiosidade da música brasileira em um espetáculo inesquecível gravado ao vivo.

🎬 O conteúdo foi captado no Teatro Liberdade, em São Paulo, durante uma noite memorável ocorrida em 25 de abril de 2026. A gravação busca celebrar o rico repertório nacional, transportando o espectador para uma experiência musical que valoriza a cultura e a tradição dos grandes sucessos que marcaram as tramas televisivas.

📱 Para conferir esta performance exclusiva, basta acessar o canal oficial de Thiago Arancam no YouTube a partir do dia 14 de agosto. O artista convida os fãs a se inscreverem, ativarem as notificações e reviverem juntos cada momento deste show emocionante que destaca a potência vocal e o carisma de um dos grandes intérpretes da atualidade.

📸 Foto: Divulgação/Thiago Arancam

Serviço:
 * Evento: Estreia "Brasil / Aquarela do Brasil" (Projeto Trilhas Inesquecíveis de Novelas)
 * Data: 14 de agosto
 * Onde: Canal oficial do Thiago Arancam no YouTube

📰 🌟 Vinícius Coutinho celebra 59 anos de Arte, Força e Gratidão


🎭 🌱  Virginiano de fibra, Vinícius Coutinho celebra neste 23 de agosto mais um capítulo luminoso de sua trajetória. Determinado, lutador e dono de uma sensibilidade artística rara, ele reafirma seu amor pelo palco e pelas câmeras, espaços onde sua alma encontra morada. A cada ano, Vinícius renova a promessa de seguir aprendendo, evoluindo e honrando sua história. Em suas palavras, a gratidão a Deus e o orgulho de ser quem é se tornam protagonistas. Hoje, o ator pernambucano brinda a vida com intensidade e verdade.

🎬 🔥  Aos 59 anos, Vinícius reafirma sua identidade como artista nato, moldado pela força das experiências e pela paixão pela interpretação. Sua jornada é marcada por coragem, persistência e uma entrega que atravessa décadas de dedicação ao teatro e ao cinema. Ele celebra não apenas a idade, mas o caminho percorrido com dignidade e amor próprio. Cada conquista, cada aprendizado, cada cena vivida se transforma em combustível para seguir adiante. Vinícius Coutinho é, acima de tudo, um guerreiro da arte.

🌟 💛  O ator destaca que se ama por inteiro — uma declaração poderosa em tempos de pressa e distração. Sua mensagem ecoa como convite à valorização da própria história, ao reconhecimento das batalhas vencidas e ao acolhimento das que ainda virão. Vinícius celebra a vida com fé, entusiasmo e a certeza de que o melhor sempre pode florescer. Sua presença inspira, sua voz emociona e sua trajetória reafirma o valor da arte como força transformadora. Hoje, ele comemora, agradece e segue brilhando.


📰 Chique é informar: o legado que virou milhões


🌈 O Blog nasceu em 2009 e desde então se consolidou como um espaço dedicado ao jornalismo profissional, construído com cuidado, ritmo próprio e olhar atento às transformações do mundo. Ao longo desses anos, o projeto evoluiu sem perder sua essência: informar com responsabilidade, profundidade e respeito ao leitor. A marca dos milhões de acessos não surgiu por acaso — é fruto de uma trajetória que combina dedicação diária e compromisso com a verdade. Cada pauta, cada entrevista e cada cobertura reforçam esse caminho sólido e coerente.

🌟 O Blog acompanha eventos, personagens e histórias com um olhar que vai além do óbvio, buscando nuances que enriquecem a narrativa jornalística. Essa abordagem permite entregar conteúdo que dialoga diretamente com o público, valorizando a singularidade de cada pauta. A personalização não é apenas um método — é uma assinatura que fortalece a credibilidade construída ao longo dos anos.

💬 Ética e transparência são princípios que sustentam cada publicação. O compromisso com leitores, fontes e assessores de imprensa é parte essencial da identidade do Blog, garantindo relações profissionais pautadas pelo respeito e pela clareza. Em um cenário onde a informação circula em velocidade recorde, manter esses valores é o que assegura confiança e longevidade. O público reconhece e valoriza esse posicionamento, que se reflete diretamente no crescimento contínuo da plataforma.

🚀 A expansão do conteúdo, novos formatos e a ampliação das frentes de atuação mostram que o projeto segue em movimento, atento às demandas contemporâneas e às oportunidades de inovação. O Blog se reinventa sem perder sua essência, mantendo o foco na qualidade editorial e na experiência do leitor. O futuro aponta para mais interação, mais profundidade e mais jornalismo.

🎙️ Frutos do trabalho incluem o Instagram @blogtaisparanhos e o Podcast Taís Paranhos, que ampliam o alcance das narrativas e fortalecem a presença multiplataforma. Esses desdobramentos mostram que o conteúdo ultrapassa o formato tradicional e se adapta às novas formas de consumo de informação. Cada canal complementa o outro, criando uma rede integrada que aproxima ainda mais o público e diversifica a experiência jornalística.

Informações de Serviço
- 📌 Blog Taís Paranhos — Jornalismo Profissional  
- 📅 Ativo desde 2009  
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- 🎧 Podcast: Taís Paranhos

#SendoProsperidade com Mariângela Borba

🌻 #SendoProsperidade

O diploma, a palavra e a responsabilidade

Por Mariângela Borba

Em 1999, concluí o Magistério no Colégio de São José. Foi também o ano em que prestei meu primeiro vestibular. Ingressei em Letras e, paralelamente, fazia meu Teachers Training Course, além dos estágios. Anos depois, em 2006, concluí Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, na Universidade Católica de Pernambuco, pioneira na formação em Jornalismo no Estado, desde 1961.

Não cheguei ao Jornalismo por uma linha reta.

Cheguei pela educação, pela literatura, pelo ensino, pela leitura, pela prática e por uma curiosidade que nunca aprendeu a ficar quieta.

E continuo aprendendo.

Minha formação também passou pela especialização em Cultura Pernambucana, realizada quando eu atuava no Ministério da Cultura e integrava o Conselho de Cultura do Recife como representante dos produtores culturais.

Passei por redação, rádio, produção, edição, assessoria de comunicação, gestão pública e comunicação institucional. Trabalhei no Tribunal de Contas de Pernambuco, no Ministério da Cultura e em diferentes frentes da comunicação. Já exerci, inclusive, uma função que hoje parece quase arqueológica: a de copidesque.

Reviso textos. Escrevo. Edito. Produzo. Investigo. Faço comunicação.

E, paralelamente, estudo Psicanálise.

Freud, Lacan, Jung, Winnicott e tantos outros me ajudam a compreender uma coisa que o Jornalismo sempre soube, ainda que nem sempre consiga praticar: a palavra nunca é neutra.

Ela produz sentidos.

Constrói imagens.

Organiza narrativas.

Pode iluminar.

Mas também pode manipular.

Talvez seja justamente por isso que o debate sobre a volta do diploma de Jornalismo tenha me provocado tanto.

Em 1969, durante a ditadura militar, o Decreto-Lei nº 972 tornou obrigatório o diploma e o registro profissional para o exercício do Jornalismo.

Em 2009, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a exigência do diploma era incompatível com a liberdade de expressão e com a livre manifestação do pensamento. O diploma não voltou.

Mas, dezessete anos depois, a pergunta voltou.

Durante uma sessão do STF, em 18 de agosto, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes defenderam a possibilidade de rediscutir aquela decisão. As declarações ocorreram poucos dias depois de uma operação determinada por Moraes atingir a fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, episódio que provocou críticas e questionamentos sobre os limites da proteção constitucional ao sigilo da fonte.

Dias depois, o artigo do filósofo, professor e colunista do O Globo Pablo Ortellado trouxe justamente o título “Sigilo de fonte está ameaçado”.

Não é pouca coisa.

Porque estamos falando de uma das garantias mais importantes do exercício jornalístico.

E então aparece a velha pergunta:

Diploma para quê?

A resposta mais simples seria:

Para nada, se entendermos Jornalismo como sinônimo de “produzir conteúdo”.

Qualquer pessoa deve poder falar.

Criar um blog.

Abrir um canal.

Produzir vídeos.

Escrever nas redes.

Comentar política.

Defender suas ideias.

Discordar de jornalistas.

A liberdade de expressão precisa existir para todos.

Mas produzir conteúdo não é necessariamente fazer Jornalismo.

E talvez tenhamos confundido essas duas coisas.

Eu passei quatro anos na faculdade aprendendo que notícia não é opinião.

Que fonte precisa ser checada.

Que informação precisa de contexto.

Que uma versão não é necessariamente o fato.

Que o contraditório não é um detalhe.

Que uma informação pode destruir reputações.

Que publicar envolve responsabilidade.

Mas também aprendi, com a própria história da profissão, que o Jornalismo brasileiro nasceu muito antes das universidades.

Meu bisavô, Edmundo Celso, jornalista por muitos anos do Diário de Pernambuco, intelectual, grande enxadrista e um dos fundadores da Associação de Imprensa de Pernambuco, pertencia a uma geração em que o exercício do Jornalismo não dependia da formação universitária específica que conhecemos hoje.

Mas sua biblioteca também carrega uma história que minha família nunca esqueceu.

Durante a ditadura militar, quando militares realizavam buscas em nossa casa, minha bisavó Julieta precisava esconder — e, em algumas ocasiões, destruir — parte daquele acervo. Naquele período de repressão, livros, revistas e outros materiais considerados subversivos podiam despertar a atenção dos órgãos de vigilância e repressão.

Minha mãe contava que ela e minha tia, ainda pequeninas, eram mandadas para dentro de casa enquanto minha bisavó fazia um buraco no quintal, colocava livros e revistas e os queimava.

Entre eles estavam revistas russas que pertenciam ao meu bisavô.

É difícil imaginar hoje uma família queimando livros no próprio quintal para evitar que eles fossem encontrados pelo Estado.

Mas foi assim que minha família aprendeu, de maneira muito concreta, que o poder também pode ter medo daquilo que as pessoas leem.

E talvez seja por isso que, quando falamos em liberdade de imprensa, liberdade de expressão e circulação de informação, eu não consiga tratar essas palavras como conceitos abstratos.

Na minha família, elas tiveram consequências reais.

Livros foram escondidos.

Revistas foram queimadas.

Memórias precisaram ser protegidas.

E, paradoxalmente, aquilo que se tentou destruir continuou sendo transmitido.

Meu bisavô lia muito. Muitos dos livros que restaram ainda estão comigo. Entre eles, volumes da coleção de ouro de Monteiro Lobato, infantil e juvenil, em capa dura, e um exemplar de Don Quijote de La Mancha, no espanhol em que a obra foi originalmente publicada.

Ele nasceu em 1901.

Era de uma geração para a qual a formação intelectual acontecia por caminhos muito diferentes dos atuais.

E ele lia.

Muito.

Não só livros, mas os jornais diários. A leitura era apenas parte daquele universo.

Meu bisavô convivia com intelectuais e artistas como João Cabral de Melo Neto, Ascenso Ferreira, Manuel Bandeira, Mauro Mota, Joaquim Cardozo e Vicente do Rego Monteiro.

Minha mãe contava que muitos deles almoçavam na casa da família.

E adoravam a comida preparada pela minha bisavó, Julieta Santiago, a quem meu bisavô chamava carinhosamente de Júlia.

A história da imprensa também é feita de mesas.

De conversas.

De livros.

De arte.

De encontros.

De divergências.

De repertório.

Talvez seja difícil imaginar hoje, mas aquela formação intelectual também acontecia na circulação entre diferentes saberes e pessoas.

Vicente do Rego Monteiro, por exemplo, percebeu em minha mãe uma vocação para as artes e a incentivou a estudar na Escola de Belas Artes de Pernambuco (UFPE). Ele próprio teve uma formação artística profundamente ligada a Paris e ao ambiente modernista europeu.

Minha mãe contava uma história curiosa: Vicente tinha o hábito de andar com pão francês embrulhado num papel de pão e guardado no bolso do paletó, costume que teria trazido de sua longa vivência em Paris.

São pequenas histórias familiares.

Mas elas me fazem pensar que repertório não se fabrica apenas dentro de uma sala de aula.

E essa tradição de encontros também atravessou gerações.

Minha avó, Cármen, costumava oferecer almoços dominicais em sua casa. Ela não cozinhava, mas contava com Luzia, que aprendeu a arte culinária com a minha bisavó. Foi assim que, desde pequena, convivi com pessoas de universos muito diferentes — de Luiz Gonzaga a Vanda e Renato Phaelante, passando pelo padre Guedes — e até assisti a missas em latim —, chegando a Marco Maciel, também amigo de juventude de vovó desde os tempos da Casa do Estudante de Pernambuco, instituição da qual ela chegou a ser presidente.

Eu cresci nesse ambiente.

Entre livros, política, cultura, Jornalismo, arte, comida, conversa e gente.

Talvez por isso eu desconfie tanto das tentativas de reduzir formação a um pedaço de papel.

Mas também desconfio da ideia oposta: a de que experiência, sozinha, substitui formação.

Não substitui.

Diploma e formação intelectual não são a mesma coisa.

Mas também não são coisas opostas.

O diploma não transforma ninguém automaticamente em bom jornalista.

Não impede erro.

Não impede má-fé.

Não impede interesses econômicos.

Não impede manipulação.

Mas uma formação específica oferece instrumentos técnicos, teóricos e éticos para exercer uma atividade que lida diariamente com algo extremamente poderoso:

a informação pública.

Apuração.

Checagem.

Investigação.

Contexto.

Ética.

Responsabilidade.

Interesse público.

Tudo isso importa.

E importa ainda mais quando a informação passou a circular na velocidade de um clique.

Talvez seja por isso que a discussão não possa ser reduzida a “diploma sim” ou “diploma não”.

Até porque existe uma questão que raramente aparece com a mesma força:

quem já exerce a profissão de forma séria há décadas faz o quê?

É perfeitamente possível pensar em regras de transição que reconheçam a experiência profissional de quem já está no mercado, sem transformar a ausência do diploma em uma autorização eterna para que qualquer pessoa se apresente como jornalista.

Aliás, esse debate já mostrou que há alternativas.

Outras profissões encontraram formas de reconhecer experiência, regulamentar o exercício e proteger tanto os profissionais quanto a sociedade.

A questão, portanto, não deveria ser criar uma barreira artificial.

Deveria ser estabelecer critérios democráticos, transparentes e responsáveis.

E aqui aparece outro problema.

Hoje, um único profissional pode ser contratado para apurar, entrevistar, fotografar, filmar, editar, escrever, apresentar, dirigir e publicar uma reportagem.

Chamamos isso de multimídia.

Às vezes, é inovação.

Outras vezes, é apenas precarização com nome bonito.

A tecnologia pode ampliar a capacidade do jornalista.

Mas também pode ser usada para barateá-lo.

E é aqui que a discussão sobre saúde mental e trabalho, que eu pretendia trazer para esta edição, não desaparece.

Ela apenas muda de lugar.

Porque que tipo de comunicação estamos construindo quando esperamos que uma única pessoa faça o trabalho que antes envolvia vários profissionais?

Até onde vai a multifuncionalidade?

Onde começa a exploração?

Quanto custa, para o trabalhador, essa disponibilidade permanente?

Esgotamento, sobrecarga e Burnout não são apenas problemas individuais. Também podem ser sintomas de ambientes de trabalho que transformam produtividade em valor absoluto.

A própria discussão contemporânea sobre saúde e trabalho — inclusive a que envolve a atualização da NR-1 — nos obriga a olhar para os riscos psicossociais do trabalho. A Organização Mundial da Saúde reconhece o Burnout, na CID-11, como um fenômeno ocupacional associado ao estresse crônico no trabalho que não foi administrado com sucesso.

Ora, quanto de humanidade estamos exigindo que o indivíduo sacrifique para produzir?

E então chegamos à Inteligência Artificial.

Agora podemos produzir, em segundos, textos, imagens, vídeos e vozes que parecem informação.

Mas parecer informação não é ser Jornalismo.

A IA pode ajudar a pesquisar, organizar, comparar, revisar, produzir e ampliar capacidades.

Mas ela não substitui o compromisso de verificar.

Não assume responsabilidade ética.

Não entrevista uma fonte no lugar do repórter.

Não responde juridicamente pela informação publicada.

E, principalmente, não deveria substituir o pensamento crítico de quem assina aquilo que chega ao público.

Reviso textos há anos, desde um tempo nem tão longínquo assim em que ainda não tínhamos Inteligência Artificial generativa para nos dizer se uma vírgula estava no lugar certo.

Havia leitura.

Conhecimento.

Repertório.

Olho humano.

E responsabilidade.

Não significa que devamos rejeitar a tecnologia.

Muito pelo contrário.

Significa saber utilizá-la sem terceirizar a própria inteligência.

Talvez seja justamente isso que esteja faltando em boa parte do debate.

Não estamos discutindo apenas o diploma.

Estamos discutindo quem tem legitimidade para produzir informação pública e sob quais condições.

E essa discussão passa também pela existência de mecanismos de responsabilização profissional.

Eu mesma participei da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação, em Pernambuco.

Porque defender a liberdade de expressão nunca significou defender a ausência de responsabilidade.

Liberdade de imprensa não é licença para qualquer coisa.

Mas responsabilidade também não pode se transformar em instrumento de controle sobre a imprensa.

O artigo de Pablo Ortellado publicado esta semana em O Globo é importante justamente porque recoloca no centro uma garantia fundamental: o sigilo da fonte.

E o texto do jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto, publicado nesta semana, também entra nesse debate ao defender a necessidade de distinguir profissionais de pessoas que simplesmente se apropriam do nome do Jornalismo sem compromisso com seus princípios.

São discussões diferentes.

Mas se encontram no mesmo ponto:

o Jornalismo precisa ser protegido sem que a liberdade de expressão seja sufocada.

Talvez o diploma seja apenas uma parte dessa equação.

Talvez precisemos também discutir regulamentação, conselho profissional, responsabilidade, condições de trabalho, formação continuada, ética, remuneração e proteção das prerrogativas jornalísticas.

Porque não adianta devolver o canudo e manter o profissional sem direitos, sem estrutura, sobrecarregado, precarizado e obrigado a produzir dez funções pelo preço de uma.

Isso não é valorização.

É apenas trocar a embalagem.

Meu bisavô pertenceu a uma geração em que o Jornalismo era exercido em outro mundo, com outras ferramentas, outras redações e outras formas de circulação da informação.

Eu escrevo em outro tempo.

Entre nós, há quase um século de transformações tecnológicas, políticas, culturais e profissionais.

O Jornalismo mudou.

As ferramentas mudaram.

As redações mudaram.

O mercado mudou.

A linguagem mudou.

A tecnologia mudou.

Agora temos Inteligência Artificial.

Mas uma coisa continua exatamente no centro de tudo:

a palavra.

E a palavra pública tem consequências.

Por isso, talvez a pergunta não seja apenas:

Diploma sim ou não?

Talvez precisemos perguntar:

Quem produz informação?

Com que formação?

Em quais condições?

Sob quais responsabilidades?

E a serviço de quem?

Porque o problema não começou quando alguém ganhou um celular.

E também não será resolvido simplesmente entregando um canudo a quem hoje não o possui.

O desafio é maior.

É reconstruir a ideia de que informação é responsabilidade social — e não apenas produto, audiência, influência ou algoritmo.

O diploma pode voltar.

Pode não voltar.

Mas, pelo menos, o tema voltou à pauta.

E talvez já seja hora de pararmos de procurar justificativas para fingir que a formação profissional não importa.

Porque liberdade de expressão é direito de todos.

Jornalismo é responsabilidade de quem o exerce.

E, no fim, talvez a pergunta mais importante não seja:

quem pode falar?

Mas:

quem está disposto a responder pelo que diz?

🌻

Mariângela Borba é jornalista (DRT-PE 4095), especialista em Cultura Pernambucana, produtora cultural, psicanalista em formação, pesquisadora da palavra como território de poder e autora da coluna #SendoProsperidade.


sábado, 22 de agosto de 2026

🥁 Passos de Fé e Rebeldia: Alto José do Pinho inaugura rota de afroturismo que reinventa os caminhos do Recife


✨ O Recife ganha um novo horizonte turístico que desvia dos roteiros tradicionais de casarios coloniais e pontes para desbravar a potência cultural da periferia. Com estreia marcada para este sábado, a rota de Turismo de Favela "Kizomba das Raízes — Alto José do Pinho: Fé, Terra e Rebeldia" convida viajantes e moradores a uma imersão profunda por ruas, becos e vielas da Zona Norte. A proposta coloca em destaque a ancestralidade, a religiosidade de matriz africana, a efervescência musical e a história viva de uma das comunidades mais emblemáticas da capital pernambucana.

🚶‍♂️ O percurso estende-se por 2,1 quilômetros ao longo de cerca de três horas de caminhada guiada, reunindo 15 paradas repletas de vivências enriquecedoras. Sob a consultoria e condução do artista e guia local Fernando Lopes, o roteiro inclui paradas icônicas como o Mirante do Castanha, a Tribo Tapirapé, o Clube Bom Sucesso e o tradicional Maracatu Estrela Brilhante. Os participantes também visitarão as casas de personalidades culturais do bairro, a exemplo de Canibal, Adilson Ronruna e Zé Brown, além de degustarem sabores afetivos do território como o clássico Caldinho do Bill, picolés e dudus.

👑 A iniciativa parte do Afoxé Ylê de Egbá, reconhecido como Ponto de Cultura e Patrimônio Cultural Imaterial do Recife, em celebração aos seus 40 anos de resistência e arte. A caminhada conecta passado e presente ao percorrer as sedes antiga e atual da agremiação, evidenciando as raízes da música, dança, tradição oral e devoção negra. A experiência culmina no acolhedor Espaço Poeses, onde uma roda de conversa recepciona o público para trocas de saberes e uma comemoração festiva, coroando a vivência de base comunitária e de valorização da economia criativa da favela.

Serviço
 * O quê: Kizomba das Raízes — Alto José do Pinho: Fé, Terra e Rebeldia
 * Quando: Sábado, 22 de agosto de 2026, às 13h
 * Onde: Saída do Sesc Casa Amarela — Av. Norte Miguel Arraes de Alencar, 4490, Mangabeira, Recife
 * Valor: R$ 50 por pessoa
 * Incentivo: Secretaria de Cultura do Recife, Fundação de Cultura Cidade do Recife e Prefeitura do Recife, por meio do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC)

🎬 Teaser oficial do filme "Entre o Bem e o Mal" é lançado hoje e impressiona pelo realismo

 



🎥 Foi divulgado hoje o primeiro teaser oficial do aguardado filme "Entre o Bem e o Mal", revelando uma prévia impactante da produção cinematográfica. O vídeo apresenta uma atmosfera densa e envolvente, antecipando uma trama carregada de suspense policial, drama familiar e fortes denúncias sociais. Com direção e roteiro de Silvana Meira, a realização da Touro Lima Produções destaca-se pelo ritmo eletrizante e pela proposta de provocar reflexões profundas sobre a complexa linha que divide a justiça e a impunidade.

🎞️ O projeto reúne grandes talentos e uma equipe técnica dedicada nos bastidores, com direção de fotografia e montagem de Gustavo Alves, assistência de Ardilis Willi e som de Dih Reivers. A narrativa aborda conflitos intensos e coberturas jornalísticas investigativas, contando com a participação da jornalista e atriz no papel da repórter Dani Alameda. As primeiras imagens liberadas aumentam a expectativa do público para a estreia completa desta instigante obra do cinema independente.

📸 Foto: Gustavo Alves

Serviço

 * Título da obra: Entre o Bem e o Mal

 * Gênero: Drama / Suspense policial

 * Lançamento do Teaser: Hoje

 * Direção e Roteiro: Silvana Meira

 * Produtora: Touro Lima Produções

 * Direção de Fotografia e Montagem: Gustavo Alves

 * Assistente de Fotografia: Ardilis Willi

 * Captação de Som e Poster Design: Dih Reivers

 * Direção de Artes: Silvana Meira e Dagoberto

 * Elenco Principal: Mel Nobrega, Silvana Meira, Josy Gonçalves, Dany Glamour, Pedro Dias


🎭 Tradição na Rede: Casa do Maracatu Transforma a Memória do Baque Solto em Acervo Digital Permanente


🏛️ Uma plataforma inovadora chega ao cenário cultural de Pernambuco para atender a uma reivindicação histórica dos grupos de baque solto da Zona da Mata Norte. Idealizado pelo produtor cultural Salatiel Cícero, o portal Casa do Maracatu surge como um espaço contínuo para documentar, preservar e democratizar o acesso às ricas trajetórias, fotografias e sonoridades dos folguedos populares. Sediado simbolicamente em Nazaré da Mata, a Capital Estadual do Maracatu de Baque Solto, o projeto consolida um patrimônio secular ao longo do ano inteiro.

📸 O acervo digital resulta de uma minuciosa pesquisa documental e trabalho de campo conduzidos diretamente nas sedes das agremiações populares locais. Durante as incursões, a equipe multidisciplinar registrou memórias orais, produziu entrevistas em vídeo, organizou fotografias e resgatou documentos antes dispersos em gavetas e arquivos pessoais. Ao todo, a plataforma já cataloga 12 tradicionais grupos de baque solto e 12 conceituados mestres da região, distribuídos por nove importantes localidades entre as zonas urbanas e rurais.

🌐 Projetado com foco em navegabilidade e inclusão, o ambiente virtual conta com mapas de geolocalização, área institucional, canais diretos de contato e recursos de acessibilidade em Libras. A iniciativa facilita as investigações de pesquisadores, estudantes e escolas, além de disponibilizar um formulário para o cadastramento contínuo de novas agremiações tradicionais. Em fases futuras, o plano é expandir a base de dados para integrar outras linguagens artísticas e expressões da cultura popular de todo o território de Pernambuco.

💼 Além de funcionar como memorial, o portal atua ativamente no ecossistema da economia criativa ao transformar a tradição em vitrine sustentável para os brincantes. A página reúne informações completas para contratação de apresentações, aulas-espetáculo, oficinas, confecção artesanal de adereços e visitas guiadas às sedes das agremiações. Essa dinâmica fomenta a geração de renda descentralizada e fortalece a sobrevivência financeira dos mestres e artífices populares fora do tradicional calendário carnavalesco.

👏 Realizado com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc via Ministério da Cultura, Governo Federal e Governo de Pernambuco através da Secult-PE, o projeto reúne talentos diversos. A equipe técnica conta com coordenação geral e direção fotográfica de Salatiel Cícero, produção executiva de Luizy Silva, audiovisual de Gedson Pontes, design de Giselle Araújo, desenvolvimento de Carlos Nepoziano, registros de Mateu Lopes e tradução de Hewelyn Kimberly. Todo o conteúdo já se encontra disponível para livre consulta pública online.

SERVIÇO

🌀 Entre o Sertão e o Cosmos: Júlio Ferraz acende novos caminhos em Transe Solstício


🌵 No coração do sertão pernambucano, o compositor e multi-instrumentista Júlio Ferraz retorna após três anos de recolhimento e reinvenção sonora com o lançamento de Transe Solstício, seu novo álbum pelo selo Discobertas. A obra nasce do trânsito constante entre Recife e Floresta, atravessada pelo peso do luto e pela necessidade de reconstrução íntima. O disco mergulha na neopsicodelia e no rock alternativo contemporâneo, revelando uma fase criativa marcada pela intensidade e pela recusa a fórmulas nostálgicas. Cada faixa funciona como uma fresta de luz em meio ao silêncio que antecedeu o renascimento artístico do músico.

🔥 O título do álbum sintetiza a fusão entre delírio e suspensão temporal: o transe como estado febril e catarse emocional, e o solstício como ápice da escuridão e ponto de virada para um novo ciclo. A sonoridade elétrica e ácida afasta Júlio das estruturas acústicas anteriores, construindo um universo de timbres sessentistas que dialogam com a psicodelia e a música brasileira. A densidade do álbum se conecta a correntes filosóficas como o niilismo e o ceticismo, tratadas não como vazio, mas como impulso para questionar estruturas e reivindicar autonomia existencial.

🌌 O lirismo do disco bebe da urgência confessional da Beat Generation e da expansão de consciência presente na poesia de Walt Whitman, onde o indivíduo e o mundo colidem em fluxo contínuo. Nesse movimento, o repertório ganha força com releituras de “Rato do Porto”, de Zé Ramalho, e “Fuga da História”, de Bonifrate, revisitadas para celebrar a perenidade da canção brasileira. As versões reforçam o caráter ritualístico do álbum, que transforma dor, silêncio e travessia em matéria sonora pulsante.

🌞 A estética visual acompanha o mesmo impulso cósmico e ancestral. A capa, assinada por Rafael Marques, une a arquitetura do sertão à simbologia Yorubá, criando uma cosmogonia própria. Um sol e um olho central regem o trânsito de almas em busca de transcendência, costurando o terreno ao celestial. A redenção — tema central do trabalho — aparece como soberania sobre a própria experiência, consolidando Transe Solstício como registro da capacidade da arte de transformar dor em beleza.

🌙 Em nota pessoal, Júlio reforça sua caminhada independente, sem equipe de imprensa ou grandes estruturas, movida pela força de amigos e pela convicção de que a arte merece circular. O artista destaca que cada etapa do processo foi feita “na unha”, reafirmando a potência da criação autônoma. O lançamento marca não apenas um retorno, mas uma afirmação de resistência poética e musical, convidando o público a atravessar com ele esse solstício íntimo.

🎶 Uma noite para celebrar a força feminina com Simone no Recife


🌟 A atmosfera cultural do Recife ganha novo brilho com o espetáculo “Que mulher é essa?!”, estrelado por Simone, que desembarca na cidade para uma apresentação única. O encontro promete emocionar o público ao revisitar a trajetória da artista, marcada por interpretações intensas e presença cênica inconfundível. Em meio a um cenário rústico e acolhedor, a proposta é mergulhar na essência feminina através da música e da narrativa artística. A produção reúne parceiros consolidados e reforça o compromisso com a acessibilidade e a diversidade.

🎤 O show acontece no tradicional Teatro Guararapes, espaço que há décadas recebe grandes nomes da música brasileira. A apresentação está marcada para o dia 25 de setembro, uma sexta‑feira que promete movimentar a agenda cultural da capital pernambucana. Com início às 21h, o espetáculo convida o público a vivenciar uma noite de celebração, memória e afeto. A artista, conhecida por sua entrega emocional, deve conduzir uma experiência que mistura nostalgia e contemporaneidade.

✨ A produção destaca ainda o cuidado com cada detalhe, desde a ambientação até a curadoria musical que compõe o repertório. O espetáculo reforça a importância da representatividade feminina na arte e abre espaço para reflexões sobre identidade, força e sensibilidade. A parceria entre Icatu Seguros, daLapa, Art Rec e Estandarte garante estrutura e qualidade ao evento. A expectativa é de casa cheia e de uma plateia pronta para se emocionar.

Serviço
Evento: “Que mulher é essa?!” – Simone  
Data: 25 de setembro (sexta‑feira)  
Horário: 21h  
Local: Teatro Guararapes – Recife/PE  
Ingressos: Disponíveis em cecontickets.com.br  

📝 🌟 Voz que virou memória: Homero Fonseca e o silêncio que ecoa na cultura pernambucana


📚 Homero Fonseca, jornalista e escritor nascido em Bezerros, deixa um vazio profundo na cena cultural ao morrer aos 77 anos. Sua trajetória, marcada por mais de quinze livros e por uma escrita que misturava realismo mágico e memória histórica, permanece viva entre leitores e colegas. Mesmo afastado dos eventos literários por questões de saúde, sua presença seguia pulsando nas obras que atravessam séculos e imaginários. A segunda edição de Jaraguá: O Herói Inzoneiro reacendeu o brilho de sua narrativa, celebrada como metáfora da própria formação do Brasil. Seu legado agora se transforma em referência permanente para quem busca compreender a força literária do Nordeste.

🖋️ A ausência de Homero Fonseca foi sentida ainda mais após o lançamento recente de seu livro, quando não pôde comparecer ao evento que o homenageava. Amigos e admiradores destacam que ele “nasceu para ser escritor”, mesmo tendo encontrado no jornalismo o caminho para sobreviver. Sua escrita, sempre carregada de símbolos, mitos e personagens que atravessam eras, consolidou uma identidade literária singular. A morte do autor encerra um ciclo, mas abre espaço para que sua obra seja revisitada com a profundidade que merece. Pernambuco perde um de seus grandes narradores, mas ganha um nome eterno na literatura brasileira.

📸 Foto: Reprodução Instagram 

📣 UniFavip Wyden mobiliza comunidade em ação solidária pelo Agosto Lilás


🌸 O Centro Universitário UniFavip Wyden vai transformar o dia 27 de agosto em um grande movimento de conscientização e acolhimento no Agosto Lilás, mês dedicado ao combate à violência contra a mulher. A iniciativa, organizada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) em parceria com Gente & Gestão, reunirá representantes da Secretaria da Mulher de Caruaru, Delegacia da Mulher e Patrulha de Combate à Violência contra a Mulher, fortalecendo o diálogo sobre proteção, direitos e enfrentamento às agressões. A proposta busca envolver toda a comunidade acadêmica em ações educativas e de mobilização social.

💜 Além das atividades informativas, o UniFavip Wyden promove uma Ação Solidária para arrecadar kits de higiene destinados às mulheres atendidas pelo Centro de Referência da Mulher de Caruaru. Entre os itens solicitados estão sabonete líquido transparente, shampoo transparente, condicionador, algodão, pente, creme dental, escova de dentes, prestobarba e desodorante roll-on. As doações podem ser entregues nos pontos de coleta distribuídos pela instituição: Sala dos Professores, setor de Gente & Gestão e Entrada do Bloco A.

🤝 O “Dia D” da campanha será marcado pela entrega oficial das arrecadações no Auditório do UniFavip, reforçando o compromisso da instituição com ações que unem educação, solidariedade e responsabilidade social. A iniciativa também fortalece a parceria entre o UniFavip e a Secretaria da Mulher de Caruaru, abrindo caminho para novas atividades que envolvam estudantes e comunidade em prol da proteção e valorização das mulheres. O gesto solidário pretende impactar diretamente quem mais precisa de apoio.

📌 Serviço
Ação Solidária – Agosto Lilás UniFavip Wyden  
📅 27 de agosto  
📍 Auditório do UniFavip Wyden – Caruaru  
🎁 Doações: sabonete líquido transparente, shampoo transparente, condicionador, algodão, pente, creme dental, escova de dentes, prestobarba e desodorante roll-on  
📌 Pontos de coleta: Sala dos Professores, Gente & Gestão e Entrada do Bloco A  

🌀 Trilhas da Pelve leva dança, ancestralidade e território às unidades do COMPAZ


🩰 O ciclo itinerante de oficinas Trilhas da Pelve, idealizado pela dançarina Vivian Marvel, abriu inscrições para sua nova formação voltada a artistas e amantes da dança no Recife. Com turmas de 20 vagas, o projeto percorre seis unidades da Rede COMPAZ entre setembro e outubro, levando uma metodologia que une teoria, prática e reconhecimento territorial das linguagens pélvicas. As oficinas acontecem em dois dias, sempre nos fins de semana, com inscrições gratuitas e seleção baseada em critérios raciais, de gênero, sexualidade, território e vulnerabilidade social.

💃 A proposta da oficina é aprofundar o estudo das danças pélvicas, explorando histórias, povos de origem, contextos de surgimento e personalidades que marcaram essas expressões. Na prática, os participantes vivenciam movimentos básicos, reconhecimento anatômico e fluxo expressivo da pelve, conectando-se com a ancestralidade presente no próprio corpo. A facilitadora destaca que o objetivo é democratizar o acesso à cultura nas periferias do Recife, onde essas linguagens são criadas, transformadas e difundidas diariamente.

🔥 No segundo dia, a formação avança para uma discussão técnica que culmina na criação de uma coreografia coletiva. Os caminhos criativos partem da identidade ancestral de cada participante, atravessando técnicas e movimentos do Twerk, Brega Funk e Funk. A artista ressalta que o projeto também busca mapear essas linguagens dentro do Recife, construindo uma cartografia que documente diferenças regionais e contribuições das periferias para uma estética que hoje influencia o mundo.

🌟 Ao final do ciclo, os inscritos desenvolvem obras coreográficas e performáticas, podendo integrar outras linguagens como teatro e música. Os trabalhos serão apresentados na 2ª Mostra de Danças Pélvicas, prevista para novembro. Quem participar de ao menos 80% da carga horária receberá certificado. As listas de selecionados serão divulgadas semanalmente no Instagram do Trilhas da Pelve, e a confirmação da vaga deve ser feita em até 48 horas após o contato por e-mail ou WhatsApp.

📸 Foto: Lua Cabocla

📍 Serviço — Trilhas da Pelve (Oficinas Itinerantes)

📌 Inscrições
Formulários on-line: https://encurtador.com.br/dROh  
Vagas: 20 por turma + 5 vagas exclusivas para artistas com deficiência auditiva  
Critérios de seleção: raciais, de gênero/sexualidade, territoriais e socioeconômicos  
Público: artistas da dança, teatro e performance (18 a 70 anos)

🗓 Programação
- COMPAZ Ariano Suassuna — 05 e 06/09 (inscrições até 29/08)  
- COMPAZ Eduardo Campos — 12 e 13/09 (inscrições até 05/09)  
- COMPAZ Leda Alves — 19 e 20/09 (inscrições até 12/09)  
- COMPAZ Miguel Arraes — 26 e 27/09 (inscrições até 19/09)  
- COMPAZ Dom Hélder Câmara — 03 e 04/10 (inscrições até 26/09)  
- COMPAZ Paulo Freire — 10 e 11/10 (inscrições até 03/10)

📲 Selecionados
Divulgação semanal no Instagram: @trilhasdapelve

📰 Ritmo que não para: Banda Los Cubanos segue em maratona de shows pelo Nordeste


🎶 A agenda da Banda Los Cubanos tem sido marcada por energia, alegria e uma sequência de apresentações que arrasta fãs por onde passa. Com um repertório vibrante e cheio de latinidade, o grupo já celebrou noites inesquecíveis em Caruaru, no Círculo Militar e na Gardenia, todas marcadas como realizadas. Agora, segue embalando novas datas, prometendo manter o público em movimento e reforçando sua presença na cena musical regional.

🌟 Depois dos shows já concluídos, a banda se prepara para uma série de apresentações que atravessam agosto, setembro e outubro. Entre os destaques estão a animada Terça do Vinil, o retorno à Gardenia, e a atmosfera praiana do Cabo Branco. A agenda segue com eventos especiais como o Baile Retrô do Círculo Militar, além de passagens por Paulista, Campol e Pajuçara, garantindo diversidade de palcos e públicos.

🎤 Com o lema “Levando Alegria e Ritmo!”, a Banda Los Cubanos reforça sua identidade festiva e contagiante. Cada apresentação é pensada para envolver o público, misturando clássicos latinos, ritmos dançantes e performances cheias de carisma. A maratona de shows confirma o crescimento do grupo e sua capacidade de transformar qualquer espaço em uma grande celebração musical.

SERVIÇO – Próximos Shows da Banda Los Cubanos

- 22.08 – Terça do Vinil 🎵  
- 23.08 – Gardenia  
- 28.08 – Cabo Branco 🌴  
- 04.09 – Paulista Prefeitura 🏛️  
- 11.09 – Baile Retrô – Círculo Militar 🪩  
- 13.09 – Campol 🌴  
- 03.10 – Pajuçara 🌊

📞 Contato para shows: 81985314001