📚 Com o fim do Carnaval e a retomada das aulas, estudantes de todas as idades voltam à rotina escolar carregando livros, cadernos, tablets e outros materiais essenciais. Mesmo com o avanço das plataformas digitais, o peso das mochilas continua sendo uma preocupação crescente entre especialistas. O ortopedista Sormane Britto reforça que a atenção deve começar cedo, já que a sobrecarga pode comprometer o desenvolvimento da coluna e gerar dores persistentes ao longo da vida.
🧍♂️ O problema, porém, não se limita à infância. Hábitos inadequados adquiridos na adolescência — como carregar peso excessivo ou usar apenas uma alça — podem se agravar na fase adulta, especialmente quando somados a posturas incorretas no trabalho e ao sedentarismo. Segundo Britto, muitos quadros de dor crônica têm origem justamente nesse acúmulo de sobrecarga ao longo dos anos, tornando a prevenção ainda mais importante.
⚠️ A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças e adolescentes carreguem mochilas que não ultrapassem 10% do peso corporal. Quando esse limite é excedido, aumentam os riscos de dores nas costas, nos ombros e de alterações posturais que podem afetar o desenvolvimento musculoesquelético. Britto destaca que cerca de 85% da população adulta já sentiu dores nas costas em algum momento, e parte desses casos está ligada ao excesso de peso carregado na juventude.
🎒 Para reduzir os impactos, o ortopedista orienta que os itens mais pesados fiquem próximos às costas, que as mochilas tenham alças largas e acolchoadas e que sejam usadas sempre com as duas alças. Revisar o conteúdo com frequência também ajuda a evitar o transporte de materiais desnecessários. Pequenas mudanças, segundo ele, podem fazer grande diferença na saúde da coluna a longo prazo.
🌟 Garantir que estudantes utilizem mochilas adequadas e dentro do peso recomendado é uma forma simples e eficaz de promover bem-estar no ambiente escolar. “Prevenir é sempre melhor do que remediar, e pequenas mudanças na forma como as mochilas são usadas podem fazer uma grande diferença na saúde a longo prazo”, reforça Sormane Britto. O retorno às aulas, assim, pode ser mais seguro e saudável para todos.