sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
🎵🌵 Ópera do Sertão: Thiago Arancam leva o canto lírico em projeto inédito
🧠 IA ganha protagonismo nos CRMs e transforma rotina de empresas brasileiras
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
🦷 Recife e Olinda recebem ação de saúde bucal para crianças e jovens com doenças raras
🎶 Costa Dourada embala o pós-Carnaval com shows de PDA e Jadson Olly🎤
🎬 Vinicius Castello e Pedro Campos articulam retorno do histórico Cine Olinda
🌾 Alepe acelera articulação para socorrer setor sucroalcooleiro de Pernambuco
📜 Passos que ecoam: Frei Caneca volta ao centro da história em nova exposição
🎭 Carnaval 2026 celebra a força da cultura pernambucana com programação histórica e diversidade em todas as regiões
🎭 Carnaval multicultural e marcado pela pernambucanidade movimenta R$ 3,7 bilhões e celebra maior edição dos últimos anos
📘 Instituto Brasil Solidário avança em projeto educacional de três anos em Ipojuca
🎸 Jornalista Marcelo Cavalcante celebra um ano do canal RadaRock no YouTube
📚 Senar-PE abre seleção simplificada para três áreas profissionais
🌏 Suape intensifica presença no Sudeste Asiático em busca de novos investimentos
🎬 A Maldição do Afogado celebra seleção em festival internacional
📀 Lostalgia e Lili Trindade inauguram temporada 2026 do Seis e Meia com noite de nostalgia e energia no Recife
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
#SendoProsperidade com Mariângela Borba
Quando faltam casas e sobram feridas: Quaresma, linguagem e responsabilidade estrutural
Jejum de palavras, moradia e o adoecimento silencioso do Brasil
Por Mariângela Borba
A Quaresma de 2026 — iniciada neste 18 de fevereiro, na Quarta-feira de Cinzas, e que se estende até 2 de abril, Quinta-feira Santa — retoma o chamado clássico à oração, ao jejum e à caridade. O profeta Joel ecoa: “Voltai para mim de todo o vosso coração” (Jl 2,12-13).
Mas neste ano, um apelo específico atravessou o período litúrgico: o Papa Leão XIV recordou que jejuar não é apenas retirar alimento do prato. É jejuar da aspereza. Do julgamento precipitado. Das palavras que esmagam. Dos cancelamentos e bloqueios que substituem diálogo por descarte. Do impulso de ferir para vencer.
Jejuar da linguagem violenta.
A princípio, parece orientação espiritual. Mas, no nosso Brasil de 2026, isso é também política pública indireta.
A violência começa antes da estatística
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 1.463 feminicídios em 2023 — o maior número da série histórica. Em média, quatro mulheres são assassinadas por dia. Mais de 70% desses crimes são cometidos por parceiros ou ex-parceiros.
O Atlas da Violência aponta que os homicídios femininos permanecem em patamar estruturalmente desigual e podem ultrapassar 4.400 mortes anuais quando considerados casos mal classificados. As notificações de violência doméstica cresceram 22,7% em 2023 — dado que especialistas reconhecem como estágio inicial de um ciclo conhecido: insulto, controle, humilhação, isolamento, agressão física e, em casos extremos, morte.
A violência não nasce no ato final. Ela amadurece no cotidiano.
Nos últimos meses, casos extremos revelaram um colapso relacional preocupante: filhos que matam pais e atentam contra a própria vida; pais que assassinam filhos para atingir ex-companheiras; agressões brutais em espaços públicos como a ocorrida numa lancha durante o desfile do Galo da Madrugada, no Recife. Episódios distintos, atravessados pelo mesmo fio: incapacidade de lidar com frustração e recurso à violência como resposta emocional.
A desumanização começa na palavra.
Quando a casa deixa de ser abrigo
A Campanha da Fraternidade 2026 recoloca um tema estrutural no centro do debate: moradia, sob o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).
O Brasil enfrenta déficit habitacional superior a 6 milhões de moradias, segundo a Fundação João Pinheiro. Superlotação, precariedade estrutural e insegurança financeira produzem estresse contínuo. E estresse contínuo fragiliza vínculos.
A casa deveria ser núcleo de proteção. Para muitas mulheres, tornou-se o local de maior risco. Quando faltam casas dignas, sobram tensões silenciosas. Quando falta estabilidade, cresce o descontrole. Quando vínculos se deterioram, a violência encontra terreno.
Moradia é política urbana. Mas também é saúde mental.
Cultura da agressividade e normalização simbólica
Em ano eleitoral, a retórica beligerante amplia o problema. Quando o discurso público normaliza agressividade, o limite do aceitável desloca-se. A palavra constrói cultura. E cultura sustenta práticas.
Narrativas que relativizam agressões verbais ou naturalizam a submissão feminina funcionam como combustível simbólico. Aquilo que era exceção vira rotina. O que era absurdo vira opinião aceitável.
Jejuar palavras ofensivas, portanto, não é gesto intimista. É ato civilizatório.
Não basta jejuar do prato se permanecemos fartos de sarcasmo, ataques, ironias cruéis e indiferença afetiva.
Doutrina Social da Igreja e responsabilidade estrutural
A Doutrina Social da Igreja recorda princípios permanentes: dignidade da pessoa humana, bem comum, solidariedade, subsidiariedade e destinação universal dos bens. Fé e justiça social não são compartimentos estanques.
A redução da violência depende de políticas públicas consistentes: investimento em educação, rede de proteção, aplicação da lei, habitação digna. Onde há omissão, a engrenagem se perpetua.
Mas há também um ponto anterior à política: autorresponsabilidade afetiva.
Não sustentar relações baseadas em indiferença.
Não normalizar humilhações.
Não romantizar ciúmes possessivos.
Não utilizar silêncio como punição emocional.
Cancelamentos e bloqueios podem parecer respostas modernas. Muitas vezes são apenas a versão digital da ruptura agressiva, da incapacidade de diálogo e do descarte humano.
Entre conversão interior e reconstrução social
O Brasil não está apenas violento. Está emocionalmente desregulado.
A Quaresma, então, deixa de ser rito isolado e se torna convite público: revisar impulsos, rever posturas, reconstruir estruturas. Fé que não toca a realidade vira retórica. Política que ignora o interior humano vira remendo.
Se a palavra que agride inicia o ciclo, a palavra que respeita pode interrompê-lo.
Se a casa é o primeiro espaço de convivência, é ali que começa a cultura de paz — ou a cultura de destruição.
Entre espiritualidade e política pública existe um ponto de encontro.
Ele começa na linguagem.
Ele atravessa a moradia.
Ele exige responsabilidade coletiva.
Talvez prosperidade — no sentido mais profundo — seja exatamente isso: transformar casas em lares e discursos em pontes.
E isso começa dentro de casa.
Mariângela Borba é jornalista diplomada, especialista em Cultura Pernambucana, produtora cultural e estrategista digital. Atuou no Ministério da Cultura e em gestões públicas municipais, integra a AIP e a UBE e tem formação em Doutrina Social da Igreja. Pesquisa a palavra como território político e relacional na interseção entre comunicação, cultura e direitos humanos. Dedica-se atualmente aos estudos da Psicanálise.
🎭 Recife Explode em Alegria: Carnaval do Futuro Conquista 3,7 Milhões de Foliões e Injeta R$ 2,8 Bilhões na Economia
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
🎉 Instituto Alok Transforma Vidas em Pernambuco
🎤 Uana: A Voz Pernambucana Que Une Cultura Popular e Brega Funk no Carnaval do Recife #AoVivoEemCores
🎭 A cantora pernambucana Uana, conhecida por sua participação nas campanhas de prefeitura do Recife, marcou presença no Polo Vásia durante a terça-feira de Carnaval, trazendo toda a energia contagiante que caracteriza a festa mais popular do Brasil. Em entrevista, a artista revelou como consegue canalizar a batida afro-indígena característica do Carnaval para criar sua música autêntica e vibrante. Sua presença no evento reforça a conexão profunda entre sua obra artística e as raízes culturais nordestinas, celebrando a diversidade rítmica que pulsa nas veias da capital pernambucana. O momento capturou a essência de um Carnaval que vai além da festa, tornando-se espaço de expressão artística e valorização da identidade cultural local.
🌟 Ao falar sobre suas influências, Uana foi enfática: "Eu acho que a gente tem muita, no Brasil, tem muita referência, né, de ritmos que vieram, que se construíram aqui". A artista ressalta que vivemos um momento especialmente interessante na música do Recife, onde as fronteiras entre gêneros se dissolvem naturalmente. "A gente está num momento também muito massa da música do Recife, em que as pessoas da cultura popular e do brega funk estão se comunicando, então você vê que as pessoas que dançam frevo também dançam brega", observa a cantora. Para Uana, essa fusão cultural representa a essência de seu trabalho: "Eu olho para a cultura popular e periférica de uma maneira muito igual, entendendo o valor desse trabalho". Sua música é, portanto, um espelho dessa diversidade que celebra todas as formas de expressão cultural sem hierarquias.
💃 A valorização da multiplicidade de ritmos brasileiros é uma marca registrada do discurso de Uana, que não esconde o orgulho de suas raízes. "Acho que realmente a gente tem os melhores gêneros do mundo, todos muito alegres, muito para cima, e a cara do Carnaval", afirma a artista com convicção. Essa característica de positividade e celebração está presente em ritmos como frevo, maracatu, brega funk e tantos outros que nascem das ruas e comunidades brasileiras. Sobre sua apresentação carnavalesca, Uana explicou: "Foi isso mesmo, foi bem lá em cima a energia, por conta de toda essa estiga que a música afro-indígena traz". Foi essa energia elevada que conduziu sua performance, conectando público e artista em uma experiência de celebração coletiva e ancestral que honra as tradições enquanto abraça a contemporaneidade.
🎵 Para quem deseja conhecer ou aprofundar o contato com o trabalho de Uana, a cantora disponibiliza sua obra em diversas plataformas digitais, facilitando o acesso de fãs de todo o Brasil e do mundo. "Você pode encontrar nas plataformas digitais, eu já tenho um álbum lançado, tenho muitos singles lançados, tenho participações, projetos que eu fiz especiais também", enumera a artista. Um destaque especial é o episódio gravado do projeto Replay da Lama Alcalce, disponível no Globoplay, que permite ao público assistir a uma performance intimista e conhecer melhor sua proposta musical. Com bom humor, Uana simplifica o acesso: "Eu estou bem espalhada por aí, se colocar meu nome no Google já vem tudo lá". Essa acessibilidade democratiza o acesso à sua arte e fortalece a conexão entre a cantora e seu público crescente.
🏆 O reconhecimento de Uana no cenário musical pernambucano vai além de seu talento vocal, estabelecendo-a como uma importante voz na preservação e inovação da cultura nordestina contemporânea. Sua participação nas campanhas políticas do Recife demonstra o engajamento da artista com questões sociais e a valorização da arte como instrumento de transformação comunitária. O Carnaval se revela, em sua trajetória, não apenas como momento de celebração, mas como espaço de afirmação cultural e resistência através da música. A fusão entre tradição e contemporaneidade presente em seu trabalho reflete o momento vibrante que a música pernambucana atravessa, ganhando cada vez mais espaço nacional e internacional. Uana representa, assim, uma nova geração de artistas que honram as raízes enquanto constroem pontes para o futuro da música brasileira.
🎶 Uana incendeia a noite no Polo Várzea #AoVivoEemCores
🎤 A cantora pernambucana Uana transforma a noite do Polo Várzea em um grande encontro de ritmos, identidade e celebração. Enquanto se apresenta neste momento, sua voz marcante e sua presença de palco reafirmam o espaço que ela vem conquistando na cena musical do Recife. O público acompanha de perto a fusão de pop, manguebeat e percussões afro-brasileiras que caracterizam seu trabalho. A energia do show confirma por que ela se tornou uma das atrações mais aguardadas do Carnaval. A artista entrega uma performance que mistura modernidade e tradição com naturalidade.
🌟 Conhecida por unir elementos eletrônicos a referências profundas da cultura pernambucana, Uana representa a nova geração que renova o som da cidade sem perder suas raízes. Suas letras, muitas vezes centradas em força feminina e identidade, ganham ainda mais potência ao vivo. No palco, ela cria uma atmosfera vibrante que convida o público a dançar e se reconhecer. A estética contemporânea se mistura às batidas regionais, criando um espetáculo que dialoga com diferentes públicos. Essa combinação faz de sua música algo singular e marcante.
🥁 A apresentação desta noite reforça o papel de Uana nos polos descentralizados do Carnaval do Recife, onde ela tem sido presença constante nos últimos anos. Sua performance no Polo Várzea destaca a importância desses espaços para artistas que emergem com propostas inovadoras. O show, acompanhado por forte percussão e arranjos modernos, evidencia sua maturidade artística. O público responde com entusiasmo, criando uma troca intensa entre artista e plateia. A cada música, a cantora reafirma sua identidade e seu lugar na cena local.
🎧 Com singles e EPs disponíveis nas plataformas digitais, Uana vem consolidando uma trajetória que combina experimentação e acessibilidade. Suas produções trazem guitarras regionais, batidas eletrônicas e refrões que rapidamente se tornam marcantes. A artista se destaca por construir um universo sonoro próprio, que conversa tanto com referências globais quanto com tradições locais. Essa mistura faz com que sua música circule por diferentes ambientes culturais. O show de hoje é mais um capítulo dessa caminhada em ascensão.
💫 Enquanto segue cantando no Polo Várzea, Uana confirma o que muitos já percebiam: ela é uma das vozes mais promissoras da música pernambucana contemporânea. Sua presença no Carnaval reforça a força da cena local e a capacidade de renovação constante. O público, tomado pela energia do momento, celebra junto cada batida e cada verso. A artista transforma o palco em um espaço de encontro e afirmação cultural. E a noite na Várzea, iluminada por sua performance, ganha um brilho especial.
🎤 Barbarize mistura rua, terreiro e múltiplas artes no Carnaval da Várzea #AoVivoEemCores
💫 O Polo Várzea recebeu Bárbara e Yuri, casal que lidera o Grupo Barbarize, com uma performance que uniu ritmos de rua, referências de terreiro e diversas linguagens artísticas. “A gente vende de várias linguagens, né? Yuri começou na dança e eu comecei no teatro”, conta Bárbara. Ela explica que o espetáculo nasce da mistura de vivências, espiritualidade e referências pessoais. “A gente sabia que queria juntar tudo isso no palco”, completa. O resultado é um show que transforma identidade em movimento.
🎶 A origem do Barbarize remonta a 2018 e 2019, quando o casal já atuava nas artes, mas sentiu o desejo de criar música. “A gente tava no show da Nação, viu todo mundo cantando e disse: vamos fazer a nossa música”, lembra Yuri. A partir dali, decidiram dedicar toda a energia ao projeto. “A gente botou tudo no balaio: música, teatro, dança, artes visuais”, explica. Bárbara reforça que cada detalhe é pensado com cuidado: “A gente tenta colocar um pouquinho da nossa vivência em cada parte do show”.
🌊 Em 2025, o grupo lançou o álbum Manifesta, que segue sendo trabalhado com entusiasmo. “A gente acabou de lançar um álbum e tá super feliz”, diz Bárbara. Em janeiro, saiu o videoclipe de “Mangue”, parceria com Fred 04, que homenageia o Pina, o Bode e os territórios que moldaram o grupo. “É de onde a gente vem, onde a gente começou a fazer a banda”, explica Yuri. Eles lembram também da relação afetiva com a Várzea, onde já moraram e que segue presente no trabalho.
🔥 Sobre a apresentação no Polo Várzea, o casal destaca o carinho envolvido na construção do show. “Espero que a gente tenha feito jus, minha gente. Muito amor envolvido”, afirma Bárbara. Eles agradecem à equipe técnica e ao público que acompanhou a performance. “Fico feliz demais, obrigada vocês”, completa. O grupo promete novidades ao longo de 2026 e convida o público a acompanhar tudo pelas redes sociais @barbarizeja. “Tem muita coisa pra soltar ainda”, garante Yuri.


