terça-feira, 11 de agosto de 2026
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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
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🎼 O compositor que virou ponte: Diego Barão e a missão de transformar vidas através da música
🎤 Diego Barão, um dos nomes mais versáteis da composição brasileira, vive um momento de expansão criativa e humana que ultrapassa o estúdio. Entre a gestão de novos artistas, a leitura das tendências do mercado e a construção de uma assinatura musical própria, ele revela uma visão madura sobre o papel do compositor no cenário atual. Mais do que hits, Barão busca impacto — e acredita que seu legado será medido pela transformação que promove na vida de quem cruza seu caminho. Nesta entrevista, ele abre o coração e compartilha processos, crenças e ambições que moldam sua trajetória.
🎶 A seguir, Barão responde — na íntegra — às perguntas sobre criação, mercado, espiritualidade, futuro e propósito. Cada resposta mantém sua forma original, preservando o tom espontâneo e verdadeiro do compositor. A conversa revela um artista que enxerga a música como ferramenta de conexão e um mercado em constante mutação, onde a internet democratiza palcos e o compositor precisa ser, acima de tudo, atento, versátil e resiliente.
🎧 Para quem acompanha o universo da composição, Barão surge como uma figura que une técnica e intuição. Ele fala sobre ritmo com a precisão de um percussionista, sobre tendências com a visão de quem observa ciclos, e sobre pressão com a serenidade de quem encontrou equilíbrio espiritual. Sua leitura do mercado latino, sua aposta em artistas pequenos e sua defesa da constância como motor criativo mostram um profissional alinhado com o presente e preparado para o futuro.
🎵 Ao mesmo tempo, o compositor revela um lado humano profundo: o desejo de ser lembrado como alguém que fez o bem, que ajudou pessoas e que deixou um caminho iluminado para os filhos seguirem com orgulho. Seu trabalho como gestor artístico reforça essa missão — ao apostar em novos talentos e oferecer matéria-prima musical de dentro, ele cria pontes e oportunidades que fortalecem a cena.
🌟 A entrevista completa está abaixo, com perguntas e respostas na ordem, preservando cada palavra. Um retrato fiel de Diego Barão: compositor, mentor, gestor, artista — e, acima de tudo, alguém que acredita no poder transformador da música.
📸 Fotos: Reprodução Instagram do Compositor
📍 Serviço
🎤 ENTREVISTA COMPLETA
1. Como você identifica que uma ideia simples do cotidiano tem potencial para virar um hit nacional?
Taís, eu acho que quando a mágica acontece, quando é algo muito cotidiano, que mexe com o sentimento das pessoas, e aí a gente consegue linkar isso com algo que nunca foi dito em música. Aí o radar ativa na hora, o cara faz, opa, isso aqui dá uma música. Alguma frase, algum gesto, alguma ação, alguma atitude que a pessoa teve com a outra. E você vê e consegue visualizar que várias pessoas também já passaram por isso ou um dia vão passar. E aí a gente coloca essa música e eu acho que ganha uma probabilidade gigante de atingir mais e mais pessoas, virar um hit nacional.
2. O que guia a construção dos seus refrões marcantes — existe alguma estrutura ou é pura intuição?
Essa pergunta número dois aqui é papo de mentoria. Ou então, eu sou percussionista, então o tempo, as batidas, os ritmos, eles sempre prevalecem na minha cabeça. E eu acho que a marcação do tempo, tipo... Ela é toda, toda, toda perfeitinha E o melhor é aquela tudo no tempinho, tudo bonitinho, sem métricas quebradas. Se eu não conseguir dormir... Você vê que as tônicas, a força nas palavras, eu sempre busco usar na cabeça do tempo. Um, dois, três, quatro. Um, dois, três. Vamos pular. Quantas pancadas tem, certinho. Vamos pular. Entendeu? A parte que eu peço lá, que ele vem do bom, é tudo... Eu tento deixar tudo muito cravadinho pra ficar fácil de memorizar.
3. Como você lê e interpreta tendências musicais para decidir o rumo das suas próximas composições?
As tendências musicais, né? Eu falo sempre que a música é feito a indústria da moda, né? Ela gira, gira, gira. É um ciclo. Então, tipo, talvez a próxima tendência seja algo que já foi feito há 20 anos, 15 anos atrás, saca? Então, eu busco olhar pra frente, né? Pro futuro e olhar também pro passado. Então eu busco muitas referências antigas para colocar novas roupagens e atualizar. E tentar fazer algo novo. Eu também gosto de escutar sons de outros países, enfim. Abastecer a cabeça de tudo que é música, sabe? E aí eu, como sou músico também, graças a Deus tenho aptidão. Então eu consigo mesclar ritmos. Eu fiz isso na Vai Ter Que Aguentar, por exemplo, porque eu misturei trap e funk. E um refrão de sertanejo, né? Começa... Foi você que terminou comigo Agora vem pedir pro teu juízo Não quer que fique com ninguém Na sua frente Bem trap, né? Aí depois vem... Confesso que chorei Não viu demais em mim Não segurei sozinho Viu o funk? E depois o refrão de sertanejo Vai ter que aguentar Andem, mano, vem Para o seu lugar Tá ruim isso.
4. O que muda no seu processo criativo quando você escreve para artistas com identidades musicais muito diferentes?
Cara, o processo criativo é basicamente o mesmo, né? Faço um laboratório, só que como faço há tanto tempo, por mais de 15 anos compondo, já meio que entra no automático, né? Esse lance de analisar o artista e aí a gente, pô, fulano não fala esse tipo de assunto. Fulano não fala palavrão, fulano não fala de bebida ou fala, entendeu? Então a gente estuda tudo isso. As regiões também que cantam. Não, essa música tá muito grave, não vai ficar legal na voz do cara. Não, essa música tá muito alta, vai ficar ruim na voz do cara. E assim a gente vai lapidando. E fazendo algo direcionado. Fazer as encomendas.
5. Como você lida com a pressão do mercado e a expectativa de que cada nova música precisa “virar”?
Taís, eu sou muito apegado com Deus. Sou muito tranquilo, aprendi a ser tranquilo demais. Graças a Deus eu não sofro com esse tipo de pressão, sabe? Graças a Deus mesmo. Já vi amigos ter alopecia, cair cabelo, crise de ansiedade porque a música tava no repertório e caiu. E isso, aquilo, outro. Enfim. Eu tento fazer o meu melhor sempre, né? E acho que o universo devolve. Tem música até que eu gravo que eu nem espero nada da música. Quando vê, a música acontece.
E ainda na mesma pergunta, se eu pudesse deixar um conselho para os outros compositores novos ou, sei lá, que já estão no mercado também é que o mercado é um ciclo, ninguém consegue ficar no topo o tempo todo e nem vai ficar lá embaixo o tempo todo, então é natural, é normal você hoje dormir sem ter uma música Estourar de manhã, acordar com a música, um sucesso nacional, acordar no top 1. Tá no top 1 e depois de um tempo descer, tá tudo certo. É trabalhar pra fazer o melhor sempre e ficar tranquilo.
7. Como você define sua assinatura musical hoje e o que ainda falta explorar para mostrar o “Diego Barão completo”?
Cara, acho que minha assinatura hoje na composição é ser um cara versátil. Versátil, modéstia a parte, pra caramba. Por conta do berço musical, né? Sou de Recife, então a gente... Só aqui, só daqui, a gente tem inúmeros ritmos, né? Coco, maracatu, ciranda, chachado, baião, forró, brega, brega romântico, brega funk, seresta, enfim. Tem tanta coisa que consome aqui, né, em Pernambuco. Eu cresci ouvindo de tudo, então acho que a versatilidade musical é a minha característica. Meus amigos falam que o Abarama é um coringa, puta merda. Ele joga de botar, ele faz. Ele faz pagode, faz funk, faz brega, faz sertanejo, faz romântico, faz música de bagaceira. Então é isso. E eu acho que pra melhorar, pra explorar, Cara, eu acho que é só constância mesmo, que eu tenha, continue tendo força, né? E vontade, né? Só isso, pra continuar fazendo o que eu amo.
8. O que você acredita que está prestes a mudar no mercado musical brasileiro e como pretende se posicionar nesse cenário?
Cara, é algo que já mudou, na verdade, que já mudou. São artistas novos surgindo de todos os lugares, de todas as formas, juntos, sozinhos, separados, grupão, gravando projetos simples. Então, assim, com essa... Com essa expansão da internet e a velocidade em que tudo acontece através da internet, muitos artistas pequenos ganharam o palco, que é o palco da internet. Então hoje você consegue acessar milhares de pessoas, ou pessoas acessarem esse trabalho de uma forma muito prática. Então eu acho que esse lance está impactando, sim, o mercado musical, porque hoje o artista pequeno, para mim, ele sempre foi uma grande aposta. Hoje, muito mais. Porque eu acho que os grandes já estão meio que descansados, sabe? Eles que já conseguiram chegar lá e ficam mais de boa. É normal. Todo mundo já acelera um pouco. E falando de gênero, tendência, eu acho que o mercado latino, né, reggaeton, bachata, agué, e outros ritmos também, tá chegando com mais expressão pro lado de cá. A galera tem gravado mais isso. E eu acho que é isso.
9. Que tipo de artista você quer revelar com seu futuro selo musical e qual seria o diferencial desse projeto?
O meu selo musical, eu faço a gestão artística de três produtos. O Mikael Vilar, cantor na linha de Sertanejo, Arrocha, canta muito, tem um timbre muito parecido com Gustavo. Zezé, canta alto ele e tal. Enfim, a galera tem uma aceitação muito boa com ele. Felipe Farra, que é cantor do forró. Também o apelido dele é Mini Xande. Mini Xande Avião. Muito bom também o que faz. E tem Pedro e Leão, a dupla de Pagode. Estão se destacando pra caramba na internet. Os meninos ainda não abriram a agenda de verdade. Mas a gente tá fazendo um trabalho bacana na internet. Lançando música, lançamos projetos, que foi jogar no Pagode e tá dando bom, tá dando bom pra caramba. Então, eu acho que a gente vai chegar fazendo um trabalho bem feito, bonito, bem construído, sólido, com base no mercado musical. Eu acho que o diferencial Da nossa parada é que todo mundo ama muito o que faz. Então a gente acaba fazendo com muito carinho mesmo. Por ser sócio dos artistas e eu ser compositor, eu digo a todo mundo assim, projeto que tem, projeto musical que tem um compositor de dentro, que abraça o projeto, que é sócio, tá na frente. Porque ele tem a matéria-prima ali, toda hora, sendo ofertada, né? Então, as minhas músicas que eu gosto pra caramba, ele falou, vou botar no meu artista. Vou testar com ele primeiro aqui pra ver o que dá. Então, estamos sempre chutando no gol, né? E é isso, acho que o diferencial é esse.
10. Qual legado você gostaria de deixar como compositor e como cantor?
O legado que eu quero deixar é de uma pessoa que, acima de tudo, fez o bem. Uma pessoa que conseguiu não só transformar a vida dela, como a vida de várias outras pessoas. Através da música, através de outras ações, através de conteúdos que eu venho postando, trabalhando isso. Me expondo ali, botando na cara e falando, levando esclarecimento e direcionamento para outros compospositores também. Então, é isso. É que meus filhos façam por algum lugar e digam, pô, tu é filho de fulano? Cara, tu é filho de barão, velho. Teu pai era muito massa, teu pai era um cara foda, fez isso, fez aquilo, ajudou aqui. Não, acho que o legado vai além da música. E eu acredito que estou no trilho.


