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domingo, 28 de abril de 2019

Caruaru e MP realizam seminário sobre sofrimento na infância e adolescência

Levar a temática das diversas formas de violência vivenciada por crianças e adolescentes para uma reflexão ampla do que acontece dentro e fora do contexto escolar foi o intuito do evento promovido nesta sexta-feira (26) pela Prefeitura de Caruaru, através das secretaria de Educação e Saúde, junto com o Ministério Público. O seminário “As novas formas de sofrimento na infância e adolescência: construindo possibilidades na saúde e educação” reuniu educadores da rede municipal de ensino na Unifavip-Wyden para debater o tema junto com representantes das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SDSDH) e de Políticas para Mulheres (SPM).

“Nosso grande propósito é promover essa reflexão junto com o Ministério Público, para que a gente possa, de fato, trazer a temática para uma reflexão ampla do que acontece dentro e fora do contexto escolar. Nós temos uma realidade em que os alunos vivenciam diversas formas de relações e como eles trazem esse retrato para dentro da escola. É uma forma da escola perceber onde estão esses problemas específicos relacionados com a saúde mental e social da criança e do adolescente para poder identificar e agir dentro de parâmetros científicos”, analisou a secretária de Educação, Marta Medeiros.

Segundo o secretário executivo municipal de Saúde, Breno Feitosa, que teve participação ativa no evento, o sofrimento infantil está cada vez mais precoce, trazendo consequências drásticas para a vida de crianças e jovens, e as secretarias de Saúde e Educação têm somado esforços para reverter esse quadro. “Esse trabalho já existe de forma intersetorial no município. O programa Aprender com Saúde, por exemplo, já trabalha essa integração com diversas ações sendo executadas nas escolas. O seminário faz com que a gente possa trazer essa temática do ponto de vista de qualificar ainda mais a nossa rede e os nossos profissionais”, pontuou.

O evento iniciou com a formação da mesa de honra com representantes das secretarias municipais. Pela Educação, esteve a secretária Marta Medeiros, pela Saúde, o secretário executivo Breno Feitosa, pela SDSDH, a gerente de Direitos Humanos, Joana Figueirêdo. Teve também a psicopedagoga e representante da pasta da Educação de Caruaru na SPM,Íris Jacyra e pelo Ministério Público, a promotora de justiça da Infância e Juventude de Caruaru, Silvia Amélia de Melo.

Contribuíram com o encontro os facilitadores: Thiago Rosa, psicólogo que desenvolveu o tema “Tirando a venda: se os alunos sofrem, a escola também”, com considerações sobre a saúde mental dos alunos, professores e acolhimento; Silvanilda Bezerra Florêncio, psicopedagoga especialista em educação especial inclusiva e gestão em organização escolar que discorreu sobre o tema “Reeducar: conversando sobre transtornos escolares”; Tarcísio Dutra, psicólogo do Ministério Público que trabalhou o tema “Comportamentos suicidas e automutilação: conceituação e características”; e com o psicólogo do TJPE, Robertson Ferreira, que promoveu a vivência “Colcha de Retalhos com equipe psicossocial: O que aspiro para minha escola?”.

A promotora de justiça da Infância e Juventude de Caruaru, Silvia Amélia de Melo, afirmou que o intuito da convocação foi o de unir forças para lidar com as situações que envolvam sofrimento de crianças e adolescentes. “Provocamos esse encontro para que a gente pudesse fazer um trabalho conjunto para discutir e aprender a enfrentar as novas formas de sofrimento na infância e adolescência, porque tem muitos casos de crianças e adolescentes com depressão, transtorno de ansiedade, se automutilando, e a gente precisa conversar e aprender sobre isso para enfrentar as situações que chegarem e poder acolher esse público para que eles possam transformar esse sofrimento em emoções mais saudáveis” Destacou a promotora. 

Imprensa Caruaru

Procon-PE atua para garantir direitos de passageiros diante de cancelamentos de voos

A Fiscalização do Procon Pernambuco realizou durante todo o sábado plantão no Aeroporto dos Gurarapes, para garantir que os consumidores, que tiveram seus voos cancelados pela Avianca tivessem seus direitos cumpridos.

Cerca 40 pessoas com destino para São Paulo e Porto Alegre, que iam embarcar ontem, estavam sem assistência e sem saber hora e dia de quando conseguiriam viajar. “Algumas pessoas que iam viajar hoje, conseguimos que fossem reacomodados em voos neste domingo. Mas a Avianca não queria acomodá-los em hotéis. Estavam pedindo que alguns passageiros pagassem suas próprias hospedagens, para depois serem reembolsados, mas isso descumpre a resolução da Anac”, explicou a gerente de fiscalização do Procon-PE, Danyelle Sena.

Além desses passageiros, o Procon interviu para que outros consumidores, que tinha adquirido as passagens através da CVC, também fossem acomodados em hotéis e recebessem alimentação.

De acordo com Sena, um grupo de 20 passageiros, que ia para São Paulo, teve mais sorte e foi acomodado em um voo de outra companhia, com apenas 20 minutos de diferença do embarque original.

Excepcionalmente esse fim de semana o posto do Procon localizado no Aeroporto estará de plantão. Na última sexta-feira (26.04), a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, através do Procon, notificou as companhias Gol, Latam e Azul, para que na próxima segunda-feira (29.04) apresentem as listas de acentos disponíveis para São Paulo, Petrolina, Salvador e Brasília (destinos cancelados pela Avianca). O objetivo é tentar relocar os passageiros da Avianca.

Imprensa Procon PE

Impactos da reforma da previdência para os mais pobres

Dezenas de trabalhadores rurais e urbanos, além de lideranças políticas e sindicais, devem acompanhar, nesta segunda-feira (29), o Seminário "Os impactos da Reforma da Previdência". O evento, que acontece na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), terá como expositor o renomado economista Eduardo Moreira. 

O economista tem se destacado nacionalmente por suas análises sobre a Proposta de Emenda Constitucional 6/2019, inclusive em Comissões da Câmara e do Senado Federal, criticando 44 pontos do documento apresentado pelo Governo Bolsonaro. Segundo ele, a PEC retira recursos dos mais pobres e por isso tenderá a causar um impacto negativo econômico duradouro caso seja aprovada.

Eduardo Moreira, considerado um dos três melhores economistas do País pela revista Investidor Institucional, foi sócio do Banco Pactual, e é autor de oito livros, entre eles o bestseller ‘Encantadores de Vidas’. 

O seminário será a segunda agenda estratégica da Comissão Especial da Reforma da Previdência Social da Alepe, que foi instalada no dia 13 de março e tem duração de 90 dias. O Colegiado, presidido pelo deputado Doriel Barros, já realizou a escuta de entidades representativas da classe trabalhadora e pretende promover uma audiência pública sobre o tema. Com os subsídios dessas atividades, a ideia é que possa ser produzido um relatório com o posicionamento legislativo pernambucano sobre a Reforma da Previdência, que será apresentado à sociedade e entregue a deputados federais e senadores. 


São também titulares da Comissão, a deputada Teresa Leitão (PT), na vice-presidência, João Paulo (PCdoB), na relatoria, Isaltino Nascimento (PSB) e Rogério Leão (PR). Já os deputados Antônio Fernando (PSC), Dulcicleide Amorim (PT), Fabrízio Ferraz (PHS), Professor Paulo Dutra (PSB) e as Juntas (Psol) integram a suplência.


Serviço
SEMINÁRIO “A Reforma da Previdência e seus impactos”
Palestrante: economista Eduardo Moreira
Segunda-feira, 29 de abril - Às 9h
Auditório Sérgio Guerra, Assembleia Legislativa
Rua da União, 397, Boa Vista, Recife


Inscrições prorrogadas: escolas públicas de Pernambuco podem apresentar projetos e receber R$30 mil

O Instituto MRV, em parceria com a Fundação Pitágoras, prorrogou as inscrições do projeto Educar para Transformar – 6ª Chamada Pública. Com a temática “Uma escola aberta para novas ideias é uma escola aberta para o futuro”, esta edição do programa tem como foco as escolas municipais e estaduais da rede pública de ensino fundamental e/ou médio. As inscrições foram prorrogadas até o dia 30 de abril e podem ser feitas através do site https://www.institutomrv.com.br/pt/.

As escolas interessadas em participar do programa devem propor ações que visam atrair e reter os alunos, ampliando suas visões sobre os benefícios da educação e as diversas possibilidades de futuro que se pode alcançar. Os melhores projetos receberão ajuda de R$30 mil.

Para participar as escolas devem estar localizadas em cidades onde o Instituto e a Fundação têm atuação. Podem se inscrever municípios dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A lista completa de cidades está no edital do Educar para Transformar.

A avaliação dos projetos será realizada por uma comissão que levará em conta critérios como adequação com o foco do programa, engajamento e motivação do corpo escolar e potencial de redução da evasão escolar. As iniciativas selecionadas serão disponibilizadas para votação popular a partir do dia 29 de maio.

Os dez projetos mais votados pelo público serão apresentados no dia 18 de junho e cada um deles receberá um aporte de R$ 30 mil para ser revertido em materiais ou serviços. Ainda em Junho os projetos vencedores serão acompanhados e receberão o apoio do Instituto MRV e da Fundação Pitágoras para a troca de conhecimento e a verificação do desenvolvimento do projeto. 

“Diferente das outras edições em que acompanhamos projetos voltados para a educação de jovens e crianças desenvolvidos por organizações não governamentais e pessoas físicas, na 6ª edição pretendemos apoiar dez projetos de escolas municipais e estaduais. Nossa parceria inédita com a Fundação Pitágoras busca por soluções criativas e inovadoras em educação favorecendo o empoderamento das relações humanas, contribuindo para o convívio social e o desenvolvimento do senso de comunidade, para a formação de uma sociedade igualitária e comprometida”, explica Raphael Lafetá, diretor do Instituto MRV.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Os 18 anos do João Teimoso



Neste próximo sábado (27), das 17h30 às 22h30, o Grupo João Teimoso vai realizar a edição 208° do Sarau das Artes, evento que reúne apresentações artísticas das mais variadas linguagens e, ainda, conta com uma feirinha de artesanato. 

O evento acontece na rua da Guia, em frente ao Recife Antigo Hostel. Nesta edição serão comemorados os 18 anos de fundação do Grupo de Teatro João Teimoso (completos no último 22 de abril) grupo este que não só fundou o Sarau das Artes, como tem forte atuação na cultura pernambucana com o movimento de resistência artística da Guerrilha Cultural, capitaneado pelo seu fundador, Oséas Borba Neto e de sua assistente, Michelli Amorim, também membros do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco. 

A proposta do Sarau das Artes é ser uma confraternização com as diversas linguagens artísticas e preparar a tão formação de plateias, difundindo a arte e a poesia. Agora, o evento está mais perto do povo, no coração do Recife Antigo, onde tradicionalmente já pulsa cultura e que ganha um colorido a mais com a realização do Sarau no bairro. Nesse 208º Sarau das Artes, compõem a grade do evento apresentações artísticas de música MPB e autoral, danças do ventre, cigana e performática, teatro, humor e poesia, além de 12 expositores numa pequena feirinha Cultural. 

O Sarau das Artes foi criado em agosto de 2009 pelo Grupo João Teimoso, em seu movimento de Guerrilha Cultural. Já passou pelo Pina, Torre Malakoff, Centro Cultural dos Correios, Sinspire e se fixou mesmo no coração do Recife Antigo. Hoje, é um evento consolidado na cidade, e já conta com mais de 3.300 apresentações artísticas realizadas. 

O Grupo não conta com patrocínios, apenas apoios e segue com sua garra, determinação e resistência pela arte. Afinal, o próprio Grupo prefere denominar: "São Amigos e Artistas Teimando pela Arte." MONTAGEM Para marcar os 18 anos de atuação, o Grupo João Teimoso segue com seus cursos regulares de formação teatral, reconhecidos pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado de Pernambuco (Sated-PE). 

Atualmente, está com a montagem do espetáculo Retratos de ChumboAs Rosas que Enfrentaram os Canhões, com estreia prevista para 9 de agosto, no teatro Hermilo Borba Filho. 

Serviço
208º Sarau das Artes comemora os 18 anos do Grupo João Teimoso
Dia: 27/abr – sábado
Horário: 17h30
Local: Rua da Guia – em frente ao Recife Antigo Hostel
Ingressos: Gratuito

Com informações da jornalista Mariangela Borba

Petrobrás aprova venda de refinarias; inclusive Abreu e Lima

A Petrobras poderá em breve vender oito refinarias e uma cadeia de postos de gasolina, depois que a diretoria da gigante petrolífera brasileira aprovou essas operações, segundo a Reuters nesta sexta-feira.

De acordo com uma declaração de valores citada pela agência, as vendas incluiriam refinarias localizadas em diferentes partes do território brasileiro, incluindo a recém-construída Abreu e Lima, em Pernambuco.

Por outro lado, a empresa semi-nacional pretende vender uma cadeia de postos de serviços que possui no Uruguai e que opera em todo o país desde 2006, de acordo com o comunicado.

Além disso, a Petrobras poderia dispor de parte de suas ações na empresa de distribuição de combustíveis BR, a maior do Brasil e da América Latina, segundo o documento.

Embora as autoridades brasileiras digam que o país não está atualmente considerando a privatização da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro disse na semana passada, a Globo , que tem "simpatia inicial" por essa possibilidade.

RT en Español (Rússia)

Bandeira amarela: Luz mais cara em maio

Os brasileiros terão maiores custos com energia elétrica no próximo mês devido ao acionamento da chamada bandeira tarifária amarela nas contas de luz, que gera uma cobrança extra para sinalizar a menor oferta de geração, disse a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira.

A bandeira foi verde nos primeiros quatro meses do ano, o que não aumenta custos, em meio a um período de chuvas mais favoráveis na região das hidrelétricas, principal fonte de geração do Brasil.

Mas expectativas de um clima mais seco e um consequente déficit de geração hídrica levaram à mudança de patamar em maio, disse a Aneel, enquanto especialistas projetaram que o cenário ainda deverá piorar, com possibilidade a partir de junho de meses seguidos de bandeira vermelha, com custo maior.

"Começaram as 'bandeiradas'. Daqui para a frente, em junho, julho, agosto, setembro, a gente tem muito mais chances de ter bandeira vermelha", disse à Reuters o presidente da comercializadora Comerc Energia, Cristopher Vlavianos.

A Comerc vê mais de 60 por cento de chances de bandeira tarifária vermelha 2 entre junho e agosto. O custo cairia um pouco em setembro, quando a empresa espera bandeira vermelha nível 1 (76 por cento de probabilidade) ou amarela (24 por cento).

Já a Esfera Energia projeta um cenário ainda mais desfavorável para os consumidores, com a bandeira mais cara acionada até outubro e um alívio apenas parcial em novembro, com bandeira vermelha no primeiro nível.

As projeções das empresas levam em consideração uma nova proposta da Aneel para as regras das bandeiras que deve entrar em vigor já no próximo mês.

Mas mesmo a manutenção da atual metodologia de definição do mecanismo não alteraria o cenário de custos maiores ao menos até setembro, segundo a Comerc.

No ano passado, a bandeira tarifária foi verde até abril, como em 2019, tendo mudado para amarelo em maio. Entre junho e outubro, o mecanismo ficou no patamar vermelho segundo nível, para voltar em novembro à cor amarela.

"A princípio, está se sinalizando algo similar. Até pela tendência do período seco, que está entrando agora, a gente deve ter bandeiras que vão gerar custo adicional para o consumidor, a não ser que tenhamos uma reversão (no clima), o que neste momento não aparece nas previsões", afirmou o sócio da comercializadora Ecom Energia, Paulo Toledo.

A bandeira amarela gera custo extra de 1 real a cada 100 quilowatts-hora, contra 3 reais da vermelha e 5 reais da bandeira vermelha nível 2, a mais cara.

A Aneel propôs no mês passado elevar os valores --para 6 reais na bandeira vermelha nível 2; 3,50 reais na vermelha e 1,5 reais na amarela, mas a proposta ainda não foi analisada em definitivo.

Com informações do Jornal Extra (Rio) e Agência Reuters

URGENTE: Vai faltar água no Grande Recife

Uma paralisação no Sistema Tapacurá foi programada para a próxima segunda-feira ( 29), a partir das 07h, por 48 horas, para realização de serviços de manutenção eletromecânica em suas unidades operacionais. Os trabalhos visam garantir maior confiabilidade operacional do Sistema Tapacurá, responsável pelo abastecimento de 35% da Região Metropolitana do Recife. Em função da paralisação, haverá falta de água em bairros do Recife, Jaboatão dos Guararapes e em toda cidade de Camaragibe. A previsão é retomar a operação do Sistema Tapacurá na quarta-feira (1), a partir das 07h. A regularização do abastecimento ocorrerá de acordo com o calendário de cada localidade ( áreas com rodízio). Veja a seguir se no seu bairro vai faltar água.

Imprensa Compesa




terça-feira, 23 de abril de 2019

Ação sobre saúde e segurança no trabalho com varredoras de ruas do Recife


A Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife realizará, na manhã desta terça-feira (24), uma ação com 15 mulheres que trabalham como varredoras de ruas e são conhecidas como as “Margaridas” da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). As garis passarão por um momento de relaxamento e receberão orientações sobre prevenção de acidentes de trabalho a partir das 9h, em um salão de beleza no bairro das Graças. A atividade faz parte da campanha Abril Verde, promovida pelo Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest Recife), da Prefeitura do Recife, para conscientização sobre saúde e segurança dos trabalhadores.

A ação oferecerá às trabalhadoras corte de cabelo e escova, maquiagem, massagem nos pés e posterior sessão de fotos, com o intuito de valorizar e dar visibilidade a elas. Ainda serão feitas rodas de conversa sobre Lesões por Esforço Repetitivo e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Ler/Dort), além da prevenção de acidentes com materiais biológicos.

Abril verde – Para lembrar o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, celebrado no próximo domingo (28), a Sesau realiza, desde o início deste mês, atividades laborais e de autocuidado com funcionários, panfletagens, palestras sobre prevenção de acidentes de trabalho, apresentação da Política Nacional em Saúde do Trabalhador e outras ações no Recife e em outras cidades do Estado. A ideia é conscientizar a sociedade com o objetivo de prevenir e reduzir a ocorrência dos acidentes e doenças no ambiente de trabalho, além de melhorar o bem-estar físico, mental e social dos profissionais, sobretudo usuários e colaboradores do Sistema Único de Saúde (SUS).

Pauta: Ação sobre saúde e segurança no trabalho com as Margaridas da Emlurb

Quando: Terça-feira (24), às 9h

Local: Salão Donna Beleza e Bello Homem - Rua Guilherme Pinto, n° 55, Graças



Imprensa Recife

#VcNoBlog Jackeline Queiroz, mãe e coacher

A profissional de coach, Jackeline Queiroz recebeu convite do nosso blog para escrever sobre dois assuntos os quais ela entende bem: maternidade e mundo corporativo. Mãe da pequena Nicole, Jackeline nos escreve um artigo sobre o mercado de trabalho, que está começando a mudar em relação a profissionais gestantes. Você também pode participar do blog, escrevendo artigos, contos, crônicas e poemas, afinal, este espaço também é seu!!!


Contratando grávidas 
Jackeline Vasconcelos



A mulher é o ser mais dinâmico que eu conheço. Por que insistem em criar o impasse: carreira ou maternidade, como se não fôssemos capazes de dar conta dos dois? Por que insistem em criar rótulos para as mulheres, dizendo que depois que viramos mães, não temos disponibilidade de tempo, não damos prioridade ao trabalho, etc?

As mulheres já sofrem bastantes preconceitos, discriminações, exclusões, demissões, já são tão rebaixadas na sociedade. Quando o homem é pai, é visto como responsável. Quando a mulher tem filhos, é vista como incapaz. Não precisamos mais de nada que reduza nossa autoestima. Ao contrário, precisamos de pessoas que enxerguem todos os ganhos advindos da maternidade, que são muitos. E reconhecimento e valorização desse papel tão nobre, mas também tão exaustivo que é ser mãe solo com o “peso” da responsabilidade nas costas e sem ninguém para dividir, como acontece em grande parcela da população.

Durante a maternidade, várias conexões e sinapses nunca antes efetivadas, são realizadas no cérebro das mulheres mães. Acredito que esse pequeno “detalhe”, tão menosprezado, faz toda a diferença. Os momentos de crise, de estresse, de lidar com novas situações todos os dias, as habilidades desenvolvidas nos cuidados, observação e educação do novo ser, criam ou reforçam na mulher talentos e habilidades como nada poderia fazer. Esse é um diferencial, não um impedimento. Esse diferencial precisa ser destacado e valorizado. Não distorcido ou minimizado.

Até quando adquirimos mais diferenciais e habilidades, nossa imagem, conceito e utilidade são diminuídas e menosprezadas. Quando, na verdade, são ganhos relevantes que agregam em qualquer ambiente ocupado pela mulher mãe. Chega de mães desempregadas. Chega de demissões pós licença maternidade. Chega de mentalidade corporativa limitada.

Entre os maiores ganhos obtidos pelas mulheres após a maternidade, destaco: Capacidade de empatia. Característica imprescindível para trabalho em equipe. Capacidade de compreensão aumentada, muito importante para relacionamentos interpessoais. Mais do que multitarefas, a mulher já domina várias atividades simultaneamente, após a maternidade, esse potencial é ampliado. Ela executa várias tarefas ainda mais consciente e focada. Gestão de tempo, a mulher mãe se torna muito mais segura nesse aspecto, visto que com criança, o tempo se torna muito mais escasso e, portanto, mais valioso e mais produtivo. Isso sem falar no propósito. Quer propósito maior para trabalhar do que sustentar e proporcionar melhor qualidade de vida para seu filho? Não existe. Propósitos movem pessoas e nada é impossível para uma mãe determinada a dar o melhor para sua família.

Meu apelo não é somente que grávidas ou mães de filhos pequenos sejam admitidas simplesmente por tantas habilidades adquiridas, mas principalmente pela VALORIZAÇÃO DA MULHER E DO SEU NOVO PAPEL ASSUMIDO NA SOCIEDADE, RECONHECIMENTO DA MULHER MÃE ENQUANTO GERADORA DE VIDA E EDUCADORA DE UM CIDADÃO E TAMBÉM CONSICÊNCIA DE JUSTIÇA EM MANTER E PROPORCIONAR UMA VIDA DIGNA PARA A MULHER E SUA FAMÍLIA, PRINCIPALMENTE NESSA ETAPA DA VIDA das mulheres, etapa essa MAIS DESAFIADORA da sua vida inteira. Não é justo que exatamente na fase mais crítica da vida de uma mulher, ela seja demitida, excluída da sua vida profissional, tenha seu direito à independência financeira e à dignidade para si e para seu filho negados.

As empresas precisam mudar, aprimorar e evoluir na mentalidade e acolher sim a realidade das mães profissionais. Empresas são feitas de pessoas, seres humanos e a mulher não pode ser a ÚNICA PREJUDICADA POR ESTAR CRIANDO OUTRO SER HUMANO. Um papel tão nobre, que deveria ser exaltado, se tornando um fardo para as mulheres simplesmente pela ausência de ACOLHIMENTO E EMPATIA sobre sua realidade. E a sociedade também deveria se movimentar no sentido de aumentar a licença paternidade e a inserir na cultura, hábitos de cuidados com os filhos e com a casa na educação dos meninos. Para que no futuro, as futuras meninas de hoje, não sofram o que as mulheres sofrem atualmente se prejudicando SOZINHAS em suas vidas profissionais. Se houvesse divisão de tarefas de forma justa e igualitária, as mulheres não perderiam vagas de empregos para homens, mesmo sendo em muitos casos, mais capacitadas e qualificadas. As mulheres não seriam demitidas por terem se tornado mães, enquanto os homens mantêm seus empregos e evoluem em suas carreiras. Não é justo que essa lógica seja perpetuada e que as mulheres continuem se prejudicando eternamente. Que essas mudanças comecem já através de nós, mulheres, para beneficiar TODA a sociedade.


Grupo de Trabalho Perus não foi encerrado, diz Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos



O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou na noite de segunda-feira (22) uma nota afirmando que o Grupo de Trabalho Perus (GTP) “não foi encerrado com a publicação do Decreto 9.759/2019”.

“O grupo funcionava normalmente por força de um Acordo de Cooperação Técnica nº 01/2018, assinado entre o então Ministério dos Direitos Humanos (MDH), a Secretaria Municipal de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que acabou por vencer em março deste ano. Um novo instrumento, de mesmo cunho, está em tramitação e deve formalizar a continuidade dos trabalhos”, explicou a pasta liderada por Damares Alves.

Na noite do dia 11, um domingo, o presidente Jair Bolsonaro assinou o Decreto 9.759, medida que “extingue e estabelece diretrizes, regras e limitações” em conselhos, grupos e comissões da administração pública federal direta, autarquias e fundações, afetando na prática o funcionamento do Grupo de Trabalho de Perus (GTP), responsável por analisar 1.047 ossadas retiradas da vala clandestina, da Zona Norte da cidade de São Paulo.


Após a repercussão negativa, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, publica a nota negando que o Decreto 9.759 irá acabar com os trabalhos do GTP.

Em entrevista ao GGN, a presidente da Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos, Eugênia Gonzaga também explicou que o grupo “continua funcionando independente do decreto”, entretanto ele corre risco perder apoio.

“O GT é fruto de acordo entre a Prefeitura de São Paulo, a União e a Unifesp. Nós consideramos que ele continua funcionando independente do decreto. O problema é que é preciso renovar o acordo entre Unifesp, Prefeitura e União [para a continuidade dos trabalhos, que envolve contratação de mais peritos para fazer a identificação das ossadas de Perus]. O prazo para isso acontecer é agora em abril. Eles [governo Bolsonaro] não disseram que não vão renovar, mas não sabemos.”

“O GT Perus tem estabilidade decorrente do acordo feito em juízo. Se eles [governo Bolsonaro] decidirem não renovar o acordo, estariam descumprindo decisão judicial”, completou Eugênia.

A seguir leia a nota do Ministério na íntegra.

Nota sobre a continuidade do Grupo de Trabalho Perus

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que presta apoio à Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), informa que, ao contrário do que foi divulgado nesta segunda-feira (22) por parte da imprensa, o Grupo de Trabalho Perus (GTP) não foi encerrado com a publicação do Decreto 9.759/2019.

Cumpre ressaltar que o Grupo de Trabalho Perus foi instituído em 2014 como instrumento possível para dar resposta à Ação Civil Pública que relaciona a União Federal, o Estado e o Município de São Paulo, universidades públicas e servidores públicos ligados às análises forenses durante o período em que os remanescentes ósseos estiveram sob responsabilidade destas instituições e pessoas físicas.

O grupo funcionava normalmente por força de um Acordo de Cooperação Técnica nº 01/2018, assinado entre o então Ministério dos Direitos Humanos (MDH), a Secretaria Municipal de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que acabou por vencer em março deste ano. Um novo instrumento, de mesmo cunho, está em tramitação e deve formalizar a continuidade dos trabalhos.

Atualmente, a análise forense é realizada por quatro peritas fixas contratadas pela Prefeitura de São Paulo, o que é possibilitado por um convênio entre essa e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Além destas profissionais, o GTP conta, ainda, com peritos rotativos da perícia oficial do país e professores universitários, residentes em diferentes localidades do Brasil, que se dedicam uma semana por mês aos trabalhos. As passagens e as diárias são garantidas pelo Ministério.

As atividades do GTP contemplam ainda entrevistas e coletas de amostras de sangue de familiares, em diversas cidades do país, para exames de DNA.

Todas as etapas dos trabalhos periciais são realizadas em absoluto respeito aos princípios éticos e humanitários e conforme os protocolos científicos nacionais e internacionais para análise de remanescentes ósseos e coleta de amostra biológicas de familiares para exames genéticos com fins de identificação.

O Ministério reafirma a importância dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Grupo de Trabalho, atendendo aos preceitos humanitários e legais para que as famílias possam exercer seu direito ao sepultamento e ao luto. Os avanços conquistados por meio das atividades do GTP poderão apresentar subsídios para os processos de busca e identificação de casos de desaparecimento atuais, por seu legado humanitário e expertise no processo de identificação humana no país​.

Jornal GGN

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Ajude o projeto Heroínas dessa História





O projeto Heroínas dessa História retrata a trajetória de mulheres que perderam seus familiares durante a ditadura militar que se instalou em 1964 e que desde então têm lutado por memória, verdade e justiça. São histórias inspiradoras e de luta e que, no entanto, ainda permanecem em grande parte desconhecidas. Trata-se de uma iniciativa voltada para a garantia do direito à memória e à verdade, ajudando a denunciar as violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro – o que se mostra cada vez mais importante, principalmente diante das recentes tentativas de revisionismo histórico sobre o período.

Produtos. A intenção é produzir uma série de publicações com o perfil de cada uma das mais de 70 mulheres já mapeadas, ajudando a mostrar uma face ainda pouco visível da ditadura civil-militar brasileira, bem como um documentário com relatos inéditos.
  • 1ª edição. A primeira edição do livro já está em andamento e deve ser lançada no segundo semestre de 2019 (o evento de lançamento também depende da captação). Para a conclusão desta publicação inicial, os custos incluem, além da impressão e distribuição, uma pesquisa aprofundada de cada uma dessas histórias conduzida por jornalistas renomadas e com grande sensibilidade, além de um estilo de escrita literário capaz de tratar o tema com a delicadeza que se requer. Ao lado da revisão bibliográfica e documental, a pesquisa tem sido realizada por meio de várias rodadas de entrevistas a familiares e à própria perfilada, quando possível, incluindo ainda custos de passagens e diárias, no caso das personagens de outros estados.
  • Próximas edições. A intenção do Instituto Vladimir Herzog é que o projeto seja permanente e que a cada dois anos seja lançada uma nova edição do Heroínas dessa História, haja vista que são muitas as mulheres que lutaram e lutam para manter viva a memória de seus familiares e exigir do Estado as respostas ainda devidas. A pesquisa inicialmente realizada levantou mais de setenta mulheres e esse número só tende a aumentar.
  • Documentário. Além disso, o projeto também prevê a produção de um documentário com as entrevistas com essas mulheres e seus familiares, trazendo fatos inéditos desse quebra-cabeças que tanto custa a fechar. As entrevistas já têm sido registradas em qualidade cinematográfica e captação ajudará na produção, edição e finalização do documentário. A intenção é captar aspectos ainda desconhecidos dessas histórias e colaborar para a ativação, a construção e a materialização da memória coletiva sobre o período.
Distribuição do financiamento. Esta campanha de financiamento coletivo engloba todos esses produtos e está distribuída da seguinte forma:
  • Conclusão da primeira edição do livro Heroínas dessa História – R$ 40 mil
  • Captação para o início da segunda edição do livro – R$ 30 mil
  • Evento de lançamento do livro, que ocorrerá em São Paulo, com a presença de autoras e perfiladas – R$ 20 mil
  • Produção do documentário – R$ 60 mil

Modalidade de arrecadação. Vale destacar que a campanha foi montada na modalidade flex, ou seja, qualquer montante arrecadado será revertido para o projeto, independente do alcance integral da meta. Por isso, toda doação representa uma contribuição fundamental para que essa ação se concretize.

Quem são as mulheres retratadas?


Ana Dias: Liderança da Zona Sul de São Paulo que organizou a luta de mulheres por direitos e viúva do operário Santo Dias, assassinado pela ditadura. Participa ativamente do Comitê Santo Dias e anualmente organiza atos no local onde Santo foi morto.
Carolina Rewaptu: Cacica da Terra Indígena Xavante Marãiwatsédé, Carolina aprendeu português e se tornou professora para ajudar as pessoas de seu povo a entender o mundo dos brancos e a contar sua própria história, também em português: a história de um povo que sobreviveu a uma tentativa de genocídio e, 46 anos depois, apoiado na memória dos mais velhos, fez Justiça ao retomar suas terras.
Clarice Herzog: Publicitária, Clarice tem travado uma luta contínua para esclarecer as circunstâncias e os responsáveis pela morte de seu companheiro, o jornalista Vladimir Herzog, preso, torturado e assassinado no DOI-Codi. Recentemente conquistou a condenação do Estado brasileiro pela omissão em elucidar o crime e punir os torturadores.
Clara Charf: Foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Ação Libertadora Nacional (ALN), fundada por seu companheiro de vida e militância Carlos Marighella, morto em em 1969. Clara se exilou em Cuba, onde viveu até 1979. Desde o retorno, tem lutado para manter viva a memória do companheiro.
Crimeia Schmidt de Almeida: Ex-guerrilheira do Araguaia, companheira de Andre Grabois, desaparecido em 1973. Aos seis meses e meio de gravidez, foi sequestrada e torturada. Uma das fundadoras da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos. Em 2005, ela e familiares foram vitoriosos em ação movida contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro agente da ditadura a ser declarado torturador.
Damaris Lucena: Operária maranhense, atuou na militância sindical e de oposição à ditadura. Foi companheira de Antônio Raymundo Lucena, morto em 1970. Damaris foi presa junto com os filhos e torturada nas dependências da Oban. Banida do país, foi para o México com os filhos e de lá para Cuba, onde ficou até a Anistia. Desde então luta por Justiça pelo marido.
Diana Piló Oliveira: Mãe de Pedro Alexandrino Oliveira Filho, o “Peri’, desaparecido em 1974. Sua casa foi várias vezes invadida por policiais à procura de Pedrinho. Não suportando as constantes invasões, Diana, mudou-se para o Rio de Janeiro para tentar ter notícias do paradeiro do filho, o que aguarda até hoje, aos 95 anos.
Elizabeth Teixeira: Liderança camponesa, militou nas Ligas Camponesas e até hoje é grande uma referência. Presa várias vezes, perseguida pela ditadura e por jagunços, teve que ir para a clandestinidade após o assassinato do marido, João Pedro Teixeira, em 1962. Fugindo da perseguição, Elizabeth e os 11 filhos não conseguiram seguir juntos para escapar da morte: cada um foi para um canto diferente do Brasil.
Elzita Santa Cruz: Um século de vida, metade dedicada à luta pela memória. Ela ainda espera estar viva para receber notícias do filho, Fernando Santa Cruz, desaparecido nas mãos do Estado, em 1974. Sua busca inspirou outras famílias Brasil afora e ela tornou-se um símbolo da luta pela memória dos anos de chumbo.
Eunice Paiva: Foi casada com o deputado Rubens Paiva, desaparecido pela ditadura em 1971. Ficou 12 dias presa no DOI-Codi do Rio de Janeiro com a filha de 15 anos. Eunice passou a exigir a verdade sobre o paradeiro do marido, o reconhecimento de sua morte e a revelação de onde o corpo estaria enterrado, o que jamais descobriu. Formou-se advogada aos 47 anos e passou a militar pela verdade e direitos civis dos desaparecidos e de seus familiares.
Genivalda Melo da Silva: Foi casada com José Manoel da Silva, cabo da Marinha morto pela ditadura na ação conhecida como Massacre da Chácara São Bento, em 1973, e enterrado como indigente. Após a morte do marido, foi presa e estuprada. Depois de solta, não desistiu até conseguir enterrar as ossadas do marido em sua terra natal, em 1995.
Ilda Martins da Silva: operária e associada aos sindicato dos químicos, Ilda ficou viúva de Virgílio Gomes da Silva, o primeiro desaparecido da ditadura militar. Em 1969, no dia seguinte à morte do marido, foi presa com três de seus quatro filhos, sofrendo torturas físicas e psicológicas. Ficou detida por nove meses, na maior parte do tempo incomunicável. Depois, sem conseguir emprego, exilou-se no Chile e depois em Cuba, com os filhos, onde permaneceu até que se formassem. Ilda segue lutando para saber onde está o corpo do marido.
Maria José Araújo: mãe de Luiz Almeida de Araújo, desaparecido em São Paulo numa ação até hoje não esclarecida. Foi de Recife até a sede do DOI-CODI/SP com seu outro filho, Manoel, onde sofreram uma série de constrangimentos. Dona Maria José ainda aguarda respostas do Estado sobre o paradeiro do filho.
Marli Pereira Soares: Ficou conhecida como Marli Coragem, pois em 1979 testemunhou o assassinato de seu irmão, Paulo, pela polícia militar, no Rio de Janeiro. Enquanto estava na delegacia para fazer a denúncia, reconheceu e apontou um dos assassinos de seu irmão, que nunca foi preso. Ao contrário, passou a sofrer ameaças e se manteve escondida por muito tempo. Anos mais tarde, seu filho Sandro, de 15 anos, também foi assassinado pela polícia.
Zuzu Angel: Estilista internacionalmente conhecida, procurou incansavelmente o filho, Stuart Edgard Angel Jones, morto pela ditadura, abordando autoridades nacionais e internacionais e concedendo entrevistas à imprensa, tendo alcançado grande repercussão. Morta em circunstâncias suspeitas,e acredita-se que possa ter sido também vítima dos agentes da repressão.

Página do Catarse

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Produção da agroindústria do Estado poderá ser comercializada em todo o Brasil

Os produtos oriundos das agroindústrias do Estado de Pernambuco, com Registro aprovado na Adagro, a partir de agora poderão ser comercializados em todo o Brasil. Em portaria publicada nesta terça-feira (16), no Diário Oficial da União, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concedeu à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) o reconhecimento da equivalência do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) junto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).

Com a medida, surge um novo e promissor cenário que permitirá o aumento da produção pernambucana em razão da abertura do mercado nacional, permitindo que os produtos do Estado sejam reconhecidos pela sua qualidade e inocuidade, consolidando a dedicação e visão empreendedora do empreendedor pernambucano.

A adesão ao SISBI é voluntária, porém as empresas devem atender às adequações necessárias. “Ser aprovado no SISBI é comprovar que temos um serviço de inspeção equivalente ao federal. Isso traz benefício tanto para os empresários, porque representa a possibilidade de ampliar o comércio, como também garante o fornecimento de alimentos seguros para o consumidor final”, explicou o presidente da Adagro, Paulo Roberto Lima.

Três estabelecimentos com adesão ao SISBI já podem comercializar seus produtos em todo o Brasil: o laticínio Campo da Serra, o laticínio Venturosa e a Aska alimentos (ovos pasteurizados). Estes terão o selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) juntamente com o selo específico do SISBI nas embalagens, sem precisar do registro no Mapa.

Para o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, a adesão ao SISBI é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Adagro. “Pernambuco é o único estado do Nordeste com o certificado de equivalência do Serviço de Inspeção Estadual, o que representa o reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido pela Adagro. Uma boa notícia para o Estado e, principalmente, para os produtores pernambucanos que ganham com a ampliação do mercado”, destacou.

O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (SUASA), estabelece padrões e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal com o objetivo de garantir a inocuidade e a segurança alimentar.


Imprensa IPA

Temporada 2019 da Paixão de Cristo termina neste sábado

Termina neste sábado (20) a temporada 2019 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém realizada no município do Brejo da Madre de Deus (PE). No último dia do espetáculo, estão sendo esperados cerca de 10 mil pessoas, mesmo número estimado para o feriado desta sexta-feira.

Este ano a média diária de público tem sido de 6 mil pessoas. O maior número de pessoas foi registrado na estreia, quando cerca de 10 mil pessoas estiveram presentes à cidade teatro. A maioria do público vem do Nordeste, com destaque para Pernambuco e estados vizinhos. Do Sudeste, muitos turistas vêm de São Paulo, que, em alguns dias chega a superar alguns estados do Nordeste como emissor de visitantes.

De acordo com a pesquisa de realizada com o público, cerca de 74% dos pesquisados consideram o espetáculo ótimo ou bom e o restante não opinou. Além disso, cerca de 50% do público já assistiu a Paixão pelo menos uma vez. Ao longo dos seus mais de 50 anos de história, a Paixão de Cristo já registra um público acumulado de aproximadamente 4 milhões de expectadores. 

A maior parte do público chega em ônibus de turismo e vans que é a forma mais fácil e cômoda de ir à Nova Jerusalém. Esses serviços de traslados têm preços variados e podem ser encontrados no Google ou Facebook. Existem também iniciativas independentes de grupos de amigos, igrejas, clubes e associações que formam caravanas para assistir ao espetáculo. Muitas pessoas também chegam de automóvel até a Nova Jerusalém. A estrada que liga a cidade-teatro à capital pernambucana e ao município de Caruaru é duplicada em sua quase totalidade, oferecendo conforto e segurança para os viajantes. 

Pelo site oficial na Internet, os ingressos para o sábado podem ser adquiridos até à meia noite da sexta-feira. Mas as compras nas bilheterias e nos pontos de venda podem ser feitas no sábado, podendo ser em qualquer cartão de crédito em até 12 vezes.

As entradas para o espetáculo custam de R$ 100,00 a R$ 120,00, dependendo do dia, com meia-entrada para estudantes, professores de Pernambuco e público de até 14 anos.

Mais informações sobre o espetáculo podem ser obtidas pelo site www.novajerusalem.com.br, ou Instagram @paixaodecristooficial ou www.facebook.com/paixaodecristodenovajerusalem.


Governo da Bahia muda nome de escola Victor Civita para Mestre Môa do Katendê


Através de portaria publicada nesta quarta-feira (17), o secretário de Educação do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues Souza, mudou o nome do Colégio Estadual Victor Civita para Colégio Estadual Mestre Môa Do Katendê. A escola fica na capital baiana e tem como mantenedora o governo estadual.

O mestre de capoeira e militante da cultura negra Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, foi esfaqueado e morto em um bar, em outubro do ano passado, na região do Dique do Tororó, em Salvador.

O crime aconteceu logo após o capoeirista ter uma discussão sobre política com, segundo postagem de amigos e alunos nas redes sociais, “um eleitor do fascista ‘coiso’”, se referindo ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

A sua morte causou grande comoção mundial. O ex-Pink Floyd, Roger Waters, homenageou o capoeirista Moa do Katendê em sua apresentação em Salvador, na Arena Fonte Nova. Uma imagem no telão mostrou mestre Moa. O cantor foi ovacionado pela plateia.

O cantor e compositor baiano gravou, na época, uma canção em homenagem ao capoeirista.

Mestre Moa do Katendê

Mestre Moa do Katendê foi um compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira brasileiro.

Considerado um dos maiores mestres de capoeira de Angola da Bahia, começou a praticar capoeira aos oito anos de idade, no terreiro de sua tia, o Ilê Axé Omin Bain.

Foi campeão do Festival da Canção do bloco Ilê Aiyê em 1977. Promoveu o afoxé, fundando em 1978 o Badauê, e em 1995 o Amigos de Katendê. Defendia um processo de “reafricanização” da juventude baiana e do carnaval, seguindo as propostas de Antonio Risério.

Victor Civita

Victor Civita, que dava o nome anterior ao colégio, foi um empresário que fundou a Editora Abril, que publica, entre outras a Revista Veja.


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