Neste próximo sábado (27), das 17h30 às 22h30, o Grupo João Teimoso vai realizar a edição 208° do Sarau das Artes, evento que reúne apresentações artísticas das mais variadas linguagens e, ainda, conta com uma feirinha de artesanato.
O evento acontece na rua da Guia, em frente ao Recife Antigo Hostel. Nesta edição serão comemorados os 18 anos de fundação do Grupo de Teatro João Teimoso (completos no último 22 de abril) grupo este que não só fundou o Sarau das Artes, como tem forte atuação na cultura pernambucana com o movimento de resistência artística da Guerrilha Cultural, capitaneado pelo seu fundador, Oséas Borba Neto e de sua assistente, Michelli Amorim, também membros do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco.
A proposta do Sarau das Artes é ser uma confraternização com as diversas linguagens artísticas e preparar a tão formação de plateias, difundindo a arte e a poesia. Agora, o evento está mais perto do povo, no coração do Recife Antigo, onde tradicionalmente já pulsa cultura e que ganha um colorido a mais com a realização do Sarau no bairro. Nesse 208º Sarau das Artes, compõem a grade do evento apresentações artísticas de música MPB e autoral, danças do ventre, cigana e performática, teatro, humor e poesia, além de 12 expositores numa pequena feirinha Cultural.
O Sarau das Artes foi criado em agosto de 2009 pelo Grupo João Teimoso, em seu movimento de Guerrilha Cultural. Já passou pelo Pina, Torre Malakoff, Centro Cultural dos Correios, Sinspire e se fixou mesmo no coração do Recife Antigo. Hoje, é um evento consolidado na cidade, e já conta com mais de 3.300 apresentações artísticas realizadas.
O Grupo não conta com patrocínios, apenas apoios e segue com sua garra, determinação e resistência pela arte. Afinal, o próprio Grupo prefere denominar: "São Amigos e Artistas Teimando pela Arte." MONTAGEM Para marcar os 18 anos de atuação, o Grupo João Teimoso segue com seus cursos regulares de formação teatral, reconhecidos pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado de Pernambuco (Sated-PE).
Atualmente, está com a montagem do espetáculo Retratos de Chumbo – As Rosas que Enfrentaram os Canhões, com estreia prevista para 9 de agosto, no teatro Hermilo Borba Filho.
Serviço:
208º Sarau das Artes comemora os 18 anos do Grupo João Teimoso
Dia: 27/abr – sábado
Horário: 17h30
Local: Rua da Guia – em frente ao Recife Antigo Hostel
Ingressos: Gratuito
A Petrobras poderá em breve vender oito refinarias e uma cadeia de postos de gasolina, depois que a diretoria da gigante petrolífera brasileira aprovou essas operações, segundo a Reuters nesta sexta-feira.
De acordo com uma declaração de valores citada pela agência, as vendas incluiriam refinarias localizadas em diferentes partes do território brasileiro, incluindo a recém-construída Abreu e Lima, em Pernambuco.
Por outro lado, a empresa semi-nacional pretende vender uma cadeia de postos de serviços que possui no Uruguai e que opera em todo o país desde 2006, de acordo com o comunicado.
Além disso, a Petrobras poderia dispor de parte de suas ações na empresa de distribuição de combustíveis BR, a maior do Brasil e da América Latina, segundo o documento.
Embora as autoridades brasileiras digam que o país não está atualmente considerando a privatização da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro disse na semana passada, a Globo , que tem "simpatia inicial" por essa possibilidade.
Os brasileiros terão maiores custos com energia elétrica no próximo mês devido ao acionamento da chamada bandeira tarifária amarela nas contas de luz, que gera uma cobrança extra para sinalizar a menor oferta de geração, disse a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira.
A bandeira foi verde nos primeiros quatro meses do ano, o que não aumenta custos, em meio a um período de chuvas mais favoráveis na região das hidrelétricas, principal fonte de geração do Brasil.
Mas expectativas de um clima mais seco e um consequente déficit de geração hídrica levaram à mudança de patamar em maio, disse a Aneel, enquanto especialistas projetaram que o cenário ainda deverá piorar, com possibilidade a partir de junho de meses seguidos de bandeira vermelha, com custo maior.
"Começaram as 'bandeiradas'. Daqui para a frente, em junho, julho, agosto, setembro, a gente tem muito mais chances de ter bandeira vermelha", disse à Reuters o presidente da comercializadora Comerc Energia, Cristopher Vlavianos.
A Comerc vê mais de 60 por cento de chances de bandeira tarifária vermelha 2 entre junho e agosto. O custo cairia um pouco em setembro, quando a empresa espera bandeira vermelha nível 1 (76 por cento de probabilidade) ou amarela (24 por cento).
Já a Esfera Energia projeta um cenário ainda mais desfavorável para os consumidores, com a bandeira mais cara acionada até outubro e um alívio apenas parcial em novembro, com bandeira vermelha no primeiro nível.
As projeções das empresas levam em consideração uma nova proposta da Aneel para as regras das bandeiras que deve entrar em vigor já no próximo mês.
Mas mesmo a manutenção da atual metodologia de definição do mecanismo não alteraria o cenário de custos maiores ao menos até setembro, segundo a Comerc.
No ano passado, a bandeira tarifária foi verde até abril, como em 2019, tendo mudado para amarelo em maio. Entre junho e outubro, o mecanismo ficou no patamar vermelho segundo nível, para voltar em novembro à cor amarela.
"A princípio, está se sinalizando algo similar. Até pela tendência do período seco, que está entrando agora, a gente deve ter bandeiras que vão gerar custo adicional para o consumidor, a não ser que tenhamos uma reversão (no clima), o que neste momento não aparece nas previsões", afirmou o sócio da comercializadora Ecom Energia, Paulo Toledo.
A bandeira amarela gera custo extra de 1 real a cada 100 quilowatts-hora, contra 3 reais da vermelha e 5 reais da bandeira vermelha nível 2, a mais cara.
A Aneel propôs no mês passado elevar os valores --para 6 reais na bandeira vermelha nível 2; 3,50 reais na vermelha e 1,5 reais na amarela, mas a proposta ainda não foi analisada em definitivo.
Com informações do Jornal Extra (Rio) e Agência Reuters
Uma paralisação no Sistema Tapacurá foi programada para a próxima segunda-feira ( 29), a partir das 07h, por 48 horas, para realização de serviços de manutenção eletromecânica em suas unidades operacionais. Os trabalhos visam garantir maior confiabilidade operacional do Sistema Tapacurá, responsável pelo abastecimento de 35% da Região Metropolitana do Recife. Em função da paralisação, haverá falta de água em bairros do Recife, Jaboatão dos Guararapes e em toda cidade de Camaragibe. A previsão é retomar a operação do Sistema Tapacurá na quarta-feira (1), a partir das 07h. A regularização do abastecimento ocorrerá de acordo com o calendário de cada localidade ( áreas com rodízio). Veja a seguir se no seu bairro vai faltar água.
A Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife realizará, na manhã desta terça-feira (24), uma ação com 15 mulheres que trabalham como varredoras de ruas e são conhecidas como as “Margaridas” da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). As garis passarão por um momento de relaxamento e receberão orientações sobre prevenção de acidentes de trabalho a partir das 9h, em um salão de beleza no bairro das Graças. A atividade faz parte da campanha Abril Verde, promovida pelo Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest Recife), da Prefeitura do Recife, para conscientização sobre saúde e segurança dos trabalhadores.
A ação oferecerá às trabalhadoras corte de cabelo e escova, maquiagem, massagem nos pés e posterior sessão de fotos, com o intuito de valorizar e dar visibilidade a elas. Ainda serão feitas rodas de conversa sobre Lesões por Esforço Repetitivo e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Ler/Dort), além da prevenção de acidentes com materiais biológicos.
Abril verde – Para lembrar o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, celebrado no próximo domingo (28), a Sesau realiza, desde o início deste mês, atividades laborais e de autocuidado com funcionários, panfletagens, palestras sobre prevenção de acidentes de trabalho, apresentação da Política Nacional em Saúde do Trabalhador e outras ações no Recife e em outras cidades do Estado. A ideia é conscientizar a sociedade com o objetivo de prevenir e reduzir a ocorrência dos acidentes e doenças no ambiente de trabalho, além de melhorar o bem-estar físico, mental e social dos profissionais, sobretudo usuários e colaboradores do Sistema Único de Saúde (SUS).
Pauta: Ação sobre saúde e segurança no trabalho com as Margaridas da Emlurb
Quando: Terça-feira (24), às 9h
Local: Salão Donna Beleza e Bello Homem - Rua Guilherme Pinto, n° 55, Graças
A profissional de coach, Jackeline Queiroz recebeu convite do nosso blog para escrever sobre dois assuntos os quais ela entende bem: maternidade e mundo corporativo. Mãe da pequena Nicole, Jackeline nos escreve um artigo sobre o mercado de trabalho, que está começando a mudar em relação a profissionais gestantes. Você também pode participar do blog, escrevendo artigos, contos, crônicas e poemas, afinal, este espaço também é seu!!!
Contratando grávidas
Jackeline Vasconcelos
A mulher é o ser mais dinâmico que eu conheço. Por que insistem em criar o impasse: carreira ou maternidade, como se não fôssemos capazes de dar conta dos dois? Por que insistem em criar rótulos para as mulheres, dizendo que depois que viramos mães, não temos disponibilidade de tempo, não damos prioridade ao trabalho, etc?
As mulheres já sofrem bastantes preconceitos, discriminações, exclusões, demissões, já são tão rebaixadas na sociedade. Quando o homem é pai, é visto como responsável. Quando a mulher tem filhos, é vista como incapaz. Não precisamos mais de nada que reduza nossa autoestima. Ao contrário, precisamos de pessoas que enxerguem todos os ganhos advindos da maternidade, que são muitos. E reconhecimento e valorização desse papel tão nobre, mas também tão exaustivo que é ser mãe solo com o “peso” da responsabilidade nas costas e sem ninguém para dividir, como acontece em grande parcela da população.
Durante a maternidade, várias conexões e sinapses nunca antes efetivadas, são realizadas no cérebro das mulheres mães. Acredito que esse pequeno “detalhe”, tão menosprezado, faz toda a diferença. Os momentos de crise, de estresse, de lidar com novas situações todos os dias, as habilidades desenvolvidas nos cuidados, observação e educação do novo ser, criam ou reforçam na mulher talentos e habilidades como nada poderia fazer. Esse é um diferencial, não um impedimento. Esse diferencial precisa ser destacado e valorizado. Não distorcido ou minimizado.
Até quando adquirimos mais diferenciais e habilidades, nossa imagem, conceito e utilidade são diminuídas e menosprezadas. Quando, na verdade, são ganhos relevantes que agregam em qualquer ambiente ocupado pela mulher mãe. Chega de mães desempregadas. Chega de demissões pós licença maternidade. Chega de mentalidade corporativa limitada.
Entre os maiores ganhos obtidos pelas mulheres após a maternidade, destaco: Capacidade de empatia. Característica imprescindível para trabalho em equipe. Capacidade de compreensão aumentada, muito importante para relacionamentos interpessoais. Mais do que multitarefas, a mulher já domina várias atividades simultaneamente, após a maternidade, esse potencial é ampliado. Ela executa várias tarefas ainda mais consciente e focada. Gestão de tempo, a mulher mãe se torna muito mais segura nesse aspecto, visto que com criança, o tempo se torna muito mais escasso e, portanto, mais valioso e mais produtivo. Isso sem falar no propósito. Quer propósito maior para trabalhar do que sustentar e proporcionar melhor qualidade de vida para seu filho? Não existe. Propósitos movem pessoas e nada é impossível para uma mãe determinada a dar o melhor para sua família.
Meu apelo não é somente que grávidas ou mães de filhos pequenos sejam admitidas simplesmente por tantas habilidades adquiridas, mas principalmente pela VALORIZAÇÃO DA MULHER E DO SEU NOVO PAPEL ASSUMIDO NA SOCIEDADE, RECONHECIMENTO DA MULHER MÃE ENQUANTO GERADORA DE VIDA E EDUCADORA DE UM CIDADÃO E TAMBÉM CONSICÊNCIA DE JUSTIÇA EM MANTER E PROPORCIONAR UMA VIDA DIGNA PARA A MULHER E SUA FAMÍLIA, PRINCIPALMENTE NESSA ETAPA DA VIDA das mulheres, etapa essa MAIS DESAFIADORA da sua vida inteira. Não é justo que exatamente na fase mais crítica da vida de uma mulher, ela seja demitida, excluída da sua vida profissional, tenha seu direito à independência financeira e à dignidade para si e para seu filho negados.
As empresas precisam mudar, aprimorar e evoluir na mentalidade e acolher sim a realidade das mães profissionais. Empresas são feitas de pessoas, seres humanos e a mulher não pode ser a ÚNICA PREJUDICADA POR ESTAR CRIANDO OUTRO SER HUMANO. Um papel tão nobre, que deveria ser exaltado, se tornando um fardo para as mulheres simplesmente pela ausência de ACOLHIMENTO E EMPATIA sobre sua realidade. E a sociedade também deveria se movimentar no sentido de aumentar a licença paternidade e a inserir na cultura, hábitos de cuidados com os filhos e com a casa na educação dos meninos. Para que no futuro, as futuras meninas de hoje, não sofram o que as mulheres sofrem atualmente se prejudicando SOZINHAS em suas vidas profissionais. Se houvesse divisão de tarefas de forma justa e igualitária, as mulheres não perderiam vagas de empregos para homens, mesmo sendo em muitos casos, mais capacitadas e qualificadas. As mulheres não seriam demitidas por terem se tornado mães, enquanto os homens mantêm seus empregos e evoluem em suas carreiras. Não é justo que essa lógica seja perpetuada e que as mulheres continuem se prejudicando eternamente. Que essas mudanças comecem já através de nós, mulheres, para beneficiar TODA a sociedade.
O projeto Heroínas dessa História retrata a trajetória de mulheres que perderam seus familiares durante a ditadura militar que se instalou em 1964 e que desde então têm lutado por memória, verdade e justiça. São histórias inspiradoras e de luta e que, no entanto, ainda permanecem em grande parte desconhecidas. Trata-se de uma iniciativa voltada para a garantia do direito à memória e à verdade, ajudando a denunciar as violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro – o que se mostra cada vez mais importante, principalmente diante das recentes tentativas de revisionismo histórico sobre o período.
Produtos. A intenção é produzir uma série de publicações com o perfil de cada uma das mais de 70 mulheres já mapeadas, ajudando a mostrar uma face ainda pouco visível da ditadura civil-militar brasileira, bem como um documentário com relatos inéditos.
1ª edição. A primeira edição do livro já está em andamento e deve ser lançada no segundo semestre de 2019 (o evento de lançamento também depende da captação). Para a conclusão desta publicação inicial, os custos incluem, além da impressão e distribuição, uma pesquisa aprofundada de cada uma dessas histórias conduzida por jornalistas renomadas e com grande sensibilidade, além de um estilo de escrita literário capaz de tratar o tema com a delicadeza que se requer. Ao lado da revisão bibliográfica e documental, a pesquisa tem sido realizada por meio de várias rodadas de entrevistas a familiares e à própria perfilada, quando possível, incluindo ainda custos de passagens e diárias, no caso das personagens de outros estados.
Próximas edições. A intenção do Instituto Vladimir Herzog é que o projeto seja permanente e que a cada dois anos seja lançada uma nova edição do Heroínas dessa História, haja vista que são muitas as mulheres que lutaram e lutam para manter viva a memória de seus familiares e exigir do Estado as respostas ainda devidas. A pesquisa inicialmente realizada levantou mais de setenta mulheres e esse número só tende a aumentar.
Documentário. Além disso, o projeto também prevê a produção de um documentário com as entrevistas com essas mulheres e seus familiares, trazendo fatos inéditos desse quebra-cabeças que tanto custa a fechar. As entrevistas já têm sido registradas em qualidade cinematográfica e captação ajudará na produção, edição e finalização do documentário. A intenção é captar aspectos ainda desconhecidos dessas histórias e colaborar para a ativação, a construção e a materialização da memória coletiva sobre o período.
Distribuição do financiamento. Esta campanha de financiamento coletivo engloba todos esses produtos e está distribuída da seguinte forma:
Conclusão da primeira edição do livro Heroínas dessa História – R$ 40 mil
Captação para o início da segunda edição do livro – R$ 30 mil
Evento de lançamento do livro, que ocorrerá em São Paulo, com a presença de autoras e perfiladas – R$ 20 mil
Produção do documentário – R$ 60 mil
Modalidade de arrecadação. Vale destacar que a campanha foi montada na modalidade flex, ou seja, qualquer montante arrecadado será revertido para o projeto, independente do alcance integral da meta. Por isso, toda doação representa uma contribuição fundamental para que essa ação se concretize.
Quem são as mulheres retratadas?
Ana Dias: Liderança da Zona Sul de São Paulo que organizou a luta de mulheres por direitos e viúva do operário Santo Dias, assassinado pela ditadura. Participa ativamente do Comitê Santo Dias e anualmente organiza atos no local onde Santo foi morto.
Carolina Rewaptu: Cacica da Terra Indígena Xavante Marãiwatsédé, Carolina aprendeu português e se tornou professora para ajudar as pessoas de seu povo a entender o mundo dos brancos e a contar sua própria história, também em português: a história de um povo que sobreviveu a uma tentativa de genocídio e, 46 anos depois, apoiado na memória dos mais velhos, fez Justiça ao retomar suas terras.
Clarice Herzog: Publicitária, Clarice tem travado uma luta contínua para esclarecer as circunstâncias e os responsáveis pela morte de seu companheiro, o jornalista Vladimir Herzog, preso, torturado e assassinado no DOI-Codi. Recentemente conquistou a condenação do Estado brasileiro pela omissão em elucidar o crime e punir os torturadores.
Clara Charf: Foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Ação Libertadora Nacional (ALN), fundada por seu companheiro de vida e militância Carlos Marighella, morto em em 1969. Clara se exilou em Cuba, onde viveu até 1979. Desde o retorno, tem lutado para manter viva a memória do companheiro.
Crimeia Schmidt de Almeida: Ex-guerrilheira do Araguaia, companheira de Andre Grabois, desaparecido em 1973. Aos seis meses e meio de gravidez, foi sequestrada e torturada. Uma das fundadoras da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos. Em 2005, ela e familiares foram vitoriosos em ação movida contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro agente da ditadura a ser declarado torturador.
Damaris Lucena: Operária maranhense, atuou na militância sindical e de oposição à ditadura. Foi companheira de Antônio Raymundo Lucena, morto em 1970. Damaris foi presa junto com os filhos e torturada nas dependências da Oban. Banida do país, foi para o México com os filhos e de lá para Cuba, onde ficou até a Anistia. Desde então luta por Justiça pelo marido.
Diana Piló Oliveira: Mãe de Pedro Alexandrino Oliveira Filho, o “Peri’, desaparecido em 1974. Sua casa foi várias vezes invadida por policiais à procura de Pedrinho. Não suportando as constantes invasões, Diana, mudou-se para o Rio de Janeiro para tentar ter notícias do paradeiro do filho, o que aguarda até hoje, aos 95 anos.
Elizabeth Teixeira: Liderança camponesa, militou nas Ligas Camponesas e até hoje é grande uma referência. Presa várias vezes, perseguida pela ditadura e por jagunços, teve que ir para a clandestinidade após o assassinato do marido, João Pedro Teixeira, em 1962. Fugindo da perseguição, Elizabeth e os 11 filhos não conseguiram seguir juntos para escapar da morte: cada um foi para um canto diferente do Brasil.
Elzita Santa Cruz: Um século de vida, metade dedicada à luta pela memória. Ela ainda espera estar viva para receber notícias do filho, Fernando Santa Cruz, desaparecido nas mãos do Estado, em 1974. Sua busca inspirou outras famílias Brasil afora e ela tornou-se um símbolo da luta pela memória dos anos de chumbo.
Eunice Paiva: Foi casada com o deputado Rubens Paiva, desaparecido pela ditadura em 1971. Ficou 12 dias presa no DOI-Codi do Rio de Janeiro com a filha de 15 anos. Eunice passou a exigir a verdade sobre o paradeiro do marido, o reconhecimento de sua morte e a revelação de onde o corpo estaria enterrado, o que jamais descobriu. Formou-se advogada aos 47 anos e passou a militar pela verdade e direitos civis dos desaparecidos e de seus familiares.
Genivalda Melo da Silva: Foi casada com José Manoel da Silva, cabo da Marinha morto pela ditadura na ação conhecida como Massacre da Chácara São Bento, em 1973, e enterrado como indigente. Após a morte do marido, foi presa e estuprada. Depois de solta, não desistiu até conseguir enterrar as ossadas do marido em sua terra natal, em 1995.
Ilda Martins da Silva: operária e associada aos sindicato dos químicos, Ilda ficou viúva de Virgílio Gomes da Silva, o primeiro desaparecido da ditadura militar. Em 1969, no dia seguinte à morte do marido, foi presa com três de seus quatro filhos, sofrendo torturas físicas e psicológicas. Ficou detida por nove meses, na maior parte do tempo incomunicável. Depois, sem conseguir emprego, exilou-se no Chile e depois em Cuba, com os filhos, onde permaneceu até que se formassem. Ilda segue lutando para saber onde está o corpo do marido.
Maria José Araújo: mãe de Luiz Almeida de Araújo, desaparecido em São Paulo numa ação até hoje não esclarecida. Foi de Recife até a sede do DOI-CODI/SP com seu outro filho, Manoel, onde sofreram uma série de constrangimentos. Dona Maria José ainda aguarda respostas do Estado sobre o paradeiro do filho.
Marli Pereira Soares: Ficou conhecida como Marli Coragem, pois em 1979 testemunhou o assassinato de seu irmão, Paulo, pela polícia militar, no Rio de Janeiro. Enquanto estava na delegacia para fazer a denúncia, reconheceu e apontou um dos assassinos de seu irmão, que nunca foi preso. Ao contrário, passou a sofrer ameaças e se manteve escondida por muito tempo. Anos mais tarde, seu filho Sandro, de 15 anos, também foi assassinado pela polícia.
Zuzu Angel: Estilista internacionalmente conhecida, procurou incansavelmente o filho, Stuart Edgard Angel Jones, morto pela ditadura, abordando autoridades nacionais e internacionais e concedendo entrevistas à imprensa, tendo alcançado grande repercussão. Morta em circunstâncias suspeitas,e acredita-se que possa ter sido também vítima dos agentes da repressão. Página do Catarse
Os produtos oriundos das agroindústrias do Estado de Pernambuco, com Registro aprovado na Adagro, a partir de agora poderão ser comercializados em todo o Brasil. Em portaria publicada nesta terça-feira (16), no Diário Oficial da União, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concedeu à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) o reconhecimento da equivalência do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) junto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).
Com a medida, surge um novo e promissor cenário que permitirá o aumento da produção pernambucana em razão da abertura do mercado nacional, permitindo que os produtos do Estado sejam reconhecidos pela sua qualidade e inocuidade, consolidando a dedicação e visão empreendedora do empreendedor pernambucano.
A adesão ao SISBI é voluntária, porém as empresas devem atender às adequações necessárias. “Ser aprovado no SISBI é comprovar que temos um serviço de inspeção equivalente ao federal. Isso traz benefício tanto para os empresários, porque representa a possibilidade de ampliar o comércio, como também garante o fornecimento de alimentos seguros para o consumidor final”, explicou o presidente da Adagro, Paulo Roberto Lima.
Três estabelecimentos com adesão ao SISBI já podem comercializar seus produtos em todo o Brasil: o laticínio Campo da Serra, o laticínio Venturosa e a Aska alimentos (ovos pasteurizados). Estes terão o selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) juntamente com o selo específico do SISBI nas embalagens, sem precisar do registro no Mapa.
Para o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, a adesão ao SISBI é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Adagro. “Pernambuco é o único estado do Nordeste com o certificado de equivalência do Serviço de Inspeção Estadual, o que representa o reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido pela Adagro. Uma boa notícia para o Estado e, principalmente, para os produtores pernambucanos que ganham com a ampliação do mercado”, destacou.
O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (SUASA), estabelece padrões e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal com o objetivo de garantir a inocuidade e a segurança alimentar.
Termina neste sábado (20) a temporada 2019 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém realizada no município do Brejo da Madre de Deus (PE). No último dia do espetáculo, estão sendo esperados cerca de 10 mil pessoas, mesmo número estimado para o feriado desta sexta-feira.
Este ano a média diária de público tem sido de 6 mil pessoas. O maior número de pessoas foi registrado na estreia, quando cerca de 10 mil pessoas estiveram presentes à cidade teatro. A maioria do público vem do Nordeste, com destaque para Pernambuco e estados vizinhos. Do Sudeste, muitos turistas vêm de São Paulo, que, em alguns dias chega a superar alguns estados do Nordeste como emissor de visitantes.
De acordo com a pesquisa de realizada com o público, cerca de 74% dos pesquisados consideram o espetáculo ótimo ou bom e o restante não opinou. Além disso, cerca de 50% do público já assistiu a Paixão pelo menos uma vez. Ao longo dos seus mais de 50 anos de história, a Paixão de Cristo já registra um público acumulado de aproximadamente 4 milhões de expectadores.
A maior parte do público chega em ônibus de turismo e vans que é a forma mais fácil e cômoda de ir à Nova Jerusalém. Esses serviços de traslados têm preços variados e podem ser encontrados no Google ou Facebook. Existem também iniciativas independentes de grupos de amigos, igrejas, clubes e associações que formam caravanas para assistir ao espetáculo. Muitas pessoas também chegam de automóvel até a Nova Jerusalém. A estrada que liga a cidade-teatro à capital pernambucana e ao município de Caruaru é duplicada em sua quase totalidade, oferecendo conforto e segurança para os viajantes.
Pelo site oficial na Internet, os ingressos para o sábado podem ser adquiridos até à meia noite da sexta-feira. Mas as compras nas bilheterias e nos pontos de venda podem ser feitas no sábado, podendo ser em qualquer cartão de crédito em até 12 vezes.
As entradas para o espetáculo custam de R$ 100,00 a R$ 120,00, dependendo do dia, com meia-entrada para estudantes, professores de Pernambuco e público de até 14 anos.
Através de portaria publicada nesta quarta-feira (17), o secretário de Educação do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues Souza, mudou o nome do Colégio Estadual Victor Civita para Colégio Estadual Mestre Môa Do Katendê. A escola fica na capital baiana e tem como mantenedora o governo estadual.
O mestre de capoeira e militante da cultura negra Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, foi esfaqueado e morto em um bar, em outubro do ano passado, na região do Dique do Tororó, em Salvador.
O crime aconteceu logo após o capoeirista ter uma discussão sobre política com, segundo postagem de amigos e alunos nas redes sociais, “um eleitor do fascista ‘coiso’”, se referindo ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).
A sua morte causou grande comoção mundial. O ex-Pink Floyd, Roger Waters, homenageou o capoeirista Moa do Katendê em sua apresentação em Salvador, na Arena Fonte Nova. Uma imagem no telão mostrou mestre Moa. O cantor foi ovacionado pela plateia.
O cantor e compositor baiano gravou, na época, uma canção em homenagem ao capoeirista.
Mestre Moa do Katendê
Mestre Moa do Katendê foi um compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira brasileiro.
Considerado um dos maiores mestres de capoeira de Angola da Bahia, começou a praticar capoeira aos oito anos de idade, no terreiro de sua tia, o Ilê Axé Omin Bain.
Foi campeão do Festival da Canção do bloco Ilê Aiyê em 1977. Promoveu o afoxé, fundando em 1978 o Badauê, e em 1995 o Amigos de Katendê. Defendia um processo de “reafricanização” da juventude baiana e do carnaval, seguindo as propostas de Antonio Risério.
Victor Civita
Victor Civita, que dava o nome anterior ao colégio, foi um empresário que fundou a Editora Abril, que publica, entre outras a Revista Veja.
“Eu fico com a pureza das respostas das crianças…” A letra de Gonzaguinha reconhece a sabedoria de quem enxerga a vida sob um olhar mais sensível. Uma sensibilidade reconhecida na pequena Bárbara Matos, de 9 anos, aluna do Colégio Diocesano, no Crato.
Após as aulas, ela senta no pátio da escola para ensinar o vendedor de picolé Francisco Santana Filho, de 68 anos, a ler e a escrever. A prática se repete desde 2017, mas só esta semana o registro feito por uma professora ganhou as redes sociais e trouxe luz à história.
“Algumas amigas minhas me ajudam. Aí, foi assim, eu tava aprendendo. Ele disse que não sabia e eu disse então vou te ensinar. Aí fui e ensinei a ele”, disse a aluna do 4º ano.
Conhecido por “Zezinho”, Francisco vende picolé desde os 12 anos de idade e frequenta o local há muito tempo. Numa realidade oposta a daqueles que frequentam a escola, ele não teve oportunidade de estudar, mas conquistou a afeição de quem por lá passa: funcionários, alunos, parentes.
Há 44 anos Zezinho distribui simpatia enquanto trabalha no pátio do colégio. A rotina, no entanto, mudou um pouco. Às 9 horas, durante o intervalo, ele vende o produto. Depois, vai para casa, almoça e volta à escola por volta do meio-dia quando acaba a aula da menina e ela se torna professora: é hora, finalmente, de ele virar aluno e estudar.
“Ela é minha professorinha. Ela é uma pessoa muito linda, gentil e especial. Na hora da saída, ela fica me ensinando o alfabeto. Tô aprendendo aos pouquinhos. Aí agora é desenho. Tô fazendo um coração”, conta o aluno.
Sentado no chão do pátio, Zezinho deixa de ser vendedor e se vê aprendiz, aos 68 anos. O cabelo branco revela a experiência de vida. Mas é com firmeza que ele encara a dura ‘beleza de ser um eterno aprendiz’. Na falta de oportunidade, eis ali a chance de ver o mundo e compreendê-lo através da leitura e da escrita. Desde os sete anos, quando começou a ensiná-lo, foi Bárbara – depois de tantos anos ali – que abriu essa porta.
“Ela repassa para ele o que os professores dela ensinam. Bárbara é uma criança muito sensível. Aqui, nós passamos para eles muito amor. Então, é trabalhar a gentileza, solidariedade. Nós passamos esses valores. Ela entendeu nossa missão de educar, abraçou a causa e faz essa gentileza com amor”, contou a coordenadora pedagógica Nágela Maia.
A menina de nove anos usa o próprio material escolar para alfabetizar o vendedor de picolé. Sentados no chão do pátio, ele já aprendeu o alfabeto, já escreve algumas palavras ditadas pela professora e também lê. Visto como parte da “família” pelos responsáveis da escola, Zezinho é abraçado por todos. Bárbara até faz planos para as próximas lições.
“Já ensinei o alfabeto, algumas letras e algumas palavras. Às vezes, eu passo prova. Ele já está aprendendo a fazer umas letrinhas e algumas palavras. Quero ensinar matemática também”, concluiu a menina.
É através do olhar e da sensibilidade de cada criança que o mundo mantém esperança de “que a vida devia ser bem melhor, e será!”. Com educação, solidariedade e empatia é possível transformar o mundo, uma letra de cada vez.
Não só a cantora Anitta, mas boa parte das mulheres brasileiras não sabe que o autoexame das mamas já deixou de ser indicado para identificar e prevenir o câncer de mama. No clipe da canção recém-lançada, “Atención”, de seu mais novo álbum, a artista pop e outras mulheres aparecem fazendo o autoexame, como um alerta. No entanto, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o método, que já foi bastante preconizado, ajuda a conhecer o próprio corpo, mas não substitui o exame clínico das mamas.
O presidente da SBM, Antônio Frasson, explica que o autoexame deixou de ser recomendado em países mais desenvolvidos há mais de dez anos por não ser capaz de descobrir tumores de até 1 centímetro. Ao se autoapalpar e não identificar nenhuma alteração, a preocupação é que mulheres deixem de procurar atendimento médico e de fazer exames de detecção. Falhas neste rastreamento e a lentidão entre a confirmação e o tratamento contribuem para a mortalidade.
“O autoexame não é capaz de identificar lesões pré-malignas, lesões muito pequenas, antes de se tornarem câncer, propriamente dito, ou seja, não consegue descobrir as lesões quando elas podem ser tratadas mais facilmente”, afirma Frasson. Segundo ele, o autoexame só é preconizado onde não existe mamografia ou outro método de diagnóstico. A Europa e Estados Unidos, por exemplo, cita, não recomendam mais o autoexame. Na Índia, onde não há mamografia acessível, o método ainda é utilizado, mas para evitar complicações do câncer de mama.
A SBM avalia que a falta de informação sobre o câncer de mama atrapalha o diagnóstico e o tratamento. Para atualizar a sociedade sobre a doença, a entidade faz uma pesquisa online. No questionário, os profissionais também querem saber se as mulheres confiam no autoexame como forma de prevenir a doença. Eles também querem identificar gargalos que atrasam o acesso aos mamógrafos e o tempo que a paciente pode ter de esperar entre a confirmação e o início do tratamento. Esse tempo, não pode passar de 60 dias por determinação legal.
“Temos alguns levantamentos brasileiros mostrando que no sistema público os tumores são diagnosticados de forma tardia e que, quando existe uma queixa, de nódulo na mama, ou existe queixa de alteração no seio, há uma demora no diagnóstico. As mulheres têm dificuldade de marcar mamografia, biópsia, agendar consulta com especialistas. Então, queremos entender, em diferentes regiões e perfis de pacientes, aprender, como agilizar as duas etapas”, explica o médico.
Com a pesquisa, a primeira da SBM que consulta diretamente as mulheres, há ainda perguntas acerca de sinais, sintomas, fatores de risco e eficiência de campanhas. Para responder, é preciso ser mulher, ter mais de 18 anos e cerca de dez minutos disponíveis. O resultado deve ser anunciado até o fim deste mês. O questionário está no link: https://lnkd.in/d343z9W.
O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) confirmam a orientação da SBM sobre o autoexame. Orientam a mulher a apalpar as mamas sempre que se sentir confortável, a qualquer tempo, sem nenhuma recomendação técnica específica ou periódica. Os dados oficiais mostram que é mais comum mulheres identificarem caroços no seio casualmente (no banho ou na troca de roupa) do que no autoexame mensal. A mudança, de acordo com o ministério, surgiu do fato de que, na prática, muitas mulheres descobriram a doença a partir de uma observação casual e não por meio de uma prática sistemática de se autoexaminar.
Outra recomendação é que mesmo sem sintomas, mulheres a partir dos 40 anos façam anualmente o exame clínico das mamas e aquelas entre 50 e 69 anos, no caso de baixo risco, se submetam a mamografia, pelo menos, a cada dois anos. Esta periodicidade leva em conta benefícios e riscos da mamografia, que é um raio-X capaz de identificar tumores pequenos. Já mulheres consideradas de alto risco devem procurar acompanhamento individualizado. Este grupo inclui aquelas com história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente na mulher brasileira, com alta letalidade. Nesta doença, ocorre um desenvolvimento irregular das mamas, que se multiplicam até formar um tumor maligno. Os médicos não identificaram as causas precisas da doença, mas alertam para o crescente número de mulheres abaixo de 40 anos em tratamento.
Hábitos saudáveis e uma rotina de exercícios são as principais recomendações para evitar qualquer tipo de câncer. O tratamento pode variar entre cirurgia e quimioterapia.
O general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, resolveu ironizar o pedido de impeachment protocolado pelo deputado evangélico Marco Feliciano (Podemos-SP). Ele acusa Mourão de conspirar contra Jair Bolsonaro. “Se prosperar, eu volto para a praia”, declarou o general.
A alegação de Feliciano é que Mourão curtiu uma postagem da jornalista Rachel Sheherazade, do SBT. Na mensagem, ela indica que o vice-presidente é a melhor opção para comandar o País.
Feliciano protocolou o pedido de impeachment de Mourão por influência do “guru” da família Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho.
Quatorze crianças da Aldeia Guarani da Mata Verde Bonita, localizada em Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, tiveram um dia de experiências na última terça-feira (16). Pela primeira vez, visitaram a Academia Brasileira de Letras (ABL).
Vestidos à moda de 1897, ano de fundação da ABL, os atores Paula Sandroni e Alexandre Mofati recepcionaram os pequenos visitantes e contaram toda a história, como a academia foi fundada por Machado de Assis para preservar a língua e a literatura nacionais.
Na sala decorada em homenagem a Machado de Assis, tiveram a oportunidade de conhecer peças usadas pelo escritor no dia a dia, como o papel mata-borrão com que Machado secava o excesso de tinta líquida da caneta tinteiro. No livro de visitas da academia, os indígenas deixaram os nomes registrados em guarani e em português.
“Em nome da comunidade da Aldeia da Mata Verde Bonita, a gente está gostando muito e as crianças estão aprendendo também. Estou emocionada. Eu tenho 38 anos, mas nunca pensei que ia colocar meus pés aqui”, disse a cacique Jurema Nunes de Oliveira.
Depois de percorrer todas as instalações, os visitantes voltaram ao Salão Nobre, onde ocorrem as cerimônias de posse dos imortais. Lá, as crianças indígenas cantaram em guarani uma música em agradecimento ao Deus Tupã para funcionários da ABL. A música escolhida foi “oreru nhamandú tupã oreru”, que significa, em tradução livre, "nossos pais são o sol e o trovão". Eles ainda sentaram nas cadeiras, estilo Luis XVI, onde estão inscritos os nomes dos patronos homenageados pelos imortais.
O pequeno Fabrício, ou Tataendy em guarani, em poucas palavras, resumiu o que achou da visita: “Tudo legal”.
O indigenista José Bessa Freire, que trabalha há mais de 50 anos com educação indígena em universidades de Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e Amazonas, foi quem fez o primeiro contato com o presidente da ABL, Marco Lucchesi, para organizar a visita.
Atualmente, existem 2.900 escolas indígenas no Brasil, com 260 mil alunos. Essas escolas alfabetizam os índios na língua materna, e eles aprendem o português como segunda língua. A cacique Jurema e o irmão foram alunos do indigenista. “Eles são professores indígenas”, disse Bessa.
Bessa destacou também que hoje há 56.750 índios estudando em universidades públicas. “Lota um Maracanã. Então, isso vai criando um caldo”, disse. “O grande sonho é ter um índio na academia”, acrescentou.
“Essa academia vai de Gonçalves Dias, passa por Roquette Pinto, tem Darcy Ribeiro. Ainda que não houvesse essa plêiade de acadêmicos, o lugar dos índios é o lugar de todos nós. A academia está aprendendo com eles e esse simbolismo é muito forte”, disse Lucchesi sobre a visita.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) suspendeu a implementação de novas bolsas da Chamada Universal 2018. No final do ano passado, a chamada aprovou 5.572 projetos de pesquisa, sendo 2.357 projetos da Faixa A (projetos de até R$ 30 mil), 1.976 da Faixa B (até R$ 60 mil) e 1.237 da Faixa C (até 120 mil), contando com um total de R$ 200 milhões que seriam liberados em até três parcelas.
Em nota, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) afirma que as bolsas da Chamada Universal 2018 foram suspensas “devido ao atual cenário orçamentário e ao Decreto nº 9741, de 29 de março de 2019”. “O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) tem atuado junto ao Ministério da Economia para maior disponibilização de recursos, os quais são prontamente repassados a seus institutos e unidades de pesquisa”, diz a nota.
Um dos projetos prejudicados foi o do astrônomo Thiago Gonçalves, que estuda a formação e evolução de galáxias desde a origem do universo — próximo ao Big Bang — até os dias de hoje. “É um projeto de ponta que usamos um telescópio no México para observar galáxias muito distantes”, explica Gonçalves. Agora, uma estudante que fazia parte de sua equipe perderá o financiamento para continuar no projeto.
Gonçalves explica que o projeto ainda não sofreu consequências porque a estudante aceitou continuar o trabalho mesmo sem receber nenhum pagamento. “Mas corremos o risco de ficar sem a mão de obra dela porque ela pode encontrar uma outra oportunidade de trabalho”, diz o astrônomo, que lembra que este projeto tem a participação de cientistas do México e dos Estados Unidos. Com menos pessoas, fica mais difícil para os cientistas brasileiros terem uma participação relevante no que for descoberto.
A nota do MCIC diz que o ministério “mantém ainda permanente diálogo com os gestores de suas entidades vinculadas para que os recursos sejam otimizados, minimizando o impacto em suas atividades”. Apesar disso, Gonçalves diz que não recebeu nenhum comunicado do CNPq sobre o corte de bolsas e que descobriu o congelamento por meio de notícias publicadas nas redes sociais. “Não houve nem tempo para nos planejarmos ao redor disso. Fomos pegos de surpresa”, diz o astrônomo que pretende entrar em contato com a CNPq para ver se é possível implementar a bolsa agora ou no futuro.
Procurada pela GALILEU, a assessoria do CNPq não respondeu qual será a previsão para a situação ser normalizada.