📘 O novo livro de Janine Meira Henriques, A Menina que Colecionava Medos, nasce de uma travessia emocional marcada pelo luto vivido há quatro anos. A autora conta que esse período a levou a intensificar seus medos até perceber que precisava ressignificá-los. Como ela mesma afirma, “eu vi que eu tava intensificando meus medos… em determinado momento eu percebi que eu precisava encarar eles e ressignificar” . A partir dessa decisão, começou a enumerar angústias e transformá-las em narrativa, criando uma obra que reflete sua própria reconstrução.
🎭 A protagonista Eliora surge como espelho das vivências da autora, reunindo camadas de sua infância, maturidade e processos de mudança. Janine explica que a personagem é profundamente autobiográfica, ao dizer “ela sou eu, sou eu criança, sou eu adulta… mas traz uma perspectiva que muitas mulheres tomam em parração” . A obra se torna, assim, um incentivo para que mulheres enfrentem pressões sociais e emocionais com coragem e autenticidade.
🖋️ O processo de escrita foi acompanhado de perto por sua psicanalista, que recebeu os primeiros esboços e acabou assinando o prefácio do livro. A orelha ficou a cargo de uma amiga psicóloga, reforçando o caráter terapêutico da obra. Janine relata que “concluí ele ao longo do ano passado… mandei pra minha psicanalista ler os esboços” , destacando que o tema do luto reverberava nela desde anos antes da finalização.
🎨 As ilustrações do livro são assinadas por Tiago Bione, amigo de longa data da autora e parceiro em projetos anteriores. Mesmo iniciando na pintura recentemente, ele captou com precisão elementos da personagem e da própria Janine. Ela conta: “ele identificava muito dela… muito de mim nela” . As artes, enviadas digitalmente de Montreal, foram recebidas impressas pela autora em sua última viagem ao Canadá.
✨ A mensagem central do livro é a possibilidade de recomeçar, segundo Janine. Ela deseja que o leitor termine a obra sentindo que não precisa ter medo de ser quem é. Como afirma, “se o leitor tivesse que levar só uma coisa… é o poder da mudança” . Para ela, se ao menos uma pessoa fechar o livro com coragem renovada, o objetivo já estará cumprido.
🌍 A autora reflete sobre como a arte a salvou em momentos de travessia, especialmente durante os 12 anos vivendo na Irlanda. Sua trajetória inclui quatro filhos, dois cânceres e uma sequela cardíaca da Covid, experiências que moldaram sua sensibilidade artística. Ela lembra que “a arte surge quando o sinal fecha… a vida tá sempre parando a gente” , reforçando o papel da criação como forma de ressignificação.
📸 A multiplicidade de linguagens — literatura, fotografia, terapia e atuação — se entrelaça na obra de Janine. Ela está adaptando o livro para um monólogo que deve estrear na Irlanda antes de chegar ao Brasil. Como explica, “a literatura, a fotografia, a terapia… estão interligadas” , destacando que atuar lhe permite viver tudo em um único universo.
🏙️ O lançamento presencial no Recife marca um retorno afetivo e profissional após anos de produções remotas. Janine celebra reencontrar amigos e o acolhimento da imprensa local, afirmando: “estou muito, muito feliz de estar lançando aqui em Recife… são 12 anos morando fora” . A recepção calorosa reforça sua conexão com a cidade natal.
📝 A evolução de sua escrita ao longo de mais de duas décadas é marcada pela maturidade e pela transformação das próprias vivências em ficção. Janine reconhece que “tem 22 anos que eu escrevo… e sempre é sobre vivências que eu passei” , embora deseje um dia escrever algo totalmente desvinculado de sua realidade. Ainda assim, entende que esse é seu estilo e que suas experiências ecoam as de muitas outras pessoas.
🌵 Entre os próximos projetos, a autora prepara uma exposição fotográfica e trabalha na edição de um livro escrito à mão durante uma viagem ao deserto do Saara. Ela conta: “eu escrevi um livro à mão no deserto do Saara… pretendo anexar os cadernos ao livro” . O monólogo baseado no novo romance também deve chegar a Pernambuco até 2028.
📸 Fotos: Reprodução Instagram da Escritora
SERVIÇO — Lançamento do livro A Menina que Colecionava Medos
📍 Local: Café São Brás do Espinheiro — Rua Dr. Vicente Meira, 231, Recife
📅 Data: 22 de agosto de 2026
⏰ Horário: 17h
✍️ Atividades: Sessão de autógrafos e conversa com a autora