🧔 A resistência masculina em procurar o urologista continua sendo um obstáculo sério para diagnósticos precoces, especialmente quando o assunto envolve câncer de próstata e impotência sexual. Pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostra que esses dois temores seguem no topo das preocupações dos homens acima de 40 anos. O cirurgião e urologista Eugênio Lustosa reforça que muitos pacientes só chegam ao consultório quando os sintomas já estão avançados, reduzindo as chances de tratamentos simples e eficazes. A negação da doença, motivada pelo medo de impactos na vida sexual e na longevidade, ainda é um comportamento comum.
📊 Entre os entrevistados, 58% apontaram o câncer como maior preocupação, enquanto 37% citaram a impotência sexual. O levantamento também revelou que 35% dos homens acreditam não ter nenhum problema de saúde, mesmo relatando fatores de risco como sedentarismo, hipertensão, obesidade e tabagismo. Para Eugênio Lustosa, essa falsa sensação de segurança contribui para diagnósticos tardios e agrava quadros que poderiam ser tratados com mais tranquilidade. Ele reforça que o cuidado preventivo deve ser parte da rotina masculina, não uma exceção.
❗ A pesquisa da SBU também escancara a desinformação sobre saúde urológica. Cerca de 10% dos homens não sabem o que é a próstata, 38% acreditam que dificuldade para urinar é algo natural do envelhecimento e 34% associam qualquer problema prostático ao câncer. Lustosa alerta que sintomas urinários nunca devem ser ignorados, pois podem indicar hiperplasia benigna, infecções, alterações da bexiga ou até câncer. Apenas a avaliação médica é capaz de identificar a causa real e orientar o tratamento adequado.
🏥 Outro dado preocupante: apenas um em cada três homens se considera muito preocupado com a própria saúde. Quase 20% dependem da parceira ou parceiro para agendar consultas. Para Eugênio Lustosa, isso revela que o autocuidado ainda não é prioridade entre muitos brasileiros. Ele destaca que o check-up periódico é essencial para detectar doenças silenciosas e aumentar significativamente as chances de cura. O medo, segundo o especialista, não pode ser maior do que o compromisso com a própria saúde.
🧪 A pesquisa “O olhar masculino sobre a saúde do homem” ouviu 1.500 homens acima de 40 anos, de todas as regiões do país, entre 2023 e 2024, e segue repercutindo por evidenciar tabus que ainda colocam a saúde masculina em risco. Os dados reforçam a necessidade de ampliar campanhas educativas, combater mitos e incentivar a ida regular ao urologista — atitude simples que pode salvar vidas e preservar qualidade de vida.