📊 Às vésperas do Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro, o debate sobre acessibilidade ganha cada vez mais relevância no ambiente corporativo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do IBGE, apontam que o Brasil possui 18,6 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 8,9% da população com dois anos ou mais. Apesar desse contingente expressivo, a falta de produtos, serviços e conteúdos acessíveis ainda afasta milhões de consumidores, gerando impactos econômicos para as próprias empresas.
💼 Para Thaísa Durso, especialista em finanças pessoais da Rico e primeira assessora surda da XP Inc., a ausência de acessibilidade representa um custo invisível para os negócios. Segundo ela, limitar o acesso de parte da população significa reduzir oportunidades de crescimento, fidelização e fortalecimento da marca. A executiva destaca que a acessibilidade deve ser encarada como uma decisão estratégica, capaz de gerar resultados concretos e ampliar o alcance das empresas.
📈 Estudos internacionais reforçam essa percepção. Pesquisa conduzida pela Accenture em parceria com a Disability:IN e a AAPD mostra que companhias com melhores indicadores de inclusão registram desempenho financeiro superior às demais. Na atualização mais recente do levantamento, divulgada em 2023, empresas líderes em inclusão apresentaram, em média, receita 1,6 vez maior e lucro líquido 2,6 vezes superior ao das demais participantes, demonstrando a forte associação entre práticas inclusivas e resultados corporativos.
🌐 Além dos impactos financeiros, a acessibilidade fortalece a relação entre marcas e consumidores. No pilar Social do ESG, iniciativas voltadas para inclusão digital e atendimento acessível contribuem para aumentar o engajamento e a fidelização do público. Para Thaísa, consumidores que se sentem reconhecidos e representados tendem a criar vínculos mais fortes com as empresas, tornando a inclusão um diferencial competitivo importante em mercados cada vez mais disputados.
🤟 No setor financeiro, a oferta de conteúdo em Língua Brasileira de Sinais (Libras) ainda é limitada. Buscando suprir essa demanda, a Rico desenvolveu uma frente permanente de acessibilidade que funciona durante todo o ano. Entre as iniciativas está a série Finanças em Libras, disponível no canal oficial da corretora no YouTube e também integrada à plataforma Riconnect como uma categoria fixa de conteúdo, ao lado de temas como renda fixa, renda variável e finanças pessoais.
📚 O projeto também enfrentou o desafio de adaptar conceitos do mercado financeiro para Libras. Termos como Selic e Tesouro Direto passaram por processos de pesquisa, construção e validação de sinais específicos para garantir que a comunicação ocorresse de forma clara e eficiente junto à comunidade surda. A iniciativa busca ampliar o acesso à educação financeira e promover maior inclusão dentro do mercado de capitais.
🎯 Para Thaísa Durso, ensinar finanças em Libras vai além da simples tradução de palavras. O processo exige adaptação cultural, domínio terminológico e metodologias compatíveis com a realidade da comunidade surda. Na avaliação da especialista, a educação financeira só cumpre plenamente seu papel quando consegue alcançar diferentes públicos e linguagens, incluindo a Libras.
📸 Foto: Divulgação/Rico
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📍 Especialista: Thaísa Durso, especialista em finanças pessoais da Rico e primeira assessora surda da XP Inc.
📆 Data de referência: Dia Nacional do Surdo, 26 de setembro.