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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

✨ Quando o medo da cadeira vira notícia: a odontofobia em foco


📌 A odontofobia, reconhecida pela OMS, afeta até 2% dos brasileiros e pode transformar uma simples consulta em um episódio de pânico. A chamada ansiedade odontológica, segundo o Conselho Federal de Odontologia, atinge de 15% a 20% da população e revela um cenário em que o medo ainda é um grande obstáculo para a saúde bucal. Frequentar o dentista, no entanto, é indispensável não só para manter os dentes saudáveis, mas também para prevenir doenças que afetam todo o corpo.

🦷 A odontopediatra Raissa Dias, habilitada em sedação com óxido nitroso, explica que nem todos sentem prazer em ir ao consultório, mas reforça que consultas regulares — ao menos duas vezes ao ano — são essenciais. Entre os principais motivos do medo estão experiências traumáticas, receio da dor, aversão ao barulho do “motorzinho” e o temor da agulha de anestesia. Histórias negativas ou ameaças durante a infância também contribuem para que muitos adultos evitem o atendimento.

💬 Para enfrentar esse cenário, a odontologia moderna tem investido em práticas humanizadas e acolhedoras. A escuta ativa, por exemplo, permite que o paciente se sinta compreendido e respeitado, reduzindo a tensão antes e durante o procedimento. Profissionais treinados para reconhecer sinais de ansiedade adaptam o ritmo da consulta, explicam cada etapa e criam um ambiente mais seguro emocionalmente.

😄 Outro recurso que tem ganhado espaço é o uso do óxido nitroso, o famoso “gás do riso”. A técnica promove relaxamento rápido e seguro, diminuindo o medo e facilitando tratamentos que antes eram impossíveis para pacientes com fobia severa. A sedação consciente permite que a pessoa permaneça acordada, mas tranquila, tornando a experiência muito menos ameaçadora.

🌱 Combinando acolhimento, tecnologia e novas abordagens terapêuticas, a odontologia mostra que é possível transformar o terror da cadeira em uma experiência mais leve. Vencer o medo é um passo importante para recuperar a saúde bucal, a autoestima e até a vida social — afinal, sorrir sem medo também é um ato de bem-estar.