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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

📌 🧤 Quando o hábito vira ameaça: o perigo invisível de roer as unhas



🩺 O ato aparentemente inofensivo de levar os dedos à boca e roer as unhas, conhecido como onicofagia, é tão comum que muitas pessoas nem percebem quando fazem. Porém, esse comportamento pode abrir caminho para infecções graves, como alerta a diretora médica da Clínica SiM, Cláudia Velasco. A boca, repleta de microrganismos, funciona como uma porta de entrada para bactérias agressivas quando a pele ao redor das unhas é ferida, criando um cenário perfeito para complicações sérias.

🦠 Estudos da National Library of Medicine apontam que entre 20% e 30% da população mundial mantém esse hábito, independentemente da idade. A alta prevalência, porém, não diminui os riscos. A sujeira acumulada sob as unhas chega à boca, enquanto a saliva penetra nas microlesões provocadas pelos dentes. Esse ciclo favorece infecções como paroníquias, que podem evoluir rapidamente e exigir intervenção médica urgente.

⚠️ Um exemplo dramático é o caso da jovem norte‑americana Gabby Swierzewski, de 21 anos, que quase perdeu um dedo após uma infecção iniciada pelo hábito de roer as unhas. A evolução foi tão rápida que uma cirurgia de emergência foi necessária para impedir que a bactéria atingisse o osso — o que tornaria a amputação inevitável. Situações como essa reforçam a importância de reconhecer os sinais de alerta e buscar ajuda médica imediatamente.

🧪 Os sintomas que indicam infecção incluem vermelhidão, inchaço, dor pulsante, presença de pus e até febre, quando o quadro deixa de ser local e passa a afetar o organismo como um todo. Para a psicóloga da Clínica SiM, Mirella Martins Lippi, a raiz do problema muitas vezes é emocional: estresse e ansiedade são gatilhos comuns da onicofagia. Por isso, o tratamento ideal combina cuidados médicos e acompanhamento psicológico, evitando que o ciclo de ferimentos e reinfecções se repita.

🧩 Romper com o hábito exige estratégia e persistência. Medidas como manter unhas curtas, usar esmaltes amargos, adotar objetos de estímulo como bolinhas antiestresse e criar barreiras físicas com curativos podem ajudar. Segundo Mirella, a mudança depende de paciência e de ferramentas que interrompam o reflexo automático de levar a mão à boca, especialmente em momentos de tensão.

Serviço:
Clínica SiM
Rede de clínicas acessíveis presente na Bahia, Ceará e Pernambuco.
Mais informações: www.clinicasim.com
Telefone: 0800 357 6060