🌡️ A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou uma atualização climática que acende um sinal de atenção em Pernambuco. As análises dos principais centros meteorológicos internacionais apontam alta probabilidade de formação de um El Niño moderado a forte no segundo semestre de 2026, com chance crescente de evolução para um episódio muito forte. O fenômeno, marcado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial, costuma alterar padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta, trazendo impactos diretos para o Nordeste brasileiro.
🌧️ Historicamente, o El Niño reduz as precipitações no Norte e Nordeste, enquanto aumenta as chuvas no Sul e Sudeste. Para Pernambuco, o cenário previsto para julho, agosto e setembro indica chuvas abaixo da média no setor leste e temperaturas acima da média em todo o Estado. A meteorologista da Apac, Edvânia Pereira, ressalta que os efeitos dependem da intensidade do fenômeno e da interação com outros sistemas atmosféricos, especialmente o comportamento térmico do Atlântico Tropical.
🔥 Entre fevereiro e maio de 2026, o Estado registrou melhora parcial das condições de seca, graças a chuvas dentro da normalidade no período chuvoso. No entanto, com a perspectiva de um El Niño mais intenso e temperaturas elevadas no período seco, existe potencial para agravamento da estiagem nos próximos meses, sobretudo no interior. O aumento da evaporação, o ressecamento do solo e a maior demanda hídrica da vegetação podem pressionar ainda mais os recursos hídricos.
🌾 No setor agropecuário, os impactos esperados incluem maior necessidade de irrigação, estresse hídrico nas culturas, comprometimento das pastagens e aumento do estresse térmico nos rebanhos. A Apac reforça que o monitoramento contínuo é essencial para orientar ações de prevenção e adaptação, integrando indicadores climáticos, hidrológicos e agrícolas para avaliar a evolução da seca e seus efeitos sobre o Estado.
🚰 O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, destaca que o Governo de Pernambuco acompanha permanentemente os cenários climáticos para antecipar medidas e minimizar impactos. Entre as ações de mitigação estão a transferência de água entre bacias, o transporte de água do rio São Francisco, a dessalinização e a redução de perdas nos sistemas de abastecimento. Segundo ele, o planejamento antecipado e o monitoramento constante são fundamentais para enfrentar um possível agravamento da seca provocado pelo El Niño.
SERVIÇO
Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac)
Monitoramento climático, boletins e alertas
Site: www.apac.pe.gov.br
Atendimento ao público: Segunda a sexta, das 8h às 17h
Contato: (81) 3181-1000