🌅 O Nordeste como destino, casa e inspiração
O álbum Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste marca um momento de profunda conexão na carreira de Altemar Dutra Jr., que celebra 30 anos de estrada retribuindo em música o carinho recebido ao longo de décadas. O artista reforça que o projeto nasce de um sentimento genuíno: “Através da minha voz, eu quero retribuir. É um agradecimento da minha parte”. Gravado ao vivo em estúdio, o disco captura a vibração do palco e traduz a força cultural nordestina em arranjos que unem tradição e emoção.
🎤 Uma homenagem moldada pela vivência e pela memória afetiva
Para Altemar, este era o momento ideal para celebrar a música nordestina porque sua história pessoal se entrelaça com a da região. “Retribuir esse carinho, esse acolhimento nos meus 30 anos de carreira… é a forma de agradecer através da minha voz”, afirma. Parte de sua infância foi vivida no Janga, em Olinda, e Recife ocupa um lugar especial na memória da família Dutra. O álbum percorre ritmos, afetos e referências que moldaram sua formação musical e emocional.
🎼 Clássicos revisitados com alma romântica e identidade própria
Mesmo reconhecido pela herança seresteira e romântica, Altemar se sente em casa ao interpretar grandes nomes do Nordeste. “Eu canto o que eu acho que encaixa na minha voz e o que eu gosto… esse trabalho nordestino, eu gosto muito”, explica. No repertório, faixas como Pedras que Cantam, Ai que Saudade D’Ocê e Deus Me Proteja ganham sua assinatura vocal, equilibrando tradição e identidade. O artista reforça que o projeto é feito “com muito amor e com muito carinho”.
🌵 A influência dos mestres e um momento que marcou sua vida
Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Alceu Valença são pilares dessa homenagem. Altemar recorda com emoção quando representou o Brasil cantando Gonzagão na UNESCO, em Paris. “Foi muito legal, marcou a minha vida… eu escolhi algumas dessas músicas que eu faço nesse projeto”, conta. Essa vivência reforça o elo afetivo com o repertório e com a cultura nordestina, que ele considera parte essencial de sua trajetória.
🤝 O público nordestino como família estendida e fonte de energia
A relação com o Nordeste vai além dos palcos. “Eu tenho muito amigo nordestino. Nossa relação é muito estreita… essa ligação que eu tenho com o público é uma relação de amizade”, afirma. Para ele, cada show na região é reencontro, memória e celebração. A energia do público também ajudou a moldar o álbum: “O show serve para testar… fomos sentindo quais músicas deveríamos colocar dentro do projeto”, explica.
🎤 ENTREVISTA — ALTEMAR DUTRA JR.
O que motivou você a lançar Meu Cenário como uma homenagem explícita ao Nordeste.
Eu vou me repetir muito, mas é a grande realidade. Agradecimento. Através da minha voz, eu quero retribuir. É um agradecimento da minha parte. Acho que sempre não vai ser redundante. Eu vou sempre falar que esse projeto abrange o agradecimento da minha vida pelo Nordeste, pela minha música e a nossa música brasileira, uma música nordestina.
Por que este era o momento certo da sua carreira para celebrar a música nordestina?
Que alegria poder falar um pouco sobre esse projeto muito especial para mim. O que me motivou foi o agradecimento, antes de mais nada. Retribuir esse carinho, esse acolhimento nos meus 30 anos de carreira e o grande percentual de shows no meu dia a dia estão no Nordeste. E é a forma de agradecer, através da minha voz, o repertório que eu sempre fiz, mas que as pessoas não sabiam através de um projeto como este.
Como foi revisitar clássicos nordestinos mantendo sua identidade vocal romântica?
Eu canto muita coisa. Eu canto em vários estilos. Obviamente, que é a principal coluna da minha história, da minha carreira, da minha família, do meu pai. Essa coluna do seresteiro, do romântico. Trago esse legado da família Dutra, principalmente do meu pai, Altemar Dutra. Isso para mim é minha raiz, é minha base. Mas eu canto o que eu acho que encaixa na minha voz e o que eu gosto. E os shorts, esse trabalho nordestino, eu gosto muito e tive várias oportunidades de trabalhar com esse estilo, com essa música, que é a música brasileira. Então eu me sinto bem em poder fazer através da minha música, das minhas características de cancioneiro, de seresteiro, mas é feito com muito amor e com muito carinho.
Como a obra de artistas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Alceu Valença influencia seu modo de interpretar?
Ah, grandes nomes da nossa música brasileira e mais Luiz Gonzaga, em especial, eu tive a oportunidade de, ao lado de alguns colegas brasileiros, cantores, músicos, de ir até Paris e representar o Brasil, cantando Luiz Gonzaga na UNESCO. Foi muito legal, marcou a minha vida, não só a minha carreira, mas marcou a minha vida. Eu fui ao lado desses amigos alagoanos cantar Luiz Gonzaga. Um repertório muito bonito, que eu escolhi algumas dessas músicas que eu faço nesse projeto, inclusive.
O que o público nordestino significa para você ao longo desses 30 anos de carreira?
Eu tenho amigos no Brasil todo, graças a Deus. Tenho público no Brasil todo, graças a Deus, mas eu tenho muito amigo nordestino. Nossa relação é muito estreita, e assim eu lido com o público. Essa ligação que eu tenho com o público é uma relação de amizade. Quem consegue chegar ao Altemar Dutra Júnior, que é um edifício, acaba se tornando próximo.
E quando eu tenho a alegria de estar fazendo shows no Nordeste. A gente sabe que antes, depois e durante o show também, óbvio. Mas antes e depois a gente vai ter os momentos com os nossos amigos, os momentos em especial, curtindo um pouco com a galera aqui, muitos da minha infância, porque na minha infância eu cresci, eu, minha irmã, a Deusa. Tivemos momentos muito especiais ali no Janga, em Olinda. Recife é muito importante para nossa família também.
E para o meu pai.
E eu cresci vendo tudo isso e me impactou nessa realidade nordestina, no caso pernambucana, a cultura ali do Recife, nessa região onde a gente convivia muito ali no Janga. Então para mim é marcante na minha vida.
Como a energia do show ao vivo influenciou o formato e o clima do álbum?
Sem dúvida alguma que o show serve para testar. A gente vai colocando as músicas, sentindo a aceitação, que a galera vai curtindo mais na minha voz. E formamos o repertório bem assim, com coisas todas que estão no projeto, músicas que eu gosto, músicas que eu já cantava, músicas que eu já participava de alguma maneira em algum momento. meus shows. Então nós estamos sentindo nesse tempo todo quais nós deveríamos colocar dentro do projeto especial.
📸 Fotos: Sandro Fillipin
SERVIÇOÁlbum: Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste
Artista: Altemar Dutra Jr.
Disponível em: Todas as plataformas de streaming
Ouça:
Spotify – https://open.spotify.com/intl-pt/album/27gNioNyZgj6Ed1Ms34QJS
YouTube – https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kcpDBrC66BSV4Ll2L9FD7kNNnS6Imkiy8
Faixas:
- Meu Cenário
- Pedras que Cantam
- Ai que Saudade D’Ocê
- Deus Me Proteja
- Isso Aqui Tá Bom Demais / Frevo Mulher
- É Proibido Cochilar / Pagode Russo
- Riacho do Navio / A Vida do Viajante
- Verdadeiro Amor
- Tropicana (Morena Tropicana)
Produção musical: João Mourão
Arranjos: Elton Ricardo e João Mourão
Músicos: Ellann Ricard, Arturzinho do Acordeom, João Mourão, Márcio Santos, Josi Morais, Leandro Néri
Gravação: MidiaSom (Indaiatuba-SP) e HP Studio (Recife-PE)
Mixagem e masterização: Pró‑Studio SP – Cássio Martin
Selo: JC Shows


