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domingo, novembro 01, 2020

SP: Centro Cultural da Diversidade retoma programação física com a exposição A Luta Amada – Movimentos LGBTQIA+ desde Stonewall

 

Está em cartaz na cidade de São Paulo a exposição A Luta Amada – Movimentos LGBTQIA+ desde Stonewall entra em cartaz no Centro Cultural da Diversidade (R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi), com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h, respeitando protocolos vigentes no momento para segurança do público, o que inclui apenas duas pessoas por vez dentro dos espaços fechados e trinta nos espaços abertos. O evento é uma parceria do Museu da Diversidade Sexual – MDS, instituição vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, e do Goethe-Institut. A ocorrência da exposição em São Paulo é uma continuidade da edição Queer as German Folk, que aconteceu na Alemanha.

A mostra capta a atmosfera do movimento LGBTAQIA+ a partir de panfletos, cartazes e fotografias impressas em diferentes materiais, o que rende diversos tipos de interpretação. Alguns exemplos são materiais mais básicos, como tecidos e papéis, que representam o caráter DIY (faça você mesmo); e outros tecidos impressos em placas de espuma. A abertura da mostra acontecerá online no dia 23 de outubro, às 19h, com falas de monitores do Centro Cultural da Diversidade e representantes do Goethe-Institut, Museu da Diversidade Sexual e Amigxs da Arte, além de uma performance artística de Pedrâ Costa chamada “de_colon_isation VI: inbodiesvisibleborders”


Entre as peças exibidas, estão livros com fotos de homossexuais perseguidos pelo regime nazista; uma avaliação estatística do movimento gay e lésbico dos anos 1970 e 1980 de uma coleção concebida para museu intitulada “Holy Archive”; e vídeos com entrevistas de pessoas LGBTQIA+ que relatam seus “momentos Stonewall” que os fizeram começar a atuar politicamente.

A mostra também busca por uma perspectiva futura do movimento LGBTQIA+ no país. Para isso, a história presente é ponto de partida para debates que irão acontecer no percurso da exposição. Além disso, os visitantes também serão convidados a compartilhar suas perspectivas a partir de formulários oferecidos ao público, que poderá contar sobre seus “momentos Stonewall”.

Histórico da exposição

Na Alemanha, a exposição Queer As German Folk aconteceu no ano de 2019 a partir de uma parceria entre o Goethe-Institut Nova Iorque e o Schwules Museum Berlin e apoiado pela Bundeszentrale für politische Bildung.

Na noite do 27 de 1969, pessoas queer de todos os sexos – e entre elas muitas pessoas negras, se revoltaram contra um ataque policial no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque. A exposição partiu do aniversário de 50ª nos da revolta para exibir ao público histórias do movimento LGBTQIA+ na Alemanha oriental e ocidental e na Alemanha unificada, dos anos 1960 até hoje.

A exposição foca nas pequenas e grandes revoluções da revolta – os momentos nos quais o movimento se reinventou: a legendária “Tuntenstreit” (Tunte é uma palavra pejorativa alemã para descrever gays “afeminados”, aqui reapropriada pelas pessoas LGBTQIA+ de esquerda, a fundação de uma rede de mulheres negras na Alemanha até as intervenções atuais do movimento trans.

A exposição traz um relato polifônico da história do movimento e dá espaço as vozes e perspectivas que até hoje não encontraram muita ressonância, por exemplo os queers da Alemanha oriental nos anos 80, cujas ações radicais ainda estão ecoando. A exposição também procura pistas da conexão transatlântica e questiona a influência de Estados Unidos da América no movimento LGBTQIA+ alemão e vice versa.

Serviço
A Luta Amada – Movimentos LGBTQIA+ desde Stonewall
De 23 de outubro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021
Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h
Centro Cultural da Diversidade (R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi)
O evento de abertura será transmitido pelo Canal YouTube do Goethe-Institut São Paulo e pela plataforma #culturaemcasa.

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