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sexta-feira, 31 de março de 2017

Urgente: Manifestantes incendeiam Congresso Paraguaio


O senado do Paraguai, dominado por partidários do presidente Horacio Cartes, aprovou nesta sexta-feira (31) a reeleição presidencial, o que deflagrou incidentes entre opositores e a polícia. Manifestantes conseguiram entrar no prédio do Congresso, que fica no centro histórico de Assunção. A polícia disparou balas de borracha, e os manifestantes colocaram fogo no prédio. O canal Telefuturo transmitiu a confusão em frente ao Parlamento.

No total, 25 dos 45 senadores votaram a favor da emenda que institui a reeleição. A emenda deverá ser ratificada neste sábado pela Câmara dos Deputados, também controlada pelos governistas.

Os senadores não votaram no plenário do Senado, e sim em um gabinete do Congresso, diante da resistência de legisladores da oposição contra a medida. O presidente do Senado, Roberto Acevedo, o primeiro vice-presidente do Senado, Eduardo Petta, e outros legisladores da oposição ocuparam o plenário da Casa para impedir a votação.

A emenda foi apoiada por opositores ligados ao ex-presidente de esquerda Fernando Lugo, mas o restante da oposição denunciou a medida como um "golpe parlamentar".

A emenda ainda deve ser votada pela Câmara dos Deputados. Seu presidente Hugo Velázquez, disse que recebeu o projeto nesta sexta e informou que irá votá-lo no plenário da Casa no sábado. O presidente Cartes tem uma folgada maioria na Câmara dos Deputados, integrada por 80 legisladores.

Após ser confirmada pela Câmara dos Deputados, a emenda será submetida a um referendo nacional, no prazo de três meses, convocado pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral.

A Constituição vigente no Paraguai não permite a reeleição desde 1992.

Magnata dos refrigerantes e do tabaco, o presidente Cartes foi eleito para um mandato de cinco anos em 2013. Seus apoiadores mais entusiasmados querem que ele possa se candidatar para mais um mandato no ano que vem, mas críticos dizem que uma mudança constitucional feita para beneficiar um presidente no cargo seria injusta.

Confrontos - Houve dois momentos de confrontos violentos com a polícia nesta sexta. O protesto contra a medida que autoriza a reeleição começou antes que ela fosse aprovada. Durante a discussão, o prédio estava cercado por forças de segurança.

Num primeiro incidente, a polícia disparou balas de borracha, gás lacrimogêneo e acionou tanques de água. Ao menos 12 pessoas ficaram feridas, a maioria por balas de borracha e golpes de cassetete, de acordo com a agência France Presse.

O presidente do Senado, Roberto Acevedo, o presidente do Partido Liberal, da oposição, Efrain Alegre, e o deputado Edgar Ortíz, também liberal, foram feridos durante os incidentes, denunciou o senador opositor Luis Wagner.

Depois da aprovação da medida no Congresso, houve mais duros confrontos entre manifestantes opositores e a polícia de choque.

Segundo a agência Efe, "várias centenas de pessoas" romperam a barreira policial, invandindo o prédio do Congresso, onde quebraram vidraças e colocaram fogo nas portas, em papéis e em cadeiras. O incêndio se espalhou, e caminhões dos bombeiros se dirigiram à Praça de Armas.

Ainda de acordo com a Efe, há vários policiais feridos, segundo a instituição.

Oposição denuncia "projeto ditatorial"

Os senadores contrários ao projeto qualificaram a votação desta sexta de "golpe parlamentar". "É um projeto ditatorial de Horacio Cartes com a cumplicidade de Fernando Lugo, coautor deste projeto autoritário", declarou o senador opositor Carlos Amarilla.

O presidente do congresso Acevedo denunciou na quinta-feira, na Corte Suprema de Justiça, os senadores governistas por abuso de função e atentado à ordem constitucional.

"Queremos que o plenário da Corte Suprema de Justiça declare inconstitucional este procedimento ilegal".

"Queremos que o povo decida se quer ou não a reeleição, e não será uma minoria (parlamentar) que impedirá isto", disse a senadora Lilian Samaniego, presidente do Partido Colorado.

Portal G1

Exposições marcam 50 anos da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Para comemorar os 50 anos do maior teatro ao ar livre do mundo, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN), o Shopping Tacaruna, no Recife e o Polo Caruaru realizam duas exposições que contam a história de luta e suor de Plínio e Diva Pacheco para erguer a cidade-teatro.

No Polo Caruaru, a abertura da exposição acontece no próximo domingo, dia 2, já a partir das 9h da manhã, na praça de eventos em frente ao Armazém da Criatividade. Já no Tacaruna, a abertura oficial acontece neste dia 03, às 19h, com a presença de personagens vivos, na Praça de Eventos, e segue até o dia 16.

Nos dois eventos estarão em exposição objetos cênicos e pessoais, figurinos, fotografias e vídeos, além de uma maquete física da Nova Jerusalém, que levam o visitante por um percurso repleto de emoção. “Não são objetos sagrados, mas objetos sacralizados pela sua própria história. São peças que narram a trajetória dessa epopeia do agreste pernambucano, que passa por gerações da família do criador”, adianta o curador da exposição Aluízio Câmara.

Muitas novidades e um grande elenco esperam o público que for assistir a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém na temporada 2017, que será realizada de 8 a 15 de abril. Para marcar as comemorações do jubileu de ouro, foram introduzidas novas cenas grandiosas, renovados os figurinos.

Além o elenco conta com artistas de destaque no cenário nacional como Rômulo Arantes Neto (Jesus), Letícia Birkheuer (Maria), Joaquim Lopes (Pilatos), Aline Riscado (Herodíades), Adriana Birolli (Madalena), Raphael Vianna (Herodes) e Jesus Luz (Apóstolo João).

Os ingressos podem ser adquiridos em agências de viagens ou por meio do site oficial (www.novajerusalem.com.br). Nas compras feitas pelo site, o valor do ingresso poderá ser parcelado em até 12 vezes nos cartões de crédito.

Exposição 50 Anos da Paixão de Cristo

Polo Caruaru

Período: de 02 a 17 de abril de 2017
Horário: das 9h às 18h
Entrada gratuita


Shopping Tacaruna

Período: 03 a 16 de abril de 2017
Horário: 10h às 22h
Entrada gratuita


PNUD e Sebrae reconhecem boas práticas de negócios inclusivos e de impacto social

O Sebrae e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) se uniram para apoiar pequenos negócios inclusivos e sociais, estimulando seu crescimento sustentável, elevando sua competitividade e fortalecendo suas capacidades de proporcionar impacto socioambiental positivo e escalável. O prazo de inscrições para a chamada de Casos Incluir 2017 termina no dia 17 de abril. Essa iniciativa visa mapear e reconhecer modelos de negócios comprometidos com a geração de impacto positivo à sociedade e com a inclusão socioeconômica de cidadãs e cidadãos de menor renda.

Podem participar potenciais empreendedores, microempreendedores individuais (MEI), donos de microempresas ou de empresas de pequeno porte e produtores rurais comprometidos com o desenvolvimento de soluções capazes de gerar impacto social positivo. Eles podem inscrever suas ideias de negócio, casos e boas práticas por meio do site do PNUD: http://bit.ly/2kZBxJY.

Serão contempladas seis categorias: ideia inovadora, negócio com soluções de impacto social, negócio com soluções de impacto ambiental, negócio de impacto em escala, negócio inclusivo em cadeias de valor, negócio rural de impacto. A chamada prevê também um reconhecimento especial às iniciativas que se destacarem nas temáticas de gênero, juventude, terceira idade e integração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no negócio.

Desde 2014, o Sebrae incentiva a criação de negócios de impacto social em todo o país, porque acredita na força do empreendedorismo como fator capaz de transformar realidades. “O PNUD tem um vasto conhecimento sobre negócios inclusivos e sociais e a nossa parceria contribui para ampliar o acesso a mercados por esses novos modelos de negócios e fortalecer a construção de ambientes mais favoráveis para esses negócios inovadores que são capazes de incluir empreendedores de menor renda na sociedade e, ao mesmo tempo, gerar lucro”, afirma a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes.

“O PNUD acredita que os pequenos negócios exercem um papel fundamental para encontrar soluções inovadoras capazes de potencializar o crescimento econômico, reduzir as desigualdades e promover o desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, nossa parceria com o Sebrae vai catalisar e reconhecer as melhores práticas dos negócios de impacto social no país que tenham como propósito de transformar para melhor a vida das pessoas”, disse Maristela Baioni, representante residente assistente para programa do PNUD no Brasil.

Os finalistas serão encaminhados aos programas de fomento a negócios de impacto social apoiados pelo governo federal, investidores, incubadoras e aceleradoras para identificação de eventuais oportunidades de incentivo, investimento e apoio à implementação.

A Chamada faz parte dos esforços para a implementação da Agenda 2030, à medida que busca mapear soluções de negócios capazes de responder às demandas apontadas pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que têm como premissa o equilíbrio das três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental. Lançada em setembro de 2015, a Agenda 2030 é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade.

Agêncis Sebrae de Notícias

Está faltando água no Cabo de Santo Agostinho

Dois dos bairros mais populosos do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, estão sendo contemplados com obras de ampliação e melhorias da rede de distribuição de água. A Compesa atua com frentes de trabalho simultâneas nos bairros Cidade Garapu e Charneca para a construção de estações de bombeamento e implantação de novas tubulações, Válvulas Redutoras de Pressão (VRP) e novas ligações domiciliares. Hoje (31) foi iniciada uma intervenção, na Cidade Garapu, para executar a interligação da rede principal do novo sistema à Adutora de Suape. O serviço será concluído amanhã (1º), às 8h.

Para realizar a intervenção, foi necessário suspender o abastecimento de água, por 24 horas, para 18 localidades do Cabo de Santo Agostinho: Alto do Cruzeiro, Alto dos Mirandas, Bela Vista, Centro, Charnequinha, Cohab, Garapu, Jardim Santo Inácio, Loteamento Garapu, Malaquias, Mauriti, Nossa Senhora do Rosário, Nova Garapu, Pirapama, São Francisco, Suape-Praia, Vila Californiana e Vila Claudete. O fornecimento de água para as localidades será retomado após a finalização do serviço, seguindo o calendário de cada área.

Mais de 50 mil pessoas serão beneficiadas com a Obra de Ampliação do Sistema de Abastecimento do Cabo de Santo Agostinho, na qual são investidos cerca de R$ 18 milhões, recursos do governo federal, CAIXA, governo de Pernambuco e Compesa. O prazo para a conclusão do projeto é maio de 2018. No bairro de Cidade Garapu, está prevista a construção de duas estações elevatórias (bombeamento), o assentamento de 334 metros de adutora e quase 98 quilômetros de rede, além da implantação de nove Válvulas Redutoras de Pressão e 4.296 ligações domiciliares.

Para o bairro da Charneca, a obra consiste na execução de uma estação de bombeamento, implantação de 2,6 quilômetros de adutora e 12 quilômetros de rede de abastecimento. Na localidade também serão instaladas 13 válvulas e 1.079 novas ligações domiciliares.

Imprensa Compesa

Itep aprova 11 novos projetos para incubação no Estado

O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) divulgou hoje (31) o resultado do processo seletivo do programa de incubação da instituição, classificando 11 projetos inovadores. Para a Incubatep, foram selecionados seis projetos. Em Caruaru, na Itac, foi escolhido um projeto. Na Incubadora do Pajeú, duas vagas serão ocupadas; e na Invasf, em Petrolina, dois projetos serão incubados.

Na Incubatep, no Recife, os projetos selecionados são: Starthérmic (pré-incubação), Reservatório térmico sem coletores solares (pré-incubação), SILO42 (incubação), Prol Educa Soluções Educacionais (incubação), SIRI - Serviço inteligente de Reciclagem de Resíduos e Impurezas (pré-incubação) e Cinza vegetal para fabricação de artefatos de cimento (pré-incubação).

Em Caruaru, na Itac, será incubado o projeto Seopi (incubação). Em Petrolina, na Invasf, os projetos selecionados são: Abatedouro móvel (incubação) e Queijo Capri (pré-incubação). Em Serra Talhada, na Incubadora do Pajeú, os futuros incubados serão: Bode in Box(pré-incubação) e Eco Sertão (incubação).

CONVOCAÇÃO – Os representantes dos projetos aprovados são convocados para uma primeira reunião de trabalho no dia 10 de abril, às 14h, no auditório da Incubatep (para os aprovados no Recife). Para os aprovados no interior, a data e o horário serão os mesmos, devendo os responsáveis se dirigir para as incubadoras locais (Itac, Invasf e Pajeú). Na reunião, será abordado o novo modelo de incubação e pré-incubação do Itep, a documentação necessária para a formalização do processo e esclarecimentos gerais.

Endereço das Incubadoras:

Incubatep – sede do Itep – Av. Prof. Luiz Freire, 700 – Cidade Universitária

Itac – Centro Tecnológico do Agreste – CT Moda – Av. Dalton Santos, 319, Bairro São Francisco, Caruaru – (81) 3701.1108

Incubadora do Pajeú – Centro Tecnológico do Pajeú – CTP – Av. Custódio Conrado, nº 600, Bairro AABB, Serra Talhada – (87) 3831.9303

Invasf – Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina – Facape – Campus Universitário, s/nº, Vila Eduardo – Petrolina


Instituto de Tecnologia de Pernambuco

Greve do Detran: protestos e punições

Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) realizaram no início da tarde desta quinta-feira (30) um protesto contra o Governo de Pernambuco em Caruaru, no Agreste. O protesto marca os 46 dias de greve de servidores do Detran em todo o estado. O protesto percorreu várias ruas do centro de Caruaru e várias servidores de cidades do agreste, participaram do ato. O Detran está em greve desde 13 de fevereiro e apenas serviços como tirar fotos dos serviços de habilitação e provas teóricas estão sendo realizados.

De acordo o diretor do sindicato, Fernando Coelho, participaram do protesto representantes das circunscrições de trânsito (Ciretrans) de Caruaru, Recife, Limoeiro e Arcoverde. "Nós estamos há 46 dias em paralisação por conta da intransigência do governador Paulo Câmara e da sua equipe, que se negam a cumprir um acordo assinado em 2015. O governador, trancado dentro do Palácio, manda dizer que não vai negociar com o trabalhador. Por isso estamos aqui", afirmou.

Fernando ainda afirmou que a greve só vai chegar ao fim após um nova conversa. "A nossa greve é legal e pacífica. Busca o cumprimento do acordo e vai até a abertura do diálogo por parte do governo do estado", finalizou.

Punições - Em nota oficial, o Governo do Estado afirmou que o Governo do Estado adotou todas as medidas legais necessárias para que seja retomada a completa normalidade de funcionamento do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE). Infelizmente, o sindicato da categoria, de forma irresponsável, iniciou uma greve sem existência de pauta especifica de reivindicações, no dia 13 de fevereiro passado, prejudicando o atendimento à população que precisa dos serviços prestados pelo órgão. No mesmo dia, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PE, o Governo solicitou ao Tribunal de Justiça a decretação da ilegalidade da greve.

Vale ressaltar que esta é a sexta paralisação iniciada pelo sindicato dos servidores do Detran-PE em poucos mais de dois anos.

No dia 15 de fevereiro, o Tribunal de Justiça de Pernambuco, por meio do Desembargador Eduardo Augusto de Paurá Peres, atendendo uma ação apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco, considerou o movimento abusivo e determinou a ilegalidade da greve, orientando que os servidores retornassem em 24 horas às suas funções – sob pena de uma multa diária de R$ 30 mil, que depois foi ampliada pelo TJPE para R$ 80 mil diários. Sem falar do bloqueio das contas do sindicato. Mesmo assim, alguns dirigentes sindicais preferiram ignorar a determinação judicial, o que tornou o movimento ilegal, além de extemporâneo. Desobediência judicial é crime.

Para assegurar a prestação dos serviços à população, a Direção do Detran-PE, desde a decretação da ilegalidade da greve e o descumprimento judicial, tomou algumas pedidas:

- Corte do ponto dos servidores que não estão trabalhando.

- Abertura de processos administrativos para punir – inclusive com a demissão – servidores que cometam abusos, inclusive com ameaças contra colegas que desejavam retomar seus serviços à população pernambucana. Esses episódios, inclusive, estão registrados pelo sistema de monitoramento em vídeo do Detran –PE.

Há mais de trinta dias que o Tribunal determinou o retorno às atividades e a falta ao serviço sem justa causa, por mais de 30 dias, configura abandono de emprego. A Direção do Detran-PE será firme no cumprimento da determinação judicial.

Ao mesmo tempo, foram criadas formas alternativas para que os usuários dos serviços do Detran-PE pudessem cumprir suas obrigações:

CNH - A renovação ou 2ª via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou Permissão Internacional para Dirigir (PID) estão funcionando normalmente, desde que o cidadão faça a abertura do serviço pelo www.detran.pe.gov.br. Também está em atividade normal os atendimentos agendados nos Expressos Cidadão em todo o Estado, onde pode ser realizado recurso de infração, comunicação de venda, renovação de CNH, retirar CNH definitiva, entre outros.

CRVL - Também está sendo entregue o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) 2017 em algumas das unidades do Órgão, mediante agendamento pelo site www.detran.pe.gov.br. As 92 Circunscrições Regionais de Trânsito – Ciretrans localizadas no interior e Região Metropolitana estão funcionando de forma parcial.

EXAMES CNH - Já a realização de exames teóricos e práticos para obtenção da CNH, serviço bastante essencial no órgão, tem aumentado a quantidade diariamente na sede do Detran-PE, onde no início da greve realizava apenas 60 exames/dia e agora está chegando na casa dos 150. Esse procedimento apenas está sendo realizado nas categorias “A” e “B”, conforme agendamento do candidato realizado pelas autoescolas ou pelo site do Detran-PE.

APLICATIVO DETRAN-PE – Por meio do aplicativo do DETRAN-PE, é possível realizar vários procedimentos, que além de disponibilizar os serviços de agendamentos online para os principais atendimentos das áreas de habilitação de condutores e de veículos, possibilita ainda emitir a guia de pagamento do licenciamento anual.

Boa parte dos servidores já retornou ao trabalho, cientes da responsabilidade que têm e percebendo que o movimento iniciado pelo sindicato não tem objetivo claro, a não ser o de causar transtornos à população, num radicalismo minoritário que em nada honra a história do Detran-PE. Nos últimos dois anos, apesar de todas as dificuldades causadas pela crise econômica nacional, o Governo do Estado concedeu reajustes salariais para os servidores do Detran-PE acima da inflação, além de outros benefícios.

O Governo do Estado reafirma que será intransigente no cumprimento das determinações judiciais e na punição daqueles servidores que exerçam de forma aética e antiprofissional suas atividades. Tudo que estiver ao nosso alcance será feito para assegurar a regularidade e a qualidade dos serviços prestados pelo Detran-PE.

Com informações do Portal G1, da Folha de Caruaru e da Secretaria de Imprensa de Pernambuco

#31M Imagens das manifestações pelo Brasil

Belo Horizonte - MG 

Belo Horizonte 

Belo Horizonte - MG 

BR 101 - Recife (Hoje cedo) 

Brasília 

Campinas - SP

Cubatão - SP 

Fortaleza - CE 

Fortaleza - CE 

João Pessoa - PB

Maceió - AL 

 Natal - RN

Palmas TO

Porto Alegre - RS

 Porto Alegre - RS

Recife - PE 

Recife - PE 

Recife - PE

 Recife - PE

 Recife - PE

 Recife - PE

 Rio de Janeiro - RJ
 Rio de Janeiro - RJ

 Rio de Janeiro - RJ

 Rio de Janeiro - RJ

Rodoviários de Maceió em greve hoje de manhã

Salvador - BA, hoje de manhã em meio à chuva 

São Paulo - SP

 São Paulo - SP

São Paulo - SP

 São Paulo - SP

 São Paulo - SP

 Teresina - PI

Esposa do ator Stenio Garcia está na UTI

Marilene Saade, 48, mulher do ator Stênio Garcia, 84, está em coma. Ela fez uma cirurgia para a retirada de um mioma que tinha havia oito anos e acabou sofrendo complicações. A atriz está internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Clínica São Vicente, no Rio, e não pode receber visitas.

Um comunicado foi postado pela assessoria de imprensa da atriz: "Caros amigos: informamos que na última quarta-feira, 29 de março, a atriz Marilene Saade realizou cirurgia para retirada de útero, devido a um mioma benigno, mas sofreu complicações devido à Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA). O procedimento cirúrgico foi realizado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, onde nossa querida Mari encontra-se em estado que aspira muitos cuidados, na CTI."

A assessora da atriz Cláudia Dal Pozzo, assessora de Marilene, afirmou: "A Mari é forte! Vamos orar muito por ela nesse momento. O quadro é grave e sim, ela está em coma". "No momento o irmão dela, Roberto Saade, está dando assistência junto aos médicos da família, Dr. Bernardo Furrer e Dr. Luciano Negreiros", acrescentou.

A assessora disse ainda que os familiares de Stênio estão muito abalados. Pouco antes da cirurgia, a atriz chegou a postar uma mensagem na rede social dizendo que estava se preparando para ir para o centro cirúrgico. "Tentando me manter calma, mas para mim é algo que sempre tive pânico, fazer o quê? Mas com fé dará tudo certo", escreveu.

Na segunda (27), Stênio Garcia havia sido internado no mesmo hospital por ter fraturado duas costelas. Ele já teve alta e está em casa.


F5 - Folha SP

Teto desaba em supermercado e deixa feridos

Parte do teto de um mercado desabou, nesta sexta-feira (31), no bairro do Jordão, na Zona Sul do Recife. Oito pessoas já foram socorridas, sem gravidade segundo as equipes médicas. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão no local. As buscas seguem para localizar pessoas nos escombros.

Oito feridos foram socorridos pelas equipes e o Samu acredita que outras pessoas podem estar soterradas no estabelecimento. Os bombeiros trabalham dentro do local buscando localizá-las para fazer o resgate. "Nós não temos uma ideia precisa, uma ou duas pessoas podem estar nos escombros segundo populares. Estamos afastando o povo e pedindo silêncio, porque pode ter mais", explica o capitão do Corpo de Bombeiros, Márcio Aureliano.

De acordo com a Defesa Civil do Recife, ainda havia quatro pessoas nos escombros por volta das 14h. As buscas estão sendo acompanhadas pelos fiscais do órgão, que esperam a finalização do trabalho para fazer uma vistoria no local. “Houve o desabamento de uma laje e há uma parede com um certo risco. Já isolamos o trecho de uma rua lateral e estamos esperando o término dos resgates para avaliar se há mais riscos de outros desabamentos”, conta a gerente de engenharia da Defesa Civil, Elaine Holanda.

O local conta ainda com muito entulho, o que vem dificultando o trabalho dos bombeiros. "Estamos fazendo esse trabalho de busca com cães porque é um trabalho mais minucioso, já que há a possibilidade de vítimas nos escombros", pontuou o capitão do Corpo de Bombeiros, Márcio Aureliano.

Segundo as equipes de saúde no local, dois feridos foram socorridos para o Hospital da Restauração, na região central do Recife; outros dois foram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ibura, também na Zona Sul; dois para a UPA da Imbiribeira, um para a UPA de Barra de Jangada e outro para um hospital particular do Recife. A informação inicial é de que nenhum deles tinha ferimentos graves.

“Retiramos oito vítimas. Todas elas sem gravidade. Estamos aguardando a retirada de outras possíveis vítimas que poderiam estar presentes no supermercado”, contou o médico do Samu Tony Gleuber ao dizer que as equipes de resgate estão pedindo silêncio na área para tentar localizar as vítimas.

O estabelecimento fica na Avenida Maria Irene, principal via do bairro do Jordão. Um helicóptero foi enviado ao local para ajudar na remoção de feridos, além de duas ambulâncias avançadas com Unidades de Tratamento Intensivo, duas ambulâncias e outras quatro motolâncias.


Com informações do Portal G1

Protesto contra a Reforma da Previdência



Trabalhadores se reúnem na tarde desta sexta-feira (31), para protestar contra a reforma da Previdência e o projeto de lei que prevê a terceirização de trabalhadores. A concentração da mobilização ocorre na Praça da Independência, no Bairro de Santo Antônio, na área central da capital pernambucana, onde os manifestantes exibem cartazes com frases contrárias à reforma e ao governo do presidente Michel Temer. Há, ainda, faixas com fotos dos deputados federais pernambucanos que votaram a favor da terceirização.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros, a manifestação reúne seis centrais intersindicais. "Só vamos barrar essa reforma perversa na rua. É por isso que estamos aqui hoje", afirma o sindicalista. Além de representar os policiais civis, Áureo também preside uma central intersindical, composta por 15 categorias, como as de agentes de endemias do Recife, agentes de ressocialização e seguranças de carros-fortes.

"Estão todos mobilizados porque essa reforma [da Previdência] atinge demais os trabalhadores. A terceirização também não traz benefícios, porque os trabalhadores recebem os salários atrasados e, dentro da Polícia Civil, por exemplo, ganham um terço do que recebe um profissional contratado", explica Cisneiros.

Para o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores, Paulo Rocha, o ato é uma oportunidade para relembrar os 52 anos do início do Regime Militar. "Essa é uma maneira que encontramos de lutarmos para que essas reformas sejam barradas. Os trabalhadores vão perder todos os seus direitos", afirma. Segundo o sindicalista, professores das redes municipal e estadual, funcionários da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), bancários e representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) também integram o ato.

Os organizadores ainda não divulgaram uma estimativa de participantes do ato. A Polícia Militar de Pernambuco não fornece mais estimativa de públicos em protestos.

Portal G1


Nota do Blog: Se você está no protesto, mande informações, como textos, fotos ou vídeos, que a gente vai publicando aqui no blog.

Faculdade de Direito da USP aprova cotas raciais

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) aprovou nesta quinta-feira, 30, a ampliação da oferta de vagas para alunos de escolas públicas e, pela primeira vez, a reserva de vagas para alunos pretos, pardos e indígenas (PPIs). Após seis anos de discussão, a faculdade também aprovou um novo projeto pedagógico para o curso de graduação, em que apenas dois terços das disciplinas serão obrigatórias e o restante da grade será montado de acordo com os interesses dos estudantes.

Desde 2015 a faculdade destina 20% de suas 460 vagas para a seleção pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para alunos de escola pública. Para o próximo vestibular, 30% das vagas serão reservadas para alunos oriundos de escola pública - sendo 20% para autodeclarados PPIs e 10% para o restante.

"A escola é pública e é nossa função, em um país com tantas distorções, ter essa reserva. A minha preocupação é apenas com a permanência desses alunos em São Paulo. O ideal seria garantir bolsa a todos eles", disse José Rogério Tucci, diretor da faculdade. O Centro Acadêmico XI de Agosto, que mobilizou estudantes para pressionar pelo aumento da reserva de vagas, comemorou a decisão, mas disse que continuará lutando para garantir que os ingressantes tenham "condições plenas de permanência" na universidade.

Projeto

O novo projeto pedagógico deve ainda passar pela avaliação do Conselho de Graduação da USP, mas a expectativa é de que comece a vigorar para os ingressantes do próximo ano. Segundo Tucci, a mudança era necessária para modernizar o curso de graduação. "Não podíamos ficar com aquela grade antiquada, descompensada. O aluno terá liberdade maior por escolher a própria grade. É muito importante para a faculdade, já que almeja ter um curso que não é tradicional, como ficamos marcados."

Otávio Pinto e Silva, presidente da Comissão de Graduação da Congregação da Faculdade, disse que com uma grade de disciplinas obrigatórias "mais enxuta" os departamentos foram incentivados a ofertar novas disciplinas, que atendam questões atuais. A faculdade passará a ofertar disciplinas optativas na graduação que abordam, por exemplo, arbitragem, contratos de transferência de tecnologia, meio ambiente.

"Aumentamos o leque de matérias optativas disponíveis para os estudantes, mas continuamos atendendo às diretrizes do Ministério da Educação para o curso", disse Silva. Segundo ele, a demora para a aprovação do novo projeto se deu pela resistência dos departamentos em "enxugar" as disciplinas que deixariam de ser obrigatórias.

O novo projeto também tem como diretriz a restrição de estágios para alunos dos três anos iniciais, o que motivou protestos e até uma paralisação estudantil.

Estadão (SP)

Visando as Eleições 2018, aliados desembarcam do apoio ao Governo Federal

Não é por cargos e nem por discordâncias sobre terceirização ou mudanças na aposentadoria que o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), tem se tornado cada vez mais crítico ao governo do presidente Michel Temer. 

Pragmático, às voltas com a Operação Lava-Jato e preocupado com a reeleição do filho no comando de Alagoas, Renan resolveu iniciar um movimento de desembarque da base aliada para apostar suas fichas em uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018

Estar ao lado de Michel Temer é um péssimo negócio para todos os políticos que precisarem se reeleger em 2018. Como revelou a pesquisa Ipsos, para 90% dos brasileiros, o Brasil segue no rumo errado, com Temer na presidência.

Coincidência ou não, na noite de ontem (30), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) publicou um vídeo, em que critica a terceirização e o aumento de impostos sobre a folha de pagamento, em que praticamente rompe com o projeto golpista (saiba mais aqui). 

No vídeo, Renan criticou o projeto de terceirização geral, o aumento de impostos, o corte de investimentos e a reoneração da folha de pagamentos. "Tudo isso junto vai drenar as energias de uma economia que não consegue se levantar. O governo precisa conversar antes".

Mais do que simplesmente romper com Temer, Renan já negocia uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todos os cenários sobre sucessão presidencial. Ou seja, ele antecipa uma tendência, que será seguida por vários políticos que hoje integram a base de Temer.

Em outras palavras, associar-se ao golpe será suicídio político.

Com informações do Jornal Valor Econômico e do Portal Brasil 247


Edição Fake do jornal O Globo noticia queda de Temer



Circula em diversos pontos da cidade de São Paulo, uma edição polêmica do jornal O Globo. Além de manchetes como: “Temer renuncia: eleições convocadas” e “Deputados federais receberão salário mínimo”, a publicação critica uma provável anuência de um dos principais jornais do país com o golpe de 1964, que destituiu o presidente João Goulart e instaurou, em 1º de abril daquele ano, um governo militar no País.

Em seu editorial, o jornal pede “perdão” por sua participação nos eventos de 1964 e pela recente destituição da presidenta Dilma Rousseff: “Diz o ditado: errar é humano. Incorrer no mesmo erro sinaliza. O Globo pede desculpa aos leitores e a toda sociedade brasileira”, inicia o texto.

O texto do editorial ainda aponta: “Em 1964 apoiamos o Golpe Militar, o regime dos generais até o último momento. Vetamos a cobertura da Campanha pelas Diretas. É certo que tivemos nossas benesses: nos transformamos no maior conglomerado de comunicação neste período”.

A publicação, um fac-símile do jornal carioca, sem indícios de possíveis autores, também critica anunciantes d' O Globo como a Nestlé. Em um espaço publicitário, a marca afirma que “Água é um direito universal e a Nestlé Brasil finalmente concorda. Por isso desistimos de privatizar o Aquífero Guarani e as Águas de São Lourenço”.

Em outro anúncio, as empresas Vale e Samarco se “comprometem a reconstruir Mariana”, em alusão ao desastre causado na cidade mineira, após o rompimento de uma barragem de minérios da empresa.

Na tradicional coluna de opinião do jornal, Geraldo Alckmin pede desculpas aos secundaristas. “O decorrer dos acontecimentos demonstrou o que aqueles que ocuparam escolas de ensino médio tentavam nos alertar: uma reforma educacional feita sem discussão tem tudo para dar errado”, diz o governador.

Com informações do Portal Brasil 247 e do Brasil de Fato

A história na mão ou 52 anos depois

Há 52 anos aconteceu no Brasil uma série de acontecimentos que foram chamados de "Revolução", "Contrarrevolução" ou "Golpe de Estado". Seja qualquer um desses nomes, o fato é de que esse dia foi o primeiro de um período que só encerraria 21 anos depois, com a Nova República.

Quem presidia o Brasil na época era João Goulart, também conhecido como "Jango". Ele havia sido democraticamente eleito vice-presidente da República (sim, ao contrário do que acontece hoje, os vice-presidentes eram votados nominalmente, assim como os presidentes e você que lê este texto pode argumentar que não se vota em vice-presidentes desde 1960 e Jango foi o último vice eleito). 

Goulart pretendia colocar em vigor as Reformas de Base, entre elas a Reforma Agrária. Em Pernambuco, dois movimentos aglutinavam as massas, As Ligas Camponesas, que tinham à frente o advogado Francisco Julião; e o Movimento de Cultura Popular, formada por nomes como Germano Coelho, Paulo Freire, Abelardo da Hora entre tantos outros. E claro, à frente do governo estadual estava Miguel Arraes.

O Mundo vivia uma "Guerra Fria", um conflito internacional de influências que tinha dois lados: um dos lados, chefiado pelos Estados Unidos e o outro, pela então União Soviética (união de repúblicas socialistas formada pela Rússia, Ucrânia, Cazaquistão, Quirguistão, Armênia, Arzebaijão, Estônia, Letônia, Lituânia, entre outros países). 

Os norte-americanos lideravam uma legião de nações capitalistas enquanto a União Soviética liderava os países socialistas e comunistas. Os norte-americanos não queriam que a América Latina tivesse influência "do perigo vermelho", pois não engoliam o que ocorrera a Cuba cinco anos antes. Brasil (por conta das reformas de base) e Chile (presidido pelo socialista Salvador Allende que seria deposto e morto em 1972) eram países visados por conta das medidas populares.

Segundo vários historiadores, houve apoio ao golpe por parte de segmentos importantes da sociedade: os grandes proprietários rurais, grandes industriais, grande parte das classes médias urbanas (que na época girava em torno de 35% da população total do país) e o setor conservador e anticomunista da Igreja Católica (na época majoritário dentro da Igreja) que promoveu, em São Paulo, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, realizada poucos dias antes do golpe, em 19 de março de 1964..


Os militares brasileiros favoráveis ao golpe e, em geral, os defensores do regime instaurado em 1964 costumam designá-lo como "Revolução de 1964" ou "Contrarrevolução de 1964".] Todos os cinco presidentes militares que se sucederam desde então declararam-se herdeiros e continuadores da Revolução de 1964. A população, no início confusa e receosa, depois desinformada pela repressão à imprensa, acabou se acomodando à medida que a economia, aparentemente, melhorava.

Outro nome lembrado é o de Leonel Brizola, que promovera estatizações nas companhias telefônica e de energia do Rio Grande do Sul, ambas pertencentes a grupos dos EUA, criaram um clima tenso entre Brasil e Estados Unidos. Brizola denunciou um acordo de indenização fraudulenta feito com as companhias dos EUA, antigas proprietárias das estatais recém criadas do Rio Grande do Sul. O ministério caiu e o acordo foi suspenso, desagradando aos Estados Unidos.

Grandes veículos de Comunicação da época era amplamente favorável à deposição de João Goulart:

"Seria rematada loucura continuarem as forças democráticas desunidas e inoperantes, enquanto os inimigos do regime vão, paulatinamente, fazendo ruir tudo aquilo que os impede de atingir o poder. Como dissemos muitas vezes, a democracia não deve ser um regime suicida, que dê aos seus adversários o direito de trucidá-la, para não incorrer no risco de ferir uma legalidade que seus adversários são os primeiros a desrespeitar." ― O Globo de 31 de março de 1964.

"(…) Além de que os lamentáveis acontecimentos foram o resultado de um plano executado com perfeição e dirigido por um grupo já identificado pela Nação Brasileira como interessado na subversão geral do País, com características nitidamente comunistas." ― Correio do Povo de 31 de março de 1964.

"O Exército e os desmandos do Presidente.

"Se a rebelião dos sargentos da Aeronáutica fora suficiente para anular praticamente a eficiência da Arma, a subversão da ordem na Marinha assumia as dimensões de um verdadeiro desastre nacional." ― O Estado de S. Paulo de 31 de março de 1964.

"Aquilo que os inimigos externos nunca conseguiram começa a ser alcançado por elementos que atuam internamente, ou seja, dentro do próprio País. Deve-se reconhecer, hoje, que a Marinha como força organizada não existe mais. E há um trabalho pertinaz para fazer a mesma coisa com os outros dois ramos das Forças Armadas." ― Folha de S.Paulo de 31 de março de 1964.

"Basta! Não é possível continuar neste caos em todos os setores. Tanto no lado administrativo como no lado econômico e financeiro." ― Correio da Manhã de 31 de março de 1964.

"É cedo para falar dos programas administrativos, da Revolução. Mas é incontestável que um clima de ordem substituiu o que dominava o País, onde nem mesmo nas Forças Armadas se mantinham nos princípios de rígida disciplina hierárquica que as caracterizam." ― Folha de S.Paulo de 31 de março de 1964.

Arraes foi preso, acusado de "traição à Pátria" e mais tarde, foi exilar-se na Argélia, de onde só voltaria 15 anos depois, na Anistia de 1979. Brizola, Jango e muitos outros brasileiros acabaram exilados em outros países. Goulart morreria no exílio. Brizola voltou na Anistia e nos anos 80, foi eleito governador do Rio de Janeiro, sendo até hoje, o único brasileiro a governar duas diferentes unidades da Federação.

O golpe estabeleceu, a partir de então um regime de ufanismo nacionalista, politicamente alinhado aos Estados Unidos, e marcou o início de um período de profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Além da limitação da liberdade de opinião e expressão, de imprensa e organização, a partir de 1969 tornaram-se comuns as prisões, os interrogatórios e a tortura daqueles considerados suspeitos de oposição ao regime, comunistas ou simpatizantes, sobretudo estudantes, jornalistas e professores. Centenas de opositores ao regime foram mortos ou desapareceram.

E se nada disso tivesse acontecido? Será que o Brasil seria uma "nação vermelha"? A revista Superinteressante, em 2004, em matéria da jornalista Mariana Ikawura, fez essa pergunta a militares, historiadores e professores (inclusive o escritor Joel Rufino dos Santos, autor do livro O Soldado que não era, falecido em 2015):

Uma coisa é certa: sem as duas décadas de governo militar, de 1964 a 1985, um Brasil completamente diferente teria se desenvolvido. Há quem diga que as mudanças seriam para pior. “Os revolucionários salvaram o Brasil de se tornar uma grande Cuba, amargando o destino ruim dos países-satélites da antiga União Soviética”, diz o coronel Manuel Cambeses Júnior, da Escola Superior de Guerra. Mas mesmo quem não apoiou o golpe reconhece que, em 1964, o Brasil vivia um momento político tenso e que a esquerda também preparava uma tomada do poder. “Havia dois golpes em marcha. O de Jango obrigaria o Congresso a aprovar um pacote de reformas e mudanças na sucessão presidencial”, escreveu o jornalista Elio Gaspari no livro A Ditadura Envergonhada.

Mas há uma corrente de historiadores que acredita que o país estaria bem mais avançado hoje se o governo de João Goulart não fosse interrompido. As reformas a que Elio Gaspari se refere são as chamadas reformas de base – como a agrária e a educacional . “Se colocadas em prática, elas poderiam ter alavancado o desenvolvimento do país”, diz o historiador Joel Rufino dos Santos, da UFRJ.

Outro argumento de quem defende que o Brasil estaria mais avançado hoje é o insucesso da política econômica implantada pelos militares. Apoiada em empréstimos estrangeiros que financiavam obras gigantes como a hidrelétrica de Itaipu, a economia nacional viveu um período de bonança conhecido como “milagre econômico”. Mas, assim como as obras, os gastos também eram monumentais e nossa dívida externa cresceu 1 500% entre 1964 e 1978. Jango, ao contrário, queria investir na criação de uma indústria nacionalista, espalhada pelo país e protecionista (o Estado teria maior presença nos rumos da economia). “Ele teria criado condições para manter investimentos no Brasil e evitar o uso de mão-de-obra barata”, diz a historiadora Maria Aparecida de Aquino, da USP.

Em suma, a jornalista relata que o País teria muito menos problemas do que hoje:

Mudanças na cultura
Nossa produção cultural seria bem diferente. De um lado, não teríamos algumas das melhores músicas escritas durante a ditadura, como forma de protesto. Por outro, muitos artistas tiveram sua produção tolhida pela repressão. Geraldo Vandré, por exemplo, autor de “Pra Não Dizer que Não Falei de Flores” (que se tornou hino contra a ditadura), deixou o país e depois se afastou dos palcos. Sem o golpe, é possível que ele tivesse uma carreira mais prolífica

Brasil mais cabeça
Se a reforma educacional de Jango tivesse saído como planejada, nós teríamos índices de analfabetismo baixíssimos e uma universidade pública com investimentos sérios em pesquisas de ponta. “Poderíamos ser a vanguarda nas pesquisas científicas e ter até ganhadores do Prêmio Nobel”, diz Joel Rufino dos Santos

Moradia mais digna
Um dos grandes responsáveis pelo inchaço das grandes cidades foi o êxodo rural. Com a reforma agrária, esse problema seria atenuado. “O aspecto principal desse crescimento desordenado é a favelização”, diz Joel Rufino dos Santos. Teríamos, então, cidades menos miseráveis

Movimento Sem Terra
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra simplesmente não existiria. Pessoas que hoje dedicam sua vida à luta pela reforma agrária teriam uma vida bem diferente. É o caso de João Pedro Stédile, atual ideólogo do MST. Com a reforma agrária implementada, é possível que ele se dedicasse às pesquisas em economia, sua área de formação

Sem energia nuclear
Hoje, cerca de 40% da produção de eletricidade do estado do Rio de Janeiro sai da usina nuclear Angra I, cuja construção foi iniciada em 1972, durante o governo militar. O desenvolvimento da tecnologia foi iniciativa dos militares, em parceria com a Alemanha. Sem eles no poder, é bem possível ainda não tivéssemos dado nenhum passo nessa área

Muitas vozes
Com uma indústria mais forte e menos êxodo rural, todas as regiões do país se desenvolveriam. Assim, a grande imprensa não estaria concentrada no Sudeste, como hoje. Sem o golpe – e portanto com 20 anos a mais de democracia – é possível que tivéssemos uma diversificação maior de vozes na imprensa, com publicações de diferentes inclinações políticas.

Que esses vivências virem história, independente de olhares e ideologias,  para que fatos como esse não mais aconteçam no Brasil.

Com informações da Wikipedia, Revista Superinteressante e Editora Unesp