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terça-feira, 22 de setembro de 2026

📱 Redes sociais influenciam consumo e podem agravar endividamento das famílias nordestinas


💳 As redes sociais deixaram de ser apenas espaços de entretenimento e convivência para se tornarem ferramentas cada vez mais presentes nas decisões de compra dos brasileiros. No Nordeste, onde 21% dos usuários de internet já realizam compras diretamente pelo Facebook, Instagram ou TikTok, segundo a pesquisa TIC Domicílios, especialistas alertam para os impactos desse comportamento sobre o orçamento familiar e os índices de endividamento da população.

📈 Dados recentes mostram que o comprometimento das finanças segue elevado nas principais capitais nordestinas. Em agosto, 82,3% das famílias do Recife possuíam algum tipo de dívida, percentual que chegou a 77,4% em Salvador e 67,8% em Fortaleza. No mesmo contexto, 45% dos consumidores da região afirmaram ter visualizado anúncios em publicações nas redes sociais, ampliando o contato diário com estímulos ao consumo.

🧠 Para o presidente do Instituto Brasileiro de Finanças Digitais (IFD), Rodrigo de Abreu Pinto, a influência dos algoritmos tem desempenhado papel cada vez mais relevante na formação dos desejos de consumo. Segundo ele, o ambiente digital estimula padrões comportamentais que podem levar usuários a adotarem estilos de vida incompatíveis com sua realidade financeira, especialmente em um cenário marcado por juros elevados, crédito facilitado e crescimento das apostas online.

🛍️ O especialista explica que as plataformas digitais passaram a ocupar uma etapa estratégica da jornada do consumidor. Além de apresentarem produtos e serviços, elas ajudam a construir percepções sobre sucesso, padrão de vida e felicidade. Conteúdos relacionados a viagens, artigos de luxo, moda, gastronomia e estética são exibidos repetidamente aos usuários, incentivando o consumo e elevando expectativas muitas vezes difíceis de serem sustentadas financeiramente.

📲 Outro fator apontado é a transformação das redes sociais em verdadeiros centros de compras. Se antes funcionavam apenas como canais de interação entre marcas e consumidores, atualmente também operam como marketplaces, permitindo que toda a jornada de compra aconteça dentro da própria plataforma. Esse modelo reduz barreiras para a aquisição de produtos e pode estimular decisões impulsivas.

📊 O cenário regional acompanha uma tendência nacional. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o índice de famílias endividadas no Brasil alcançou 82% em agosto, registrando o maior patamar da série histórica pelo sétimo mês consecutivo.

💬 Para Rodrigo de Abreu Pinto, compreender o papel das redes sociais no comportamento financeiro tornou-se essencial para enfrentar o avanço do endividamento. Embora fatores econômicos tradicionais continuem sendo determinantes, a influência exercida pelas plataformas digitais sobre hábitos de consumo e decisões de compra exige atenção crescente de especialistas, consumidores e formuladores de políticas públicas.

📸 Foto: (Divulgação)

SERVIÇO

👤 Fonte: Rodrigo de Abreu Pinto

🎓 Especialista em Direito Societário

🏛️ Presidente do Instituto Brasileiro de Finanças Digitais (IFD)

⚖️ Presidente da Comissão de Estudos sobre SAF da OAB-PE

🤝 Vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal (PE)